O Jornal Oficial de Mossoró (JOM) desta quarta-feira (12), edição 686c (veja AQUI), traz a nomeação do secretário de Administração do município, advogado Kadson Eduardo, para a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Ele vai acumular as duas pastas provisoriamente.
A pasta do Planejamento teve o deslocamento do seu titular até então, professor Frank Felisardo, à titularidade da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (veja AQUI).
O professor e economista Franklin Filgueira pediu exoneração dessa secretaria.
Kadson Eduardo começou o governo municipal em janeiro de 2021 como chefe do Gabinete. Depois foi nomeado à Administração. Acompanha o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) desde o período em que ele foi deputado estadual empossado em 2019, no cargo de chefe de Gabinete na Assembleia Legislativa do RN.
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Felisardo foi durante muito anos diretor da Universidade Potiguar UnP) em Mossoró Foto: Edilberto Barros)
O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) anunciou agora há pouco ao Meio-dia TCM, da 95 FM de Mossoró, que o atual secretário do Planejamento, Orçamento e Gestão do município, professor Frank Felisardo, será deslocado para a pasta do Desenvolvimento Econômico.
Ele vai substituir o professor e economista Franklin Filgueira, oriundo da Universidade do Estado do RN (UEERN).
Outras modificações deverão acontecer, disse Bezerra, inclusive com espaço ainda maior para mulheres em sua equipe.
Por enquanto, não há anúncio de quem ocupará o Planejamento, com a migração de Felisardo para o Desenvolvimento Econômico.
Frank Felisardo foi durante muitos anos diretor da Universidade Potiguar (UnP), Campus de Mossoró, além de ter passado pela Direção Administrativa da Faculdade Católica do RN. Professor da Uern, graduado em Administração pela mesma instituição, ele fez doutorado na Universidad Politecnica da Cataluña, Barcelona.
Em relação à saída de Filgueira, o prefeito disse que ele já havia manifestado há meses o interesse em voltar a se dedicar às atividades de consultoria. Não estaria mais conseguindo conciliar a pasta com empresa privada em Fortaleza-CE.
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O Partage Shopping Mossoró realizará o I Fórum de Desenvolvimento do Varejo de Mossoró e Região, nessa quinta-feira (04), às 18h30, no Requinte Buffet, Iniciativa é voltada ao empreendedorismo e com importantes contribuições em diferentes atividades do ramo varejista local e regional.
Evento marca os 15 anos do shopping em Mossoró (Foto: divulgação)
O evento que reunirá convidados e imprensa integra as atividades dos 15 anos do Partage Mossoró e tem o objetivo de mostrar a potencialidade da cidade dentro do varejo, observando o cenário atual e as perspectivas futuras, por ser o varejo um dos segmentos que mais crescem na região oeste, seguindo a tendência nacional.
O Fórum contará com três mesas de diálogo e convidados especiais para analisar esses cenários: A primeira tratará sobre Mossoró enquanto Polo Educacional da Região e terá como convidados o reitor da Faculdade Católica do RN, Padre Charles Lamartine, a reitora da Universidade do Estado do RN (UERN), Cicília Maia, e o pró-reitor de Assuntos Estudantis da Uern, Erison Natécio.
Mercado
A segunda mesa será sobre o crescimento do mercado varejista em Mossoró e na região, composta pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Stênio Max, pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDILOJAS), Michelson Frota, além do presidente da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Nilson Brasil.
A última mesa de diálogo será sobre o cenário atual do varejo com números da cidade e o potencial da região. Será composta pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Franklin Filgueira, o responsável pela expansão de negócios da franquia Kopenhagen – Rafael Puerta, bem como o gerente comercial e de novos negócios do Partage Shopping Mossoró, Adriano Capobianco.
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Na abertura do Mossoró Oil & Gas (MOGE) 2022, na tarde desta terça-feira (5), no Expocenter, o representante do Ministério de Minas e Energia (MME), Guilherme Eduardo Zerbinatti, destacou a perspectiva do investimento no RN. Destacou que os números chegariam a R$ 9 bilhões em ativos de Petróleo e Gás nos próximos anos, segundo associação de produtores independentes.
Presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, discursa em abertura (Foto: Luciano Lellys)
“Com as medidas do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de estímulo ao desenvolvimento e produção de campos e acumulações de petróleo e gás natural, que apresentam economicidade marginal, a expectativa é de investimentos maiores, para a consolidação de um ambiente de negócios favorável aos investimentos no Brasil”, disse.
O presidente da Associação Redepetro RN, Gutemberg Dias, frisou que o onshore brasileiro vive um momento histórico. “A retomada do setor, tendo o Rio Grande do Norte como protagonista, é uma realidade. Passou de perspectiva a algo concreto nos últimos anos, e o Mossoró Oil & Gas acompanhou essa evolução do setor de exploração e produção em terra”, observou.
Em seis anos, segundo ele, o evento evoluiu de 10 estandes e pouco mais de 50 pessoas para 90 estandes e expectativa de cerca de 3.000 participantes. “A atual edição ganhou caráter internacional, com parceria firmada com o consulado do Canadá no Brasil, com alguns empresários canadenses, com quem pretendemos estreitar laços”, anunciou.
Nova fase
A governadora Fátima Bezerra (PT) destacou o novo ciclo de investimento no onshore potiguar, através da chegada de novos operadores, e a importância de Mossoró para o setor de petróleo e gás. Lembrou o município ser reconhecido como Capital do Onshore, de acordo com lei estadual por ela sancionada em novembro de 2021.
A chefe do Executivo também ressaltou no novo marco regulatório do gás natural do Estado, através da Lei Estadual nº 11.190, que ela sancionou ontem. “O Rio Grande do Norte agora dispõe de legislação mais moderna e atrativa sobre uso do gás. Queremos tornar nosso estado ainda mais competitivo e atrair novos investimentos do setor”, frisou a governadora.
Ao final do pronunciamento, Fátima Bezerra assinou protocolo de intenções com a empresa 3R Petroleum. “É o Governo do Estado junto do setor produtivo, de mãos dadas com iniciativa privada, para promover desenvolvimento de acordo com as novas exigências do mercado, de forma convergente”, acrescentou.
Inclusão
O diretor técnico do Sebrae RN, João Hélio Cavalcante, defendeu o compromisso do Sebrae de incluir pequenos negócios no novo momento do setor de petróleo e gás no Rio Grande do Norte. Segundo ele, o início dessa nova fase representa oportunidade valiosa para inserção de microempreendedores e surgimento de novos negócios. O Sebrae é parceiro da Redepetro na organização do Moge.
Representante da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Sabóia (ANP) informou que o Rio Grande do Norte reponde hoje por 40% da produção nacional de petróleo, com cerca de 30 mil barris/dia. “Porém, essa produção já foi de mais 80 mil/dia, final anos 90, o que mostra a importância histórica do Estado para o onshore”, destacou
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, frisou a parceria da entidade com o Governo do Estado para fortalecer a cadeia de petróleo e gás, e o deputado estadual Hermano Morais (PV), representante da Assembleia Legislativa, destacou a sanção da nova lei do gás, aprovada na Casa.
Também participaram da abertura do Mossoró Oil & Gas 2022 o vice-governador Antenor Roberto; secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Torquato Fernandes; presidente da Potigás, Marina Melo Alves Siqueira, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Franklin Filgueira; representantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa) e de outras organizações.
O Mossoró Oil & Gas segue até quinta-feira (7), com programação técnica e científica, mostra de produtos e serviços e outras atrações. Programação completa aqui: //mossorooilgas.com.br/#programacao
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A Prefeitura de Mossoró realizou nesta quarta-feira (20), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL), encontro com empresários de diversos segmentos do setor produtivo de Mossoró e região. Foi evidenciado o potencial do Mossoró Cidade Junina (MCJ) para a cadeia produtiva da cidade.
Empresariado e secretários discutiram pontos importantes para município, setor produtivo e população (Foto: Célio Duarte)
Empresária no segmento de vestuário, Thalita Bessa relata a expectativa para o MCJ.
“Quando a Prefeitura investe, as pessoas têm interesse em participar. O setor agora reacende a esperança de melhorias e crescimento. Porque se não tem eventos, as pessoas não compram roupas. O setor de vestuário sofreu muito. Então, com certeza essa festa símbolo só tem a crescer e contribuir com o desenvolvimento de Mossoró”, declarou Thalita Bessa.
Emprego e renda
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, Franklin Filgueira, disse que “a nossa reunião procurou alinhar com os empresários, dentro da cadeia produtiva do turismo, o papel deles para o Mossoró Cidade Junina. A Prefeitura faz o evento acontecer, mas precisamos que haja do lado do setor produtivo uma contrapartida.”
Secretário municipal da Cultura, Etevaldo Lima também participou da reunião. “Esse momento está sendo significativo para que a gente possa mostrar para toda a população que o Mossoró Cidade Junina tem essa dimensão de impulsionar o desenvolvimento do município a partir de duas cadeias: cultura e a econômica, com a geração de emprego e renda”, finalizou.
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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SEDINT) promoveu nesta quinta-feira (24) reunião com o setor produtivo que abrange o comércio ambulante, autônomo e mercados públicos. Ocorreu no auditório da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM).
Filgueira fez explanação de projetos para o segmento e ouviu sugestões e questionamentos (Foto: Walmir Alves)
Na ocasião, o titular da pasta, Franklin Filgueira, explanou sobre o Programa de Governo, possibilitando aos presentes darem sugestões, definindo aspectos relevantes e prioritários. “Temos mais de 1.500 famílias que dependem desse segmento. Eles têm visões importantes para que a Prefeitura possa utilizar em seu planejamento”, declarou.
Francivaldo Santos da Silva, presidente da Associação dos Comerciantes Ambulantes de Mossoró (ASCAM), apresentou em reunião dificuldades enfrentadas pela categoria e propôs soluções para que o comércio ambulante flua de forma mais organizada.
“Esse diálogo é muito importante para a categoria porque busca solucionar os problemas existentes. Assim, vamos conseguir alinhar os interesses, levando benefícios à população sem prejudicar a renda de cada ambulante”, disse.
A secretária da Ascam, Carmélia Dhezerê, ressaltou que a reunião foi muito importante, visto que possibilitou diálogo com a Sedint. “Entendemos que o secretário tem buscado o melhor para os ambulantes e acreditamos que muitas coisas vão melhorar para nós”, declarou.
Com informações da PMM.
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Pelo sétimo mês consecutivo, Mossoró registrou saldo positivo na geração de empregos, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta terça-feira (30). Mossoró teve 1.087 postos de trabalho em outubro, garantindo que o município continue com desempenho positivo na geração de empregos.
Uma das ações que tem contribuído para abertura de vagas de trabalho é o programa Painel de Empregos e a atuação da Prefeitura de Mossoró para atração de novas empresas para a cidade, assim interpreta o titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SEDINT), professor e economista Franklin Filgueira.
O resultado do cálculo considera os números de admissões (2.587) e desligamentos (1.500) de trabalhadores. O resultado é a diferença entre os dois indicadores. O cálculo do Novo Caged é feito com base na pesquisa realizada mensalmente com os empregadores, mas considera também outras fontes como o sistema de dados do eSocial e do empregadorWeb (sistema que registra os pedidos de seguro-desemprego).
O segmento Serviços foi o que teve o maior saldo positivo na geração de empregos em outubro no município, quando dividido por grupo de atividade econômica. Foram 734 empregos nas empresas do setor de serviços mossoroense, seguido dos setores de construção civil (139 empregos) e indústria (105 empregos). Comércio (63 empregos) e agropecuária (46 empregos) também apresentaram resultados positivos no mês de outubro.
Saldo mensal da geração de empregos de Mossoró
Abril: 281 empregos
Maio: 882 empregos
Junho: 1.196 empregos
Julho: 585 empregos
Agosto: 1.016 empregos
Setembro: 1.209 empregos
Outubro: 1.087 empregos.
Do total de trabalhadores contratados em outubro a maioria é do sexo masculino (1.500 pessoas). Foram 1.047 empregos ocupados por mulheres. Ensino Médio completo foi o grau de instrução com maioria de trabalhadores admitidos em Mossoró no mês de outubro.
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O RN criou 6.302 empregos no mês de setembro, sendo que 1.205 foram gerados em Mossoró, o que equivale a 19,1% do total. Em outras palavras, Mossoró gerou quase 19,1% dos empregos em todo o RN, de forma que para cada 5 empregos gerados no Estado no mês, 1 deles foi em Mossoró.
Essa e outras informações relativas à empregabilidade no estado foram divulgadas nesta terça-feira (26) pelo Ministério do Trabalho, a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
Pelo sexto mês consecutivo a cidade de Mossoró tem obtido retomada do emprego de forma crescente e sustentada, ainda sob pressão da pandemia da Covid-19.
Taxa Mensal de Crescimento do Emprego
No terceiro semestre, a Taxa Mensal de Crescimento do Emprego em Mossoró se mostra bem acima da verificada em Natal e na média de todo o Rio Grande do Norte. Mossoró teve 24,8% em julho, 28,7% em agosto e 22,6% em setembro (veja boxe comparativo acima).
“O Painel de Empregos da Prefeitura Municipal de Mossoró, operado pela área de Empregabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SEDIT), tem sido forte aliado do trabalhador na busca de oportunidades com a universalização das vagas abertas na cidade”, fala o titular dessa pasta, economista e professor Franklin Filgueira.
Para ele, “o novo ambiente de negócios implementado pela gestão do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), integrado com o setor produtivo, classe trabalhadora, sistema financeiro e empreendedores, tem sido importante para o bom desempenho do emprego na cidade”.
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Quando a Porcellanati encerrou suas atividades em Mossoró em 2014, a promessa que havia era de efetivação do tal pólo cerâmico, que atrairia outras empresas-satélite e milhares de empregos. Tudo passou de um engodo. No auge de sua produção, em 2010, mantinha pouco mais de 300 empregos.
No entanto, após cessar sua produção, no ano seguinte, em 2015, a Prefeitura entrou com processo de reversão do terreno (retorno do bem ao patrimônio público), já que não havia mais serventia para a empresa.
Fábrica está parada desde 2014 e outra vez joga com a mesma estratégia de “reabertura” (Foto: arquivo)
O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), por sua vez, já avisou que vai assinar o decreto para que o terreno onde a Porcellanati foi edificada volte para o Município ainda esta semana. “Temos outros projetos e propostas para lá. O terreno passou todo este tempo parado, sem gerar empregos, nem impostos”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Franklin Filgueira.
Assim, a área de 120 mil metros quadrados da Porcellanati servirá para, inicialmente, dois novos projetos e uma triangulação que vai gerar outros na zona oeste da cidade. Segundo a Prefeitura e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o terreno vai ampliar a capacidade de produção da Usibrás, que deixa o Abolição II. O Município fechou acordo para que a indústria de castanha possa ocupar o espaço da antiga fábrica de cerâmica para que na sua atual sede sejam levantados três empreendimentos.
A Usibrás quer dinamizar a sua produção sem demitir nenhum dos seus 250 funcionários. Por sua vez, atende a um pedido antigo dos moradores do Abolição II que se queixavam da atuação da indústria já engolida por residências em toda parte.
Usibras pode deslocar-se para imóvel da Porcellanati, gerando mais empregos (Foto: reprodução)
Assim, o terreno da Usibrás vai abrigar um grande atacarejo do grupo maranhense Mateus, que detém 29 empreendimentos do tipo, 24 supermercados, 2 hipermercados, 66 lojas de eletroeletrônicos, 16 lojas de vizinhança e 9 centros de distribuição. A marca Mateus possui as bandeiras Mix Atacarejo, Supermercado Mateus, Eletro Mateus e Camiño Supermercados e está nos Estados do Ceará, Bahia, Tocantins, Pará e Piauí. Previsão de gerar entre 200 e 250 empregos diretos.
O atacarejo vai dividir o terreno da Usibrás com uma filial da loja do grupo Carajás (Alagoas), de material de construção, podendo gerar mais 250 empregos.
A transferência da Usibrás para a área da Porcellanati não significa que a empresa irá ocupar todo o espaço. Há a proposta do grupo mossoroense Olinda para a construção de uma fábrica de premoldados, gerando mais 200 empregos. Assim, a reversão do terreno da Porcellanati vai abrir novas oportunidades, dando fim a um ciclo de inércia e manobras contraproducentes.
Dívidas e mais dívidas
“Esta alteração vai manter os empregos da Usibrás e gerar mais de 600 novos empregos”, explicou Franklin. Vale ressaltar que no lugar da Usibrás também será construído um pequeno shopping, chamado de mall, que proporcionará a abertura de cem novas vagas de trabalho.
A Porcellanati, de origem catarinense, vinha enfrentando inúmeros problemas de ordem financeira e jurídica. Suas rápidas operações na cidade e contingente de funcionários bastante inferior ao que se propagava, abriram margem para dúvidas. E sua desativação em tão pouco tempo, desvelou a farsa da “consolidação do polo cerâmico”. A Porcellanati nadava em dívidas e fechou as portas.
Segundo publicou o site Mossoró Hoje, o Plano de Recuperação Judicial da Itagres chegou a ser rejeitado na continuação da 2ª Assembleia Geral de Credores, realizada em Tubarão (SC), em 2018. As dívidas da empresa com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que totalizam R$ 77.636.706,35 à época, foram determinantes para a rejeição do plano. Logo, a empresa não tinha como voltar a funcionar.
Nota do Blog Carlos Santos – Tenho informações de bastidores que publicarei em breve, em relação a essa corriola catarinense e parceiros potiguares (ocultos). Ouvido ao chão, como bom índio Sioux, Apache, Comanche, Cherokee, Navajo ou Cheyenne.
Sobre as marcas de atacarejos, adiantamos em primeira mão no dia 1º de setembro que tratativas estavam em andamento (veja AQUI).
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O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 17ª Região (CRECI/RN) realizará palestras nessa quarta-feira (15), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL).
Será a partir das 19h, sendo pedido a cada participante a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis.
“Qualificação profissional como instrumento de liberdade financeira” é o tema central do Ciclo de Palestras 2021 desse órgão fiscalizador e disciplinador da profissão de corretor de imóveis.
Vão palestrar o professor, economista e secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Franklin Filgueira, e Antônio Almeida, economista e ex-delegado do Creci/RN.
Profissionais e interessados no tema são o público alvo.
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O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério da Economia, através da Secretaria de Trabalho, divulgou o balanço mensal das estatísticas de emprego formal no Brasil referente ao mês de julho deste ano. De acordo com os números do portal, o município de Mossoró continua reagindo com maior geração de empregos formais do que desemprego, tendo saldo positivo nas contratações.
No mês de julho/2021 Mossoró contabilizou 2.166 admissões e 1.490 demissões, com saldo positivo de 676 postos de trabalho mantidos.
Ainda de acordo com o CAGED, em junho/2021 Mossoró teve 2.649 admissões e 1.448 demissões (saldo positivo de 1.201). Em maio/2021 o município contabilizou 2.160 admissões e 1.283 demissões (saldo positivo de 877).
“Os números do Caged mostram que Mossoró gerou no mês de julho 14,8% vagas de empregos no Estado, possuindo apenas 8,5% da população total estimada para todo o Rio Grande do Norte. Esses dados demonstram que a economia da cidade está reagindo bem ao processo de retomada ao passo que a pandemia começa a dar sinais de arrefecimento e que a cidade está no rumo certo para reduzir ainda mais o desemprego no município”, destacou o titular da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (SEDAT), economista Franklin Filgueira.
Um projeto ambicioso, que nasceu há mais de duas décadas com vistas a agregar valor ao sal marinho e a outros recursos naturais abundantes no Rio Grande do Norte, começou a ganhar contornos concretos e poderá atrair US$ 5 bilhões em investimento total para o Estado nos próximos anos.
O plano de construção de um Polo Cloroquímico, na região potiguar que compreende Mossoró e outros três municípios, finalmente assegurou os primeiros investidores e parte, agora, para as fases de normatização, licenciamento e estudos de viabilidade técnica e econômica.
Até pouco tempo atrás desconhecido da indústria química brasileira, um consórcio formado pelas empresas Koyo Intership Trading, do Panamá, e TFB & Energy, constituída no país para investir em energia renovável, assinou protocolos de intenção com as prefeituras de Mossoró e Guamaré, referentes à primeira fase de implantação do polo. Essa etapa englobará complexo de produção de cloro-soda e derivados, incluindo PVC, usina solar com 350 megawatts (MW) de potência e um terminal portuário, com investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões.
Na solenidade de assinatura do compromisso com a Prefeitura de Mossoró, há cerca de dez dias, estiveram presentes autoridades do município, representantes do consórcio e de instituições financeiras, entre as quais XP Investimentos e Banco Safra, que atuam como assessores financeiros do consórcio (veja AQUI). Haveria ainda outros investidores estrangeiros interessados, apurou o Valor.
Os municípios — além de Mossoró e Guamaré, Porto do Mangue e Macau serão abrangidos pelo projeto — têm 150 dias, a partir da assinatura dos protocolos, para garantir aos investidores as condições de execução do projeto, incluindo base legal, e então serão iniciados os desembolsos efetivamente. Embora estudos preliminares de impacto ambiental já tenham sido executados, será preciso produzir um novo EIA-Rima.
Pelo projeto original, a primeira etapa do polo entrar em operação no segundo semestre de 2024. Os desembolsos iniciais somam US$ 800 milhões, direcionados à infraestrutura para geração de energia, estudos e aquisição de tecnologia.
O projeto industrial, propriamente, virá na sequência e receberá US$ 1,3 bilhão — há ainda necessidade de outros investimentos para garantir as condições de operação, que resultam nos US$ 2,5 bilhões previstos na primeira fase. Na segunda etapa, que será executada futuramente e quando a produção de cloro-soda já estiver estabelecida, o plano é produzir também barrilha—beneficiando-se também da reserva de calcário no Estado —, fertilizantes e outros produtos químicos. Nessa etapa, os investimentos estão estimados em mais US$ 2,5 bilhões.
Eteno e a Clara Camarão
Em grandes números, o polo cloroquímico poderá produzir até 500 mil toneladas anuais de PVC, até 600 mil toneladas anuais de barrilha e 600 mil toneladas anuais de cloro-soda e seus derivados. Em geração de emprego, serão 7 mil postos de trabalho direto e indireto quando todas as fases estiverem em operação — a expectativa é atrair transformadores de PVC para a região do polo, cujos custos devem ser favorecidos pela proximidade das principais matérias-primas (sal e calcário, no segundo momento).
Mossoró produz cerca de 95% do sal marinho consumido no país e pretende usar o insumo também na cadeia vinílica. Na indústria petroquímica, o insumo concorre com o sal-gema, que era extraído pela Braskem em Alagoas para a produção de cloro-soda e EDC, matéria-prima do PVC. Hoje, a companhia importa do Chile todo o sal que utiliza na produção de cloro-soda em Maceió.
Além de valorizar o sal marinho, o projeto pode revitalizar a Refinaria Clara Camarão (RPCC), diz o economista Carlos Duarte, idealizador do projeto do polo. A refinaria, colocada à venda pela estatal, tem capacidade instalada para 50 mil barris de óleo por dia, mas o refino tem girado em torno de 18 mil e 20 mil barris diários.
O eteno ali produzido, hoje queimado ou consumido pela própria Petrobras, é essencial na produção do PVC e garantir sua oferta é um dos grandes desafios do projeto potiguar, na avaliação de fontes da indústria petroquímica.
Conforme Duarte, o projeto que começou a ser desenhado há cerca de 25 anos ganhou maior visibilidade a partir do ano passado, após chegar ao ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional. Os prefeitos que iniciaram mandato no ano passado também abraçaram a proposta e, mais recentemente, o Estado demonstrou interesse. “Esse projeto pode reconfigurar a economia do Rio Grande do Norte. Ainda está em estágio inicial, mas está caminhando, com interesse firme de investidores e do poder público”, diz o economista. Hoje, o Brasil importa 100% da barrilha (usada na fabricação do vidro) e cerca de 40% do PVC que consome.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Franklin Filgueira, somente no município, a expectativa é a de que sejam gerados 2,5 mil empregos diretos. Entre outras iniciativas para viabilizar o projeto, que ganhou o apoio do prefeito Alysson Bezerra, a prefeitura vai oferecer cursos de qualificação de mão de obra. Até novembro, afirma Filgueira, o consórcio deve apresentar o cronograma físico e financeiro do projeto e a previsão é a de que obras sejam iniciadas no terceiro trimestre de 2022.
Se for assinante, veja AQUI a publicação na edição dessa terça-feira (22) do Valor Econômico.
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Prefeito ouviu do assessor que governo conhece e sabe de importância do Polo Cloroquímico (Foto: Elisângela Moura/FM 95)
O representante do Governo Federal Aldo Aloísio Dantas da Silva, assessor especial do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), teve audiência nessa segunda-feira (15) com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) de Mossoró.
Acompanhado do consultor de negócios e economista Carlos Duarte, autor do projeto do Polo Cloroquímico Koyo-PCK que será instalado em Mossoró, com ramificações em Guamaré e Porto do Mangue, o assessor apresentou disposição do Governo Jair Bolsonaro (sem partido) para apoio à iniciativa. Esse projeto já é do conhecimento desse Ministério e outras instâncias governamentais.
Necessidades iniciais
O Governo Federal veio levantar necessidades iniciais do projeto, considerando logo os investimentos técnicos.
Quem também participou da audiência foi o professor e economista Franklin Filgueira, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo.
Investimento nesse complexo no RN é estimado em 5,5 bilhões de dólares; em Mossoró a ideia é de aporte de 1,3 bilhão de dólares (6,590 bilhões de reais), sendo 800 milhões de dólares na primeira fase e já pactuado com o Protocolo Municipal de Intenções e 500 milhões de dólares a serem divulgados com os acertos técnicos (nos próximos 120 dias).
O protocolo foi assinado na última quarta-feira (9) – veja AQUI.
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Produção de plástico é uma das incontáveis áreas de aproveitamento do PVC no mundo (Foto ilustrativa)
Acontece às 11 horas dessa quarta-feira no Salão dos Grandes Atos da Prefeitura Municipal de Mossoró, no Palácio da Resistência, Reunião de Formalização do Protocolo de Interesses para Implantação do Polo Cloroquímico Koyo no município. O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) e consórcio empresarial assinarão documento.
Grupos empresariais internacionais e nacionais e representantes de instituições financeiras como XP Investimentos e Banco Safra participam da solenidade.
O Blog Carlos Santos noticiou em primeira mão (veja AQUI) o investimento bilionário que tende a desencadear novo ciclo econômico no município, região e estado. Entre outras indústrias que deverão ser instaladas nos próximos anos, um complexo industrial de produção de PVC (Policloreto de polivinila, obtido a partido do processamento de cloro e etileno).
“Essa reunião que acontecerá com o prefeito Allyson Bezerra e os investidores trará ótimas oportunidades para o povo de Mossoró e região. A possível instalação desse polo industrial deverá trazer milhares de empregos para o município, com desdobramentos em várias áreas da economia”, destacou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Franklin Filgueira.
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A entrevista desta semana é com o graduado em Economia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), especialista em Administração Financeira pela Fundação Getúlio Vargas e especialista em Administração da Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Franklin Filgueira.
Atualmente é Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo da cidade de Mossoró. Segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.
Franklin Filgueira comanda uma pasta de suma importância para fomento da economia mossoroense (Foto: cedida)
1. Mossoró sempre foi um polo de desenvolvimento, estando entre duas principais capitais do país, Natal e Fortaleza. A segunda maior cidade do estado garantia boa parte de seus recursos com a Petrobras e sua saída resulta em um impacto financeiro negativo para a cidade. Aliado a isso, temos a instabilidade econômica que vem junto com a pandemia da Covid-19. Como o secretário avalia a situação em que encontrou a prefeitura de Mossoró?
O processo de transição foi bastante prejudicado pois logrou inútil ao que se espera na passagem da gestão, a considerar o princípio da continuidade administrativa. As informações que recebemos em grande parte restaram inservíveis aos fins de planejamento, o que somente agora tem sido viável pois, com a posse, foi possível mensurar o atual quadro instaurado que revelou dívidas quase bilionárias, em mais de 855 milhões de reais.
O que inicialmente nos pareceu alguma questiúncula menor ao se criar dificuldades para a gestão que se instala, acabou na verdade por se revelar em sua causa verdadeira: o descontrole administrativo que a Prefeitura Municipal de Mossoró enfrentou durante os últimos anos. A casa estava muito desarrumada, para assim dizer.
Para o leitor ter uma noção, essa dívida bem mais que supera o orçamento de todo o ano de 2021, por exemplo.
Por outro lado, na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (SEDAT), o que encontramos foi uma estrutura que em quase nada atendia aos seus fins, dado que não estava focada na ativação do investimento local, quer seja com o setor produtivo da cidade, quer seja captando e atraindo investidores de outras regiões. Apesar de ser um trabalho importante para o cidadão, cuidar do fornecimento dos materiais de consumo e limpeza dos mercados, da Cobal e do Vuco-Vuco, por exemplo, nos parece muito pouco para uma estrutura administrativa de caráter estratégico como é a SEDAT.
Nós já iniciamos uma agenda de reestruturação estratégica naquela unidade e também iniciamos ações práticas que, em breve, trarão frutos para o setor produtivo local, empregos e renda para os cidadãos.
2. Diante dessa situação, em quanto tempo Mossoró conseguiria entrar na rota do desenvolvimento?
Nossa pretensão é viabilizar o máximo possível de materialização de investimentos na cidade, bem como reestruturar no que for possível a ação da Prefeitura Municipal, no que temos contado com o suporte e apoio do Prefeito Allyson Bezerra, entusiasta que é, assim como sou, acerca das possibilidades da economia local.
Estamos sofrendo as dificuldades decorrentes da pandemia, o que em certa forma drena recursos para a priorização do combate à covid-19 e limita a capacidade dos entes públicos em geral na mobilização de investimento para apoio ao setor produtivo. Porém, há sim perspectivas muito favoráveis de as ações já iniciadas resultarem nas primeiras práticas aos olhos do cidadão, com a abertura das primeiras empresas já agora ao longo do mês de janeiro passado.
Nosso esforço será o de termos um quadro mais animador a partir do início do segundo semestre ainda de 2021, torcendo para que o processo de vacinação da população comece a derrubar os índices de contaminação e mortes pela covid-19 e, em assim sendo, o setor produtivo possa enxergar maior segurança e os investimentos programados e represados comecem a acontecer na prática.
Em tempo, quando falamos em “setor produtivo” nos referimos ao comércio, indústria, agronegócios, serviços e turismo.
3. Existe algum projeto que possa devolver a Mossoró o título de “capital do petróleo”e gás onshore?
A ação da SEDAT tem se iniciado de forma a mobilizar os setores que mais rapidamente possam responder com empregos para a população, e esses setores estão ligados ao comércio e serviços. Dessa forma, o segmento do petróleo está mapeado para as primeiras ações nos próximos dias, conforme nosso cronograma do planejamento feito.
Quanto ao título de “capital do petróleo”, os estudos de possibilidades e reservas é que dirão, já que os campos locais foram passados pela Petrobras a operadores privados, o que se de um lado traz maior agilidade ao processo decisório, de outro requer planejamento por estes operadores privados que, em assim sendo, podem melhor avaliar a possibilidade de jazidas a explorar além dos campos maduros repassados pela Estatal.
Nosso papel será o de buscar alternativas para ativar esse segmento e, em especial, alternativas que possam eventualmente agregar valor na cadeia produtiva do segmento.
4. Quais são os planos e projetos que já existem e estão em processo de implementação? Existe uma lista de prioridades?
Sim, as diretrizes e prioridades inclusive estão citadas no Plano de Governo do Prefeito Allyson Bezerra, sendo assim de conhecimento público.
Existe um interesse em responder rapidamente reativando empreendimentos paralisados, atrair investidores locais ou de outras regiões para ocupação do Distrito Industrial da BR304 e do Distrito Agroindustrial da Barrinha, bem como em mobilizar recursos para dotar e refazer a infraestrutura de apoio ao empreendedorismo na cidade, que vão desde ações de mobilidade urbana e rural, suprimento de água potável, eletricidade e comunicação, a capacitação de pessoal e o incentivo ao setor produtivo com programas da municipalidade. Dentre as prioridades nós poderíamos citar os programas “Industrializa”, “Mossoró Capital do Oeste” e “Compra Local”, que terão impacto mais de curto prazo.
Nosso maior desafio, no entanto, consiste na montagem e refazimento da estrutura da gestão municipal, incapaz de atrair corpo técnico suficiente, dado que ao longo das décadas recentes essa estrutura foi fragmentada e, claro, enfraquecida. Não dá para executar projetos avançados com a limitação que temos atualmente de estrutura, que basicamente consome grande parte dos recursos orçamentários, mas carece de qualificação.
Por exemplo, o setor do turismo passará por um replanejamento integral no sentido de poder aproveitar o potencial existente, para o que já estamos nos estruturando e iniciando os primeiros contatos com os traders e comunidade relacionada ao turismo, tanto urbano quanto o rural, inclusive fortalecendo o turismo de negócios. Nesse particular, a abertura do Hotel Thermas tem especial contribuição, não esquecendo das demais estruturas do mesmo porte operantes na cidade.
O Prefeito Allyson Bezerra está atento, focado, mobilizando seu secretariado no sentido de mais rapidamente possível organizar a casa com a Reforma Administrativa para, assim, tornar menos onerosa a tarefa de realizar suas diretrizes de gestão para fazer de Mossoró o que ela já foi um dia: de longe, a maior e mais forte cidade do Rio Grande do Norte.
5. Em alguns estados brasileiros o desemprego entre jovens chega a 40%. Uma das principais pautas da atual gestão é a geração de emprego principalmente para os jovens. Existe algum projeto que esteja pronto só esperando ser implementado?
Sim, as ações já engendradas resultaram nos primeiros empregos gerados logo no próprio mês de janeiro, quando já conseguimos viabilizar a criação de empregos. Mas há várias outras ações que estão em andamento, basicamente carecendo do fechamento de convênios, parcerias e licitações que, a tempo e modo o cidadão tomará conhecimento.
Porém, a criação do emprego sustentável carece de maior mobilização e captação de recursos, portanto, de período maior, mas o cidadão perceberá os efeitos desse trabalho na prática com as diversas oportunidades de trabalho criadas pela municipalidade com especial priorização do cidadão mossoroense na seleção dos empregos criados.
6. Outro quesito é a forma como as cidades estão se desenvolvendo. O desenvolvimento sustentável. Como o secretário pensa o desenvolvimento de Mossoró aliado à sustentabilidade. Como implementar um Ecodesenvolvimento?
Existe farta legislação e regulamentação afetando e influindo na atividade produtiva como um todo, sendo imperativa sua observação por parte da Prefeitura Municipal de Mossoró, em especial, a SEDAT.
Nas ações de desenvolvimento a relação com o meio-ambiente será um diferencial. Inclusive, no fomento e atração de atividades econômicas ligadas ao preservacionismo, reciclagem de efluentes e lixo. A educação ambiental do cidadão é fator crítico nesse processo amplamente gerador de empregos e crucial para a sustentabilidade do que se vier a ter no futuro.
7. Mossoró tem um calendário de feiras que se distribui durante quase todo ano. Existe um calendário de ações para manter as feiras em meio a Pandemia?
O calendário turístico, que inclui as feiras na cidade, está em revisão e atualização. Mossoró não conta com seu Inventário Turístico e Cultural, o que estamos viabilizando. A precariedade vivida na conjuntura de pandemia tem criado dificuldades adicionais no apoio aos eventos do tipo, que precisam ser remodelados e adequados ao novo quadro de restrições que só deverão ser eliminadas com a vacinação em massa, que só deverá ser concluída alguns meses adiante.
8. Em 2015 houve uma tentativa de lidar com o excesso de camelôs no Centro da cidade. Dentro do planejamento da atual gestão existe algo direcionado para esses comerciantes informais? Existe algum projeto voltado para o comerciante local? Varejistas e camelôs, por ex.
Sim, mas antes de qualquer ação prática esses agentes serão ouvidos e a eles também serão apresentadas as necessidades do conjunto da sociedade mossoroense cuja atuação desses empreendedores é diretamente relacionada. Para o comerciante local o programa de governo do Prefeito Allyson Bezerra destacou alguns programas objetivamente direcionados ao comércio local, inclusive, já iniciamos aproximação com o segmento, tanto com o Sindivarejo (Sindilojas), quanto com a Fecomércio e CDL. Por sinal, já iniciamos relacionamento com a Fecomércio cujo presidente estadual, Sr. Marcelo Queiroz, já esteve conosco e com o Prefeito Allyson Bezerra iniciando os contatos de parceria e ações em comum.
9. A economia de um país é influenciada por diversas variáveis: mercado interno, PIB, relações internacionais e situação da economia mundial… O setor da construção costuma ser um termômetro para a economia nacional. A previsão no país que é haja um crescimento na área, inclusive na de geração de emprego. Onde Mossoró se encontra, analisando esse cenário?
Mossoró é um mercado amplo e crescente para a construção civil, forte empregadora, e é objeto de desejo dos empreendedores da região nordeste. Além da retomada da confiança do consumidor no segmento, há também sinais fortes dessa retomada junto aos empreendedores. Alguns empreendimentos foram lançados na cidade recentemente e outros têm sido informados à SEDAT de sua pretensão, o que nos deixa de certa forma entusiasmados.
A Prefeitura de Mossoró tem um trabalho forte para se ajustar e ser mais objetiva no cumprimento do seu dever de fiscalização, autorização e controle, ajustando sua burocracia de modo a ser ágil naquilo que não comprometa sua responsabilidade, mas que agilize a prática dos investimentos planejados para a cidade.
Por outro lado, a própria municipalidade tem seus próprios projetos estruturantes para a cidade, para viabilizar a mobilidade urbana tão necessária ao seu desenvolvimento, mas também para albergar novos empreendimentos, o que de certa forma representará também demandas para a construção civil local.
10. Podemos observar a volta de pequenas empresas e uma esperança de respiro da economia local, como por exemplo a reabertura do Hotel Thermas. Existe algum projeto de incentivo às empresas para atrair industrias para a cidade?
Sim, como já dito acima, o próprio programa de governo do Prefeito Allyson Bezerra expõe objetivamente sua intenção nesse sentido. Ademais, o fluxo de empresários que desejam expor seus projetos para conhecimento e apoio da SEDAT tem sido significativo, com agendamentos diários de reuniões e visitas técnicas, o que resultará em muito breve no início da operação de alguns empreendimentos.
As ações de atração de empresas passam pela reestruturação dos nossos distrito industrial e agroindustrial, bem como da capacitação de mão-de-obra local, no fito de atrair não apenas pequenas e médias empresas, mas também de alguns grandes empreendimentos do setor, tanto com capital local quanto de outras regiões do país.
11. Quais são as expectativas e projetos de médio e longo prazo dentro destes quatro anos de gestão que estão por vir?
São as mais positivas possíveis. Viemos para a SEDAT para dar uma cara nova àquela estrutura, com o apoio total do Prefeito Allyson Bezerra, sendo nosso objetivo maior elevar a geração de empregos e renda na cidade e para isto apresentaremos estrategicamente, ou seja, no momento adequado a cada passo, o planejamento que está definido e os planos táticos decorrentes, para que tanto a sociedade possa tomar conhecimento, quanto os empreendedores tenham um norte para sua decisão por investir na Mossoró de todos nós.
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O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO), Marcelo Queiroz, vai ter audiência nessa terça-feira (26), às 16h30, com o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade).
Queiroz defenderá pauta robusta e parcerias em Mossoró nessa terça-feira (Foto: arquivo)
No dia 22 de setembro do ano passado (veja AQUI), Marcelo apresentou à então prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que não se reelegeu, Estudo de Viabilidade Financeira da Praça de Convivência Mossoró. Foi realizado entre os meses de julho e agosto de 2020.
Mas, a pauta é mais extensa. E já foi discutida preliminarmente com o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, economista Franklin Filgueira, pelo presidente do Sindicato do Sindilojas de Mossoró, Michelson Frota, há poucos dias. Veja abaixo:
Pauta
– Implementação do Del Turismo em Mossoró. Adoção de um modelo de gestão participativa, pela qual mobilizam-se recursos da sociedade civil em parceria com o poder público local e o mercado;
– Projeto de viabilidade e modelo de negócio para Praça da convivência;
– Permanência do Senac no conselho municipal de turismo;
– Continuação do projeto de qualificação profissional para os beneficiados do programa Minha Casa Minha vida (hoje Casa Verde e Amarela) – Projeto Morar Bem da Secretaria de Infraestrutura (contratos assinados e recursos já garantidos pela Caixa Econômica Federal valor de R$ 237.000,00 para realização de 29 turmas de diversos cursos para aproximadamente 500 pessoas ;
– Qualificação dos profissionais do projeto das Facções;
– Continuidade da Parceria com a Secretaria de desenvolvimento social com foco na qualificação da população (Beneficiários do Bolsa Família) para geração de renda.
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O ano termina com péssima perspectiva para os números do Produto Interno Bruto (PIB) per capita (por cabeça) do país. Antes da pandemia do novo coronavírus, esperava-se que o PIB per capita se consolidasse neste ano ao redor de R$ 35 mil, o que seria o melhor resultado desde 2015, segundo projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Naquele ano, o país passava por uma recessão, iniciada no fim de 2014 e que se estendeu até 2016, período em que a queda acumulada do PIB per capita ficou perto de 9%.
Nos três anos seguintes, o fraco crescimento do PIB praticamente empatou com a expansão da população. Se esta estimativa se confirmar, a queda do PIB per capita será de 5,4% neste ano, mais acentuada do que a do próprio PIB, calculada em cerca de 4,5%. Será também o maior recuo de todos os tempos do PIB per capita, depois dos 6,3% registrados em 1980.
Pior do que isso é a previsão de que vai levar ainda uma década para se voltar ao melhor patamar de todos os tempos. Ou seja, somente em 2030, o PIB per capita vai se igualar ao que foi registrado em 2013, quanto estava ao redor de R$ 37,5 mil a preços constantes de 2019, calculados pelo Ipea.
IDH
O país termina 2020 com uma péssima notícia em termos de desenvolvimento econômico. O Brasil perdeu cinco posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pela Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o relatório referente ao ano de 2019, o país passou da 79ª para 84ª posição, atrás de vizinhos como Colômbia e Argentina.
O relatório – que está completando 30 anos – mostra o Brasil com uma pontuação de 0,765, em uma escala que vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país em termos de expectativa de vida ao nascer, nível de escolaridade e de renda. A Noruega aparece na liderança, com um IDH de 0,957, seguida pela Irlanda e pela Suíça, as duas com 0,955. A China aparece logo atrás do Brasil, com um IDH de 0,761.
Telhanorte
O novo secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Franklin Filgueira, já inicia o mandato com um grande desafio. Acreditamos que a secretaria vai se antecipar e colocar na mesa as facilidades legais para atrair para o município a empresa gigante da área de comércio Telhanorte. Integrante do grupo francês Saint-Gobain, vai entrar mais pesadamente no segmento de atacado de material de construção com o lançamento da bandeira Obra Já.
A empresa já atuava na área de forma tímida, com duas lojas da PRO Telhanorte, mas falhas na execução do formato atrapalharam o plano de expansão, e optou-se por lançar um novo modelo.
A varejista estuda a entrada em novas regiões do país por meio de abertura de “dark stores”, lojas para atender apenas a venda on-line. No Brasil, a concorrente Leroy Merlin é líder no varejo de construção e vinha acelerando a expansão ao testar novos conceitos, algo que a Telhanorte passou a focar mais após 2017.
A Telhanorte tem 77 lojas e diz que atingirá investimentos recordes em 2021, após forte expansão do seu mercado neste ano, um dos que mais cresceram no varejo depois do início da pandemia.
Devem ser investimentos de 20% a 25% maiores que 2020. Serão R$ 150 milhões nos próximos três anos, sem considerar os desembolsos em lojas, que na soma total superam os R$ 150 milhões
Sobre a operação no atacado, o plano é ter 20 unidades em 10 anos. Os dois pontos atuais da rede PRO Telhanorte, na capital paulista, voltadas para esse segmento, serão transformados em lojas da nova marca em 2021. E a primeira unidade da Obra Já será aberta na primeira quinzena de janeiro, em Campinas (SP), com a conversão de uma Telhanorte em Obra Já.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico precisa elaborar imediatamente um portifólio mostrando o potencial da cidade para o comércio ´de materiais da construção civil e se antecipar a cidades grandes do interior do Nordeste como Caruaru, Feira de Santana e Petrolina.
Os investimentos em cada loja giram em torno de R$ 100 milhões, quase o dobro do desembolso em uma unidade de varejo (entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões), considerando tamanho da área e características do formato. Haverá menos itens, cerca de 15 mil, versus de 40 a 50 mil nas lojas de varejo, porque o foco do modelo é outro.
Prefeito Allyson Bezerra
No discurso de posse do novo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, não deu para compreender quais serão os seus grandes projetos para Mossoró nos próximos quatros anos. Também não conseguimos perceber como fará para desenvolver a chamada região metropolitana de Mossoró e nem como irá melhorar a qualidade dos serviços públicos.
Prefeito Allyson Bezerra discursou em sessão solene de posse no dia 1º de janeiro (Foto: divulgação)
Como a nossa educação fundamental está com sérios problemas de gestão e complicou ainda mais com a pandemia, esperávamos que no seu discurso a atenção seria especial para o problema da educação. Mas, também não conseguimos entender como pretende fazer a diferença na área de educação.
Esperamos e torcemos muito para que a nova equipe de secretários municipais apresente nos 100 primeiros dias de mandato um arcabouço dos grandes projetos que Mossoró precisa para não ficar atrás de municípios como Petrolina e Juazeiro na Bahia, Feira de Santana (Bahia) e Caruaru (Pernambuco).
O desafio é grande, pois Allyson Bezerra vai administrar um município com baixíssima capacidade de investimentos e a sua gestão só fará a diferença se conseguir convencer os ministérios com bons projetos para Mossoró e região.
A sintonia com as duas universidades públicas e com as universidades particulares será fundamental na elaboração desses bons projetos, mas não pode ficar apenas na intenção.
Auxílio emergencial
O fim do Auxílio Emergencial é a prova de que no Brasil não há entendimento social. Num país onde pouco menos de um quarto da população (50 milhões de pessoas) vive abaixo da linha de pobreza (com menos de dois dólares por dia), e todos conhecemos essa realidade há pelo menos quase 20 anos, afinal, graças a um dos poucos consensos de nossa história, criou-se nesse período um programa de transferência de renda para lidar com o problema – o Bolsa Família é excelente, cuida das consequências de políticas equivocadas que seguem provocando tanta miséria e desequilíbrio entre nós, brasileiros.
O Brasil de 2021
Mais um ano se passou e pouco avançamos nos grandes problemas do país. Sem saneamento básico, não há saúde. Sem saúde, não há cidadania. Junte-se esta precariedade à outra (a baixa qualidade do ensino fundamental público), o que temos? Que futuro aguarda o país com a 5ª população do planeta, habitante do 4º maior território em terras contínuas?
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)