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Escola de tempo integral resiste e mostra resultados animadores

Modelo de Ciep no Rio de Janeiro, na cidade de Resende (Foto: PMR/2023)
Modelo de Ciep no Rio de Janeiro, na cidade de Resende (Foto: PMR/2023)

A Folha de São Paulo noticia nesta segunda-feira (6), algo que não deve nos causar surpresa alguma, sobre a educação pública. Uma pesquisa revelou que o ensino em tempo integral aumentou em 35% o aprendizado de matemática e em 26% o de língua portuguesa dos alunos do 6º a 9º ano da rede pública de São Paulo.

O estudo foi realizado pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social, ligado à Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Sonho Grande e o Instituto Natura. A melhora foi auferida a partir das notas dos estudantes no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP).

Foram comparados os pontos obtidos pelos alunos no Saresp do 5º ano com a pontuação do 9º ano. Os estudantes das escolas de tempo regular fizeram 40 pontos em matemática. Os de tempo integral, 54. Em língua portuguesa, alunos de tempo regular marcaram 39 pontos e os de tempo integral, 49. Para desconsiderar o impacto da pandemia, a pesquisa levou em conta dados entre 2013 e 2019.

Nota do Blog Carlos Santos – O antropólogo mineiro Darcy Ribeiro, autor da pedagogia em questão, teve no ex-governador gaúcho e ex-governador carioca Leonel Brizola, a força política para criar e espalhar o Centro Integrado de Educação Pública (CIEP), no Rio de Janeiro, a partir de 1983. O arquiteto Oscar Niemeyer criou a planta dos prédios e o engenheiro calculista José Carlos Sussekind complementou esse conceito, também arquitetônico, feito com peças pré-moldadas e de montagem rápida, além de custo bem reduzido.

Darcy Ribeiro com professores e alunos: mestre em essência (Foto: reprodução)
Darcy Ribeiro com professores e alunos: mestre em essência (Foto: reprodução)

A ideia ganhou vida e espalhou-se pelo Brasil. O próprio Collor de Mello, então presidente da República, o converteu em programa de governo, com a nomenclatura de Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC), em 1991. Mais de quatro décadas depois, pouco avançou e muito do que testemunhamos hoje, com violência e cooptação de crianças e jovens para o crime, poderia ser enfrentado com êxito com essa arma: a educação.

Ave, Darcy; ave, Brizola.

*Sugestão: leia “Confissões” (1997) de Darcy Ribeiro. Foi produzido às pressas, nos seus dois últimos anos de vida, quando tinha um câncer irreversível. É autobiográfico, é prosa memorialista, mas fala muito de Brasil. Veja também “O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil” (1995), um livro sobre nós, nosso passado, nossa composição étnica, cultural, política. Essa mistura de muitos para que sejamos um só.

Triste sina de um partido em estado vegetativo

Direção, esquerda e direita, dúvida, sem direção,Triste sina do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do legendário Leonel Brizola, criado em 1979, no início da reabertura democrática do país.

No RN, a sigla segue em estado vegetativo, respirando por ‘aparelhos’.

Já penava nas mãos do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, nos longos anos sob seu comando.

Sem ele, que migrou para o PSD da senadora Zenaide Maia, nenhuma novidade boa.

Ou mesmo ruim.

E da Reta Tabajara para esse interiozão, é que o cenário fica ainda pior.

Ninguém sabe, ninguém viu.

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100 anos de Brizola e o porquê de sua aposta na educação

Por Bernardo Mello Franco (O Globo)

Leonel Brizola era um grande contador de histórias, mas fugia de depoimentos formais para a posteridade. “Na verdade, vivo muito mais preocupado com o futuro, com os projetos, do que com o passado”, justificava-se. Em abril de 1996, ele abriu uma exceção em sua cidade natal. Falou por mais de quatro horas a pesquisadores de Carazinho (RS), onde nasceu há cem anos, em 22 de janeiro de 1922.

Leonel Brizola na campanha de 1989, com Beth Carvalho e Neusa Brizola (Foto: Cezar Loureiro/20-10-1989)
Leonel Brizola na campanha de 1989, com Beth Carvalho e Neusa Brizola (Foto: Cezar Loureiro/20-10-1989)

Inédita até hoje, a conversa tratou da infância e da juventude do político, que perdeu o pai com 1 ano de idade. O camponês José Brizola foi morto num dos embates sangrentos entre chimangos e maragatos. “Eu me criei sob o signo desse fato, a morte do velho”, desabafou.

A mãe, Oniva, convenceu os cinco filhos a não buscarem vingança. “Não sei sinceramente se ele foi fuzilado, naquela época davam um tiro na testa ou na nuca. Ou se foi degolado”, disse Brizola. “Sempre me recusei a encarar esse assunto. Nunca quis que o povo riograndense imaginasse que eu estava querendo me vingar”, explicou.

A vida era dura no interior gaúcho. Até os 7 anos, o guri nunca havia calçado sapatos. Aos 11, foi apresentado a uma escova de dentes. A família se mudou para Passo Fundo, onde ele batalhou trocados num açougue. De manhã, ao sair para as entregas, invejava as crianças de classe média que estudavam num internato particular.

“Um colégio de colunas, muito bonito. Eu adorava olhar aquilo ali. Às vezes invadia o recinto e me botavam para fora”, recordou. “Eu ia distribuindo carne, levava aqueles ganchos. E aqueles garotos bem arrumadinhos, bem abrigados, indo pro colégio”. Um dia, o menino pobre deu uma topada e foi ridicularizado. “Sangrou, a dor, aquele frio, e o garoto disse: ‘Se foram os bichos de pé!’. Eu não tive dúvida, fui de carne e gancho para cima dele.”

Oniva alfabetizou os filhos (“tínhamos dois livros em casa, passavam de um para outro”), mas insistiu que buscassem educação formal. “A velha sempre querendo que eu estudasse, ela me botou na cabeça isso”, contou Brizola. De volta a Carazinho, ele procurou o colégio de um pastor metodista. Propôs ajudar na faxina em troca de vaga e lugar para dormir. “Foi um período áureo da minha vida”, lembrou. “Fui me civilizando ali.”

O guri arrumou novos bicos. Foi engraxate, carregador de mala, vendedor de jornal. “Depois de mil andanças, acabei indo para Porto Alegre. Fiquei quase um ano na rua, trabalhando nas piores condições”, narrou. Aos 14, conseguiu passar para uma escola técnica. Na hora da matrícula, mais problemas: não tinha certidão de nascimento nem dinheiro para o enxoval. “Foi uma saga”, resumiu.

Na capital gaúcha, o jovem Brizola trabalhou como ascensorista, operário e jardineiro. Depois passou para a faculdade de Engenharia, onde se encantou com o getulismo. Aos 25, elegeu-se deputado estadual pelo PTB. Era o início de uma carreira política de quase seis décadas, só interrompida pelos 15 anos no exílio.

Em 1958, o trabalhista chegou ao governo gaúcho com o lema “Nenhuma criança sem escola”. Construiu seis mil colégios públicos, as chamadas “brizoletas”. Mais tarde, ergueria 500 Cieps no Rio de Janeiro. Projetados por Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer, os “brizolões” ofereciam alimentação, assistência médica e ensino em tempo integral. Depois seriam sucateados por sucessivos governos fluminenses.

Morto em 2004, Brizola não desperta mais as críticas apaixonadas do passado. Seu legado é disputado nas urnas, e até adversários o reconhecem como o político brasileiro mais identificado com a causa da educação. A luta dos primeiros anos ajuda a entender como tudo começou.

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Lula, Moro, Fachin, Bolsonaro

Por François Silvestre

Bastam esses nomes para arrebanhar a saudade de um país que já houve. Juscelino Kubitschek, Evandro Lins e Silva, Sobral Pinto, Leonel Brizola.Dois caminhos, já teve, passado e presente, escolha, passado e presente, terra arrasadaUm país que já houve. Começou a deixar de ser quando os coturnos da imbecilidade e ganância militares resolveram tomar posse de uma capitania contando com o apoio de capitãs do mato civis, enjoados de perder eleições.

Esses civis foram traídos e humilhados pela milicada, agora inebriados pelo poder.

E de lá pra cá foi só mediocridade política, pequenez jurídica e acabrunhamento moral. Esse país que se sustenta apenas na geografia, cuja história habita no calabouço da historiografia, banha-se no esgoto e perfuma-se de escatol.

Saudade do país que já houve? Nem sei.

Talvez não seja saudade, ou nostalgia, seja tão somente a constatação de que o país que não há dificilmente haverá se o útero infecto desse parto medíocre continuar parindo líderes da qualidade e fisionomia desse rebanho que por aí se espraia desmanchando a esperança e apodrecendo o poder, já esgarçado e desmoralizado.

Antes do noticiário da manhã, vou pegar a dose de Plasil.

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Leonel Brizola em campanha em Mossoró há 30 anos

Anchieta recebeu Brizola (Foto: Claudino Nunes)

Mexendo em meus alfarrábios, driblando a concorrência das traças, reencontro material que me remete ao distante ano de 1989.

Precisamente, dia 29 de outubro de 1989. São 30 anos de distância no tempo.

Concorrente à Presidência da República, Leonel Brizola (PDT), ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, fazia comício em Mossoró – no centro da cidade.

Prefeita Rosalba Ciarlini (PDT), prefeita natalense Wilma de Faria Maia (PDT), senador Lavoisier Maia (PDT), vice-prefeito natalense Ney Lopes (PFL) e o dirigente histórico do pedetismo local, Anchieta Alves, foram alguns dos presentes ao evento.

Àquele mês, o pedetismo fez várias ações para levantar o nome de Brizola em Mossoró e região, como instalação do Comitê de campanha no dia 14, movimentação com o deputado federal/ex-ministro da Justiça e candidato a vice-presidente Fernando Lyra (PDT-PE), no dia 18, além de comício no dia 28 com Lavoisier, Rosalba Wilma e outros membros locais e no estado da legenda.

Na corrida eleitoral, Brizola acabou sobrando. Foram para o segundo turno Fernando Collor de Mello (PRN) e Lula da Silva (PT), com vitória do primeiro.

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Do “Sapo barbudo” ao Capitão Bolsonaro

Por Carlos Santos

Na primeira eleição presidencial pós-regime militar de 1964, ocorrida em 1989, a disputa do segundo turno confrontou Luiz Inácio Lula da Silva do PT e o ex-governador alagoano Collor de Melo (PRN).

Nome forte àquela disputa, tido como herdeiro político do ex-presidente João Goulart e do trabalhismo de Getúlio Vargas, Leonel Brizola (PDT) acabou sobrando. Nem por isso deixou de participar do segundo turno, quando apoiou o “sapo barbudo”, alcunha que aplicou em Lula.

Brizola e Lula em 1989, união tática em torno do "sapo barbudo" (Foto: RAR/CV)

Mestre dos apelidos, Brizola justificou que assim o definia, porque a política seria “a arte de engolir sapos” e queria ver a elite brasileira engolir “o Lula”, o sapo barbudo.

Na sucessão presidencial 2018, 29 anos depois, Jair Bolsonaro (PSL) parece encarnar esse papel de sapo. Em verdade, o capitão não é barbudo e já não precisa mais ser empurrado goela abaixo de boa parte da aristocracia, plutocracia e burguesia nacionais, que o vê como palatável.

É príncipe e batráquio ao mesmo tempo.

Provoca um turbilhão de sentimentos ambivalentes, muito parecidos com o que Lula instigava àquele tempo e instiga até hoje: admiração e antipatia, paixão e ódio, esperança e temor.

Guardadas as características ideológicas de cada um e tantas outras diferenças, além de conjunturas distintas e contexto, estamos diante de um personagem também controvertido. Surge num momento de desalento e muitos medos.

O que veremos adiante é uma incógnita, em caso de vitória de Bolsonaro. Sobram suposições, como assim acontecia em relação a Lula àquela época. As urnas vão dizer que direção tomaremos, com ou sem o capitão.

PRIMEIRA PÁGINA

Reta final pode reservar surpresas numa campanha – Na reta final da campanha presidencial de 2014, a então presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a somar 36% de intenções de voto e tinha Marina Silva com 33% em sua cola. Havia empate técnico. Mas aí surgiu Aécio Neves (PSDB) lá de trás, atropelando Marina e encostando em Dilma. Tivemos o segundo turno, com vitória de Dilma. Vale lembrar que Marina emplacou impulso em determinada fase da contenda, ao substituir Eduardo Campos (PSB), falecido em acidente aéreo.

Capitão Styvenson é o segundo fenômeno político na Net no RN – Depois do deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade), certamente o Capitão Styvenson Valentim (REDE), candidato ao Senado da República este ano, é o segundo grande fenômeno político no estado que é fermentado na Internet, pelas redes sociais. É algo que boa parte da classe política ainda não conseguiu aproveitar melhor, repetindo fórmulas surradas de campanha de rua e estratégias que já não alcançam e mexem com o eleitor. Styvenson tende a ser um nome de projeção nacional numa eventual vitória, algo muito difícil de acontecer noutro cenário, num mundo que antes era analógico.

Ciro sendo Ciro coloca em risco de novo seu projeto presidencial – Mais uma vez candidato à Presidência da república, o candidato Ciro Gomes (PDT) coloca em risco a viabilidade de seu nome. De novo, é protagonista de destempero público. Mas um caso para seu vasto acervo de episódios grosseiros. Dessa feita, com dedo em riste (sempre), esculachou e mandou “prender” um jornalista em Roraima. Outro viés analítico chega a atenuar o incidente, dando-lhe conotação de estratégia de marketing eleitoral, para demonstrar que o candidato não aceita provocações e ser emparedado etc. Francamente! 

Boa prosa sobre política com Eduardo Mendes – Conheci nesse último fim de semana o Eduardo Mendes, “Dudu”, vereador mirim em Mossoró. Conversa para lá de boa. Inteligente, sóbrio, articulado e com uma bagagem de conhecimento de fazer inveja a muita gente madura, Dudu deixou-me ótima impressão. Abração, meu caro.

Alckmin tem presença protocolar no RN – O candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, teve passagem rápida pelo estado e sem maior desdobramento. Desembarcou na Sexta-feira (14) e teve a companhia de apoios representativos da política no RN, como senador e candidato à Câmara Federal José Agripino (DEM), ex-senador e candidato ao Senado Geraldo Melo (PSDB) e o presidente do PSDB no estado e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.

Nova rodada de pesquisa do Ibope sairá na próxima sexta-feira – O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) está com trabalho de campo em andamento. Na próxima sexta-feira (21) deverá apresentar os números da disputa estadual dentro da programação da InterTV Cabugi, empresa contratante do serviço. Veja AQUI os últimos números do Ibope ao Governo do RN, divulgados dia 17 de agosto. Veja AQUI os números ao Senado e AQUI a avaliação do Governo Robinson Faria (PSD).

Dama de Espadas esconde buraco ainda maior na Assembleia Legislativa – A delação da ex-procuradora da Assembleia Legislativa Rita das Mercês Reinaldo ao Ministério Público Federal (MPF), que causou redemoinho na vida pública do estado, poderia ter sido ainda maior se ela tivesse falado tudo que sabe. Foi seletiva e agradou aos procuradores do MPF. Imagine você, se “Ritinha” abre a caixa preta de empréstimos consignados e outras pérolas. Mas tem tempo ainda. É fichinha o rombo de pouco mais de R$ 9,5 milhões que se levantou como desvios através de folha de fantasmas, diante do que foi omitido capciosamente para salvar a boiada restante.

Memória artificial está matando um adágio da política – “O povo tem memória curta.” Esse adágio que se inseriu na cultura política brasileira está seriamente ameaçado de morte. A memória cognitivo/biológica está sendo reavivada pela “memória artificial” do mundo cibernético. As ferramentas de busca como Google trazem à tona declarações, fotos, vídeos e outras manifestações que muitos políticos gostariam de esquecer e torcem para ninguém lembrar. É, os tempos são outros…

“Canteiro da Rosa” virou terra de ninguém – A região dos bairros Santo Antônio, Barrocas e adjacências em Mossoró virou terra de ninguém na atual campanha eleitoral. Já foi o “Canteiro da Rosa”, tratado como possessão do rosalbismo para qualquer conquista eleitoral. Guarda maior contingente de eleitores do município e faz parte de um cinturão de pobreza e precariedade de serviços públicos, que até hoje não foi atenuado a contento. A própria Rosalba Ciarlini (PP) está com dificuldade em pontificar na área. Em recente carreata, a Rosa teve que conviver com a indiferença de muitos e até gestos grosseiros de alguns populares à porta de casa e calçadas. É, os tempos são outros…

Cálculos para estadual e federal estão sendo refeitos – Muitos estudiosos da política do Rio Grande do Norte começam a fazer e refazer contas sobre quociente eleitoral para deputado estadual e deputado federal. O cotidiano da campanha tem demonstrado que o alheamento e a repulsa do eleitor são bem maiores do que esperado. Por isso, muitos candidatos e assessorias admitem contingente superlativo de votos em branco, nulo e abstenções. Em 2014, o quociente para estadual ficou em 69.097. Para federal foi de 197.608. Empurrem esses números realmente para baixo, bem para baixo.

EM PAUTA

TV WR – O empresário mossoroense Wilson Fernandes, que teve nome cotado para ser vice ao Governo do RN, na chapa da senadora Fátima Bezerra (PT), trabalha na montagem documental e estrutural da TV WR. A emissora deverá ficar entre a Rua Rui Barbosa e Avenida Felipe Camarão, centro da cidade de Mossoró. Fernandes fazia parte do projeto da TV Metropolitano na cidade, mas saiu de sua composição societária.

Advogado – O ex-vereador Joel Canela, de Felipe Guerra, está a pleno vapor em suas atividades como operador do direito. Ocupa elenco de advogados do escritório de Getúlio Andrade em Mossoró e endereço próprio em sua cidade. Atua no Direito Previdenciário, além de áreas Cível, Penal e Eleitoral. Sucesso, meu caro.

Elba e Geraldo – A área de evento do Partage Shopping, de Mossoró, vai receber à noite do dia 3 de outubro (um feriado estadual) a dupla Elba Ramalho-Geraldo Azevedo. A promoção é da Gondim & Garcia. Atrações supimpas, que se diga.

SESAP – A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), com sede à Avenida Deodoro em Natal, vai mudar provisoriamente de endereço para que o imóvel possa passar por séria reforma. A maior parte de sua estrutura ficará à Rua Floriano Peixoto, onde funcionava o Ministério Público. Outra parte continuará no prédio a ser restaurado.

Fenômeno – O alagoano Carlinhos Maia, que tem mais de 9 milhões de seguidores no Instagram, bateu recorde em Mossoró no final de semana. Realizou três apresentações consecutivas à noite de sábado (15) no Teatro Dix-huit Rosado, com casa lotada. Além disso, conquistou ainda mais seus fãs no próprio teatro, hotel e aeroporto, recebendo dezenas deles, incansavelmente. Aplausos, xará. Você merece demais.

Combustíveis – Em Natal, os preços de combustíveis subiram às alturas, em valores muito próximos posto a posto. Odor de cartelização.

SÓ PRA CONTRARIAR

Não conheço um único político que diz duvidar de pesquisa, que não trabalhe com pesquisa.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Gente, de quem foi a ideia de edificar um terminal de passageiros de ônibus no adro da Igreja de Nossa Senhora de Fátima no abolição II, em Mossoró? Será que não sobrou um pinguinho de bom senso na municipalidade? Caramba! Francamente!

Obrigado à leitura do Nosso BlogAlvany Barros (Mossoró),  Aldo Medeiros Filho (Natal) e  Regina Alves (Apodi).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (10/09) clicando AQUI.

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“Cadeia da legalidade” de Brizola é reeditada em prol de Lula

Da Carta Capital e Blog Carlos Santos

Às vésperas do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressurge em Porto Alegre (RS) a “rede da legalidade”. Desde o último 12 de janeiro, um grupo de voluntários se instalou na capital gaúcha para acompanhar e transmitir os preparativos para o veredito da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4), marcado para quarta-feira 24.

Brizola, em 1961: pressão (Foto: Web)

A cadeia, formada por mais de 250 rádios comunitárias espalhadas em 25 estados e por meio das redes sociais, se encarrega de transmitir notícias, orientar e informar as caravanas que chegam para o evento, entrevistas e debates.

João Goulart

A cobertura chega a 11 capitais brasileiras, além de emissoras espalhadas por países da América Latina que estarão recebendo informações em espanhol. Os organizadores estimam mobilização de cerca 50 mil pessoas na capital gaúcha na quarta-feira.

Criada em agosto de 1961 pelo então governador gaúcho Leonel Brizola, a “Cadeia da Legalidade” tornou-se, à época, um instrumento de defesa em favor da democracia e do Estado Democrático de direito. Dos porões do Palácio Piratini, sede do governo, Brizola resistiu e venceu na defesa e sustentação da posse do então vice-presidente João Goulart, em face da renúncia de Jânio Quadros.

Enfim, adiou o golpe militar até março de 1964.

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De Lacerda a Aécio

Por François Silvestre

A política se faz em ciclos, lições e consequências. O grave é que os ciclos não se completam coerentemente, as lições não são apreendidas e as consequências fogem do controle.

Quando o governo Jango chegou às vésperas das eleições presidenciais, marcadas para 1965, o próprio Jango pensava num saída legal para ser candidato. O PSD já lançara, em convenção, a candidatura de Juscelino Kubistchek, e a UDN fizera o mesmo lançando Carlos Lacerda.

Nas paredes dos muros do Brasil havia a chamada do marketing da época: JK-65. Lacerda flutuava favorito, nas pesquisas. E Jango “incendiava” o país com a proposta das reformas de base. Brizola promovia agitação das massas.

Jango fazia o jogo da oposição. Oposição quer instabilidade. O comício da Central do Brasil, no início de Março de 64, foi o pretexto que a Direita precisava para estimular o apoio material, e militar se necessário, dos Estados Unidos, ao golpe de Estado que vinha sendo costurado desde a eleição de JK, em 1955.

A disputa entre americanos e soviéticos, pelo domínio e controle do planeta, punha o Brasil na condição estratégica do interesse do Tio San. Não suportariam uma “grande Cuba”. E era essa a impressão que a Direita demonstrava aos EEUU com as fotos e filmes daquele comício.

Nos quartéis, havia um partido político sem filiação eleitoral. Aqueles generais nunca foram militares, no sentido castrense do termo. Políticos desde que tenentes, nos Anos Vinte; coronéis, nos Anos Quarenta; e generais, nos Anos Sessenta. Políticos e politiqueiros. Só o PSD e a UDN não percebiam isso.

O golpe retirou Jango da disputa e da vida pública. Lacerda participara do núcleo da conspiração. Queria caminho livre. Juscelino apoiou o golpe, depois de consumado, e votou em Castelo Branco, que lhe prometera manter a calendário eleitoral.

Se Castelo fosse militar teria cumprido a promessa. Mas era político, e mentiu. Cassou Juscelino. Lacerda, dessa forma, pensava livrar-se dos únicos candidatos capazes de vencê-lo.

Só que os políticos da caserna tinham outros planos. No segundo governo da Ditadura, Lacerda foi preso e cassado. Para tirar Jango do jogo, Lacerda e Juscelino caíram do cavalo e foram pastar no ostracismo. Sem o apoio deles, a milicada não teria chegado ao poder.

Sem fazer comparação de mérito com o quadro atual, por serem absolutamente distintos, numa coisa há semelhança: A sucessão.

Aécio Neves quase derrota Dilma. Tinha tudo para chegar ao pleito de 2018 na condição de líder inconteste da oposição. Tinha. Passado imperfeito.

A queda de Dilma, acusada de “pedaladas”, mudou o cenário. Primeiro pela fragmentação política da liderança de Aécio, depois pelo seu envolvimento nas mesmas práticas que tanto denunciara.

Pobre de líderes o cenário aposta na mediocridade. Os fanáticos não aposentam os chavões; à direita e à esquerda. Há de tudo, menos Inteligência política e espírito público. Nunca, como agora, a ignorância foi tão atrevida.

Té mais.

François Silvestre é escritor

Lava Jato avança sobre árvore carregada de sogros e genros

Por Augusto Nunes

Nascido em Niterói, Ernâni do Amaral Peixoto começou a subir na vida quando trocou o posto de ajudante-de-ordens do presidente da República pelo ofício de genro de Getúlio Vargas. Sem saber direito a diferença entre a proa e a popa, foi promovido a almirante.

Em 1937, o noivo de Alzirinha ganhou do futuro sogro o cargo de interventor federal no Estado do Rio de Janeiro (e ganhou do povo o apelido de Alzirão). Até morrer no fim dos anos 80, Amaral Peixoto seria deputado federal, senador e um dos mais poderosos dirigentes partidários da história política brasileira.

Piauiense de Teresina, Wellington Moreira Franco começou a subir na vida quando deixou de ser só mais um na multidão de jovens políticos ambiciosos para assumir o emprego de genro de Amaral Peixoto. Sempre monitorado pelo sogro, foi sucessivamente eleito deputado federal, prefeito de Niterói e governador do Rio.

Só em 1989, quando chegaram simultaneamente ao fim a agonia do patriarca e o casamento com Celina Vargas do Amaral Peixoto, Moreira Franco passou a perseguir caminhos próprios. Nenhum deles logrou resgatá-lo dos papéis de coadjuvante.

Depois da vitória de Leonel Brizola na sucessão de Moreira Franco, ganhou do adversário impiedoso o apelido de Angorá. O achado fez tanto sucesso que foi mantido pelos executivos da Odebrecht encarregados de identificar com codinomes os fregueses do departamento de propinas desmontado pela Lava Jato.

Angorá é mais criativo que Botafogo, como é conhecido nos porões da empreiteira o deputado Rodrigo Maia, genro de Moreira Franco.

Nascido no Chile, onde o pai vivia exilado, o botafoguense militante começou a carreira de caçador de votos no colo do hoje vereador César Maia. Mas está na presidência da Câmara também por ter Moreira Franco como sogro.

Essa frondosa árvore genealógica, plantada há mais de cem anos, rende frutos altamente lucrativos desde a ascensão política do almirante que não comandou sequer uma canoa. Mas já foi condenada à morte pelo Brasil da Lava Jato.

A galharia atulhada de sogros, genros e agregados será triturada pelas motosserras tripuladas por informantes da Odebrecht.

Augusto Nunes é jornalista, âncora do programa Roda Viva da TV Cultura

Urnas derrotam PT e exigem atenção redobrada dos vencedores

Quando as urnas falam, a gente se cala” (Leonel Brizola)

“O PT é o partido que sofreu a maior derrota nessas eleições”. A assertiva foi disparada por alguém muito credenciado para falar sobre política, eleições e o próprio PT.

Foi emitida pelo médico e deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), em entrevista madura ao canal Band News, à noite desse domingo (30).

De fato, os números são incontestáveis e duros ao final dos dois turnos das eleições 2016 no país. O PT tinha 638 Prefeituras espalhadas pelo Brasil antes dos pleitos. Termina com 234, inclusive sem nenhuma no ABCD paulista, onde nasceu.

O PT encolheu também nas câmaras municipais (veja AQUI desempenho de todos os partidos no país). O partido teve perda percentual de 45,8%: foram 5.185 parlamentares eleitos em 2012 e em 2016 caiu para 2.808.

O momento é de freio de arrumação, autocrítica, repensar o que fez de certo e bobagens. Ver o futuro. Parar de se sustentar no surrado discurso maniqueísta e marxista de direita contra esquerda, de transferir culpa “à mídia golpista”, do “Fora, Temer” (reprovado nas urnas) etc.

Euforia e salvo-conduto

Aos vencedores cabe a euforia da vitória, mas ninguém ganhou salvo-conduto para repetir ou alargar os erros do petismo e seus colegas de poder em mais de 13 anos de aboletados no Planalto e Esplanada dos Ministérios. O voto é um ativo muito volátil (veja AQUI).

É muito simplista, inocente mesmo, se avaliar que houve vitória de direita contra a esquerda nas eleições. Ou Atlético x Cruzeiro em Belô, onde Alexandre Kalil (PHS), ex-presidente do Atlético Mineiro, superou adversários e derrotou forças políticas tradicionais, como do senador Aécio Neves (PSDB).

Eleitor segue movimento pendular. Tenta se situar avaliando seu bolso e valores morais dos políticos, por exemplo. Votou no que considerou menos ruim e pronto.

Outra multidão, desencantada, preferiu se abster ou votar branco ou nulo. Em sua visão, tudo não passa de “farinha do mesmo saco”. Puro lixo. Nunca tivemos tantos votos com essas configurações como nas eleições de 2016. Exemplo: Rio de Janeiro.

As abstenções na Cidade Maravilhosa superaram a votação do segundo colocado, Marcelo Freixo (PSOL). Ele empalmou 1.163.662 (40,64%) e 1.314.950 (26,85%) foram os eleitores que não compareceram às urnas.

A soma de Brancos + nulos + abstenções totalizou 2.034.352 de votos. O eleito, senador Marcelo Crivella (PRB), amealhou 1.700.030 (59,36% dos votos válidos).

Há um desalento com a política e com a classe política. Isso é nítido demais. A repulsa popular mais notória é ao PT, grande perdedor – como bem definiu o deputado Chinaglia, mas os grandes vencedores que se cuidem. O próprio PT está acanhado, camuflando sua identidade como se fosse um pária partidário.

Na campanha eleitoral deste ano, vários candidatos do PT dissimularam símbolos como a cor vermelha e a estrela solitária (veja AQUI), temendo maiores prejuízos eleitorais.

Daqui a dois anos, teremos o primeiro teste com os eleitos de 2016, com os partidos vitoriosos deste ano. Serão feitas eleições para deputado estadual, deputado federal, governador e presidente da República.

O movimento pendular poderá continuar fazendo estragos. O PT foi “executado” em 2016. Mas amanhã poderão ser outros partidos e personagens. Os próximos meses e anos formatarão a vontade popular.

Vejo assim.

* Veja também: PMDB elege maior número de prefeitos e vereadores no primeiro turno (AQUI);

* Veja também: Todos os votos do primeiro turno no país – para prefeito e vereador (AQUI);

* Veja também: Todos os eleitos nas capitais no 2º Turno e o perfil de cada um (AQUI);

* Veja também: Apuração para prefeito no 2º Turno em todos os 57 municípios que tiveram o pleito (AQUI).

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Rosalba tem histórico de “socialista” na política

Acrobacias ideológico-partidárias à sobrevivência política fazem parte da trajetória da hoje governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Desembarcar na base da presidente Dilma Rousseff, do PT, não deve ser encarado como estranho (veja postagem abaixo).

Em 1988, a então pediatra e mulher do deputado estadual Carlos Augusto Rosado (do PFL, hoje DEM), vestiu a camisa do “socialismo moreno” do ex-governador carioca e gaúcho Leonel Brizola, líder do PDT.

Com o pedetismo, Rosalba foi eleita prefeito pela primeira vez àquele ano. Adiante, no poder, “desovou” a sigla do PDT num canto qualquer e novamente foi se aboletar no PFL, sigla neta da UDN (União Democrática Nacional) e filha da Arena (Aliança Renovadora Nacional), símbolos do conservadorismo político-partidário brasileiro em pouco mais de 120 anos de república.

Mas sejamos justos: Rosalba não está só na prática do contorcionismo partidário-ideológico para ficar viva na política.

Essa é uma regra e não exceção.