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Juiz federal afastado pode enfrentar situações mais delicadas

Orlan: mais uma ordem drástica (Foto: arquivo)
Orlan tem contra si, por enquanto, seis depoimentos de mulheres que se dizem vítimas de assédio sexual (Foto: arquivo)

Os seis depoimentos de mulheres que denunciaram o juiz federal Orlan Donato Rocha por assédio sexual, ensejando seu afastamento da atividade judicial, podem ser o menor problema que enfrentará adiante. Há possibilidade de ele ter que se explicar por questões ainda mais delicadas.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu terça-feira (25) passada (veja AQUI), afastar o magistrado que foi titular da 8ª Vara da Justiça Federal em Mossoró, acusado de assédio ou importunação sexual. O Conselho também decidiu instaurar, de ofício, revisão disciplinar para analisar se foi correta a aplicação de ‘punição’ meia-boca de “censura reservada”, que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) adotou.

O relator, corregedor Nacional Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), destacou a gravidade dos fatos narrados em depoimentos de seis vítimas.

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Para o ministro, em princípio, a pena de censura não se mostra adequada, cabendo punição mais grave, em observância a precedentes do CNJ em casos semelhantes.

Leia AQUI a defesa de Rocha, veiculada na imprensa através de três advogados, definindo como “indevida e injusta” a decisão do CNJ.

Afastado por assédio sexual, juiz acha decisão “indevida e injusta”

Orlan Donato Rocha saiu de Mossoró para Ceará-mirim (Foto: Atquivo)
Orlan Donato Rocha saiu de Mossoró para Ceará-mirim (Foto: Atquivo)

Afastado das funções de juiz federal na 15ª Vara Federal em Ceará-mirim, por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – veja AQUI, sob acusação de assédio ou importunação sexual, Orlan Donato Rocha diz-se inocente. Através de três advogados, ele emite nota oficial considerando “indevida e injusta” a medida cautelar.

Veja abaixo a íntegra da nota:

A defesa de Orlan Donato Rocha esclarece que na manhã de hoje, o Conselho Nacional de Justiça/CNJ decidiu instaurar Revisão Disciplinar e entendeu pelo seu afastamento cautelar, muito embora o TRF5 já tivesse analisado o caso e decidido por ausência de qualquer tipo de assédio.

Consideramos a extensão dessa imputação ao juiz federal Orlan Donato Rocha, indevida e injusta pela absoluta improcedência dos fatos apontados e pela total ausência de provas que possam comprometer a sua conhecida e meritória postura na vida pública.

O magistrado reafirma sua inocência no caso em questão e que as ilações são infundadas.

Tudo será evidentemente esclarecido no decorrer do processo.

Por fim, reiteramos sua seriedade e correção, como integrante da magistratura federal há mais de doze anos.

Advogados

Olavo Hamilton, Paulo Leão e Paulo Leão Júnior

Nota do Blog Carlos Santos – Até o segundo semestre do ano passado, Donato era titular da 8ª Vara Federal em Mossoró e os depoimentos de seis mulheres que o incriminam tem essa cidade como ambiente, segundo o relator do  processo no CNJ, ministro Luis Felipe Salomão. Ele pediu a correta apuração dos fatos, até que se defina o melhor encaminhamento para a situação. 

Justiça Federal em Mossoró tem atuação de novo juiz

Braga atuou na JF no Ceará (Foto: JFCE)
Braga atuou na JF no Ceará (Foto: JFCE)

A 8ª Vara da Justiça Federal, com sede em Mossoró, conta com novo titular em atuação regular.

Em substituição a Orlan Donato Rocha, que precisou migrar para a a 15ª Vara, Subseção de Ceará-mirim, está o judicante João Batista Martins Prata Braga.

A 8ª Vara trata de demanda comuns, execuções fiscais, execução penal e processos do juizado cível.

Braga é magistrado desde 2010, passando pela 12ª Vara Federal (Fortaleza-CE), 29ª Vara Federal (Limoeiro do Norte-CE) e 24ª Vara Federal (Tauá-CE).

Nota do BCS – Bom trabalho, doutor!

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Justiça condena 5 envolvidos em morte de policial penal federal

No julgamento que começou na terça-feira (30) e durou três dias, terminando apenas na noite dessa quinta-feira (2), em Mossoró, houve condenação dos envolvidos na execução do policial penal federal Henri Charle Gama Silva, ocorrida dia 12 de abril de 2017. O julgamento foi na 8ª Vara Federal, tendo ocorrido no Fórum Desembargador Silveira Martins, da Justiça do RN.

policial penal federal Henri Charles teria sido vítima de um complô do PCC (Foto: divulgação)
policial penal federal Henri Charles teria sido vítima de um complô do PCC (Foto: divulgação)

O MPF foi representado pelos procuradores da República Emanuel Ferreira, Samir Nachef Júnior, Aldirla Albuquerque e Henrique Hahn de Menezes, no julgamento presidido pelo juiz federal Orlan Donato Rocha.

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de três homens e duas mulheres: Eduardo Lapa dos Santos (24 anos e 9 meses de reclusão), Maria Cristina da Silva (20 anos de reclusão), Jailton Bastos de Souza (37 anos e 4 meses de reclusão), Gilvaneide Dias Mota Bastos (22 anos e 2 meses de reclusão) e Edmar Fudimoto (22 anos e 2 meses de reclusão).

A vítima trabalhava na Penitenciária Federal da cidade e foi um dos alvos de uma ordem emitida nacionalmente pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Penas

Dos réus, todos foram considerados culpados do crime de homicídio duplamente qualificado e quatro deles por organização criminosa. Os cinco ainda poderão recorrer da sentença, mas foi mantida a prisão preventiva dos três homens, bem como a prisão domiciliar das duas mulheres.

Os dois homens considerados mentores intelectuais do crime foram condenados a 37 anos e quatro meses de reclusão, o primeiro, e 24 anos e nove meses de reclusão o segundo; enquanto um terceiro, que auxiliou o grupo na compra de uma casa próxima ao presídio federal, recebeu uma pena de 22 anos e dois meses de reclusão, a mesma aplicada a uma das mulheres que transmitia as ordens entre os envolvidos.

Já a quinta ré, que se infiltrou como empregada na residência da vítima, Maria Cristina da Silva, foi sentenciada a 20 anos de reclusão (ela foi absolvida pelo crime de organização criminosa).

Assassinato 

Henri Charle se encontrava em um bar situado no bairro de Boa Vista, em Mossoró, próximo à sua residência, quando sofreu uma emboscada. Ele estava sentado em uma cadeira quando ouviu os disparos de arma de fogo. Tentou fugir, procurando abrigo por trás de um veículo estacionado no local. Porém, os executores conseguiram alcançá-lo e dispararam quatro tiros, sendo dois quando o policial já estava caído no chão.

A ordem previa a morte de dois agentes penitenciários em cada cidade onde se encontram os presídios federais. Além de Henri Charle, outros dois funcionários do sistema penitenciário, em Cascavel no Paraná, também foram assassinados.

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Meu hospital, minha vida

HMAC passa por um longo período de intervenção e sua transição precisa ser às claras à sociedade (Foto: arquivo)
HMAC passa por um longo período de intervenção e sua transição precisa ser às claras à sociedade (Foto: arquivo)

Do Blog da Chris

A transição do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), de entidade mantida por uma instituição filantrópica (Apamim), para novo modelo de gestão, sem os antigos dirigentes, familiares e aderentes, ainda vai mexer muito com os bastidores da política.

Há enormes interesses que não aparecem ao público.

A intervenção federal foi muito benéfica, mas à medida que se alonga, já por quase sete anos, também deixa transparecer que novos vícios e velhos vícios, com novas caras, não ajudam na mudança que se espera.

Eu nem lhe conto.

Nota do Blog – Extremamente oportuna essa postagem, Chris. A Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) está sob intervenção desde setembro de 2014. Sua dissolução já se formalizou por decisão do juiz Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal, no dia 15 de dezembro do ano passado.

Mas, é claro que o processo de transição precisa de maior divulgação e discussão da sociedade, inclusive no âmbito da Câmara Municipal de Mossoró, entidades médicas, Município. Modelo de gestão, forma de constituição societária, administração, patrimônio multimilionário, papel de terceirizadas/empresas e cooperativas etc. estão em jogo.

Há muita coisa a ser vista, muito mais do que nossa vã filosofia possa imaginar.

Traremos mais novidades de bastidores.

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Juiz bloqueia contas da Prefeitura de Mossoró para pagar Apamim

Por decisão do juiz titular da 8ª Vara da Justiça Federal, com sede em Mossoró, Orlan da Rocha Donato, a Prefeitura Municipal de Mossoró teve bloqueio de contas para pagamento à Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM). A sentença saiu nessa terça-feira (23).Bloqueio de contas, bloqueio judicial,

No dispositivo (conclusão do magistrado sobre o pedido do autor da ação), ele é enfático:

“Acolho em parte a petição incidental da Junta Interventora e determino o imediato bloqueio nas contas do Município de Mossoró, no valor de R$ 2.974,374, 68, referente às parcelas pós-fixadas de novembro/20 e dezembro/20 e as parcelas pré-fixadas de fevereiro/21”, estabeleceu o magistrado.

Adiante, sublinhou: “Concedo ao Município de Mossoró o prazo de 30 (trinta) dias para pagamento de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais) referente à parcela de fomento de dezembro/20, e o prazo de 60 dias para pagamento da outra parcela pendente de fomento, referente a janeiro de 2021, no valor de  R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais).

A Prefeitura Municipal de Mossoró, gestão Allyson Bezerra (Solidariedade), pronunciou-se sobre a decisão da Justiça Federal, através de sua Secretaria Municipal de Comunicação, abordada por essa página. Veja abaixo:

O Governo Rosalba Ciarlini (2017/2020) transferiu para a atual gestão débito de R$ 11 milhões e 555 mil com a Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), mantenedora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) e da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR).

Nesta terça-feira (23), a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 2 milhões e 974 mil nas contas da Prefeitura, referentes às parcelas pós-fixadas de novembro/20 e dezembro/20 e as parcelas pré-fixadas de fevereiro de 2021.  A gestão Allyson Bezerra (Solidariedade) já pagou à Apamim R$ 3 milhões e 360 mil este ano.

A dívida superior a R$ 11 milhões com Apamim faz parte de um montante de mais de R$ 875 milhões de compromissos financeiros deixados pelo governo anterior. O detalhamento dessas contas foi feito pela equipe econômica da Prefeitura de Mossoró no último dia 28 de janeiro (veja AQUI).

Esse é o primeiro bloqueio de contas da municipalidade, na administração Allyson Bezerra. Favorece uma instituição que está sob intervenção federal desde outubro de 2014.

Na administração da então prefeita Rosalba Ciarlini (PP), o mesmo juiz chegou a determinar mais de 30 bloqueios de contas para cumprimento de obrigações só com a Apamim.

O último bloqueio durante o governo de Rosalba aconteceu em dezembro passado (veja AQUI).

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Livro sobre Jurisdição Criminal é lançado por membros da JFRN

Livro foca área criminal (Reprodução de capa)
Livro foca área criminal (Reprodução de capa)

A experiência e o trabalho do Grupo de Monitoramento e Fiscalização da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN) está abordado no livro “Jurisdição Criminal – Sugestões e análise dos dados do GMF/5R”, organizado pelo Juiz Federal Walter Nunes da Silva Júnior. Foi lançado pela OWL Editora Jurídica.

            A obra traz o trabalho do GMF, criado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região para atuar na jurisdição criminal, não só dentro dos processos, mas, sobretudo, administrativamente, com ideias e ações que racionalizem a gestão da atividade jurisdicional.

O livro agora lançado conta com os artigos de todos os integrantes desse projeto. “Justiça restaurativa na jurisdição criminal federal no Estado do Rio Grande do Norte”, “Acordo de não persecução penal, procedimento no âmbito do judiciário e seu impacto na distribuição das veras federais” e “Penitenciária Federal na cidade de Mossoró/RN: estudo do quantitativo e da natureza dos pedidos processados na corregedoria judicial e do tipo de crimes atribuídos aos presos” são algumas das temáticas do livro.

            A obra, com 251 páginas, conta com artigos, além do Juiz Federal Walter Nunes, dos magistrados Hallison Rêgo Bezerra e Orlan Donato Rocha. Participam ainda da obra Gabriel Emídio Guerra Cabral, Ívinna Ellionay Alves dos Santos, Larissa Maria da Silva, Lucien Borges Dantas Filho, Márcio Bittencourt Dutra dos Santos e Thayssa Meyrelles José. A publicação pode ser encontrada na livraria da Amazon.

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Estado paga 1ª parcela para manter hospital de campanha

O valor de R$ 633 mil que o governo estadual deveria creditar para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), no último dia 20 (quarta-feira), o fez na sexta-feira (22). É a primeira parcela de um total de três, em igual valor.

O Blog Carlos Santos mostrou em primeira mão a situação delicada do Hospital São Luiz (veja AQUI) sofria por falta dos recursos.

São Luiz é hospital de campanha administrado por Larizza Queiroz da Apamim (Foto: arquivo)

O São Luiz é hospital de campanha gerido pela Apamim, como resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desencadeado pelo juiz federal Orlan Donato, promotor estadual Rodrigo Pessoa e outras pessoas e instituições públicas, para dotar Mossoró e região de uma estrutura emergencial de atendimento a vítimas da Covid-19.

Débito ainda aberto

Apesar do crédito, o Governo do RN ainda deve R$ 183 mil à mesma Apamim. Essa instituição sob intervenção federal desde setembro de 2014, destinou esses recursos para apressar a abertura de 10 leitos de UTI no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), esperando ser ressarcida.

Sua gestora, a bioquímica Larizza Queiroz, foi uma das pessoas que articularam o TAC capaz de aglutinar a Prefeitura de Mossoró e Governo do Estado no apoio ao funcionamento do São Luiz como hospital de campanha, tendo ainda o Ministério Público do RN (MPRN), Ministério Público Federal (MPF/RN) e Ministério Público do Trabalho (MPT) como signatários na Justiça Federal.

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Como previsto, Prefeitura tem contas bloqueadas

Postagem do Blog Carlos Santos dia passado (segunda-feira, 16), às 10h04: Prefeitura pode ter novo bloqueio judicial de contas. Hoje (terça-feira, 17), o Blog Saulo Vale confirma:

O juiz federal Orlan Donato Rocha da 8ª Vara da Justiça Federal, determinou nesta terça-feira o bloqueio nas contas da Prefeitura de Mossoró, no valor de quase R$ 2,5 milhões.

O motivo do novo bloqueio são as dívidas acumuladas da Prefeitura para com a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) – Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Tentativa

A Prefeitura tenta, nos bastidores, amenizar os efeitos do bloqueio milionário, sugerindo às contas que teriam o dinheiro descontado.

Já são mais de 20 bloqueios, em apenas dois anos, em favor da Apamim, devido às dívidas acumuladas da Prefeitura para com a unidade hospitalar.

P.S – 19H – NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Prefeitura esclarece que o Município convive com esses bloqueios judiciais desde o início da gestão, medidas que refletiram a precariedade das contratações no âmbito do SUS.

Porém, nesse segundo semestre de 2019, foram concluídos os procedimentos de chamamento público para credenciamento do SUS, segundo as normas do Ministério da Saúde, e todos os contratos, a partir do próximo ano, terão fluidez normal.

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Juiz federal barra empréstimo de até R$ 150 milhões da PMM

O Blog do Barreto noticiou em primeira mão à noite desta quinta-feira (21), decisão do juiz da 8ª Vara da Justiça Federal em Mossoró, Orlan Donato Rocha, acatando parcialmente pedido de liminar em Ação Popular protocolada por grupo de vereadores da oposição, mês passado.

Importante ser destacado: cabe recurso. É um entendimento em primeira instância.

Refere-se aos efeitos da Lei Municipal 3734/2019 que autorizou a Prefeitura de Mossoró a contrair empréstimo de até R$ 150 milhões junto à Caixa Econômica Federal (veja AQUI).

O Blog Carlos Santos teve acesso à integra do despacho do magistrado – VEJA AQUI.

“(…) Defiro parcialmente a tutela antecipada para suspender os efeitos da Lei Municipal n° 3.734/2019 e determinar que a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL se abstenha de promover qualquer operação de crédito em favor do MUNICÍPIO DE MOSSORÓ com lastro na Lei Municipal n° 3.734/2019, sob pena de multa no importe de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais). Caso já tenha havido a celebração da operação de crédito, quando da intimação desta decisão,  determino, também,  que tanto a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL quanto o MUNICÍPIO DE MOSSORÓ se abstenham de promover qualquer movimentação financeira envolvendo os referidos recursos, sob pena de multa no importe de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais)”.

Operação viola Constituição

No entendimento do magistrado, não é admitida “a vinculação do Fundo de Participação do Município (FPM) como garantia em operação de crédito tradicional sem o aval da União”. Acrescenta, que “a operação de crédito buscada pelo Município de Mossoró, da forma como foi feita através da Lei n° 3.734/2019, viola a Constituição Federal”.

Adiante, ainda assinala: “No que tange à irreversibilidade da medida, o que se observa, na realidade, é que, caso a operação se concretize e o pleito seja julgado procedente, isso traria graves impactos econômicos e políticos ao Município de Mossoró, bem como à Caixa Econômica Federal, tornando a reversão ao status quo de difícil concretização. Por essas razões, bem como a iminência de prosseguimento na contratação do financiamento junto à CAIXA, afigura-se demonstrado o requisito do perigo na demora e a necessidade de concessão da liminar pleiteada”.

Esclarecimentos negados

A demanda foi protocolada pelos vereadores oposicionistas – Alex do Frango (PMB), Petras Vinícius (DEM), Gilberto Diógenes (PT), Genilson Alves (PMN), Ozaniel Mesquita (PL) e Raério Araújo (sem partido).

O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal no dia 23 de outubro (veja AQUI) em sessão ordinária sem transmissão ao vivo pela TV Câmara.

Com os votos majoritários de sua bancada, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) também se esquivou de uma audiência pública (veja AQUI) proposta pelo oposição. Os parlamentares cobravam uma série de informações relacionadas à operação, visto que não constam da justificativa ou enunciado do projeto.

Nem a própria bancada do governo soube esclarecer pontos como tempo de carência, período de pagamento, juros, índice de comprometimento de receita, plano de aplicação dos recursos, critérios à definição dos investimentos e em que obras especificamente devem ser empregados esses milhões.

Leia tambémEmpréstimo de Rosalba é cartada político-eleitoral decisiva.

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Justiça intima prefeitura a dar explicações sobre empréstimo

Rocha aguarda pronunciamento da PMM (Foto: arquivo)

A Prefeitura Municipal de Mossoró tem até o próximo dia 13 para se pronunciar quanto à Ação Popular com pedido de tutela de urgência, que trata da aprovação às pressas de projeto de lei (veja AQUI) que autorizou a municipalidade a obter empréstimo “de até R$ 150 milhões”.

A demanda foi protocolada à semana passada pelos vereadores oposicionistas – Alex do Frango (PMB), Petras Vinícius (DEM), Gilberto Diógenes (PT), Genilson Alves (PMN), Ozaniel Mesquita (PL) e Raério Araújo (sem partido) – e está em tramitação na 8ª Vara da Justiça Federal da comarca de Mossoró, sob apreciação do juiz Orlan Donato Rocha.

Sessão sem transmissão ao vivo

O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal no último dia 23 (veja AQUI) em sessão ordinária sem transmissão ao vivo pela TV Câmara. Normalmente, a emissora desse próprio poder transmite todas as suas reuniões deliberativas de plenário.

Com os votos majoritários de sua bancada, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) também se esquivou de uma audiência pública (veja AQUI) proposta pelo oposição. Os parlamentares cobram uma série de informações relacionadas à operação, visto que não constam da justificativa ou enunciado do projeto.

Nem a própria bancada do governo soube esclarecer pontos como tempo de carência, período de pagamento, juros, índice de comprometimento de receita, plano de aplicação dos recursos, critérios à definição dos investimentos e em que obras especificamente devem ser empregados esses milhões.

Leia também: Empréstimo de Rosalba é cartada político-eleitoral decisiva.

P.S (9h52, de 7 de novembro de 2019) – Nota da Câmara Municipal de Mossoró

Sobre a postagem “Justiça intima Prefeitura a dar explicações sobre o empréstimo”, mais precisamente no trecho “Sem transmissão ao vivo”, esclarecemos que as sessões itinerantes no projeto Câmara Cidadã não recebem transmissão em tempo real, porque a TV Câmara Mossoró não dispõe de equipamento (link) para transmissão ao vivo, em eventos externos.

A veiculação dessa natureza só ocorre diretamente do plenário, em razão de estrutura permanente, destinada a essa finalidade. Portanto, a ausência de transmissão ao vivo da sessão no bairro Sumaré, no último dia 23, não tem relação com a votação do empréstimo à Prefeitura.

A referida sessão foi gravada, e a íntegra exibida na TV Câmara Mossoró, como as 11 reuniões plenárias anteriores, realizadas no Câmara Cidadã.

Diretoria de ComunicaçãoCâmara Municipal de Mossoró

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Judiciário define dirigentes de foros no estado

Wagner: JFRN (Foto: divulgação)

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) elegeu o Juiz Federal Carlos Wagner Dias Ferreira, integrante da Turma Recursal da Seção Judiciária, como o novo diretor do Foro da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN).

O vice-diretor eleito foi o Juiz Federal José Carlos Dantas Teixeira de Souza, titular da 3ª Vara.

Eles serão empossados em abril para o biênio 2019/2020.

O magistrado Carlos Wagner sucede o Juiz Federal Marco Bruno Miranda Clementino, que durante os últimos quatro anos dirigiu a JFRN.

O TRF5 já definiu os novos diretores das Subseções do Judiciário Federal. Em Mossoró será o Juiz Federal Orlan Donato. Já na Subseção de Caicó a Juíza Federal Sophia Nóbrega permanecerá na direção.

Em Assu, a gestão permanece com o magistrado Arnaldo Pereira. Na Subseção de Ceará-Mirim, o Juiz Federal Hallison Bezerra permanecerá como diretor.

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Ufersa firma importante convênio com a Apamim

Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) e a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) firmaram convênio que contempla estágio obrigatório cumulado com a doação de equipamentos. A formalização dessa comunhão de interesses foi acompanhada pelo juiz da 8ª Vara da Justiça Federal em Mossoró, Orlan Donato Rocha.

Ufersa e Apamim firmaram convênio sob o beneplácito de Orlan Donato (Foto: JFRN)

O convênio tem duração de dois semestres letivos, o que corresponde a um ano, podendo ser prorrogado mediante aditivo. A doação de equipamentos pela Universidade visa à reestruturação da assistência materno-infantil prestada pelo Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), ligado à Apamim na cidade de Mossoró.

O documento define que caberá a execução das atividades de estágio pelos estudantes, mediante acompanhamento de professores e/ou preceptores da Universidade. E pela Apamim o recebimento dos estudantes e professores de medicina.

Intervenção

Atualmente, o Hospital Maternidade Almeida Castro realiza mais de 10 mil atendimento/mês, com uma média de 700 partos. Ao todo, o hospital dispõe de 187 leitos, sendo 17 UTI’s neonatal, 08 UTI’s adulto e 08 salas de cirurgias.

Os demais leitos são alojamentos conjuntos. A grande maioria dos pacientes atendidos é da região oeste do Estado.

A Apamim/HMAC está sob intervenção federal desde setembro de 2014, decretada pelo próprio magistrado.

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Central de Regulação mostra excelentes resultados

Diretor-geral do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, o odontólogo Jarbas Mariano comemora os resultados expressivos da Central de Regulação de Leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na cidade. “Economia gigantesca e maior agilidade e eficiência para salvarmos vidas”, atesta.

Audiência pública na Justiça Federal sobre Central de Regulação de Leitos de UTI (Foto: arquivo 24-08-17)

A Central de Regulação está na sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), parceria estado-município. Seu funcionamento 24h/dia tem acompanhamento paralelo da Justiça Federal e Ministério Público (Federal e Estadual).

No momento existem 62 leitos de UTI na regulação. Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), 8; Hospital Wilson Rosado (HWR), 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e mais 10 contratados pelo Estado; Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), 9; Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), 8. E ainda existem sete leitos à disposição no Hospital Regional de Pau dos Ferros.

Audiência pública e ação de juiz

A Central de Regulação é mais um desdobramento da Audiência Pública realizada em Mossoró, no auditório da Faculdade de Medicina, no dia 26 de maio do ano passado. Foi promovido pela Assembleia Legislativa, com proposição e presidência do deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”.

“Mas nossa luta é bem anterior” a esse ‘marco zero’ – destaca o diretor, assinalando a forma decisiva como o juiz da 8ª Vara Federal, Orlan Donato Rocha, conduziu o caso.

Até seu início em 3 de novembro de 2017 (veja AQUI), o governo estadual convivia com gastos superlativos e seguidas judicializações para contratação de leitos. “Não está ocorrendo mais ação judicial à procura de leito de UTI”, lembra Mariano.

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Processo contra Sandra Rosado será julgado dia 20 de fevereiro

Está pautado para o dia 20 de fevereiro, às 13h30, o julgamento no âmbito da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede em Recife-PE, do processo sob o número 0000878-38.2015.4.05.8401, que trata de condenação da atual vereadora e ex-deputada federal mossoroense Sandra Rosado (PSB) a 9 anos e dois meses de prisão.

Sandra: mais de 9 anos de prisão (Foto: Edilberto Barros)

Além dela, mais quatro pessoas aparecem como réus – também condenadas em primeiro grau. Confirmando-se a sentença, entre os desdobramentos estão sua prisão e perda do atual mandato eletivo.

A sentença condenatória preliminar que atingiu Sandra e mais quatro pessoas, como seu ex-genro Francisco de Andrade Silva Filho, foi prolatada pelo juiz titular da 8ª Vara da Justiça Federal em Mossoró, Orlan Donato Rocha.

Ele prolatou a decisão monocrática no dia 10 de maio do ano passado.

Denúncia

Sandra Rosado e os demais réus foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF/RN) em 17 de dezembro de 2015. Segundo narrativa do MPF, sofisticado esquema foi montado “para apropriar-se indevidamente de recursos repassados pela União (Convênio nº 1782/2003-FNS – SIAFI nº 495578) para a Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), no valor de R$ 719.779,00”. Estes recursos foram repassados em cinco parcelas de R$ 143.955,80.

Leia também: Sandra Rosado tem condenação a 9 anos e dois meses de prisão AQUI;

Leia também: Ação penal coloca Sandra, Laíre e Larissa em novo julgamento AQUI;

Leia também: Sandra Rosado garante em plenário que provará inocência AQUI.

No processo, ficou configurado que a então deputada federal Sandra Rosado, no ano de 2004, agilizou em Brasília a liberação dos recursos no Ministério da Saúde, destinando-os para a APAMIM, em Mossoró, que por sua vez era administrada na época pelo marido dela, Laíre Rosado Filho e o genro, Francisco Andrade Silva Filho.

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Vereadores voltam a revelar diferenças político-pessoais

Os vereadores Sandra Rosado (PSB) e Alex do Frango (PMB) protagonizaram outro “round” há pouco no plenário da Câmara Municipal de Mossoró. Os entreveros e escaramuças estão se sucedendo entre ambos.

Alex: aparte (Foto: CMM)

Em aparte ao também vereador governista João Gentil (PV), que censurava demolição do prédio do Hospital Duarte Filho, entidade filantrópica, Sandra asseverou que não seria apenas esse hospital a “vítima” de má gestão. Deixou implícita, crítica à intervenção da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR)/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), que seu grupo controlava até final de 2014.

Sem perder tempo, o oposicionista Alex do Frango interveio. Parabenizou a intervenção e ressaltou os benefícios da medida judicial comandada pelo juiz titular da 8ª Vara da Justiça Federal da comarca de Mossoró, Orlan Donato Rocha.

Antes mesmo de Alex começar a falar, Sandra saltou da cadeira abruptamente para não ouvi-lo e saiu do plenário. O movimento brusco derrubou até placa posta sobre sua à mesa, com identificação de seu nome.

Juiz

O incidente arrancou risos de outros vereadores e populares/assessores presentes.

Sandra: irritação (Foto: CMM)

Outro desafeto declarado da parlamentar, vereador oposicionista Raério Araújo (PRB), o “Raério Cabeção”, emendou a pressão. Assinalou que CSDR/HMAC nesse hospital a interventoria “trabalha certo, com o dinheiro certo”.

Também elogiou o magistrado Orlan Donato e deixou no ar  que havia gente “lutando para fechar” o hospital.

À semana passada, Sandra deixou consignado em pronunciamento em plenário, seu voto à reeleição de Izabel Montenegro (PMDB) – veja AQUI – para presidente da Câmara, mas avisando que excluía Alex do Frango (que estava na chapa) – veja AQUI.

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Juízes federal e estadual tratam da delicada Saúde Pública

Orlan Donato Rocha e Pedro Cordeiro Jr. tiveram reunião que pode ter profundas consequências à saúde (Foto: arquivo)

Os juízes Orlan Donato Rocha (8ª Vara da Justiça Federal) e Pedro Cordeiro Junior (1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró) andaram conversando.

Sem formalismo, mas com foco.

À mesa, eles discutiram um tema nevrálgico à sociedade mossoroense: Saúde Pública.

Ouvido ao chão como bom índio Comanche, Sioux, Cherokee, Cheyenne, Navajo ou Apache.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

Vem novidades por aí.

Amém!

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JFRN condena Edvaldo Fagundes e mais 11 pessoas

O empresário Edvaldo Fagundes de Albuquerque, diretor do Grupo Líder, e outras 11  pessoas foram condenadas pelo crime de falsidade ideológica. O caso ficou conhecido como Operação Salt. A sentença foi proferida pelo Juiz Federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal no Rio Grande do Norte.

Ao produzir documento ideologicamente falso, cria-se uma aparência destoante da realidade da gerência empresarial. Essa simulação opera perante instituições financeiras, autoridades fazendárias, entre outros para se ocultarem de sua responsabilidade. Por meio da utilização de sócios “laranjas”, cria-se uma aparência desvirtuada da efetiva gerência da empresa, como um “teatro” para cometer delitos fiscais, enganando a Administração Pública”, escreveu o magistrado na sentença.

Laranjas

No esquema, ora condenado pela Justiça, o uso de pessoas “laranjas”, para ocultar os reais sócios e patrimônio, com o objetivo de burlar o Fisco. O magistrado chama atenção também para diversas empresas fantasmas constituídas pelo grupo.

“A Diamante Cristal se trata de empresa de fachada, porquanto no endereço indicado não consta nenhuma outra empresa a não ser a Henrique Lage Salineira, nem sequer a indicação por meio de placa”, cita.

Um outro fato relatado na sentença é o caso da Refinassal Indústria de Refinação de Sal Ltda. Criada em 1993, a empresa teve o quadro societário alterado em 2009. Mas o Juiz Federal considerou procedente a acusação de que os sócios eram inverídicos e o real dono é Edvaldo Fagundes de Albuquerque.

A sentença do Juiz Federal Orlan Donato, com 84 páginas, absolveu outras cinco pessoas.

Confira a condenação de cada um dos envolvidos:

  1. Edvaldo Fagundes de Albuquerque: 21 anos de reclusão e 560 dias-multa, com cada dia multa equivalente a 2 vezes o valor do salário mínimo
  2. Ana Catarina Fagundes de Albuquerque: 9 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão e o pagamento de 208 dias-multa, com o valor de cada dia equivalente a um salário mínimo
  3. Rodolfo Leonardo Soares Fagundes de Albuquerque: 9 anos 7 meses e 15 dias de reclusão e 208 dias-multa, com o valor da dia multa equivalente a um salário mínimo.
  4. Felipe Vieira Pinto: 4 anos e 8 meses de reclusão e 92 dias-multa, com o valor do dia-multa em meio salário mínimo
  5. José Bonifácio Dantas de Almeida: 4 anos e 8 meses de reclusão e 92 dias-multas, com o valor do dia-multa equivalente a 1/30 do salário mínimo
  6. Miguel Ângelo Barra e Silva: 2 anos e 4 meses de reclusão, pena que foi convertida em prestação de serviço a comunidade por igual período e o pagamento de 46 dias-multa, com o valor do dia-multa equivalente a 1/30 do salário mínimo
  7. Joel Ferreira de Paula: 2 anos de reclusão, pena que foi convertida em prestação de serviço a comunidade, e 29 dias-multa, com o valor do dia-multa equivalente a 1/30 do salário mínimo
  8. José de Arimateia Costa: 2 anos de reclusão, pena que foi convertida em prestação de serviço a comunidade, e 29 dias-multa, com o valor do dia-multa equivalente a 1/30 do salário mínimo
  9. José Dutra de Almeida Lira: 2 anos de reclusão, pena que foi convertida em prestação de serviço a comunidade, e 29 dias-multa, com o valor do dia-multa equivalente a 1/30 do salário mínimo
  10. Zulaide de Freitas Gadelha: 2 anos e 4 meses de reclusão, pena que foi convertida em prestação de serviço a comunidade, e 46 dias-multa, com o valor do dia-multa equivalente a 1/2 do salário mínimo
  11. Genival Silvino de Sousa: : 2 anos e 4 meses de reclusão, pena que foi convertida em prestação de serviço a comunidade, e 46 dias-multa, com o valor do dia-multa equivalente a 1/30 do salário mínimo
  12. Eduardo Fagundes de Albuquerque: 2 anos e 4 meses de reclusão, pena que foi convertida em prestação de serviço a comunidade, e 46 dias-multa, com o valor do dia-multa equivalente a um salário mínimo.

Com informações da Justiça Federal do RN.

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Município quer indicar nomes à Junta Interventora do HMAC

O Secretário Municipal de Saúde, Benjamin Bento, participou de audiência de cooperação na 8ª Vara Federal da Justiça Federal, na manhã desta terça-feira, 13, em Mossoró. Segundo ele, para estreitar o diálogo entre os órgãos envolvidos no processo relacionado à intervenção judicial do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Audiência aconteceu hoje e reuniu setores ligados à Saúde, sob presidência do juiz Orlan Donato (Foto: cedida)

O município solicitou a indicação de dois nomes da atual gestão para compor à junta interventora do HMAC/Apamim. Os nomes propostos foram das assistentes sociais Josedete Soares de Queiroz Teixeira e Joaniza de Freitas Vales. As possíveis indicações serão analisadas pela Justiça Federal, que poderá deferir ou não o pedido.

Quadro de pessoal

O encontro, mediado pelo juiz federal Orlan Donato Rocha, contou com a presença de representantes do município, da junta interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), das cooperativas médicas e do Sindicato dos profissionais de hospitais particulares, além do Secretário do Estado de Saúde Pública, George Antunes, através de videoconferência.

Na ocasião, o município solicitou informações sobre o quadro de pessoal do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).  “O município investe R$ 200 mil por mês para pagar servidores na Apamim, mas não temos o controle sobre as escalas e plantões”, revelou o secretário Benjamin Bento.

Nota do Blog – Depois traremos mais informações sobre esse importante assunto.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Sandra Rosado tem condenação a 9 anos e 2 meses de prisão

Do Mossoró Hoje

A vereadora Sandra Rosado (PSB) foi condenada a 9 anos e 2 meses de prisão por apropriação indevida de recursos repassados pela União à Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM). A sentença, do juiz federal Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal de Mossoró, foi assinada na última quarta-feira, 10, e será publicada neste fim de semana no Diário de Justiça Eletrônico.

Sandra tem condenação (Foto: arquivo)

Na sentença, o magistrado destaca que houve um “conluio para apropriar-se indevidamente de recursos repassados pela União (Convênio nº 1782/2003-FNS – SIAFI nº 495578) para APAMIM – Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró, no valor de R$ 719.779,00”. Estes recursos foram repassados em cinco parcelas de R$ 143.955,80.

No processo, ficou configurado que a então deputada federal Sandra Rosado, no ano de 2004, agilizou em Brasília a liberação dos recursos junto ao Ministério da Saúde, destinando-os para a APAMIM, em Mossoró, que por sua vez era administrada na época pelo marido dela, Laíre Rosado Filho e o genro, Francisco Andrade Silva Filho.

Confira a situação de cada réu no processo:

RÉU – Sandra Maria da Escóssia Rosado – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Manuel Alves do Nascimento Filho – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Maria Goreti Melo Freitas Martins – 8 anos e 6 meses de prisão;

RÉU – Cláudio Montenegro Coelho de Albuquerque – 7 anos e 4 meses de prisão;

RÉU – Francisco de Andrade Silva Filho – 4 anos de prisão;

RÉU – Maria Melo Forte Cavalcante – Absolvido;

RÉU – Suane Costa Brusamarello – Absolvido;

RÉU – Anderson Luis Brusamarello – Absolvido;

RÉU – José do Patrocinio Bezerra ¬ Absolvido;

RÉU – Samuelson Pinto Dantas Diniz – Absolvido.

“No que diz respeito às condutas de cada investigado, percebe-se que a peça do MPF as descreve minuciosamente, enfatizando que SANDRA MARIA ESCÓSSIA ROSADO, enquanto Deputada Federal, com seu prestígio e poder, realizou emendas ao Orçamento da União com o intuito de direcionar recursos à APAMIM (associação dirigida à época por seu esposo e genro, Laíre Rosado e Francisco Andrade, respectivamente), culminando com o Convênio nº 1782/2003 – FNS e o repasse de R$ 719.779,00 (setecentos e dezenove mil, setecentos e setenta e nove reais)”, assinala a narrativa da sentença.

“Aduz, o parquet (Ministério Público), que o direcionamento para posterior desvio torna-se ainda mais nítido com a participação direta do assessor de Sandra, Sr. MANUEL ALVES DO NASCIMENTO, bem como por parte dos recursos ter parado na conta de SUANE C. BRUSAMARELLO ME (empresa pertencente à esposa de outro assessor de SANDRA ROSADO – ANDERSON LUIS BRUSAMARELLO)”, salienta.

A denúncia do Ministério Público Federal, nesse processo, foi recebida pela Justiça Federal no dia 17 de dezembro de 2015. A partir desse momento, todos os réus apresentaram suas defesas, arrolaram testemunhas e também anexaram provas em suas defesas. Vários advogados atuaram fortemente junte à Justiça Federal em Mossoró, na defesa dos réus, inclusive Sandra e Laire Rosado.

No dia 16 de novembro de 2016, a Justiça Federal de Mossoró procedeu a oitiva de várias testemunhas tanto de defesa como de acusação, como Maria de Fátima Freitas Cruz e José Pereira de Lima, arroladas no processo pelos promotores de justiça.

Já como testemunha de defesa foram arroladas pelos advogados Flávio Humberto Noronha Freitas, Adauto Pereira da Rocha Neto, Kátia Maria de Oliveira França, Paulo Henrique Perna Godeiro, Rubem Antônio Machado Martins, Katiana Maria de Azevedo, Lahyre Rosado Filho (declarante), Evaristo Moreira Freire, Tazia Maria da Costa Alencar Freire, e Raimundo Benjamim Junior. Os seus depoimentos foram gravados em vídeo.

No dia seguinte, foi ouvida a testemunha de defesa Christianne Patrícia Bezerra de Oliveira, além dos réus. Cada um apresentou sua defesa e tiveram todos os direitos respeitados no processo de defesa. Ao final da instrução processual, o Ministério Público Federal atestou:

Apesar dos esforços dos advogados, ficou devidamente comprovado que Sandra Rosado atuou fortemente em Brasília para conseguir a liberação dos recursos que seriam para beneficiar os serviços de saúde prestados pela então Casa de Saúde Dix Sept Rosado, que atualmente é o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), gerido pela APAMIM.

Àquela época, quem administrava a APAMIM era o marido de Sandra Rosado, o ex-deputado Laíre Rosado. Segundo O Ministério Público Federal, o processo de licitação foi fraudado.

O juiz federal Orlan Donato Rocha, apesar do pedido do Ministério Público Federal, por força de Lei teve que extinguir a pena prevista em lei aos réus Maria Gorete Melo Freitas Martins, Maria Melo Forte Cavalcante e Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque, pelos crimes de fraude em licitação.

Em suas considerações, o juiz Orlan Donato deixa claro que “tal desvio foi perpetrado mediante sofisticado esquema que envolveu fraudes em licitações, montagem de prestação de contas e utilização de interpostas pessoas para efetuação de saques e da movimentação do dinheiro público”.

Após desviar os recursos, numa tentativa de escapar das barras da justiça, a acusada Sandra Rosado usou as contas bancárias pessoais dos assessores parlamentares, bem como seus parentes, para movimentar os recursos desviados dos recursos públicos. Envolveu, inclusive os assessores da filha Larissa Rosado, que posteriormente eram retirados e usados para pagar as despezas do casal Rosado.

À sentença cabe recurso em segunda instância. Uma vez que concluído o julgamento deste processo em segunda instância, conforme ficou decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os réus terão que começar a tirar cadeia, especial Sandra Rosado, Manoel Alves e Maria Gorete.

Dezenas de processos

Também na Justiça Federal, existem dezenas de processos também por desvios de recursos federais através da APAMIM por Laire, familiares e amigos. Com relação ao processo que envolve o nome da deputada estadual Larissa Rosado, este foi enviado para ser julgamento no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), por ela ter foro privilegiado.

A Apamim está sob intervenção federal desde outubro de 2014, quando chegou a fechar a então Casa de Saúde Dix Sept Rosado. Através de uma junta de Intervenção, a Justiça Federal reabriu o hospital e determinou o retorno do nome antigo: Hospital Maternidade Almeida Castro.

HMAC vive hoje uma outra realidade sob intervenção da Justiça Federal (Foto: Blog Carlos Carlos Santos)

Os interventores, com a fiscalização dos promotores de Justiça Federal, Estadual e do Trabalho, assim como de várias entidades, especialmente o Conselho Estadual de Medicina, estão conseguindo reerguer a estrutura, que atualmente já se encontra com quase 200 leitos.

Com os cuidados da Junta de Intervenção e com os olhares atentos da Justiça, o Hospital Maternidade Almeida Castro se tornou referência em toda região Oeste do Rio Grande do Norte em partos de alto risco, não se negando a receber também mulheres para ter seus bebes da Paraíba e do Ceará.

Outra realidade

Ao todo, são 20 leitos de UTI neonatal, 18 de canguru, 12 de berçário, 8 leitos de UTI adulto, além de uma equipe de profissionais dedicado 24 horas por dia para atender toda a região, fazendo, atualmente, uma média de 550 partos por mês.

Os interventores Ivanise Feitosa, Benedito Viana e Larizza Queiroz (coordenadora da intervenção) estão trabalhando a maior obra da intervenção, que é a reforma e ampliação (dentro das normas do Ministério da Saúde) do Centro Obstétrico da Maternidade Almeida Castro.

Essa obra está prevista à conclusão em setembro deste ano. Os trabalhos de manutenção da estrutura estão sendo custeados com recursos do SUS, com contra-partida da Prefeitura Municipal de Mossoró e também do Governo do Estado, seguindo precisamente determinação judicial.

Do processo de intervenção resultam vários outros processos, inclusive criminais, contra Laíre Rosado, familiares e amigos, por desvios de recursos e outros crimes igualmente graves. Em alguns casos, constam investigações correndo em segredo de Justiça, procedidos pela Polícia Federal.

Veja a seguir: Sandra Rosado se pronuncia.

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Audiência define medidas importantes à Saúde de Mossoró

Houve avanços consideráveis hoje, na audiência promovida pelo juiz Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal, com representantes de segmentos da Saúde Municipal e Estadual, Conselho Regional de Medicina (CRM), cooperativas médicas e Junta Interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

A audiência transcorreu entre 9 e 14 horas, com as seguintes definições:

Primeiro problema

Há retenção ilegal por parte do Governo do Estado, da ordem de R$ 1,314 milhão, referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março. Ficou decidido que o Governo do Estado repassa 876 mil até segunda-feira (10) e o restante retido repassa até o final do mês.

Neste mesmo pacote, retém ilegalmente três parcelas de 400 mil (1,2 milhão) que deveriam ter sido passadas para a Prefeitura de Mossoró pagar os custos da UTI Pediátrica no Hospital Wilson Rosado.

O Estado vai devolver estes recursos para a municipalidade. Até segunda-feira depositará 800 mil e até o final do mês o restante.

Juiz Orlan Donato (centro da mesa) conduziu audiência extensa, intensa e importante (Foto: Blog Carlos Santos)

O secretário do Estado da Saúde Pública (SESAP), George Antunes, afirmou que vai providenciar para que o Sistema Único da Saúde (SUS) repasse os recursos inerentes à UTI Pediátrica e ao HMAC direto à conta específica da Prefeitura. A partir daí, o ente municipal deve se obrigar a fazer o repasse até o dia 24 de cada mês para o hospital, dirigido por uma Junta Interventora.

Segundo problema

Dívida do Estado com as cooperativas médicas esteve em pauta. O secretário George Antunes disse que não depende dele e sim do Planejamento e Finanças a garantia de pagamentos. Chegou a sugerir que o juiz bloqueasse os recursos, como ato extremo.

– Eu não vou esperar mais. Já esperei demais. Está havendo atraso e não estão comunicando ao juízo. Atrasam e não justificam – alertou.

Falta o governo estadual cobrir os seguintes compromissos:

– Neoclínica (Cooperativa de Pediatras) – R$ 652.079,00;
– CAM (Cooperativa de Anestesiologistas de Mossoró) – R$ 224.200,00
– Fisioterapia (está em dia);
– NGO (Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia) – R$ 557.980,00;
– SAMA (Terceirizado de plantões médicos) – R$ 249.477,70.

Terceiro problema

A dívida da Prefeitura Municipal de Mossoró com cooperativas e empresas médicas foi posta à mesa. Acabou o ziguezague verbal e a pulverização de notícias “oficiais” longe da realidade dos fatos.

Estão em aberto os meses de dezembro e janeiro. Passam de R$ 1,600 milhão, admitiu o secretário municipal da Saúde, Benjamim Bento:

– CAM – R$ 235.600,00;
– Neoclínica – R$ 782,009,74;
– NGO – R$ 589.000,00;

Se forem somados os valores referentes aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, os números chegam a R$ 2.212.283,17.

A Prefeitura, através de seus representantes, como o secretário da Saúde, Benjamim Bento, admitiu que só poderia pagar R$ 805 mil no dia 24 deste mês e parcelar o restante do valor em 15 prestações de R$ 101 mil. Apesar de queixas da parte credora, houve entendimento. Com uma advertência: A partir de agora, também ficou certo que o atraso nos pagamentos ensejará sanções à municipalidade e agentes públicos.

Quarto problema

Retenção irregular dos recursos enviados do SUS, por parte da Prefeitura de Mossoró, no valor de R$ 771.669,59, referentes à produção do HMAC, no mês de novembro de 2016.

O juiz determinou que fosse pago em 15 parcelas. Houve determinação para que a Prefeitura deva repassar os recursos ao hospital até o dia 24 de cada mês, ou será punida com sanções legais.

Empréstimo

O Blog depois fará matéria especial sobre outro aspecto delicado da audiência: empréstimos milionários feitos em 2012 e 2013 de cerca de R$ 5,5 milhões, em favor do HMAC, que geram desconto mensal de 197 mil dos repasses do SUS para o hospital.

Questão tem enredo sinuoso e pode ter desdobramento surpreendente. À época, a Associação Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) era a gestora do HMAC, também denominado de Casa de Saúde Dix-sept Rosado.

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Secretário da Saúde admite falta de autonomia em pasta

Na audiência promovida hoje (veja AQUI) em Mossoró pelo juiz federal Orlan Donato Rocha, na Justiça Federal, para resolver impasses financeiros em relação ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), o magistrado admitiu determinar bloqueio de contas de Prefeitura de Mossoró e Governo do RN, se necessário.

Quanto ao Governo do Estado, o secretário estadual da Saúde, George Antunes, chegou a desabafar: estava de mãos atadas e sem autonomia para atender prioridades de sua pasta.

Assinalou, que a Secretaria de Estado do Planejamento concentrava todo o poder decisório, através do secretário Gustavo Nogueira. Cabia ao juiz tomar uma decisão.

– Eu não vou esperar mais. Já esperei demais. Está havendo atraso e não estão comunicando ao juízo. Atrasam e não justificam”, vociferou Orlan Donato Rocha.

Saiba mais informações sobre esse assunto na próxima postagem.

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