Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
É lugar-comum dizer que a gratidão é a memória do coração. No entanto, ao finalizar o ano de 2025, eu não posso deixar de agradecer por tudo que vivi neste ano que se encerra.
Como todo e qualquer ano de minha vida, enfrentei desafios, preocupei-me com as dificuldades do cotidiano. Chorei. Sorri. Ao lado da minha família vivenciei momentos de imensa felicidade; o nascimento do meu primeiro neto encheu o meu coração de amor, trazendo mais alegria ao nosso lar.
Não há nada melhor para os pais do que presenciar os filhos trilhando os seus caminhos, lutando e alcançando objetivos. Nesta vida, não se consegue nada sem uma batalha diária; viver, sabe-se, é uma peleja medonha.
Vencer na vida, entretanto, não é somente conseguir um bom emprego ou ser realizado profissionalmente. Vencer na vida, sobretudo, é ser um homem e uma mulher de bem, com caráter e honestidade, pautando-se por valores, cultivando-se bons sentimentos. “Na verdade, quem luta apenas na esperança de bens materiais não colhe nada que vale a pena viver”, disse o escritor Antoine de Saint Exupéry.
Assim, viver o presente é o que importa. Se ontem erramos o caminho, que hoje possamos mudar o rumo e seguir por uma nova rota. O futuro? Coloque-o nas mãos Deus.
Em um mundo repleto de desamor, intolerância, vaidade, egoísmo e violência, é preciso sabedoria e serenidade para se blindar e conduzir a vida. Cada um sabe muito bem o que enfrentou este ano. Com certeza, foram inúmeras batalhas, dificuldades de todos os tipos.
Porém, apesar dos pesares, estamos vivendo, construindo e narrando a nossa história e, o mais importante, com saúde.
Gratidão. Que 2026 seja repleto de bênçãos para todos nós.
Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos
Apesar de alguns altos e baixos, minha saúde vai bem. Sim. De um modo geral, estou com a cabeça e o corpo em ordem. Existe a bateria diária de remédios, que não é das menores, contudo os efeitos colaterais são ínfimos diante do custo-benefício. Diversos são os motivos pelos quais me sinto grato e privilegiado. A Fome, por exemplo, largou do meu pé faz tempo, foi erradicada do meu viver. Hoje eu possuo casa própria, luz elétrica e água de boa qualidade em abundância.
Desde quando voltei a escrever, pouco antes da pandemia, as coisas só têm melhorado para mim. Aqui neste Blog Carlos Santos, justiça seja feita, reencontrei velhos amigos e adquiri a admiração e carinho de leitores que sequer conheço pessoalmente, como o escritor e delegado Inácio Rodrigues, aqui em Mossoró, e a pernambucana e bancária aposentada de Caruaru Bernadete Lino.
Pois é, surgiram novos amigos que acompanham meus escritos neste blogue e que se tornaram íntimos deste escriba e desta Casa Branca da Euclides Deocleciano. Sinto-me, repito, um privilegiado. Olho pelo retrovisor e vejo quantos apuros e privações ficaram para trás. Fisicamente falando, todavia, estou fora de forma, adquiri um sobrepeso de quase vinte quilos e assumo (por enquanto) minha condição de sedentário. A maior parte daquela cabeleira de algumas décadas pretéritas despencou e já não sou o palminho de rosto bonito de outrora. O tempo é iniludível.
No geral, torno a dizer, estou no lucro. Possuo entre estas paredes, debaixo deste teto que me abriga (além de outros bens materiais modestos) uma geladeira resiliente, fogão de quatro bocas, telefone celular, um velho computador, escrivaninha que ganhei no meu último aniversário, motocicleta, tevê moderna e uma rede de dormir. Pode parecer pouco para alguns, no entanto estou satisfeito.
Não, prezados leitores. Isto não é um espólio prematuro. Trata-se de uma espécie de prestação de contas ou um exercício de gratidão perante o Todo-Poderoso. Não pago nada pelo oxigênio que respiro. A Lua e o Sol não me cobram taxa de iluminação pública. As estrelas muito menos. Vivo em um recanto do mundo onde não há bombas e mísseis desabando sobre nossas cabeças. Não sofremos com enchentes, terremotos, furacões nem chuva ácida. O Brasil e Mossoró têm problemas, mas não é um deus nos acuda como esse que vemos na Palestina e Ucrânia. Longe disso.
Infelizmente, também seja dito, ainda existem muitos cidadãos desvalidos, crianças, adultos, idosos, mendigando nos semáforos, dormindo sob marquises, viadutos, em praças públicas e casas abandonadas. Eu, entretanto, por alguma benesse ou divina providência, vivo uma vida módica, porém digna.
Dá-me uma tristeza enorme quando me deparo com esses pobres coitados, indivíduos rifados no relento, invisíveis aos olhos dos gestores, dos governos, dos homens públicos, ignorados até mesmo pelo Criador. Por que será, oh, Deus?! O que terão feito de tão mau ou errado para viverem em semelhante lástima, curtindo fome e repelidos, tratados como leprosos sociais?! Então olho para mim e à minha volta, penso nos amigos que tenho e nos tostões que chegam às minhas mãos. Aí reflito, pondero e digo de mim para comigo o quanto sou feliz e bem-aventurado.
Aqui não há luxo, algo fácil de se constatar, mas quem me frequenta sabe que é bem-vindo. Toma-se um café escoteiro ou acompanhado das guloseimas que trazem Elias Epaminondas, Odemirton Filho, Rocha Neto, Marcos Araújo, entre outros que muito prezo e quero bem. Hoje é isso. O assunto é gratidão. Entrementes rogo que o Altíssimo se apiede de todos que se acham na miséria.
Última missa aconteceu na Catedral, com corpo sendo levado por padres da Diocese de Mossoró (Foto: Glauber Soares)
Mossoró despediu-se do padre Sátiro Cavalcanti Dantas da melhor forma possível: com gratidão. Emocionada e grata.
Missa de corpo presente na Catedral de Santa Luzia à tarde dessa terça-feira (28), seguida de sepultamento na capela do Cemitério São Sebastião, Centro, fechou o adeus ao diretor emérito do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL).
Ele faleceu na segunda-feira (27), no Hospital Wilson Rosado (HWR), aos 93 anos (veja AQUI). Sofria de várias complicações decorrentes de uma pneumonia.
Velório começou no Ginásio Carecão no CDSL à noite de segunda-feira, seguido na terça-feira pela manhã no Santuário de Santa Clara no bairro Dom Jaime Câmara.
Sob aplausos de centenas de pessoas, seu corpo foi levado da Catedral para o cemitério num caminhão do Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN).
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Corpo de Bombeiros levou corpo até cemitério (Foto: Glauber Soares)Cortejo chegou ao Cemitério São Sebastião à noite (Foto: Glauber Soares)
Tomou um gole do café, ainda fumegante. Vestiu-se e foi para mais um dia de trabalho. Estava cansado da rotina. Há anos que sua vida era a mesma. De casa para o trabalho; do trabalho para casa. Quase não saía para passear ou viajar, embora tivesse condições financeiras.
Morava sozinho. Estava separado de sua mulher; não tiveram filhos. Os seus pais eram falecidos há tempos. O único irmão não queria conversa com ele. Tinha um ou dois amigos, mas quase não se encontravam para jogar conversa fora.
O percurso para o seu trabalho era de três quarteirões de onde morava. No caminho, observava o corre-corre das pessoas. Tudo como sempre foi. As lojas do comércio com os vendedores à espera de clientes; as paradas de ônibus lotadas de pessoas para irem aos seus destinos.
No rosto da maioria, desânimo. Com certeza, muitos estavam com problemas. O dinheiro pouco, talvez com famílias desestruturadas, desempregados; sem perspectiva de dias melhores.
Ele, ao contrário, tinha um bom salário, trabalhava em um escritório de uma empresa multinacional. Morava num excelente apartamento; um bom carro na garagem, ambos quitados.
Entretanto, reclamava de tudo e de todos. Era um “chato de galochas”, como diziam os colegas de trabalho. Nada o agradava. Nunca participou das festas de final de ano da empresa.
Certa vez, numa noite fria, ia do trabalho para casa; caía uma garoa. No caminho encontrou um homem sentado na calçada, o qual lhe pediu algum trocado. Com cara de poucos amigos, meteu a mão no bolso e deu ao pedinte uma cédula de dez reais. O homem sorriu e agradeceu.
“O chato de galochas”, para não perder a oportunidade de reclamar, perguntou:
– O que deseja desta vida ingrata, meu senhor?
– Ah, meu amigo, eu só queria saúde, um emprego e uma casa, respondeu o pedinte.
Ele ficou em silêncio; seguiu para o seu apartamento, pensativo. Ao deitar na cama, depois de anos deu valor a tudo o que tinha, agradeceu a Deus, principalmente a saúde.
E chorou. Chorou copiosamente.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
Com certeza não é fácil recomeçar, retomar a estrada, fazer a mesma coisa ou fazer diferente o que sempre foi feito, para alcance de um êxito eleitoral.
Pós-derrota, mais difícil ainda essa marcha.
Por isso, que é tão penoso para alguns políticos encontrar mãos generosas ou indulgentes; mãos que acenam por afinidade, gratidão ou reconhecimento.
O ostracismo é penoso e sua redenção não é apenas vencer ou vencer de novo. É renascer. A remissão dada por muitos para o eleito, na prática é um crédito com saque prefixado.
O próximo ano, outro período de eleições, sobretudo para os que não possuem mandato e buscam a ressuscitação política, o aceno e o aperto de mão serão alentos.
Esperança à vitória.
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Robinson e Garibaldi: perdas e balanços (Foto: arquivo)
O domingo foi de desabafo para dois nomes proeminentes da política do RN, mesmo que em baixa: senador Garibaldi Filho (MDB) e ex-governador Robinson Faria (PSD).
O senador fez um balanço de sua passagem pelo Senado e quanto à sua vida pública em geral, a poucos dias de concluir esse ciclo, haja vista que não se reelegeu ano passado. Escreveu artigo publicado no jornal Tribuna do Norte, sob o título “Missão cumprida”.
– Minha biografia não tem capítulos de traição, ódio, mentira ou escândalos. Muito pelo contrário! A vida que vivi exibe, sem retoques, o meu desejo de servir ao próximo – disse Garibaldi.
Já Robinson usou redes sociais e, em tom, amargo, queixou-se dos “ingratos”, sem citar nomes. Ele tentou a reeleição em 2018, mas sequer chegou à disputa no segundo turno.
– É bom lembrar que Jesus curou dez leprosos e apenas um voltou para agradecer – citou Faria.
Como Garibaldi, fez um inventário de sua gestão.
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Apesar de ter publicação protocolar de “exoneração a pedido” hoje (sábado, 9) no Diário Oficial do Estado (DOE), a primeira-dama Julianne Faria (PSD) dá testemunho que revela implicitamente um incômodo com a humilhação a que está sendo submetida.
Ex-secretária de Estado do Trabalho, Habitação e Ação Social (SETHAS), Julianne Faria utilizou outra vez seus endereços em redes sociais para se pronunciar. De novo não disse o porquê de sua saída do governo.
Fernando Lucena enalteceu qualidades de Julianne, mesmo sendo adversário político e ela retribuiu gesto (Foto: redes sociais)
Mas agradeceu particularmente ao vereador natalense Fernando Lucena (PT), pela “solidariedade” no episódio.
Lucena, adversário político do grupo do governador Robinson Faria (PSD), gravou vídeo e postou nas redes sociais, destacando qualidades pessoais e políticas da primeira-dama, no exercício do cargo.
Robinson enaltece a si e Julianne ignora o “chefe”
Até o momento, seu marido e governador – Robinson Faria – fez o inverso.
Primeira-dama dirigiu agradecimento especial ao vereador
Robinson não chegou a publicizar um simples agradecimento à passagem dela pelo governo.
Apenas numa confusa “Nota à População” do Governo do Estado, há reconhecimento a todos os exonerados: Robinson faz reforma de supetão após saída de Julianne. Porém assinalando que no caso da Sethas, o governador não deixou de dar, “em momento algum, o apoio irrestrito e as condições técnicas e orçamentárias necessárias para a realização deste trabalho como prioridade.”
Ou seja, diminuiu os próprios méritos de quem parecia querer enaltecer. Terminou por puxar para si os créditos, assim mesmo de modo formal – via Comunicação do Governo do Estado.
Mas ela, em sua postagem de despedida do cargo (Julianne sai, pela madrugada, do governo do marido Robinson), na quinta-feira (7), antecipando que seria exonerada (‘a pedido’), também não tratou o marido e governador em tom de gratidão. Ignorou o ‘chefe’.
Pinimba
Listou uma série de nomes que teriam sido importantes na sua passagem pelo governo, sem citar minimamente Robinson Faria. É como se ele nem governador o fosse.
Enfim, a pinimba matrimonial-política-administrativa se tornou irrefreável. Gerou uma reforma de governo canhestra e apontou de forma patética como os negócios públicos se confundem com os privados, no atrasado Rio Grande do Norte.
Tinha que se transformar nisso mesmo.
Leia também: Governo publica exoneração de primeira-dama “a pedido” AQUI.
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