Senador fez mudança ainda não compreendida por seu eleitor padrão (Foto: Arquivo)
No universo de discussão sobre o destino do PSDB nacional, setores de sua cúpula defendem uma volta às origens. O partido nasceu da “costela” do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o MDB do período da ditadura e, no que se transformou, hoje: uma legenda “guarda-chuva”, à esquerda ou à direita, depende da ocasião.
Outra corrente quer sua fusão com o Partido Democrático Social (PSD) de Gilberto Kassab. A sigla foi a que mais cresceu nas eleições do ano passado, com 891 prefeitos eleitos no Brasil (veja AQUI). Pela primeira vez, em 36 anos, que o MDB não foi o primeiro colocado.
Filiado ao PSDB dia 1º último (veja AQUI), depois de sair do Podemos, o senador potiguar Styvenson Valentim tem essas perspectivas pela frente. Nenhuma é animadora e de identificação com seu perfil ideológico.
A polêmica de hoje, de estar num partido adversário do governo Lula (PT) no plano nacional e que é, assim, unha e carne, com o PT da governadora Fátima Bezerra, promete causar ainda mais polêmica. Seu eleitor padrão está inquieto.
O senador precisa sair logo desse emaranhado de dúvidas, especialmente em sua casa – o RN.
Como nasceu o PSDB? – Fundado em 1988 e registrado definitivamente em 1989, surgiu a partir de uma cisão do PMDB que mesclava a social-democracia e o liberalismo econômico e social. Nomes como Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e Franco Montoro puxaram o racha e a formação do “Partido dos Tucanos.”
Por quase duas décadas, PSDB e PT dominaram o cenário político paulista. Os tucanos tinham o maior número de prefeituras e o governo estadual. O PT chegou a ser o 2º partido com maior número de prefeitos. Mas esse cenário mudou.
Nas eleições de 2024, o PSD, de Gilberto Kassab, o Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, assumiram o protagonismo no maior e mais rico Estado do país.
O PSD começará o ano de 2025 com 208 prefeitos paulistas (havia conquistado 67 em 2020). O 2º lugar está com o PL, que terá 105 cidades (antes eram 42). O 3º posto é do Republicanos, com 87 cidades (depois de ter obtido só 23 prefeitos em 2020).
PT e PSDB sequer podem ostentar o posto de coadjuvantes. Foram praticamente extintos no Estado onde nasceram.
São Paulo é o berço político do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 79 anos, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), 93 anos, expoentes máximos das duas legendas.
Queda livre
Os tucanos, que elegeram 180 prefeitos em 2020, passaram para 22. O PT continuou com quatro, mas perdeu em número de eleitores governados.
O PT só tem 1 prefeito na Grande São Paulo, berço político do movimento operário e da legenda. Manteve o comando de Mauá, com a reeleição de Marcelo Oliveira.
O PT pretendia elevar para 20 o número de cidades paulistas governadas. A estratégia não funcionou. Na soma do eleitorado governado, as 4 cidades de hoje abrigam 893.327 votantes. A partir do próximo ano, os 4 municípios paulistas sob o PT terão apenas 391.619 eleitores. Uma queda de 501.708.
O PSDB enfrenta longa derrocada, acentuada em 2022, com a derrota de Rodrigo Garcia nas eleições para governador. A partir de então, o PSDB se esfarelou. Perdeu prefeitos, sobretudo para Kassab.
O PT não conseguiu se recuperar em eleições municipais, a partir de 2016, dos efeitos da operação Lava Jato, que prendeu integrantes do partido, incluindo o próprio presidente Lula, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o caso do triplex no Guarujá. O resultado é que mudaram os grupos que dão os rumos à política em São Paulo. E isso está presente em todas as regiões.
Carlos e Jacó formam chapa puro sangue (Foto: José Aldenir/Agora RN)
Definida a chapa do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSD) à Prefeitura de Natal. Ele vai à luta para obter o quinto mandato à municipalidade, com o ex-deputado estadual Jacó Jácome (PSD). Chapa puro sangue.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (31). “Os nossos adversários são o PT e o acordão,” disse Carlos Eduardo, que participou de entrevista coletiva, com presença de vários aliados, lideranças políticas e novos apoiadores, como o deputado federal Sargento Gonçalves (PL).
A convenção do PSD acontecerá sábado (3), às 15h, na zona Norte de Natal. Presidente estadual do PSD e o presidente nacional da legenda, respectivamente senadora Zenaide Maia e Gilberto Kassab, vão participar do evento.
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Partido de Kassab (centro), tem possibilidade de conquistar duas importantes prefeituras (Foto: Max Miller Morais)
Faltando menos de um mês para o início das eleições municipais, o presidente da executiva nacional do PSD, Gilberto Kassab, fez passagem por Natal na tarde desse sábado (27). No primeiro compromisso, almoçou com lideranças estaduais e municipais, no Hotel Barreira Roxa, e na sequência participou de evento para filiados, no Versailles Recepções.
Demonstrando conhecimento sobre o cenário político do estado, o ex-ministro das Cidades, Kassab, ressaltou a importância da eleição de 2024:
– “O pleito municipal é fundamental, pois impacta diretamente a vida das pessoas. Quando você faz um bom trabalho, inevitavelmente será chamado pelo povo. Em Natal, Carlos Eduardo fez grandes gestões e está sendo chamado pelo povo para voltar. Em São Gonçalo, o povo está chamando Jaime Calado. Nossa presença representa o apoio de todo o PSD nacional no Rio Grande do Norte. Estamos construindo um partido forte e vamos trabalhar para alcançar um grande resultado aqui”, afirmou.
O “Encontro com Kassab” foi promovido pelo diretório estadual, presidido pela senadora Zenaide Maia em parceria com o PSD de Natal sob o comando do ex-prefeito Carlos Eduardo. O evento contou também com a presença da vice-prefeita de Natal, Aíla Cortez, dos ex-deputados Antônio Jácome, Jacó Jácome, Gustavo Fernandes, do vereador de Natal, Luciano Nascimento, do pré-candidato a prefeito de São Gonçalo, Jaime Calado, além de pré-candidatos a prefeito e vereador do PSD de todo o Rio Grande do Norte.
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Participantes de evento posam para fotografia (Foto: Divulgação)
O Partido Social Democrático (PSD) realizou neste sábado (01), no Holiday Inn Natal, o encontro partidário que reuniu mais de 400 participantes, entre parlamentares, prefeitos, vereadores e lideranças políticas. O evento deu o pontapé inicial do partido às eleições de 2024 e o fortalecimento nos quadros da sigla.
O encontro contou com a participação de importantes nomes, como a presença principal do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a presidente estadual do partido, Zenaide Maia, o presidente do diretório de Natal, Carlos Eduardo, a senadora paraibana Daniele Ribeiro, o vice-governador da PB, Lucas Ribeiro, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado, além de prefeitos, vereadores e diversos filiados.
Foram realizadas dezenas de filiações. O prefeito de Touros, Pedro Filho, agora PSD, falou em nome de todos os novos filiados.
A presidente estadual do PSD, senadora Zenaide, ressaltou o compromisso que cada um deve ter nas decisões do diretório municipal e a liberdade de escolhas.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, fez elogios ao trabalho da senadora Zenaide Maia e de Jaime Calado dentro do partido, além de afirmar que o encontro foi um marco, deixando o PSD muito mais fortalecido.
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A presidente do PSD no Rio Grande do Norte, senadora Zenaide Maia, mobiliza filiados, correligionários e simpatizantes da legenda para recepcionar o seu presidente nacional, Gilberto Kassab. Ele estará em Natal para um encontro com todas as representações partidárias.
O compromisso será no sábado (1º de julho), às 10h30, no Hotel Holiday Inn, Av. Sen. Salgado Filho, 190.
Novas filiações deverão ser realizadas. E um dos nomes mais importantes ao evento é o de Carlos Eduardo Alves, ex-PDT, que é cogitado para ser candidato a prefeito de Natal, cidade que já governou por quatro mandatos.
A presença de Kassab é um dos primeiros passos do PSD do RN, sob novo comando, visando as eleições 2024.
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Carlos Eduardo vai anunciar posição ainda esta semana (Foto: Arquivo)
Pré-candidato à Prefeitura de Natal, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (sem partido) não deverá ficar sem legenda muito tempo, após 14 anos no PDT (veja AQUI). Porém, não confirma que esteja acertado para se inscrever no PSD, comandado no RN pela senadora Zenaide Maia.
“Estou indo a São Paulo hoje (terça-feira, 9) e voltarei na sexta”, comentou há pouco mais de duas horas em conversa com nossa página.
“Depois darei uma posição definitiva”, despistou.
Carlos Eduardo vai aportar em São Paulo para conversar com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo, gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), Kassab foi ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações na gestão do presidente Michel Temer (MDB).
A “posição definitiva” vem daí.
No aguardo, xará!
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Jean diz que ele fala por Jean, mas não confirma nem desmente notícia (Reprodução Canal BCS)
Preterido pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), na chapa majoritária que irá disputar as eleições em outubro, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) não estaria muito satisfeito com a oferta da vaga para o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT).
Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, o parlamentar negocia migrar para o PSD, de Gilberto Kassab, para tentar a reeleição no Estado.
Em suas redes sociais nessa quinta-feira (17), o congressista usou um clichê para não confirmar nem desmentir a notícia: “Só quem fala por Jean-Paul Prates é Jean-Paul Prates”.
O presidente do partido no RN, deputado estadual Jacó Jácome, comentou o assunto em entrevista ao programa 12 em Ponto da FM 98 do Natal, também nessa quinta-feira.
Garantiu que, “sem subterfúgios”, não estava sabendo de nada. A informação que lhe chegou foi pela própria imprensa. Entretanto, particularmente, ele não acredita que o senador saia do PT.
Nota do Canal BCS – Estou com a mesma opinião do deputado Jacó Jácome: o senador fica onde já está. Pouco provável que lance candidatura em faixa própria, à reeleição, no PSD ou qualquer outro arrimo partidário.
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Antônio, Kassab e Jacó firmam nova formação para o PSD no RN (Foto: divulgação)
Do Diário Político
O deputado estadual Jacó Jácome assumiu a presidência da Comissão Provisória do PSD no Rio Grande do Norte, depois do ex-governador Robinson Faria ter anunciado, na quinta-feira (10), seu desligamento do partido.
Gilberto Kassab, presidente Nacional da legenda repassou oficialmente a presidência num encontro com presença do ex-Deputado Antônio Jácome.
Na segunda-feira (14/03) Jacó Jácome vai participar do Meio-dia TCM da rádio TCM 95 FM trazendo detalhes.
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Fábio, Robinson, Beto e Rosalba podem se misturar no mesmo partido (Foto: arquivo/ 13 de junho de 2018)
Por Thaís Augusto, Gabriel Toueg e Michael Verissimo (Do UOL)
O ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), disse nessa quinta-feira (13) – veja AQUI – que tem conversas adiantadas para trocar de partido e provavelmente irá para o PP. A declaração foi dada ao UOL Entrevista, conduzido pela apresentadora Fabíola Cidral e pelos colunistas Carla Araújo e Tales Faria.
“Não tenho como continuar no partido se ele não votar no presidente Bolsonaro”, afirmou ele. Segundo Faria, o fundador e presidente do partido, Gilberto Kassab, disse que o PSD não pretende apoiar nem Lula (PT) nem Jair Bolsonaro (sem partido). “Ele deve ter candidato próprio”, disse.
Bolsonarismo
No mês passado, Kassab declarou ser muito difícil que o presidente Bolsonaro dispute o 2º turno das eleições de 2022. “O legado vai ser muito ruim, com [projeção de] 500 mil mortos [pelo coronavírus]. Vai ter de trabalhar muito para reverter sua imagem”, disse.
Ao UOL Entrevista, Faria ainda afirmou que o PSD é um partido dividido. “Eles têm estados que apoiam o PT e têm estados que apoiam o Bolsonaro. A situação é um pouco complicada. Chamei Kassab para uma conversa ontem e ele relatou que o PSD não vai apoiar Lula ou Bolsonaro. Ele deve ter candidato próprio. A chance é apoiar Bolsonaro no 2º turno”.
Falei que gostaria que ele me deixasse ir para um partido que tenho certeza que ficaria com o presidente Bolsonaro. Kassab disse que entendia totalmente minha posição – relatou Fábio Faria.
Nota do Blog Carlos Santos – O Progressistas (PP) é comandado no RN pelo ex-deputado federal Betinho Rosado, pai do deputado federal Beto Rosado. É a mesma legenda da ex-prefeita Rosalba Ciarlini, que pretende conquistar um mandato em 2022 (veja AQUI). E Beto, a reeleição à federal.
No RN, acomodar o grupo de Fábio e o de Rosalba, sobretudo após nível da campanha municipal passada, em que houve severos ataques ao ex-governador Robinson Faria (PSD), pai de Fábio, vai exigir muito malabarismo retórico dos dois lados. Isso, claro, se confirmando a chegada do sistema Faria ao PP e a permanência do rosalbismo na legenda.
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Há crescente afinação no campo nacional entre o PSDB do presidenciável Geraldo Alckmin e o PSD do ministro (Comunicações) Gilberto Kassab.
A Folha de São Paulo divulga que “a maioria” do PSD, segundo depoimento de Kassab, quer fazer aliança com os tucanos.
No Rio Grande do Norte, há também crescente possibilidade dessa composição se materializar, com o PSDB dando apoio ao projeto de reeleição do governador Robinson Faria (PSD).
Talvez seja apenas uma questão de tempo.
No último dia 18 de abril em Brasília, o deputado federal Fábio Faria (PSD) reuniu Alckmin e Kassab, além de lideranças de ambas legendas no estado (veja AQUI), pavimentando caminho para a composição.
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A imprensa do Natal dá ênfase a jantar promovido pelo deputado federal Fábio Faria (PSD) em Brasília, reunindo lideranças do seu partido e do PSDB, na quarta-feira (18).
Ênfase ainda ao fato de que os dois partidos – PSD e PSDB – não têm definição quanto à aliança nacional e mais ainda a hipotético entendimento no estado.
A novidade? O jantar, nada mais do que isso. Todos saíram satisfeitos com que foi servido. Quanto à política, não.
A política de alianças no RN em relação ao PSDB será definida mais adiante. O próprio presidente da sigla, presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira, fala isso há mais de um mês.
Participaram do jantar, líderes nacionais como o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD).
Do RN, além do anfitrião, o governador Robinson Faria (PSD), deputado federal Rogério Marinho (PSDB) e os estaduais Ezequiel Ferreira e Gustavo Carvalho (PSDB).
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O governador Robinson Faria (PSD) anunciou nesta terça-feira (20), na presença do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), o início no Rio Grande do Norte do Programa Nacional “Internet para Todos”.
Ministro Gilberto Kassab e o governador Robinson Faria lançam "novidade" com quase 9 anos de atraso (Foto: Demis Roussos)
O programa, desenvolvido em parceria com o Governo Federal, poderá levar internet de banda larga a todos os 167 municípios do RN.
A solenidade ocorreu na Escola de Governo, em Natal.
O evento e o título do programa devem instigar a memória de quem acompanha a gestão pública e a política do RN.
Internet de Wilma de Faria em 2009
No dia 14 de agosto de 2009, a então governadora (já falecida) Wilma de Faria (PSB) lançava o “Internet de Todos”. Época em que a rede social mais popular era o Facebook e não se falava ainda em “zap-zap” (WhatsApp).
Wilma: Internet em 2009 (Foto: arquivo)
Quase nove anos depois, é a vez de Robinson Faria repetir a fórmula ao lado do presidente nacional do seu partido e ministro.
Os propósitos e o foco são os mesmos.
Poderiam ser mais criativos na escolha do título, mas nem isso.
De Internet de Todos para Internet para Todos não é possível sequer maquiar a falta de imaginação num ano eleitoral.
Nunca duas pessoas fora da ‘elite política’ de Mossoró empalmaram tanto poder como Francisco José Júnior (PSD) e Jório Nogueira (PSD), em tão curto espaço de tempo.
Jogaram tudo fora.
Também rapidinho.
Assumiram Prefeitura e Câmara Municipal, Federação dos Municípios do RN (FEMURN), Federação das Câmaras Municipal do RN (FECAM), conquistaram apoio do governador Robinson Faria (PSD) e ainda se jactavam de ter um ministro (Gilberto Kassab) em Brasília.
Dia 1º de janeiro de 2017 serão ex-quase tudo.
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A defesa de Dilma durante todo o dia 29 de agosto foi coalhada de frases de efeito vazias, bravatas, gritos por democracia e… mentiras. Temer, escolhido por Lula e pelo PT para ser seu vice, segue uma política de continuidade tanto na economia quanto nos cortes. Diferenças podem ser vistas na política externa e nada mais.
Discursos como os de “Temer acabou com Ciência Sem Fronteiras e o Pronatec” são enganosos. Temer pode até ter fechado a porta, mas os cortes orçamentários promovidos por Dilma já haviam inviabilizado a continuidade desses e de outros programas.
Dilma parece ter uma predileção por citar Eduardo Cunha, um exemplo de como a moral do Congresso anda baixa. Seria um trunfo, não tivesse o mesmo Cunha sido um importante aliado de Dilma e do PT e ter participado ativamente de sua primeira campanha eleitoral.
Lewandowski, Aécio Neves do PSDB e Dilma Rousseff (PT) ontem no Senado: tensão e descontração de iguais (Foto: Web)
Além disso, Cunha foi a ponte entre Dilma e os evangélicos e trabalhou pesadamente para distanciá-la da imagem de alguém que defendia o aborto (Gabriel Chalita, vice de Fernando Haddad em São Paulo, fez o mesmo trabalho junto aos católicos conservadores). Dilma soube vender essa imagem, chegando a vetar a regulamentação ao direito do aborto e a mandar uma ministra, Eleonora Menicucci, se calar sobre o tema.
Dilma afirmou ainda ter “resgatado a Petrobras”. Mais uma mentira. O PT praticamente levou a empresa à falência, a corrupção foi tamanha que resultou em queda de 1% do PIB.
Moral e ética que inexistem
Minha preocupação aqui não é se houve ou não crime de responsabilidade, ou se as pedaladas podem assim ser consideradas, e sim focar no aspecto mais básico das alianças espúrias e da total inexistência de moral e ética – de ambos os lados.
Dilma e diversas personalidades petistas e de partidos aliados acertam ao dizer que o Congresso (e mais especificamente o Senado) não tem moral para julgar Dilma. O problema é que os políticos petistas também não têm moral para defendê-la, especialmente de seus (ex-)aliados.
Cunha: aliado de Dilma em momento delicados (Foto: André Dusek/Estadão)
Sabemos que Aécio, “o derrotado”, tem inúmeros problemas que não se limitam ao aeroporto de Cláudio. Aloysio Nunes é investigado pelo STF, Agripino Maia é outro investigado por corrupção. E a história não melhora para outros senadores do PSDB, DEM, PMDB, PP etc.
Do lado petista, Gleisi Hoffmann, uma das mais vocais nos ataques aos demais senadores, esqueceu-se de que ela é investigada por (supostamente) roubar dinheiro de aposentados junto com seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. Petistas destacados, como Lindbergh Farias, esqueceram das fotos com os agora ex-aliados que, de um dia pro outro, viraram corruptos, arautos do atraso e etc.
A senadora Vanessa Grazziotin, esta do PCdoB, já enfrentou pedido de cassação pro compra de votos e abuso de poder econômico, por exemplo. Não há santos no lado vermelho-desbotado da força.
Na turma do troca-troca temos Renan Calheiros, um dos últimos a entrar na mira do petismo radical, era em 2015 defendido por militantes do PT do que chamavam de ataques da Globo. Calheiros foi inclusive chamado de “exemplo de moralidade”, mas hoje entrou no balaio dos “golpistas”.
Como não lembrar de Kassab, arqui-inimigo do PT paulista, responsável por episódios de higienismo e violência contra manifestantes e que virou ministro da Dilma, recebeu incumbência de Lula de fundar o PSD como forma de desidratar o PMDB e… acabou ministro do PMDB e novamente inimigo do PT.
Kassab e Collor dispensam comentários.
Kátia Abreu foi uma das poucas a manter a fidelidade à Dilma e por isso foi louvada pelos apoiadores da presidente. Pena que ela seja acusada de incontáveis crimes contra indígenas e suas ações contra o MST – apoiadores de Dilma – sejam conhecidas por todos. É aquele famoso apoio que mais causa (ou deveria causar) constrangimento do que ajuda.
O QUE VEMOS NO CONGRESSO nada mais é que uma disputa de poderosos aliados e ex-aliados por poder. Gritam, brigam, babam e ameaçam em público. Na sala do café trocam amenidades e chamam para a festa de aniversário da filha. Não estou dizendo que não devem manter civilidade, mas o que vemos é algo bem além. É a conivência de elites disputando o bolo. O nosso bolo. Aquele bolo que nós nunca veremos, porque não fomos convidados para a festa.
A música popular diz “se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”. O clichê cai como uma luva para o Congresso Nacional e não discrimina partidos. Qualquer um que acuse o adversário de uma imensa gama de crimes corre o risco de… acertar na mosca.
Pode até chutar um artigo do Código Penal sem muito medo de errar. O problema que se apresenta é menos de legitimidade de derrubar Dilma ou de manter Dilma e mais da legitimidade de manutenção do Congresso em si, do sistema político em si.
Chegamos num ponto da história tão viciado que, por exemplo, chegaram a decretar que a repressão ao protesto a favor de Dilma ocorrido na noite de seu depoimento na Avenida Paulista inauguraria um período de regressão política.
Ora, só muita falta de memória para dizer isso depois da imensa repressão patrocinada pelo PT, PSDB e demais partidos no poder em junho de 2013 ou durante a Copa do Mundo e que desembocou na lei antiterrorismo criada e aprovada pela mesma Dilma para garantir que não aconteceriam protestos durante as Olimpíadas.
A maior das ironias é que quem apanhava ontem nas ruas de São Paulo (e falo em termos de grupo, não de indivíduos) gritava “VAI PM” contra a esquerda em 2013 e 2014 e acusava a eles (ou a nós) de sermos financiados pela CIA.
“DILMA CAIR sem que Temer, o vice da chapa, a siga, é um absurdo – em especial, com pesquisas mostrando que a ampla maioria dos brasileiros repudia os dois.”
O professor Pablo Ortellado comentou em reportagem do Aliás (Estadão) sobre a polarização política brasileira (veja AQUI). De um lado quem acredita piamente que Dilma e o PT são comunistas e que o Foro de São Paulo é uma organização de promoção do comunismo mundial que enfiou médicos cubanos para destruir o país.
Do outro temos teses estapafúrdias de que a crise da Petrobras só estourou porque é do interesse da CIA ou que o próprio juiz Moro, responsável pela Lava Jato, foi treinado pelo FBI.
E tais teses à esquerda, digamos assim, não vêm de qualquer um, mas de gente como Marilena Chauí ou Emir Sader, que dedicam seus dias a espalhar teorias conspiratórias. Do outro lado temos Bolsonaros e Revoltados Online com apoio dos jovens “liberais” do MBL.
No fim é um jogo de soma zero. Ou melhor, o saldo para o país é negativo. O impeachment não trará nenhuma paz ao país.
A narrativa do golpe irá permanecer no imaginário, a tentativa de apagar o passado seguirá. O PT está aliado em quase um terço das cidades do país ao PMDB, PSDB ou DEM (num dos casos em Niterói, segunda cidade do estado do Rio de Janeiro) parece não entrar na cabeça de seus apoiadores. Ou, como em São Paulo com Haddad, aliado ao PR de Magno Malta e ao Pros – além do Chalita, lembram, dos católicos antiaborto?
Movimento "black blocs" é experiência de ativismo que guarda vários ângulos de análise (Foto: arquivo)
Apesar disso, os defensores de Dilma seguem todos os dias alardeando o início de um período terrível da história a partir da posse de Temer, como se todas as maldades fossem novas e o PT nada tivesse feito.
Do outro lado ficam a desfaçatez e a franca traição (ou “golpe” nos termos de Élio Gáspari, ou seja, no sentido mais literal de um soco ou uma rasteira) do PMDB e de aliados como Kassab ou Collor. A falta de ética é patente, assim como a completa impossibilidade moral de apontar o dedo para o que, no fim, era o próprio governo deles.
Dilma cair sem que Temer, o vice da chapa, a siga, é simplesmente um absurdo de proporções brasileiras – em especial diante de pesquisas que mostram que a ampla maioria da população repudia tanto Dilma quanto Temer.
Temos, nesse bolo, perfis de redes sociais como os já citados Revoltados Online de um lado (e outros perfis menos estrelados, mas igualmente tóxicos), e perfis e páginas claramente alinhadas ao PT do outro (várias delas com mesma identidade visual e suspeitas fortes de serem mantidas por MAVs, ou militantes virtuais do PT, criados por, pasme, André Vargas, deputado cassado).
Além disso, há ainda portais claramente alinhados ao ideário da “família Bolsonaro”, em geral espalhando ódio e desinformação, e portais da rede #BlogProg (Blogueiros Progressistas), que recebem relevantes fatias de verbas federais ou recursos de sindicatos controlados pelo PT e pelo PCdoB (já apelidado de PSeudoB por muitos).
Nesse caldo, a verdade é detalhe.
Farsa do impeachment
Sequer podemos falar em versões, o que temos é apenas leituras absolutamente deturpadas e enviesadas. E usos políticos que beiram a canalhice (ou mesmo ultrapassam) de lutas sociais e movimentos sociais.
Um exemplo: Como não lembrar de um dos governistas mais raivosos e destacados, Eduardo Guimarães, agora candidato a vereador pelo PCdoB, que durante os protestos de junho de 2013 usou o paint para colocar uma suástica nazista numa bandeira negra dos black blocs a fim de criminalizar o movimento e, por tabela, acusar o MPL e todos que estavam nas ruas de serem nazistas?
Diante dessa completa degeneração de militância e mídias alinhadas, não podíamos esperar outro cenário que não o dessa completa farsa que acompanhamos pela TV. A farsa do impeachment. A farsa de aliados políticos tornados inimigos e novamente aliados ao sabor do vento enquanto claques de cada um dos lados se matam nas redes sociais espalhando mentiras e desinformação e tornando o debate político insuportável ou mesmo impossível.
O impeachment da Dilma, não se enganem, não mudará esse cenário. Teremos dois anos de imensa (e necessária) pressão contra Temer, assim como teremos a continuidade dos desmontes iniciados por Dilma que poderão mesmo ser acelerados e piorados (há espaço para isso).
E a campanha de 2018 poderá nos trazer novamente Lula, agora com um discurso extremamente vitimizado (o PT é mestre nisso, vide o mensalão), buscando ganhar votos em cima da história de um suposto golpe, apelando para as paixões inconscientes de amplos setores da esquerda que permanecem incapazes de resistir ao canto da sereia (ou do sapo barbudo, para usar a velha piada).
Nossos problemas não vão acabar tão cedo, nem começaram ontem.
Estamos apenas no meio de uma batalha que já perdemos.
* Raphael Tsavkko Garcia é jornalista e doutorando em Direitos Humanos (Universidad de Deusto, Espanha).
* Veja texto originalmente publicado no site Congresso em Foco, clicando AQUI.
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O Deputado estadual Jacó Jácome (PSD) recebeu, nesta quarta-feira (29), a chancela do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, principal líder nacional da legenda, para disputar a Prefeitura de Natal.
Ao lado do governador Robinson Faria, presidente estadual do partido, e do deputado federal Antônio Jácome (PTN), o parlamentar recebeu o apoio de Kassab e do diretório Nacional do PSD ao seu projeto político.
“Natal terá candidato jovem, experiente e respeitado e que poderá levar a mensagem do partido e boas propostas para o eleitor”, declarou Kassab.
Jacó esteve com o ministro no seminário “UFRN e os Parques Tecnológicos: Inovação para o desenvolvimento”, promovido pelo Sistema FIERN, no auditório da Casa da Indústria em Natal.
Articulações
Antes visto como possível projeto na legenda, a pré-candidatura do parlamentar já conta com o apoio do governador, da direção nacional do PSD e do PTN. Jacó busca alianças políticas para dar corpo à sua pré-candidatura.
Na mira do jovem pré-candidato, estão o PSDB, que ainda coloca a deputada estadual Márcia Maia como pré-candidata, e o PTdoB, presidido no Estado pela ex-governadora Wilma de Faria, que deverá disputar uma vaga na Câmara Municipal de Natal.
Se depender de algumas pessoas muito próximas dele mesmo, o governador Robinson Faria (PSD) rompe com a presidente Dilma Rousseff (PT).
Mas a decisão não é fácil, com a presença de Gilberto Kassab (PSD) no governo.
Impasse
Romper depois de aprovado o impeachment é feio. Romper antes corre o risco do PT vencer a luta no plenário da Câmara ou Senado, jogando o governo na oposição ao Palácio do Planalto.
O que é pior?
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Não é só no PMDB que aumenta a pressão pelo desembarque do governo Dilma Rousseff. Prestes a lançar candidatos de perfil oposicionista em várias cidades e no comando da comissão de impeachment, o PSD cobra que seu presidente, Gilberto Kassab, deixe o quanto antes o Ministério das Cidades.
No ato de sua filiação à legenda, o ex-tucano Andrea Matarazzo já explicitou o desejo de que Kassab desembarque do governo para que possam focar a campanha na crítica ao governo federal e ao prefeito, o petista Fernando Haddad.
Matarazzo deve intensifica as conversas de bastidores com Kassab para que ele aceite sair do posto.
Antevendo o problema, Dilma trata de tentar segurar o aliado: no mesmo dia da filiação de Matarazzo, Kassab posava para fotos ao lado da presidente no lançamento do “Minha Casa, Minha Vida” 3, ligado à pasta que comanda.
Nota do Blog – Saída de Kassab deve fragilizar mais ainda Governo Robinson Faria (PSD) e seus aliados no estado, como prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) e o deputado federal Fábio Faria (PSD).
Eles apostaram tudo na relação política na Esplanada dos Ministérios, para tirarem proveito administrativo. Até agora, praticamente nada obtiveram
Com a crise político-institucional e econômica, praticamente nada tiraram de proveito.
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O Governo Dilma Rousseff baixou novo decreto que tem efeito e reflexo no Rio Grande do Norte. Ele determina corte de R$ 10,7 bilhões do Orçamento da União deste ano.
O Ministério das Cidades, comandado por Gilberto Kassab (PSD), aliado do governador Robinson Faria (PSD) e do prefeito local Francisco José Júnior (PSD), é o que perde mais recursos, com R$ 1,6 bilhão.
Kassab sempre foi tratado como um trunfo de Robinson e Francisco José Júnior em Brasilia, para obtenção de recursos.
Depois de décadas seguindo liderança do senador José Agripino no DEM, o ex-deputado federal Ney Lopes está com novo distintivo político. É agora do PSD do governador Robinson Faria (PSD).
No sábado (19), ele foi um dos ilustres novos filiados ao PSD, com presença do ministro das Cidades e dirigente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Com Ney, o filho e ex-vereador natalense (atual dirigente do Procon/RN) Ney Júnior.
* Ney Lopes foi um dos principais defensores da candidatura à reeleição da então governadora Rosalba Ciarlini – ano passado. Mas foi voto vencido no partido.
Agora, muda de lado e se distancia da própria Rosalba, que ainda não fez sua opção partidária para o futuro e espera decisão sobre sua elegibilidade (AQUI).