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Juiz não acolhe AIJE que tentava cassar prefeito e vice-prefeito

César e Gileno também tiveram parecer favorável do MPE (Foto: divulgação)
César e Gileno também tiveram parecer favorável do MPE (Foto: divulgação)

A Justiça Eleitoral da 38ª Zona, com sede em Martins/RN, julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pedia a cassação dos mandatos do prefeito Paulo César Galdino (PSB), o “César Móveis,” e do vice-prefeito Gileno Oliveira Carvalho, eleitos nas eleições municipais de 2024.

A ação havia sido proposta pela coligação adversária, sob a alegação de suposta captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico, com base no artigo 41-A da Lei nº 9.504/97. Entre os argumentos apresentados estavam a suposta transferência de valores via Pix a eleitor, a existência de mensagens e áudio em aplicativo de conversa e a alegada distribuição de combustível durante eventos de campanha.

Após ampla instrução processual, com oitiva de testemunhas, análise de documentos, mídias, perícias indiretas e manifestação do Ministério Público Eleitoral, a Justiça concluiu que não houve comprovação robusta dos ilícitos apontados.

MP opina em favor de eleitos

Na sentença, o juiz eleitoral Rúsio Lima de Melo destacou que as provas apresentadas não foram suficientes para caracterizar a prática de compra de votos ou abuso de poder. Um dos principais pontos observados foi a contradição nas versões apresentadas pelo eleitor citado como beneficiário, que, inclusive, negou os fatos narrados na inicial e declarou ter sido coagido a participar da denúncia. O caso, inclusive, deu origem a uma investigação no Ministério Público para apurar possível falso testemunho.

Além disso, a Justiça indeferiu pedidos de quebra de sigilo bancário dos investigados, entendendo que não estavam presentes os requisitos legais para a adoção de medida tão invasiva, decisão que foi mantida ao longo do processo.

O Ministério Público Eleitoral, ao final, também opinou pela improcedência da ação.

Com isso, o juiz eleitoral julgou improcedentes todos os pedidos da AIJE, mantendo íntegros os mandatos do prefeito e do vice-prefeito de Martins, nos termos do artigo 487, inciso I, do Código de Processo Civil.

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Juíza barra tentativa do prefeito de Martins de fechar empresa

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS)
Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

A juíza Maria Nadja Bezerra Cavalcanti deu decisão favorável a B & N Silva Confecções (Fábrica Fênix), nesta quinta-feira (30), com determinação para que o prefeito César Móveis (PSB) se abstenha de praticar qualquer ato de desocupação, interdição ou retirada de bens do prédio que a empresa ocupa. A magistrada advertiu que o descumprimento poderá configurar crime de desobediência e gerar sanções administrativas, determinando ainda vista ao Ministério Público do RN (MPRN).

O imóvel público foi cedido por 20 anos para geração de empregos e a fábrica emprega atualmente 29 pessoas, embora a legislação em vigor autorize que a cessão exija o mínimo de 14 trabalhadores locais. A magistrada destacou a relevância jurídica dos argumentos da empresa, reconhecendo a importância dos 29 empregos, além de assinalar que a cessão de uso por 20 anos constitui uma “permissão qualificada”, com garantias de estabilidade e segurança jurídica.

Apontou ainda que a retomada imediata do imóvel causaria grave prejuízo econômico e social, com risco de demissão de dezenas de famílias.

A empresa é representada pelo advogado e ex-procurador do Município de Mossoró, Cesar Amorim, que comentou o caso:

“Há uma lei que autoriza a cessão por 20 anos. A empresa deve gerar no mínimo 14 empregos, mas hoje mantém 29 trabalhadores, todos com carteira assinada. O imóvel, antes da cessão, estava fechado e passou a ter papel relevante como vetor de desenvolvimento social, numa realidade em que o desemprego é um dos principais desafios do país. Além disso, sempre apresentou toda a documentação exigida e é auditada rotineiramente pelas empresas âncoras do programa Pró-Sertão, produzindo cerca de 400 peças por dia. A decisão, portanto, é justa e de evidente interesse social”, afirmou.

Em sua justificativa para retomada do patrimônio, a municipalidade chegou a se conflitar com a realidade dos fatos, o que não foi recepcionado pela magistrada.

A liminar foi concedida nos autos do Mandado de Segurança nº 0800887-05.2025.8.20.5122.

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Prefeito Allyson e Cínthia percorrem o RN de uma ponta à outra

Em Martins, prefeito, vice e nomes representativos da região acompanharam casal (Foto: redes sociais)
Em Martins, prefeito, vice e nomes representativos da região acompanharam casal (Foto: redes sociais)

O fim de semana do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), foi entre Mossoró e a estrada. De uma ponta à outra do ‘Elefante.’ De Martins, no Alto Oeste, à cidade de Macaíba na Grande Natal.

Com a primeira-dama Cínthia Pinheiro de lado, ele atendeu convite de prefeitos, outros agentes públicos e referências populares.

No Alto Oeste, eles foram recebidos pelo prefeito César Móveis (PSB) e o vice-prefeito Gileno Oliveira (PP) na quinta-feira (12), no XVII Festival Gastronômico e Cultural de Martins. Depois, o casal percorreu ponto a ponto do evento, em contato com comerciantes, populares locais e visitantes.

Estiveram com o prefeito Allyson e a primeira-dama mossoroense, o prefeito de Umarizal e presidente da Associação dos Municípios do Oeste Potiguar, Raimundo Pezão (PP); prefeito Arthur Targino (PP), de Messias Targino; prefeito José Augusto (UB), de Portalegre; prefeito Jacinto Carvalho (UB), de Severiano Melo; Rosânia Teixeira (UB), prefeita de Serrinha dos Pintos; prefeito Benilton Anastácio (UB), de Rafael Fernandes, além do vereador Robson Carvalho (UB) de Natal.

No sábado (12), o convite foi atendido em Macaíba, região metropolitana de Natal. Participaram do “Adoro Macaíba,” evento popular promovido pela municipalidade. Foram recepcionados pelo prefeito José Emídio (PP) e vice-prefeita Raquel Rodrigues (PP), além do deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB) e senadora Zenaide Maia (PSD).

Pré-campanha?

Entrevistado em Macaíba, uma pergunta que virou lugar-comum nos últimos meses teve resposta repetida de Allyson Bezerra:

“O senhor vai ser candidato a governador?”

– Eu não estou trabalhando nesse propósito, mas com certeza Mossoró e nosso grupo vão participar ativamente das conversas à montagem de chapas. Mas também sobre pauta, plano de governo, prioridades, propósitos e interesses que estejam num patamar acima de nomes e siglas, ideologias e lados. Mais adiante esse diálogo vai ficar mais claro na oposição e estamos abertos, sem nenhuma barreira pessoal ou partidária.

Prefeito, vice, deputado, senadora e outros anfitriões apresentaram evento popular (Foto: redes sociais)
Prefeito, vice, deputado, senadora e outros anfitriões apresentaram evento popular (Foto: redes sociais)

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De onde as volantes saíram para dar cabo de Lampião?

Curador do “Cariri Cangaço”, Manoel Severo cria expectativa sobre a edição desse evento na cidade de Paulo Afonso, na Bahia, de 27 a 30 de março deste ano (veja programação AQUI). Em vídeo, ele mostra a atmosfera que antecedeu o cerco das volantes ao bando de Lampião.

A operação resultou na morte do cangaceiroem 28 de julho de 1938, ao lado da companheira Maria Bonita e outros integrantes da perigosa quadrilha que aterrorizou o sertão nordestino por vários anos.

Em maio, será a vez do Oeste Potiguar (veja links no fim desta postagem). Aportará em Martins entre os dias 22, 23 e 24, com programação ainda em Patu, Lucrécia e Antônio Martins.

Já em junho, ele chegará para nova edição em Piranhas-AL.

O que é o Cariri Cangaço

O Cariri Cangaço é um conjunto coordenado de eventos de cunho turístico-cultural e histórico-científico, que reúne alguns dos mais destacados pesquisadores e historiadores do cangaço, coronelismo, misticismo, messianismo, artes e culturas correlatas ao sertão e ao nordeste do Brasil. Configura-se como um dos maiores e mais respeitados eventos do gênero no país, já tendo ocorrido em seis estados e 38 cidades.

Com um formato específico; de caráter itinerante, reúne a partir de uma programação plural, dinâmica e universal, personalidades locais, regionais e nacionais do universo da pesquisa e estudo das temáticas ligadas ao Cangaço, Tradições e Histórias do Nordeste, em conferências e debates, visitas técnicas e acadêmicas, mostras de cinema , vídeo e documentários, exposições de artes, latada do livro ; unidas ; a partir de um evento único no Brasil.

O evento consolidado eleva o sentimento e a memória da nordestinidade, como diz o curador Manoel Severo. “É onde o Brasil de alma nordestina se encontra”, afirma.

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Leia tambémMartins vai sediar mais uma edição do “Cariri Cangaço”

Leia tambémEm marcha para Mossoró, Lampião chega à Fazenda Ponta da Serra

Em marcha para Mossoró, Lampião chega à Fazenda Ponta da Serra

Por Dannylo Maia para o Caderno Potiguar

Ponta da Serra resiste ao tempo e testemunhou episódio tenso em 1927 (Foto: Caderno Potiguar)
Ponta da Serra resiste ao tempo e testemunhou episódio tenso em 1927 (Foto: Caderno Potiguar)

Era 11 de junho de 1927 – dois dias antes do cangaço alcançar Mossoró, exatamente meio-dia, quando chegou a notícia de que o bando de Lampião, Massilon Leite, Jararaca e Sabino estava nas proximidades. A moradora Idalina foi quem trouxe a notícia ao dono da propriedade – a Fazenda Ponta da Serra, atualmente nos limites de Serrinha dos Pintos.

João Frutuoso, ao saber da aproximação, juntou suas coisas às pressas e partiu rumo a Martins. João Xavier, cunhado de João Frutuoso, ao ser informado sobre a ameaça, conseguiu com seu parente Manuel Galdino um caminhão, modelo Ford, para buscar todos e seguiram pela ladeira das Vertentes, que atualmente dá acesso à cidade.

Não conseguiram levar todos, e ficaram na casa as empregadas, que presenciaram o arrombamento de malas e utensílios, além de verem balas espalhadas sobre uma mesa.

Na frente da propriedade, havia uma venda, que era do filho de João Frutuoso, João Batista, uma famosa bodega, onde os cangaceiros queimaram tudo, beberam e comeram queijos.

Um morador das proximidades, Francisco Dias, viu o fogaréu e decidiu ir até o local para ver o que estava acontecendo. No caminho, foi interceptado por dois homens, preso e, ao ser questionado sobre seu destino, disse que iria para a fazenda Morcego, do seu compadre.

Logo, ele foi obrigado a seguir para essa fazenda junto com o bando.

No dia 5 de janeiro, tive a honra de ser recebido pelo atual proprietário da fazenda, Dr. Jenner Xavier, filho de Dr. Lacy e neto de João Xavier, morador do casarão que, na época, ajudou na fuga para Martins.

Um dos herdeiros da Ponta de Serra no interior do casarão centenário (Foto: Caderno Potiguar)
Um dos herdeiros da Ponta de Serra no interior do casarão centenário (Foto: Caderno Potiguar)

Cariri Cangaço

Histórias como essa farão parte do Cariri Cangaço, grande evento que acontecerá entre os dias entre 22 e 25 de maio nos municípios de Patu, Martins, Lucrécia e Antônio Martins.

O Cariri Cangaço (@cariricangaco) é um conjunto coordenado de eventos itinerantes de turístico-cultural e histórico-científico, que há mais de uma década integra pesquisadores não só da temática do “Cangaço”, como também de temas correlatos, tais como coronelismo, misticismo, messianismo, artes e culturas ligadas ao sertão e ao Nordeste do Brasil.

O evento consolidado eleva o sentimento e a memória da nordestinidade, como diz o curador Manoel Severo (@manoelseverobarbosa ), “ é onde o Brasil de alma nordestina se encontra!”.

A programação contará com palestras, homenagens, entrega de comendas, lançamentos de livros e visitação de locais históricos.

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Pesquisador Danylo Maia no casarão histórico e com proprietários (Foto: Caderno Potiguar)
Pesquisador Danylo Maia no casarão histórico e com proprietários (Foto: Caderno Potiguar)

Vereador cobra que prefeito garanta o ‘Bolsa Manguaça’

Nesta sexta-feira (21), o vereador-presidente da Câmara Municipal de Martins, Fulgêncio Teixeira (UB), cobrou em plenário que o prefeito César Móveis (PSB) formalize doação oficial de R$ 250,00 para cada bloco carnavalesco da cidade. O ‘Bolsa Manguaça’ é para a compra de bebidas alcoólicas.

O requerimento bizarro gerou polêmica, mas teve apoio de outros vereadores e ainda causou bate-boca que envolveu o prefeito. César Móveis fazia leitura da primeira mensagem anual do governo, abrindo a legislatura. O regimento interno previa apenas seu pronunciamento. Nada mais.

Porém, interrompido em sua obrigação institucional, o prefeito reagiu incisivamente contra Fulgêncio Teixeira. Foi o suficiente para começar a troca de provocações.

Apoio

Os vereadores Uilame Júnior(UB), Eloi O Motorista(UB), Marquinhos de Ledinha (MDB) e Érica do Leite (UB), todos governistas, apoiaram a proposta.

O vereador Eloi O Motorista(UB), por exemplo, disse que embora muita gente critique, ele não vê nada de anormal na doação de uma “bebidinha ou uma cachacinha” para os blocos.

Prefeito decreta situação de emergência em município

Município serrano teve mudança histórica na política (Foto: Arquivo)
Município serrano teve mudança histórica na política (Foto: Arquivo)

A Prefeitura de Martins, sob a gestão do prefeito Paulo César Galdino (PSB), o “César Móveis”, decretou situação de emergência administrativa, financeira e de infraestrutura no município, nessa segunda-feira (6). A medida, publicada no Diário Oficial, é válida por 120 dias e poderá ser prorrogada mediante justificativa.

O decreto tem como objetivo garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais, em meio a uma série de irregularidades e dificuldades administrativas identificadas no processo de transição de governo.

Faltam informações e documentos essenciais, como contratos administrativos, situação financeira e contábil. Estima-se que exista uma dívida de R$ 2.897.168,72 com a Receita Federal do Brasil e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Os números da dívida fundada (obrigações financeiras assumidas pela Administração Pública, geralmente de longo prazo) e passivo circulante (obrigações de curto prazo, como salários, fornecedores etc.) ainda são apurados.

Desorganização nos serviços essenciais: A ausência de contratos vigentes para transporte, saúde pública, fornecimento de oxigênio hospitalar e coleta de lixo comprometeu o atendimento à população.

Infraestrutura precária: A frota de veículos e maquinários da Secretaria de Obras foi encontrada em condições inadequadas de uso, enquanto o almoxarifado apresenta estoque insuficiente para as necessidades administrativas e falta de pessoal: Não há servidores suficientes para manter os serviços essenciais, nem concursos públicos válidos para suprir a demanda.

As medidas previstas contém contratações emergenciais durante o período do decreto, que serão realizadas com base na nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021) para assegurar serviços como assistência médica, transporte público, limpeza urbana e fornecimento de materiais básicos para a administração pública.

Vitória

Martins era governado por Maria José de Oliveira Gurgel Costa (DEM), a “Mazé”, que não conseguiu se reeleger. O estreante em disputa eleitoral, César venceu o pleito com 3.529 votos (54,01%), contra 3.005 votos (45,99%) de Mazé. Seu vice-prefeito é Gileno Oliveira Carvalho (PP).

Martins está localizado na mesorregião do Oeste Potiguar e microrregião de Umarizal, distante 380 Km de Natal. O turismo é uma de suas principais fontes econômicas, devido altitude que chega a 705 metros.

Oposição quebra favoritismo em Martins em eleição muito tensa

Dados oficiais do TSE
Dados oficiais do TSE

O que muitos duvidavam, acabou acontecendo. O todo-poderoso grupo da prefeita Mazé (UB), de Martins, sucumbiu à força da oposição nesse domingo (06).

Maria José de Oliveira Gurgel Costa, a Mazé, foi derrotada ao lado da vice Suely Galdino (PSDB), em sua tentativa de reeleição. Quem levou a melhor foi o empresário Paulo César Galdino, o César Móveis (PSB). Ao lado do vice Gileno Oliveira (PP), que também é empresário, desbancou o favoritismo da prefeita e seu sistema político que há anos predomina na política local.

A campanha tensa foi vencida pela chapa César-Gileno com maioria de 524 votos, numa disputa que envolveu emocionalmente a cidade. Não faltaram muitos episódios de conflitos entre adversários.

Eleição 2024

César Móveis (PSB) – 3.529 votos – 54,01%
Mazé (UNIÃO) – 3.005 votos – 45,99%
Branco: 31 votos – 0,46%
Nulo: 173 votos – 2,57%
Abstenção: 715 votos – 9,59%

Segurança

A segurança em Martins precisou ser reforçada. Foram usadas seis viaturas e cerca de 30 policiais militares, entre eles a soldado Jéssica Costa, do Gabinete do Comando-Geral, representação feminina da força especial. Ações preventivas e repressivas fizeram parte do trabalho para aplacar os ânimos e assegurar o voto livre.

O coronel Henrique, chefe de Operação CPR5; sargento Rubem, do gabinete do Subcomando-Geral; sargento Rérison, do GTO de Pau dos Ferros; e o subtenente Kywal Martins, comandante do Destacamento de Martins, estiveram à frente da missão.

Policiamento especial conseguiu conter os ânimos acirrados Foto: cedida ao BCS)
Policiamento especial conseguiu conter os ânimos acirrados (Foto: cedida ao BCS)

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Dom Francisco de Sales visita ex-pároco da Catedral de Santa Luzia

Padre Walter Collini foi pároco da Catedral de Santa Luzia (Foto: Diocese)
Padre Walter Collini foi pároco da Catedral de Santa Luzia (Foto: Diocese)

O bispo Dom Francisco de Sales visitou nesta segunda-feira (3), o padre Walter Collini, 78, que passou por um procedimento cirúrgico, no Hospital Wilson Rosado (HWR), em Mossoró.

A cirurgia já estava definida há tempos e o resultado é bastante satisfatório.

De origem italiana, Collini nasceu em Pinzolo (Trento). É ex-pároco da Catedral de Santa Luzia e tem mais de 50 anos de ordenação presbiterial.

Esteve por 36 anos ininterruptos no pastoreio na paróquia de Martins.

Nota do BCS – Saúde, padre.

Sopé da ladeira do Cumbe

Por François Silvestre

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Era um pequenino sítio, ali posto. Subindo a ladeira, no alto do Cumbe, via-se o talhe da serra de Portalegre. E ao se espalhar os olhos estendia-se a vasta estepe muito distante, para o olhar de criança, da paisagem do sertão ali exposta.

Mas o assunto é o sítio, de dimensões raquíticas, como já dito. Uma casa de cinco cômodos, piso de barro batido, à exceção da sala maior, biblioteca do dono, tijolada e bem cuidada. Uma baixada com mangueiras, jaqueiras, cajueiros, laranjeiras e trapiás, desaguada numa pequena lagoa, que aguava também outros sítios vizinhos.

O dono? O padre Alexandrino Suassuna de Alencar. Nesse sítio eu vivi minha primeira infância. Oito anos. Desmamado da minha mãe, aos três meses de idade, fui criado por uma cabocla que o padre trouxe de Serra Talhada para esse fim. O padre Alexandrino, cujo nome era uma homenagem a Alexandrino Suassuna, pai de João Suassuna, que foi governador da Paraíba, e avô de Saulo, Humberto, João, Marcos, Selma e Ariano Suassuna.

O padre Alexandrino, ordenado em São Paulo, após seminário menor em Fortaleza, foi Reitor do Seminário de Pesqueira, Pernambuco, vigário de Serra Talhada, de onde trouxe meu pai, que casou com minha mãe, irmã dele. Depois exerceu o sacerdócio em várias paróquias de Rio Grande do Norte. Caraúbas, Campo Grande, Lajes, Goianinha, Macaíba.

Essa foi sua última paróquia, ao abandonar a atividade eclesiástica para fixar-se nesse sítio do Martins. E lá estão seus últimos paramentos sacerdotais, complementos das vestes talares, num museu na casa do Ferreiro Torto. Ele batizou Valério Mesquita e obrigou os pais do batizado a se casarem na igreja católica. Aí não sei quem é currículo positivo ou negativo desse feito. “Só sei que foi assim”.

Na sala da sua biblioteca, no Sítio do Pé do Cumbe, até meus oito anos, sem referência a Cassimiro de Abreu, meus brinquedos dividiam espaço com seus livros. Bolas de borracha ou gude, carros de plástico ou de cascas de cajazeiras, se escondiam por trás de Tomás de Aquino, Aristóteles, Platão, Fustel de Coulanges, Goethe, Padre Vieira, Padre Antônio Tomaz, Antero de Quental, Santo Agostinho, Érico Veríssimo, José de Alencar e outros…muitos outros.

Ariano Suassuna, seu primo, ainda não merecia lugar ali. Eles se encontravam em Recife, nas peças encenadas nos palcos do Santa Isabel. Aos quarenta e nove anos ele morre de um infarto fulminante, embaixo de uma touceira de açaí, cortando maniva pras vacas de leite, na beira da pequenina lagoa. E eu? Fui deserdado do sítio do pé do Cumbe.

Mas isso é outra história.

François Silvestre é escritor

Festival de Fondue está programado para julho e agosto

23º Festival de Fondue de Martins em julho e agosto de 2023O Hotel Serrano de Martins-RN, Alto Oeste do RN, prepara uma jornada de sabores e aromas para os meses de julho e agosto próximos, sempre nos fins de semana. É a 23ª edição do seu Festival de Fondue, entre 1º de julho e 27 de agosto de 2023.

A experiência gastronômica será complementada com hospedagem e apresentações artísticas. Fondues de queijo, chocolate, carne e frango farão parte do cardápio, com acompanhamentos variados.

A programação começará logo no próximo sábado (1º).

Mais informações:

Telefone: +55 (84) 3391 2299 WhatsApp: +55 (84) 98839 3208

E-mail: serrano@hoteissabino.com.br Site: www.hotelserranodemartins.com.br.

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Martins sediará o 1º Festival de Café do RN

1º Festival de Café do RN em Martins - Agosto de 2023Nos dias 26 e 27 de agosto em Martins-RN, no Mirante e Pousada Canto do Jacu, um aroma a mais à natureza deve fazer parte desse lugar paradisíaco. Será realizado o 1º Festival de Café do RN.

A realização é da Sião Cafés Especiais. Estandes e espaços patrocinados já podem ser sondados pelo e-mail siao.cafesespeciais@gmail.com.

Também por fones/whatsapp seguintes:  84-98140-1772 (Alexandre Santos), 84-99650-4356 (Veruska), 84-99418-7707 (Alexandre Dantas) e 12-3618-1776 (Rômulo).

O festival tem apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RN), Associação Turística do Polo Serrano do Alto Oeste Potiguar (ASERRA) e Sindicato dos Guias Turísticos do RN (SINGTUR), Serviço Social do Comércio (SESC) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), além do Pro Turismo.

O evento ainda tem como missão, apadrinhar o projeto Social Filadélfia Sementes do Amor, com o Patrocínio dos Hotéis : Costa Atlântico, Serrano e Pousada Canto do Jacu

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Missas de 7º Dia para Antônia Maria da Silva (Madrinha)

Missa de 7º Dia de Antônia Maria da Silva (Madrinha), mãe de criação de Fátima GondimDuas missas de 7º Dia, uma em Mossoró e outra em Martins (Alto Oeste do RN), vão marcar lembranças afetivas de familiares e amigos de dona Antônia Maria da Silva (Madrinha).

A primeira, nessa quinta-feira (15), em Mossoró, no Santuário do Coração de Jesus, às 17h30.

A segunda, domingo (18), em Martins, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.

“Madrinha” faleceu aos 90 anos de idade, em Mossoró, na residência do casal Tácio Garcia-Fátima Gondim. Era daquelas pessoas de aura especial, reluzente. Num sorriso lindo e voz quase inaudível cativava seu interlocutor. Mas, ao mesmo tempo austera, se preciso fosse, apesar de fisicamente pequenininha.

Que tenha o descanso merecido.

Amém.

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Nas pegadas da família Maia

Por Marcos Pintotestes-geneticos-genealogia-960x540

Em Genealogia o começo é sempre hoje. Por ser uma temática instigante e elucidativa, desperta infinitas atenções que adentram o túnel do tempo, onde o retiro e a solidão dão livre curso à ansiedade cognitiva. As abordagens histórico-genealógicas restringir-se-ão aos sertões do Apodi, Itaú, Martins, Tabuleiro do Norte, Pereiro-CE e Catolé do Rocha-PB.

Mantém-se assim a coletividade da tradicional família Maia em sintoma com o tempo. Há muito da tradição oral norteando apontamentos genealógicos dignos de nota, observando-se, porém, vez por outra, algumas incongruências cronológicas. Ao certo, temos a tradição oral informando a chegada do Sr. Antonio Alves de Araújo Maia ao Apodi, oriundo do Tabuleiro da Areia (atual Tabuleiro do Norte-CE), vetusto rincão da Ribeira do Jaguaribe, da freguesia das Russas. Antonio casou em Apodi com Antonia Barbosa de Amorim, filha de João Barbosa Corrêia (2° deste nome e neto do 1°) e de Josefa Martins de Macedo (esta por sua vez filha do Tenente Manoel João de Oliveira, do Assu-RN, e Antonia Maria de Jesus).

A honrada descendência de Antonio Alves de Araújo Maia e Antonia Barbosa de Amorim está disseminada na cidade e município de Itaú-RN, de cujo casal nasceu Vicente Alves de Araújo Maia em 05 de fevereiro de 1825. Em 1844 nascia outro filho deste casal, de nome Joaquim Alves Maia, que veio a casar em primeira núpcias com Laurinda de Holanda Cavalcanti (filha de Laurindo de Holanda Cavalcanti e Josefina Oliveira…) e foram pais de Manoel Alves Maia, nascido no ano de 1879. Enviuvando, Joaquim casou em segunda núpcias com Maria Luiza Maia, que lhe sobreviveu e foram pais de:

F.01- José Alves Maia – casado com Josefa Maia Pinheiro.

F.02- Francisco Alves Maia – casado com Maria do Carmo Maia.

F.03- Cristalino Alves Maia –

F.04- Raimundo Alves Maia (nasceu a 04/01/1889)

F.05- Antonio Alves Maia.

F.06- Adelino Alves Maia.

F.07- Gonçalo Alves Maia.

Em minhas incontidas pesquisas nos inventários apodienses encontrei o inventário de José Sebastião Maia (o 2° deste nome) falecido no sítio ‘Caboclo’ (Apodi) a 25/02/1921, casado com Josefa Carlota de Oliveira (falecida a 30/12/1910) filha legítima de Joaquim Felício Maia, natural do Limoeiro do Norte-CE, e Carlota Antonia de Oliveira. Deixaram os filhos:

F.01- Ana Josefa de Oliveira, casada com Francisco Porfírio de Oliveira.

F.02 a F.09 – Joaquina (casada com Manoel Moreira Filho), Pedro, José, Carlota, Francisco, Maria Cota, Maria, Catarina e Raimundo (gêmeos).

Encontramos no denso inventário da lendária e arrojada matriarca Rosa Maria do Espírito Santo (Apodi, ano 1840) filha do português Manoel Raposo da Câmara e Antonia da Silva), casada que foi com Caetano Gomes de Oliveira. Dentre os filhos deste vetusto casal encontramos Tereza Maria de Jesus, casada com Ildefonso Alves Maia, de quem não conseguimos encontrar dados biográficos. No mesmo inventário encontramos uma neta de Dona Rosa, de nome Catarina Francisca das Flores, casada com o Sr. Antonio Freire da Silva Maia.

A antiga povoação denominada de “Angico” encravada na antiga data de sesmaria “Gitirana” emancipou-se do Apodi com a denominação de “Itaú” onde nos deparamos com o óbito de Vicente Martins da Silva, falecido a 13/09/1912 aos 61 anos de idade, tendo casado em primeira núpcias com Úrsula Doricélia da Câmara, com quem teve os filhos Eduardo Alves Maia, Patrício Alves Maia. Vicente casou em segunda núpcias com Amélia de Oliveira Maia, filha do Prof. Francisco Alves de Oliveira Maia, com quem teve dois filhos: F.01- Francisca Amélia de Oliveira, casada com Euclides Pinheiro da Silva, e o F.02- Cícero Alves Maia.

A fonte de pesquisa e documentação é como cacimba de areia, quanto mais produz, mais espontâneo se torna o manancial, fluindo perenemente, como que desobstruindo o veeiro de abastecimento. Daí que encontramos nas conversas dos alpendres sertanejos da ribeira e freguesia do Apodi a constatação de que existem duas vertentes da família Maia, conhecidos como sendo da família “Maia Fogo” e “Maia Bofe”.

O liame genealógico dos “Maia Fogo” advém da lendária matriarca Francisca das Chagas do Amor Divino, que por ter gerado uma prole de 16 filhos, tendo criado diligentemente e com muito amor esta notável prole, evidenciando notória carga de libido, atribuíram-lhe o apelido de “Dona Chica Fogo”. Era filha de João Alves de Oliveira e Francisca das Chagas de Oliveira.

Na celebrada obrada intitulada “Velhos inventários do oeste potiguar” – coleção mossoroense- série c- vol 742- ano 1992- de autoria do consagrado genealogista potiguar Marcos Antonio Filgueira, as p[aginas 79 a 86 consta a transcrição do inventário do padre Faustino Gomes de Oliveira, pernambucano, de Olinda, cavaleiro professo da ordem de Cristo, que foi vigário na Paróquia de Apodi no período de 1813-1856. No dito inventário encontra-se um testamento do Padre, lavrado a 05/01/1853 no qual afirma textualmente ter mantido relacionamento com mulher solteira de nome Francisca das Chagas do Amor Divino com quem teve uma prole de 07 filhos, os quais nominou-os.

Nesse ano do testamento Dita encontrava-se casada em primeira núpcias com Manoel de Jesus de Oliveira. Enviuvando, Dona Chica Fogo casou em segunda núpcias com o meu trisavô paterno Manoel Félix Ferreira, filho de Joaquim Félix Ferreira e Joana Batista do Nascimento (vide livro “memorial da família Maia do Ceará- pág114- 1717-2022, autor: José Nelson Bessa Maia. Nasce daí os “Maia Fogo”. O padre Faustino faleceu em Apodi a 05/02/1856.

O patriarca da família “Maia Fogo” Manoel Félix Ferreira nasceu em Catolé do Rocha-PB no ano de 1819. Manoel e Francisca das Chagas foram pais de 11 filhos:

F.01- Manoel Félix Ferreira Júnior

F.02- Izaías Alves de Oliveira- casado com Francisca Gomes de Oliveira.

F.03- Vicente Alves de Oliveira- casado com Antonia de Oliveira Maia.

F.04- Eufrosina Benigna de Oliveira- casada com Manoel Antonio de Souza.

F.05- Aquilino Alves de Oliveira- casado com Emilia Rosenda de Oliveira.

F.06- Felino Alves de Oliveira- casado com Maria Francisca das Chagas.

F.07- Felinto Alves de Oliveira- casado com Maria Gomes de Oliveira.

F.08- Jovino Alves de Oliveira- casado com Filomena Amélia de Oliveira.

F.09- Deodato Jovino de Oliveira- casado com Maria Lima de Oliveira (do Pará);

F.10- João Alves de Oliveira.

F.11- Benjamin Alves de Oliveira- casado com Maria Filadélfia Maia (meus bisavós paternos).

Nas fantásticas pegadas dos “Maia”surge a vertente “Maia Bofe” através dos admiráveis patriarcas João Alves Maia (João Bofe) nascido em 1819 em Tabuleiro da Areia (Tabuleiro do Norte-CE). Casou na matriz do Apodi a 04/02/1845 com Antonia Maria de Jesus (falecida a 08/12/1920 aos 90 anos) filha de Manoel Pinto da Cruz e Thereza Maria da Conceição,pais de: F.01 a F.05: Mafalda, Thereza, Marina Honorina, Henrique, Onofre. João Bofe faleceu no “alto da missão em 28/01/1913” e era filho de José Alves Maia e Maria da Conceição Paiva.

Na fértil várzea do Apodi, lugar denominado de “baixa fechada” faleceu a 20 de setembro de 1913 o respeitável patriarca Galdino Alves Maia (Galdino Bofe) natural de Russas, filho de João Alves Maia e de Maria Inácia da Conceição. Era casado com senhorinha Maria da Conceição. Galdino faleceu aos 84 anos de idade (nasceu no ano de 1819). Do primeiro enlace deixou uma prole de 06 filhos:

F.01- Lúcio Alves Maia- casado com Cândida.

F.02- Antonia Senhorinha da Conceição- viúva (1° vez) de Joaquim Ferreira Lima e (2°) vez de Simão Corrêia Lima.

F.03- Luzia- casada com João Domingos do Nascimento.

F.04- Francisca Senhorinha do Amor divino (falecida) casou com Julião Escolástico Benevides.

F.05- Maria- casada com Manoel Domingos do Nascimento.

F.06- Lucia Maria da Conceição- casou com Pedro José Marinho (são avós maternos do ex-prefeito do Apodi Sr.Isauro Camilo).

Prolífico, laborioso e inteligente, Galdino Bofe casou em segunda núpcias com Ana Maria de Jesus(filha do cearense Simão Corrêia Lima e Maria do Espírito Santo) tendo falecido no sítio “estreito” (margem da lagoa do Apodi) a 29/09/1934 aos 80 anos, deixando a seguinte prole:

F.01- Manoel Alves Maia.

F.02- Praxédia Maria da Conceição.

F.03- Maria Matildes da Conceição- casou com Julião Escolástico Benevides (pais de Galdino Julião).

F.04- Damásia.

F.05- Joaquim Alves Maia.

F.06- Pia.

F.07- Galdino Alves Maia Filho.

F.08- Alvino Alves Maia.

F.09- Pedro Alves Maia.

F.10- Antonio Alves Maia.

Há que se observar a existência de um outro Galdino Alves Maia, natural de Tabuleiro de Areia (Tabuleiro do Norte-CE) nascido no ano de 1837, filho natural de Ana Alves Maia (filha de Antonio Alves de Araújo Maia e Maria Clara Ferreira Maciel, da freguesia de Russas-CE). Galdino faleceu na cidade do Apodi a 24/09/1929 e era viúvo de Francisca de Tal, deixando as filhas: Maria Galdina, Caetana, Rita, Sebastião e Antonia.

Do vetusto casal Gabriel Joaquim de Barros e Luíza Francisca do Espírito Santo (inventário do ano de 1868):

Gabriel era filho de João Álvares Camelo e Maria Cleofa do E.Santo. João casou em 27 de jinho de 1725, era filho de Pedro da Silva Camelo e Josefa da Conceição de Jesus. Gabriel faleceu no ano de 1813 e Luiza faleceu no sítio Umari, onde residia, aos 26 de fevereiro de 1868, deixando uma prole de 07 filhos:

F.01- Quitéria Maria de Jesus, moradora do Pereiro, Ceará, representada pelo filho Thomaz Alves Ferreira Maia.

F.02- Rita Franklina de São Pedro, falecida, representada por sua filha Luzia Idalina dos Passos, casada com Claudino Dias da Cunhas, moradores no Pereiro.

F.03- João Alves Ferreira Maia, casado com Quitéria Vieira da Silva, moradores no Pereiro.

F.04- Maria Cleofas de Jesus, falecida, casada com seu primo Manoel Alves Ferreira Maia, com descendência em Catolé do Rocha-PB.

F.05- Antonio Gabriel Ferreira Maia- residia no seu sítio Umari (Martins-RN).

F.06- Joaquim Félix Ferreira Maia- casado com Joana Batista do Nascimento.

F.07- Ruberto Alves Maia- casado com Luíza Francisca do E.Santo. Moradores no Catolé, pais de:

BN.01- Maria Filadélfia Maia (mãita)- nasceu em Catolé em 1870. Casou com seu primo Benjamin Alves de Oliveira, filho de Manoel Félix Ferreira e Francisca das Chagas do Amor Divino (chica fogo). Pais de:

TN.01- Cleonice Maia de Oliveira (dona Nicinnha)- nasceu em Apodi a 26/04/1910. Faleceu viúva de Aristídes Ferreira Pinto a 18/08/2004. São os avós paternos de Marcos Pinto… e assim brilharam e brilham prolíficos e laborosos homens e mulheres desta tradicional família.

Marcos Pinto é advogado e escritor

Martins sediará o 1º EnCanto Mariano no mês de maio

O 1º EnCanto Mariano está definido para o fim do mês de maio, no município oestano de Martins. É um evento que acontecerá nos dias 27 e 28, mesclando religiosidade e turismo.Encanto Mariano em Martins - 27 e 28 de maio

Com uma programação repleta de atividades religiosas e culturais, o Encanto Mariano é uma celebração da fé e da devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Durante os dois dias de evento, os fiéis poderão participar de novenas, missas e procissões em homenagem à santa, além de diversas outras atividades como apresentações culturais, feiras de artesanato e gastronomia típica da região.

O evento proporcionará também oportunidade do participante conhecer um pouco mais da cultura e tradições da região, além de suas belezas naturais.

Contatos para mais informações podem ser feitos com a Prommovetour pelo fone (84) 9-9943-0621,com Jales Júnior.

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Martins se firma como verdadeiro polo turístico no RN

Evento gastronômico e cultural potencializou mais ainda Martins como polo turístico (Foto: C.S)
Evento gastronômico e cultural potencializou mais ainda Martins como polo turístico (Foto: C.S)

Estive em Martins (RN) – região Oeste do RN – nesse último fim de semana, em período de realização do XIV Festival Gastronômico e Cultural do município, organizado pela gestão da prefeita Maria José Costa (Mazé, do UB).

Impecável em praticamente tudo. Como já tinha ido em outras edições, vi e colhi muitas opiniões similares às minhas: o maior já realizado, tanto pela organização, como pela diversidade de atrações e quantitativo de público.

Mas, particularmente, uma grata surpresa foi poder testemunhar profundo avanço em termos de estrutura e preparo humano à conversão de um lugar tão bonito e de povo amável, em polo turístico.

Cidade muito limpa, praticamente sem pedintes, diversos e numerosos hotéis e pousadas, restaurantes com cardápio variado, bons preços, atendimento em franca profissionalização e tranquilidade também em termos de segurança. A temperatura diferenciada é outro chamariz.

Opções ainda com museus, barzinhos, música ao vivo, arquitetura, ecoturismo etc.

O acesso pela BR-405 é o mais recomendado com pouco mais de 140 quilômetros de distância até à sua entrada urbana. Viajar pela RN-117 (Rodovia Milton Marques de Medeiros) é sofrível e perigoso em vários trechos.

Paisagem do alto da serra, a partir do Mirante do Canto, em Martins (Foto: C.S)
Paisagem do alto da serra, a partir do Mirante do Canto, em Martins (Foto: C.S)

Enfim, como é bom a gente descobrir avanços dessa ordem em pleno sertão. Oportunidade para reencontrarmos tanta gente querida que não víamos há tempos, ensejando a boa prosa (sem a toxidade da politicalha que assola o país), abraçando e olhando cada um nos olhos.

Bom demais.

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14º Festival Gastronômico e Cultural começa nesta sexta-feira

Martins, município serrano da região Oeste do RN com 690 metros de altitude e a 153 quilômetros de Mossoró e 353,8 km de Natal, realiza entre esta sexta-feira (29) e domingo (31) o seu o 14º Festival Gastronômico e Cultural. A iniciativa é da municipalidade.

Gastronomia e cultura em alta novamente em cidade turística do RN (Foto: 2017/PMM)
Gastronomia e cultura em alta novamente em cidade turística do RN (Foto: 2017/PMM)

Com o tema ‘Mistura de Paixões’, o evento é retomado após dois anos de cancelamento devido a pandemia da Covid-19.

A promoção é trabalhada em três eixos: culinária, diversão e arte.

A prefeitura ampliou área para ocupação dos restaurantes, bares e sanduicherias. Também ofertará espaço para entretenimento de crianças, manifestações culturais e terá diversas atrações musicais, como o pernambucano Jorge de Altinho.

Expectativa é de temperatura que poderá chegar aos 17 graus ou até menos.

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Seu Antônio de Luzia e os tempos de ontem e de hoje

Por Honório de Medeiros

Seu Antônio de Luzia continua firme e forte no Sítio Canto, Serra da Conceição, como teima chamar sua Martins, onde nasceu, lá pelos idos de trinta para quarenta, ninguém sabe ao certo, e ele muda de assunto quando se toca no tema.Café coado - crônica de Honório de Medeiros

Fui vê-lo, era essa a intenção, quando resolvi passar uma semana no Sertão profundo, em busca do café coado na hora, adoçado com alfenim, o cheiro do orvalho nas caminhadas pelas madrugadas afora, ouvindo o canto dos sabiás, e a conversa boa de pé de calçada nos finais da tarde, onde todos os problemas são resolvidos, muito embora não saibam disso os homens que mandam neste mundo velho de Deus, Nosso Senhor, e meu Padrinho Padre Cícero do Juazeiro, primeiro e único.

Encontrei, para começo de assunto, uma cizânia danada quando tomei assento após cumprimentar o patriarca e engolir o primeiro gole de café depois de uma mordida em um pedaço de alfenim. Pediram logo minha opinião, esperando meu comprometimento com um lado ou com o outro.

Eu pulei fora quando disse que para onde seu Antônio encaminhasse a bengala, eu seguiria seus passos. O velho patriarca deu um sorriso de esguelha, mais rápido que imediatamente.

A discussão era acerca dos tempos de hoje e os de outrora. Uns diziam que antes tudo era melhor, outros negavam e defendiam a “modernidade”.

Como sempre, Seu Antônio escutava tudo calado, enquanto os contendores esbravejavam, mas eu sabia que, no final, ele daria sua opinião. Fiquei aguardando, enquanto o sol descambava lentamente no rumo da ribeira do Encanto, deixando a Lagoa dos Ingás saudosa, e na escuridão.

Lá para as tantas, quando os mosquitos começaram a aperrear, ele pigarreou e disse: “vivemos uma era em que o pouco que vale muito, vale pouco na frente do muito que não vale nada”. Depois, se levantou e tomou rumo.

O silêncio caiu na calçada tal qual jaca madura encontrando o chão. Seu Antônio foi para a cozinha, onde nos aguardava uma coalhada adoçada com raspa de rapadura, enquanto a roda de conversa de desfazia, e a cambada de conversadores caía no mundo, matutando acerca do dito.

Pelo meu lado, não tive dúvida, segui a bengala de Seu Antônio, pensando mesmo na coalhada e dizendo para João, seu filho, que resmungava ao meu lado reclamando que cada dia que passava ficava mais difícil entender o “velho”.

“Ora, ora, João, vamos à coalhada: estamos aqui para isso, para isso, estamos aqui”. Puxei o tamborete e acomodei as costelas, água na boca.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Brasil acima de tudo…

Por François Silvestre

e Deus acima de todos.

O Slogan mais cretino de toda a cretinice republicana, até hoje. Vamos por parte. O Brasil dos Bolsonaros é uma colônia cultural americana. De bajulação nos ovos de tal vassalagens que a espuma da mamada derrama-se nas virilhas do Tio Sam. Safadeza de pompa, que faz da nossa pequenez internacional uma humilhação semelhante ao acanhamento de um cachorro de pobre mudando-se da casa de taipa para a sombra de uma oiticica. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos - slogan de Jair Bolsonaro

Esse o primeiro fato. Brasil acima, pra quem? Pra nós, os daqui, talvez. Para o Ministro da Economia, inteligente e esperto, não. Foi guardar seus “trocados” num paraíso fiscal. Investir aqui? Nunca. Essa bosta, pra ele, tá abaixo de tudo. Cada dólar que sobe, sobe seu guardado lá. Nos últimos meses ganhou quatorze milhões de reais. Sem fazer nada, sem mexer uma palha, só influindo no câmbio. Investir aqui? Só se ele fosse burro. O presidente do Banco Central fez o mesmo. É ilegal? Não.

Na República da Escrotice todo escroto age legalmente. Tá na lei. Mesmo o que a lei proíbe, há sempre uma brecha que ampara a bandidagem.

E Deus acima de todos? Pronto. O Criador foi promovido. Ninguém até hoje havia dado essa promoção. Bolsonaro o promoveu, no Brasil. E Cabecinha o promoveu, em Martins. Até que em fim Deus foi promovido a marechal.

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Carlos Eduardo sofre acidente e está “dolorido e empenado”, diz

Carlos gravou vídeo (Reprodução Canal BCS)
Carlos gravou vídeo (Reprodução Canal BCS)

O ex-prefeito do Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) sofreu acidente de carro a caminho de Martins, no Oeste do RN.

Ocorreram apenas danos materiais à noite dessa quinta-feira (30). Ele e sua equipe de trabalho estão bem.

O próprio Carlos Eduardo gravou vídeo e colocou em suas redes sociais, completamente intacto, relatando o episódio e garantindo que logo voltará à rotina a que se dispôs nos últimos meses, de circular pelo RN.

Pensava em passar ainda em Pau dos Ferros, Mossoró e Upanema. Acabou adiando os compromissos.

“Eu estou dolorido, hoje acordei até um pouco empenado e não vou cumprir essa agenda”, disse.

Pausa, mas afinal de contas, 2022 está bem aí.

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Um icônico referencial cultural na serra do Martins

Por Marcos Pinto

“…Falar  de  coisas   que  só  batem  nos  que

Conjugam   a  metáfora  do  peso  dos  anos”.

(José   Sarney).

Nada  mais  impressionante  na   região  do  alto  Oeste  potiguar  do  que  a  fantástica  serra  do  Martins,  cuja  denominação  toponímica  atrela-se  ao  seu   fundador  Francisco  Martins  Roriz.  Suas  matas  nativas  revelam  mistérios  circundantes,  aromatizados  por  clima  ameno, instigante   e  salutar,  emoldurando   misterioso  e   sepulcral  silêncio.

As  suas  contagiantes  belezas  naturais  tem  proporcionado  o  surgimento  de  expressivas  intelectualidades  em  todos  os  contextos  dos   valores  humanos   do  país.  Desde  os  primórdios,  evidencia   a  rubrica  de  ser  feudo  e  celeiro  de  intelectuais.

Júnior Marcelino, densidade intelectual sem afetação e zelo pela cultura e conhecimento (Foto: reprodução BCS)
Júnior Marcelino, densidade intelectual sem afetação e zelo pela cultura e conhecimento (Foto: reprodução BCS)

Sobressai-se   como  manancial  de  valorosos  homens e  indômitas  mulheres,  enchendo  de  vivas  ações  de  acentuado  cunho  espiritual  as   páginas  que  marcam  os  anais  da  sua  arraigada   história.  A  sua  vasta   panorâmica  sociocultural   embeleza-se  pela  correção  da  linguagem  a  colorir  os  pensamentos  do  seu  pacato  e  hospitaleiro  povo.  Revela-se  numa  tessitura  simples   e  natural, ao   todo  desprovida  de  apelos  eruditos.  Sob  estes  matizes  envolventes, surge  a  cativante  e  referencial  figura  humanista  e  icônica  em   intelectualidade,  de  nome  Júnior Marcelino.

Homem  de  profunda  fé  e  sólidas  convicções  religiosas, características  peculiares  que   induziram  os  seus  amáveis  genitores  a  encaminhá-lo   ao  famoso  Seminário  Santa   Terezinha,  em  Mossoró-RN, lá ele  amealhou vastíssimos  conhecimentos  em  Humanismo, Classicismo, Geografia  Histórica  e  História  local,  Genealogia, Corografia, Ordenamentos  Políticos  e  Jurisprudência.  O  renomado  Seminário  foi  a  fonte   primordial  e  precípua  da  sua  sua  imensurável  e  respeitável  erudição.

Nesta  conspícua  instituição  eclesiástica  foi  aprovado  com  destaque e  Grau  Superior  em  todas  as  matérias:  Latim, Leitura, Canto, Gramática, Missa  e  demais  cerimônias.  O  Consuetudinário  e  metódico  rigor  aplicado  no  desenvolvimento  espiritual  dos  notáveis  Seminaristas  incluía  matérias  de  casos  de  consciência  e  dos  sacramentos   contidos  na  famosa  Obra  litúrgica  denominado  de  “Breviário”  e, também,  o   “Manual dos Confessores”,  do   Aspilcueta   Navarro.

Pela  sua  acentuada  desenvoltura  intelectual,  deve  ter  participado  das  percucientes  e  famosas  “Visitações Pastorais”,   do  eminente  e   reverendíssimo  Bispo  Diocesano  da  sua  contemporaneidade  de  admirável  seminarista, época  em  que  era  comum  o  vestir-se  com  batina  preta, o  que  imprimia uma  circunspecta  impressão  visual   litúrgica.

Apesar  das  culminâncias  intelectuais  e  espirituais  condensadas  no  seminário,  o  jovem  seminarista  não  resistiu  aos  encantos  de  uma  recatada  e  competente  professora, visão  alicerçada  em  seu  espírito  durante  suas  férias  de  final  de ano,  em  sua  amada  e  nunca  esquecida  Martins.  O  coração  falou  e  calou  mais  alto.

Após  longa  explanação  ao  seu  genitor   quanto  às  razões  de  cunho  sentimental,  de  certa  forma  inesperado, da  sua   firme  decisão  de  desistir  da  sua  iminente  ordenação  sacerdotal, teve  incontinenti  acolhida  do  seu  compreensivo  genitor.  Desfecho  com  emblemático  consórcio  matrimonial  com  a  ditosa  e  elegante  mestra  Perpétua.

Com simplicidade  e  modéstia, criou  e  instalou  em  sua  residência  um  vultoso  museu   com  relevante  acervo  de  fósseis  animais  milenares, destacando-se  como  sendo  o  único  do  estado  do  Rio  Grande  do  Norte  que  tem  em  seu  acervo  um  osso  fóssil  constitutivo  da  mandíbula  do  Mamute,  o  ancestral  do  Elefante.  Como  intelectual  polivalente,  desfruta  de  largo  prestígio  em  todos  os  segmentos  sociais  e  administrativos  do  Estado  do  RN,  e   também  em   âmbito  nacional.

Tudo  em  decorrência  do  seu   arquétipo. Homem  atuante,  embora  comedido. Liberal  sem  demagogia, tradicionalista sem  fanatismo;  construtivo  sem  imprudência.

Impelido  por  um ardoroso  ânimo  de  trabalho,  sabe  aproveitar  as  oportunidades  na  consecução  dos  virtuosos  propósitos.  Sou  testemunha  da  austeridade  e  probidade,  perenes  e  inexpugnáveis  em  seu  “modus  vivendi”, repudiando   tenazmente  o  chamado  e  detestável  ‘culto à personalidade’, configurador  de  asqueroso  vedetismo.

Nunca  se  deixou  vencer   pelas  circunstâncias  adversas, sempre  vencendo  as  barreiras  do   desânimo.  Como  “cultor  da  história”,  lança  mão  do que  tem  na  memória  para  vestir  suas  ideias  acerca  do  processo  evolutivo  da  sua  amada   terra   natal.  A  sua  excepcional  simplicidade  de  estilo  desperta   intensa   empatia, dado  o  seu  boníssimo  coração.

O  nobre  amigo  Júnior Marcelino   contextualiza-se  na  assertiva   de  que  é  uma  pessoa  brilhante, discreto,  justo,  sempre  intervindo  com  maestria  nos  momentos  mais  difíceis  da  pesquisa  em  vetustos  documentos   cartoriais  ou  eclesiásticos.

Visitar  a  inesquecível   cidade  de  Martins  e  não  procurar  conhecer  o icônico intelectual  Júnior Amorim equivale  a    ir  a  Roma   e  não  ver  o  Papa.

Habemus Junius Marcelinus!

Inté!

Marcos Pinto é advogado e escritor

Das pessoas que se ofendem com o silêncio

Por Honório de Medeiros

No rumo do remanso na beira da Serra das Almas, passei por Martins para dois dedos de prosa com Seu Antônio de Luzia, que Deus o mantenha tal qual está.

Perguntei-lhe como iam as coisas, e ele, naquela sua voz arrastada e grave, me disse que “do mesmo jeito, só que mais velhas”.

Era um final de tarde meio quente, no Sítio Canto. Só vez por outra alguém passava e arriscava um dedo de prosa.

E nós dois, como d’outras vezes, café tomado, calados, cabeça pousada por inteiro no espaldar das cadeiras de balanço, nos entregávamos à quietude e ao canto dos passarinhos.

Lá para as tantas uma vizinha distante encostou e se danou a falar, contando o caso de uma sobrinha solteira que embuchara pelas bandas dos Cariris Velhos.

Falou, falou, falou tanto que espantou os sabiás que cantavam nos cajueiros do terreno em frente.

Quando se foi seu Antônio, sem olhar para mim, sentenciou: “essa mulher se ofende com o silêncio”.

E mais não disse até a hora da coalhada, à boca da noite.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Governo do RN