No pré-Carnaval deste ano, Cadu saiu por aí com Fátima, já se mostrando como o nome à sucessão (Arquivo do BCS)
Há nove meses, a pré-candidatura do auditor fiscal Cadu Xavier foi lançada pela governadora Fátima Bezerra (PT) ao Governo do RN.
Apesar dessa gestação plena, fomentada por diversos meios, ele não decolou até o momento e angustia a governante.
Com a possibilidade do seu vice-governador Walter Alves (MDB) não aceitar sequer assumir o governo, com sua renúncia à disputa ao Senado, Fátima Bezerra teme o pior.
Porém, a solução continua em seu entorno: Walter não apenas assumir o governo, como também ser o candidato governista à sua sucessão. É um ponto em discussão e que pode se concretizar.
Xavier é o pré-candidato porque o próprio Alves afirmou incisivamente que não seria candidato. Com o vácuo, aí então Cadu Xavier, secretário de Estado da Fazenda, topou a missão hercúlea, para “defender o legado” do governo Fátima Bezerra.
Natália e Daniel assinalam que mudança vai impactar negativamente (Fotomontagem do Agora RN)
Do Agora RN
A deputada federal Natália Bonavides e o vereador Daniel Valença, ambos do PT, entraram nesta quinta-feira (17) com uma Ação Popular na Justiça. Pedem a imediata suspensão do edital de terceirização da gestão de quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Natal para Organizações Sociais de Saúde (OSS).
O processo, que tramita em uma das Varas da Fazenda Pública de Natal, destaca graves ilegalidades e potenciais prejuízos ao interesse público nessa terceirização.
Segundo a petição inicial, a Prefeitura do Natal publicou edital para repassar a administração das UPAs, sem apresentar qualquer estudo técnico que comprove a suposta “vantagem econômica” da terceirização em relação à gestão pública direta. Embora o secretário de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, tenha mencionado expectativa de economia anual de até R$ 18 milhões com a medida, o teto mensal de repasse previsto para as OSS é de R$ 9,5 milhões, valor muito próximo ao que já é gasto atualmente pelo Município.
Para os a deputada e o vereador, a ausência de estudo comparativo compromete a legalidade e a transparência do procedimento, contrariando recomendações do Tribunal de Contas da União (Acórdão 1122/2017-TCU), que exige a apresentação prévia de análises detalhadas em decisões dessa magnitude.
Além disso, segundo Lucas Arieh, advogado dos parlamentares, especialistas em saúde pública vêm contestando nacionalmente a modalidade de terceirização das unidades de saúde, alertando para riscos de aumento de gastos e perda de controle público.
Pelo menos três vereadores eleitos pela oposição em Mossoró, nas eleições deste ano, têm enviado constantes sinais ao governismo à espera de convocação à mudança de lado.
Mas, até o momento, sem eco.
Tem tempo, tem tempo.
Numericamente, o prefeito reeleito Allyson Bezerra (UB) não precisa de reforço à futura bancada para qualquer deliberação. Conseguiu a eleição de 15 dos 21 vereadores à próxima legislatura.
Porém, pode cooptar mais alguém, excluindo quem talvez apenas represente um fardo.
Contudo, qualquer decisão não será movida pela pressa.
Deserto do Atacama, onde é improvável pelo menos uma neblina (Foto: Lennon Schneider Franca – Flickr / Flipar)
A volumosa sequência de pesquisas sobre o cenário político-eleitoral de Natal, na pré-campanha e na atual e campanha 2024, não deixa dúvidas quanto a uma quase certeza. Ou certeza, digamos: o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSD) marcha para ser eleito pro quinto mandato à prefeitura.
No primeiro ou segundo turno?
A principal dúvida é essa aí.
A outra é quanto ao adversário que possa enfrentá-lo, caso o embate escorra para uma etapa complementar.
Deputado federal Paulinho Freire (UB) ou deputada federal Natália Bonavides (PT)?
Eis a questão.
Vencer Carlos Eduardo Alves, por tudo que todas – absolutamente todas – as pesquisas mostram, não é impossível.
É improvável.
Filigranas separam uma palavra da outra, sob a ótica da semântica e na política. Mesmo assim, são diferenças profundas.
O impossível é algo completamente fora do reino das possibilidades. Não tem como acontecer, não importam as circunstâncias. Chance zero. Exemplo: sobreviver a uma temperatura de 70 graus abaixo de zero, por longas horas, na Sibéria, sem qualquer equipamento protetor do corpo.
O improvável não é certo que acontecerá, tendo chance muito pequena, ínfima mesmo, de ocorrer. Exemplo: o deserto do Atacama, no Chile, local mais seco do mundo, fica séculos sem ter uma única neblina. Depois de alguns séculos, entre 2015 e 2017 foi abençoado por tempestades.
Seus adversários sabem muito bem disso.
Eles estão no Atacama.
Porém, sempre existe uma esperança. Político mineiro, Magalhães Pinto (1909-1996) cunhou uma frase que ficou célebre: “O impossível em política é elefante voar.”
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Christianne e Cassiano, dois novos convidados falando sobre eleições municipais (Fotomontagem do BCS)
No próximo domingo (07), o Blog Carlos Santos dará sequência à série “Eleições Municipais 2024,” com participação de mais dois convidados: o mestre Cassiano Arruda Câmara (coluna Roda Vida do Tribuna do Norte) e Christianne Alves (Blog da Chris Alves).
A estreia dessa série especial foi no dia 23 de junho, com Sávio Hackradt, professor convidado da Escola de Comunicações e Artes (ECA) na Universidade de São Paulo (USP), jornalista e consultor político, e o jornalista Vonúvio Praxedes, do Grupo TCM, profissional com atuação em rádio, televisão e webjornalismo.
Outros nomes vão também contribuir à compreensão quanto às disputas municipais, com opiniões, análises, resgates históricos e previsões.
Depois de 42 anos e 11 eleições municipais participando de disputas à Prefeitura de Mossoró, como cabeça de chapa ou vice, o Partido dos Trabalhadores (PT) está prestes a conviver com um paradoxo de difícil justificativa: ficar fora da corrida eleitoral ao Executivo em 2024, mesmo tendo na retaguarda a hegemonia do Governo do RN e do Governo Federal, situação única nesse tempo.
Num processo conduzido pela presidente da legenda no município, deputada estadual Isolda Dantas, o PT provavelmente decidirá neste sábado (15), às 9h, em plenária num dos auditórios do Hotel VillaOeste, que o partido não lançará candidatura a prefeito (veja AQUI). O agravante: não é certo também que venha a indicar o vice do provável pré-candidato a ser apoiado, o vereador-presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (PSDB).
A aliança com o PSDB está praticamente selada e o pré-candidato não vê com bons olhos ter um petista no posto de vice. Costura outro nome, temendo ser soterrado pelo profundo desgaste da gestão estadual Fátima Bezerra (PT) e a rejeição popular da própria Isolda, teoricamente candidata natural à Prefeitura de Mossoró.
A plenária de hoje será marcada por conflito entre o que desejam Isolda Dantas e a Governadoria contra setores divergentes, como a tendência Militância Socalista (MS), defensora de candidatura própria – veja AQUI. Nas urnas, em outubro, sairá o resultado das escolhas e contradições profundas do partido.
Em Mossoró, o PT teve até um vice-prefeito eleito, o vereador Luiz Carlos Martins, no pleito suplementar de 4 de maio de 2014, chapa encabeçada pelo prefeito interino e vereador Francisco José Júnior (PSD).
Veja abaixo como o PT marcou esses 42 anos de eleições majoritárias municipais:
1982
Candidato a prefeito foi Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%) votos, quarto colocado. Prefeito eleito foi Dix-huit Rosado (PDS).
1988
Candidato a prefeito foi Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%) votos, terceiro colocado. Rosalba Ciarlini (PD) foi eleita à prefeitura.
1992
Luiz Carlos tem maior percentual de votos do PT em Mossoró em 42 anos e foi vice (Foto: Arquivo)
Candidato a prefeito foi Luiz Carlos Martins (PT) – 6.557 (8,43%) votos, terceiro colocado. Dix-huit Rosado (PDT) acabou sendo eleito. Até hoje, maior votação do partido à prefeitura, em termos proporcionais.
1996
Candidato a prefeito foi Jorge de Castro (PT) – 4.878 (5,32%) votos, obtendo a terceira colocação. Rosalba Ciarlini (PFL) foi eleita pela segunda vez à municipalidade.
2000
Candidata a prefeito foi Socorro Batista (PT) – 4.447 (4,25%) votos, também ocupando a terceira colocação. Rosalba Ciarlini (PFL) foi reeleita, chegando ao terceiro mandato.
2004
Candidato a prefeito foi Crispiniano Neto (PT) – 4.083 (3,47%) votos, que ficou na quarta colocação. Fafá Rosado (PFL) ganhou as eleições.
2008
Candidato a prefeito foi Larissa Rosado (PSB) – 46.149 (37,44%)votos, numa campanha em que o PT ocupou chapa como vice, com Tércio Pereira. Fafá Rosado (PFL) foi reeleita.
2012
Novamente o PT foi vice de Larissa Rosado (PSB) – 63.309 (46,97%)votos, com Josivan Barbosa. O pleito foi vencido por Cláudia Regina (DEM).
2014
Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%)votos, prefeito interino, devido cassação de Cláudia Regina, foi eleito com facilidade, tendo como vice o vereador petista Luiz Carlos Martins.
2016
O partido pela quarta campanha consecutiva não teve candidato a prefeito, mas ocupou posição de vice com Rayane Andrade na chapa liderada por Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)votos. Quem venceu a disputa foi Rosalba Ciarlini (PP), obtendo seu quarto mandato municipal.
Isolda, Fátima Bezerra e Gutemberg Dias em 2020: chapa PT/PCdoB (Foto: BCS/Arquivo)
2020
A candidata a prefeito foi a deputada estadual Isolda Dantas (PT) – 8.051% (5,86%) votos, ocupando a terceira posição. Eleição do deputado estadual Allyson Bezerra (SDD), inclusive derrotando a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que tentava o quinto mandato. Detalhe é que o seu vice foi justamente Gutemberg Dias, candidato a prefeito em 2016.
*Todos os dados são públicos, mas postagem é resultado de pesquisa, horas e horas de trabalho, além de textualização e edição. Se for utilizar as informações, não se acanhe de dar o crédito. Não é feio. Obrigado.
Marianna Almeida (centro, de costas) mobilizou maciça presença popular (Foto: Divulgação)
Ato coletivo de filiação partidária na manhã deste sábado (23), em Pau dos Ferros, marcou importante referência à arrancada da pré-campanha à reeleição da prefeita Marianna Almeida (PSD). Na quadra do Colégio e Faculdade Evolução, a prefeita juntou grande número de pessoas.
A movimentação contou com a senadora Zenaide Maia (PSD) e o deputado federal Benes Leocádio (PSD), além do deputado estadual Galeno Torquato (PSDB). Ex-prefeitos Nilton Figueiredo e Fabrício Torquato, vereadores, lideranças comunitários e políticos da região também prestigiaram o evento.
A prefeita anunciou que além do PSD, deverá contar com União Brasil, MDB e Democracia Cristã reforçando seu palanque à reeleição. E há possibilidade de chegada de mais legendas.
“Estamos em conversas avançadas com alguns partidos que já estão se organizando em nossa cidade,” avisou.
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Jornal colocou contratação na capa e em página inteira internamente (Fotomontagem do BCS)
A jornalista Carol Ribeiro, do Blog Carol Ribeiro, que por muitos anos atuou no Grupo TCM de Mossoró, em especial no programa “Cenário Político”, ganhou amplo destaque nesta sexta-feira (22) no jornal Diário do RN (impresso e virtual). É novo reforço à pauta da editoria de Política dessa empresa de comunicação multiplataforma de Natal, dirigida pelos jornalistas Túlio Lemos e Bosco Afonso.
Nota do BCS – Grande acerto, caros Túlio e Bosco.
Essa moça tem apetite e muito zelo pelo que faz.
Sucesso.
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Movimentação em Apodi é prenúncio de disputa acirrada (Foto: divulgação)
A senadora e presidente estadual do PSD, Zenaide Maia, participou de expressiva mobilização política em Apodi – região Oeste do RN – nesse sábado (16). Avalizou lançamento da pré-campanha oposicionista de Gyliard Oliveira (PSD) à sucessão do prefeito Alan Silveira (MDB).
Gyliard Oliveira vai disputar a eleição para prefeito pelo PSD com apoio do União Brasil, PSB, PcdoB e PSDB. O evento ocorreu na Associação Cultural e Desportiva Apodiense (ACDA). Foi prestigiado pelo deputado federal Benes Leocádio (PSD), o deputado estadual Dr. Bernardo Amorim (PSDB), o presidente do PSD Mossoró, Paulo Linhares, e os ex-prefeitos Simão Neto e Flaviano Monteiro (PCdoB).
“A presença de todos vocês aqui, nesta noite de sábado, mostra que Apodi quer a mudança. Gyliard, esse homem de fé que nos orgulha muito por fazer parte do nosso partido, representa essa esperança no futuro. Vamos continuar trabalhando para aumentar esse grupo aguerrido e somar esforços para fazer as melhorias que o povo de Apodi precisa e merece”, enfatizou Zenaide.
Governismo sente ameaça
O governismo terá como candidato o secretário municipal de Saúde, Sabino Neto (MDB). Alan Silveira está em seu segundo mandato e mudou sua escolha em dezembro do ano passado (veja AQUI), porque não viabilizou no gosto popular o seu chefe de Gabinete, Luciano Moura. Sente-se ameaçado no projeto de fazer o sucessor.
A operação para reordenar palanque à campanha o submeteu até ao desprazer pessoal de fabricar reaproximação do seu ex-vice e atual deputado estadual Neildo Diógenes (PP), para não vê-lo reforçar a oposição (veja AQUI). Resolveu engolir sapo e a lagoa inteira.
Nota do BCS – A sucessão apodiense dificilmente será um ‘passeio’ para o governismo. A polarização de Gyliard com Sabino está feita e a disputa promete fortes emoções.
O outro concorrente, pré-candidato petista Agnaldo Fernandes, dificilmente se deslocará da rabeira ao confronto direto com o candidato de Alan Oliveira.
Veremos.
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A cada ano eleitoral, ocorre a chamada “janela partidária”, um prazo de 30 dias para que parlamentares possam mudar de partido sem perder o mandato. Esse período acontece seis meses antes do pleito. Este ano, portanto, o limite é 6 de abril, haja vista que as eleições ocorrerão dia 6 de outubro.
Mais uma norma para desvirtuar o papel e a importância do partido, além de cada vez mais desvalorizar o sistema partidário nacional, programas e propósitos das legendas. Uma forma de colocar sempre o indivíduo e os interesses pessoais acima das ideias.
A regra foi regulamentada pela Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165/2015) e se consolidou como uma saída para a troca de legenda, após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segundo a qual o mandato pertence ao partido, e não ao candidato eleito. A decisão do TSE estabeleceu a fidelidade partidária para os cargos obtidos nas eleições proporcionais (deputados estaduais, federais e vereadores).
A norma também está estabelecida na Emenda Constitucional 91, aprovada pelo Congresso Nacional, em 2016.
Fora do período da janela partidária, existem algumas situações que permitem a mudança de partido com base na saída por justa causa. São elas: desvio do programa partidário ou grave discriminação pessoal. Portanto, mudanças de legenda que não se enquadrem nesses motivos podem levar à perda do mandato.
Mais recentemente, em 2018, o TSE decidiu que só pode usufruir da janela partidária a pessoa eleita que esteja no término do mandato vigente. Ou seja, vereadores só podem migrar de partido na janela destinada às eleições municipais, e deputados federais e estaduais naquela janela que ocorre seis meses antes das eleições gerais.
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Com a apresentação excepcionalmente hoje do jornalista Tárcio Araújo, o Cenário Político da Tv Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10, recebe sexta-feira (02/02), o editor do Blog Carlos Santos (Canal BCS).
O bate papo poderá assistido Ao Vivo a partir das 19h25 pelo canal 10 ou pelo site www.TCMplay.tv.br.
Num ano eleitoral, a pauta da nossa conversa e intervenções de internautas e telespectadores vai girar em torno desse ponto.
Esta é a primeira vez que Tárcio vai ancorar um dos mais tradicionais programas de TV do estado. Substituirá o jornalista Vonúvio Praxedes.
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa 9 meses com rejeição ascendente e um empate técnico entre as taxas de aprovação e desaprovação. Segundo pesquisa PoderData realizada de 24 a 26 de setembro de 2023, a administração petista é aprovada por 48% dos brasileiros.
Outros 45% reprovam o governo. Já 7% não sabem como responder.
A diferença entre os percentuais de aprovação e desaprovação do governo registrou o menor nível desde o início do governo Lula: 3 pontos percentuais. Em janeiro, a distância era de 13 p.p.. Apesar de as taxas de aprovação oscilarem dentro da margem de erro desde a posse, a tendência de alta da desaprovação leva os percentuais a uma convergência.
Análise
Lula venceu a eleição com 50,90% dos votos. Teve uma vantagem de apenas 2.139.645 eleitores sobre Bolsonaro e no pleito mais acirrado desde a redemocratização.
Com 9 meses desde que assumiu, o petista –que subiu a rampa com ajuda de uma frente ampla e prometendo união– não conseguiu expandir seu eleitorado. Ao contrário. Há sinais de alguma avaria no grupo de seus seguidores. Essa tendência já havia sido captada pelo PoderData antes.
Agora, com uma série mais longa de estudos estatísticos, é possível observar com mais clareza o que se passa.
Perfil da pesquisa
A pesquisa PoderData foi realizada de 24 a 26 de setembro de 2023. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 212 municípios nas 27 unidades da Federação.
Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O “Jornal das Seis” desta quinta-feira (3), na TCM 95 FM de Mossoró, apresenta um bate-papo sobre política com o editor do Blog Carlos Santos (Canal BCS).
O programa começa às 18h20, com apresentação de Tárcio Araújo e Emanuela de Sousa (Manu).
Rueda, Allyson e Victor Macedo conversaram sobre UB em Mossoró Foto: UB)
Em sua passagem de quase uma semana por Brasília, o prefeito Allyson Bezerra não apenas se filiou ao União Brasil (veja AQUI) e tratou de pautas administrativas. Também conversou com nomes influentes da política congressista e do governo federal, além de integrantes da cúpula de sua nova legenda.
Entre essas reuniões, Allyson Bezerra teve a interlocução com o advogado Antônio de Rueda, vice-presidente nacional do União Brasil. Nos intramuros da política, ele é visto como um dos mais fortes dirigentes partidários do país, mesmo sem mandato eletivo (nem demonstrar interesse nisso). É homem de bastidores e voz proeminente dentro e fora do UB.
No encontro, o prefeito mossoroense esteve acompanhado do advogado natalense Victor José Macedo Dantas, tratando de interesses político-partidários e eleitorais da sigla em Mossoró.
Allyson é pré-candidato à reeleição.
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Na visita que fez a Argentina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com o presidente Alberto Fernandez da Argentina, admitiram a criação de uma moeda chamada ‘Sur’, que seria “única” usada pelos dois países.
Ilustração do Seu Dinheiro
A ideia de criar uma moeda comum entre Brasil e Argentina até já foi cogitada dentro do próprio governo de Jair Bolsonaro (PL), com aval do ministro da Economia, Paulo Guedes, sem nunca ter sido levada adiante.
A moeda única na América do Sul é ainda um sonho de mil e uma noites.
O principal argumento é que protegeria os países das flutuações do dólar.
Impossível essa desvinculação do dólar.
A Rússia e a China já discutem alternativas de moeda única, mas não conseguiram porque o dólar é uma moeda mais forte do que as outras.
Se o Brasil quer ter uma moeda referência, atrativa, para que outros países utilizem o real como reserva, precisa ter uma moeda mais forte.
Uma moeda única pressupõe mercados de trabalho e financeiros eficientes.
Na América Latina os ciclos econômicos estão fora de fluxo e as políticas macroeconômicas não são coordenadas.
Logo não cabe falar em moeda única.
Com a Argentina em ‘crise permanente’, caberia ao Brasil bancar a maior parte da conta.
Infelizmente, a realidade é que o Mercosul tem sido imperfeito e está entre os blocos mais fechados do mundo.
Por exemplo, a negociação do acordo de livre comércio com a União Europeia já dura mais de 20 anos e não é aprovado.
Este é um sinal do estado de imaturidade da integração latino-americana, longe da meta de uma moeda comum.
Às vésperas de completar 25 anos, o euro não serve como parâmetro para a América Latina.
Veja-se que a integração europeia é um processo, que teve início após a Segunda Guerra Mundial, na década de 1950.
Ainda hoje existem dificuldades.
Cabe salientar que a Europa decidiu pela moeda única principalmente porque queria uma maior integração política para amarrar a Alemanha e evitar problemas com a tendência histórica desse país querer dominar a Europa.
A circulação do euro começou em 1º de janeiro de 2002, três anos depois de seu lançamento.
Entre 1999 e 2002, a moeda era usada para pagamentos eletrônicos.
Doze países da UE aderiram ao euro na época.
Hoje o euro é a moeda oficial de 19 dos 28 Estados-membro.
Há, portanto, países europeus, que não aceitam essa moeda.
Os problemas da América Latina poderiam avançar em busca de soluções, se ao invés de moeda única, fosse proposta a “Integração Latino Americana, o que aliás é previsto na Constituição do Brasil.
Integração é diferente de moeda única.
Esse caminho seria viável e a moeda única viria como consequência a longo prazo.
Começar pela moeda é totalmente errado
Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal
*Sobre a Comunidade Latino Americana de Nações falarei posteriormente. Na presidência do Parlatino patrocinei muitos estudos sobre esse tema.
O empresário Luciano Hang, controlador da rede de lojas de departamentos Havan, emite nota repudiando os atos antidemocráticos de domingo (8), em Brasília. Eleitor de Jair Bolsonaro, empresário que se tornou ativista político, ele afirma repudiar a baderna e afronta aos poderes institucionais.
Hang afirma que processo eleitoral está concluído e resultado deve ser respeitado (Foto: Havan)
“Jamais apoiei ou apoiaria atos de violência e vandalismo. Não doei, não participei e não incentivei nenhum tipo de ato contra a democracia, tampouco contra prédios públicos. Embora minhas redes sociais estejam bloqueadas no Brasil, no dia 1º de novembro já havia publicado uma nota esclarecendo que não estava participando ou apoiando qualquer manifestação”, disse em nota.
“Repudio tudo o que foi feito no domingo, até mesmo porque o que aconteceu vai contra tudo o que eu luto. Não podemos aceitar o que foi feito, é preciso que os culpados sejam identificados e punidos dentro da lei”, asseverou.
“Democracia é isso: ter eleições para escolher os representantes do povo e, quem vencer, deve ter o direito de administrar daqui para frente. O meu desejo hoje é que possamos ter um país de paz, harmonia, desenvolvimento e muitos empregos”, definiu.
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