Garrido vê que docentes ratificaram mudança de rumo e mentalidade na Aduern (Foto: Site William Robson)
Por William Robson (Site William Robson)
O professor Jefferson Garrido e a professora Magda Fabiana Amaral foram reeleitos (veja detalhes AQUI) nesta quarta-feira (28) para continuarem a gestão da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN). Ele disputava o cargo contra o professor Gutemberg Dias. Venceu com 429 votos, enquanto Gutemberg Dias obteve 253.
O professor Jefferson concedeu uma rápida entrevista ao site WILLIAM ROBSON em que fala dos novos desafios à frente da instituição e das prioridades da categoria.
Como você vê este resultado e sua recondução à presidência da Aduern?
A categoria docente da UERN já conhece duas formas de fazer movimento sindical na ADUERN. Um modelo que se revezou em todas as gestões durante 43 anos e a nosso modelo que foi, além das pautas de luta, prioriza o acolhimento, o cuidado, as práticas esportivas, a integração social e a inclusão. A categoria decidiu por nosso modelo.
Qual o maior desafio agora?
A pauta será a luta pela repactuação da autonomia financeira e os avanços da campanha salarial: novos auxílios, calendário da pecúnia, edital para o concurso de professor titular, questões relativas aos pedidos de progressão entre outras de valorização da atividade docente.
Quais são as prioridades para os docentes da Uern e que a Aduern pretende encampar?
Além desses tópicos relativos à campanha salarial, vamos ampliar nossas parceiras com estabelecimentos que ofereçam produtos ou serviços aos nossos sócios, implantaremos o ADUERN VIDA SAUDÁVEL nos campi e criaremos o ADUERN CULTURA, continuaremos com a Assessoria Jurídica na Estrada, visitando os campi, e pretendemos instalar Subsedes nos cinco campi. Nossa próxima diretoria terá um membro de cada campus da nossa UERN.
A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) realiza nessa quarta-feira (28) as eleições para a nova diretoria que conduzirá o sindicato no biênio 2025-2027. A votação será presencial das 8h às 20h. A apuração será realizada imediatamente após o encerramento da votação, na própria seção eleitoral.
Podem votar todos os docentes sindicalizados à Aduern e em dia com suas contribuições até 22/04/2025, que estejam com o nome na lista de aptos a votar.
Chapas – Disputam as eleições da Aduern as chapas:
Duas chapas realizaram durante o dia de hoje (terça-feira, 22), inscrição de candidaturas para as eleições da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (ADUERN). O pleito definirá a nova diretoria da entidade para o biênio 2025-2027.
O período de campanha acontece entre os dias 25 de abril e 26 de maio, com eleição formalizada para o dia 28 de maio. A posse da nova gestão acontece em 11 de setembro. Ficou definido que podem votar todos os professores e professoras devidamente filiados até o dia 22 de abril de 2025.
Inscrições
A primeira inscrição foi realizada às 10h, pela chapa “Aduern Atenta e Forte!”, liderada pelo professor Gutemberg Dias, da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC).
Veja abaixo:
Chapa encabeçada por Gutemberg Dias foi a primeira a ser apresentada (Foto: divulgação)
Presidente: Gutemberg Dias (Fafic)
Vice-presidenta: Francisca Adriana Barreto (Enfermagem/Pau dos Ferros)
Secretária: Andrezza Oliveira (História/Assu)
Secretário-adjunto: Josenildo Oliveira (FE)
Tesoureiro: Otoniel Fernandes (FAFIC)
Tesoureiro-adjunto: Valdicley Silva (Ciência da Religião/Natal)
Dir. Cultura, esporte e lazer: Eliana Filgueira (FE)
Dir. adjunto Cultura, esporte e lazer: Marcelo Magalhães (História/Assu)
Dir. Setor de aposentados: Ana Morais (Aposentada)
Dir. adjunto Setor de aposentados: Adalzira Nunes (Aposentada)
Já no período da tarde, às 14h30, foi registrada a chapa “Aduern Avança”, encabeçada pelo professor Jefferson Garrido, também da Fafic, que atualmente ocupa a presidência da associação.
Veja abaixo:
Jefferson Garrido é o atual presidente e foi o segundo a apresentar chapa (Foto: divulgação)
Dir. Cultura, esporte e lazer: Daniel Mariano (FALA)
Dir. adjunto Cultura, esporte e lazer: Antônio Jânio Fernandes (Turismo/Natal)
Dir. Setor de aposentados: Luzinete Cabral (aposentada)
Dir. Setor de aposentados: Antônio De Lisboa Batista (aposentado)
Impugnação
Até às 18h de amanhã (quarta-feira, 23) a comissão eleitoral receberá eventuais pedidos de impugnação às duas chapas inscritas. A interposição de recurso para impugnação deverá ser encaminhada à Comissão Eleitoral e os recursos devem ser apresentados por escrito, com a(s) devida(s) justificativa(s), presencialmente na sede da Aduern ou por meio do e-mail oficial da Comissão Eleitoral: comissaoeleitoraladuern@gmail.com .
Após esse período será feita a oficialização das chapas concorrentes ao pleito.
Gutemberg Dias teve votação importante em 2016 (Foto: divulgação)
Fim da linha. O ex-candidato a prefeito duas vezes (2014 e 2016), ex-candidato a vice-prefeito, ex-dirigente partidário, professor e empresário Gutemberg Dias comunicou neste sábado (07) seu pedido de desligamento do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Estava na legenda há mais de 20 anos.
Em 2016, ele chegou ao maior patamar de sufrágios de uma candidatura de esquerda à Prefeitura de Mossoró, situando-se na terceira colocação: 11.365 votos (8,45%), marca mantida até hoje. Superou até o recorde que perdurava desde 1992, quando o professor Luiz Carlos Martins (PT) empalmou 6.557 (8,43%) votos.
Ele assinala que se afasta de vínculo partidário, mas não da própria atividade política. “Nesse momento, entro num período sabático do ponto de vista de atuar em agremiações partidárias, mas não na política.
Veja abaixo o comunicado oficial de Gutemberg Dias:
Ciclos são parte natural da vida em geral e da atividade partidária. Sendo assim, venho a público informar que solicitei a minha desfiliação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), por motivos de ordem pessoal.
Agradeço sobremaneira a acolhida partidária nesses mais de 20 anos de filiação, quando tive a oportunidade de ascender em sua estrutura administrativa. Inclusive, presidindo o PCdoB em Mossoró por nove anos seguidos e ter composto a direção estadual desse centenário partido, que sempre esteve presente nas principais lutas do povo brasileiro e, também, do povo potiguar.
Deixo a agremiação partidária, mas segue comigo a formação política, a qual tive a oportunidade de acessar nesses anos, bem como as amizades construídas dia após dia nessa caminhada.
Faço um agradecimento especial ao camarada Urbano Medeiros, comunista histórico no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, que me convidou para compor os quadros do PCdoB, lá em 2003. Tenho a convicção de ter cumprido todas as tarefas a mim delegadas nesse período de filiação partidária.
Como uma das principais missões, cito a eleição para prefeito em 2016, quando encerrei o pleito com exatos 11.365 votos, tornando-me o candidato de esquerda mais votado nominalmente e proporcionalmente em Mossoró, condição que perdura ainda até hoje.
Deixar a militância no âmbito PCdoB não me afasta, de forma nenhuma, dos ideais defendidos pelo Partido. Continuarei um ser político combativo e engajado nas causas sociais, democráticas, além de continuar acreditando que é possível termos um país socialista, com a cara do povo brasileiro.
Nesse momento, entro num período sabático do ponto de vista de atuar em agremiações partidárias, mas não na política.
Por fim, agradeço, de coração, a todos os camaradas que tive a oportunidade de militar nas frentes partidárias do PCdoB, seja nos momentos de vitórias como nos momentos mais difíceis da construção partidária ou política. Essas marcas nunca serão apagadas de minha história e, muito menos, dos meus pensamentos.
Minha gratidão e sigamos na luta pelo socialismo! Mossoró, 07 de dezembro de 2024.
Os três pré-candidatos a prefeito de Mossoró que declaradamente se apresentam nesse papel, até aqui, seguem sem um nome a vice. Conversas, especulações ou nem isso marcam essa fase que antecede a campanha.
O prefeito Allyson Bezerra (UB) foi pressionado e sitiado, inclusive chegou a receber ultimado do PL para anunciar um nome da legenda, com data definida para esse fim. Não aceitou a imposição e manteve a promessa de que só cuidará do assunto após o Mossoró Cidade Junina (MCJ). A partir de julho, diga-se.
O PL, que tanto tentou lutou para ser o vice de Allyson Bezerra, não conseguiu um para si ainda. Tem uma pré-candidatura a prefeito desde 26 de março, portanto há quase três meses, do ex-vereador Genivan Vale. Vice? Ninguém.
Provavelmente vai de ‘puro-sangue’, pois não viabilizou apoio do grupo da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e não convenceu o escorregadio líder oposicionista na Câmara Municipal, vereador Tony Fernandes (Avante), a subir na sua garupa.
Pode apostar na ex-vereadora grossense Clorisa Linhares como solução no padrão ‘é o jeito.’
PT, nem pensar
Quanto a Lawrence Amorim (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Mossoró, que também tentou ser vice de Allyson Bezerra, só existe uma certeza: não ter um vice petista em sua chapa, devido o desgaste considerável do governo Fátima Bezerra (PT) e da líder local da legenda – deputada estadual Isolda Dantas (PT).
O apoio do PT está confirmado (veja AQUI), mas com ele, muitos problemas (veja AQUI e AQUI)).
O nome do ex-candidato a vice e a prefeito, Gutemberg Dias (PCdoB), veio à tona (veja AQUI) à semana passada. Porém, não é ponto pacífico.
O vice de Allyson, o vice de Genivan e o vice de Lawrence vão mesmo ficar para mais adiante, julho ou agosto, quando fecha prazo para convenções e formalização de chapas.
Gutemberg Dias já foi candidato a prefeito e a vice-prefeito (Foto: Atquivo)
A notícia é do Blog Saulo Vale: Gutemberg Dias (PCdoB), o nome cotado para ser vice de Lawrence Amorim (PSDB).”
O nome do ex-candidato a prefeito de Mossoró, empresário Gutemberg Dias (PCdoB), é cotadíssimo para assumir a vaga de vice na chapa encabeçada por Lawrence Amorim (PSDB) – assinalou o jornalista/blogueiro.
Em conversa agora à tarde com o Blog Carlos Santos, o ex-candidato a prefeito em 2016 e a vice em 2020, Gutemberg Dias, foi claro: “Não recebi qualquer contato, nenhuma abordagem.”
Para ele, é até compreensível que se especule ou possa ser discutida essa hipótese internamente no núcleo da pré-candidatura de Lawrence Amorim. “Já fui candidato, sigo militando na politico…”
Aí veio a pergunta incisiva do BCS:
– Se for convidado, sondado, aceita?
“É um caso a se pensar.”
Saúde e votos
Prioridade de Gutemberg Dias nos próximos meses é a sua saúde. Cumpre etapas burocráticas e clínicas para poder se submeter a um transplante renal. Nesse ínterim, segue a rotina de horas semanais de hemodiálise.
Em entrevista ao mesmo Saulo Vale há alguns meses, inquirido sobre nova disputa municipal, Dias foi também muito direto, sem rodeios: “Não costumo fugir da raia.”
Vale lembrar que Gutemberg tem o trunfo de ter tido, até hoje, a maior votação da história para um candidato de esquerda em disputas à Prefeitura de Mossoró, quando, em 2016, registrou 11.152 votos. Em 2016 foi vice da deputada estadual Isolda Dantas (PT), que este ano resolveu evitar nova disputa (veja AQUI).
Depois de 42 anos e 11 eleições municipais participando de disputas à Prefeitura de Mossoró, como cabeça de chapa ou vice, o Partido dos Trabalhadores (PT) está prestes a conviver com um paradoxo de difícil justificativa: ficar fora da corrida eleitoral ao Executivo em 2024, mesmo tendo na retaguarda a hegemonia do Governo do RN e do Governo Federal, situação única nesse tempo.
Num processo conduzido pela presidente da legenda no município, deputada estadual Isolda Dantas, o PT provavelmente decidirá neste sábado (15), às 9h, em plenária num dos auditórios do Hotel VillaOeste, que o partido não lançará candidatura a prefeito (veja AQUI). O agravante: não é certo também que venha a indicar o vice do provável pré-candidato a ser apoiado, o vereador-presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (PSDB).
A aliança com o PSDB está praticamente selada e o pré-candidato não vê com bons olhos ter um petista no posto de vice. Costura outro nome, temendo ser soterrado pelo profundo desgaste da gestão estadual Fátima Bezerra (PT) e a rejeição popular da própria Isolda, teoricamente candidata natural à Prefeitura de Mossoró.
A plenária de hoje será marcada por conflito entre o que desejam Isolda Dantas e a Governadoria contra setores divergentes, como a tendência Militância Socalista (MS), defensora de candidatura própria – veja AQUI. Nas urnas, em outubro, sairá o resultado das escolhas e contradições profundas do partido.
Em Mossoró, o PT teve até um vice-prefeito eleito, o vereador Luiz Carlos Martins, no pleito suplementar de 4 de maio de 2014, chapa encabeçada pelo prefeito interino e vereador Francisco José Júnior (PSD).
Veja abaixo como o PT marcou esses 42 anos de eleições majoritárias municipais:
1982
Candidato a prefeito foi Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%) votos, quarto colocado. Prefeito eleito foi Dix-huit Rosado (PDS).
1988
Candidato a prefeito foi Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%) votos, terceiro colocado. Rosalba Ciarlini (PD) foi eleita à prefeitura.
1992
Luiz Carlos tem maior percentual de votos do PT em Mossoró em 42 anos e foi vice (Foto: Arquivo)
Candidato a prefeito foi Luiz Carlos Martins (PT) – 6.557 (8,43%) votos, terceiro colocado. Dix-huit Rosado (PDT) acabou sendo eleito. Até hoje, maior votação do partido à prefeitura, em termos proporcionais.
1996
Candidato a prefeito foi Jorge de Castro (PT) – 4.878 (5,32%) votos, obtendo a terceira colocação. Rosalba Ciarlini (PFL) foi eleita pela segunda vez à municipalidade.
2000
Candidata a prefeito foi Socorro Batista (PT) – 4.447 (4,25%) votos, também ocupando a terceira colocação. Rosalba Ciarlini (PFL) foi reeleita, chegando ao terceiro mandato.
2004
Candidato a prefeito foi Crispiniano Neto (PT) – 4.083 (3,47%) votos, que ficou na quarta colocação. Fafá Rosado (PFL) ganhou as eleições.
2008
Candidato a prefeito foi Larissa Rosado (PSB) – 46.149 (37,44%)votos, numa campanha em que o PT ocupou chapa como vice, com Tércio Pereira. Fafá Rosado (PFL) foi reeleita.
2012
Novamente o PT foi vice de Larissa Rosado (PSB) – 63.309 (46,97%)votos, com Josivan Barbosa. O pleito foi vencido por Cláudia Regina (DEM).
2014
Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%)votos, prefeito interino, devido cassação de Cláudia Regina, foi eleito com facilidade, tendo como vice o vereador petista Luiz Carlos Martins.
2016
O partido pela quarta campanha consecutiva não teve candidato a prefeito, mas ocupou posição de vice com Rayane Andrade na chapa liderada por Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)votos. Quem venceu a disputa foi Rosalba Ciarlini (PP), obtendo seu quarto mandato municipal.
Isolda, Fátima Bezerra e Gutemberg Dias em 2020: chapa PT/PCdoB (Foto: BCS/Arquivo)
2020
A candidata a prefeito foi a deputada estadual Isolda Dantas (PT) – 8.051% (5,86%) votos, ocupando a terceira posição. Eleição do deputado estadual Allyson Bezerra (SDD), inclusive derrotando a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que tentava o quinto mandato. Detalhe é que o seu vice foi justamente Gutemberg Dias, candidato a prefeito em 2016.
*Todos os dados são públicos, mas postagem é resultado de pesquisa, horas e horas de trabalho, além de textualização e edição. Se for utilizar as informações, não se acanhe de dar o crédito. Não é feio. Obrigado.
Inúmeros países no mundo, principalmente aqueles denominados de primeiro mundo, vem numa corrida para fazer uma transição energética que priorize energias que resultem em redução de carbono. As energias renováveis como eólica e solar já tem uma ampla disseminação no mundo, tendo uma maturidade tecnológica bem estabelecida, fato que garantiu a redução dos custos de implantação e manutenção.
O Hidrogénio Verde (H2V) surgiu no cenário mundial como mais uma alternativa para geração de energias limpas numa pegada de baixo carbono. O H2V é algo relativamente novo que ainda necessita de muito desenvolvimento tecnológico para sua efetiva implantação em larga escala, como as outras energias renováveis.
Sua produção difere das formas usais de obtenção de hidrogênio que utilizam fontes fósseis, como gás natural e carvão, que emitem gases de efeito estufa no seu processo de produção. No caso do H2V a produção se dá a partir de um processo chamado de eletrólise da água, nesse caso, utilizando energia limpa e renovável, e teoricamente não emitindo CO2, vale salientar que esse processo separa hidrogênio e oxigênio da água através de indução de uma corrente elétrica.
O Brasil tem uma oportunidade ímpar no cenário competitivo da produção de H2V amparado na disponibilidade de recurso hídrico e por ter uma matriz energética limpa oriunda da produção de energia hidráulica, eólica e solar. Estudo desenvolvido pela consultoria Thymos Energia, em 2023, projeta um investimento global até 2030 na ordem de US$ 350 bilhões e para o Brasil algo entorno de US$ 28 bilhões, ou seja, liderando os investimentos na América Latina e representando 8% de todos os investimentos mundiais.
No caso do Rio Grande do Norte temos uma grande oportunidade, mas é necessário um esforço enorme de investimentos para garantir a infraestrutura necessária para consolidar os projetos.
O H2V tem vantagens e desvantagens que precisam ser avaliadas para que não se coloquem os pés pelas mãos. As vantagens passam pela não emissão de gases do efeito estufa, tem flexibilidade na sua utilização, pode ser utilizado como combustível para uso em veículos de grande porte (trens, aviões etc.), pode servir para armazenar energia excedente e utilizado nas diversas industriais (química, petroquímica, farmacêutica etc.). Já as desvantagens se assentam ainda no alto custo de produção, na alteração das frotas de veículos para uso como combustível, baixa densidade do hidrogênio que gera dificuldades no armazenamento e, principalmente, no transporte.
Em relação ao transporte, para se ter uma ideia dessa dificuldade que é transportar o equivalente energético de 10 mil Litros de Diesel, presente em um caminhão, são necessários 11 caminhões de 300 kg de H2 comprimido.
São vários os desafios, sobremaneira, os técnicos e a questão de ainda o H2V não ser escalável, mas não resta dúvida que com muito investimento privado e governamental será possível o H2V se tornar uma alternativa viável. Infelizmente, em função dos altos custos ainda será uma tecnologia voltada aos países ricos, principalmente, do norte global que demandam uma grande quantidade de energia e já iniciaram a mais tempo o processo de transição energética.
O Rio Grande do Norte tem muito potencial e pode se transformar a médio e longo prazo num dos maiores produtores de H2V do Brasil. O principal gargalo está assentado na falta de uma infraestrutura instalada e, também, na baixa capacidade de investimento do Estado, dessa forma, passando a depender fortemente de parcerias público privadas para que possa entrar no jogo nacional e internacional, diferentemente do Ceará que já dispõe de um porto e pesquisas em desenvolvimento. Podemos dizer que será uma corrida ao ouro verde com muita disputa entre os entes federativos.
Agora é importante que o aumento de disponibilidade energética no Estado venha acompanhado de um Projeto Estadual de Desenvolvimento focado na industrialização, pois caso contrário, não aproveitaremos esse potencial energético para geração de riqueza em grande escala para atender a sociedade, bem como, continuaremos a ser meros exportadores de recursos naturais, como somos há séculos.
Gutemberg Dias é professor de Geografia da UERN e empresário
Participando do programa “Jornal da Tarde”, da Rádio Rural de Mossoró, nesta sexta-feira (26), analisamos que democracia brasileira só regride. Partidos são instituições de direito privado, mantidos por recursos públicos bilionários.
Com emendas milionárias, congressistas partem na frente em projetos de reeleição, inibindo surgimento de novos nomes. Redução no número de partidos também é uma forma para fabricar sistema restrito, de siglas, concentrando fundos eleitoral e partidário na mão de poucos.
O programa foi ancorado por Saulo Vale (@blogsaulovale), com presença ainda de Cézar Alves (@mossorohoje) e @gutembergdias.
O “Jornal da Tarde” realiza nesta sexta-feira (26) uma mesa-redonda.
Na pauta, política nacional, estadual e local.
O âncora do programa, jornalista Saulo Vale, vai receber os jornalistas Cezar Alves, editor-fundador do Mossoró Hoje, e Carlos Santos, do Blog Carlos Santos.
Também o professor da Universidade do Estado do RN (UERN), Gutemberg Dias.
Anote aí: começa às 12h, na Rádio Rural (AM 990) ou pelo site ruraldemossoro.com.br.
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Evento chegou à sua oitava edição com números expressivos (Foto: Moge)
A oitava edição do Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE), no Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, superou as expectativas e bateu recorde de participação. O evento alcançou a marca de 5.430 inscritos, mais que o dobro registrado na edição de 2022, quando participaram duas mil pessoas, e superando a meta para este ano, de três mil participantes.
O resultado reforça o protagonismo de Mossoró como a Capital do Onshore Brasileiro e eleva a feira à condição de maior do setor de petróleo e gás em terra na América Latina, na avaliação de especialistas do segmento.
Realizado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte e Redepetro RN, com correalização da Ufersa, o Mossoró Oil & Gas se consolida como catalisador no fortalecimento da cadeia produtiva do petróleo e gás onshore do país.
O evento surgiu em 2016, ainda como Fórum do Onshore Potiguar, no auditório do Sebrae em Mossoró, com público presente de 70 pessoas. A edição deste ano começou na última terça-feira (21) e encerrou nesta quinta-feira (23), congregando, em um só lugar, os grandes players do setor, fornecedores de bens e serviços, instituições governamentais e acadêmicas para debater os temas mais relevantes do segmento e buscar alternativas para o fortalecimento do mercado.
Segundo o diretor Técnico do Sebrae RN, João Hélio Cavalcanti Júnior, o sucesso do evento, com o crescimento vertiginoso de participação na edição deste ano, é resultado da qualidade da programação e das oportunidades geradas ao longo dos três dias de feira.
“Estamos muito felizes com o crescimento e sucesso do evento que, a cada ano, cresce e ajuda a fortalecer o segnento, com uma riqueza de temas tratados na programação, com expositores de todo o país, e com oportunidades concretas de negócios entre os participantes. A qualidade da feira faz a diferença para que ela seja esse grande sucesso”, opina.
Na edição deste ano, o Mossoró Oil & Gas Expo cresceu, também, estruturalmente em relação à edição anterior. A área foi ampliada e ganhou um novo pavilhão. Mais um espaço para conferências foi instalado, somando três arenas (Petróleo e Gás, Inovação e ESG); o número de estandes saltou de 90 para 130 e mais de 90 empresas expuseram produtos e serviços. O evento contou com mais de 50 palestrantes.
Êxito
Moge 2023 fomentou canais para grandes parcerias e negócios (Foto: Moge)
O sucesso do Mossoró Oil & Gas vai além dos números vultosos. Também está na percepção de quem conferiu de perto a programação do evento. É o caso da representante do Consulado do Canadá no Brasil, Nadine Lopes, que acompanhou comitiva de 12 investidores canadenses na feira. Segundo ela, a possibilidade concreta da realização de novos negócios, a partir da aproximação com grandes operadores do setor, é decisiva para o êxito do evento.
“A feira é um sucesso retumbante e estamos muito felizes com os resultados e com as oportunidades que surgem a partir do evento. A organização está de parabéns por realizar um evento tão rico, com a participação forte dos vários players, que faz a diferença da feira, e que tem nos atraído muito, a cada ano”, elogia.
O empresário Frederico Americano veio da Bahia participar pela segunda vez do Mossoró Oil & Gas e se diz surpreso com o crescimento do evento. Ele conta que a feira reacendeu o otimismo no onshore e que, além do conhecimento adquirido, levará na bagagem a expectativa para a realização de futuros negócios.
“Tenho uma empresa de tecnologia de filtro magnético e projetos de engenharia multidisciplinar. Estou encantado com a feira, que cresceu muito e está ainda maior e mais cheia de oportunidades. Fiz ótimos contatos e acredito que poderemos ter bons negócios fechados a partir da feira. O evento é, de fato, excelente oportunidade para quem deseja empreender no onshore”, frisa.
Parceria
De acordo com o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, os números positivos do Mosoró Oil & Gas resultam da soma de esforços em torno do trabalho em prol do fortalecimento do onshore. Ele lembrou a importância de parceiros, a exemplo do Sebrae RN, Ufersa, patrocinadores e expositores, para o crescimento do evento.
“Os números apontam que estamos no caminho certo para tornar a cadeia produtiva do petróleo e gás na região, no estado e no Brasil ainda mais forte. O resultado do evento demonstra esse compromisso nosso, que não seria possível, não fossem parceiros tão importantes, que acreditam na causa do onshore e que sempre apostaram na retomada do crescimento do setor”, lembra.
O êxito do evento também está nos números obtidos pelo Petro Suplly Meeting, encontros de negócios realizados pelo Sebrae Rio Grande do Norte. A iniciativa, que faz parte das estratégias do Polo Sebrae Onshore, também bateu recorde na participação e consolidou 493 reuniões de negócios. No ano passado, foram 89.
Este ano, foram 26 mesas de empresas compradoras, das quais 12 empresas compradoras distintas, e 95 empresas fornecedoras distintas.
“São números que nos deixam extremamente felizes e confiantes de que estamos contribuindo positivamente para tornar a cadeia produtiva do petróleo e gás onshore ainda mais sólida e robusta”, avalia Robson Matos, gestor do Projeto de Petróleo e Gás do Sebrae RN.
Novo comando
Dias e Nilo (ao microfone) fazem passagem de comando de forma consensual (Foto: Moge)
Dentro do Moge 2023, também ocorreu mudança no comando da Redepetro RN. Entidade tem novo presidente: o empresário José Nilo substitui Gutemberg Dias à frente da associação de empresas de petróleo e gás do Rio Grande do Norte.
A transmissão de cargo ocorreu na quinta-feira (24), no Expocenter Ufersa, no encerramento do Mossoró Oil & Gas Expo. Na vice-presidência assumiu Ubiratan dos Santos Santo Cristie Jones. A escolha dos dirigentes foi consensual.
Presidente da Redepetro nos últimos nove anos, Gutemberg Dias lembra ter assumido a entidade, em 2015, num momento desfavorável da indústria de petróleo e gás, principalmente no onshore brasileiro (atividade em terra). Recorda que de lá para cá, a associação cresceu e acompanhou o reaquecimento do setor.
“Tínhamos 14 empresas associadas, e hoje são mais de 70”, exemplifica Dias.
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Anabal Santos Jr. apontou problema sério (Foto: Moge 2023)
O licenciamento ambiental, que empresas consideram caro e demorado, é o gargalo do setor de petróleo e gás no Rio Grande do Norte. O alerta foi feito pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), hoje (quinta-feira, 23), no último dia do Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE), no Expocenter da Ufersa.
Secretário executivo da ABPIP, Anabal Santos Jr. advertiu que travas no licenciamento ambiental limitam o investimento. “Empresas deixam de investir por falta de licenciamento. Isso traz impactos nos projetos das empresas, que pagaram caro para aquisição dos campos. Há espera de 11 meses”, contou.
Anabal Santos Jr participou da “Conferência licenciamento ambiental onshore”, mediada pelo presidente da associação Redepetro RN, Gutemberg Dias”. Outro participante do painel, o presidente da empresa Mandacaru, Caetano Machado, alertou que as dificuldades são maiores para empresas de menor porte, como a dele.
Segundo ele, o custo no Rio Grande do Norte é “muito maior” do que em outros Estados. “Se for um poço com uma produção menor, se correr tudo bem no ano, a empresa passa três meses produzindo apenas para pagar licença ambiental. Da forma como está, alguns campos vão ficar inviáveis”, avisou o executivo.
Alternativas
Segundo os especialistas, entre as medidas para acelerar e baratear o licenciamento, estão a flexibilização da legislação ambiental e simplificação de procedimentos. O engenheiro Fred Maia, da FM Engenharia, outro participante do painel, concordou: “Simplificação gera eficiência. Sem isso, o RN perde competitividade”, observou.
Segundo Gutemberg Dias, outro caminho poderia ser o órgão ambiental a ter um perfil mais fiscalizador, e não apenas licenciador, a fim de conceder mais licenças. Por outro lado, ficar atento para exigir reparações por eventuais danos à natureza. “Isso aconteceu recentemente no Rio Grande do Sul, envolvendo postos de combustíveis”, citou.
Na conferência, representou o órgão ambiental do Estado Camila Praxedes, supervisora do Núcleo de Atividades Petrolíferas do Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Idema). Segundo ela, o tempo médio de espera para emissão de licença, que chegou a 270 dias, hoje é de 93, abaixo do prazo legal (quatro meses).
“O licenciamento atualmente é online (era em papel até o começo da pandemia de Covid-19)”, aponta, ao reconhecer que a celeridade seria maior, se o corpo técnico, de apenas vinte servidores, fosse mais robusto. Mas também chamou a atenção que a agilidade no licenciamento depende também do tempo de resposta das operadoras.
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Gutemberg Dias em campanha a prefeito de Mossoró em 2016 (Foto de arquivo)
O professor da Universidade do Estado do RN (UERN) e ex-presidente do PCdoB mossoroense Gutemberg Dias dedica uma parcela importante do seu tempo à própria saúde. Com razão.
Paciente renal, submetido semanalmente à hemodiálise, ele não tem como fugir à rotina dessa modalidade de tratamento.
Mas, existem bons sinalizadores à plena melhoria de sua saúde.
Ouvi de quem acompanha tudo de muito perto.
Que assim seja.
Estamos na torcida, meu caro.
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Apresentação de projeto foi no auditório do Sebrae Mossoró (Foto: Luciano Lellys)
A Redepetro RN está otimista com a instalação do Polo Gás Sal, gasoduto que será construído entre os municípios de Mossoró e Areia Branca para fornecimento de gás natural. Segundo o presidente da entidade, Gutemberg Dias, a obra tem como foco principal beneficiar a indústria salineira da Costa Branca Potiguar.
Para ele, o empreendimento terá impacto direto em negócios de empresas associadas à Redepetro.
Em sua fala, durante o lançamento do projeto na noite desta quinta-feira (28), no auditório do Sebrae Mossoró, Dias lembrou que a ampliação na rede de atendimento através do Polo Gás Sal resultará no aumento da demanda de produção, fato que favorecerá empreendimentos locais do setor de petróleo e gás.
Obras em 2024
A construção do Polo Gás Sal é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Companhia Potiguar de Gás (POTIGÁS). A instalação dos 46 quilômetros que interligarão os municípios de Mossoró e Areia Branca, por meio da rede de gás, terá aporte de R$ 26 milhões. A previsão é de que as obras, divididas em três fases, tenham início em 2024. Além da indústria salineira, a rede atenderá postos de combustíveis, comércios e residências ao longo da BR-110.
Para a governadora Fátima Bezerra (PT), que participou da cerimônia, o investimento fomentará a indústria salineira que precisa do gás em sua produção.
“Através dessa obra, estamos desenvolvendo a cadeia do sal, que é tão importante para o nosso estado porque somos o maior produto do Brasil. E assim, estamos atraindo mais investimentos para gerar emprego e renda para o povo potiguar”, declarou.
“O gasoduto vai potencializar a economia local, no sentido de que outros negócios, além do sal, também serão impulsionados pela rede de gás. Isso também faz uma conexão direta com a produção de petróleo e gás aqui no estado, porque o gás utilizado pela Potigás é extraído dos poços de petróleo da nossa região e isso faz com que aumente a demanda de gás dentro da nossa cadeia produtiva. Com certeza, vai gerar emprego, renda e negócios para as empresas associadas à Redepetro e para a região como um todo”, celebra Gutemberg Dias.
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Evento este ano terá maior número de estandes (Foto: Arquivo)
Considerado o maior evento do setor de petróleo e gás onshore (em terra) do Brasil, e edição 2023 do Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE) já tem data para acontecer. Será entre os dias 21 e 23 de novembro, no Centro de Exposição de Exposições e Eventos Enéas Negreiros (Expocenter), na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró.
Uma das novidades da feira para este ano será a ampliação no número de estandes, que saltará de 90 para 130 espaços para exposição.
O Mossoró Oil & Gas Expo é realizado pela Redepetro RN e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE/RN). Será a oitava edição do evento, responsável por reunir em Mossoró os principais atores da cadeia produtiva do petróleo e gás onshore do país.
Com o tema “Sustentabilidade socioambiental do onshore brasileiro“, o Mossoró Oil & Gas terá como foco as discussões voltadas às áreas ambiental, social e de governança (da sigla em inglês ESG) dentro do cenário da produção e exploração do petróleo e gás no país.
De acordo com o presidente da Redepetro/RN, Gutemberg Dias, a ideia é “ampliar a discussão sobre a necessidade de conciliar o aumento de produção e investimento no setor com as boas práticas de regulação ambiental, governança e ações melhoramento socioeconômicos, principalmente, das regiões onde as operações acontecem”.
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Empresários do setor de petróleo e gás de Mossoró e região participam de hoje (quarta-feira, 24) até à próxima sexta-feira (26), da primeira edição da Bahia Oil & Gas Energy, no Centro de Convenções de Salvador. Eles integram missão empresarial liderada pela Redepetro RN e buscam, no evento, abrir o mercado para novas operações e expandir os negócios já existentes na região, que é detentora da quarta bacia mais produtora de petróleo e gás do país.
Evento é aproveitado para divulgação do Moge 2023 (Foto: cedida)
A delegação potiguar conta com 18 representantes de 10 empresas das mais variadas áreas de atuação no segmento de petróleo, gás e energia. O empresário Joaquim Patrício, diretor de Operações da J. Patrício Metais, é um dos integrantes da missão. Fornecedor de produtos e serviços voltados a atender grandes players que operam na cadeia produtiva, ele acredita que a feira ampliará o leque de possibilidades para novos negócios.
O presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, está otimista com a participação dos empresários potiguares no evento. Segundo ele, a feira estimula a aproximação entre as empresas e, consequentemente, eleva as oportunidades de novos negócios dentro da cadeia produtiva do petróleo, gás e energias.
“Acredito que será um grande evento e que poderá render bons frutos ao empresariado potiguar”, destaca.
Mossoró Oil & Gas Expo
Além de fortalecer e prospectar novos negócios, a Redepetro RN aproveitará os três dias da Bahia Oil, Gas & Energy para divulgar a edição 2023 do Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE), considerado o maior evento onshore do Brasil.
Em um stand montado em local estratégico do evento baiano, a Redepetro RN expõe aos visitantes vídeo institucional do Moge, que acontecerá no mês de novembro, em Mossoró.
A ação, de acordo com o Gutemberg Dias, faz parte das estratégias para mobilizar toda a cadeia produtiva e “fortalecer, ainda mais, o Mossoró Oil & Gas Expo, que neste ano será ainda maior”, conclui.
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O Plano Diretor Municipal é uma obrigação que os municípios com mais de 20 mil habitantes precisam seguir de acordo com o Estatuto das Cidades. É importante frisar que esse dispositivo legal deixa claro que a cada 10 anos o plano diretor precisa ser revisado de forma que seja possível a participação de todos os segmentos da sociedade civil em sua elaboração.
Foto ilustrativa de Allan Phablo/Arquivo)
Mossoró teve seu plano diretor aprovado pela Lei Complementar n. 012/2006 que no seu Art. 2º diz,
Art. 2º. O Plano Diretor é o instrumento básico da política de expansão urbana e desenvolvimento social, econômico, cultural e ambiental, determinante para os agentes públicos e privados que atuam no Município.
§ 1º. O Plano Diretor é parte integrante do processo de planejamento municipal, devendo o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual incorporar as diretrizes e prioridades nele contidas.
Esse artigo determina que o Plano Diretor é o instrumento da política de expansão urbana e afirma que deve o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual incorporar suas diretrizes. Veja a importância que esse dispositivo legal tem para o ordenamento geral do munícipio.
Exposto a importância do Plano Diretor, faço uma crítica severa as últimas gestões que não fizeram a revisão desse documento que baliza as regras para expansão urbana e, sobretudo, tem a prerrogativa de assegurar o bem-estar geral, de modo a preservar o meio ambiente, promover qualidade de vida para a população e garantir desenvolvimento urbano sustentável para a cidade.
A falta de compromisso dos gestores municipais de Mossoró com o Plano Diretor nos leva a refletir sobre os motivos que não os impelem a revisar esse importante dispositivo legal. Será que não querem dialogar com os problemas da cidade? Será que tem receio de dividir com a sociedade os rumos do município? Será que eles têm medo de debater a cidade que queremos? Por vezes, também acho que muitos não o fazem por pura ignorância sobre o assunto.
Algumas discussões se iniciaram nas redes sociais e de forma simplória a Câmara Municipal de Mossoró tratou sobre a revisão da lei. Recentemente o presidente da CMM, vereador Lawrence Amorim, após debate nas redes sociais se posicionou favorável a revisão e inclusive se comprometeu em pautar esse tema no plenário do legislativo municipal. Vejo uma luz no fim do túnel.
Saliento que a mobilização da CMM não é suficiente. O Plano Diretor é coordenado e a lei elaborada pelo poder executivo, ou seja, depende totalmente da vontade do prefeito que esteja como inquilino do Palácio da Resistência. O atual alcaide, Alysson Bezerra, já tem mais de dois anos de mandato e nunca o vi falar sobre a revisão do Plano Diretor. Como ele é gestor que faz, o desafio a iniciar processo de discussão da revisão do Plano Diretor de Mossoró. Espero que não se restrinja a apenas propagandear em suas redes sociais e que efetivamente seja instalado os procedimentos para o chamamento da sociedade civil para a efetiva revisão do Plano Diretor a partir do diagnóstico dos problemas atuais enfrentados pela cidade e seus desafios futuros.
Ainda, é importante frisar que muitos dos dispositivos que constam do atual Plano Diretor ainda não foram colocados em prática. A exemplo do IPTU Progressivo que visa equalizar a ocupação dos vazios urbanos e que poderia ser um fator para direcionar uma parcela da expansão imobiliária para áreas que já tenham infraestrutura.
A negligência dos gestores anteriores e do atual, em relação a Plano Diretor, contribui severamente para os problemas urbanos que a cidade vem vivenciando (transporte público ineficaz, falta de saneamento, falta de serviços públicos nos novos bairros, trânsito caótico entre outros).
Por fim só nos resta cobrar o que está na lei, ou seja, a revisão do Plano Diretor.
A Redepetro RN, associação que congrega empresas fornecedoras da cadeia de petróleo e gás, propôs a criação de uma Secretaria de Energias no Rio Grande do Norte. A proposta, segundo o presidente da entidade, Gutemberg Dias, ampliaria a capacidade de diálogo entre o segmento e o Governo do Estado, dada a importância do setor energético para a economia potiguar.
Dias deu entrevista a Carol Ribeiro e Vonúvio Praxedes (Foto: Redepetro)
Ele renovou ideia nessa quarta-feira (8), durante entrevista ao Meio-dia Mossoró, jornalístico da FM 95 de Mossoró.
Atualmente, o Governo Estadual mantém uma coordenação para assuntos energéticos, subordinada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Mas, na visão de Dias, a elevada quantidade de demandas da pasta, que atende centenas de setores, dificulta o foco no segmento de energia.
“O Governo do Estado precisa pensar a partir de agora, com esse novo cenário das energias, numa secretaria própria de energia, como nós tivemos lá atrás, no governo de Wilma de Faria. Precisamos ter um diálogo mais focado do governo com essa indústria do petróleo, das renováveis e de outras que possam vir, como a do hidrogênio verde, por exemplo. Pela importância que tem a energia para o estado do Rio Grande do Norte, já deveria existir uma secretaria para fazer esse diálogo mais próximo com essa indústria”, defendeu o presidente da Redepetro.
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A combinação entre perspectiva de crescimento da produção de petróleo e gás em terra (onshore) no país – que segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) deve alcançar 134 mil barris ao dia até 2032 – e a geração de novas oportunidades de negócios, atrai de volta empresas que deixaram o segmento no auge do declínio da produção, em 2015. No Rio Grande do Norte, maior produtor do onshore brasileiro, o cenário é constatado pela Associação Redepetro/RN.
Gutemberg fez exposição em evento do Sebrae em Brasília (Foto: divulgação)
A entidade que congrega fornecedores de bens e serviços do setor saltou de 13 para 52 associados, no período compreendido entre 2015 e julho deste ano. Os dados são do presidente da entidade, Gutemberg Dias. Ele apresentou palestra em Brasília nessa quarta-feira (10), no evento Energia 50 + 50, promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).
Para ele, os números otimistas previstos para o setor alavancam toda a cadeia produtiva do onshore. Atualmente, o Rio Grande do Norte produz, 40,6 mil Barris de Óleo Equivalente (BOE) por dia.
oram para um outro ambiente de negócio para poder sobreviver e agora fazem o caminho de volta”, revelou.
Parceria
Na palestra, Gutemberg Dias destacou, ainda, o papel decisivo do Sebrae para o fortalecimento da cadeia produtiva do petróleo e gás, não só no Rio Grande do Norte, mas no Brasil.
“A Redepetro nasceu com o Sebrae, que muito contribuiu e contribui para fortalecer os pequenos negócios do setor, para torná-los mais competitivos e qualificados para enfrentar o mercado e aproveitar as oportunidades,” destacou.
O evento Energia 50+50 Sebrae faz parte da programação que celebra o cinquentenário de criação do Sebrae e debateu, nos dias 9 e 10, os cenários e oportunidades da matriz energética brasileira, na perspectiva de gestão da energia e geração de negócios no país.
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Um dos desafios da indústria de óleo e gás em terra, o aumento da produção e da vida útil dos campos maduros foi tema no segundo dia do Mossoró Oil & Gas (MOGE), nesta quarta-feira (6). Empresários, técnicos, estudantes e outros presentes conheceram técnicas do Canadá, referência mundial na produção de petróleo onshore e na recuperação de campos maduros.
Steven Golko, do Canadá, apresentou técnicas de recuperação de campos maduros (Foto: Luciano Lellys/Redepetro RN)
Conforme definição da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), campos maduros estão em atividade há 25 anos ou mais e/ou com produção igual ou superior a 70% das reservas provadas.
O chamado fator de recuperação é medido pelo percentual de volume óleo da reserva de cada campo que foi produzido. No mundo, o fator de recuperação médio é de 35%. No Brasil, entretanto, o fator médio é de aproximadamente 13%, segundo a Associação Redepetro RN.
O desafio da retomada do setor no Estado, portanto, é melhorar esse rendimento, a partir da chegada de novas empresas no vácuo da Petrobras, que vendeu seus ativos no Rio Grande do Norte à iniciativa privada. Para isso, o mercado estreita os laços com a indústria de petróleo canadense.
Os números de lá chamam atenção.
O Canadá detém a terceira maior reserva em terra do mundo, atrás da Arábia Saudita e Venezuela, é o quarto maior produtor mundial; 80% da produção é em terra (onshore), com cerca de mil operadores e mais de 550 mil poços perfurados.
Alternativas
No Mossoró Oil & Gas, Steven Golko, vice-presidente da Reservoir Services at Sproule, foi uma das atrações do painel “Tecnologias aplicadas à recuperação em campos maduros”. Ele apresentou quatro técnicas usadas com êxito, no Canadá, para aumento da produção de campos maduros: injeção de água, injeção de polímetros, tecnologia térmica e injeção de vapor.
Segundo ele, algumas dessas técnicas, como a injeção de polímetro, elevou para até 47% o fator de recuperação de poços na região de Alberta, no Canadá. “Recomendo avaliar a opção mais viável de acordo com cada realidade para incremento econômico”, sugeriu.
Outro participante do painel, Petro Nakutnny, diretor de operações Saskatchewan Research, acrescentou no rol de técnicas injeção de químicos (polímeros + sufctantes). Segundo ele, é uma alternativa a ser considerada no Brasil. Os dois participaram em inglês, com tradução simultânea.
Intercâmbio
Na mesma linha, Jéssica Canuto, gerente da Petrorecôncavo, apresentou casos de sucesso da empresa na Bahia. É o caso do campo de Cassarogongo, onde o fator de recuperação beira 30%, por meio de injeção de água, segundo ela. Também participaram do painel Nadine Lopes (mediadora), do consulado do Canadá no Brasil, e Carlos Padilha, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex Brasil).
Para o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, o intercâmbio com o Canadá é importante para troca de experiência e, também, aproximação de possíveis futuros parceiros comerciais. “Está sendo uma experiência muito rica em conhecimentos”, avalia. Realizado pela Redepetro e Sebrae RN, o Mossoró Oil & Gas começou ontem e segue até esta quinta-feira (7), no Expocenter.
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Na abertura do Mossoró Oil & Gas (MOGE) 2022, na tarde desta terça-feira (5), no Expocenter, o representante do Ministério de Minas e Energia (MME), Guilherme Eduardo Zerbinatti, destacou a perspectiva do investimento no RN. Destacou que os números chegariam a R$ 9 bilhões em ativos de Petróleo e Gás nos próximos anos, segundo associação de produtores independentes.
Presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, discursa em abertura (Foto: Luciano Lellys)
“Com as medidas do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de estímulo ao desenvolvimento e produção de campos e acumulações de petróleo e gás natural, que apresentam economicidade marginal, a expectativa é de investimentos maiores, para a consolidação de um ambiente de negócios favorável aos investimentos no Brasil”, disse.
O presidente da Associação Redepetro RN, Gutemberg Dias, frisou que o onshore brasileiro vive um momento histórico. “A retomada do setor, tendo o Rio Grande do Norte como protagonista, é uma realidade. Passou de perspectiva a algo concreto nos últimos anos, e o Mossoró Oil & Gas acompanhou essa evolução do setor de exploração e produção em terra”, observou.
Em seis anos, segundo ele, o evento evoluiu de 10 estandes e pouco mais de 50 pessoas para 90 estandes e expectativa de cerca de 3.000 participantes. “A atual edição ganhou caráter internacional, com parceria firmada com o consulado do Canadá no Brasil, com alguns empresários canadenses, com quem pretendemos estreitar laços”, anunciou.
Nova fase
A governadora Fátima Bezerra (PT) destacou o novo ciclo de investimento no onshore potiguar, através da chegada de novos operadores, e a importância de Mossoró para o setor de petróleo e gás. Lembrou o município ser reconhecido como Capital do Onshore, de acordo com lei estadual por ela sancionada em novembro de 2021.
A chefe do Executivo também ressaltou no novo marco regulatório do gás natural do Estado, através da Lei Estadual nº 11.190, que ela sancionou ontem. “O Rio Grande do Norte agora dispõe de legislação mais moderna e atrativa sobre uso do gás. Queremos tornar nosso estado ainda mais competitivo e atrair novos investimentos do setor”, frisou a governadora.
Ao final do pronunciamento, Fátima Bezerra assinou protocolo de intenções com a empresa 3R Petroleum. “É o Governo do Estado junto do setor produtivo, de mãos dadas com iniciativa privada, para promover desenvolvimento de acordo com as novas exigências do mercado, de forma convergente”, acrescentou.
Inclusão
O diretor técnico do Sebrae RN, João Hélio Cavalcante, defendeu o compromisso do Sebrae de incluir pequenos negócios no novo momento do setor de petróleo e gás no Rio Grande do Norte. Segundo ele, o início dessa nova fase representa oportunidade valiosa para inserção de microempreendedores e surgimento de novos negócios. O Sebrae é parceiro da Redepetro na organização do Moge.
Representante da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Sabóia (ANP) informou que o Rio Grande do Norte reponde hoje por 40% da produção nacional de petróleo, com cerca de 30 mil barris/dia. “Porém, essa produção já foi de mais 80 mil/dia, final anos 90, o que mostra a importância histórica do Estado para o onshore”, destacou
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, frisou a parceria da entidade com o Governo do Estado para fortalecer a cadeia de petróleo e gás, e o deputado estadual Hermano Morais (PV), representante da Assembleia Legislativa, destacou a sanção da nova lei do gás, aprovada na Casa.
Também participaram da abertura do Mossoró Oil & Gas 2022 o vice-governador Antenor Roberto; secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Torquato Fernandes; presidente da Potigás, Marina Melo Alves Siqueira, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Franklin Filgueira; representantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa) e de outras organizações.
O Mossoró Oil & Gas segue até quinta-feira (7), com programação técnica e científica, mostra de produtos e serviços e outras atrações. Programação completa aqui: //mossorooilgas.com.br/#programacao
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