O prefeito Allysson Bezerra (Solidariedade) anunciou pessoalmente nessa segunda-feira (12), ao padre Sátiro Cavalcanti Dantas, 93, que a Prefeitura de Mossoró lhe entregará a Medalha Prefeito Rodolfo Fernandes.
Criada ano passado, trata-se da maior honraria municipal, sendo a primeira a ser concedida. Manifestação é por toda uma trajetória de vida de Sátiro – voltada à evangelização e à educação. Padre Sátiro a receberá logo após a Missa de Santo Antônio, no adro da Capela São Vicente, às 21h desta terça-feira (13).
O prefeito esteve acompanhado do secretário municipal da Cultura, Igor Ferradaes. Ambos foram recepcionados pelo diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), professor e padre Charles Lamartine.
Nota do BCS – Sátiro merece todas as homenagens em vida, por tudo que se devotou a fazer ao longo de uma existência tão profícua.
Beijos, meu querido. Você é gigante e muito amado por todos nós.
Parabéns pela sensibilidade, prefeito e equipe.
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A essência das histórias construídas no Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) em seus 120 anos foi colocada em destaque durante o lançamento da Campanha de Matrículas 2021. Em um espetáculo adaptado para o atual contexto de distanciamento social, transmitido em live no canal do YouTube da escola, outras redes sociais e Canal 10 da TCM, o Grupo Diocecena e o Coral Santa Luzia fizeram apresentação na Praça do Centenário na noite dessa quinta-feira (24).
Padres Sátiro e Charles, Coral Santa Luzia e Diocecena marcaram evento do CDSL (Fotos: George Harrison)
O ponto alto trouxe padre Sátiro Cavalcanti Dantas, aos seus 90 anos – sendo mais de 60 deles dedicados ao Diocesano -, dando a sua palavra de encerramento ao evento. Agradeceu e fez referência à importância da instituição em sua vida.
“Obrigado, meu Deus, por essa homenagem que recebo, ao lado dos 120 anos de uma casa onde eu aprendi a ser educador. Parabéns, Colégio Diocesano, professores, equipe técnica. Essa escola é uma família, e que Deus e Santa Luzia a protejam. São meus votos nesta noite tão emocionante”, falou o homenageado.
História
A abertura foi realizada pelo diretor padre Charles Lamartine: “É impossível falar de 120 anos e não relembrar a nossa história. Não tenho dúvida, pelo amor à história, de que hoje estamos aqui porque muitos nos precederam à edificação dessa grande estrutura, que é o nosso colégio centenário. Agradeço a todos os profissionais que se dedicaram e se dedicam ao Diocesano”.
O lançamento abriu oficialmente as comemorações pelos 120 anos da escola, que serão completados no próximo dia 2 de março. Por isso, toda a montagem artística teve inspiração nesta temática: 120 anos construindo histórias – conceito da campanha.
Este conceito tem o objetivo de destacar a importante colaboração da escola para a educação do Rio Grande do Norte, depois que, em 1901, por desejo da sociedade mossoroense, Dom Adauto Aurélio de Miranda e Cônego Estevão Dantas iniciaram as atividades.
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O Mosteiro de Santa Clara, no bairro Dom Jaime Câmara, em Mossoró, que abriga 14 Irmãs Clarissas, precisa ser ampliado para receber mais noviças. Campanha foi deflagrada no sentido de obter meios à conclusão da obra.
Há 20 anos o Mosteiro não passa por uma reforma. A obra já foi iniciada e deverá contemplar a construção de 14 celas, uma sala ampla e dois blocos de banheiros, mas estão faltando recursos para a conclusão.
Recentemente, as irmãs receberam a visita do Bispo Diocesano, Dom Mariano Manzana, para conhecer a obra e comunicar que a coleta litúrgica das paróquias, no terceiro domingo deste mês, onde a Igreja lembra as vocações religiosas, será destinada ao Santuário de Santa Clara.
A Ordem de Santa Clara é uma Família Religiosa fundada por São Francisco e Santa Clara de Assis. Idealizada pelo Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, a construção do Mosteiro Fraternidade São Francisco de Assis foi concebida por meio de doações de amigos, assim como pela ajuda das benfeitoras ‘Filhas de Santa Clara’. A conclusão da obra aconteceu em 1998.
Mais informação- 84 9 9648 8170.
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A reunião de depoimentos de ex-alunos do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) em um livro, para ler e relembrar os bons tempos da escola. Essa é a proposta do título “Diocesano, história que carrego comigo”, a ser lançado nesta quinta-feira (6).
O evento será às 19h30 na Praça do Centenário do próprio CDSL.
Autor do trabalho, o repórter social e ex-aluno do colégio Paulo Pinto reuniu 50 depoimentos e fotos de diferentes épocas, revelando o perfil de quem carrega em sua vida a marca Diocesano.
Em comum nos textos, o sentimento de gratidão pelo Colégio, professores, funcionários, e de maneira especial por Padre Sátiro Cavalcanti Dantas. Durante 55 anos, ele esteve à frente da instituição, hoje administrada pelo professor-padre Charles Lamartine.
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Amanhã (sexta-feira, 2), o Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) de Mossoró completa 117 anos de fundação. Para comemorar a data, a direção da escola realizará Missa em Ação de Graças.
Com essa finalidade, convida a sociedade mossoroense para participar deste momento festivo. A celebração acontecerá a partir das 8h, no Ginásio Padre Sátiro Cavalcanti, o Carecão.
A cerimônia será presidida pelo diretor do Colégio Diocesano, Padre Charles Lamartine, com participação de Padre Sátiro Cavalcanti Danas. Alunos, pais e responsáveis, funcionários, autoridades, ex-alunos e amigos da escola devem participar do evento.
O CDSL foi fundado no dia 2 por Dom Adauto Aurélio de Miranda.
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O professor e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) padre Sátiro Cavalcanti Dantas, 88, desabafou agora à noite. Outra vez usou endereço nas redes sociais, para cobrar defesa da instituição.
“Sr. governador, senhores e senhoras deputados, senhores e senhoras senadores, senhores e senhoras prefeitos municipais, a Uern é fruto de uma Luta do Povo Potiguar”, assinalou ele.
“Os senhores e senhoras são representantes deste povo, portanto responsáveis pela subsistência desta instituição, instrumento do progresso do nosso estado”, acrescentou.
A Uern chega aos 107 dias de paralisação hoje (sábado, 24).
Desabafo lacônico e caustico de quem tem estatura para se pronunciar:
– Respeitem a Uern, autoridades instituídas!
Palavras nas redes sociais do padre, professor, dirigente do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) de Mossoró e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), Sátiro Cavalcanti Dantas.
Como se diz por aí… “Lacrou!!!”
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Muito oportuna suas observações sobre a Universidade do Estado do RN (UERN) – veja AQUI.
Ieda: preocupação (Foto: De Saboya.com)
Bom mesmo que autoridades e pessoas influentes da sociedade do Rio Grande do Norte se inquietassem com a situação de incertezas postas sobre a realidade de uma instituição que há cinco décadas contribui com a formação superior de milhares de norte-rio-grandenses e, com base em dados consistentes e informações confiáveis, discutam e apresentem sólidas propostas para sua eficiência e efetividade, incluindo a composição de custos/investimentos e benefícios socioeconômicos desta Universidade que é verdadeiramente estadual e não apenas de Mossoró.
Lembro que em uma outra situação da UERN, ainda FURRN, Padre Sátiro Dantas soube articular e conseguir reverter uma situação de crise e evoluir para a sua estadualização e posterior reconhecimento pelo Conselho Federal de Educação, possibilitando os avanços que a transformaram na UERN atual, com expansão da pós-graduação, consequentemente da pesquisa e da extensão.
Aguardo pois que sua chamada tenho eco.
Ieda Chaves – Professora da Uern e ex-secretária da Educação da Prefeitura de Mossoró
Nota do Blog – É difícil ser ouvido além dos muros da Uern, professora.
Mas vou insistindo. Enquanto continuarem fazendo movimentos para propagação do que não funciona, em vez de revelarem seu valor, os resultados não ajudarão a seus detratores.
Quem sabe os segmentos se unam e percebam a estupidez de uma luta sem foco, fracionada e baseada em interesses de grupos, que facilita a prosperidade da campanha anti-Uern.
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Pesquisando sobre Tibau (município a 42 quilômetros de Mossoró) no arquivo do centenário jornal O Mossoroense, são poucos os registros anteriores à primeira metade do Século XX e encontramos duas razões: a primeira talvez porque Tibau pertencia ao estado do Ceará até 1920; e segundo, porque não havia estrada de rodagem até 1932, o que dificultava o percurso entre Mossoró e a então Vila de Tibau.
Nesse tempo, Areia Branca era mais presente nas páginas dos jornais de Mossoró, havia a estrada para Areia Branca, motivada pelo grande volume de negócios em consequência do porto, por onde chegavam e saiam as mercadorias comercializadas em Mossoró e região oeste. Então, o fluxo de pessoas entre Mossoró e Areia Branca, trazendo e levando notícias, era bem maior.
Desde que Henry Koster – um português nascido em 1793, filho de pais ingleses – passou por Tibau, em 1810, montado em cavalo, em sua passagem pelo nosso litoral, escreveu sobre os morros de areia colorida, Tibau tem sido citada e cantada pelos apaixonados por seu mar limpo e falésias. O texto de Henry Koster sobre Tibau foi publicado em jornal inglês, em 1816. Depois, ele o incluiu no livro Travels in Brazil.
Pois bem, a partir do texto de Henry Koster, decidi pesquisar outros autores ou pessoas comuns que escreveram sobre Tibau. Juntei meu acervo de livros produzidos no Rio Grande do Norte, mais os que garimpei nos sebos – a maioria publicados pela Coleção Mossoroense, do abençoado Vingt-un Rosado – e trouxe para Tibau, onde li mais de trezentos deles, filtrando tudo o que foi publicado sobre Tibau.
Pela leitura dos livros e jornais antigos, percebe-se o tratamento que davam a esse pedaço de chão. Até a década de 1920, é ‘povoado de Tibau’. Depois, ‘pitoresca estância balneária’. A partir da década de 1950, ‘praia do Tibau’. E até sua emancipação, em 1995, ‘Vila do Tibau’.
A partir do episódio da invasão do bando de Lampião a Mossoró, em junho de 1927, Tibau passou a ser considerada um excelente refúgio, servindo de abrigo às famílias que preferiram se esconder a correr o risco de morrer como heróis da resistência a Lampião.
Antes de 1932, quando construíram a estrada de rodagem, Tibau era citada como um lugar distante, quase inalcançável, ou seja, uma aventura sair de Mossoró para Tibau. A pé, são até hoje, exatamente, doze horas.
Vinha-se de cavalo, jumento ou carro de bois. A partir de 1915, quando inauguraram o primeiro trecho da estrada de ferro, entre Areia Branca e Mossoró, surgiu a opção de vir de trem até Porto Franco, onde pegava-se uma charrete ou carro de boi e a viagem prosseguia à beira mar.
Os primeiros veranistas, da década de 1890, só alcançavam Tibau a cavalo. A partir de 1900, vinham em carros de bois. Saíam de Mossoró num dia e chegavam no outro, sempre pernoitando em alguma fazenda no meio do caminho.
Lazer e descanso
Através dos poucos registros na imprensa, tomamos conhecimento de como Tibau passou a ser uma opção de lazer ou descanso. Esses desbravadores pioneiros nunca receberam homenagens do poder público tibauense, não são patronos de ruas ou prédios públicos, como acho que mereciam.
Mas Tibau tem nome de mossoroenses como patronos de ruas só pelo fato de ter sido proprietário de casa de veraneio. Esse livro permitirá que o poder legislativo tome conhecimento da história desses homens e mulheres e suas relações e vínculos com Tibau para, quem sabe, merecer homenagens futuramente.
Foi o cearense doutor Castro, primeiro médico a atuar em Mossoró, que propagou que as águas e o clima de Tibau curavam algumas doenças. E, assim, passou a ser o primeiro relações públicas de Tibau. Indicou o tratamento, por exemplo, ao poeta e escritor, Henrique Castriciano que, tempos depois fundou a Escola Doméstica de Natal.
O trabalho de pesquisa não ficou somente nos livros e jornais. Em 2009, passei a apresentar o programa Tibau de Todos os Tempos, na FM Tibau, entrevistando nativos e veranistas sobre Tibau, claro. Criei no Facebook um grupo com o mesmo nome do programa e passamos a ter acesso a inúmeras fotografias de Tibau, a partir da década de 1930, através da contribuição dos membros que foram buscá-las no fundo do baú.
As fotos revelam uma Tibau com morros, casas de taipa, cobertas de palhas, os Pingas, as falésias, a famosa Furna da Onça ou Buraco da Sereia; da Tibau onde famílias de empresários, médicos, funcionários públicos e profissionais liberais passavam meses com suas famílias, numa Tibau sem energia elétrica, água encanada, automóveis, ultra-leves, bugres, barcos, jet-sky ou quadriciclos.
Essas famílias vinham em busca de tranquilidade, de uma vida simples, onde seus filhos pudessem correr à beira mar, brincar entre os morros de areia colorida, caminhar com os pés descalços nas ruas de areia, brincar com os animais, jumentos, carneiros e bodes; com aves como galinha, galo e pintinhos. Podiam ouvir o cantar dos pássaros, chupar cana, comer tapioca, beiju, gelé de côco, tomar água de côco, dentre outras delícias oferecidas por crianças e jovens em meio às casas dos veranistas.
Férias
Independente da conta bancária do veranista, em Tibau, sua família levava uma vida comum dentre os nativos: dormia em redes, até nos alpendres, a comida era preparada em fogão à lenha, bebia água das vertentes, comia o peixe pescado em jangadas que voltavam no final da tarde, onde se misturavam veranistas e nativos, para alegria da garotada, curiosa para ver aqueles a quem, Raimundo Nonato denomina de vaqueiros do mar.
Até muito pouco tempo, as famílias ainda vinham a Tibau com essa intenção, de férias para dias diferentes da vida que levam na cidade grande, de poder dormir sem aparelho de ar condicionado, sem micro-ondas, sem telefone ou qualquer meio de comunicação. Mas os hábitos vão mudando, de acordo com as gerações. Já não se anda mais com os pés descalços, já não há mais serenatas.
Resta a saudade daqueles tempos em algumas famílias tradicionais que ainda mantêm residências à beira mar ou no entorno da Capela de Santa Teresinha.
As casas de taipa deram vez às mansões e apartamentos – inclusive em condomínios fechados – com aparelhos de telefone celular, internet, antena de TV por assinatura e tudo o que o mundo moderno eletro eletrônico permite, com exceção de uma ou outra como, por exemplo, a do casal Ildérica e João Cantídio, construída em 1929 e ainda mantida em seu estilo original.
Mas os avanços como, por exemplo, a estrada asfaltada em pista dupla reduzindo o tempo da viagem para, no máximo, meia hora, ainda não entrou na mente de muita gente que mantém a casa fechada de fevereiro a dezembro. É como se Tibau ainda fosse muito longe ou algo como um projeto de longa distância. Não usufruem da natureza, do mar e do céu limpos disponíveis de janeiro a janeiro. Com raras exceções. Alguns mudaram para Tibau e vão diariamente trabalhar em Mossoró.
Esse livro, portanto, reúne fotos, textos de livros, revista, jornais e redes sociais, onde escritores, jornalistas, médicos, pesquisadores, pensadores, poetas, formadores de opinião ou pessoas comuns citam Tibau. Cada texto é precedido de uma curta biografia e comentário acerca do autor para ajudar o leitor a situá-lo. Não podia também faltar músicas em homenagem a Tibau.
Reunimos fotos e as primeiras imagens registradas de Tibau, são da década de 1930, período em que o fotógrafo cearense, Manuelito Pereira, migrou para Mossoró. A maior parte dessas fotos estão sem os créditos, porém, agradeço quem possa nos informar da autoria para registrarmos em futuras edições.
Registros fotográficos
Esses registros fotográficos reúnem membros das famílias Escóssia, Cantídio, Nogueira Mendes, Andrade Freire, Gadê, Monte Rocha, Ferreira Leite e Rosado Maia e alguns – poucos – nativos.
Sou grata a quantos facilitaram a pesquisa, aos que atenderam à minha solicitação de textos e material fotográfico e aos que apoiaram através de um simples incentivo.
À Misherlany Gouthier, que digitou todo esse material e também colaborou com a pesquisa e material fotográfico, minha eterna gratidão.
Agradecer também ao nobre colega, Carlos Adams, pela revisão final, como tem feito nos últimos onze anos, em todos os meus livros publicados.
À Consuelo Freire que, de Brasília, colaborou dando tratamento ao material fotográfico aqui publicado com melhor qualidade.
Ao inesquecível e eterno Vingt-un Rosado, por tudo que fez para deixar registrado em livros e plaquetes, páginas da história de nossos dias, de nossos antepassados, costumes, cultura, fatos e curiosidades da nossa província. O Rosado que mais fez diferença na história recente do Rio Grande do Norte e está eternizado, jamais será esquecido ou deletado pelas gerações futuras. E, por isso, o maior mossoroense de todos os tempos.
Como saber dos outros sem a publicação dos feitos deles? Você foi mil, merece a devoção, o respeito e as homenagens de tantos quantos souberam, sabem e saberão de sua existência. Alguém que conheci na infância – fomos vizinhos – e Deus me deu o privilégio de regressar à Mossoró, a tempo de uma salutar convivência em seus últimos anos de vida. Esse livro é uma viagem no tempo, dito por quem viveu todas as fases de Tibau.
A pesquisa continua para futuras publicações e será um prazer receber colaboração de quem desejar contribuir para o enriquecimento da história de Tibau, através de textos publicados ou que estejam perdidos em alguma gaveta ou baú.
Esse é o primeiro de uma série de livros dedicados a Tibau, com entrevistas numa troca de irmandade entre nativos e veranistas.
Lançamento
Lançado no último dia 19 de agosto de 2016, na 12ª Feira do Livro de Mossoró, Tibau de Todos os Tempos, Volume I, é o primeiro de uma série de livros-reportagens, de autoria da jornalista Lúcia Rocha, moradora de Tibau desde 2009. Em sua apresentação, a autora explica o que a levou a escrever sobre Tibau e como se deu o processo de criação do primeiro volume.
Lúcia Rocha, padre Sátiro Dantas e Mário Ilo no lançamento do 'Tibau de todos os tempos' (Foto: cedida)
Nos dias 31 de agosto e 1º de setembro haverá lançamento em Natal. Em Tibau, o lançamento será no dia 9 de setembro, no Viola Beach, por trás do antigo Brisa, a partir das 19 horas.
Em Mossoró, o livro está à venda no Rust Café e na A Revistaria, vizinho o Hotel Caraúbas, na Rua Dionísio Filgueira, centro. Vendas com entrega pelos Correios através do e-mail: emuribeka@uol.com.br ou whatsapp 84 9668.4906 com despesas inclusas R$ 50.
A seguir, a apresentação do livro na íntegra, escrito pela autora. A arte da capa é de Augusto Paiva, da equipe de diagramadores do Jornal de Fato. O livro foi impresso em Mossoró, algo que Lúcia Rocha faz questão, na Gráfica Santa Maria, ex-Igramol, de Michel Mendes.
O diretor geral da Faculdade Diocesana de Mossoró (FDM), Padre Charles Lamartine, apresentou à noite dessa quarta-feira (15) novidades à instituição. Revelou notas de avaliação das recentes inspeções do Ministério da Educação (MEC), o recredenciamento da instituição com conceito 4 e aprovação de mais três novos cursos de graduação: Psicologia, Fisioterapia e Ciências Contábeis.
O evento reuniu diversos convidados ligados ao Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), com sede em Mossoró, berço da FDM.
Ex-aluno
Já Padre Sátiro Dantas destacou a presença do professor Frank Felisardo, ex-Universidade Potiguar (UnP), como novo diretor administrativo e acadêmico.
Felisardo, a propósito, é ex-aluno do próprio CDSL.
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Na noite desta quinta-feira, 2, o Presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), e os vereadores Nacízio Silva (PTN), Celso Lanches (PV), Lucélio Guilherme (PTB), Thomaz Neto (PDT), Cícera Nogueira (PSD), Izabel Montenegro (PMDB), Vingt-un Neto (PSB), Manoel Bezerra (DEM) e Flávio Tácito (DEM), participaram da encenação da Paixão de Cristo.
Foi realizado no Mosteiro Santa Clara, Cidade Cenográfica Padre Sátiro Cavalcante.
Na oportunidade os edis foram homenageados com a comenda “Amigos da Arte”.
A comenda, também, foi entregue ao prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior, primeira dama, Amélia Ciarlini, deputado estadual Souza (PHS), ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) Milton Marques, entre outras autoridades do município.
Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal.
O Colégio Dom Bosco realiza nesta sexta-feira (31), às 19h, solenidade que marca seus 75 anos de vida, com celebração religiosa e descerramento de placa comemorativa, além de entrega de comendas.
O padre Sátiro Dantas foi convidado para conduzir o ato litúrgico.
O evento acontecerá em seu próprio endereço, à Rua Jerônimo Rosado, Centro.
No dia 8 de fevereiro, a partir das 22h, haverá o “Baile do Reencontro” no Requinte Buffet, dirigido a alunos, ex-alunos, familiares e outros segmentos ligados de alguma forma a essa instituição criada pela professora Dagmar Filgueira.
O padre Sátiro Cavalcante Dantas, referência como religioso e educador em Mossoró, foi homenageado domingo (16) no adro da Capela de São Vicente. Ocorreu antes da apresentação do espetáculo teatral “Chuva de bala no país de Mossoró”, no mesmo local.
Sátiro agradece homenagem num cenário que conhece bem (Carlos Costa)
A homenagem foi realizada pela Prefeitura de Mossoró. A prefeita Cláudia Regina (DEM) falou em nome da municipalidade.
Ele recebeu uma placa comemorativa aos 57 anos na condição de capelão da Capela de São Vicente, localizada no centro de Mossoró.
O bispo diocesano Dom Mariano Manzana prestigiou a homenagem e também fez a entrega de uma placa ao padre.
“Padre Sátiro Cavalcanti Dantas é mestre de todos os tempos. Apóstolo do conhecimento e ícone de nossa história. Sua vida é feita de palavras e gestos que exemplificam fé, esperança e caridade. A ele o justo reconhecimento pelos 57 anos como Capelão de São Vicente”, diz o texto da placa de homenagem.
“A história de Padre Sátiro se confunde com a história da nossa cidade. Um homem que tem dedicado parte da sua vida à formação cidadã dos mossoroenses. Me sinto muito feliz por poder reconhecer este trabalho”, disse a prefeita.
O padre Sátiro Cavalcanti aproveitou a oportunidade para doar à Secretaria Municipal da Cultura uma bala de rifle que havia sido retirada da torre da Igreja de São Vicente, remanescente do combate entre os cangaceiros de Lampião e os resistentes mossoroenses.
Mais 5 balas de fuzil, encontradas na trincheira do antigo Grande Hotel (Avenida Santos Dumont, Centro), em 1927, também foi entrega à secretaria pelo padre.
Nota do Blog – Em seu pronunciamento, Sátiro relembrou sua convivência com a comunidade em torno da Capela de São Vicente.
Puxou coisas de um tempo remoto, de uma Mossoró bucólica, provinciana, em que meninos levados da vizinhança aprontavam todas.
A Prefeitura de Mossoró e a comunidade católica que frequenta a Capela (histórica) de São Vicente vão promover uma homenagem ao padre Sátiro Cavalcanti Dantas, no domingo (16). Justa homenagem, que se diga.
O evento vai acontecer no adro da própria capela, às 20h, “pelo testemunho vivo de fé, de pastor e pela sua enriquecedora dedicação e contribuição durante 57 anos como capelão da São Vicente”, justifica a municipalidade.
Em seguida, haverá mais uma apresentação do espetáculo “Chuva de bala no país de Mossoró”, tendo a Capela de São Vicente como palco.
Nota do Blog – Justa homenagem, repito.
E o que acho mais importante, é a iniciativa alcançar o “padreco”, como o trato de forma carinhosa, vivo e ativo.
O lançamento do livro “Além das Ideias – Histórias de vida de Dom Hélder”, do jornalista pernambucano Félix Filho – ontem à noite no Museu Municipal Lauro da Escóssia (Mossoró) foi bastante concorrido.
Oportunidade também de reencontrar uma pá de gente boa. Uma em especial: padre Sátiro Dantas.
Brinco com ele. Trato-o por “padreco”, sem diminuí-lo. Coisa de pândego para arejar logo a conversa.
– Ih, você está pelado… estava preso? – ironiza-me, passando a mão empalmada sobre minha cabeça, de corte quase zero do cabelo.
– Estávamos, eu e você, mas em celas separadas, para que não formássemos um motim – reajo de chofre.
Um dos baluartes na luta para sobrevivência e estadualização da Universidade do Estado do RN (UERN), o professor e ex-reitor padre Sátiro Cavalcanti Dantas parece medir as palavras. Contém-se.
Mas está prestes a explodir.
Indignação e zelo pela Uern movem Sátiro Dantas (Ricardo Lopes)
Os mais de 100 dias de greve na instituição e o comportamento solerte do Governo do Estado, em relação à Uern, não o agradam.
– Hoje não comento o andamento da Uern, apenas pergunto, por ordem: Gonzaga Chimbinho, Antônio Capistrano, Nevinha Gurgel, Walter Fonseca, doutor Milton Marques (atual reitor) ficaremos calados?
E prossegue açulando: “Será que as cinzas de João Batista Cascudo (um dos criadores da instituição), Laplace Coelho (ex-reitor já falecido) e outros pioneiros não nos falam?”
Ele não se dá por satisfeito. Adiante, ainda fala, usando seu endereço no Twitter: “Voltarei ao assunto após decisões finais”.
Sátiro até se pergunta, com ar perplexo diante da situação vivida pela Uern: “Será que estou caducando? Uma instituição construída por tantos, com amor e renúncia, merece apenas o silêncio, Lúcio Ney (ex-vice-reitor)?”
Nota do Blog – Meu caro Sátiro, sejamos justos: nem todos silenciaram. Porém ficar de “bico calado” não é uma situação incomum na “metrópole do futuro”. Faz parte do ritual da dominação.
Tenho dito há tempos e repito: a Uern é a maior obra humana já edificada em Mossoró e quem não luta por ela é ignorante ou completamente alienado, preso a interesses mesquinhos e acostumado à vassalagem.
Todos são facilmente reconhecidos. Basta olharmos para seus joelhos, sempre encardidos de tanto prestarem reverência a seus algozes.
Convertido à rede de microblogs denominada de Twitter, o padre Sàtiro Dantas solta a língua.
– Não acredito em mudanças políticas em Mossoró. São mais 20 anos de … (reticências, para o bom entendedor).
E continua:
Sátiro conhece bem a engrenagem do poder
– Nilo Santos (jornalista falecido ano passado) diria que “isso é pessimismo”. Responderia: “conheço o galinheiro”.
Adiante, mais uma estocada: “Minha esperança de mudança seria liderança nova fruto da universidade, mas infelizmente foi uma falácia, submissão total ao status quo. Os próprios que falavam assim foram instrumentos do sistema.”
Mas nem tudo está perdido:
– Em todo caso surgem sinais.
Nota do Blog – Sátiro, ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), um dos principais líderes de sua estadualização, relembra movimento surgido na instituição nos anos 80, que projetava formação de um grupo alternativo à política mossoroense.
Com o passar do tempo, um a um foi sendo cooptado ou triturado pela eficiente engrenagem política da oligarquia Rosado.
Simples assim.
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