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Mestre Concriz receberá Medalha do Mérito Vingt-un Rosado

Concriz é um patrimônio vivo da cultura popular (Foto: divulgação)
Concriz é um patrimônio vivo da cultura popular (Foto: divulgação)

O Mestre Concriz (José Antônio da Silva), coquista e cordelista, será o homenageado de 2023 pela Prefeitura de Mossoró e Loja Maçônica Jerônimo Rosado, com a medalha de honra ao mérito Jerônimo Vingt-un Rosado Maia. Será entregue no próximo dia 21 de setembro.

Ele receberá a comenda durante a 47° Noite da Cultura e a 32° Sessão Magna Branca da Jerônimo Rosado, que acontecerão às 19h30, na própria Loja Maçônica.

No mesmo evento, também será homenageada a reitora da Universidade do Estado do RN (UERN), Cicília Maia, com a medalha de honra ao mérito Sebastião Vasconcelos dos Santos.

A escolha da pessoa homenageada é feita por uma comissão, presidida pela Secretaria Municipal de Cultura, e que reúne entidades como Uern, Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), Fundação Vingt-un Rosado, Academia Mossoroense de Letras (AMOL) e Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP).

Na escolha deste ano, a comissão reconhece a importância da história e trabalho do Mestre Concriz para a cultura mossoroense e potiguar. Pernambucano de nascimento, Concriz adotou Mossoró como sua casa e, desde a década de 70, tem um trabalho reconhecido de valorização da cultura popular, seja por meio do coco de embolada ou da literatura de cordel.

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Fundação Vingt-un Rosado reorganiza seu acervo aberto à cultura

Vingt-un e Dix-sept Sobrinho (Coleção Mossoroense)
Vingt-un e Dix-sept Sobrinho (Coleção Mossoroense)

A Fundação Vingt-un Rosado e sua Coleção Mossoroense emitem um importante comunicado aos amantes da leitura, da pesquisa, estudantes e aficionados pela literatura. Veja abaixo:

1. A Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense está situada no terceiro andar na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, localizada na praça Dorian Jorge Freire, 17 – Centro – Mossoró/RN.

2. Estamos reorganizando todo o acervo lá. Continuamos dispondo para pesquisa, empréstimo, vendas e doação,  dependendo da disponibilidade da obra.

3. Um site das instituições citadas está disponível no www.colecaomossoroense.org.br

4. Continuamos publicando obras pelo selo da Coleção Mossoroense.

5. Raniele Alves continua nos prestando seus serviços.

6. Eriberto Monteiro é o nosso editor e quem deve ser contatado na Biblioteca Ney Pontes Duarte no interesse de publicações.

7. Estamos aguardando sua visita virtual ou presencial. Como disse tantas vezes Vingt-un Rosado: ” A Coleção Mossoroense está viva”!

Cordialmente,

Dix-sept Rosado Sobrinho – Presidente da Fundação Vingt-un Rosado.

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Escritores apresentam livro sobre história do Legislativo Mossoroense

Eriberto, Edilson e Lawrence: história (Foto: Edilberto Barros)
Eriberto, Edilson e Lawrence: história (Foto: Edilberto Barros)

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Lawrence Amorim (SD), recebeu escritores da Coleção Mossoroense, selo editorial da Fundação Vingt-un Rosado, na manhã desta quinta-feira, 21. Na ocasião, Eriberto Monteiro e Edilson Segundo apresentaram a obra “Memorial da Câmara Municipal de Mossoró”, um apanhado da história do Poder Legislativo Mossoroense, desde o ano da emancipação da cidade, em 1853, até o ano de 2020.

O livro demorou cerca de oito meses para ser finalizado. Os autores são Raimundo Soares de Brito (in memoriam), Edilson Segundo e Eriberto Monteiro. Também fazem parte da equipe de criação Marcos Oliveira, responsável pela revisão, e  Augusto Paiva, que diagramou a obra.

 O principal acervo de pesquisa utilizado foi o arquivo morto da própria Câmara Municipal. A publicação também contou com a parceria da Fundação Aldenor Nogueira.

Lançamento

A obra deve ser lançada em março, durante uma solenidade realizada pela Câmara Municipal.

“O registro da história do Poder Legislativo de Mossoró é de suma importância e deve ser preservado para que não se perca com o tempo. Vamos realizar uma solenidade em reconhecimento ao importante trabalho cultural e social desenvolvido pela Fundação Vingt-un Rosado e pela Coleção Mossoroense”, afirmou Lawrence.

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Café da manhã abrirá ciclo de eventos da “liberdade”

Setembro é o mês de celebração da liberdade em Mossoró.  Mesmo em meio à pandemia será encetada uma programação especial para destacar a arte nos mais diversos segmentos, tendo esse tema como inspiração.

Para isso, haverá lançamento de cronograma de atividades num café da manhã nessa quarta-feira (2), a partir das 8h, no Restaurante Buscapé (Nova Betânia).

Instituições como Prefeitura de Mossoró, Universidade do Estado do RN (UERN) e Fundação Vingt-un Rosado estão se mobilizando em parceria à programação.

Entre as iniciativas, homenagens aos 100 anos do professor e mecenas Vingt-un Rosado (in memoriam).

Nota do Blog – Obrigado pelo convite. Estando em Mossoró, com certeza aparecerei por lá.

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Mil mulheres e muitas faces da política potiguar em livro

Livro será lançado (Foto: reprodução)

Mil mulheres e 1.400 mandatos estão reunidos na primeira obra totalmente dedicada à história da participação da mulher na política do Rio Grande do Norte. Intitulado Emancipação Política da Mulher Potiguar, de autoria da professora Maria Bezerra (in memorian) o livro será lançado na próxima sexta-feira (11), no Memorial da Resistência, em Mossoró, às 18h30.

Em Natal o lançamento está previsto para o dia 23, 16h, no Centro de convivência da UFRN e dia 06 de novembro na Assembleia Legislativa.

Antes de falecer, Maria Bezerra inventariou todas as mulheres eleitas no Rio Grande do Norte entre os anos de 1929 e 2000. A pesquisa revisita o pioneirismo da mulher potiguar rememorando o primeiro voto feminino por Celina Guimarães e a eleição de Alzira Soriano como a primeira prefeita eleita, em Lages, interior do estado.

Lacuna

“O livro de Maria Bezerra, Emancipação política da mulher potiguar, vem preencher uma lacuna no que diz respeito à existência de material como fonte primária para eventuais pesquisas futuras. Sempre que nos chega material com essa espécie de conteúdo, exultamos, pois nossa História enriquece o cabedal de obras que sistematiza de maneira rigorosa o tema proposto”, declarou Márcio de Lima Dantas professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O lançamento do livro é incentivado  pela Organização Social Amigos da Pinacoteca e a Fundação Vingt-un Rosado.

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Fundação divulga nomes de vencedores de Concurso Literário

O Projeto Coleção 70, desenvolvido pela Fundação Vingt-un Rosado, em comemoração aos 70 anos da Coleção Mossoroense, divulga a relação de vencedores do seu Concurso Literário.

A informação é passada pelo escritor Eriberto Monteiro, idealizador e atual editor da Coleção Mossoroense.

As categorias disponíveis para a disputa deste concurso foram: conto, crônica, poesia e trabalho jornalístico, tendo uma baixa participação popular.

Cada ganhador e os que foram agraciados com menções honrosas, receberão premiação na Noite da Cultura a ser realizado no dia 26 de setembro em comemoração ao aniversário de Vingt-un Rosado e da própria Coleção Mossoroense.

Veja abaixo:

CONTO

1º lugar – Raimundo Lopes – Texto: Um parto diferente

2º lugar – Misherlany Gouthier – Texto: A Velha Ursa do Paraú

3º lugar – Thiago Galdino – Texto: Óleo sobre tela

CRÔNICA

1º lugar – Ângela Gurgel – Texto: Obras publicadas, sonhos realizados pela Coleção Mossoroense

2º lugar – Josselene Marques – Texto: A realização de um sonho;

3º lugar – Edilson Segundo – Texto: Jerônimo Rosado, o avô da Coleção Mossoroense

POESIA

1º lugar – Gualter Alencar – Texto: 70 anos da coleção mossoroense de Vingt-un a Dix-sept Sobrinho;

2º lugar – Margareth Freire – Texto: Vingt-un;

3º lugar – Paulo Ricardo – Texto: Renascimento de uma Coleção.

TEXTO JORNALÍSTICO

Única participação – Francisca Anastasia –  Coleção Mossoroense, um legado de Vingt-un para o mundo.

Mais informações na própria página da Fundação Vingt-un Rosado (veja AQUI), que mantém a Coleção Mossoroense como o maior movimento editorial sem fins lucrativo do Brasil.

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Fundação lança logomarca da Coleção Mossoroense

A Fundação Vingt-un Rosado lançou a logomarca comemorativa em alusão ao aniversário da Coleção Mossoroense, acervo literário que chega aos 70 anos neste 2019.

É de autoria do artista plástico Rogério Dias Xavier, nome muito ligado à cultura mossoroense e do estado.

Essa Coleção foi instituída em 30 de setembro de 1949, tornando-se através de décadas que se seguiram num acervo com mais de 150 mil títulos.

Fundada em 06 de abril de 1995, a Fundação Vingt-un Rosado nasceu com o objetivo primário de manter a Coleção Mossoroense, estabelecendo as diretrizes de sua produção editorial, além de outras ações relacionadas à cultura.

Saiba mais clicando AQUI.

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Fundação Vingt-un Rosado lança Concurso Literário

“A Fundação Vingt-un Rosado lançou o “Concurso Literário Coleção Mossoroense 70 anos” para celebrar os 70 anos de existência da Coleção Mossoroense, maior movimento editorial sem fins lucrativo do Brasil.

Professor Vingt-un foi um personagem marcante à produção cultural de Mossoró e no país (Foto: arquivo)

Os candidatos poderão concorrer nas 4 categorias, a saber: conto, crônica, poesia e trabalho jornalístico, com o tema “Coleção Mossoroense, 70 anos”. O concurso está aberto ao público participante, sendo vedado apenas às pessoas que tenham ligações com a Fundação Vingt-un Rosado.

Para participar, os concorrentes não terão custo nenhum e nem inscrição, é só mandar o material para os e-mails fvrcm@uol.com.br ou eribertomonteiro@hotmail.com informando o pseudônimo e telefone de contato.

O tema é delimitado, porém, dentro do próprio tema, inúmeros tópicos relacionados aos 70 anos de existência da Coleção Mossoroense podem ser explorados.

Mais informações: (84) 98886-0520 com falar com Eriberto Monteiro.

Nota do Blog – Como o professor e mecenas Vingt-un Rosado faz-nos falta.

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Vicente Serejo fala sobre Vingt-un e Coleção Mossoroense

Serejo: Coleção Mossoroense (Foto: Blog CS)

O jornalista e escritor Vicente Serejo profere hoje (segunda-feira, 25), às 19h, a palestra “Vingt-un: Uma militância Editorial”, falando sobre a “Coleção Mossoroense”, vasta produção editorial criada pelo homenageado.

Será no Teatro Municipal Dix-huit Rosado em Mossoró.

O evento faz parte do Seminário “Cultura: O País Vingt-un – Contribuição do professor Vingt-un Rosado para a Cultura Potiguar”, promovido pela Fundação José Augusto (FJA), Fundação Vingt-un Rosado, Prefeitura Municipal de Mossoró e Sociedade Amigos da Pinacoteca.

Na mesma noite será lançada a biografia autorizada “O Criador do País de Mossoró”, assinada pelo pesquisador Geraldo Maia, que versa sobre a vida e obra de Vingt- un. O livro tem a orelha assinada por Maria Lucia Rosado e ilustrações do artista visual Iran.

A programação se estenderá até amanhã.

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Coleção Mossoroense vai sobreviver, garante seu presidente

O Blog Carlos Santos recebe correspondência do médico Dix-sept Rosado Sobrinho, presidente da Fundação Vingt-un Rosado, que dividimos com nossos webleitores.

Trata da Coleção Mossoroense, rico acervo intelectual produzido por essa entidade multidecenal, que é fonte de pesquisa dentro e fora do país.

Leia:

Prezado Amigo Carlos Santos:

Alguns esclarecimentos:

1. No  1º andar do Museu Lauro da Escóssia estão

a) o escritório da Fundação Vingt-un Rosado;

b) o Memorial sobre Vingt-un Rosado;

c) a Biblioteca Particular de Vingt-un Rosado – organizada e catalogada.

c) No andar térreo estão algumas peças da gráfica da Fundação Vingt-un Rosado para ser organizada uma mostra de parte da história da Coleção Mossoroense. Uma peça, a guilhotina, que pesa toneladas, está do lado de fora do museu, aguardando ser colocada para dentro.

d) Reativamos o site da Fundação Vingt-un Rosado que pode ser acessado no www.colecaomossoroense.org.br.

Nele temos notícias oficiais, um grande acervo a ser consultado sem custos e outras informações.

2. Foi transportado para a Biblioteca Ney Pontes Duarte, sob meu pagamento e consentimento com a ajuda de um caminhão cedido pela Prefeitura Municipal de Mossoró, grande parte do acervo da Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense.

3. Por iniciativa, muito louvável dos que fazem a Biblioteca, iniciou-se uma grande tarefa, a de organizar esta parte da Coleção Mossoroense. O intuito é ficar com 5(cinco) volumes de cada obra, doar a instituições interessadas o restante e atualizar o Catálogo Geral da Coleção Mossoroense.

4. Não autorizamos ninguém a falar oficialmente sobre a Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense.

5. Apesar da torcida contrária de alguns, a Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense continua VIVA!

Atenciosamente,

Dix-sept Rosado Sobrinho – Presidente da Fundação Vingt-un-un Rosado.

Nota do Blog – Torço para que todos nós, ligados ou não  umbilicalmente à fundação, possamos garantir a vida desse patrimônio incomensurável às próximas gerações.

Conte conosco.

* À semana passada postamos material retratando situação vivida pela Coleção Mossoroense e providências adotadas, em socorro, pela PMM (veja AQUI).

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“Coleção Mossoroense” retrata face real da “Capital da Cultura”

Por Caio César Muniz

Conheci a Fundação Vingt-un Rosado um ano após a sua criação. Fui levado por Cid Augusto para iniciar o processo de publicação do meu primeiro livro. Naquele ano também surgiriam para a nossa literatura os poetas Marcos Ferreira e Genildo Costa, Cid Augusto já estava na seara, já era gente grande.

Em 1999 fui procurado por Vingt-un Rosado para digitar UM livro, depois, sem uma conversa prévia, digitei dois, três, mil livros… Me tornei um auxiliar próximo de Vingt-un. Que sorte a minha! Não pelo emprego, mas pela oportunidade da convivência. De 1999 a 2005 tive um aprendizado sem igual.

Acervo da "Coleção Mossoroense", um trabalho de muitas décadas, virou amontoado de papel e caixas (Foto: Caio César Muniz)

O dinheiro da Fundação vinha de pequeno convênio quase permanente com a Prefeitura Municipal de Mossoró. Nos tempos de Vingt-un ele comprava de papel, de insumos gráficos, depois, com a necessidade de sairmos do ambiente familiar da casa de Vingt-un e ocuparmos um espaço mais neutro, este pequeno convênio servia para pagar o custeio da Fundação: (aluguel, água, luz, telefone, funcionários).

Nunca foi pago em dia, mas saía. Firmamos convênios paralelos, mas específicos para fins de publicação, não podiam ser aplicado e outros fins.

Desde o final do último mandato da prefeita Fafá Rosado (PMDB) a coisa começou a ganhar conotações catastróficas. Os atrasos se tornaram muito grandes e as renovações não aconteceram. Também foram ignorados por Cláudia Regina (DEM) e por Francisco José Júnior (PSD).

Com isto, há cerca de quatro anos, a coisa se tornou insustentável. Era preciso Reduzir custos ao máximo e a Fundação deixou uma sede ampla e acolhedora para ganhar rumos incertos.

Uma organização do acervo, realizado por professores e alunos do curso de História da UERN, foi por água abaixo. Três ano de trabalho e recursos jogados fora.

Aquela mudança dividiu o acervo: uma parte para o Museu do Sertão, na comunidade de Alagoinha, mal acondicionado, empilhado, exposto à umidade e poeira. Outra parte foi para uma residência em um bairro de Mossoró.

Nestas mudanças, sem pessoas qualificadas para tal, só Deus sabe o quanto foi perdido de obras raras da biblioteca particular de Vingt-un, de documentos, de obras da Coleção.

No final do mandato de Francisco José Júnior, para dar uma resposta, mesmo que rasa e paliativa, os acervos foram novamente transferidos de ambiente, agora para o piso superior do Museu Lauro da Escóssia.

Empilhado, empoeirado, sem acesso ao público. Novamente imagine-se no quanto se perdeu do acervo pela má condução.

Nós, os funcionários, fomos dispensados, não havia mais como arcar com a bola de neve que estava se tornando o atraso de salários. A gráfica foi desativada.

Há de se ressaltar aqui o empenho do diretor-executivo Dix-sept Rosado Sobrinho. Somos testemunha do seu esforço, até aqui em vão para erguer a Fundação.

Retirou do seu próprio bolso, comprometendo inclusive seu patrimônio pessoal, recursos consideráveis até aqui.

Agora o acervo faz a sua quarta mudança de local. Vai para a Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte. Confio na inteligência e experiência de pessoas como Eriberto Monteiro e Maurílio Carneiro, além de Raniele Costa,que continua realizando o seu trabalho junto à Fundação.

Acho que, enquanto a Fundação Vingt-un Rosado não tiver uma sede própria, ela não estará segura. Assim, mesmo sem apoios financeiros, ela estará guardada em definitivo em local apropriado.

Aos chefes da política e da da cultura de Mossoró, só um pedido: não deixem este patrimônio se perder (mais ainda), tenham sensibilidade para com o nosso passado para que tenhamos um futuro mais digno.

PS: Hoje (06 de abril) a Fundação Vingt-un Rosado completa 22 anos. Em sua história, nada, nunca foi fácil, mas agora está muito, mas muito pior.

Nota do Blog – Em Mossoró, há a disseminação errônea de que vivemos numa “Capital da Cultura”. O epiteto não lhe cabe. É outra falácia, outra mentira deslavada que faz parte da construção de um imaginário de poder, carregado de personalismo politiqueiro.

Na verdade, Mossoró é cemitério da cultura. Os casos se multiplicam, com destruição do seu corredor cultural arquitetônico – também por muitos Rosado, que se apresentam em propaganda como seus guardiões.

E tudo pode ficar ainda pior, pois a prioridade é a “política de eventos”, para parecer que se faz cultura e continuar mitificando gente que entende e gosta de cultura, tanto quanto eu de física nuclear.

Pobre Mossoró!

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Fundação e Coleção terão homenagem em Santa Catarina

A Fundação Vingt-un Rosado e a Coleção Mossoroense serão homenageadas em evento cultural em Blumenau , Santa Catarina.

Durante o período, “faremos uma doação de livros da Coleção Mossoroense à Biblioteca Fritz Muller de Blumenau”, comenta o médico Dix-sept Rosado Sobrinho, presidente da instituição cultural.

Numa programação cultural extensa de 15 a 21 de março de 2016, várias outras instituições e personalidades, nacionais e internacionais, serão também homenageadas.

Lobby empresarial consegue salvar patrimônio cultural

Na tarde desta quarta-feira (24), os representantes das três entidades representativas do comércio de Mossoró voltaram a se reunir para discutir formas de preservação da Coleção Mossoroense, assim como todo o acervo da Fundação Vingt-un Rosado. Desta vez Getúlio Vale, da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL), Oberi Penha, da Associação Cultural e Indústrial de Mossoró (ACIM), e Michelson Frota, do Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO), acompanharam o chefe do executivo mossoroense, prefeito Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), em visita ao prédio onde funciona o Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia.

Participantes de reunião chegaram a bom termo para a cultura (Foto: cedida)

A visita ao museu foi agendada depois que o prédio foi sugerido pelas entidades como adequado para abrigar os mais de 150mil títulos que compõe toda a coletânea mantida pela Fundação Vingt-un Rosado, durante reunião com a secretária de Cultura de Mossoró, Isolda Dantas, realizada na última quinta-feira, dia 18.

Durante a visita que também contou com a presença da secretária de Cultura de Mossoró, Isolda Dantas, do secretário de adjunto de Cultura, Jurandir Filho, do diretor do Museu, Almir Moura, do presidente da Fundação Vingt-un Rosado, Dix-sept Rosado Sobrinho, vereador Claudionor dos Santos (PMDB) e dos historiadores Kydelmir Dantas e Geraldo Maia, ficou acertado que uma das três salas do piso superior do Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia será cedida pelo município para abrigar todo o acervo da Fundação Vingt-un Rosado, assim como da Coleção Mossoroense.

Levantamento

A transferência do acervo já poderá ter início na terça-feira, dia 30, e com isso os responsáveis pela fundação começarão a catalogar todos os títulos, e fazer um levantamento de seus exemplares, para que parte seja doada para escolas municipais e instituições públicas.

De acordo com o acerto firmado com o município, a CDL, a Acim e o Sindivarejo se comprometeram a viabilizar a instalação da plataforma para garantir a acessibilidade ao andar superior, para que seja liberado para visitação do público.

Dix-sept Rosado frisou a importância da luta das entidades para a revitalização da fundação e preservação das obras. “A CDL, a Acim e o Sindivarejo, trouxeram um alento novo para nós que fazemos a Fundação Vingt-un Rosado”.

O presidente da CDL, Getúlio Vale, enfatizou que as entidades saem com sentimento de vitória, mas que este foi o primeiro passo. “Agradecemos a boa vontade do prefeito de vir ao museu, e demonstrar o interesse de contribuir com nossa luta. Agora vamos viabilizar a instalação da plataforma de acessibilidade, e para isso contaremos com a classe empresarial de Mossoró”, ressalta.

Com informações da CDL.

Nota do Blog – Esta página fez uma postagem recente (veja AQUI), analítico-opinativa, mostrando que Acim, CDL e Sindivarejo que abrigam a mais representativa constituição de empresários-empreendedores-lojistas do município, tinham mudado de feição, foco e atitude.

Passaram a ser protagonistas.

Esse é mais um caso que prova como o Blog conseguiu identificar e fomentar essa salutar mudança. Que assim continue.

O poder público estava passivo, omisso e distanciado dessa questão. Parecia que não era, também, problema seu.

Acim, CDL e Sindivarejo agiram e provocaram essa decisão.

Entidades empresariais assumem papel de protagonistas

Um fato raro, mas elogiável e necessário está ocorrendo na Mossoró contemporânea. Entidades representativas do empresariado local passam a ser protagonistas da história. Ocupam espaço para não serem arrastados por um turbilhão de acontecimentos.

Dirigentes empresariais visitam acervo de fundação para apoio (Foto: divulgação)

Resolvem cuida diretamente de questões que dizem respeito à atividade produtiva e outros assuntos importantes à cidade. Saem do comodismo e da posição secundária que costumeiramente exerciam.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Getúlio Vale; presidente do Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO), Michelson Frota; e Nilson Brasil, que preside a Associação Comercial e Industrial de Mossoro (ACIM), assumem papel proativo em questões públicas. São assuntos que interessam à economia e a todos os municípies.

Entram num vácuo, que se diga. Não é um vácuo de poder, mas de comando, liderança e gestão.

O poder há. Ele existe. Porém fragilizado sobretudo por uma postura centralizadora e impositiva, que tem gerado muitos problemas.

Reação

Essa reação sincronizada é resultado até mesmo de uma conjuntura bastante delicada que afeta a parte mais sensível do corpo humano: o bolso. No capitalismo é assim.

Não é uma questão de sobrevivência política, mas do capital. A anemia econômica de Mossoró, com recuo nos investimentos da Petrobras, a longa estiagem, queda continuada no preço do sal, abalo na construção civil e precarização do erário municipal impõe uma atitude firme. Se falta no Palácio da Resistência, o empresariado percebe que ele mesmo tem que agir.

O cenário recessivo da economia nacional respinga em Mossoró. A insolvência do Estado do RN, também. O agravante, é a relação do poder municipal com servidores e a sociedade, numa sequência de decisões que tornam o quadro ainda mais aflitivo.

A situação é tão estranha, que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) conseguiu o improvável: uniu como gêmeos xifópagos os camelôs e lojistas.

O presidente do Sindivarejo e diretor da Fecomércio, Michelson Frota, foi a primeira voz do segmento a se levantar contra ação policialesca dada a centenas desses comerciantes informais. Anunciou que o empresariado era a favor de um tratamento “social digno” (veja AQUI).

Omissão e ação

Michelson foi seguido por Getúlio e a CDL (veja AQUI), com nota oficial contra a postura do Município.

Esta semana o empresariado levou prefeito (centro) a novo recuo (Foto: PMM)

A manifestação de ambos foi saudada pelos ambulantes ameaçados de expurgo do centro da cidade e os fortaleceu, a ponto da Justiça e a Prefeitura recuarem na medida.

Agora, CDL, Sindivarejo e Acim passam a defender a manutenção do importante acervo da Fundação Vingt-un Rosado, fonte de estudo no Brasil e exterior, que foi abandonado pela Prefeitura. Na omissão, a ação novamente.

Antes, as entidades escudaram taxistas e condutores de veículos alternativos intermunicipais (veja AQUI). Fizeram a Prefeitura reavaliar decreto que dificultava circulação de deles no centro da cidade, capaz de causar profunda abalo no comércio de bens e serviços da cidade.

As três entidades, que podem ser seguidas por outras, parecem inaugurar uma nova ordem nas relações do empresariado com o poder e a sociedade em Mossoró.

Nem só de jantares, comendas e coquetéis deverão viver daqui para frente.

Um brinde: Tin-tin!

Fundação Vingt-un Rosado entra em fase de “desmanche”

Uma das mais importantes entidades do Rio Grande do Norte e do país, no campo da cultura, a Fundação Vingt-un Rosado, toma providências para pelo menos ficar viva. A entidade definha, sem meios para continuar seu importante trabalho de décadas.

Veja abaixo uma Nota à Imprensa e à Sociedade emitida pela instituição.

A Diretoria da Fundação Vingt-un Rosado, instituição que mantém a Coleção Mossoroense, diante das condições de extrema dificuldade de funcionamento e falta de apoio a esta entidade cultural nos últimos tempos, vem por meio desta, informar a sociedade mossoroense em geral, em especial ao meio literário do Rio Grande do Norte, que em reunião no dia 19 de maio de 2015 resolveu:

1 – Suspender as atividades da Fundação Vingt-un Rosado por tempo indeterminado;

2 – Dispensar seus funcionários;

3 – Consultar a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte e outros locais sobre a possibilidade de guarda do acervo particular de Vingt-un Rosado;

4 – Visita ao Museu do Sertão onde se encontra cerca de 90% dos exemplares da Coleção Mossoroense para verificar a situação atual do acervo;

5 – Venda dos equipamentos que compõem a sua gráfica para custear algumas das dívidas existentes.

Mossoró – RN, 20 de maio de 2015.

Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho – Diretor Executivo da Fundação Vingt-un Rosado

Nota do Blog – A entidade nasceu em Mossoró, que um dia se atreveu a concorrer nacionalmente a certame para ser escolhida como Capital da Cultura.

Cidade que tem botado ao chão uma série de prédios históricos, incluindo aí o “Catetinho”, da família da ex-prefeita Fafá Rosado.

Cidade que ignorou a biblioteca do jornalista Dorian Jorge Freire.

Cidade que não tem como conservar a biblioteca de João Batista Cascudo Rodrigues.

Cidade que vai deixar a  hemeroteca  de Raimundo Brito (Raibrito) desaparecer, com um acervo espetacular.

Cidade que confunde festim popularesco com cultura.

Cidade que levou mais de dez anos para fazer uma reforma física em seu museu.

Pobre Mossoró inculta!

Prefeitura pede apoio à entidade cultural que ignora

Por Emery Costa (O Mossoroense)

Um secretário da Prefeitura de Mossoró solicitou da Fundação Vingt-un Rosado oito exemplares rememorando o ataque de Lampião a Mossoró, editado por aquela fundação, para serem doados a oito netos de Rodolfo Fernandes.

Exatamente um secretário dessa prefeitura que praticamente está decretando o fechamento da Fundação Vingt-un Rosado. Incrível.

Nota do Blog – A vasta biblioteca do falecido jornalista Dorian Jorge Freire foi desdenhada no Governo Fafá Rosado. Ignoraram sua importância. Que fim levou?

E a biblioteca do professor João Batista Cascudo, que precisaria ser preservada, que fim levou?

Pobre Mossoró!

Em comentário neste Blog, interagindo com outro webleitor, o médico e dirigente dessa entidade, Dix-sept Sobrinho, relata a dificuldade de manter vivo esse patrimônio de Mossoró e do Brasil.

Veja abaixo:

Prezado Inácio, um abraço.

O convênio com a Fundação Vingt-un Rosado faz anos que não foi renovado. Há cerca de 3 anos que não temos nenhum convênio com a Prefeitura Municipal de Mossoró, nem repasse. Continuamos uma saga de mais de 60 anos. Atendemos estudantes, professores, jornalistas, pesquisadores.

De Mossoró, do Brasil e de outros países. É bem verdade que ultimamente tivemos que precarizar bastante este atendimento.

Até quando?

Dix-sept Rosado Sobrinho

“Rota Batida IV” divulga lista de vencedores

A Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense divulga os vencedores do Concurso Literário do “Projeto Rota Batida IV”.

Os vencedores concorreram em categorias diversas, como Contos, Crônica e Romance.

Veja abaixo:

CRÔNICA

1º classificado: Genildo Costa e Silva (Mossoró)

Título do trabalho: À Sombra da Gaivota

2º classificado: Ângela Maria Rodrigues de Oliveira (Mossoró)

Título do trabalho: Confissões Crônicas

ROMANCE

1º classificado: Cefas de Carvalho Silva (Nova Parnamirim)

Título do trabalho: Carla Lescaut

2º classificado: Ana Cláudia Lucena de Azevedo (Nova Parnamirim)

Título do trabalho: Francisca

CONTOS

1º classificado: Raimundo Antonio de Souza Lopes (Mossoró)

Título do trabalho: Retratos do Cotidiano

2º classificado: Manoel Julião Neto (Pedro Avelino)

Título do trabalho: O Velho e a Caatinga

TRABALHOS ACADËMICOS

1º classificado: Symara Tâmara Fernandes Carlos (Mossoró)

Título do trabalho: Antonio Francisco – Tradição e Modernidade

2º classificado: Alexandre Alves (Natal)

Título do trabalho: Haicais Tropicais

POESIAS

1º classificado: José de Paiva Rebouças (Mossoró)

Título do trabalho: Ópera antiintrumental ao vazio homérico da cidade

2º classificado: Wescley José da Gama (Currais Novos)

Título do trabalho: Com a força das folhas que estiverem vivas.

Entidade nacional atesta importância e abandono da cultura

A Fundação Vingt-un Rosado recebeu uma correspondência que atesta sua importância para a cultura brasileira, mas ao mesmo tempo identifica o desprezo a que vem sendo relegada em sua terra-berço, Mossoró. É uma mensagem enviada por Rita de Cássia Araújo, coordenadora-geral do Centro de Estudos da História Brasileira (CEHIBRA), da Fundação Joaquim Nabuco.

Ao mesmo tempo, ela lamenta não encontrar meios para dar suporte financeiro para que a entidade mossoroense possa ser salva do abandono a que foi relegada, principalmente pela chamada “cultura” de Mossoró.

Leia abaixo, o texto de Rita de Cássia Araújo:

Prezados senhores:

Lembro-me perfeitamente da generosa e relevante doação de livros feita pela Fundação Vingt-un Rosado à Fundação Joaquim Nabuco, bem como reafirmo nosso interesse em receber a doação de novos livros. Sinto muito pelas dificuldades pelas quais a Vingt-un Rosado está passando.

É lamentável que, em pleno século XXI, um país emergente, uma das maiores potências econômicas do mundo, não priorize as iniciativas de cultura e memória existentes que, afinal, o fazem perdurar e se fortalecer enquanto nação.

Infelizmente, como órgão público federal, vinculado ao MEC, não vislumbro possibilidades jurídico-administrativas de auxiliá-los com recursos financeiros. Talvez pudéssemos pensar em alguma parceria institucional, desde que não envolvesse repasses de recursos.

Cordialmente,

Rita de Cássia Araújo – Coordenadora-geral do Centro de Estudos da História Brasileira – Cehibra/Fundação Joaquim Nabuco

“É hora de agir” para preservar a Fundação Vingt-un Rosado

Carlos Santos,

América e Vingt-un em foto com o escritor Caio César

Estamos fazendo o máximo para não cerrar as portas (veja a postagem Cultura, de verdade, é levada à condenação de morte). Parte do acervo vai completar o que a Bblioteca Pública Ney Pontes Duarte ainda não tem. Parte será conservada pela Fundação Vingt-un Rosado e grande quantidade de livros será doada ao Curso de História da UERN que tem abnegados professores, alunos e diretores sensíveis às coisas da cultura.

Muitos são de origem de outras cidades ou estados, adotaram Mossoró como lugar de morada, trabalho e/ou estudo.

Solicitei uma nova audiência com a Prefeita de Mossoró para vermos saídas para a Fundação Vingt-un Rosado.

Muito do meu pequeno patrimônio, amealhado em mais de 30 anos de árduo trabalho, foi ultimamente ali investido. Não tenho mais como continuar aplicando desta maneira.

Estamos procurando um imóvel com aluguel mais baixo, mas que não tenha mofo, infiltrações, insegurança demais, pois isto é um paraíso ao contrário para quem conserva livros.

Imaginem esta realidade: a Biblioteca Pública de Mossoró, a Ney Pontes Duarte, possui 60 mil exemplares. A Fundação Vingt-un Rosado, mais de 150 mil!

Agradeço todas as manifestações de solidariedade, é hora de agir!

Jerônimo Dix-sept Rosado Sobrinho – Médico e dirigente da Fundação Vingt-un Rosado

Nota do Blog – Meu caro Dix-sept, chego a me emocionar e a me indignar com o que ocorre com a Fundação Vingt-un Rosado.

De chofre vem à memória, a imagem e as histórias que conheço da luta de Vingt-un e dona América, pela preservação da Coleção Mossoroense. Fomentavam com os próprios recursos a cultura; estimulavam novos escritores e pesquisadores; marchavam contra a correnteza da estupidez e insensibilidade humanas.

Acho que nunca conheci gente para gostar mais de papel do que eles. Sérios concorrentes das traças (risos), que se diga.

Lamentável que Mossoró, que se atreveu recentemente a disputar título de “Capital Nacional da Cultura”, fique passiva e omissa, criminosamente omissa, diante desse crime hediondo que se pratica contra sua própria história.

Mas realmente “é hora de agir”, como proclamas.

Conte com “NOSSO BLOG” nesse prélio.

Gládio à mão; à luta.

Cultura, de verdade, é levada à condenação de morte

Do Blog do Herbert Mota

A Fundação Vingt-un Rosado e a “Coleção Mossoroense” estão encerrando suas atividades; não existe um ou alguns responsáveis porque isso é, a meu ver, a consumação de uma vergonha para todos nós mossoroenses!

Aliás, A questão não é apenas de cunho financeiro, não!

Eu diria, e digo, que é muito mais moral!

Deixando de lado essa dualidade, não custa registrar, por relevante, que de um convênio firmado entre a instituição e a Prefeitura de Mossoró, pasmem, num montante mensal de míseros R$ 19.000,00 (dezenove mil reais), reduzido que fora desde maio pretérito para R$ 10.000,00 (dez mil reais), foram repassados apenas os meses de maio e junho.

A Coleção Mossoroense conta com mais de 4.500 títulos publicados, o que se constitui num record que deveria ser motivo de orgulho e preservação. Eu diria mais: todo e qualquer trabalho que se queira realizar sobre o tema Seca ou Semi-Árido brasileiro, a Coleção Mossoroense é principal fonte de pesquisa.

Infelizmente a editora está se desfazendo de todo o acervo e a maior parte será doada para o Departamento de História da UERN, enquanto nós ficamos, meio que de soslaio, observando a consumação desse ‘delito’ (omissivo e comissivo) cometido contra a cultura de Mossoró e do Rio Grande do Norte.

Prefeitura reduz apoio e entidade cultural pode fechar

A Fundação Vingt-un Rosado está em sinal amarelo, sinal de alerta.

Reunião hoje pela manhã identificou falta de zelo da prefeitura

Depois de décadas de funcionamento e ter-se transformado numa referência nacional em termos de cultura, pode fechar suas portas por falta de apoio de uma de suas principais fontes de recursos.

A Prefeitura de Mossoró reduziu de R$ 19 mil para R$ 8 mil o repasse mensal à instituição. Leve-se em conta, ainda, que o próprio pagamento sofre atrasos desde a gestão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.

Agora pela manhã, um grupo de vereadores resolveu se mobilizar e participou de reunião na sede da entidade, buscando soluções para que esse patrimônio da cultura nacional não morra.

Mecenas

Os vereadores Genivan Vale (PR), Alex Moacir (PMDB), Tomaz Neto (PDT), Vingt-un Rosado Neto (PSB), Lahyrinho Rosado (PSB), Chico Carlos (PV) e Luiz Carlos Martins (PT) reuniram-se com Dix-sept Rosado Sobrinho e outros dirigentes e colaboradores da fundação que leva o nome de um mecenas da cultura brasileira, professor Vingt-un Rosado.

Há uma preocupação crescente com a situação da entidade, que não teve da prefeitura o tratamento compatível com sua importância. A postura do governo municipal, ao reduzir repasses à Fundação, praticamente assina seu atestado de óbito.

Nota do Blog – Lamentável. Lamentável mesmo.

Entretanto eu acredito que a própria história da Fundação Vingt-un Rosado, nosso patrimônio e não apenas da cultura de Mossoró, será mantida e encorpada, com uma reflexão dos que fazem a prefeitura.

Se existe dinheiro para criação de mais 226 cargos comissionados e contratar “Forró Ferro na Boneca”, não pode faltar suporte para essa instituição exemplar e que leva o nome de Mossoró a todos os recantos do país e além de nossas fronteiras.

Encolher investimentos (isso não é gasto) na Fundação Vingt-un Rosado é falta de zelo com Mossoró.

Secretário garante apoio à Fundação Vingt-un Rosado

O secretário de Comunicação da Prefeitura de Mossoró, jornalista Julierme Torres, emite nota de esclarecimento em nome do Governo Municipal, dirigida exclusivamente a esta página.

Ele rebate pronunciamento reproduzido pelo Blog, do poeta e um dos administradores da Fundação Vingt-un Rosado, Caio César Muniz, lamentando a falta de compromisso do governismo com a entidade, quanto ao pagamento de repasse (atrasado) de convênio com a fundação. Veja abaixo o teor da nota, na íntegra:

Colega Jornalista Carlos Santos,

Fui surpreendido, ao ler seu blog, com postagem intitulada PALAVRA EMPENHADA: ENTIDADE CULTURAL AGUARDA COMPROMISSO DA PREFEITA.

O texto reproduz desabafo do poeta Caio César Muniz, colocando em xeque a palavra da prefeita Cláudia Regina e denunciando o não cumprimento de um acordo verbal firmado por ela com a Fundação Vingt-un Rosado, mantenedora da “Coleção Mossoroense”.

A denúncia é descabida.

O compromisso reclamado refere-se ao pagamento parcelas de convênio firmado entre o Município e a Fundação, ainda no ano passado. A prefeita Cláudia Regina se comprometeu com o repasse no dia 10 de abril, e esse prazo foi rigorosamente cumprido. O recebimento, inclusive, foi atestado hoje em conversa que tive com o presidente da Fundação Vingt-un Rosado, o respeitado médico Dix-sept Rosado Sobrinho, que lamentou esse incidente.

Você e toda Mossoró conhecem bem a prefeita Cláudia Regina. A cidade sabe que não faz parte de sua biografia a quebra de compromissos.

A palavra da prefeita é uma só e ela não tergiversa. Assume o que pode fazer, e faz. Quando uma coisa não está ao alcance, diz que não será possível e justifica essa posição.

No mais, asseguro que nada vai desestimular a prefeita Cláudia Regina. Amanhã, inclusive, ela estará na Fundação Vingt-un Rosado, às 19h, assinando convênio para que o Município possa ajudar a entidade a continuar atuando na defesa da cultura e da literatura em nossa cidade.

Você é nosso convidado para testemunhar esse momento importante.

Julierme Torres – Secretário de Comunicação da Prefeitura de Mossoró

Nota do Blog – Valeu, “Juli”. Parabéns pela iniciativa de apoio à cultura.

A Fundação Vingt-un Rosado tem um trabalho sem precedentes em favor da cultura e precisa estar e continuar bem viva.

É a melhor forma de homenagearmos o GRANDE (Com letras garrafais) professor Vingt-un Rosado.