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Bruno Ernesto é escolhido membro efetivo do Instituto Histórico do RN

Presidente do IHGRN recebeu o novo integrante da entidade Foto: divulgação)
Presidente do IHGRN recebeu o novo integrante da entidade Foto: divulgação)

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) comunicou nessa segunda-feira (24) ao advogado, professor e escritor mossoroense Bruno Ernesto Clemente, que ele ocupará a titularidade dessa entidade. Sua escolha aconteceu no último dia 18, em Assembleia Geral Extraordinária do IHGRN, em Natal.

No mesmo dia da comunicação oficial de sua admissão, Ernesto foi recebido pela presidente Joventina Simões de Oliveira na sala da presidência do IHGRN.

A sua posse e de outros novos sócios efetivos se dará em solenidade pública, solene, na sessão alusiva ao aniversário de fundação do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. A programação será divulgada em breve.

O processo de admissão de sócios efetivos é um dos mais esperados pela comunidade acadêmica, intelectual e de pesquisadores sobre história e cultura do estado, especialmente por ser raro de ocorrer, sendo muito concorrido e extremamente meticuloso na avaliação e escolha de seus novos membros, que precisam comprovar sua efetiva produção intelectual e contribuição nas áreas de atuação da entidade, dentre outros requisitos previstos no estatuto e edital.

Importância do IHGRN

Sendo a mais antiga entidade cultural do Rio Grande do Norte, o IHGRN abriga coleção museológica, documental e bibliográfica referente à história e cultura do estado, tendo sido fundada em Natal, no dia 29 de março de 1902, por um grupo de notáveis. Teve entre seus sócios efetivos ex-governadores, intelectuais e figuras proeminentes do conhecimento e intelectualidade potiguar.

“Recebo, com muito orgulho e alegria, a comunicação de Joventina Simões de Oliveira, presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, que minha indicação a sócio efetivo foi aceita e aprovada pelos membros efetivos dessa instituição centenária, fundada em 29 de março de 1902, responsável pela preservação de documentos e livros relativos à história e cultura do Rio Grande do Norte, e que reúne grandes nomes da cultura, arte, história e geografia, e foi a casa de nomes como Vicente Simões Pereira de Lemos, Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão, Antônio José de Mello e Souza, Augusto Tavares de Lyra, Eloy Castriciano de Souza, Luís da Câmara Cascudo, Henrique Castriciano de Souza, Oswaldo Lamartine, dentre tantos outros. Agradeço a todos os membros do IHGRN pelo apoio em mais um passo da minha vida,” manifestou-se o novo sócio.

Nota do BCS – Parabéns, Bruno Ernesto. Sua escolha nos alegra muito também e reforça o papel que nossa página tem no fomento à cultura. Tê-lo como colaborador regular em nossas edições dominicais, é um privilégio que dividimos com milhares de webleitores.

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19ª Primavera dos Museus terá Instituto Histórico e Geográfico

Banner de divulgação
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O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) divulga sua programação da 19ª Primavera dos Museus, ação de abrangência nacional coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) que acontece anualmente no início da primavera.

Tendo como eixo temático este ano as mudanças climáticas, a memória e a justiça socioambiental, a programação é aberta ao público, realizada no próximo sábado, dia 27 de setembro, das 8h às 13h.

As atividades do evento no IHGRN serão coordenadas por sócios da instituição e colaboradores. A entrada é gratuita, sendo necessária a inscrição prévia apenas para a Caminhada da Memória, organizada pelo grupo de trabalho IHGRN Explica.

Através da 19ª Primavera dos Museus, o IHGRN espera ampliar o acesso ao acervo, sensibilizando a comunidade para os vínculos entre clima, memória e patrimônio, além de fortalecer redes de colaboração entre sociedade civil, pesquisadores e agentes culturais.

8h às 13h – Visita mediada – Franklin Lima e Luis Eduardo

8h às 13h – Exposição “Do verde ao cinza: transformações da paisagem potiguar”

9h às 13h – Abertura da exposição “Encontro do Rio com o MAR, do Coletivo MAR”

9h às 13h – Feira do Livro do IHGRN

10h às 12h – Caminhada da Memória: O rio que fala, o mangue que respira 

10h às 11h – Apresentação musical com o violinista Alexandre Atmarama

12h às 12h40 – Apresentação do grupo Folia de Rua Potiguar

A ação é realizada em parceria com o Departamento de Ciência da Informação (DECIN/UFRN) e a Pró-Reitoria de Extensão da UFRN (PROEX/UFRN).

Entrada gratuita – clique aqui para inscrever-se na Caminhada da Memória

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“Potiguariana” mostra acervo do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Livro é um trabalho denso sobre acervo do IHRGN (Reprodução do BCS)
Livro é um trabalho denso sobre acervo do IHRGN (Reprodução do BCS)

Gustavo Sobral e André Felipe Pignataro reuniram suas pesquisas e escritos sobre as peças do acervo do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN) em mais um novo livro sobre a história do Rio Grande do Norte. Trata-se de “Potiguariana IHGRN: peças e histórias da coleção do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte”.

Uma história contada pelos objetos, documentos e obras do acervo do Instituto. Tem o retrato de Felipe Camarão, doado por Alberto Maranhão em 1902 ao Instituto, o Pelourinho da cidade do Natal, o bilhete enviado por Lampião às vésperas da invasão a Mossoró, e a primeira edição do jornal O Natalense, entre tantas e tantas outras relíquias no museu da instituição.

“Fundado em 1902, o Instituto é mais antiga instituição cultural do Rio Grande do Norte em atividade, é biblioteca, arquivo e museu e o seu acervo merece ser conhecido, propagado e estudado. Este livro procura ser uma contribuição”, explicam os autores.

O trabalho conta ainda com a colaboração de Honório de Medeiros que escreve sobre o bilhete de Lampião; Pedro Simões sobre o Barléu; Igor Oliveira sobre numismática; além de um cuidadoso registro fotográfico assinado por Maria Simões que apresenta o Instituto por imagens.

O livro é uma edição da Biblioteca Ocidente (2025, 75p) de Francisco Issac Dantas com designer de Gabriel Araújo e está disponível em edição digital aqui no site www.gustavosobral.com.br , basta fazer o download gratuito. A versão impressa pode ser adquirida diretamente no site da editora: //revistagalo.com.br/selo-bo/

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Instituto Histórico e Geográfico do RN vai celebrar seus 123 anos

Reprodução da logomarca do IHGRN
Reprodução da logomarca do IHGRN

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) completou 123 anos no último dia 29 e a celebração acontece na sexta-feira, 4 de abril, às 19h. A solenidade é promovida no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do Rio Grande do Norte, localizado no bairro de Candelária.

O evento é aberto para membros da instituição, colaboradores e convidados.

A cerimônia oficializa a posse da nova diretoria, que reconduz a presidente Joventina Simões, primeira mulher a presidir o IHGRN. Também serão concedidos o título e posse de sócios beneméritos, eméritos e a outorga da medalha Manoel Dantas.

Após a celebração, o músico potiguar Carlos Zens se apresenta para os convidados.

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Fundado em 1902, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte é a mais antiga instituição cultural potiguar. Abriga a biblioteca, o arquivo e o museu mais longevos em atividade do estado. Promove exposições, palestras e atividades voltadas à manutenção e divulgação da cultura, história e geografia norte-rio-grandense, e publica a sua revista desde 1903, sendo a mais antiga em circulação no Rio Grande do Norte.

Temporada de eventos começa com recital de canto coral e piano

Banner de divulgação do IHGRN
Banner de divulgação do IHGRN

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) promove na próxima sexta-feira (31) um recital de canto coral e piano. A apresentação faz parte do projeto Oficinas Musicais, trazendo o músico Jôfre Goulart na regência e Paloma Monteiro no piano.

Será no Salão Nobre do IHGRN – Rua da Conceição, 622, Cidade Alta, Natal/RN, às 19h30. Entrada gratuita com assentos para apenas 50 pessoas.

A curadoria do evento é dos sócios Dedé Simeão e Nouraide Rocha.

No local os participantes podem adquirir a Revista do IHGRN e outros títulos da livraria do Instituto.

Sobre os músicos

Paloma Monteiro é doutoranda em Música pela UFRGS e durante sua trajetória profissional foi premiada no Concurso de Piano Professor Abrão Calil Neto e no Concurso Nacional de Piano Cora Pavan Capparelli. Recentemente, apresentou-se no Conservatório de Música de Montreal, no Canadá.

Jôfre Goulart é pianista, regente e dedica-se à música coral há mais de 20 anos. Atua há mais de 10 anos no Coral da Universidade Federal de Uberlândia (MG). Em 2023, executou um recital de piano solo para arrecadar fundos para caridade no PLW Group (Pray for Life Workshop), na Inglaterra.

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Instituto Histórico começa trabalho sobre Oswaldo Lamartine

Oswaldo Lamartine teve acervo documental entregue por sobrinho (Foto: reprodução)
Oswaldo Lamartine teve acervo documental entregue por sobrinho (Foto: reprodução)

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) começou trabalho de grande importância à cultura potiguar. Levanta e organiza documentos diversos deixados pelo escritor Oswaldo Lamartine de Faria (1919-2007), autor de uma obra singular sobre o sertão do Seridó.

Uma comissão de integrantes do IHGRN recebeu de Murilo Paiva, sobrinho de Lamartine, material diversificado, como correspondência, manuscritos do autor e até fotografias.

O grupo é formado pelo escritor Gustavo Sobral, estudioso da obra de Lamartine e coordenador da comissão; pelo Diretor de Biblioteca, Arquivo e Museu (BAM), Pedro Simões; pelo Diretor do Departamento de Pesquisa, André Felipe Pignataro; e os sócios Honório de Medeiros e Mara Macedo.

Ainda há o reforço da colaboração consultiva da pesquisadora Ângela Almeida.

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Coluna Capitolina é tema de palestra no Instituto Histórico

Divulgação
Divulgação

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) promove a próxima Quinta Cultural neste dia 24. A palestra “Coluna Capitolina” será ministrada pelo advogado André Felipe Pignataro, diretor de pesquisa da instituição.

A programação tem início às 17h no Salão Nobre do IHGRN, Rua da Conceição, 622, Cidade Alta, Natal/RN.

O monumento presente no jardim do IHGRN leva o nome de Coluna Capitolina porque é, supostamente, originário do monte Capitolino, em Roma. Foi presenteado ao RN pela Itália, em agradecimento pela acolhida aos aviadores italianos Carlo del Prete e Arturo Ferrarin, que em 1928 realizaram um voo ininterrupto com mais de 49 horas de duração, saindo de Roma em direção à costa potiguar.

O evento é gratuito e tem capacidade para 50 pessoas. No local podem ser adquiridos a Revista IHGRN, a nova edição do livro “Responsabilidade Civil do Estado” de Amaro Cavalcanti e outros títulos.

A entrada é gratuita.

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Polêmicas em torno de Maria Madalena serão vistas em palestra

Release IHGRN - Palestra de Augusto ViveirosO Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) realiza a primeira edição do ano da sua Quinta Cultural. Ocorrerá na quinta-feira (7), às 17h, em sua sede, em Natal. Abrindo o calendário de eventos, a programação traz a palestra “Maria Madalena: santa ou pecadora?”, ministrada pelo advogado Augusto Carlos Viveiros.

O palestrante há muitos anos dedica-se ao estudo sobre Maria Madalena e as polêmicas que pairam em torno de seu nome. Há correntes que defendem ter sido: a esposa de Jesus Cristo, uma discípula sua, a testemunha de sua ressurreição e até mesmo a 13ª apóstola. 

A exposição será precedida de uma apresentação do sócio José Bezerra Marinho Júnior e a entrada é gratuita, mas com público limitado.

Augusto Carlos Garcia de Viveiros é natural de Natal (RN) e graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua como advogado, escritor e político. Sua carreira profissional inclui experiência como professor da UFRN, procurador de Justiça, deputado federal pelo Rio Grande do Norte e diretor geral da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O IHGRN é a mais antiga instituição cultural potiguar, com 121 anos. Foi fundado em 1903.

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Comitiva do Instituto Histórico percorre o Alto Oeste potiguar

Comitiva faz registros importantes para cultura e conhecimento do RN (Foto: Bárbara Michaella)
Comitiva faz registros importantes para cultura e conhecimento do RN (Foto: Bárbara Michaella)

Continua a viagem da Comitiva do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Formada pelos escritores Honório de Medeiros, André Felipe Pignataro Furtado de Mendonça e Menezes e Gustavo Sobral, além de Bárbara Michaella Ferreira Lima, ela segue os passos da Comitiva de Pedro Leão Veloso, em 1861, pelo sertão. Agora, a Comitiva passou pelo Alto Oeste.

Percorreu caminhos de Patu, Martins, Pau dos Ferros, Portalegre e Apodi entre os dias 07 e 10 de setembro.

Uma breve reunião de imagens que retratam algumas das passagens da Comitiva estão no Instagram @comitiva1861 e no site pessoal de Gustavo Sobral – gustavosobral.com.br. Neles, é possível baixar em arquivo digital, disponível para download gratuito, os cadernos com narrativas da viagem.

Acompanhe, curta, comente e compartilhe.

A comitiva

Em 1861, a Comitiva do presidente da Província Leão Veloso saiu para uma viagem de 44 dias pelo sertão do Rio Grande do Norte. Foram e voltaram de navio e percorreram o sertão a cavalo. Agora, em 2023, os escritores Honório de Medeiros, André Felipe Pignataro e Gustavo Sobral refazem o itinerário em uma Comitiva do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

O Instituto – 121 anos

Fundado em 1902, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte completou 121 anos em 2023. É a mais antiga instituição cultural potiguar. Abriga a biblioteca, o arquivo e o museu mais longevos em atividade do Estado. Promove exposições, palestras e atividades voltadas à manutenção e divulgação da cultura, história e geografia norte-rio-grandense, e publica a sua revista desde 1903, sendo a mais antiga em circulação no Rio Grande do Norte.

Saiba mais sobre Leão Veloso, a Comitiva e essa marcha de importante valor cultural lendo – Leão Veloso, por Honório de Medeiros.

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Instituto Histórico participa da 7ª Semana Nacional de Arquivos

Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN) 3 de junho de 2023O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), em parceria com o Departamento de Administração Pública e Gestão Social e o Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), participará da 7ª Semana Nacional de Arquivos.

Promovido pelo Arquivo Nacional, o evento tem como referência o 9 de junho, Dia Internacional dos Arquivos, assim proclamado na Assembleia Geral do Conselho Internacional de Arquivos (International Council on Archives – ICA), em 2007.

No IHGRN, o evento “Café e História no IHGRN” será realizado no dia 3 de junho (um sábado), às 8h, na sede da entidade em Natal. As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas clicando neste link. A programação detalhada pode ser conferida abaixo.

Programação

8h15 – Abertura do evento

8h30 – Café e “papéis velhos” – Equipe do Arquivo do IHGRN

9h30 – No fio de bigode de Manoel – Manoel Bezerra

9h45 – Olavo de Medeiros Filho – José Maria Fernandes de Lima

10h – Arquivo Vivo – Gustavo Sobral e Saul Fernandes

11h – Abertura da exposição “Retalhos da história: documentos pessoais dos sócios do IHGRN” e fala sobre a importância dos Arquivos Pessoais – Patricia Ladeira Penna Macêdo

12h – Encerramento.

A exposição “Retalhos da História” ficará disponível para visitação do dia 3 ao dia 9 de junho, das 8h às 12h, com entrada gratuita.

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Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte faz 121 anos

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) completa 121 anos nessa quarta-feira (29). A comemoração acontece na quinta-feira (30) em solenidade no Teatro Alberto Maranhão, teatro centenário localizado no bairro da Ribeira, em Natal.

Imagem de Maria Simões
Imagem de Maria Simões

O evento será restrito a membros da instituição, colaboradores e convidados, a partir das 19h00.

Serão entregues duas importantes comendas da instituição: a Medalha Vicente de Lemos à governadora Fátima Bezerra e a Placa Olavo Medeiros Filho ao professor e pesquisador Manoel Negreiros. A cerimônia também será de outorga de título e posse de novos sócios da instituição.

Logo após a solenidade, será apresentada a Revista IHGRN nº 100. A Revista IHGRN é a mais antiga em circulação no estado, desde 1903. O tema da edição é a Questão de Grossos, que deu ensejo à fundação do Instituto. Os artigos foram selecionados por uma comissão e escritos por historiadores e pesquisadores do Rio Grande do Norte.

O músico potiguar Carlos Zens fará uma apresentação para os convidados, concluindo o evento.

Criado em 1902, o IHGRN abriga a biblioteca, o arquivo e o museu mais longevos em atividade do Estado. Promove exposições, palestras e atividades voltadas à manutenção e divulgação da cultura, história e geografia norte-rio-grandense.

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A Casa-Grande & Senzala com um olhar de Vicente Serejo

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) realiza a primeira edição do ano da sua Quinta Cultural, que ocorrerá nesta quinta-feira (02/03). Abrindo a temporada 2023 de eventos, a programação traz a palestra “Noventa anos de ‘Casa-Grande & Senzala’, uma revolução na cultura brasileira”.Release IHGRN - Quinta Cultural IHGRN - Vicente Serejo

Será ministrada pelo jornalista e escritor Vicente Serejo, a partir das 17h, no Salão Nobre do IHGRN (Rua da Conceição, 622, Cidade Alta, Natal/RN), que tem capacidade para 50 pessoas.

O diálogo aborda “Casa-Grande e Senzala”, livro mais famoso do escritor e antropólogo Gilberto Freyre. Lançada em 1933, a obra completa 90 anos e é considerada imprescindível na análise social brasileira, apresentando um país miscigenado, com diversas culturas e desigualdades.

Nota do Canal BCS – Pela distância, o ‘deslocamento’ vai ser complicado. Não custa dizer – mesmo assim – que gostaria de estar na plateia, Vicente.

Daqui dessa lonjura, até sugiro que essa programação da Quinta Cultural seja gravada em vídeo para multiplicação on-line.

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IHGRN promove conferência sobre o bicentenário da Independência

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) realiza, no dia 12 de novembro, uma conferência alusiva ao bicentenário da Independência do Brasil, celebrado em setembro de 2022. O evento propõe analisar o centenário da Independência no Rio Grande do Norte, a partir da revista do Instituto Histórico e Geográfico de 1922.

Imagem: Maria Simões
Imagem: Maria Simões

O evento, que tem início às 9h30, tem sua abertura comandada pela presidente do Instituto, Joventina Simões, e pelo sócio e jornalista Vicente Serejo.

Ao longo da manhã, serão ofertados diálogos ministrados por sócios do Instituto e um intervalo musical por conta do flautista e arranjador Carlos Zens.

A entrada é gratuita e não é necessária inscrição prévia.

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Deífilo Gurgel, uma palestra para lembrar alguém muito especial

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) promove a próxima edição da Quinta Cultural no dia 20 de outubro. O evento, que oferece palestras e diálogos sobre temas históricos variados, traz desta vez a palestra “Deífilo, amigo de Deus e de todos”, ministrada por Alexandre Gurgel, jornalista e sócio do IHGRN.

Imagem de Maria Simões
Imagem de Maria Simões

O evento, que é aberto para o público geral, ocorre às quintas-feiras, no Salão Nobre do Instituto. A palestra tem início às 17h e tem capacidade para 50 pessoas, não sendo necessária inscrição prévia.

A edição homenageia a figura de Deífilo Gurgel, folclorista areia-branquense falecido há 10 anos. Também foi advogado, professor universitário, administrador público, antropólogo, poeta e historiador, tendo se tornado um dos principais nomes da cultura local.

Sobre o palestrante

Alexandre Gurgel é jornalista, escritor e poeta. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), organizou o livro “Autorretrato do Poeta”, obra que reúne poemas inéditos do folclorista. A obra conta, inclusive, com 25 poemas de autoria de Alexandre Gurgel, dedicados a Deífilo Gurgel, seu pai.

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Instituto Histórico e Geográfico do RN publica resenhas de livros

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) iniciou sua terceira série de artigos para o jornal Tribuna do Norte, desta vez, trazendo o que anda em falta na imprensa cultural do RN: as resenhas de livros.

As revistas do IHGRN estão entre as obras utilizadas na terceira série. (Foto: Maria Simões)
As revistas do IHGRN estão entre as obras utilizadas na terceira série. (Foto: Maria Simões)

A nova produção dedica-se a resenhas de livros de autores potiguares. Dentre os títulos: Nomes da Terra de Câmara Cascudo; Notas para a História do Rio Grande do Norte, de Olavo de Medeiros Filho; e as Revistas do Instituto Histórico e da Academia Norte Rio-grandense de Letras.

O patrimônio histórico, cultural e artístico é também tema de alguns dos livros resenhados como o trabalho pioneiro de Oswaldo de Souza sobre o patrimônio do Rio Grande do Norte; Hélio Galvão sobre a Fortaleza dos Reis Magos; e Dorian Gray Caldas sobre as Artes Plásticas do Rio Grande do Norte.

A série é organizada  por Gustavo Sobral e André Felipe Pignataro, também autores de algumas das resenhas. Os textos são publicados aos domingos no caderno TN Família, seção Quadrantes da Tribuna do Norte.

O material também será disponibilizado às segundas no blog do Instituto (ihgdorn.blogspot.com) e no perfil do Instagram da instituição (instagram.com/ihgdorn).

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Mais antiga entidade cultural do RN elege sua primeira presidente

Joventina: posse em março (Foto: reprodução BCS)
Joventina: posse em março (Foto: reprodução BCS)

A comissão eleitoral do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN), presidida por André Felipe Pignataro Furtado de Mendonça e Menezes e formada também pelos membros Carlos Roberto de Miranda Gomes e Antônio Alberto Cortez, apresentou nessa quarta-feira (17) o resultado das eleições realizadas na última sexta-feira, dia 12 de novembro. Foi eleita a nova diretoria da entidade, para o triênio 2022-2025.

A posse está prevista, como de hábito, para a data do aniversário da instituição, em 29 de março de 2022.

A chapa, intitulada “Renovação”, é encabeçada pela advogada Joventina Simões, primeira mulher eleita para presidir o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. A chapa é formada pelos seguintes integrantes:

Diretoria

Presidente: Joventina Simões Oliveira

Vice-Presidente: Ormuz Barbalho Simonetti

Secretário-Geral: Renan Segundo de Pinheiro Pereira

Secretário-Adjunto: Francisco Alves Galvão Neto

Diretora Financeiro: Maria Elza Bezerra Cirne

Diretor Financeiro-Adjunto: Augusto Coelho Leal

Orador: Francisco Honório de Medeiros Filho

Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu: Pedro Simões Neto Segundo

Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu-Adjunta: Bernadete Batista de Oliveira

Diretor de Estudos Genealógicos: Sérgio Luiz Bezerra Trindade

Conselho Fiscal

Membro Titular: Francisco José Costa dos Santos

Membro Titular: Edgard Ramalho Dantas

Membro Titular: Tomislav Rodrigues Femenick

Membro Suplente: Manoel Marques da Silva Filho

Membro Suplente: Odúlio Botelho Medeiros

Joventina Simões nasceu em Boquim, Sergipe, em 6 de abril de 1946. Graduada em Direito/Ciências Jurídicas e Sociais pela UFRN e especialista em Direito Imobiliário e Habitacional, graduada em Língua e Civilização Francesa, com título concedido pela Université de Nancy I, França, Joventina sócia efetiva do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte desde 2016 e ocupa atualmente a vice-presidência.

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande, fundado em 1902, é a mais antiga instituição cultural do Estado. Abriga a biblioteca, o arquivo e o museu mais longevos em atividade no solo potiguar.

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Honório de Medeiros apoia Instituto Histórico com “Jesuíno Brilhante”

Livros doados vão servir ao apoio à entidade (Foto: reprodução)
Livros doados vão servir ao apoio à entidade (Foto: reprodução)

O advogado, professor e escritor Honório de Medeiros, sócio do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN), doou 25 exemplares do seu trabalho mais recente, “Jesuíno Brilhante: o primeiro dos grandes cangaceiros”, para a campanha em prol dos colaboradores da instituição.

Todo o valor arrecadado com a venda dos exemplares será revertido em favor dos voluntários atuando na instituição. A doação mínima é no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) e pode ser efetivada em espécie ou Pix (chave ihgrn.diretoria@uol.com.br com envio do recibo para o mesmo e-mail).

O exemplar pode ser retirado no prédio da administração (endereço abaixo), de segunda a sexta entre 8h e 12h.

Obra

A obra “Jesuíno Brilhante” é o terceiro livro da trilogia do autor sobre cangaço, coronelismo e poder, sendo os outros dois títulos “Histórias de Cangaceiros e Coronéis” (2015) e “Massilon, nas veredas do Cangaço” (2010).

O IHGRN fica localizado à Rua da Conceição, N.º 623, Cidade Alta, Natal – RN, entrada pela Praça Padre João Maria. Fundado em 1902, é a mais antiga instituição cultural do Estado. Abriga a biblioteca, o arquivo e o museu mais longevos em atividade no solo potiguar.

A entidade promove exposições, palestras e atividades voltadas à manutenção e divulgação da cultura, história e geografia norte-rio-grandense e publica a sua revista desde 1903, sendo a mais antiga ainda em circulação no Estado.

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Mossoró vai viver os 95 anos do ataque de Lampião no próximo ano

Alvo no ataque, prefeito Rodolfo Fernandes fez defesa em sua casa ao lado da São Vicente (Fotomontagem BCS)
Alvo no ataque, prefeito Rodolfo Fernandes fez defesa em sua casa ao lado da São Vicente (Fotomontagem BCS)

No próximo anos teremos uma data emblemática para Mossoró.

Serão 95 anos do ataque do bando de Lampião à cidade, em 13 de junho de 1927.

Com certeza, a cultura e o turismo de Mossoró deverão explorar bastante o acontecimento, com um tema que é objeto de interesse não apenas no país, mas no mundo.

O Mossoró Cidade Junina caminha para ser um acontecimento diferenciado, explorando ao máximo o tema.

Organizações como o Cariri Cangaço e o Instituto Histórico e Geográgico do RN (IHGRN) com os quais já conversei através de nomes de proa, que os compõem, têm expectativa de que Mossoró faça uma imersão nesse acontecimento.

Governos federal e estadual também têm muito a oferecer.

Outros segmentos organizados da cultura não devem se furtar ao apoio.

Tudo está nas mãos da Prefeitura Municipal de Mossoró, gestão do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade).

Particularmente, espero muito dos 95 anos desse fato.

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Academias de gênero

Por François Silvestre

Quando na direção da atividade cultural do Estado, Fundação José Augusto (FJA), ocorreu um problema envolvendo a Academia Feminina de Letras (AFL). Foi o seguinte: A Academia não tinha sede própria, o que levou sua Presidente, Zelma Bezerra, a pleitear junto à Governadora Wilma de Faria o uso do Palácio Potengi (Palácio da Cultura), sede da Pinacoteca estadual, para a realização das reuniões da AFL/RN.

A Governadora concedeu e não entendeu ser necessário me comunicar. Quando eu soube, fui obrigado a contestar sua decisão.Alguns servidores da Pinacoteca me alertaram para o fato de que muitas vezes os visitantes daquele equipamento cultural encontravam copos plásticos, guardanapos e outros objetos espalhados pela grande mesa onde os governadores reuniam o secretariado, nos tempos em que o prédio era a sede do Governo do Estado. E era exatamente nessa mesa, hoje peça museológica, que as acadêmicas se reuniam.

A Governadora compreendeu, mas ficou preocupada com o desgaste. Eu a tranquilizei e disse que declararia ser minha a decisão. E que fundamentaria o decidido com base legal. Assim foi feito.

No dia seguinte a essa decisão, houve um encontro de instituições culturais na Assembleia Legislativa. Fui convidado para presidi-lo. Dentre as instituições estavam o Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN) e as duas Academias de Letras. Ficaram ao meu lado Enélio PetrovichDiógenes da Cunha Lima. Nisso, uma das acadêmicas pede a palavra e me dá um sarrafo.

Os adjetivos mais suaves foram ditador e ignorante. Ficou um clima tenso. Eu peguei o microfone e serenei os ânimos. Disse que não responderia os desaforos e até os compreendia. Disse mais, que ela merecia uma explicação. Ela muito nervosa, quis sair.

Mas foi convencida e ficou. Zelma, do canto da mesa, me pedia desculpas. Expliquei que um equipamento museológico não pode ser usado regularmente por qualquer instituição, pública ou privada. Só em eventos esporádicos, com as cautelas pertinentes. Não como sede regular.

Ela acalmou-se. Conclui dizendo que se o Presidente da Academia Masculina, ali presente, precisasse fazer uma reforma na sua sede, eu não permitiria o uso do Palácio para sediar aquela Academia. Diógenes fechou a mão em concha, aproximou a boca do meu ouvido, e disse baixinho: “Academia masculina é a puta que pariu”.

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Uma viagem para resgate da genealogia indígena

Por Marcos Pinto

A fantástica  história  da  etnia  tapuia  paiacu  remonta  a  tempos  imemoriais.  O  celebrado  historiador  cearense  Guilherme  Studart  afirma serem  oriundos  da  Colômbia.  A  pesquisa  e  as  publicações  da  temática indígena  tem  sido  escassa  e  resumida  no  que  consiste  ao processo  investigativo da  genealogia  dessa  gente.

Vez  por  outra  encontramos  referenciais  dispersos   cujos  liames  levam  a apontamentos  dispersos  com  vínculo  à  ancestralidade indígena,  sem  o  vínculo  com  apontamentos  existentes  nos  documentos  oficias dos   Séculos   XVI,  XVII    e  XVIII.

Os  historiadores  e genealogistas  potiguares  são  omissos  quando  se  trata   do  resgate  da  genealogia indígena.A  invisibilidade  na historiografia   coloca  os   índios  presos  a  etnônimos, podendo-se  citar   alguns  tapuias  paiacus  da  Ribeira do  Apodi como  João do Pêga, Cantofa, Jandí, Itáu, Jenipapuassu,  chegando-se  ao  crime  de  pseudo-identidade  étnica, quando  batizaram indígenas   com  nomes  dos seus  supostos  pais biológicos, outorgando-lhes  até   elevada  patente  de  Capitão-Mór, como o  caso  do  índio Martinho Pereira  Homem,  da lagoa  do  Apodi, aldeado  em  Portalegre  no  ano  de  1760.

Seus  lugares  na  história  são negados  pela ausência  de  referenciais  a  eles em  boa parte  das fontes. Em termos  da  bibliografia  de  cunho   indígena, o  nosso  modesto  Rio  Grande do  Norte  assume  considerável  destaque, sobressaindo-se os renomados dores  Valdeci  dos  Santos Júnior (Professor  da  UERN)  in  ” Os índios  tapuias  do  Rio Grande  do  Norte”; Fátima  Martins  Lopes   in  ” Índios, Colonos  e Missionários na  Colonização  da  Capitania  do Rio  Grande  do  Norte”;  e  Helder Alexandre Macedo  de  Medeiros In  “Populações  indígenas  no  Sertão do Rio Grande  do  Norte.

Esse consagrado Helder  Medeiros emblematiza esse  asqueroso  processo  de  apagamento  da  presença   indígena adotado   por historiadores oficiais  e  genealogistas  potiguares.  Nesse contexto  a  historiografia    se  resumiu  a  meros  lampejos  quanto ao apagamento indígena via genocídio, enquanto  agentes  históricos.

Varridos  do  espaço,  os  indígenas   potiguares  foram,  também, expulsos do  tempo. Há uma ligeira referência  genealógica  indígena  feita pelo  historiador  cearense  Kennedy  Diógenes, em  seu  artigo  publicado com o  título “O Patriarca  da família  Diógenes”.

Informa  que  o Coronel  Domingos  Diógenes  Paes  Botão  Jr. teve  um  caso  com  uma índia  do  Ceará de nome  Narcisa  Dias, tendo  nascido um  filho  de nome  Quirino  Oliveira, que  veio  a  casar    com  a  índia  tapuia  paiacu Albina  Veira  de Oliveira, com  quem  teve  uma  prole de  07 filhos, mas  nenhum  herdou  o  sobrenome  paterno.

Compete  aos genealogista fazerem  uma profunda pesquisa  em  documentos oficiais, possibilitando  a  montagem  de  um  esboço  genealógico da  etnia  indígena  de Narcisa  Dias, que  com  certeza  tinha  um  nome indígena. Após árdua  pesquisa  feita  em  vasta  bibliografia com enfoque indígena, em que sobressai-se mais uma  vez  a  vultosa  obra “Aconteceu na Capitania  do  Rio  Grande” –  Olavo de   Medeiros  Filho, pude chegar  a  vários indicadores  de etnicidade  encoberta, oriunda da  presença militar  opressora  do  Terço  dos  Paulistas  na  então  Aldeia do  Lago  Podi, durante  o  período 1699/1710.

Há  uma trilogia Genocídio/ Colonização/ Concessão  de  Datas   de  Sesmarias. Na  citada  obra, consta  a relação dos militares  que compunham este Regimento.  À  página  124  consta  o nome  de  Antonio  Nunes.

Pesquisando no Instituto  Histórico  e Geográfico  do  Rio Grande  do Norte (IHGRN)  encontrei  o  livro  de  Registro  de  Assento  de  Praças da  Fortaleza   da Barra  do  Rio Grande  do  Norte – Ano 1698-1710, e lá estava  o  assento:  “Antonio  Nunes, natural  da  Aldeia  do Podi, da Missão  do Reverendo  Padre Philipe  Bourel, filho  de Antonio Nunes, Assistente  na  dita  Aldeia, da  nação  Paiacu, de  idade  16  anos, senta Praça nesta  Companhia  de Soldado  desde  hoje, 30 de Outubro de 1705  e  vence  mil  e  oitocentos  e  setenta    e  seis  Réis  de  Soldo  por mês, na  forma  do  assento do  Conselho da  Fazenda, lançado  à  fls. 9/V; e  não  vencerá  mais  coisa  alguma. – Manoel  Rodrigues  Maciel.  À margem:  fugiu  da Fortaleza  donde  estava  de Guarnição  a  10  de Abril  de  1710.  Tinha  recebido  os  mesmos  soldos”.

Eis, aí, a  certeza da etnia  indígena  da família  Nunes, do  Apodi.

Em 1689  Pedro  de  Albuquerque  Câmara, ao  mesmo  tempo  que  Valentim  Tavares  Cabral, Bernardo  Vieira  de Melo  e  Agostinho  César   de Andrade  tomaram  parte  na  Marcha  que  se  fez  do  Olho  D’água (Assu-RN)   aos  rios  Paneminha  e  Panema Grande, até  a  Lagoa Pody.

No combate  do  Apodi  que  durou  três  dias  com  três  noites  estiveram  outros  soldados  com  João  do  Monte (Pág. 409)  e  Luiz  da Silveira  Pimentel (Pág. 269). FONTE: “As  Guerras  nos  Palmares –  Ernesto  Enes.  1º  V./Vol. 127  da  Coleção Brasiliana. Vingt-Un  Rosado in  “Gente  do  Século   XVII  na  Ribeira  de  Mossoró –  Jornal  “O  Mossoroense” –  Edição  de  01.12.1946.

Sabe-se,  por  exemplo,  que  todos os  anos o  Reverendo  Padre   Jesuíta   Philipe  Bourel, administrador  espiritual dos  índios  Aldeados, enviava  minuciosa  relação  dos  índios catequizados   para  conhecimento  do  então  Capitão-Mór.

Sabe-se, ainda,   da  existência  da  relação dos  100  casais  de Índios enviados pelo Padre Philipe Bourel, da Missão Jesuíta da Aldeia do lago Pody, no ano de 1705, para povoamento de. Niterói -RJ. (Fonte: História da Companhia de Jesus no Brasil – Tomo V).

Marcos Pinto é advogado e escritor

Instituto Histórico tem programação para primeiro semestre

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) definiu o seu calendário de eventos para o primeiro semestre deste ano. Várias palestras e exposições marcarão o período.

Sua sede localiza-se à Rua da Conceição, 622 – Cidade Alta, em Natal.

O IHGRN é uma das entidades culturais mais antigas do Estado. Foi fundado sob a inspiração do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB), a 29 de março de 1902, durante o primeiro Governo de Alberto Maranhão.

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Instituto Histórico empossará novos associados

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) realizará solenidade de posse dos seus novos associados. Será nessa sexta-feira (11), às 19h.

Honório fará discurso (Foto: Web)

O escritor Honório de Medeiros, um dos empossados, discursará em nome dos empossados, no evento marcado para a sede do instituto, na Rua da Conceição, 622, Cidade Alta, Natal.

O IHGRGN foi fundado em 29 de março de 1902 e seu acervo é sumamente valioso, fonte de pesquisa para estudiosos de todo o País.

Grandes nomes

Tem várias bibliotecas, dentre elas uma somente dedicada à Coleção Mossoroense. Destaca-se também por várias publicações via seu selo “Coleção Cultura”.

Grandes nomes das letras potiguares foram seus filiados. Citemos Cascudo, Nilo Pereira, Carlos Borges, Raimundo Nonato, Alberto Maranhão, Itamar de Souza, Aldo Fernandes, e por aí vai.

É presidido por Valério Mesquita, que desenvolve um excelente trabalho de recuperação de todo o patrimônio do Instituto.

Novos sócios

1) Adauto José de Carvalho Filho (efetivo);
2) Everaldo Lopes Cardoso (efetivo);
3) Fernando José de Rezende Nesi (efetivo);
4) Francisco Honório de Medeiros Filho (efetivo);
5) Francisco Martins Alves Neto (efetivo);
6) Franklin Capistrano (efetivo);
7) Haroldo Pinheiro Borges (efetivo);
8) José Augusto de Freitas Sobrinho (correspondente);
9) Lenilson Antunes de Lima (efetivo);
10) Limério Moreira da Rocha (correspondente);
11) Marciano Batista de Medeiros (efetivo);
12) Pedro Guilherme Barbalho Cavalcanti (efetivo);
13) Rinaldo Claudino de Barros (efetivo);
14) Rubens Lemos Filho (efetivo);
15) Safira Bezerra Ammann (efetiva);
16) Wellington Souza de Medeiros (efetivo);
17) Paulo Pereira dos Santos (honorário);
18) Inácio Magalhães de Sena (honorário);
19) Lúcia Helena Pereira (honorário.
Estes aprovados na sessão do dia 30/7/2015.
20) João Batista Xavier de Sousa (efetivo – sessão de 24/8/2015).