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Prefeitura decreta luto e prefeito se solidariza por morte de Mário Rosado

Luto oficial - arteA Prefeitura de Mossoró e o prefeito Allyson Bezerra (UB) manifestaram-se quanto à morte do ex-deputado federal e ex-secretário municipal Mário Rosado, 83, ocorrida nesta segunda-feira (15) – veja AQUI, em São Paulo-SP. A municipalidade através de decreto com luto oficial de três dias, enquanto o prefeito postou em suas redes sociais condolências à família.

Luto oficial

A Prefeitura Municipal de Mossoró decreta nesta segunda-feira (15), luto oficial de três dias em razão do falecimento do ex-deputado federal, ex-secretário municipal e empresário Mário Rosado, filho do ex-prefeito de Mossoró Jerônimo Dix-huit Rosado Maia (in memoriam).

O Decreto Municipal nº 7.067 será publicado na edição de hoje do Diário Oficial de Mossoró (DOM).

O Município de Mossoró presta solidariedade à família e amigos enlutados neste momento de dor.

Mossoró-RN, 15 de abril de 2024 – Prefeitura Municipal de Mossoró

“Decretamos luto oficial em Mossoró pela morte do ex-deputado federal Mário Rosado, filho do ex-prefeito Dix-huit Rosado (in memoriam). Deixo aqui minha solidariedade e meus sentimentos à toda família e amigos neste momento de dor. Que Deus possa confortar a todos,” disse o prefeito.

Procedimentos de hoje da prefeitura e, do prefeito, foram iguais aos relacionados ao falecimento do ex-deputado federal Betinho Rosado, 75, na última sexta-feira (12), em Mossoró (veja AQUI). Allyson Bezerra também compareceu ao velório do ex-parlamentar, conversando com a viúva Mary Simone e com o filho do casal, ex-deputado federal Beto Rosado. Mãe e filho agradeceram os gestos do governante.

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Ex-deputado federal Mário Rosado morre em São Paulo

Mário faleceu em São Paulo nesta segunda-feira (Foto: redes sociais)
Mário faleceu em São Paulo nesta segunda-feira (Foto: redes sociais)

Faleceu à tarde desta segunda-feira (15), no Hospital 9 de Julho, em São Paulo-SP, o empresário, ex-secretário municipal de Mossoró e ex-deputado federal Mário Rosado, 83, filho do prefeito Dix-huit Rosado (in memoriam)-Naide.

Mário enfrentava um câncer agressivo desde o ano passado.

Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram fornecidas por sua família, mas vão acontecer em São Paulo-SP.

Nota do BCS – Nossos pêsames à viúva Sônia e demais familiares, em especial à sua irmã Naide Rosado.

Que Mário descanse em paz.

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Ex-deputado federal Mário Rosado passa por cirurgia

Mário, em foto em pé, um dia após a cirurgia, ainda no hospital (Foto: redes sociais)
Mário, em foto em pé, um dia após a cirurgia, ainda no hospital (Foto: redes sociais)

O empresário e ex-deputado federal Mário Rosado passou por cirurgia de hérnia na segunda-feira (26), com resultado bastante satisfatório.

Procedimento ocorreu no Hospital Nove de Julho, em São Paulo-SP.

Mário, filho do prefeito Dix-huit Rosado (in memoriam), já recebeu alta para retorno gradual à normalidade.

“Está tudo bem”, exalta sua irmão, a advogada Naide Rosado.

Nota do BCS – Ótima notícia. Saúde, meu caro.

Por esses dias esbarro por aí.

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Mário Rosado passa a limpo bastidores da política

Filho do ex-prefeito Dix-huit Rosado (falecido em 22 de outubro de 1996), o empresário e ex-deputado federal Mário Rosado tem postado pequenas crônicas em seu endereço na rede social Facebook (veja AQUI). São escritos sobre relação com o pai e política, por exemplo, em tom de memória e linguagem coloquial.

Veja abaixo uma das postagens, em que ele descreve racha político e ingratidão da atual prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e Carlos Augusto Rosado, seu primo, em relação a Dix-huit:

Mário Rosado escreve memórias que podem ser ferinas (ou felinas) numa linguagem coloquial (Foto: reprodução)

Passando a Limpo – Capítulo avulso

A “Rosa” e a coroa de espinhos

Mossoró 1988. Fim do mandato de Dix-huit, Laíre Rosado candidato a Prefeito, “Xuxa” cantando sem parar em disco. Laíre quase eleito disse que não precisava do voto do tio Dix-huit para ganhar a eleição. O “Velho” ficou sentido de partir o coração e enquanto Geraldo Melo (governador) procurava que eu ajudasse, Laíre endurecia.

Dix-huit dizia que quem não precisa do meu voto, não precisa do voto do meu povo e que parta sem mim no seu Palanque festivo e muito bonito.

Carlos Augusto astuto e sabido pegou Lavoisier Maia (senador à época, ex-governador) pelo braço, juntou com José Agripino (senador também e ex-governador) e foi a São Paulo para pedir meu apoio. Carlos dizia que não concordava com o isolamento de meu pai, a quem chamava de “tio querido”.

Foram embora.

Carlos foi a Mossoró pegou Rosalba e foi à minha casa em São Paulo, pedindo – como diziam humildemente – para que salvasse Mossoró de Sandra Rosado (nossa prima), que me odiava e a Dix-huit, no que eu disse não acreditar.

Luiz Pinto, Rosalba Ciarlini, Dix-huit, Mário e o ex-governador Tarcísio Maia: anúncio de apoio em 1988 à “Rosa” (Foto: reprodução do Gazeta do Oeste)

A campanha ia longe. Canindé Queiroz (jornalista fundador do Gazeta do Oeste) dizia que Dix-Huit lia o livro “O nome da Rosa”. O deputado federal Vingt Rosado radicalizou e aconteceu o rompimento.

Dix-huit acreditou em Rosalba, que em frase decorada dizia: “Quero ser médica de corpo e da alma dos mossoroenses” (lindo e falso). Fui a Mossoró 16 vezes para ajudar Rosalba na sua campanha e no seu aniversário foi o divisor de águas que passou Laire.

A “Rosa” mostrava o esplendor e Carlos fazia a coroa de espinhos que Dix-huit pensava não ser para ele. Eleita, festa, comemorações, posse da Prefeita.

Na semana seguinte, Dix-huit foi à Prefeitura e pediram que ele marcasse audiência, pois o regulamento era para ele também.

Dix-huit não voltou logo. Esperou 4 anos, derrotou Rosalba e apresentou ao povo o Relatório Marpe, que sintetiza a administração de Rosalba, devolvendo a coroa de espinhos que guardara por aqueles anos.

O terno da posse de Luiz Pinto (então vice-prefeito de Rosalba, derrotado por Dix-huit em 1992) foi entregue para Silvio Mendes (ex-vice-prefeito de Dix-huit entre 1983 e 1988) dar para os pobres, pois ele perdera a utilidade.

Nota do Blog – “Passando a limpo” foi o título de um programa de rádio que Mário fez durante período conturbado da relação dele com os primos Laíre, Sandra e Carlos Augusto, usando microfones da extinta Rádio Tapuyo de Mossoró (hoje, RPC). Foi um dos maiores sucessos de todos os tempos da radiofonia mossoroense. Relatório Marpe foi uma auditoria contratada pelo prefeito Dix-huit, que perscrutou a primeira gestão de Rosalba (1989-1992), apontando documentalmente uma série de denúncias.

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Ex-deputado federal Mário Rosado em Mossoró

Mário Rosado (Foto: J.Belmont/Arquivo do BCS)

Quem aportou em Mossoró esta semana foi o ex-deputado federal Mário Rosado. Trata de questões particulares e familiares.

É filho do ex-prefeito Dix-huit Rosado.

Chegou segunda-feira (4) com a mulher Sônia Valido, um dos filhos e nora.

A última vez que nos avistamos foi no dia 21 de junho de 2011, quando lancei meu segundo livro, o “Só Rindo II – A política do bom humor do palanque aos bastidores” (veja: Lançamento concorrido marca chegada de novo livro).

Amanhã botamos a prosa em dia.

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Novo prefeito ‘copia’ Mário Rosado com farda de gari

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Doria (ao centro) começou como gari hoje (Foto: Estadão)

Em seu primeiro dia como prefeito da maior cidade da América Latina, São Paulo, o prefeito João Doria (PSDB) estreou programa de rush na limpeza urbana, vestido de gari (veja AQUI).

O simbolismo não é inovador em termos de marketing na política e gestão pública.

Secretário de Serviços Urbanos na última (terceira) gestão do pai Dix-huit Rosado, prefeito de Mossoró, Mário Rosado fez o mesmo. Transitou pela cidade de Mossoró em meados dos anos 90, socado numa farda laranja de gari.

Em 2000, entrevistado por mim, o ex-deputado federal Mário Rosado (PMN) soltou alguns comentários emblemáticos.

O tempo, senhor da verdade, mostra que ele não estava completamente errado.

Sobre a Câmara Municipal: “É um câncer que há cinco anos se apropria de fortunas, como o Imposto de Renda que não é recolhido. Precisa ser colocada em seu devido lugar.”

Sobre o clã Rosado: “Os grupos que dominam a política de Mossoró são inferiores aos traficantes do Rio de Janeiro. Os traficantes têm um código de ética e quem o descumpre, morre. Os políticos daqui, não. Aqui eles ficam ricos.”

Mário, vestido à caráter, atuou como secretário de Serviços Urbanos de Dix-huit Rosado (Foto: Blog Carlos Santos)

Desemprego em Mossoró: “Os Rosado acabaram com o desemprego em Mossoró. Não tem um deles nesses grupos que esteja desempregado. Estão todos no serviço público.”

Ele ocupou vaga na Câmara Federal, na condição de suplente, em 1995.

No último governo do pai (1993-1996), Mário transformou-se em seu principal interlocutor e chegou a assumir a Secretaria de Serviços Públicos.

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Só Rindo (Folclore Político)

Corra que a Federal vem aí

Candidato a deputado federal, o empresário Mário Rosado – filho do prefeito prefeito mossoroense por três vezes, Dix-huit Rosado – faz mais uma caminhada no corpo a corpo.

Na blitz pelo voto,o corpulento Mário é sistematicamente abordado por pessoas à cata de dinheiro. Uma “ajuda” para pagar a energia eletrica, comprar botijão de gás, comprar um remédio ou com outras razões bizarras.

Em plena luz do dia ou à noite, a ladainha é a mesma.

Para se desvencilhar de quem quer que ele meta a mão no próprio bolso, o candidato mão-de-vaca parte pro terrorismo:

– Meu amigo, tenha cuidado. Olha a Polícia Federal aí, homem.

 

Só Rindo (Folclore Político)

O caixão de Mário

Candidato novamente à Câmara Federal, em 1998, o herdeiro político do ex-prefeito mossoroense Dix-huit Rosado, industrial Mário Rosado, enfrenta uma campanha difícil. Pela primeira vez está sem a retaguarda do pai.

Como em toda corrida pelo voto, não faltam os pedintes profissionais, mestres da mendicância.

Mário, pão-duro empedernido, não cai na tentação de empalmar a mão.

– Doutor Mário, minha mãe morreu – suspira um circunstante diante do candidato, com olhos decaídos, boca em forma de bico, manifestando em trejeitos o seu sofrimento.

Na tentativa de despistar o inoportuno eleitor, Mário usa velho lugar-comum à ocasião: “Amigo, meus pêsames!”

O pedinte insiste. Não dá trégua ao candidato. Vai pro ataque decisivo, lhe pedindo dinheiro para pagar o caixão.

– Passe daqui a um mês. Vou ver o que posso fazer – reage Mário Rosado.

Aí o pedinde apela: “Então, doutor, arranje aí R$ 1,00 para comprar de sal!”

Estático, o candidato é obrigado a lhe indagar: “Sal pra quê?”

A resposta de humor negro vem a seguir:

– Vou salgar a velha pra ver se o corpo aguenta até lá!

 

Clã Rosado sofre com efeitos do “gigantismo” no topo

O clã Rosado vive um momento paradoxal em sua existência: como grupo político de raiz eminentemente familiar, está no topo. É a mais bem-sucedida e longeva oligarquia em atividade no Rio Grande do Norte, com seu poder espraiado por todos os poros.

Mesmo assim está em xeque.

Como explicar que com tantos ventos soprando a favor, os Rosado estejam em dificuldades? E que dificuldades são estas?

Tudo é resultado do seu próprio modelo de fazer política. Adota visão reducionista, concentradora e que costuma selecionar “tropa” pelo critério da fidelidade cega e não da qualificação ao fortalecimento de seus próprios projetos de manutenção do poder. Quase ninguém prospera politicamente à sua volta, se não possuir o mesmo sobrenome.

Mas a grande ameaça aos Rosado, agora, não é o surgimento de qualquer força alternativa ou convulsão social em Mossoró. A corrosão da oligarquia é endógena, de suas entranhas, com a luta por espaços internos e supremacia de comando.

A crise não é, em si, uma anomalia. Faz parte de toda história de ascensão e gigantismo político. Quanto maior o “bolo”, maiores as tentações, conspirações e interesses conflitantes. Sempre foi assim. Dos impérios milenares no Oriente, às cortes medievais europeias.

Gustavo vai pro tudo ou nada

É Gustavo Rosado, que nos anos 80 e início dos anos 90 teve projeção pessoal na cidade como “agitador cultural”, a ameaça a esse poderio. Arqueado sobre sua mesa de trabalho na antessala da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, sua irmã, no Palácio da Resistência, ele desenhou para si uma ambição pessoal. Não estabelece limites ou artifícios.

Quer ser o novo todo-poderoso da família. O preço, não importa.

Prefeito de fato, Gustavo – chefe de Gabinete da prefeitura – passou a exercer a liderança do governo, nos campos político e administrativo. Eclipsou até mesmo irmãos mais conceituados socialmente, além de vitoriosos no campo empresarial. E a prefeita de direito foi posta numa redoma, apenas para aparecer em fotos e solenidades.

Ele é o cara. Dá as cartas.

Essa ousadia lhe deu combustão para sonhar mais alto, agindo muitas vezes como uma centrífuga: tritura tudo à sua volta, depois, se for o caso, tenta juntar os cacos. Um comportamento que torna tudo movediço e minado sob seus próprios pés.

Carlos Augusto Rosado (DEM), seu primo, quatro vezes deputado estadual, marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que ganhou a reputação de líder frio e incontestável, é um “aliado” a ser suplantado. Nesse mesmo espaço geopolítico, não é possível essa diarquia (governo de dois reis). É um ou outro.

A sucessão municipal é o teatro de guerra desse duelo surdo, que os dois lados do governismo tentam disfarçar com sorrisos amarelos e entrevistas açucaradas. Em tudo há uma sincera hipocrisia, que os ajuda a conspirar contra o outro.

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“Dono” do Estado, papel que repete como fez na época das três gestões da mulher, Rosalba, na Prefeitura de Mossoró, Carlos Augusto não abre mão de comandar a sucessão de Fafá, que aboleou na cadeira de prefeita em 2005. Gustavo, também não.

Quem vai se submeter à liderança do outro? Um indica e conduz nome à sucessão de Fafá e o outro endossa e ajuda? Quem ficará com o papel de comandante-em-chefe?

Na outra extremidade dessa briga fraticida, ainda tem a deputada federal Sandra Rosado (DEM), adversária oposicionista, que há anos não experimenta o doce sabor da prefeitura. Quer fazer a filha e deputada estadual Larissa Rosado (PSB), na terceira tentativa consecutiva, prefeita de Mossoró.

Prima de Carlos, com quem mantém ótimo relacionamento social e familiar, ela não conserva a mesma simpatia ou sequer um sorriso protocolar, para Gustavo. A recíproca é verdadeira. Esse é um primo que sempre vivera a expensas de mesadas familiares ou empregos públicos, arranjados por tios e primos políticos como Sandra e Carlos. A deputada e Gustavo não são apenas adversários.

Larissa Rosado

Desse emaranhado de interesses, ressentimentos e vaidades sairá o resultado das urnas em 2012. Entre as várias conjecturas à mesa, existe hipótese de Carlos e Gustavo se afinarem. Um aceitaria a posição de lugar-tenente do outro. Outra possibilidade, é que o Palácio da Resistência tenha candidato próprio, enquanto Carlos e Rosalba escolham outro.

O prognóstico de um racha, que leve Carlos e Rosalba a acenarem para Larissa, por ser um mal menor, não deve ser afastado. Mesmo que seja algo de difícil.

Num passado relativamente distante, os Rosado já tiveram problema parecido. Outros tempos, outra conjuntura. Filho do então prefeito Dix-huit Rosado, o industrial Mário Rosado pontificou na última gestão do pai (1993-1996). O período rachou a família a ponto de gerar várias interpelações judiciais entre seus líderes, provocações através da imprensa e até incidentes truculentos.

Mário passou com a morte do próprio pai no poder, em pleno mandato, no dia 22 de outubro de 1996. Mas até hoje  é lembrado pelo estilo “arrasa-quarteirão”, ou “passando a limpo”, como era o título de um programa de rádio que apresentou, em que arrancava as vísceras da própria família.

Carlos e Sandra: afinação para se evitar o pior

Com Gustavo, a história se repete. O desiderato é o mesmo: mandar, desmandar. Ser único a reinar no “país de Mossoró”.

Quem conhece bem a natureza, perfil e história do clã Rosado, sabe que Carlos, Sandra e Gustavo representam a própria essência dessa oligarquia. Cada um com suas idiossincrasias, centralizadores e onipotentes.

O que talvez torne o primo Gustavo letal, é o fato de experimentar uma situação única de mando e esteja disposto a não largá-lo facilmente. Deve sentir calafrios ao pensar que voltará a ser um personagem periférico, longe do Palácio da Resistência.

Passional e colérico como é, se mexe como um homem-bomba. Não se intimida diante dos primos. Pode mandar tudo pelos ares.

Ele quer o meu lugar – ruminou Carlos Augusto a uma interlocutora da própria família, há alguns meses, se referindo ao agitador cultural.

O blindado Mário Rosado

Saindo do banho, o celular toca.

A voz não é-me estranha. A forma de abordagem confirma minha suspeita:

– Amigo, vai demorar a aparecer no lançamento do seu próprio livro?

E insistiu:

– Tá reconhecendo a voz? Sabe quem é?

Não errei. Na “mosca”.

– Mário Rosado – disparo.

Exatamente.

O ex-deputado federal Mário Rosado, filho do prefeito Dix-huit Rosado, falecido em 1996, aportou em Mossoró e mesmo às pressas – como sempre – apareceu para prestigiar o lançamento do “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”, nesta terça-feira (21), às 19h30, na TV Cabo Mossoró (TCM).

Além do permanente bom humor, Mário ainda levou livro para si e à irmã, Naide Rosado.

Não tive tempo de esticar conversa com ele, devido o burburinho da noite de autógrafos. Deixou com um amigo, cartão pessoal para contato.

No cartão encimado pelo brasão da Escola Superior de Guerra, novamente, o estilo Mário Rosado de ser.

Em seu verso, uma fotografia estampa o ex-deputado no “cockpit” de um blindado de 20 toneladas, com o canhão apontado na direção de quem manusear o impresso.

Mário continua incomum. Arrasa-quarteirão.