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Servidores efetivos ligados ao setor de licitação entregam documentos

Servidores apresentaram documentação; setores da oposição colocam em dúvida postura deles (Foto: CMM)
Servidores apresentaram documentação; setores da oposição colocam em dúvida postura deles (Foto: CMM)

Servidores da Prefeitura de Mossoró que atuam no setor de Licitação da Secretaria Municipal de Administração estiveram na manhã desta segunda-feira (8), na Câmara Municipal. Entregaram documentação referente ao processo licitatório do Estação Natal 2025. Trata-se de servidores concursados e efetivos, guardas municipais com cerca de 15 anos de serviço público, que atualmente integram o setor de licitação do Município.

A comissão esteve acompanhada pela secretária de Administração, Luana Lima, pelo secretário de Serviços Urbanos, Miguel Rogério, e pelo secretário de Governo, Rodrigo Forte. A entrega foi feita diretamente ao presidente da Casa Legislativa, Genilson Alves (UB).

Durante a apresentação dos documentos, os servidores destacaram a lisura do processo e o resultado positivo alcançado neste ano: um desconto de 33,7%, representando um valor de R$ 1.375.669,42 milhão. Eles colocaram-se à disposição de qualquer diálogo sobre o tema, porque setores da oposição resolveram pregar que há distorção de números e irregularidades, deixando eles como suspeitos.

A licitação, conduzida integralmente de forma eletrônica, contou com a participação de 14 empresas, garantindo ampla concorrência e competitividade.

Todo o procedimento segue rigorosamente a Lei nº 14.133/2021, que determina que as atividades de licitação devem ser conduzidas por servidores efetivos. Em Mossoró, o setor é composto por profissionais de carreira.

O modelo eletrônico adotado pelo Município fortalece a transparência: o sistema não exibe os nomes das empresas durante a fase de lances, impedindo qualquer influência externa.

Assim, nem a Prefeitura nem as próprias concorrentes sabem com quem estão disputando até o encerramento da etapa de lances, quando o sistema finalmente revela os participantes.

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Município tenta mais uma vez, de novo, outra vez, reativar equipamento

A Prefeitura de Mossoró deve publicar nas próximas semanas novo edital de licitação para empresas interessadas em gerir a Praça da Convivência, localizada no Corredor Cultural. Será mais uma tentativa, de novo, outra vez.

Praça da Convivência é um cartão postal da cidade, mas está sem "vida" há muitos meses (Foto: PMM)
Praça da Convivência é um cartão postal da cidade, mas está sem “vida” há muitos meses (Foto: PMM)

A estrutura do equipamento que fica no Centro de Mossoró foi reformada e está pronta desde 30 de maio do ano passado. É área com 6.611,27 m² de espaço construído.

O processo de licitação foi iniciado ainda no ano passado, com a publicação de edital no Jornal Oficial de Mossoró (JOM), atual Diário Oficial de Mossoró (DOM). Contudo, o processo não obteve êxito porque não houve inscrição de empresas devidamente habilitadas.

O modelo anterior de gestão com permissionários e municipalidade foi um grande fracasso, levando o local à deterioração avançada, além de sua transformação em ambiente de promiscuidade – como consumo de drogas. A nova fórmula da prefeitura para terceirizar sua governança não emplacou até agora.

Nota do Canal BCS – É preciso urgente a busca de um caminho alternativo. A fórmula anterior não cabe mais e essa terceirização não atrai ninguém, tamanha as responsabilidades embutida nesse ‘condomínio’ complexo, onde cada um cuida do seu quadrado e não se preocupa com o todo.

Qual caminho? Confesso que não sei.

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Licitação para contratação de mais terceirizados está mantida

Impugnações foram rejeitadas (reprodução BCS)

Impugnações ao edital para contratação de mais uma leva de terceirizados à Prefeitura Municipal de Mossoró não foram aceitas.

O pregão (licitação) está confirmado para o próximo dia 2 de janeiro, às 8h.

Os pedidos de esclarecimento e tentativas de impugnações que foram apresentados foram rejeitados pela municipalidade.

Resumo dessa decisão está no Jornal Oficial do Município de número 540-a (16/12/2019).

Empresa a ser contratada terá contrato superior a R$ 8,2 milhões a partir do próximo ano.

Serão contratados trabalhadores para atividades de auxiliar de serviços gerais, contínuo, cozinheiro, digitador, recepcionista, condutor de veículos e supervisor.

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Município prepara outra contratação em massa de terceirizados

O Jornal Oficial do Município (JOM) da Prefeitura de Mossoró publica mais um edital sobre licitação para contratação de empresa terceirizada.

O pregão vai acontecer no dia 2 de janeiro de 2020, às 8 horas, na sede da Diretoria de Licitações, Contratos e Compras da municipalidade.

O JOM de número 532-b, de 9 de dezembro formaliza o processo 370/2019, no valor de R$ 8.215.450,44.

Serão contratados trabalhadores para atividades de auxiliar de serviços gerais, contínuo, cozinheiro, digitador, recepcionista, condutor de veículos e supervisor.

Leia também: Prefeitura não para de receber ‘caras novas’, apesar da crise.

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Obra paralisada já se arrasta há 15 meses sem ser concluída

Com previsão de entrega para fevereiro deste ano e obras iniciadas em agosto do ano passado (2018), a restauração do Mercado do Bom Jardim em Mossoró está há várias semanas com serviços paralisados. Novamente, que se diga. Não é a primeira vez.

Comerciantes e usuários esperam desde a campanha eleitoral do ano passado a conclusão da obra (Foto: BCS)

Com custo de R$ 550.195,68, ela fez parte de mais uma peça de propaganda eleitoral de 2018, quando a prefeita tinha o filho Kadu Ciarlini (PP) candidato a vice-governador.

Durante a campanha, Rosalba esteve no local para “visita”, além de ter sido feita forte divulgação sobre licitação e ordem de serviço.

Caminha para servir para outra campanha: agora a de 2020, quando a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) será candidata à reeleição.

Vereadores fiscalizaram obra

São 15 meses se arrastando, sob responsabilidade da Ideal Engenharia Ltda. – ME.

No último dia 1º de agosto (há quase quatro meses), os vereadores Ozaniel Mesquita (PL), Petras Vinícius (DEM) e Raério Araújo (sem partido) estiveram no local fiscalizando o empreendimento que estava parado (veja AQUI). Ouviram muitas reclamações e surgiu promessa de que tudo seria retomado e rapidamente concluído.

Dia 1º de agosto a obra estava parada, constataram os vereadores Petras, Ozaniel e Raério (Foto: arquivo)

Nota do Blog – No dia 17 de julho de 2018 postamos notícia sobre licitação e importância da iniciativa  (veja AQUI), além de sugerirmos uma série de ações à melhoria desse equipamento público.

Em março deste ano, para destinar recursos ao Mossoró Cidade Junina, a prefeita Rosalba retirou dotação à recuperação desse mercado (veja AQUI).

Essa prioridade tem consequências até hoje. Positivas e negativas.

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“Licitar 2019” focalizará principalmente a profissionalização

Entre os dias 6 e 8 de novembro Mossoró será sede do I Congresso Interestadual para Gestores, Empresários e Profissionais em Licitação e Contratos (LICITAR). Acontecerá no Hotel VillaOeste.

O Licitar 2019 tem como principal objetivo a proteção da categoria, promover a profissionalização, a categorização, o reconhecimento das atividades, a melhoria das condições de trabalho e a especialização de seus associados, através de apoio e orientação aos profissionais.

Serão reunidos grandes especialistas debatendo e apresentando o que há de mais moderno no ramo das licitações públicas.

O evento é organizado pela Associação dos Profissionais em Licitações e Contratos do Estado do Rio Grande do Norte (ALICITA/RN) e terá parceria com a Ordem Pregoeiros da Paraíba e do Centro Especializado em Planejamento e Administração Municipal e Empresarial (CEPLAME).

Todas as informações sobre o Licitar 2019 estão disponíveis no site www.licitar2019.com.br, através do E-mail: licitar2019.rn@gmail.com

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Governo fará leilão para antecipação dos royalties

Do Blog Diário Político

A Governo Fátima Bezerra (PT), por meio do secretário Aldemir Freire de Planejamento e Finanças (SEPLAN), anunciou que amanhã, 12/04, vai ser publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) o aviso de licitação, na modalidade pregão eletrônico para antecipação dos royalties do petróleo.

A data do pregão foi confirmada e acontecerá no dia 26/04 às 9 horas da manhã na secretaria de planejamento e finanças do Estado.O Governo pretende arrecadar um valor considerável para pagamento de salários atrasados dos aposentados.

Confira acima o documento com detalhes deste processo de licitação.

Nota do Blog Carlos Santos – O Governo do Estado não pode utilizar os recursos de antecipação de royalties diretamente para esse fim, mas pode aplicar em outros compromissos que a lei permite, folgando caixa para pagar parte dos salários em atraso.

Leia a postagem sob o título Governo não pode pagar salários com royalties e entenda o caso claramente,  sem rodeios.

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Licitação envolve total de R$ 720 mil para propaganda

A Câmara Municipal de Mossoró realizará no dia 15 de abril sua nova licitação para contratação de agência propaganda.

Acontecerá às 9h, na própria sede.

Empresas interessadas em participar da licitação podem retirar o edital, na sede da Câmara Municipal de Mossoró, Rua Idalino de Oliveira, s/n, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.

O montante envolvido chega a R$ 720 mil.

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Finalmente prefeitura divulga vencedoras do Cidade Junina

Finalmente a Prefeitura Municipal de Mossoró publicou resultado do pregão nº 08/2018 do dia 11 último, relacionado à contratação de empresas que vão trabalhar montagem de estrutura do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2018. São quatro as vencedoras.

DK Monteiro Coelho Produções e Eventos Eireli - ME é uma das vencedoras do pregão suspenso há vários dias (Foto: BCS)

Os contratos estão publicados no Jornal Oficial do Município (JOM), edição 661-A (veja AQUI), datado de 29 de Maio de 2018, mas que entrou no ar na Internet nesta quinta-feira (31).

Foram quatro as empresas vencedoras: J.R da Cunha – ME (R$ 330.799,44), Antônio Gustavo Sampaio Barbosa – ME (R$ 128.100,00), DK Monteiro Coelho Produções e Eventos Eireli – ME (R$ 46.800,00), Saniq Locação de Banheiros Químicos e Toldos Ltda. (R$ 391.600,00).

Ganharam na oferta de serviços e equipamentos de montagem, manutenção e desmontagem de estruturas, sonorização, iluminação e decoração.

O pregão foi suspenso (veja AQUI), conforme relatado pelo Blog Carlos Santos, em meio a várias denúncias. Desde então, nenhuma informação era prestada à imprensa e a concorrentes (veja AQUI), sobre o andamento do caso no campo burocrático.

O caso promete ter desdobramentos no campo judicial – como postamos hoje (veja AQUI).

Demos a notícia em primeira mão à noite passada, no programa Cenário Político da TV Cabo Mossoró (TCM).

Depois traremos informações de bastidores.

Aguarde.

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Mossoró fica sem limpeza urbana, mas não se livra de sujeira

Mossoró está sem uma empresa licitada para fazer sua limpeza urbana a partir deste domingo (6). Chegou ao fim no sábado (5), o quarto contrato seguido com dispensa de licitação e um aditivo, da Construtora Vale Norte Ltda., da Bahia, que trabalhava para a municipalidade desde maio de 2016. Se o serviço já era sofrível e com valores abusivos, imagine o que vem pela frente.

Correndo contra o tempo, tentando driblar sua própria incompetência ou má-fé, a gestão Rosalba Ciarlini (PP) tentará nessa segunda-feira (7), às 8 horas, promover a “reabertura da Concorrência 05/2017-SEIMURB, na Sala de licitações da Secretaria Executiva de Licitações, Contratos e Compras, sito à Rua Idalino de Oliveira, nº 106. 1º andar, Centro – Mossoró/RN” para contratação de uma empresa.

Estão em jogo as propostas da Vale Norte, Saneamento Ambiental Ltda. (SANEPAV), Esquadra Construções (sob efeito de liminar da justiça) e Construtora Marquise S/A, nos valores de R$ 95.672.777,22, R$ 109.452.521,56, R$ 115.420.685,76 e R$ 135.309.597,60, respectivamente.

Já na terça-feira (8), às 9 horas, deverá acontecer no Tribunal de Contas do Estado (TCE), julgamento das medidas cautelares pleiteadas pelo Ministério Público de Contas (MPC) junto a esse órgão, para frear diversas irregularidades e buscar punição de culpados, nessa relação prefeitura-empresas de limpeza urbana. Desde julho de 2016 que o processo se arrasta nos escaninhos do TCE.

“Licitação” feita para não ser feita

“A municipalidade já teve 664 dias para elaborar licitação de empresa prestadora de serviços de limpeza urbana nos moldes da Lei 8.666/1993 e não o fez, enquanto que qualquer procedimento licitatório normal, mesmo de natureza complexa e com a previsão de impugnação do edital pelos interessados, não demora mais do que 180 dias para ser concluído e homologado”, apontou a procuradora do Ministério Público de Contas (MPC) junto ao TCE, Luciana Ribeiro Campos, em representação assinada no último dia 18 de abril.

Para a procuradora, “a realização de licitações fora dos parâmetros legais (Concorrência n.º20/2016 e Concorrência n.º 05/2017, salvo prova em contrário) foi o real motivo que inviabilizou nova contratação para os serviços de limpeza urbana, demonstrando que os próprios gestores (Francisco José Júnior e Rosalba Ciarlini) deram causa à situação emergencial e devem ser responsabilizados pelos atos de gestão ilegais, assim como pela má utilização dos bens públicos”.

Ela faz essa e outras constatações na representação relativa ao processo 14657/2016 – desencadeado pelo MPC ainda em julho de 2016 (há quase dois anos).

A última licitação para limpeza urbana de Mossoró aconteceu há quase 13 anos, com a Sanepav, de São Paulo, sendo a vencedora. Foi em 2005, gestão Fafá Rosado (DEM, hoje no PSB).

Breve história da insalubridade moral na limpeza urbana de Mossoró

Leia também: MP de Contas tenta frear possíveis fraudes em limpeza urbana AQUI;

Leia também: Rosalba pagará mais de R$ 28 milhões à empresa sem licitação AQUI;

Leia também: Prefeita mantém serviço milionário e ‘suspeito’ sem licitação AQUI;

Leia também: Termina domingo contrato com empresa de limpeza urbana AQUI;

Leia também: Prefeitura fará licitação para limpeza urbana AQUI;

Leia também: Gestão Rosalba ‘esquece’ promessa sobre limpeza urbana AQUI.

Depois, vem uma série de contratos com “dispensa de licitação” beneficiando a própria Sanepav até início de maio de 2016. A partir daí, entrou em cena a Vale Norte, na administração Francisco José Júnior. Foram cerca de 17 dispensas de licitação para o mesmo serviço, envolvendo as duas empresas, de 2009 até novembro de 2017. Números atualizados sobre faturamento de ambas nesse tempo podem passar dos R$ 250 milhões cumulativamente.

A prefeita Rosalba Ciarlini ainda tentou há pouco arrumar mais uma dispensa de licitação para Vale Norte (seria a quinta consecutiva, em dois anos), mas o acúmulo de sujeira ficou muito na vista, tendo que recuar. Ela já tinha acertado duas dispensas e duas majorações de preços desde que assumiu governo em janeiro de 2017.

De 8 de maio de 2016 a 5 de maio deste 2018, a empresa assegurou faturamento de R$ 52.343.356,32 (cinquenta e dois milhões, trezentos e quarenta e três mil, trezentos e cinquenta e seis reais e trinta e dois centavos). Esse dinheiro seria mais do que suficiente para construção de mais de mil casas populares no padrão do conjunto Maria Odete, entregue ano passado em Mossoró pelo governo federal, através do programa Minha Casa, Minha Vida.

Enredo sórdido e cínico

O enredo fica ainda mais sórdido e cínico, porque a prefeita proporcionou reajustes descabidos para favorecer a empresa baiana nos dois contratos, em percentuais injustificáveis.

Ex-prefeito e atual prefeita estão imersos em enredo fétido e de enormes prejuízos ao erário e povo (Foto: reprodução)

Por seu primeiro contrato de seis meses em Mossoró em maio de 2016, a Vale Norte ganhou R$ 9.582.519,36 (R$ 1.597.086,56 por mês), considerado um “escândalo” por boa parte da imprensa e milhares de defensores da lei e da ordem em redes sociais. Hoje, com a “Rosa”, é de R$ 14.212,866,48 (R$ 2.368.811,33 mensalmente). E aí? Cadê aquela legião de revoltados que tratava o então prefeito como corrupto?

Houve elevação financeira contratual da ordem de 48,3% em um ano e seis meses, de Francisco José para a “Rosa”, bem acima de qualquer índice de atualização remuneratória do mercado e em ambiente de controle inflacionário. A empresa também não contratou leva de novos empregados ou expandiu alcance de sua coleta. As queixas da população atestam que aconteceu precarização em tudo.

Quanto à “engorda” do contrato encerrado ontem, o MPC admitiu “não ser possível apurar a justificativa para o aumento de preço vigente desde 06 de novembro de 2017 até 05 de maio do corrente ano (seis meses)”.

TCE favorece abusos

“Como se pode verificar, apenas entre a data de interposição da presente Representação até o dia de hoje (18 de abril de 2018) já ocorreram quatro contratações emergenciais, uma prestação de serviço sem contrato e duas licitações frustradas, sem que o Tribunal de Contas tenha analisado qualquer processo de despesa ou pagamento”, sublinhou a mesma procuradora.

“As contratações por dispensa de licitação, revestidas com falso caráter de “urgência”, as quais vêm sendo adotadas como praxe pelo Município de Mossoró há incontáveis anos, são de extrema urgência, necessitando de avaliação imediata e de medidas de repressão severas por parte deste Tribunal de Contas”, continuou na mesma representação.

“Não é possível deixar de punir os responsáveis pelos abusos ao dever de licitar, que vêm usurpando da sociedade a manutenção da moralidade administrativa e da correta aplicação dos recursos financeiros, uma vez que a contratação direta de serviços é apta a gerar prejuízos financeiros ao ente contratante”, cobrou.

* Clique AQUI a íntegra da representação da procuradora Luciana Ribeiro Campos. Leia. Linguagem de fácil compreensão, texto enxuto, sem gongorismos. Elucidativo. Um primor. Descubra em parte por que Mossoró segue com ruas esburacadas, saúde sucateada e convive com bolsões de privilégios inexplicáveis.

Nota do Blog Carlos Santos – Sinceramente, não creio que alguém do “andar de cima” seja punido com o rigor merecido: devolução do surrupiado e xilindró. Talvez Francisco José Júnior, que não tem escudo suficiente, possa ter seriíssimos aborrecimentos nos próximos anos.

Mossoró é a cidade mais corrupta do RN, graças a cumplicidade de submundo do seu establishment, boa parte da imprensa e uma sociedade que teme mexer com o patriciado nativo por medo ou reverência própria da servidão voluntária.

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Relatório detalha sucateamento da Saúde em Mossoró

Em pronunciamento encerrado há poucos minutos na tribuna da Câmara Municipal de Mossoró, o vereador Petras Vinícius fez um relatório de visitas suas a dez Unidades Básicas de Saúde do Município (UBS’s) nos últimos dias, além das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s). Foi o que definiu como “Marcha da Saúde” (veja AQUI).

Faltam muitos medicamentos, médicos, internet, impressora e outros itens básicos na saúde básica (Foto: Cedida)

Sintetizou o que viu e documentou através de entrevistas, fotos e vídeos, ouvindo servidores e clientela.

Abaixo, um resumo do que ele coletou e pretende encaminhar a setores fiscalizadores da Saúde Pública:

UBS’s Chico Porto:

– Área coberta: 3 mil pessoas

– Área descoberta: 2mil pessoas

– Apenas uma equipe (3 equipes seriam necessárias para cobrir toda a área)

– 3 médicos atendem na Unidade;

– Dentistas da Unidade estão atendendo no CEO por falta de condições estruturais nos consultórios odontológicos;

– Duas cadeiras de Dentista paradas;

– A UBS está sem gerente;

– Sem medicação para pressão e diabetes;

– Farmácia Básica com 10% de sua capacidade;

– Atendem cerca de 500 hipertensos;

– Não há sala para Assistente Social;

– Não há Segurança.

UBS Dr. Epitácio da Costa Carvalho:

– 13 fichas/dia;

– Mais de 1600 famílias cadastradas;

– Farmácia Básica com 5% de sua capacidade;

– Falta HiperDia;

– PSF sem enfermeiro há 15 dias;

– Serviços de PSF sem utensílios básicos (os funcionários estão se mobilizando para conseguir material de outros locais de trabalho);

– Duas dentistas trabalhando há 2 anos na UBS apenas com orientações, pois a energia não suporta os equipamentos quando em funcionamento;

– Médico atendendo três vezes por semana;

– Sem fardamento para ACS;

– Apenas 5 ACS trabalhando (seriam necessários mais 5 para cobrirem a demanda da área);

– Apenas uma equipe trabalhando (duas seriam necessárias para cobrir toda a área);

– 6 áreas descobertas;

– A comunidade fez doação de equipamentos de informática (uma impressora e toner);

– Vazamento na caixa de água impede funcionamento da UBS ao menos uma vez por semana;

– Material esterilizado na UPA do Alto de São Manoel;

– Unidade não possui Segurança.

UBS Dr. Aguinaldo Pereira:

– Média de 3 mil pessoas atendidas;

– 2 equipes PSF;

– Faltando 40% dos medicamentos na Farmácia Básica (HiperDia, Psicotrópicos e Analgésicos);

– Salas arrombadas por vândalos e cobertas de rachaduras e mofo;

– Há frequência nos arrombamentos;

– Unidade não possui segurança;

– À espera de licitação para reforma;

– Problemas elétricos impedem o funcionamento do Consultório de Enfermagem.

UBS Mário Lúcio de Medeiros:

– Uma equipe de PSF;

– Farmácia Básica com 20% de sua capacidade;

– Faltam cerca de 80% dos Medicamentos Psicotrópicos sem previsão de chegar;

– Quantidade razoável de remédios de pressão;

– Internet paga pelos funcionários;

– 550 famílias descobertas no Conjunto Novo;

– Comunidade entre Geraldo Melo e Alto da Pelonha, descoberta;

– Média de 3 mil famílias descobertas;

– Prédio com aluguel em atraso;

– Vários roubos, na entrada da Unidade, a populares e funcionários.

UBS Enfermeira Conchita da Escóssia Ciarlini:

– Por falta de qualquer mecanismo de Segurança, a Unidade é constantemente arrombada e alvo de vandalismo e roubos de equipamentos;

– 3 equipes de PSF;

– Há mais prontuários da área descoberta que da coberta;

– Farmácia Básica com 20% de sua capacidade;

– Analgésicos e HiperDia em falta;

– Luvas de procedimento e material de Curativo em falta;

– Material para medir glicemia em falta;

– Não há internet;

– Equipamentos pessoais dos funcionários são usados para a marcação de consultas.

UBS Dr. Lucas Benjamim:

– Unidade polo para UBS dos abolições;

– Uma equipe de PSF;

– Analgésicos e HiperDia em falta;

– Psicotrópicos em falta;

– Farmácia Básica com 30% de sua capacidade;

– Área coberta: média de 2200 pessoas;

– Área descoberta: mais de 4mil pessoas;

– Mais de 200 hipertensos;

– Não há internet na Unidade;

– Notebooks pessoais são usados para suprir demanda da Unidade que, praticamente, não possui computadores;

– Não há segurança.

UBS Dr. José Fernandes de Melo:

– Unidade polo para unidades no entorno;

– Sem Psicotrópicos;

– Sem HiperDia;

– Sem Analgésicos há meses;

– Farmácia Básica com 10% de sua capacidade;

– Medicação só é entregue pela manhã;

– Curativos e outros procedimentos são feitos à tarde, pois a sala disponível não possui condições de ser usada e pela manhã todas as outras salas estão em uso;

– Energia fraca, não suporta todos os equipamentos ligados ao mesmo tempo;

– Não possui computadores;

– Internet paga por funcionários;

– Marcação é feita quando funcionários levam seus notebooks ou o atendido leva para marcar em casa;

– Não há ASG na Unidade;

– Não há regularidade na limpeza ao entorno da Unidade;

– Os funcionários não possuem fardamento ou material para trabalhar (há meses não recebem);

– 4 áreas descobertas, mesmo com 2 equipes de PSF.

UBS Raimundo Renê Carlos de Castro:

12 ACS – 2 Equipes de PSF;

Farmácia Básica com 70% de sua capacidade;

– Falta medicação para HiperDia;

– 20% de Insulina necessária;

– Dois dentistas para uma Cadeira (cada turno, um atende, de segunda a sexta);

– População reclama de poucas vagas (4 vagas para extração e 2 para restauração);

– Dois médicos (Apenas um tem carro próprio e o utiliza para visitar os pacientes em domicilio, pois quase sempre falta carro da municipalidade para acompanhar a equipe de PSF);

– Nas sextas, são atendidas as Gestantes;

– Corriqueiramente tem faltado papel para impressão de receitas e exames;

– Funcionários utilizam suas impressoras em casa para facilitar o trabalho;

– Faltam luvas de procedimento, material de curativo e material para teste de glicemia;

– Falta material de limpeza;

– Não há telefone fixo e computadores;

– Ligações são feitas dos celulares dos próprios funcionários;

– Marcações são feitas nas casas dos funcionários

– Não há internet;

– Funcionários estão fazendo “vaquinha de dinheiro” para comprar material infantil para atendimento pediátrico;

– – Não há Segurança.

UBS Sinharinha Borges:

– 2 Equipes de PSF;

– 2 dentistas e 2 médicas (Uma das médicas só atende duas vezes por mês, sendo ela mesma quem escolhe o dia de atendimento – Dra. Ellen);

– 16 fichas/dia;

– Os enfermeiros dividem a mesma sala;

– Sala de curativo disponível, porém sem material (caso o paciente traga o material, o curativo será feito);

– Farmácia Básica com 20% de sua capacidade;

– Sem HiperDia;

– Sem Analgésicos;

– Não há ASG na Unidade;

– Unidade é constantemente alvo de assaltos;

– Guarda Civil passa uma vez a cada expediente;

– Muitas Infiltrações e Portas sem tranca;

– Ar-condicionado com defeito no Consultório do Dentista, Sala da Assistência Social e Enfermagem;

– Internet paga pelos funcionários;

– Botijão de gás emprestado por uma das funcionárias;

– Água e café pagos pelos funcionários.

UBS Caic:

– Está alocada na UBS José Fernandes de Melo, pois a antiga sede não a comporta;

– Falta ASG;

– Falta Digitador para marcar exames;

– Faltam folhas timbradas e folhas de ofício;

– Faltam materiais de curativo;

– Falta funcionário para trabalhar no SAME.

Segundo exposição do vereador, o principal problema é falta de remédios elementares nas UPA’s, como Decadron, Prometazina, Hidrocortizona, Furosemida, Captopril, Soro Ringer Simples, Atrovent, Vitamina K, Transamim, Ipslon, Lidocaína Gel, ABD, Hiocina, Jelcos 22 e 24, Scalps 23 e 21, Seringa de 5ml entre outros.

Servidores se sacrificam

Nas UBS também é escassa a cobertura de remédios e outros insumos, como dificuldade para atendimento à procura por vários exames, como US abdômen total, US obstetra, Oftalmológicos, Dermatológicos, Endocrinológicos e pequenas cirurgias.

Raério critica governo e imprensa (Foto:CMM)

“Quem banca a saúde básica em Mossoró são os servidores, a dedicação deles, o sacrifício deles, até tirando dinheiro do próprio bolso”, desabafou Petras Vinícius.

Governo x oposição

Em seu pronunciamento, Petras foi aparteado por vereadores governistas, mas nenhum contestou suas palavras e relatório. Francisco Carlos (PP), por exemplo, admitiu que “esses problemas serão amenizados, mas não creio que serão plenamente solucionados”. Licitação em andamento, disse, vai atenuar parte dos problemas.

O oposicionista Raério Cabeção (PRB) contestou o discurso do governismo, assinalando que recursos orçamentários com Gabinete da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e com propaganda de seu governo, “vão continuar”, enquanto o povo seguirá sofrendo. E cobrou a imprensa para falar a realidade e a verdade e não apenas “dizer que o vereador não faz nada, não fala nada”.

* Os vereadores Ozaniel Mesquita (PR), Raério Cabeção, Genilson Alves (PTN) e Rondinelli Carlos (PMN) participaram de parte da “Marcha da Saúde” encabeçada por Petras Vinícius.

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Uma “Cidade” Junina de sucesso muito antes de junho

Por Gutemberg Dias

O Mossoró Cidade Junina já é um evento consolidado em Mossoró. Não vejo mais como ele sair do calendário festivo de nossa cidade, nem como a Prefeitura Municipal de Mossoró deixar de ser o organizador geral do evento.

Vejo na imprensa que a prefeitura agora é que iniciou o processo de sua organização. Certamente, do ponto de vista da legalidade, vai cometer alguns equívocos para colocar a edição desse ano no ar.

Esse evento há muito que vem dividindo pensamentos. Imagino que os webleitores se lembram das celeumas criadas entre a oposição e a situação quanto a utilização de recursos públicos para fomentar essa grandiosa festa. Talvez eu tenha até falado na época sobre esse tema.

Mas, que a confusão era grande isso era, basta ver as manchetes dos jornais e blogs como O Mossoroense, Gazeta do Oeste, Jornal de Fato, Blog o Carlos Santos entre outros.

Acredito que as partes tinham razão no que falavam, ou melhor dizendo, meia razão. Concordo com a oposição quando dizia que a prefeitura deveria investir em saúde, educação etc ao invés de contratar bandas caríssimas, mas entendo a prefeitura quando dizia que o evento fazia girar a economia local e, para isso, era necessário investir recursos próprios no Mossoró Cidade Junina.

Vamos entender como funciona hoje a organização do MCJ. Primeiro a prefeitura abre processo licitatório para contratação de empresa para arrecadar patrocínios e, também, outro processo para a organização do evento. Geralmente a empresa que ganha o certame para captar recursos não é a responsável pela realização do evento.

Como sempre as licitações acontecem às vésperas de se iniciar o MCJ, a empresa que se habilita para captar recursos não tem tempo para trabalhar e se acomoda com os patrocínios que chegam por gravidade, ou seja, como ela vai ganhar um percentual sobre o que for arrecadado o que entrar é lucro, seja pouco ou muito.

Esse modelo que vem sendo feito há muito tempo não ajuda a desmamar o evento das “tetas” do erário público. E como não se arrecada a contento para bancar o evento, sobra para o cofres públicos cobrir o grosso da festa. Em números, “acredito” que o MCJ nunca conseguiu arrecadar mais que R$ 800 mil em patrocínio a cada ano.

De outro lado, a empresa vencedora do certame para organizar o evento fica na dependência da liberação de recursos para dar gás na montagem do MCJ. Se a prefeitura atrasa um dia de quitação de medição, sempre, quase sempre, surge a velha história que a festa não vai acontecer, que banda não sobe em palco e por aí vai.

Dito isso, é notório que o formato de organização da festa está equivocado, principalmente, quando se pretende diminuir a participação de recursos próprios da prefeitura. Mantendo essa receita nunca teremos um MCJ bancando, em grande parte, pela iniciativa privada, como acontece em Caruaru e Campina Grande.

A diferença dos eventos nessas duas cidades é que eles já começam a ser planejados quando se encerram. Aqui só lembram do MCJ depois do Carnaval. Dessa forma, o tempo para atrair patrocinadores é inexequível, pois ninguém vai colocar grande quantidade de recursos onde não se tem um projeto de retorno de mídia garantido.

Ainda é bom lembrar, que os grandes patrocinadores tem planejamento orçamentários destinados a eventos como esses, no caso eles não têm recursos disponíveis a qualquer hora e tempo.

Dados colhidos em veículos de comunicação mostram que Caruaru investiu em 2014 um pouco mais de R$ 11 milhões para realizar o seu São João, sendo que 60% desse montante veio de patrocínios, ou seja, algo próximo a R$ 6,6 milhões.

No ano passado o MCJ, se não me engano, estava orçado em R$ 3,5 milhões. Vale destacar que em anos anteriores a festa teve orçamentos maiores. Se fizermos uma analogia com Caruaru e aqui se conseguisse captar 60% em patrocínio, o desembolso do município teria sido de apenas R$ 1,4 milhão.

Considerando que o MCJ é um evento consolidado regionalmente, que mantém um formato muito parecido com os dois maiores do Nordeste (Caruaru e Campina Grande), que num raio de 300 km não existe outra festa do mesmo porte e que está a menos de 300 km de duas capitais, não resta dúvida que vale apena se investir, do ponto de vista do marketing, nesse evento.

Para 2018, o que sugiro à Prefeitura Municipal de Mossoró é que inicie o processo licitatório para contratar a empresa de captação já no mês de julho/2017 e que o “deadline” para licitar a empresa organizadora do evento aconteça em fevereiro/2018.

Planejando, dessa forma, acredito que será possível captar um grande volume de recursos via patrocínios e, também, garantir que o processo licitatório para a organização do evento esteja encerrado até meados de abril/2018, dando tempo suficiente para a empresa organizar a contento o evento, evitando, assim, falhas na realização do MCJ.

Outra coisa, todo o valor captado, obrigatoriamente, deve ser depositado na conta única do município com destinação específica para o MCJ e as bandas devem ser contratadas diretamente pela municipalidade, podendo ser feita por dispensa de licitação e sem a interferência de agenciadores, fato garantido por lei, e que agiliza o processo de montagem da grade que se torna de extrema importância para garantir o interesse dos patrocinadores.

Tenho a certeza que se planejar esse evento de forma profissional teremos um dos maiores São João do Nordeste, competindo com Caruaru e Campina Grande, sobretudo, com baixo investimento por parte da municipalidade.

Alguém duvida que seria diferente?

Gutemberg Dias é geógrafo, mestre pela Uern e empresário

Carro blindado reforçará segurança de entidade

Proteção reforçada (Foto: reprodução)

O Serviço Social da Indústria (SESI) resolveu investir mais ainda em segurança.

No próximo dia 14 de fevereiro, a instituição promoverá licitação para aquisição de um veículo blindado.

A abertura das propostas acontecerá às 9h, na Sala de Licitação do próprio Sesi em Natal.

É, não está fácil mesmo a insegurança pública.

O Sesi faz parte do “Sistema S”, elenco de entidades ligadas ao setor patronal da indústria no país.

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Aterro Sanitário tem enredo estranho e números milionários

Por Carlos Duarte

A matéria especial do Blog Carlos Santos, publicada no decorrer da semana passada (“Aterro Sanitário é ameaça à saúde, à natureza e à economia” Veja AQUI), que aborda diversos problemas, envolvendo o Aterro Sanitário Municipal de Mossoró, nos remete a esclarecimentos adicionais que podem embasar, ainda mais, o debate.

A licitação suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), a pedido do Ministério Público de Contas, no último dia 25, acabou revelando números expressivos da contratação para varrição, conservação de vias e espaços públicos, coleta e destinação final dos Resíduos Sólidos (RS) urbanos de Mossoró.

O custo dos serviços poderia chegar a R$ 150 milhões, no período de três anos. Assim sendo, o preço da tonelada do RS sairia por R$ 925,92, o que estaria fora de quaisquer parâmetros conhecidos.

Não é nenhum exagero dizer-se que o “Aterro Sanitário” de Mossoró virou mesmo um ‘Lixão Controlado’. O incrível é que tudo isso acontece, há anos, sob os olhares complacentes das autoridades competentes, sabe-se lá a razão. O município pode, sim, terceirizar – parcial ou integralmente – a prestação de serviço público relativo aos RS, exceto a sua fiscalização.

O que não se consegue entender é que, desde 2005, a empresa Sanepav Saneamento Ambiental Ltda.(originária de Barueri-SP) tenha sempre atuado sozinha nesta atividade, em Mossoró, inserida através de uma licitação duvidosa, à época. Até o início de 2016, sempre à vontade, a Sanepav faturou valores bem acima do mercado, em seu nível de segmento, promovendo grave degradação do Aterro Sanitário – agravado, agora, pela atual gestão da Vale Norte.

O Jornal Página Certa (extinto em 2010), em várias ocasiões alertou e provocou as autoridades competentes para o problema. Tudo em vão. Ninguém deu importância ao assunto e somente agora o TCE, através do Ministério Público de Contas enxergou o problema, apenas financeiro, diga-se de passagem. E o problema ambiental, econômico e suas sequelas?

Sequer funcionaram os princípios básicos do direito ambiental da Prevenção/Precaução.

A disposição de resíduos em desacordo com a lei é crime ambiental, mas parece que no Rio Grande do Norte isso só funciona mesmo em situações circunstancias e a quem interessar possa…

Por ocasião da ativação do Aterro Sanitário de Mossoró, em 2007, foi divulgado na imprensa que a 4ª Promotoria de Justiça, da Comarca de Mossoró, havia formalizado um TAC com a Prefeitura Municipal de Mossoró para desativação e remediação da área do Lixão de Mossoró e adjacências. Nunca foi cumprido um item sequer e o suposto TAC ficou no esquecimento.

Até hoje, a área do antigo lixão – circundado por uma lagoa de estabilização da Caern, que lança efluentes não tratados diretamente no rio Mossoró, fora dos parâmetros físico-químicos e de ecotoxicidade  – continua recebendo resíduos de construção civil, galhos de podas, pneus, resíduos orgânicos, metais pesados, em meio a urubus, porcos e outros animais.

Resumindo: Continuamos com o passivo ambiental do antigo lixão e ainda ganhamos outro passivo ambiental do novo Aterro/Lixão.

Embora os países emergentes e de primeiro mundo estejam abolindo os aterros sanitários, com a política de ‘aterro zero’, com metas que deverão ir até 2020, o País de Mossoró e o Brasil não conseguem fazer funcionar o básico de sua Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

É lamentável que isso ocorra, mas é igualmente oportuno alertar às autoridades competentes, que fiscalizam a gestão pública do município de Mossoró, que procurem separar as licitações pertinentes ao lixo urbano de acordo com as suas especificidades: coleta, transporte, e destinação final.

Aterro de Mossoró é na verdade um "lixão" (Foto: Blog Carlos Santos)

O Aterro Sanitário, por exemplo, enquadra-se como construção com fornecimento de serviços de longo prazo. Portanto, deve ser incluído nos planos e orçamentos do setor público, inclusive, os gastos com as obras de encerramento e pós-encerramento, os quais perduram “sem receita”, por um período mínimo de 20 anos, muitas vezes, até mais que a vida útil do aterro.

Essas etapas do ciclo de vida do aterro não estão sendo consideradas nas licitações e nem no provimento público. As empresas terceirizadas por licitações públicas, neste caso, devem assumir solidariamente o risco e o passivo ambiental e, não apenas, o custo da operação, durante o seu período de sua contratação milionária.

A sociedade mossoroense, que paga um dos preços mais caros do Brasil em gerenciamento de resíduos, não pode arcar sozinha com o ônus do passivo ambiental, durante outros 20 anos. Em tempos de crise e de contenção de gastos é oportuno conter essa sangria camuflada.

Existem atualmente diversas modalidades de Parcerias Públicas Privadas (PPP), com agregações de valores, através de gerações de energias por pirólise, coprocessamento, compostagem, plasma, entre outros meios que, através de multitecnologias integradas de última geração, podem resultar em ganhos financeiros para o município e benefícios para o meio ambiente, além de propiciar uma melhor política de limpeza urbana com a gestão racional do lixo urbano.

A licitação que a Prefeitura de Mossoró no Governo Francisco José Júnior (PSD) tenta fazer a toque de caixa, em valores espantosos, atenta contra os interesses do erário, da natureza e da saúde pública – como a postagem especial deste Blog denunciou. Os órgãos fiscalizadores, que às vezes se prendem a certas picuinhas e problemas menores, dirão a seguir se são cúmplices – por omissão – ou não disso tudo.

SECOS E MOLHADOS

Faz-de-conta – Enquanto o governo Michel Temer prepara o seu kit de sobrevivência, com a aprovação da PEC 241, o legislativo mossoroense “discute” o Projeto de Lei que dispõe sobre o Orçamento Geral do Município para o exercício de 2017. Mais uma peça de ficção, no faz-de-conta do ‘País de Mossoró’.

Ladeira abaixo – O governo Robinson Faria (PSD) continua sem ter o que mostrar e, até agora, não conseguiu dizer a que veio. Sua principal prioridade de gestão, a segurança pública, aparece entre com o RN entre os três estados mais violentos do Brasil (46,8 assassinatos para cada grupo de 100 mil pessoas). E o que está ruim poderá ficar ainda pior. Isso é o que aponta o cenário.

Plano Adiado – O ex-deputado federal e ex-ministro Henrique Alves (PMDB) e seu parceiro ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), viraram réus em outra derivação da Operação Lava Jato (veja AQUI) por esquema milionário na Caixa Econômica Federal (CEF). Os dois são acusados de cobrarem propinas de empresas para liberação de investimentos do FGTS. Essas e outras ações da Lava Jato, que ainda estão por vir, irão alterar os planos dos caciques do RN para 2018. Seus efeitos irão também reverberar em Mossoró. É só aguardar para vê-los.

Senai – Instituto SENAI de Tecnologias em Petróleo e Gás em Mossoró, inaugurado na última sexta-feira (28), é um investimento de suma importância para pesquisa, formação profissional e assessoramento no plano da economia regional. O equipamento precisa ser bem divulgado e aproveitado ao máximo.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Licitação milionária é criticada por fazer do lixo um “luxo”

O vereador Lahyrinho Rosado (PSB), utilizou a tribuna da Casa Legislativa nesta terça-feira, 25, durante sessão ordinária realizada na Câmara de Mossoró, para denunciar licitação milionária e suspeitíssima que a gestão Francisco José Júnior (PSD) insiste em realizar. Trata-se de procedimento relativo à limpeza urbana.

Lahyrinho classificou o caso como um "absurdo total", pleonasmo que dá medida do problema (Foto: Edilberto Barros)

Segundo o parlamentar, a Prefeitura de Municipal de Mossoró foi barrada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) – Veja AQUI). Ainda de acordo com Lahyrinho, o valor per capita pelo serviço de limpeza urbana saltaria de R$ 5,47/habitante/mês para R$ 14,27/habitante/mês o que corresponderia a um aumento de 261%.

Atualmente, a empresa Vale Norte realiza o serviço e foi contratada sem licitação, além de ter ganho aditivo, totalizando R$ 11.978.149,20 só este ano.

“O lixo é um luxo. Essa frase retrata a realidade de Mossoró, que paga milhões a empresas para fazer a coleta de lixo na cidade. Mas, agora esse absurdo ultrapassou todos os limites. Já vi ao longo da história um aumento de 20%, mas 261% é demais”, disse.

Absurdo total

Na oportunidade, Lahyre Neto comparou o preço pago para a realização do mesmo serviço na capital do estado. “Em Natal cada habitante paga um valor de R$ 6,73 por mês. Com esse novo contrato de quase R$ 150 milhões pagaríamos aqui em Mossoró R$ 14,27. Um absurdo total”, considerou.

Ainda em seu pronunciamento, Lahyre recordou que a última licitação feita em Mossoró foi no ano de 2005. ‘A última vez que teve licitação em Mossoró foi em 2005. Ou seja, há 11 anos, que vemos apenas contratos diretos e aditivos, sem que haja licitação, uma disputa pelo menor preço”, ressaltou.

Decisão

Durante a sessão ordinária, Lahyre Neto falou sobre a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em suspender licitação que aconteceria nesta terça-feira, 25.

“Apesar do TCE ter suspendido, anteriormente, esta licitação que contrataria a empresa para prestar este serviço, a Prefeitura de Mossoró continuou realizando. Precisou de mais duas decisões da justiça para que eles parassem com a licitação”, comentou.

Nota do Blog – Absurdo total é que a empresa que anteriormente fazia esse trabalho, a Sanepav, faturou mais de 145 milhões no período de sua atuação, praticamente passando incólume à fiscalização, como se fosse a coisa mais natural do mundo drenar tanto dinheiro do erário.

A próxima legislatura deve promover uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar essa gastança. Ou será que teremos mais uma legislatura apenas para endossar tudo que o Executivo faz?

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Diário Oficial publica nome de empresa para obra de aeroporto

A licitação para Reforma no Terminal de Passageiros do Aeroporto Dix-Sept Rosado em Mossoró/RN está decidida.

Conforme edital de tomada de preços 004/2016 do Departamento de Estradas e Rodagens (DER/RN), a empresa M & S Empreendimentos e Serviços Ltda fará a obra.

Publicação já está no Diário Oficial do Estado (DOE).

O Valor Corrigido ficou em R$ 386.512,96.

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Obra de aeroporto terá licitação nessa quarta

O Departamento de Estradas e Rodagens do RN (DER) dá sequência à licitação nesta quarta-feria (20), em sua sede, em Natal.

Abertura dos envelopes das concorrentes será às 9h.

Empresa vencedora realizará trabalho de reforma no Terminal de Passageiros do Aeroporto Dix-sept Rosado.

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A fedentina do lixo de Mossoró

Quando o Ministério Público vai acordar para os contratos da limpeza urbana de Mossoró?

Desde Fafá Rosado (PMDB), tonelagem é paga a valores irreais, certamente entre maiores do Brasil.

Não existe qualquer fiscalização ou tipo de aferição por órgãos fiscalizadores, capaz de identificar se o lixo recolhido é aquilo assinalado nos relatórios formais da Prefeitura.

Há poucos meses, dois vereadores tentaram visitar o aterro sanitário da cidade, à margem da BR-110, mas foram impedidos.

Uma empresa – Sanepav – ficou mais de nove anos com a primazia do serviço e faturou mais de 150 milhões no período.

A mais recente contratada – Vale Norte – sequer participou de licitação. Antes mesmo de firmar compromisso à tarefa, já tinha veículos furtivamente guardados na cidade.

Pobre Mossoró!

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MP de Contas vê ilegalidades no Cidade Junina

A Tribuna do Norte noticia que o Ministério Público de Contas, através da procuradora Luciana Ribeiro, recomendou a suspensão de um pregão do Cidade Junina, marcado para amanhã.

Aponta série de vícios no edital, que prejudicaria o erário. Existem dois pregões definidos para essa terça-feira (24).

Ilegalidade

Segundo ela, “existem cláusulas ilegais na minuta do contrato, como o pagamento de bônus contratual, que onera ainda mais o gasto público”.

Também citou “cláusulas editalícias que restringem demasiadamente a competitividade”.

Nota do Blog – A Prefeitura teve um ano para realizar licitação. Mas resolveu fazer tudo às pressas neste mês.

Sem dinheiro captado de empresas privadas ou de economia mista, como vai cobrir o alto custo da festa?

Outro detalhe: já havíamos publicado que editais continham dispositivos restringindo a concorrência (veja AQUI), confirmado pelo MP de Contas.

Programação do Cidade Junina será apresentada hoje

A Prefeitura Municipal de Mossoró anuncia a programação do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2016 nesta segunda-feira, 16, às 17h, na Estação das Artes Elizeu Ventania.

A edição deste ano celebra os 20 anos do evento, que se consolidou entre as importantes festividades do calendário nacional.

Os tradicionais ‘Pingo da Mei Dia’ e o espetáculo ‘Chuva de Bala’, bem como as apresentações musicais, são os destaques do MCJ.

As licitações para o evento ainda não ocorreram. Estão marcadas para o dia 24 próximo, após cinco tentativas frustradas de pregão.

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Prefeitura fará outras licitações para Cidade Junina

Do Blog do Magnos Alves

A Prefeitura de Mossoró decidiu marcar nova licitação para o Mossoró Cidade Junina 2016. Agora serão duas. Uma para a execução e outra para captação de recursos para o evento.

A data escolhida foi 24 de maio, às 8 e 11 horas, respectivamente, a 10 dias da realização do Pingo da Mei Dia, programado para 4 de junho.

Os avisos das licitações constam no Jornal Oficial do Município (JOM) publicado hoje à noite.

Agora, a Prefeitura de Mossoró fez o que sempre foi feito: separou a execução da captação de recursos. Ao juntar tudo, a Prefeitura de Mossoró reduziu a concorrência e acabou eliminando todas as empresas.

Nota do Blog do Carlos Santos – Publicamos em postagem hoje que a Prefeitura ia apostar num endosso para o Ministério Público lhe permitir o absurdo de promover a festa sem qualquer licitação, devido a ’emergência’ do caso, com valores que vão passar dos R$ 3.800 milhões.

No Governo, isso era dado como certo, após cinco tentativas de pregão, cheias de denúncias e até Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. Acabou sendo frustrado devido excesso de patifarias.

VEJA AQUI o que antecipamos: “Com pregão fracassado há duas possibilidades: rever o edital e as exigências ou fazer uma dispensa emergencial com aval do Ministerio Público. Será essa a saída”.

Desorganização do Cidade Junina compromete economia

Agências de turismo de Mossoró e hotéis estão em uma situação difícil. Falta menos de 25 dias para o Mossoró Cidade Junina (MCJ). Não tem como vender evento.

Até começar o Mossoró Cidade Junina, algumas interrogacões: Qual programação? Quais atrações? Quais dias do Chuva de Bala? Quadrilhas? Cidadela? Vale assinalar que não saiu licitação de araque para satisfazer o Ministério Público-MP.

Caruaru e Campina Grande começaram a organizar as suas por volta de agosto de 2015. Programações são conhecidas há meses e vendidas até no exterior.

Campina Grande-PB levantou mais de R$ 20 milhões para sua festa junina, em patrocínios – no ano de 2015. Só em divulgação foram mais de 5 milhões.

“Os turistas ligam para o hotel e perguntam pela programação da festa. Ai a gente fica com a cara mexendo”, diz um hoteleiro de Mossoró.

Até hoje, todos os prefeitos usaram o MCJ muito mais como peça de propaganda personanalista do que como fomento econômico e cultural. Seguram à mão o evento, para potencializá-lo eleitoralmente.

Por isso e a falta de organização, sobretudo ano passado, que não descola para ser quase que completamente bancado pela iniciativa privada. “Bom” é torrar o dinheiro público.