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Produção de petróleo em terra cresce no estado do RN

Produção terrestre mostra retomada gradual da produção (Foto: reprodução)
Produção terrestre mostra retomada gradual da produção (Foto: reprodução)

A produção de petróleo em terra voltou a ganhar ritmo no Rio Grande do Norte durante o terceiro trimestre de 2025.

Mesmo diante de um cenário internacional de preços menos favoráveis, o estado registrou crescimento tanto no petróleo quanto no gás natural, reforçando a retomada gradual da atividade onshore.

De acordo com o Boletim de Petróleo e Gás do RN, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, a produção terrestre de petróleo passou de 2,61 milhões para 2,71 milhões de barris entre o segundo e o terceiro trimestre. O avanço foi de quase 99 mil barris, equivalente a uma alta de 3,8%.

No mesmo período, o gás natural apresentou desempenho ainda mais robusto. A produção saltou de 93,89 milhões para 100,85 milhões de metros cúbicos, crescimento de 7,4%, consolidando o recurso como vetor cada vez mais relevante na matriz energética estadual.

Empresas

Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, os números também foram positivos. A produção de petróleo cresceu 1,6%, enquanto a de gás natural avançou 7,69%. O resultado aponta para maior estabilidade operacional e para uma expansão simultânea dos dois recursos, característica que vem marcando a nova fase do setor no estado.

Atualmente, sete produtoras independentes atuam em terra no RN. A Brava Energia, antiga 3R Petroleum, lidera com ampla vantagem, respondendo por 68% da produção total de petróleo.

Na sequência aparecem PetroRecôncavo, Mandacaru Energia, Níon Energia, Petrosynergy, Phoenix Óleo & Gás e Petro-Victory.

Campos maduros são referência

Entre julho e setembro, a produção média diária atingiu 29,46 mil barris de petróleo e 1,09 milhão de metros cúbicos de gás natural. O Campo de Canto do Amaro manteve a liderança como principal polo produtor, com mais de 600 mil barris no trimestre.

Logo depois surgem os campos de Estreito e Salina Cristal, que seguem sustentando o desempenho do petróleo em terra. No segmento de gás natural, o destaque ficou com o Campo de Lorena, responsável por mais de 20 milhões de metros cúbicos, seguido por Livramento, Brejinho e Boa Esperança.

Esse cenário reforça o papel dos campos maduros, que, embora operem com produtividade menor por poço, garantem estabilidade e continuidade à produção estadual.

No mar, o movimento foi distinto. A produção marítima de petróleo apresentou queda de 21,37% em relação ao mesmo período de 2024, com redução de 53,4 mil barris. O dado reflete o declínio natural de campos maduros offshore.

Em contrapartida, o gás natural produzido no mar avançou 9,74%, com acréscimo de 1,22 milhão de metros cúbicos. A leitura do boletim indica uma transição em curso, na qual o gás assume papel crescente como ativo energético estratégico.

Com informações da Click Petróleo e Gás.

Reportagem continua na próxima postagem.

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Indústria de petróleo/gás precisa de milhares de profissionais

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Do Canal Meio e outras fontes

A indústria de petróleo e gás enfrenta um paradoxo: cresce a demanda por profissionais altamente especializados enquanto falta gente qualificada para ocupar as vagas. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Energia projeta necessidade de 250 mil novos trabalhadores até 2030, enquanto pesquisa da Abespetro e IBP aponta carência atual de 15% a 20% da força de trabalho.

O envelhecimento da mão de obra e a velocidade da transformação tecnológica ampliam o problema, somados à concorrência com setores como tecnologia e energias renováveis.

Apesar do estigma, o setor oferece salários acima da média, de R$ 8 mil a R$ 12 mil para engenheiros iniciantes, podendo superar R$ 30 mil, e novas funções ligadas à ciência de dados, robótica e transição energética. Para atrair jovens, empresas reforçam programas de trainee, parcerias com universidades e capacitação contínua, como o programa Offshore do Futuro. (Além da Superfície)

Transição energética

Falando nisso, um estudo da Kearney em parceria com a IEEE Power and Energy Society aponta que o mundo vai precisar do dobro de engenheiros de energia até 2030, algo entre 450 mil e 1,5 milhão de profissionais, para gerenciar o processo de transição energética. No Brasil, a estimativa é de serem criadas 7,5 milhões de novas vagas na década, puxadas pela meta de gerar 81% da eletricidade de fontes renováveis até 2029. Porém, a falta de mão de obra já é um problema atual e quase metade dos engenheiros do setor mudou de emprego ou abandonou a área desde 2021, num cenário de burnout, salários pouco atrativos e dificuldade de retenção de talentos. (InfoMoney)

Aliás, os avanços na transição energética ainda são desiguais no setor de óleo e gás da América Latina. Um relatório da Aggreko, baseado em entrevistas com mais de 300 profissionais em sete países, mostra que 91% acreditam ser possível tornar o setor mais sustentável, mas só 53% das empresas já têm iniciativas concretas, como o uso de renováveis (59%) ou de equipamentos mais eficientes (43%).

Os entraves mais citados são o custo, falta de incentivos e limitações de infraestrutura. Para 85% dos entrevistados, práticas sustentáveis aumentam a eficiência das operações, reforçando o elo entre competitividade e descarbonização. (Revista Fator Brasil)

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“Segunda onda” do petróleo tem números que impressionam

Petróleo e gás: negócios (Foto: arquivo)
Petróleo e gás voltam a ter papel importante à economia de Mossoró e RN (Foto: arquivo)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN) concluiu um importante estudo sobre o impacto da indústria do petróleo e gás em Mossoró e região, além do próprio RN. O documento técnico foi produzido pela Diretoria de Inovação e Competitividade da entidade, com suporte do Instituto Fecomércio (IFC).

Denominado de “Considerações e dados sobre o setor de óleo e gás do RN – 2024”, o trabalho foi provocado por um dos vice-presidentes da Fecomércio, Michelson Frota, que também dirige o Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDILOJAS). O presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, deliberou. “Os números mostram a pujança do segmento e seus desdobramentos em várias frentes, a partir da exploração dos campos maduros pela iniciativa privada,” aponta Frota.

O processo de privatização dos campos maduros de petróleo no RN teve início no final de 2019, mas passou a ser efetivo em 2020. Desde então, o volume de petróleo bruto exportado pelo RN saltou de US$ 59,5 milhões em 2020 para US$ 361,1 milhões em 2024 (números até outubro deste ano), um incremento de 506%.

Em 2020, foram US$ 59,5 milhões exportados pelo estado. Já em em 2023 os números chegaram a US$ 256 milhões.

Em 2024, até outubro, já foram US$ 361,1 milhões. Significa um incremento de incríveis 506,9%. Ele reflete o aumento de produtividade dos poços, que em média é da ordem de 56%. A produção diária do RN atingiu a casa dos 42 mil barris/dia em terra – em 2023. É uma ampliação considerável sobre a média de 14 mil barris/dia que vinha sendo registrada no Estado até o final dos anos 2010. Mas ainda distante dos quase 100 mil barris/dia produzidos pelo RN no auge dos anos 1990.

ICMS tem grande alta

Os impactos deste incremento podem ser sentidos diretamente no setor de Comércio e Serviços da região. Apenas em Mossoró, por exemplo, o valor recolhido em Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), saiu de R$ 227,6 milhões em 2019 para 389,4 milhões em 2023.

Em 2024, somente até outubro, esse número já é de pouco mais de R$ 336 milhões.

O volume de empregos formais gerados pelo Comércio e Serviços na segunda maior cidade potiguar também reflete esssa trajetória ascendente do setor de O&G. O comércio, até setembro, em Mossoró, abriu este ano 677 novas vagas com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Novo CAGED). O petróleo e gás tem boa parcela de fomento desses números, ao lado de outros fatores, como largo crescimento de obras públicas e apostas da iniciativa privada.

Dados oficiais do Novo Caged (Reprodução do BCS)
Dados oficiais do Novo Caged (Reprodução do BCS)

Em 2021, neste mesmo período, este saldo era de 348 vagas. No setor de Serviços, na mesma base de comparação, saímos de um saldo de 2.173 novos empregos formais em 2021 para 3.749 agora em 2024 (sempre considerando o período de janeiro a setembro).

Bilhão de dólares

O Rio Grande do Norte deve receber quase USD 1 bilhão em investimentos no setor de petróleo e gás nos próximos 4 anos (USD 952,2 milhões). São diversos polos produtivos no estado, tanto onshore, como na região de Mossoró, como offshore, na Margem Equatorial.

Mas os impactos positivos desses investimentos vão muito além dos municípios limítrofes, se estendendo a todo o estado, uma vez que os royalties da produção são municipais e estaduais. Mais ainda: a economia é impactada também pela geração de emprego e renda, estimados em 20 mil novas vagas até 2028 e R$ 6 bilhões em renda para a população potiguar, que vão estimular as atividades de comércio de bens, serviços e turismo em todo o estado.

“Precisamos estar atentos e preparados para melhor aproveitamento desse quadro, alargando a atividade produtiva e discutindo também políticas públicas que possam impactar a vida dos mossoroenses e potiguares. A primeira onda do petróleo, a partir do final dos anos 70, foi subaproveitada por Mossoró e pelo RN. Essa é a segunda onda,” comenta Michelson Frota.

Michelson lembra su aproveitamento da "primeira onda" (Foto: redes sociais)
Michelson lembra o aproveitamento da “primeira onda” (Foto: redes sociais)

Empresários do RN buscam expansão de negócios na Bahia

Empresários do setor de petróleo e gás de Mossoró e região participam de hoje (quarta-feira, 24) até à próxima sexta-feira (26), da primeira edição da Bahia Oil & Gas Energy, no Centro de Convenções de Salvador. Eles integram missão empresarial liderada pela Redepetro RN e buscam, no evento, abrir o mercado para novas operações e expandir os negócios já existentes na região, que é detentora da quarta bacia mais produtora de petróleo e gás do país.

Evento é aproveitado para divulgação do Moge 2023 (Foto: cedida)
Evento é aproveitado para divulgação do Moge 2023 (Foto: cedida)

A delegação potiguar conta com 18 representantes de 10 empresas das mais variadas áreas de atuação no segmento de petróleo, gás e energia. O empresário Joaquim Patrício, diretor de Operações da J. Patrício Metais, é um dos integrantes da missão. Fornecedor de produtos e serviços voltados a atender grandes players que operam na cadeia produtiva, ele acredita que a feira ampliará o leque de possibilidades para novos negócios.

O presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, está otimista com a participação dos empresários potiguares no evento. Segundo ele, a feira estimula a aproximação entre as empresas e, consequentemente, eleva as oportunidades de novos negócios dentro da cadeia produtiva do petróleo, gás e energias.

“Acredito que será um grande evento e que poderá render bons frutos ao empresariado potiguar”, destaca.

Mossoró Oil & Gas Expo 

Além de fortalecer e prospectar novos negócios, a Redepetro RN aproveitará os três dias da Bahia Oil, Gas & Energy para divulgar a edição 2023 do Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE), considerado o maior evento onshore do Brasil.

Em um stand montado em local estratégico do evento baiano, a Redepetro RN expõe aos visitantes vídeo institucional do Moge, que acontecerá no mês de novembro, em Mossoró.

A ação, de acordo com o Gutemberg Dias, faz parte das estratégias para mobilizar toda a cadeia produtiva e “fortalecer, ainda mais, o Mossoró Oil & Gas Expo, que neste ano será ainda maior”, conclui.

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Ex-coordenador da Petrobras em Mossoró volta à atividade na região

Honfi pertenceu aos quadros da Petrobras (Foto: redes sociais)
Honfi pertenceu aos quadros da Petrobras (Foto: redes sociais)

Quem está de volta a Mossoró e região, novamente fuçando petróleo, é o engenheiro Evaldo Honfi.

Atua na iniciativa privada há tempos, após aposentadoria dos quadros da Petrobras.

Ele foi coordenador da base da estatal em Mossoró no início dos anos 80.

Foram os primeiros anos do desbravamento e exploração em larga escala de petróleo, na denominada Bacia Potiguar.

O novo ‘boom’ do petróleo em terra o traz no encalço dessa riqueza explorada nos denominados campos maduros.

Concessões

Concessões de áreas de produção terrestres e de águas rasas localizados na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, atraem investimentos bilionários para os próximos anos.

A produção média do Polo Potiguar de 2021 foi de 20,6 mil barris de óleo por dia (bpd) e 58,1 mil m³/dia de gás natural.

Sucesso (novamente).

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Mossoró Oil & Gas começa com perspectiva bilionária de investimento

Na abertura do Mossoró Oil & Gas (MOGE) 2022, na tarde desta terça-feira (5), no Expocenter, o representante do Ministério de Minas e Energia (MME), Guilherme Eduardo Zerbinatti, destacou a perspectiva do investimento no RN. Destacou que os números chegariam a R$ 9 bilhões em ativos de Petróleo e Gás nos próximos anos, segundo associação de produtores independentes.

Presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, discursa em abertura (Foto: Luciano Lellys)
Presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, discursa em abertura (Foto: Luciano Lellys)

“Com as medidas do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de estímulo ao desenvolvimento e produção de campos e acumulações de petróleo e gás natural, que apresentam economicidade marginal, a expectativa é de investimentos maiores, para a consolidação de um ambiente de negócios favorável aos investimentos no Brasil”, disse.

O presidente da Associação Redepetro RN, Gutemberg Dias, frisou que o onshore brasileiro vive um momento histórico. “A retomada do setor, tendo o Rio Grande do Norte como protagonista, é uma realidade. Passou de perspectiva a algo concreto nos últimos anos, e o Mossoró Oil & Gas acompanhou essa evolução do setor de exploração e produção em terra”, observou.

Em seis anos, segundo ele, o evento evoluiu de 10 estandes e pouco mais de 50 pessoas para 90 estandes e expectativa de cerca de 3.000 participantes. “A atual edição ganhou caráter internacional, com parceria firmada com o consulado do Canadá no Brasil, com alguns empresários canadenses, com quem pretendemos estreitar laços”, anunciou.

Nova fase

A governadora Fátima Bezerra (PT) destacou o novo ciclo de investimento no onshore potiguar, através da chegada de novos operadores, e a importância de Mossoró para o setor de petróleo e gás. Lembrou o município ser reconhecido como Capital do Onshore, de acordo com lei estadual por ela sancionada em novembro de 2021.

A chefe do Executivo também ressaltou no novo marco regulatório do gás natural do Estado, através da Lei Estadual nº 11.190, que ela sancionou ontem. “O Rio Grande do Norte agora dispõe de legislação mais moderna e atrativa sobre uso do gás. Queremos tornar nosso estado ainda mais competitivo e atrair novos investimentos do setor”, frisou a governadora.

Ao final do pronunciamento, Fátima Bezerra assinou protocolo de intenções com a empresa 3R Petroleum. “É o Governo do Estado junto do setor produtivo, de mãos dadas com iniciativa privada, para promover desenvolvimento de acordo com as novas exigências do mercado, de forma convergente”, acrescentou.

Inclusão

O diretor técnico do Sebrae RN, João Hélio Cavalcante, defendeu o compromisso do Sebrae de incluir pequenos negócios no novo momento do setor de petróleo e gás no Rio Grande do Norte. Segundo ele, o início dessa nova fase representa oportunidade valiosa para inserção de microempreendedores e surgimento de novos negócios. O Sebrae é parceiro da Redepetro na organização do Moge.

Representante da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Sabóia (ANP) informou que o Rio Grande do Norte reponde hoje por 40% da produção nacional de petróleo, com cerca de 30 mil barris/dia. “Porém, essa produção já foi de mais 80 mil/dia, final anos 90, o que mostra a importância histórica do Estado para o onshore”, destacou

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, frisou a parceria da entidade com o Governo do Estado para fortalecer a cadeia de petróleo e gás, e o deputado estadual Hermano Morais (PV), representante da Assembleia Legislativa, destacou a sanção da nova lei do gás, aprovada na Casa.

Também participaram da abertura do Mossoró Oil & Gas 2022 o vice-governador Antenor Roberto; secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Torquato Fernandes; presidente da Potigás, Marina Melo Alves Siqueira, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Franklin Filgueira; representantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa) e de outras organizações.

O Mossoró Oil & Gas segue até quinta-feira (7), com programação técnica e científica, mostra de produtos e serviços e outras atrações. Programação completa aqui: //mossorooilgas.com.br/#programacao

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IF terá 524 vagas em cursos técnicos para Natal e Mossoró

Processo seletivoAté o dia 13, próxima segunda-feira, o Instituto Federal do RN (IFRN) recebe inscrições para processo seletivo de cursos técnicos profissionalizantes. Com oferta para todo o Rio Grande do Norte, Natal e Mossoró concentram o maior número de vagas, 524, em cursos subsequentes e de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Para o Subsequente, voltado a pessoas com o ensino médio completo, os cursos são:

Campus Mossoró: Eletrotécnica, Mecânica, Petróleo e Gás e Saneamento;

Campus Natal-Central: Eletrotécnica, Mecânica, Petróleo e Gás, Edificações, Geologia, Mineração e Segurança do Trabalho;

Campus Natal-Cidade Alta: Eventos e Guia de Turismo;

Campus Natal-Zona Norte: Manutenção e Suporte em Informática.

O EJA, com oferta exclusiva no Campus Mossoró, traz 40 vagas destinadas no curso de Edificações, no período noturno.

Para participar do Subsequente, basta se inscrever através da página da Fundação de Apoio do IFRN (Funcern) e pagar a taxa de R$ 30,00 (trinta reais).

Já o Proeja recebe inscrições no Sistema Gestor de Concursos do IFRN, com taxa no mesmo valor.

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Redepetro diz que RN não pode perder “janela de oportunidades”

O novo ciclo do petróleo no Rio Grande do Norte, iniciado com a saída da Petrobras e a chegada de novas empresas, abre janela histórica de oportunidades para a cadeia produtiva no Estado. A avaliação é do presidente da Associação Redepetro RN, Gutemberg Dias, feita na audiência pública sobre impactos da venda dos ativos da Petrobras no RN, nesta quinta-feira (17), na Assembleia Legislativa.

Dias acha que o momento é para o RN não errar como antes (Foto: Redepetro/RN)
Dias acha que o momento é para o RN não errar como antes (Foto: Redepetro/RN)

Segundo ele, o Rio Grande do Norte perdeu oportunidade semelhante, quando do início da exploração da energia eólica, há alguns anos. Mas tem a chance de fazer diferente no novo cenário do segmento onshore (produção e exploração de petróleo em terra). De preferência, se estimular o protagonismo de empresas locais no fornecimento de bens e serviços para os novos operadores dos campos ex-Petrobras.

“Precisamos atrair novos negócios e fortalecer atuais, principalmente empresas daqui, para aproveitar esse novo momento. Quando vieram as energias renováveis, nós perdemos o trem com relação a atrair indústrias para gerar bens e serviços para esse cenário das renováveis”, disse Gutemberg Dias.

“Então, para esse novo cenário que a gente tem do petróleo, a gente tem que pensar dessa forma, fazer chamamento das gestões estadual e municipais. Ou seja: é dada uma nova oportunidade e nós precisamos pensar em atrair novos negócios que forneçam para essa cadeia”, apontou.

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Audiência vai discutir investimentos na área de petróleo

Lamarque propõe audiência pública (Foto: Edilberto Barros)
Lamarque propõe audiência pública (Foto: Edilberto Barros)

A produção de petróleo no Rio Grande do Norte, em particular na região de Mossoró, entrou na pauta de debates da Câmara Municipal de Mossoró. O tema foi levantado pelo vereador Lamarque Oliveira (PSC). Ele pretende que uma audiência pública programada para o dia 31 de março aborde questionamentos sobre a indústria petrolífera regional.

Durante a sessão ordinária dessa quarta-feira (23), o vereador Lamarque Oliveira destacou a expansão de negócios da empresa 3R Petroleum (3R Potiguar S/A) no RN, que adquiriu 22 concessões na Bacia Potiguar.

A ideia do vereador é saber qual o plano de investimento para o RN e principalmente para Mossoró, onde a Petrobrás vem desacelerando e esquecendo, segundo ele, o Estado que tem muito ainda a oferecer.

A área vendida pela Petrobras à 3R Potiguar, subsidiária integral da 3R Petroleum Óleo e Gás S/A, denominada de Polo Potiguar, comporta os campos de Canto do Amaro, Estreito, Alto do Rodrigues, além da Refinaria Clara Camarão, Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Guamaré, Termoaçu e todas as linhas de dutos dentro desses ativos. O valor da negociação, concluída nesta sexta-feira, 28, é de US$ 1,38 bilhão de dólares.

O RN produz cerca de 23 mil barris/dia de petróleo.

Leia também: Entidade prevê aumento de 30% na produção onshore potiguar.

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Produção de petróleo em campos maduros sobe 300%

Em dois anos, a produção de petróleo por pequenos operadores no Rio Grande do Norte aumentou 300%. Saltou de 4 mil barris de petróleo equivalente/dia (bpe/d), em 2019, para 16 mil bpe/d, em 2020. O balanço foi apresentado pelo secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Rafael Bastos, no VI Fórum Onshore Potiguar, realizado nesta quinta-feira (25) no Garbos Recepções e Eventos, em Mossoró/RN.

Secretário Rafael Bastos participa de fórum, de Brasília, por videoconferência (Foto: Edilberto Barros)
Secretário Rafael Bastos participa de fórum, de Brasília, por videoconferência
(Foto: Edilberto Barros)

Os chamados produtores independentes, que hoje operam campos maduros comprados da Petrobras, já respondem por 43,2% da produção do Estado, que produz hoje 37 mil bpe/d em 70 campos produtores, a grande maioria em terra (onshore). Esse desempenho faz do Rio Grande do Norte, segundo Bastos, o maior produtor de petróleo em terra no Brasil, e o quarto em produção nacional, se somados petróleo e gás.

“Também é digno de destaque que, dos 52 pedidos à ANP de redução de royalties para até 5% por empresas de pequeno porte, 39 pedidos provêm do Rio Grande do Norte”, destaca o secretário. Essa medida, segundo ele, representa investimentos adicionais, com aumento da vida útil pelo fator de recuperação dos campos produtores, manutenção da indústria de bens e serviços e empregos locais.

Royalties e participação

Dados da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), também apresentados no VI Fórum Onshore Potiguar, confirmam esse cenário positivo. A organização já congrega seis das 11 empresas operadoras em produção no Rio Grande do Norte.

Somente dos associados da ABPIP, houve recolhimento de royalties de cerca de R$ 181 milhões em 2021, até setembro passado.

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Fiern oferece apoio à companhia que investe em campos maduros

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, recebeu, em almoço na Casa da Indústria, o CEO da 3R Petroleum, Ricardo Savini, e o Diretor de Relações Institucionais e Gestão de Parcerias da empresa, Edmundo Marques.

Amaro e Ricardo Savini conversaram sobre relação de apoio da Fiern ao grupo investidor (Foto: Fiern)
Amaro e Ricardo Savini conversaram sobre relação de apoio da Fiern ao grupo investidor (Foto: Fiern)

A 3R Petroleum é uma companhia brasileira de capital aberto que produz óleo e gás com enfoque na recuperação de campos maduros e em produção, que vem participando ativamente do Programa de Desinvestimento da Petrobras no país. Já adquiriu diversas concessões em operação no Rio Grande do Norte.

Há pouco mais de um ano, a 3R Petroleum é responsável pela operação do Polo Macau/RN, e está em negociação exclusiva com a Petrobras para a possível aquisição do Polo Potiguar, que inclui, entre outras áreas, o ativo industrial de Guamaré e a refinaria Clara Camarão.

Diálogo

O encontro desta segunda-feira (22) estabeleceu o diálogo entre a federação e a empresa, incluindo a apresentação do trabalho desenvolvido pelo Sistema FIERN no RN, que inclui SESI, SENAI e IEL, englobando ainda o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e o CTGás-ER.

Também estiverem presentes ao almoço o superintendente do SESI-RN, Juliano Martins; o diretor regional do SENAI-RN, Emerson Batista; o diretor do ISI-ER e CTGás-ER, Rodrigo Mello; o diretor do Instituto Senai de Tecnologia em Mossoró, Emery Costa Júnior; o chefe de gabinete da Fiern, Helder Maranhão e a gerente de comunicação da FIERN, Juliska Azevedo.

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Mossoró Oil & Gas 2020 Expo começa nessa segunda-feira

O Mossoró Oil & Gas 2020 Expo será aberto hoje (segunda-feira, 23), às 20h, no Hotel Garbos. Seguirá até o dia 26 (quinta-feira), com programação técnica e científica. Confirmam presença na abertura Governo Federal, Governo do Estado, Prefeitura de Mossoró, Sebrae, Fiern, entidades de petróleo e gás, entre outras organizações.

A governadora Fátima Bezerra (PT) confirmou presença na abertura do evento.

Evento nacional, o Mossoró Oil & Gas 2020 é focado no setor de exploração e produção de petróleo onshore do Brasil. A proposta central é discutir a extração em terra e águas rasas e a cadeia produtiva, e incluir fornecedores de bens e serviços nesse segmento.

Mossoró OIl & Gas Expo 2019 tem a versão este ano de forma híbrida (Foto: Eduardo Mendonça-Assecom Ufersa/arquivo)

Este ano, será híbrido (virtual e presencial) por causa da pandemia de Covid-19. Manterá, porém, a mesma grade de 2019: painéis, estandes virtuais, rodada de negócios, pela plataforma EventMobi; e o II Simpósio de Petróleo e Gás do Onshore Brasileiro, através da plataforma Doity. Algumas atividades, como a abertura, serão presenciais.

Programação

Outra atração será o Mesa Reate – evento nacional sobre Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE 2020), do Governo Federal. O Mesa Reate ocupará a agenda do dia 24 e é mais uma etapa da política federal de revitalização do onshore.

Dia 25, a programação reserva, na Arena Inovação, apresentação de dez empresas inovadoras (8h às 12h); rodada de negócios (8h às 12h); Simpósio de Petróleo e Gás do Onshore Brasileiro – trabalhos acadêmicos (8h às 18h).  Na Arena Petróleo e Gás, no mesmo dia, haverá o Seminário de Segurança Operacional e Meio Ambiente Terrestre (Somat), das 9h às 13h; painéis Novo Mercado do Gás (14h às 15h30) e Oportunidades de negócios no Onshore Brasileiro (16h às 17h30).

A Arena Inovação e a rodada de negócios continuarão dia 26 (8h às 12h), como o Simpósio de Petróleo e Gás do Onshore Brasileiro (8h às 12h). Os painéis na Arena Petróleo e Gás serão Oportunidades e desafios para os fornecedores da Cadeia de Óleo e Gás (14h às 15h30) e Licenciamento ambiental: novas perspectivas para o Onshore (16h às 17h30).

O evento

O Mossoró Oil & Gas Expo é realizado pelo Redepetro RN e Sebrae RN, com apoio de organizações, patrocinadores e outros parceiros. Reafirma Mossoró como capital do onshore brasileiro em fase otimista do setor: novos operadores; oportunidades de entrada em campos maduros; oferta permanente; Reate 2020 em funcionamento e marcos regulatórios mais modernos.

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RN vira referência em revitalização da indústria petrolífera

Os resultados exitosos na transferência dos campos maduros à iniciativa privada, na Bacia Potiguar, elevam o Rio Grande do Norte à condição de exemplo no Brasil quando o assunto é a revitalização da produção de petróleo em terra (onshore) no país. A análise é de Márcio Félix, vice-presidente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP).

Evento em ambiente virtual vê consenso em aposta da iniciativa privada do RN no onshore (Foto: cedida)

A entidade promove nesta quarta e quinta-feira (22 e 23), o Circuito Brasil de Óleo e Gás. O evento online trata do atual cenário da produção e exploração de petróleo no Rio Grande do Norte. Ocorre em parceria com a Associação Brasileira de Produtores Independentes (ABPIP), e tem como objetivo integrar os diferentes atores do mercado do petróleo e gás em torno de pautas relativas ao setor.

O destaque, segundo Félix, fica para a Região Oeste, mais especificamente Mossoró, onde está instalado o Polo Riacho da Forquilha. Também Macau e Areia Branca, onde recentemente foi concluída a transferência de campos maduros aos produtores independentes 3R Petroleum e Central Resources, respectivamente.

Novos atores

Outros campos devem ser negociados este ano, em leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

“A atividade de produção e exploração terrestre no estado, especialmente na região Oeste, no entorno do município de Mossoró, é um exemplo para o Brasil nessa revitalização do onshore brasileiro. A transição, com o cenário da saída da Petrobras e a chegada de novos atores, está aumentando a produção e gerando mais royalties, o que é muito importante”, observa.

O presidente da Redepetro-RN, Gutemberg Dias, que também participa do Circuito Brasil de Óleo e Gás, etapa potiguar, enxerga na operação dos produtores independentes nova chance ao onshore potiguar. Ele lembra que a entidade sempre apoiou a chegada das novas operações, mesmo diante do cenário de incertezas com o desinvestimento da Petrobras.

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Redepetro tenta abrir mercado internacional para empresas

A internacionalização de empresas do setor de petróleo e gás no Rio Grande do Norte foi tema de reunião entre a Associação Redepetro RN e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), nesta quarta-feira (11), na sede da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), no Rio de Janeiro (RJ).

Gutemberg e o analista de investimento da Apex Brasil, Carlos Padilha, conversaram no RJ (Foto: Redepetro/RN)

O presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, e o analista de investimento da Apex Brasil, Carlos Padilha, trataram de missão de empresários potiguares ao evento Global Energy Show (GES), de 9 a 11 de junho de 2020, em Calgary, Canadá. A reunião também contou com a presença de representantes do Consulado do Canadá no Brasil.

“Estamos avançando nos contatos para conectar as empresas da Redepetro no mercado internacional de petróleo e gás, por meio de missões prospectivas e outras ações. Além da visita ao Canadá, também discutimos com a Apex Brasil alternativas para atrair investimentos para o Brasil, a partir das empresas congregadas na Redepetro”, diz Gutemberg Dias.

Diálogo internacional

A Apex-Brasil atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A agência realiza ações de promoção comercial, a fim de valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior. Isto é, faz a ponte entre o empresariado brasileiro e o mercado internacional.

Uma das oportunidades para isso, segundo Gutemberg Dias, é o Global Energy Show – evento líder em energia na América do Norte, que atrai mais de 53mil executivos internacionais e nacionais de petróleo e gás de mais de 22 mil empresas, além de mais de 170 especialistas do setor. “Excelente oportunidade para prospectarmos negócios”, observa.

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Redepetro/RN mostra números da retomada do emprego

Após registrar o primeiro saldo positivo de empregos em três anos no Rio Grande do Norte, o setor de petróleo deve obter desempenho ainda melhor em 2020. A expectativa foi apresentada pela Redepetro RN, no evento denominado de 38º Seminário Motores do Desenvolvimento, nesta quarta-feira (18), em Natal, na Casa da Indústria.

Gutemberg falou que há um efeito multiplicador com empregos indiretos (Foto: divulgação)

Soma-se ao saldo de 104 empregos entre janeiro e julho no Estado – e perspectiva de ampliação no fechamento de 2019 –1.116 contratações no onshore brasileiro (produção em terra) este ano, conforme consulta da Redepetro em 48 empresas associadas no RN e outros Estados.

Os dados foram compartilhados pelo presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, no painel “Novas Perspectivas da cadeia produtiva de petróleo e gás no Rio Grande do Norte”, que dissecou o momento considerado histórico de abertura do mercado de petróleo e gás no RN.

“É fundamental atenção máxima no Rio Grande do Norte à cadeia de petróleo e gás, a qual pode gerar até oito empregos indiretos para cada emprego direto”, reforça o presidente da Redepetro – associação que congrega empresas de bens e serviços do segmento no Estado.

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Mossoró Oil&Gas Expo fechará ciclo de eventos do Reate 2020

O Ministério de Minas e Energia (MME) concluiu, nesta sexta-feira (25), em Vitória (ES), a última fase de construção do Plano de Ação do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE 2020).

Com a reunião desta sexta-feira em Vitória, o próximo passo será apresentação do Plano de Ações do Reate 2020, no Mossoró Oil&Gas Expo, dias 26 e 27 de novembro, em Mossoró. O evento será realizado pela Redepetro e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), com apoio de organismos públicos e privados.

O Plano de Ação reúne os encaminhamentos dos encontros nacionais do Reate 2020 em Brasília (DF), Salvador (BA) e Vitória.

Redepetro/RN

O Mossoró Oil&Gas Expo, aliás, foi apresentado no Encontro do Reate 2020 no Espírito Santo pelo presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias.

Mobilizará aproximadamente 150 reuniões de negócios, 80 estandes de empresas, mil visitantes, com programação científica e conferências, no Expocenter Mossoró (Av. Jorge Coelho de Andrade, bairro Costa e Silva). Mais informações clique AQUI.

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A virada do onshore brasileiro e os reflexos no RN

Por Gutemberg Dias

O segmento de petróleo e gás onshore brasileiro, que há muito tempo vinha numa retração enorme, começa a dar sinais claros que entrará num ciclo de ascendência, com perspectivas de investimentos novos a curto prazo.

A ambiência de mudanças no cenário se estabeleceu, a partir do lançamento do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), encabeçado pelo Ministério de Minas e Energia, especificamente, pela Secretaria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, que tinha como secretário o senhor Márcio Félix. Esse programa teve sua primeira fase iniciada em 2017, e agora, em 2019, foi reeditado com o nome REATE 2020, tendo como lema a “Virada do Onshore”.

A grande aposta é numa virada da produção terrestre com abertura para setor privado (Foto: divulgação)

O programa estabelece ações para garantir a retomada das atividades, por meio de políticas que fomentem cenário para atração de investimentos, com meta para atingir a produção de 500 mil barris/dia de óleo equivalente até 2030. Temas como a inovação e regulação, institucionalização da indústria, gás, multiplicação das companhias e promoção da livre concorrência estão na pauta do programa e seguem sendo discutidos por profissionais e entidades que atuam no setor.

Para o Rio Grande do Norte, o REATE 2020 tem uma importância excepcional, haja vista que no passado chegamos a produzir mais de 100 mil barris/dia e hoje nossa produção é menos da metade, ou seja, 38 mil barris. Com as políticas de incentivo, nossa produção poderá dobrar nos próximos cinco anos, garantindo a retomada da economia do estado, a partir da indústria petrolífera.

Como acreditar nesse novo cenário para o onshore potiguar? Bem fácil. De novembro de 2018 até hoje, temos sinais muito positivos. Primeiro, pela consolidação do projeto Topázio da Petrobras, que já garantiu a transferência dos polos Riacho da Forquilha, com produção de seis mil barris/dia, e o polo de Macau, com produção próxima aos três mil barris/dia, que serão operados, respectivamente, pela Potiguar E&P e a 3R Petroleum.

Ainda se soma a isso a perspectiva de vendas do polo Fazenda Belém e o sucesso do leilão da Oferta Permanente, que teve 19 blocos arrematados na Bacia Potiguar. Para o próximo leilão, espera-se uma demanda ainda maior de blocos na Bacia Potiguar pelos operadores.

Em termos de movimentação financeira, o polo Riacho da Forquilha foi comprado por US$ 384 milhões, com expectativa da Potiguar E&P investir outros US$ 150 milhões nos próximos cinco anos, com estimativa de dobrar a produção. Já a 3R Petroleum desembolsou algo próximo a US$ 191,1 milhões para a compra do polo Macau e deve fazer investimentos na ordem de US$ 80 milhões para, também, dobrar a sua produção.

Com o leilão da Oferta Permanente, outros US$ 4,8 milhões deverão ser injetados na economia do Estado para garantir o Programa Mínimo de Investimento das empresas nos blocos arrematados.

No geral, os investimentos anunciados pelos operadores independentes nesse novo cenário do onshore potiguar giram em torno de US$ 234,7 milhões ou R$ 957 milhões, com dólar cotado a R$ 4,08. Não estão contabilizados outros já consolidados ou anunciados pela Petrobras e demais operadores para os campos que estão em exploração.

Portanto, o cenário para o Rio Grande do Norte é promissor e, sobretudo, para a cadeia de fornecimento, que vem sofrendo bastante nos últimos quatro anos.

Para esse setor, é a garantia de geração de novos negócios e, consequentemente, retomada do processo de contratação de pessoal especializado e reaquecimento da economia de um modo geral, já que grande parte das compras dessas empresas será de forma localizada.

Está dada outra chance à economia do Estado e dos municípios produtores de óleo e gás no que concerne ao planejamento de futuro. Resta agora que o dever de casa seja bem feito para garantir que essa retomada das atividades projete novos horizontes econômicos para esses entes federativos. Que as empresas, em conjunto com os trabalhadores e a sociedade, sejam os grandes beneficiados de todo esse processo.

Gutemberg Dias é presidente da Redepetro RN e professor do Departamento de Geografia da UERN

Empresas arrematam novos blocos de petróleo no estado do RN

A retomada da produção de petróleo no Rio Grande do Norte, pela iniciativa privada, avançou ainda nessa terça-feira (10), no 1º Leilão de Oferta Permanente de Petróleo e Gás. O Oeste Potiguar foi destaque no certame, realizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Leilão foi considerado um sucesso, proporcionando novo avanço na retomada dos investimentos (Foto: ANP)

Mais da metade dos blocos arrematados (57%) ficam na região – 19 dos 33 blocos adquiridos por quatro empresas.

A compra das áreas se soma à aquisição de outros dois campos vendidos pela Petrobras na Bacia Potiguar, este ano: o Polo Riacho da Forquilha, também na Região Oeste, adquirido pela Potiguar E&P dia 31 de maio, e o Polo Macau, adquirido pela SPE 3R Petroleum, dia 9 de agosto.

Empresas

Três das quatro empresas que arremataram os blocos potiguares (Phoenix, Geopark e Imetame) já atuam no Rio Grande do Norte. A quarta (Petro-Victory), que comprou maior número de blocos, deverá se instalar na região de Mossoró nos próximos meses.

O leilão da ANP movimentou mais de R$ 22 milhões e estima investimentos em mais de R$ 320 milhões.

“Na prática, isso representará o reaquecimento do setor petrolífero potiguar, seguindo a retomada do petróleo onshore (em terra) não só no Rio Grande do Norte, mas em outros Estados por empresas privadas, em substituição à Petrobras”, comenta o presidente da Redepetro RN, que congrega empresas da cadeia de petróleo e gás.

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Governo promete ação para fortalecer setor de petróleo e gás

Integrantes da diretoria da Associação Redepetro/RN saíram otimista de audiência nessa tarde de quinta-feira (28), em Natal, na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), com o titular da pasta, Jaime Calado.

Reunião da Redepetro e representantes da Sedec do RN aconteceu nessa quinta-feira (Foto: cedida)

Governo sinalizou presença em missão empresarial nos EUA em maio próximo, a feira de petróleo OTC – Offshore Technology Conference em Houston. Também assegurou apoio ao IV Fórum Onshore Potiguar que vai acontecer em Novembro deste ano em Mossoró, promovido pela Redepetro/RN e outras entidades.

A Redepetro/RN, presidida pelo professor e empresário Gutemberg Dias, recebeu pedido para que entidade que congrega a cadeia produtiva do petróleo e gás no estado, apresente um plano de ação que contemple intervenção do Governo Fátima Bezerra (PT) para o fortalecimento do segmento.

O setor é responsável por algo próximo de 30% do Produto Interno Bruto PIB industrial do RN.

Participaram ainda da reunião, o vice-governador Antenor Roberto (PCdoB), Pedro Lima (assessor técnico da Sedec), Silvio Torquato (Adjunto da Sedec). Pela Redepetro/RN, além de Gutemberg Dias, Costa Barros e Daniel Silva.

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Redepetro/RN quer participação direta do governo no setor

A Associação Redepetro RN terá audiência com o Secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Jaime Calado, para tratar das demandas da cadeia de fornecedores do setor de Petróleo e Gás no âmbito do estado. A audiência está marcada para esta quinta-feira (28/02), às 15h no Centro Administrativo em Natal.

Para o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, a conversa com o governo do estado faz parte das ações da entidade para o ano de 2019 e tem o objetivo de dar continuidade as discussões que foram iniciadas com o governo anterior.

PIB

“Vamos retomar o diálogo com o Governo do Estado do RN objetivando a manutenção da pauta de discussão que iniciamos com o governo anterior. Queremos que o governo entre de cabeça na discussão do setor de petrolífero, haja vista que ele representa algo próximo de 30% do PIB industrial do RN e ainda temos grandes perspectivas nesse segmento”, afirma Gutemberg Dias.

Na pauta da audiência estará ainda o convite ao governo do RN para participar de missão empresarial aos EUA, no mês de maio, onde a delegação norte-riograndense participara da feira de petróleo OTC – Offshore Technology Conference em Houston e, também, conhecerá a experiência de regulação e produção de petróleo focada no pequeno produtor no estado de Oklahoma.

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Terceiro Fórum Onshore Potiguar acontecerá este mês

Evento tem foco em indústria do petróleo (Foto: Arquivo)

Evento regional com foco no setor de petróleo e gás das regiões Norte e Nordeste do Brasil, o III Fórum Onshore Potiguar é realizado a partir da parceria entre a Associação Redepetro/RN e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), de 27 a 29 de novembro, no Garbos Recepções e Eventos.

Trazendo nesta terceira edição um apanhado dos acontecimentos do setor no interregno do fórum, o evento será uma oportunidade de manter a discussão sobre as novas fronteiras do onshore brasileiro e a extração em terra e águas rasas, bem como a cadeia produtiva e os fornecedores de bens e serviços do segmento.

Expositores

O fórum apresenta um público alvo amplo, alcançando desde as empresas concessionárias de blocos exploratórios ou campos produtores até as universidades, centros de pesquisa, sem se esquecer também dos Governos Federal e Estaduais.

Na programação do evento, esperam-se mais de 40 expositores na mostra de empresas, painéis e palestras apresentados com direcionamento para a área de Petróleo e Gás, energias renováveis e inovação e ainda o tradicional encontro de negócios.

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Leilão de petróleo e gás é fracasso para Rio Grande do Norte

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realiza na manhã de hoje (quarta-feira, 27) no Hotel Windsor no Rio de Janeiro, a sua 14ª rodada de licitações de petróleo e gás, abrindo caminho à exploração por empresas privadas nacionais e estrangeiras. Nesta rodada, são ofertados 287 blocos de exploração, divididos em 29 setores de 9 bacias sedimentares.

Os chamados blocos terrestres em oferta na “Bacia Potiguar” não despertaram maior interesse. Ao todo, a Bacia Potiguar tem 62 blocos terrestres em oferta. Ela está localizada exatamente no Rio Grande do Norte.

RN tinha 62 blocos na licitação promovida pela ANP (Foto: arquivo)

Os bônus de assinatura mínimos dos blocos da Bacia Potiguar variavam entre R$ 30,8 mil e R$ 207 mil.

Apenas um dos quatro setores apresentados na bacia recebeu oferta. Ou seja,  um grande fracasso.

Houve oferta para o setor SPOT-T4 da Bacia Potiguar.

Ativos exploratórios

Oferta foi apresentada pela Geopark Brasil Exploração e Produção de Petróleo e Gás Ltda., com bônus de R$ 412 mil, que arrematou os 54 blocos do setor SPOT-T4. A empresa, que também atua em diversos países da América Latina, detém nove ativos exploratórios no Brasil.

No Brasil, a companhia adquiriu há alguns anos o controle de cinco blocos na Bacia Potiguar e dois no Recôncavo Baiano.

Nenhuma oferta foi apresentada para o SPOT-T5 da Bacia Potiguar. Os setores SPOT-T1B e SPOT-T2 da Bacia Potiguar também não receberam nenhuma oferta.

Nenhuma oferta foi apresentada para o primeiro setor da Bacia Potiguar, que é classificada como madura. Também não foi apresentada nenhuma oferta para o segundo setor da Bacia Potiguar, que já foi densamente explorada.

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