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ACJUS promoverá debate com Roberto Freire e Marcos Araújo

Marcos Araújo é advogado e acadêmico da ACJUS; Freire é ex-deputado federal por dois estados e ex-senador (Fotomontagem do BCS)
Marcos Araújo é advogado e acadêmico da ACJUS; Freire é ex-deputado federal por dois estados e ex-senador (Fotomontagem do BCS)

A Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró (ACJUS) promoverá na próxima sexta-feira (29),  às 18h30, mais uma edição do Fórum de Debates Pensando Mossoró. Ocorrerá no Teatro Alpha Lyra da Escola Mater Christi, à Rua Francisco Xavier, 365, bairro Santo Antônio.

Nessa noite, será promovida edição especial denominada “Pensando o Brasil”, com presença de dois debatedores de peso: o advogado, escritor, ex-ministro da Cultura, ex-deputado estadual, ex-senador e ex-deputado federal por Pernambuco, além de ex-deputado federal por São Paulo Roberto Freire, e o advogado, professor, escritor e acadêmico da ACJUS Marcos Araújo.

Tratarão de temas como a conjuntura política do Brasil, nova ordem global, conflitos internacionais, liberdade de expressão, democracia e interdependência dos poderes da República.

O acesso é franco e inscrições são feitas no próprio local do Fórum de Debates.

Mais informações: (84) 9 8868-4824.

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Livro tem novos fatos que enriquecem invasão de Lampião e seu bando

Alendes aprofunda pesquisa com base científica, como fontes primárias à sua obra (Foto: divulgação)
Alendes aprofunda pesquisa com base científica, como fontes primárias à sua obra (Foto: divulgação)

Após o sucesso de vendas da primeira edição, lançada em 2021, o historiador, professor e servidor público estadual, Luan Alendes Ferreira Batista, acrescentou novas informações e lançou a 2ª Edição do livro “Lampião em Boa Esperança.” O topônimo é o atual município de Antônio Martins, no Oeste do RN.

O livro é um trabalho de pesquisa historiográfica que traz à tona mais uma vez os acontecimentos da ocupação de Boa Esperança por Lampião e seu bando sanguinário.

“Na marcha de Lampião para chegar em Mossoró (alvo principal), nenhum lugarejo sofreu mais do que Boa Esperança, literalmente saqueado, com cangaceiros se apossando de tudo e de todos, fatos que essa obra imortaliza em letras garrafais e transmite agora de geração para geração”, destaca o advogado César Carlos de Amorim, que escreveu apresentação na contracapa da 2ª edição da obra.

Lampião em Boa Esperança trata-se de pesquisa séria, que vem contribuir significativamente com a história local e regional, trazendo novas e ricas informações. Detalha a sequência dos fatos ocorridos em 11 de junho de 1927, dois dias antes dos cangaceiros invadirem Mossoró.

A obra desnuda fatos extremamente interessantes de personagens de Boa Esperança no trato com os bandidos, dentre eles, a coragem da Dona Rosina Novaes, que em determinado momento fez parar o ataque à vila; a astúcia de seu esposo, Augusto Nunes, a capacidade de diálogo de Justino Ferreira e a facada de Jararaca em pessoa por nome de Vicente Lira, personagens reais que sentiram na pele o terrível ataque do bando.

Reservas da obra podem ser feitas pelo telefone / WhatsApp (84) 99942-7195

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Contas surreais assustam e revoltam consumidores

Dívida, devedor, contas a pargar, economia,A Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN) tem filas diárias em seu escritório na cidade de Mossoró. Muitos consumidores assustados e, revoltados, empunham contas com valores surreais.

O detalhe repugnante e revoltante é que seus respectivos endereços quase não recebem o “precioso líquido,” como falavam antigos repórteres do rádio.

A saga da água em Mossoró parece sem fim.

Vivo, o professor, pesquisador e escritor Vingt-un Rosado teria muito a relatar sobre essa epopeia.

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Diário de um Voluntário – CCXLIII

Por Francisco Edilson Leite Pinto Júnior

Francisco Edilson Leite Pinto Júnior e Viviane (Foto: redes sociais)
Francisco Edilson Leite Pinto Júnior e Viviane (Foto: redes sociais)

Confesso que não consegui dormir. “E se ela desistisse de vir comigo comer carne de sol com manteiga da terra o resto de sua vida?”…

A apreensão tomava conta de mim e também pudera, ela estava deixando seus 2 empregos, como nutricionista, no Rio, e ainda toda sua família para vir morar na cidade do sol.

Olhava a cada segundo para o relógio… o voo sairia às 09h, e eu, desde às 5:30h, estava esperando por ela, no Galeão.

De repente, a vejo – linda como sempre: um verdadeiro anjo que apareceu na minha vida e com seus os olhos de cristal, me enfeitiçou e assim, eu jamais soube o que seria a solidão…

Toda sua família estava lá, como que querendo passar a mensagem: “cuide muito bem dela, porque você jamais encontrará outro tesouro na sua vida!!”.

As lágrimas rolavam no seu rosto ao se despedir deles. E ali fiz uma promessa para mim mesmo: “cuidarei dela com o maior carinho do mundo e NUNCA deixarei o nosso amor envelhecer”…

Há 30 anos, exatamente, desde o dia 21/01/1994, que eu cumpro fielmente essa promessa. Somos grudados um no outro e contamos as horas para nos ver: um acorda e espera pelo outro para tomar café; andamos de mãos dadas, como dois namorados, nos beijamos em público e rimos, rimos muito das maluquices que nos acontece, como duas crianças que sabem que esse amor não acabará jamais…

Nossa história é um “Caso do acaso / Bem marcado em cartas de tarô. Meu amor, esse amor/ De cartas claras sobre a mesa, é assim … Signo do destino / Que surpresa ele nos preparou / Meu amor, nosso amor / Estava escrito nas estrelas / Tava, sim”.

Escrito nas estrelas e o que é melhor: escrito mais ainda no coração das nossas almas… E por isso, viveremos infinitas vidas juntos!

Te amo, minha bonequinha!!!

*Para Viviane Silveira Pinto

Francisco Edilson Leite Pinto Júnior é professor, médico e escritor

Carnaubais perde Aluízio Lacerda

Aluízio Lacerda estava internado desde sexta-feira em Mossoró (Foto: Blog Toni Martins)
Aluízio Lacerda estava internado desde sexta-feira em Mossoró (Foto: Blog Toni Martins)

Quem noticia é o Blog Toni Martins: “Carnaubais perde Aluízio Lacerda”.

Com profundo pesar comunicamos o falecimento do professor carnaubaense Aluízio Dias de Lacerda.

Perdemos um grande conterrâneo.

Deus, Pai Eterno e Misericordioso, console os corações de familiares e amigos.

Particularmente, estou sem palavras diante essa notícia confirmada agora há pouco por seu filho Adílio.

Ele estava internado desde sexta-feira (13) no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), em Mossoró, com problemas renais sérios.

Nota do BCS – Minha solidariedade a todos os seus familiares. Conhecia o comunicador e professor Aluízio Lacerda.

Bonachão, leve, de muitos amigos e ótima prosa, faria 73 anos no próximo dia 17, terça-feira.

Que descanse em paz.

*Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.

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Ponderação

Por Bruno Ernesto

"O leitor", filma a partir de obra de Bernhard Schlink (Reprodução)
“O leitor”, filma a partir de obra de Bernhard Schlink (Reprodução)

Tenho por hábito, revisitar certos livros, autores e assuntos do meu interesse. São escolhidos de forma aleatória. Às vezes, escolho uma editora para iniciar esse ritual.

Muitas vezes passo a vista na prateleira, vejo minha lista de desejos literários, lembro de um autor, de algum tema, e daí sigo.

Dia desses, apareceu no meu celular um álbum de lembrança que reúne fotos da galeria dos arquivos e gera uma pequena apresentação no formato de lembrança sugerindo uma  postagem nas redes sociais.

Dessa vez, apareceram umas fotografias de uma palestra que o programa de pós-graduação que a faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires estava promovendo e cujo palestrante foi o renomado jusfilósofo alemão Robert Alexy.

Além das fotografias, tenho meu livro de Teoria dos Direitos Fundamentais dedicado por Robert Alexy e ainda conversei com ele um pouco. Realizei um sonho.

Para quem se aprofunda no estudo do Direito Constitucional, certamente já ouviu falar dele.

Grosso modo, em sua técnica da ponderação dos princípios, ele utiliza uma fórmula matemática para contrabalancear os princípios. Em resumo, ora um princípio se aplica, ora outro o contrapõe. Porém, nenhum princípio anula o outro.

Sempre tive a curiosidade de saber se esse jusfilósofo, conhecido e respeitado mundialmente, tinha conhecimento em matemática aplicada para elaborar essa Teoria dos Direitos Fundamentais.

Pois bem. Por volta da metade da palestra, quando falava de como elaborou essa técnica da ponderação, admitiu que contou com a ajuda de um colega matemático da Universidade de Kiel. Dúvida desfeita.

Essa história me remeteu a um outro jurista alemão, o também constitucionalista Bernhard Schlink. Ele ainda  não conheço pessoalmente. Mas, fui aluno do professor Leonardo Martins, que é amigo dele. Inclusive escreveram um livro juntos.

O ponto que trago no presente texto é o de que, mais que o conhecimento, é a habilidade individual que uma pessoa pode ter, ou mesmo desenvolver, em distintas áreas.

Bernhard Schlink, por exemplo, ao longo de sua trajetória, além de um reconhecido e respeitado jurista, traçou uma carreia paralela como escritor.

Escreveu diversos romances, dentre eles, O Leitor, um dos mais aclamados da literatura alemã e mundial, tendo sido, inclusive, adaptado para o cinema mundial.

Nesse romance, em específico, Bernhard Schlink, talvez com seu conhecimento filosófico, traz à tona um verdadeiro dilema cujo pano de fundo foram os crimes de guerra cometidos pela namorada do personagem principal durante o período do regime nazista.

Ele traz à discussão, um tema que, mesmo quem não tenha conhecimento jurídico, saberá interpretar e chegar a uma conclusão.

Afinal, deve-se perdoar em nome do amor?

Será que podemos, como na teoria de Robert Alexy, fazer essa ponderação?

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

Professor do IFRN é nome apontado para Educação

Marcos Oliveira, segundo o repórter, será o secretário da Educação (Foto: IFRN)
Marcos Oliveira, segundo o repórter, será o secretário da Educação (Foto: IFRN)

A informação exclusiva é passada pelo repórter João Marciliano (Joãozinho GPS), da Rádio Difusora de Mossoró: o futuro secretário municipal da Educação de Mossoró será o professor Marcos Oliveira, oriundo do Campus Mossoró do Instituto Federal do RN (IFRN).

Até o momento não houve confirmação oficial da escolha, que substituirá a professora Hubeônica Alencar, que pediu exoneração há poucos dias (veja AQUI).

Oliveira é professor de Matemática, com doutorado em Recursos Naturais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), além de ter especialização em Gestão Pública pelo Instituto Federal do Paraná.  Também já foi pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional do instituto.

Confirmando-se a escolha, o prefeito Allyson Bezerra de novo segue o caminho da escolha técnica, em vez da indicação política, na titularidade de sua equipe de primeiro escalão.

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Clauder Arcanjo: leitor-escritor

Por Hildeberto Barbosa Filho

Parece já existir certa bibliografia em torno dos tempos pandêmicos. O confinamento em suas respectivas casas levou alguns escritores a pensar, refletir e escrever, a partir das circunstâncias singulares dessa tragédia que se abateu sobre o mundo e sobre a humanidade.

Clauder Arcanjo (Foto: arquivo)
Clauder Arcanjo (Foto: arquivo)

O isolamento, a solidão, o sentimento de exílio, associados ao medo e à ansiedade diante de tempos tão nublados, como que cria condições especiais para o ato de escrever, de escrever e de ler, numa voltagem mais intensa, sobretudo se pensarmos nos gêneros íntimos e testemunhais.

Ocorrem-me estas considerações porque tenho, diante de mim, o livro Confidências literárias (Mossoró, RN: Sarau das Letras, 2021), do escritor Clauder Arcanjo, no qual exercita um diálogo com alguns autores e autoras de suas “afinidades eletivas”, primando sempre pelo cuidado poético com a palavra.

Clarice Lispector, Beatriz Alcântara, Emily Dickinson, Walt Whitman, Hilda Hilst, Miguel de Cervantes, Eugênio de Andrade, Nicanor Parra, Ferreira Gullar, Fernando Pessoa, Cora Coralina, Cecília Meireles, Lília Souza, Adélia Prado, Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Manoel de Barros, Helena Kolody, Marcos Ferreira, Manuel Bandeira, Adélia Maria Woellner e Vinícius de Morares constituem o seleto elenco dos seus interlocutores.

Vê-se logo que Clauder Arcanjo mescla, em suas escolhas, poetas e prosadores, clássicos e modernos, consagrados e desconhecidos, sinalizando, assim, para a riqueza e a diversidade de seu olhar de leitor sensível à variedade dos métodos de produção literária e à particularidade de cada visão de mundo.

Na “Nota ao Leitor”, o autor assinala: “Lembro quando os escrevia, uns três por semana, à época em que estava ´confinado` em um hotel em Vitória (ES), lendo e escrevendo para não enlouquecer, em pleno início da pandemia”, e, num recado mais direto para o leitor, faz este apelo: “Que Confidências literárias o faça (re)visitar as obras dos autores e autoras que me acompanham ao longo da minha vida de leitor-escritor; e que você, assim como eu, sinta-se motivado a se confidenciar com eles (as). A boa leitura nos é altamente inspiradora”.

Sem dúvida: a criação literária tem, na leitura, especialmente na leitura das obras literárias, uma de suas fontes mais ricas e um de seus processos mais decisivos. Quando um Harold Bloom assegura que um poema dialoga ou está em conflito com outro poema; quando um T. S. Eliot afirma que nenhum poeta pode ser conhecido sozinho, ou quando um Jorge Luís Borges fala de precursores desse ou daquele escritor, temos aí o selo de uma corrente unindo vozes e visões.

Clauder Arcanjo é um leitor-escritor e, por isto mesmo, poderia situá-lo muito bem dentro da tradição moderna de uma poética da leitura. Uma leitura que não se esgota na simples experiência emocional ou intelectiva, no indispensável prazer da subjetividade, no estímulo à meditação e ao pensamento, no gozo da sensibilidade e no voo da imaginação. Mas, principalmente, numa leitura que tende a encaminhar o leitor para o desafio da sua própria criação e, portanto, da realização de sua própria obra.

No diálogo com Clarice, há certa altura, escreve o autor: “No sereno da tarde, volto para dentro. Dentro de onde? De mim? De ti? Um silêncio anterior ao mundo dito civilizado. O oco de tudo a me revelar que é preciso abrir mão das platitudes para sentir as altitudes. {…} A literatura é um tributo à loucura de si mesmo”. Já no primeiro parágrafo do diálogo com Whitman, afirma que “O homem sofre de um silêncio absurdo”, e no prosear com Fernando Pessoa, revela: “Preso às obviedades da vida, caminho como se o infinito estivesse à minha frente. {…} E a Poesia teima em renascer, sem metafísica, na esquina menos festejada”.

Atento ao estilo e à técnica, assim como ao universo emotivo e intelectual, de cada escritor, Clauder Arcanjo traz à tona, na medida do possível, as inclinações psicológicas e as atitudes perceptuais de cada um deles, nas suas diferenças e aproximações, ao mesmo tempo em que se descortina a si mesmo, na sua geografia sentimental, nos seus predicados ideológicos e nas suas preferências estéticas.

Fazendo suas confidências literárias, este cearense de Santana do Acaraú, poeta, romancista, contista, editor, convida-nos a uma viagem de volta ou a uma viagem de descoberta pelas páginas artísticas dos escritores que leu e cuja leitura nos sugere, a seu modo também artístico e pessoal.

Hildeberto Barbosa Filho é poeta, escritor e professor da UFPB, além de membro da Academia Paraibana de Letras

Advogado e professor vai lançar novo livro

Livro deriva de trabalho de doutorado do professor e advogado (Foto: arquivo)
Livro deriva de trabalho de doutorado do professor e advogado (Foto: arquivo)

O professor de Direito da Universidade do Estado do RN (UERN) e advogado, Marcos Araújo, ultima preparativos para lançamento de novo livro.

O título será derivado de conteúdo acadêmico do seu doutorado.

No aguardo, meu caro.

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Ex-secretário de Fátima Bezerra ocupa cargo no Ministério da Educação

Getúlio é originário de Macau e participou da expansão dos IF's (Foto: Arquivo)
Getúlio é originário de Macau e participou da expansão dos IF’s (Foto: Arquivo)

O professor Getúlio Marques é novo secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC).

Durante todo o primeiro governo de Fátima Bezerra (PT), governadora do RN, ele foi titular de pasta congênere.

Leva para Brasília sua vastíssima experiência e zelo pelo ensino.

O macauense Getúlio Marques Ferreira, 67, é ex-dirigente do Instituto Federal do RN (IFRN), constituindo-se numa referência na expansão dos IF’s e fez parte da equipe de transição de Fátima em 2018.

Getúlio é diplomado em Eletrotécnica pela antiga Escola Técnica Federal do RN (ETFRN), engenheiro eletricista e mestre em Administração pela Universidade Federal do RN (UFRN).

Chegou a ocupar cargo de Coordenador Geral de Supervisão e Gestão das Instituições Federais de Educação Tecnológica, no Ministério da Educação.

Governo Robinson

No final de 2014, Getúlio Marques era o nome da então senadora eleita Fátima Bezerra à Educação do Governo Robinson Faria (PSD), de quem o petismo era aliado. O professor Francisco das Chagas Fernandes acabou sendo escolhido.

A tendência interna do deputado estadual Fernando Mineiro (PT) levou a melhor na queda de braço com a ala de Fátima.

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Colégio Diocesano emite Nota de Esclarecimento

Veja nesta postagem, Nota de Esclarecimento do Colégio Diocesano Santa Luzia de Mossoró, sobre polêmica interna que acabou se transformando num burburinho público e em redes sociais:Nota de Esclarecimento -arte

Prezada Família,

No dia de ontem, recebemos, com surpresa, pelas redes sociais, os relatos acerca de um possível envolvimento entre um professor e uma de nossas alunas. O Diocesano, enquanto escola de tradição, reafirma o seu compromisso com a formação integral dos jovens estudantes. Portanto, tendo ciência, jamais iria manter em seu quadro algum profissional que pudesse oferecer qualquer risco aos educandos.

Após tomarmos conhecimento das narrativas, de imediato, comunicamos ao professor envolvido o seu afastamento das atividades regulares na escola. É nossa função o combate a toda forma de violência, seja ela física, psíquica e simbólica, ofensiva à dignidade humana, à integridade e honra dos que aqui estudam e trabalham.

Cabe destacar que o fato da Polícia Civil se encontrar nas dependências da escola, na manhã desta terça (18.10), não tem qualquer relação com o ocorrido. A Faculdade Católica do RN, por meio de uma parceria com a Academia da Polícia Civil (ACADEPOL), desenvolve ações de promoção de saúde mental para os agentes civis. Em virtude da citada parceria, o Delegado Civil Rafael Gomes Arraes de Alencar solicitou um dos nossos laboratórios de informática, com o objetivo de promover uma capacitação de Módulos Específicos de Segurança Pública para os policiais civis, realizada no período de 17 a 20 de outubro do corrente ano.

Como é de conhecimento de todos, nossa instituição defende valores éticos e uma educação humanizadora. Dada a complexidade dos tempos atuais, é preciso ficarmos atentos ao poder da informação que nem sempre é benéfico. O “compartilhar informações” deve estar permeado de empatia e averiguação da veracidade, visto que se tem banalizado a violência humana de maneira inconsequente.

Neste momento, toda atenção está voltada à irrestrita solidariedade e zelo para com nossa aluna e sua família, que há várias gerações fazem parte da história desta instituição centenária. Acreditamos ser importante, neste tempo, rezar pela humanidade, para que não esqueçamos a nossa responsabilidade no cuidado e respeito uns para com os outros.

Colocamo-nos à disposição para quaisquer e eventuais esclarecimentos.

Equipe Diocesano

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Professor da Uern é coordenador do Fórum de Pró-reitores de Extensão

Jornalista e professor, Marchezan integra equipe da reitora Cicília Maia (Foto: Uern)
Jornalista e professor, Marchezan integra equipe da reitora Cicília Maia (Foto: Uern)

O jornalista e professor Esdras Marchezan, pró-reitor de Extensão da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), foi eleito nesta quinta-feira (7) coordenador da regional Nordeste do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Ensino Superior (FORPROEX). A entidade congrega as universidades públicas federais, estaduais e municipais e os institutos federais do Brasil.

Ele foi eleito, ao lado da pró-reitora de extensão da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Sueli Pereira – vice-coordenadora – para um mandato de um ano (2022-2023).

Esdras Marchezan é jornalista e professor do curso de Jornalismo da Uern e compõe a equipe da reitora Cicília Maia desde o início – setembro de 2021 – na função de pró-reitor de extensão. Nas gestões do reitor Pedro Fernandes, exerceu as funções de subchefe de gabinete da reitoria e assessor de governança da informação e transparência.

À frente da coordenação Nordeste do Forproex, ele terá a missão de articular as relações entre as pró-reitorias de extensão das instituições do Nordeste e de fomentar apoio às instituições no fortalecimento da extensão universitária.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Fico particularmente muito feliz por mais essa conquista de um jornalista amigo, competente e de ótima índole. Aplausos, de pé, meu caro.

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Do velho professor

Por Marcelo Alves

Giorgio Del Vecchio foi além de sua "aldeia", a Itália (Reprodução Canal BCS)
Giorgio Del Vecchio foi além de sua “aldeia”, a Itália (Reprodução Canal BCS)

Desculpem o trocadilho do título, mas não resisti ao escrever sobre Giorgio Del Vecchio (1878-1970). Ele é um velho conhecido desde o tempo do bacharelado. E foi também de um livro dele, as suas famosas “Lições de filosofia do direito” (Arménio Amado Editor, 1979), que colhi uma mui antiga afirmação de Kant (1724-1804) que não canso de repetir: “Ainda procuram os juristas uma definição do seu conceito de Direito”. Mesmo passados tantos anos, ao invés de ficar antiquada, a assertiva mantém o seu valor.

Giorgio Del Vecchio nasceu em Bolonha, a cidade-mãe das nossas universidades (ao menos é o convencionalmente aceito no Ocidente). Crescendo na vida e após estudos na Alemanha, ele foi dando aulas nas universidades de Ferrara, Sassari, Messina, Bolonha e, finalmente, na Università degli Studi di Roma, La Sapienza, de 1920 a 1953. Foi reitor dessa instituição de 1925 a 1927. Aderiu inicialmente ao fascismo (ninguém é perfeito), mas logo se afastou.

Caso curioso, Del Vecchio perdeu sua cátedra duas vezes por razões opostas. Em 1938, por ordem dos fascistas, porque era judeu; em 1944, por imposição dos antifascistas, acusado de simpatizar com o fascismo de outrora. Paciência.

Sua primeira obra foi “O senso jurídico” (1902). Por uma questão de gosto, recomendo aqui “Lições de filosofia do direito” (1930) e “História da filosofia do direito” (1950). Ele é considerado um neokantiano. Influenciou muita gente, a exemplo de Norberto Bobbio (1909-2004). Del Vecchio faleceu, já nonagenário, na litorânea Genova.

Cabral de Moncada (1888-1974) – português, mas outro gigante da história da filosofia do direito –, em seu prefácio às “Lições de filosofia do direito” (edição acima referida), afirma: “A construção das ideias de Del Vecchio nasceu em 1902, depois de largos estudos na Alemanha, com o seu primeiro trabalho, intitulado Il sentimento giuridico. Aí encontramos em germe todo o seu ulterior sistema de ideias filosóficas, como este veio a desenvolver-se. Nasceu tal sistema sob o signo do Neokantismo, então em plena ascensão. A influência de Marburgo e as afinidades com o pensamento de Stammler são nele inegáveis. Tal qual este, Del Vecchio atribui também à Filosofia do Direito, como objecto próprio das suas investigações, estes dois temas capitais: a determinação do conceito de direito, e a determinação do ideal jurídico. Que é direito? E como dever ser o direito? Eis aí também as duas preocupações máximas iniciais do filósofo italiano”.

Mas o que eu quero aqui ressaltar é outro aspecto da vida/obra de Del Vecchio. Para mim, ele foi sobretudo um professor, pela carreira e pelo didatismo dos seus escritos. Na sua empreitada para estabelecer um conceito de direito (uma aventura de viés positivista), de estudar os seus fenômenos criticamente e, por fim, de estabelecer como o direito “deve ser” (e aqui aproximando direito e justiça), ele foi um educador à moda antiga. Escrevendo bem, sistematicamente e em forma de síntese. Sem fronteiras que limitassem suas lições ao seu país de nascença, a bela Itália. Embora não abrisse mão de pintar “a própria aldeia”, à moda de Tolstói (1828-1910), Del Vecchio foi didaticamente universal, com suas obras recomendadas nas universidades mundo afora.

Peguemos o caso das “Lições”. O livro é originalmente de 1930. Foi sucessivamente reeditado na Itália. Foi traduzido para o espanhol, francês, alemão, turco, japonês e por aí vai. E para o nosso português, claro.

Recebeu prêmios e aplausos. Mas, sobretudo, nas palavras do seu tradutor António José Brandão: “o êxito destas Lições deve-se ao facto de nelas o autor ter sabido, com arte consumada, tornar a Filosofia do Direito acessível a todos os juristas, mesmo àqueles destituídos de formação especializada. Todas as questões que ao jurista como tal interessam foram pelo Professor Del Vecchio filosoficamente enfocadas e tratadas”.

De fato, trata-se de um livro interessantíssimo. Quiçá dois livros em um só. Uma primeira parte/livro tratando da história da filosofia do direito, para mim a mais interessante. E uma “Parte sistemática”, que mais se aproxima, pelo caráter didático, a uma introdução ao estudo do direito.

Bom, eu vou xeretar a parte da história da filosofia. Partindo da aldeia do autor: os capítulos sobre a filosofia jurídica na Itália. Tem bastante coisa sobre os escritores “guibelinos”, sobre Maquiavel (1469-1527) e Vico (1678-1744) e por aí vai. E interessou-me sobretudo o capítulo com o título “Resumo da moderna Filosofia do Direito na Itália”. Moderna ao tempo do velho Giorgio, claro. Não acredito que ele já tratasse de Bobbio, que será o tema da nossa próxima conversa. O velho era professor; e não, vidente.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador regional da República e doutor em direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Morre Canindé Queiroz e o jornalismo de extremos e extremado

Faleceu à madrugada dessa quinta-feira (7), no Hospital Wilson Rosado (HWR), em Mossoró, o professor, economista, consultor político, ex-presidente da Fundação Universidade Regional do RN (FURRN, hoje UERN), ex-vice-prefeito e jornalista Canindé Queiroz, 79.

Faria 80 anos no próximo dia 14.

Canindé Queiroz morre no Dia do Jornalista, deixando uma marca como iconoclasta, polemista e às vezes inconsequente Foto: arquivo BCS)
Canindé Queiroz morre no Dia do Jornalista, deixando uma marca como iconoclasta, polemista e às vezes inconsequente Foto: Reprodução Canal BCS)

Ele estava internado desde a noite de terça-feira (5), quando começou a ter falta de oxigenação. Constatou-se avanço de uma infecção e logo acomodado em leito de UTI, sendo intubado. Veio a óbito como desdobramento desse problema.

Canindé deixa seis filhos, nove netos e a viúva, promotora de Justiça aposentada Maria Emília Lopes Pereira.

O velório acontecerá na Capela São Vicente, centro da cidade, com família estimando que tenha início às 13h. O sepultamento será às 8 horas de amanhã (sexta-feira, 8), no Memorial Jardim das Palmeiras, Mossoró.

Polemista

Francisco Canindé Queiroz e Silva morre justamente no Dia do Jornalista. Fundou o jornal (já extinto) Gazeta do Oeste em 30 de abril de 1977, transformando sua coluna “Penso, logo…” num fenômeno de leitura e repercussão em todas as classes da pirâmide social.

Polemista, iconoclasta, por vezes inconsequente, Canindé e seu impresso foram durante décadas uma marca forte da imprensa do RN defendendo grandes causas. Sua sala no jornal – sede na Avenida Cunha da Mota, centro de Mossoró -, foi por muito tempo um ponto obrigatório de circulação das figuras mais influentes da política, economia e outros segmentos da atividade humana do RN e país.

Era um homem de extremos e extremado. Sem rodeios. Intenso e incomum.

Nota do BCS (Blog Carlos Santos) – Estou tentando me refazer. Para mim é uma perda sofrida, por tudo que vivi e vivemos. São tantas histórias, algumas cômicas, outras de alegria contagiante, muitas tensas, que não caberiam num livro. Nem os sentimentos envolvidos, de paixão comum pelo jornalismo e nosso jornal. Afinação, desafinação, arengas, reconciliações; tem de tudo um pouco nesses anos todos. Também choros comuns ou a distância. De minha parte, só gratidão pelos momentos mais marcantes de minha vida, que me trouxeram até aqui com o mesmo apetite para ser jornalista até o último suspiro. Enquanto der, dará. Beijos. Vá em paz!

Vídeos acima foram veiculados no programa “Mossoró de Todos os Tempos (MTT)”, da TV Cabo Mossoró (TCM), com apresentação do professor e ex-reitor da Uern Milton Marques de Medeiros, veiculados em 2003, há quase 20 anos.

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William Robson estreia coluna de curadoria jornalística nesta segunda

O jornalista e professor William Robson vai estrear projeto de curadoria jornalística, em forma de coluna, nesta segunda-feira (21), em seu blog williamrobson.com.br. A coluna “Contracapa” destacará notas curtas, informações dinâmicas, que serão atualizadas durante o dia inteiro.

William tem larga experiência em comunicação e lança novo projeto (Foto: divulgação)
William tem larga experiência em comunicação e lança novo projeto (Foto: divulgação)

Segundo ele, vai servir como um apêndice das análises que já são feitas na primeira página do blog. “Por isso, eu adotei este nome de contracapa, que faz alusão ao jornal impresso, mas também é a continuidade do site”, explicou.

Mesmo assim, a coluna “Contracapa” terá vida própria, com twitter e Instagram específicos para aqueles que querem ficar acompanhando o conteúdo, através do canal @contracapa_jor em ambas as plataformas. “Logo também ganhará versão em newsletter para Whatsapp, pela manhã, com o conteúdo publicado no dia anterior, que se chamará ´Da Contra´”, adianta o jornalista.

O projeto se assemelha às tradicionais colunas jornalísticas, recorrendo a notas curtas, foto-legendas, frases, como também trazendo rápidas análises do noticiário local e da grande mídia. “Diante de tanto conteúdo que circula na rede, a proposta tende a selecionar as discussões mais importantes”, explica. “Tem um pouco de hard news nisso, é verdade, porém, com foco na curadoria jornalística, algo importante neste tempos”.

“Contracapa” já está no ar em caráter experimental. O jornalista William Robson, que também é doutor em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), foi editor dos jornais Gazeta do Oeste e Jornal de Fato, e atualmente conduz o programa “Foro de Moscow”, ao lado do jornalista Bruno Barreto”, pelo Youtube.

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Obras de Eider Furtado serão digitalizadas e disponibilizadas ao público

Entrega do termo de autorização assinado pela família de Eider Furtado (Foto Maria Simões)
Entrega do termo de autorização assinado pela família de Eider Furtado (Foto Maria Simões)

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande (IHGRN) está autorizado a digitalizar e disponibilizar as obras que o professor, jornalista, advogado e escritor Eider Furtado publicou. O documento de autorização foi entregue por André Felipe Pignataro Furtado, neto do jurista e diretor de Biblioteca, Arquivo e Museu (BAM), à vice-presidente da instituição, Joventina Simões.

Cinco obras memorialistas serão digitalizadas: Audiência de um tempo vivido (2004); No fórum da memória (2008); Nas veredas do tempo (2010); Meio século de memória (2011); e Retalhos da vida (2019). A autorização foi entregue na última quinta-feira (20).

Perfil

Natalense, nascido em 23 de abril de 1924, Eider Furtado de Mendonça e Menezes foi advogado, professor e jornalista. Formou-se em direito pela Universidade Federal do RN (UFRN) na primeira turma do curso, em 1959.

Em 1968, passou a lecionar direito como professor universitário, até sua aposentadoria em 1991. Em 1997, recebeu da UFRN a láurea de Professor Emérito.

O advogado também foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN) de 1969 a 1977. Foi durante sua gestão que, em 1970, pela primeira vez uma mulher conquistou um assento no conselho da OAB. Fundou e compartilhou com seus filhos e netos o tradicional escritório Eider Furtado Advocacia, hoje com mais de 60 anos de atuação.

Profissional multifacetado, atuou, antes de ingressar no direito, na radiofonia potiguar desde a década de 1940, tendo sido diretor da Rádio Poti e Rádio Nordeste. No jornalismo, foi secretário no Diário de Natal.

Em 2010, tomou posse na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (ANL). Faleceu em 2019, aos 95 anos, deixando um respeitável legado pelo serviço notório nas diversas áreas em que atuou.

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Professor do Sesi Escola do RN ganha prêmio nacional

Paulo César Palhares: vitória (Foto: divulgação)
Paulo César Palhares: vitória (Foto: divulgação)

O professor do “Sesi Escola”, do Serviço Social da Indústria (SESI) do Rio Grande do Norte, Paulo César Palhares, é o vencedor do “Talentos dos docentes Sesi”, um concurso feito na semana do professor pelo movimento Geração SESI/SENAI Nacional. A escolha do docente, através do seu talento, foi realizada em duas etapas. 

O professor Paulo César lembra que, depois da primeira etapa, foi escolhido como finalista do Sesi e concorreu com outras duas professoras através do voto popular. “Com muito apoio do Sesi, alunos, direção e docentes, tivemos a grande felicidade de termos essa vitória”, comemora.   

Escritor

O talento apresentado por Paulo César foi o de ser escritor. “Apresentei meu primeiro livro e falei dos meus projetos para com a literatura e docência”, conta.  

 

Paulo César é professor há seis anos e está na Sesi Escola desde fevereiro deste ano. “Cada dia que passa me apaixono mais por fazer parte dessa equipe, para mim foi a minha grande conquista profissional”.  

Além da profissão de ensinar, ele desenha e escreve e encontrou uma forma de juntar essas paixões na sala de aula. “Hoje sou muito feliz pelo meu fazer educacional e como ele vem ajudando a trabalhar com meus alunos”, diz.  

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Perda e saudade

Por Odemirton Filho 

Quando espio o passado percebo quantas pessoas queridas já perdi no correr da vida. No último dia cinco, infelizmente, perdi o meu tio Francisco das Chagas da Silva Espínola, professor aposentado da antiga ESAM. Um homem do bem, como se diz daquelas pessoas corretas.

Professor Espínola: uma subtração afetiva (Foto: cedida)
Professor Espínola: uma subtração afetiva (Foto: cedida)

Tio Espínola fez parte de toda minha vida. Quando eu ia à sua casa para brincar com os meus primos, a hora do almoço era um tormento. Tio Espínola somente deixava eu me levantar quando comesse tudo que estava no prato. Para mim, à época magrinho, era um sacrifício. Ele era barriga cheia, como se diz. Gostava de tomar uma “lapada” de cana antes de almoçar. Como homem “das antigas”, usava uma “capanga” para guardar seu dinheiro e documentos.

Lembro-me da construção de sua casa, ali no bairro Costa e Silva. Uma casa grande. A festa de aniversário de quinze anos de minha irmã foi lá. Aos domingos, ele gostava de preparar um churrasco para receber seus filhos e netos. Era um pai e avô dedicado. No ano passado, quando a pandemia estava no seu pior momento, ele ficou, juntamente com tia Adna, na casa de Tibau. Tio Espínola curtiu, sem saber, o restante da sua vida.

Tenho imensa saudade das “churrascadas” no alpendre de Tibau. Uma ruma de gente, bebendo e cantando, o mar como tira-gosto. Muitas das vezes eu tive que sair para comprar mais cerveja, tamanha era a sede dos convivas. Tio Espínola sempre fazia parte desses encontros.

Anos depois, já adulto, eu ingressei na Loja Maçônica 24 de Junho. Tio Espínola estava lá, pronto para me iniciar nos “mistérios” da Maçonaria. Ele nunca quis ser o Venerável-Mestre, embora tivesse experiência e respeito dos irmãos para assumir o primeiro malhete da Loja.

Lamento não ter conversado mais com ele, tomando o seu uísque Black & White. Eu teria aprendido muito sobre a vida. Vez ou outra, nos encontrávamos num supermercado próximo das nossas casas e trocávamos um dedo de prosa. Ele e sua inseparável “capanga”.

Certamente, o leitor, assim como eu, deve ter as suas perdas e saudades.

Vem-me à lembrança o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Sim, tenho saudades, nem nos deixaste sequer o direito de indagar, porque o fizeste, porque te foste”. 

Tio Espínola deixará saudade. Das grandes.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Entusiasmo inspirador contra o medo do fracasso

Na quinta-feira (31) tive uma convivência pessoalmente enriquecedora. Fugaz, mas densa. Compromisso social/trabalho que seria apenas protocolar, transformou-se numa oportunidade de me alimentar com mais substância humana.

Foi uma experiência viva, inesperada e transbordante com o hoteleiro João Sabino.

Sabino tem o entusiasmo necessário ao sucesso (Blog do Jota Belmont)

Atendi a convite do amigo “camaradinha” Caby da Costa Lima. Fui-lhe solicito, apesar de outro compromisso àquela noite.

Vou-me ser mais claro, mesmo usando técnica atrasada do jornalismo, conhecida como “nariz de cera”. São rodeios, digamos. Vamos lá.

Sabino, professor na Universidade do Estado do RN (UERN), virou hoteleiro há mais de 22 anos, um ramo que simplesmente não conhecia. Tinha uma carreira vitoriosa na academia e um consistente escritório de assistência contábil. Pela idade e trajetória, o recomendável seria o “dolce far niente“, que é traduzido como ‘suave indolência ou o doce fazer nada’ pelos italianos.

Assim seria sua aposentadoria.

“Pernas pro ar”, numa linguagem latina, desse lado do Atlântico e abaixo da linha do Equador.

Entretanto, João Sabino fez diferente. “Eu continuo aprendendo”, exclamou à noite de quinta-feira, numa sala do seu Sabino Palace, em Mossoró, em conversa com convidados que atuam na comunicação on line e amigos.

Curvado numa cadeira, diante de interlocutores que o ouviam atentamente, ele revelava com serenidade nas palavras e gestual que continua com apetite pelo que faz. Aquela vontade juvenil, dos iniciantes e apaixonados, depois de tanto tempo fazendo a mesma coisa.

Sobre pessoas que de algum modo o atrapalharam, ele preferiu nem falar. Estão no index do esquecimento, salientou. Nem por isso deixa de acreditar “em pessoas” até hoje e investir nelas.

João é um aprendiz, meticuloso no que faz. “Antenado”, diria a geração “Y”.

Soichiro Honda

Sua rede de hoteis continua sendo uma devoção que une prazer e ofício, tudo movido por aquele mesmo interesse que o fez dar uma guinada de 180 graus em sua vida, há mais de 22 anos. O Sabino Palace é seu mimo, que passa por repaginação, reforma densa e de qualidade que ainda deve durar mais de um ano até alcançar sua plenitude.

“Eu tenho o mesmo entusiasmo hoje”, asseverou. Nem precisaria emitir essa declaração. Salta aos olhos.

Entre os especialistas do universo empresarial e do marketing, certamente João Sabino deveria ser convocado para estudos. É um “case”. Um caso de estudo.

Honda: inabalável

Entre nós ocidentais e, principalmente latinos, o empresário é uma ótima exceção. Diferente do que se testemunha cotidianamente entre os orientais, que enxergam o labor como uma religião e procuram ver tudo bem à frente do seu tempo.

A história de João Sabino, guardada as proporções e outras particularidades, remete-me a Soichiro Honda, criador da marca vitoriosa que leva seu sobrenome e virou uma legenda em duas e quatro rodas.

Esse japonês – que precisa ser conhecido pelas novas gerações – parece representado por Sabino, no seu permanente entusiasmo. A cada decepção, um flash inspirador e a vontade férrea de não parar.

Soichiro sofreu com terremotos, bombardeios, falta de crédito para seus negócios, intempéries econômicas e instabilidade política.

Nada o fez parar.

João Sabino é isso: um pouco de Soichiro.

Inspirador.

Inabalável!

  • Essa é uma singela homenagem que o Canal BCS (Blog Carlos Santos) presta ao empresário João Sabino de Moura, 77, falecido (veja AQUI) em Mossoró nessa última sexta-feira (9). A crônica acima foi postada no dia 3 de fevereiro de 2013 (veja o original AQUI), um domingo, portanto há mais de 8 anos e cinco meses. Sabino é daqueles indivíduos que durante décadas e séculos ainda continuará visível, em face das marcas do bem que proporcionou ao seu lugar e à sua gente.

Admirável João Sabino! Vá em paz!

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Morre o empresário João Sabino, um exemplo de vida

Faleceu nessa sexta-feira (9), em Mossoró, o empresário João Sabino de Moura. Passou por cirurgia no Hospital Wilson Rosado (HWR) para implante de um marca-passo e não resistiu. Tinha 77 anos.

Seu velório ocorre no Centro de Velório Geraldo Xavier de Medeiros, próximo ao Museu Municipal Lauro da Escóssia, centro de Mossoró. Sepultamento ocorrerá às 16h, no Cemitério São Sebastião.

Professor aposentado da Universidade do Estado do RN (UERN), contabilista, maçom, empresário do ramo hoteleiro, “Seu” João Sabino deixa como principais legados o permanente apetite pelo conhecimento, a capacidade de trabalho e o empreendedorismo. É um exemplo de vida.

João Sabino foi um sábio e empreendedor nato (Foto: Ricardo Lopes)
João Sabino foi um sábio e empreendedor nato (Foto: Ricardo Lopes)

Natural de São Rafael-RN, onde viveu na zona rural até início da adolescência ao lado de muitos irmãos, João Sabino trabalhou como servente de pedreiro, pedreiro, estudou em escolas públicas, fez curso especializado de técnico em Contabilidade na União Caixeiral, até chegar à antiga Fundação Universidade Regional do RN (FURRN), onde foi professor e diretor da Faculdade de Ciências Econômicas (FACEM).

Contabilista vitorioso, com excelente carteira de clientes na cidade e região, vida estabilizada, quando muitos esperavam que ele fosse aproveitar a aposentadoria docente e refrear ímpeto no escritório contábil, fez diferente. Enveredou por uma área desconhecida para si e criou a “Rede de Hotéis Sabino Palace”, que se expandiu por Mossoró, Apodi, Martins, Areia Branca, Portalegre e Natal.

No início de 2017, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que comprometeu parte de sua dinâmica de vida (veja AQUI e AQUI).

Antes, em 15 de abril de 2016, lançou o livro “João Sabino: Um homem de sonhos, esperança e realizações” (Editora Sarau das Letras), trabalhado com o escritor/editor e biógrafo Raimundo Antônio de Souza Lopes.

Nesse domingo (11) a gente publica uma crônica feita em sua homenagem e publicada no dia 3 de fevereiro de 2013.

Que descanse em paz.

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As dores que o frio traz

Por Aluísio Barros

A madrugada de ontem, quarta (29 de junho), foi considerada a mais fria dos últimos cinco anos, com temperatura mínima de 6º C, em São Paulo. Sete moradores de rua morreram de frio.

Li a notícia assim, no calor daqui de casa, e lembrei e senti, por alguns instantes [toda memória de dor é uma vasta ferida que não se cura], os 6° graus que sacolejaram os nossos ossos [Fatima Oliveira e eu], naquela esquina da Av Brigadeiro Luís Antônio com a Alameda Jaú, enquanto, quase 6h da manhã, tentávamos um táxi para irmos assistir Camilo, em cirurgia no Hospital da Beneficência Portuguesa [Ivonete ficara em velas e récitas].morador de rua coberto em São Paulo - morte por frio na madrugada de 29 de junho foto Quando estive em São Paulo, em madrugadas assim, desejei tanto, pelas dores de dentro dos ossos que o frio traz, ser abraçado pelo calor de Mossoró. Ah, desejei. Passei a sonhar com isso. Seria o prêmio a ser recebido junto com a nossa vitória alcançada, a saúde de nosso filho. E assim foi. Macktub.

Camilo Barros diz que gosta do frio. Não curto. A cruviana das serras de Martins e Portalegre me bastam (papai, José de Abília, adorava essa tal Cruviana, que enfrentava com uma lapada de aguardente].

Vendo a foto do morador de rua, lembrei dos muitos que se avistam nas noites de Mossoró [Uma noite, nessa pandemia, inquieto, peguei o carro – virei personagem de Rubem Fonseca – e fui engolir o silêncio das noites, que outrora me foram festivas.

Só avistei os corpos estendidos nas portas e bancos. Uma cidade inteira vigiada pelos moradores de rua [Li até que uma médica dissera que era estranho vacinar essas pessoas com a vacina de dose única. Criatura de pouco estudo. Nem discuto, se é médica]. Pois digo. Gosto mesmo é desse amorno que passa com o ar elétrico.

E vamos que vamos.

Cadê a raquete do chinês, Tertinha?

Aluísio Barros é professor e poeta

Doutor Cid Augusto, com certeza

Cid obteve nota máxima, mas ainda não é multi-instrumentista nem enveredou pelo sapateado (Foto: arquivo)
Cid obteve nota 10, mas ainda não canta, não é multi-instrumentista nem enveredou pelo sapateado (Foto: arquivo)

Todos os vivas para o jornalista, professor, poeta, escritor, advogado e doutor Cid Augusto.

Ele acaba de passar pelo corredor polonês do doutoramento em Estudos da Linguagem na Universidade Federal do RN (UFRN).

Um doutor com excelência, nota 10.

Por sua inteligência diferenciada e dedicação ao conhecimento, acabou dando a lógica.

Ele consegue ser bom em tudo que faz. Ou muito bom, digamos.

Ainda bem que não canta, não tentou o sapateado (pelo o que sei) nem é multi-instrumentista, se não morreríamos na manguaça.

Estou certo ou estou errado, Túlio Ratto?

Parabéns, meu caro.

P.S – Ele teve publicado bem antes (início desse ano), o artigo “‘O furo a qualquer preço’: práticas discursivas de poder e resistência ante atitudes machistas em cenário de democracia frágil”, que escreveu em parceria com a professora Marluce Pereira da Silva para o Dossiê “Resistência em práticas discursivas de contestação em democracias frágeis”.

Foi veiculado pela revista Trabalhos em Linguística Aplicada, do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Apenas cinco foram selecionados no país.

Veja íntegra AQUI.

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