Carlos Augusto tem dois interesses urgentes, vendo na ‘nova oposição’ a chave de resolução (Foto: reprodução/arquivo)
Do Blog da Chris
O ex-todo-poderoso prefeito de fato de Mossoró Carlos Augusto Rosado resolveu agir e agir rápido nas sombras, onde é realmente um mestre. Passou a dar suporte a novos oposicionistas na Câmara Municipal de Mossoró.
Carlos tem auxiliares de confiança assessorando alguns vereadores com dois objetivos bem claros.
Primeiro – Profissionalizar a oposição ao prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), aquele mesmo que sua mulher e então prefeita de direito de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), menosprezou com o apelido de “Menino pobrezinho”, na campanha de 2020.
Segundo – Somar votos para garantir aprovação de contas da ex-prefeita no legislativo, o que só será possível com votos unidos da oposição original e o chamado G6, ex-governistas, que estão no bloco “Diálogo e Respeito”.
Com um ano delicado como esse, é compreensível que Carlos vá mesmo para o tudo ou nada.
Perdido por um, perdido por mil.
Nota do Canal BCS – Ah, tá! Agora entendi, entendi…
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Toda campanha político-eleitoral tem vida própria, marcas próprias, metabolismo próprio. Seu espírito, o ‘espírito do seu tempo’. São jingles, cores, retóricas, novos e velhos personagens, promessas antigas com roupagem recauchutada, incidentes naturais e fatos fabricados, além de lugares-comuns que nunca saem de moda e da boca dos políticos, como o substantivo masculino “povo”.
Debate TCM-Telecom juntou os seis candidatos a prefeito de Mossoró no dia 22 de outubro de 2020 (Foto: Arquivo BCS)
Mas, também, são disputas que ao desfiarmos sua cronologia identificamos um ponto, aquele momento onde o resultado começou a ser gerado, para ser parido nas urnas.
No caso da eleição do então candidato à Prefeitura de Mossoró, servidor público federal, engenheiro e deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade), 28 anos em 2020, poucos têm dúvidas – entre especialistas e leigos que viveram esse certame político tão próximo – que o debate TCM-Telecom foi o divisor de águas (veja AQUI). Foi o start, a centelha propulsora de sua vitória contra a “imbatível” prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Até então, uma “inderrotável” nas lutas paroquiais em Mossoró.
Hoje, sexta-feira, 22 de outubro de 2021, faz exatamente um ano desse acontecimento jornalístico e político promovido pelo grupo administrador da TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom). Os seus desdobramentos foram vesuvianos. Paulatinamente soterraram a ‘vitória certa’ do rosalbismo e agregados. Em dois momentos desse duelo de vozes, gestuais, argumentos e do marketing eleitoral, Allyson foi capaz de tirar completamente do jogo quem ainda tentava polarizar com a prefeita, a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM), e deixar cambaleante a própria Rosalba.
Mediado pelo jornalista Moisés Albuquerque, o debate começou de forma surpreendente, após apresentação pessoal de cada um dos seis debatedores-candidatos a prefeito. Cláudia Regina, com rosto cerrado, olhos vítreos na direção de Allyson Bezerra, foi para o ataque sob instrução de uma “cola” (pergunta por escrito) no púlpito onde estava.
Na ânsia de associar o adversário à imagem do ex-prefeito Francisco José Júnior, julgando-o como um jovem despreparado e produto de marketing virtual cosmético, cópia de “Silveirinha” (citou depreciativamente), Cláudia acabou desfigurada por ele (veja vídeo mais abaixo). A partir daí, vagou sem prumo e rumo. Os dias seguintes, até as eleições de 15 de novembro (24 dias depois), a rebaixaram à quarta colocação em votos.
Momento decisivo
O debate de quase 3 horas estava próximo do fim, quando Rosalba soltou um comentário que soou a deboche. Tratou o deputado nascido no Sítio Chafariz, zona rural do município, como “pobrezinho”. Balbuciava explicações sobre cerca de R$ 12 milhões desviados (segundo denúncias processuais que a envolvem) do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, quando se atreveu à zombaria inconsequente.
Loquaz, de raciocínio ágil e inteligência política, Allyson deixou a adversária grogue ao definir aquela postura como uma visão “preconceituosa”, mexendo com o inconsciente de milhares de pessoas.
Mesmo antes do fim do debate, a provocação da “Rosa” foi transformada em combustível para a arrancada dele. Allyson Bezerra virou o “Menino pobrezinho”, com trechos do debate e jingles popularizando o episódio nas redes sociais (mais de 400 mil visualizações em várias plataformas como no Instagram – veja AQUI – em poucos dias) e ruas. A virada começou ali.
Bastidores
Rosalba precisava ir ao debate? Uma corrente de integrantes da cúpula de sua campanha entendia que não. E tinham até a justificativa prontinha e arrumada. A prefeita teria sofrido um mal-estar no dia anterior (21 de outubro) e foi internada no Hospital Wilson Rosado (HWR) – veja AQUI. Até horas antes do programa havia a dúvida: ela vai ou não vai?
Metendo a mão com força numa mesa que era rodeada por integrantes do grupo rosalbista/campanha, Cadu Ciarlini – filho da candidata e dublê de marqueteiro – deixou claro quem mandava. “Ela vai!”
Quando a mãe-candidata disparou a asneira do fim do debate, Cadu baixou e apertou a cabeça com as mãos, acusando o golpe numa sala próxima do estúdio, na TCM-Telecom. Desde então, a campanha foi descendo a ribanceira até se precipitar à derrota histórica. Nem mesmo a importação de pessoal de marketing, como o consagrado marqueteiro Raimundo Luedy, nos últimos dias, ressuscitou a candidatura cadavérica e insepulta de Rosalba.
Comemoração e arrancada
A reação da retaguarda de assessoria e marketing de Allyson Bezerra foi inversamente proporcional. O clima foi de euforia. Sentia-se que prefeita tinha dado o ‘mote’ para o restante da campanha.
Na preparação do candidato ao debate, por longas horas, discutindo os mais variados temas e estratégias (ataque e defesa), inclusive sob a hipótese de ausência da prefeita, em momento algum ninguém poderia imaginar tamanho escorregão da favorita. Nem o candidato. Contudo, ele não deixou passar.
Desde então, paralelamente atraiu a atenção de grande margem de indecisos, além de galvanizar centenas e milhares de potenciais eleitores de Cláudia e da deputada Isolda Dantas (PT). Ambas, a propósito, terminaram como forças-auxiliares de Rosalba, promovendo campanhas anti-Allyson no rádio-TV, redes sociais e ruas. As urnas deram seu veredito (veja AQUI).
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Em postagem recente, a “Rosa” e a página que publicou matéria com novo disparate da prefeita foram ironizadas (Reprodução)
Alguém precisa avisar à pediatra Rosalba Ciarlini (PP) que ela não é mais prefeita de Mossoró.
Algumas postagens suas em redes sociais e mídias de seu grupo têm sido alvos de chacota. A impressão que tenta passar é de que nada mudou: ela é que administra Mossoró. Tudo que é ou será feito é realização sua.
Já o passivo multimilionário na Previdência Social do município, não;
Maior rombo da história da Prefeitura de Mossoró, que passa de 875 milhões de reais em débitos de curto prazo e dívidas fundadas, ela não toma para si;
Atraso no pagamento de centenas de terceirizados, não recorda;
O “pagamento em dia” que se transformou em atraso salarial e de outros direitos, deixados para o sucessor, não quer assumir;
Milhões em dívidas com hospitais, negociados no fim de mandato para comprometer novo gestor, ignora;
Sucateamento de equipamentos de saúde pública, claro que não é culpada;
A má-fé ao obstruir a transição de governo, levando até a Justiça a determinar cumprimento dessa obrigação, nem fala.
Se tudo que a “Rosa” afirma e relata em suas redes sociais fosse verdade, em termos de gestão municipal, teria sido reeleita. Era imbatível, não é verdade?
O problema é que a ex-prefeita foi finalmente desmascarada. Rainha da maquete, contumaz em promessas mirabolantes e diagnosticada politicamente com um distúrbio psicopatológico de “mitômana”, Rosalba – e seus cabras da peste – ainda não entendeu o que ocorreu dia 15 de novembro do ano passado, data das eleições municipais.
Segue em estado catatônico, vivendo num mundo irreal.
Quer se apropriar de um governo que tem outro executivo. Sim, aquele mesmo que ela se recusou a receber como deputado no Palácio da Resistência (veja AQUI), a quem tratava em chacotas por “deputadozinho”, “abestalhado” e que em pleno debate eleitoral ironizou como “menino pobrezinho”.
Deu no que deu!
Rosalba, você não é mais prefeita!
Ô, ei, psiu! Entendeu?
Vou repetir: você não é mais prefeita!
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Na campanha de 2020, a prefeita reapareceu na zona rural; mas foi tarde demais (Foto Carlos Costa)
O comando do rosalbismo começa a traçar campanha à Assembleia Legislativa da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP).
Ponto de partida, claro, é Mossoró, seu berço político e principal base.
Mapear a zona rural, onde sofreu derrota decisiva à vitória do “menino pobrezinho” Allyson Bezerra (Solidariedade), à prefeitura, é uma das tarefas preliminares. O trabalho é para reverter o desabamento de sua imagem em mais de 130 comunidades que fazem parte desse território.
O abandono custou caro à então prefeita, que não se reelegeu.
Para 2022, a “Rosa” quer o perdão dos campesinos para ter outro mandato, após o insucesso do ano passado.
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