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Bispo da Diocese de Santa Luzia testa positivo para Covid-19

Dom Mariano tem sintomas leves da doença (Foto: Diocese)
Dom Mariano tem sintomas leves da doença (Foto: Diocese)

Do Blog Saulo Vale

O bispo da Diocese de Santa Luzia de Mossoró, Dom Mariano Manzana, 74 anos, testou positivo para Covid-19.

Dom Mariano está bem, cumprindo quarentena em repouso em sua residência em Mossoró.

Ele manifestou sintomas gripais. Tem seguido todas as recomendações e tido frequente assistência médica.

“Em unidade e comunhão com nosso Pastor Diocesamo, elevamos ao Bom Deus nossas orações para o seu pronto restabelecimento e de todos quantos se encontram doentes”, escreveu o vigário geral, padre Flávio Augusto Forte Melo ao falar sobre o teste positivo de Dom Mariano.

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Nós, os egoístas

Nesses tempos de pandemia, não tenho ocupado muito minhas redes sociais (pessoais) para botar o focinho por lá, ou expor mesa com vinho e queijos. Não tenho vinho nem queijos em casa.

Posso comprar, mas não os tenho.

Opção, coisa de prioridade mesmo. Eles não o são.

Prefiro gente, à coisa. A primeira, gosto; a outra, uso.Onde moro, quase nada que ocupa espaço é acessório, cumulativo ou dispensável. Tudo tem serventia, inexiste penduricalho – inclusive o imã com escudo do Fluminense à porta da geladeira.

Tenho visto muita gente berrando, cobrando, esperneando, apontando o dedo para políticos e poderes públicos, exigindo providências contra efeitos imediatos e, outros que se avizinham, derivados da Covid-19.

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente, mas realmente…” Uso trecho de uma música que fez muito sucesso nos anos 80, como preâmbulo de uma reflexão. Não seria a hora de perguntarmos: “E o que eu posso fazer por quem não tem nada ou está prestes a fazer parte de uma manada famélica e desesperada?”

Fui confrontado em recente entrevista à TCM-Telecom, se não considerava o coronavírus um divisor de águas à reflexão da humanidade e, do ser humano, quanto ao seu papel em sociedade.

Fui absolutamente sincero, sem rodeios ou utilização de qualquer tipo de alegoria filosófica: “Não acredito, não creio. O ser humano continuará sendo o que sempre foi. Teimamos em não dar certo!”

Passamos por pestes que dizimaram multidões incalculáveis na Idade Média, Gripe Espanhola com mais de 50 milhões de cadáveres no século XX, duas guerras mundiais, matança urbana sem fim, mas até hoje milhões de pessoas morrem de fome e desprezo, em todas as partes do mundo “civilizado”.

Para o neodarwinista Richard Dawkins, autor dos célebres e encorpados “O Gene egoísta” e “Deus, um delírio”, somos geneticamente predatórios, competitivos e estamos em permanente luta pela sobrevivência – numa seleção natural sem fim, que é replicante a todo tempo e hora, ad infinitum (ao infinito).

Com vinho e queijos à mesa, não acredito que essa quarentena, confinamento, isolamento social e qualquer outro termo que adotem à segregação compulsória, sejam capazes de mudar o indivíduo e essa humanidade. Continuaremos individualistas e pequenos.

Isso é tão comum, que ser solidário, altruísta e ter compaixão por quem sofre, acabam virando notícia, manchete e dão belas reportagens à mídia. Nos levam ao choro. Por quê? Por que são exceções, situações estranhas até.

A Covid-19, doença espalhada pelo coronavírus, vai passar e deixará para trás lições que de novo não vamos aprender. Sobreviveremos.

* Esse artigo foi publicado originalmente no dia 1º de abril de 2020, às 13h24, portanto há um ano e 20 dias, ainda no começo da pandemia (confira AQUI).  O RN tinha apenas 2 óbitos (veja AQUI) e 92 casos confirmados. Até ontem (20 de abril), eram 5.156 mortes (18 nas últimas 24 horas) e 213.668 casos confirmados.

O Brasil somava 244 vítimas e 6.931 casos confirmados da Covid-19 em 1º de abril de 2020. Nesse dia 20 de abril de 2021, as mortes chegaram a 378.003 (3.321 nas últimas 24 horas). Os casos confirmados são 14.043.076.

Absolutamente, não tenho sequer uma vírgula a modificar do que foi postado no início dessa tragédia.

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A peste na antiguidade e os ‘doutores’ das redes sociais

Ilustração de uma cidade da Idade Média (Reprodução)
Ilustração de uma cidade da Idade Média (Reprodução)

Lá na antiguidade, da Idade Média para trás, quando conhecíamos pouco ou nada sobre pandemia, o refúgio em casa, a quarentena, era usado como defesa individual e coletiva à peste.

Com a Covid-19, a ciência reitera a medida, mas ‘doutores’ das redes sociais vociferam.

Chega de tantas estupidezes!

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Exercício do bem comum e culto à felicidade na quarentena

Por Paulo Menezes

“Como não conheço nenhum escrito sob Jandaíra, fui obrigado a frequentar a escola das Jandaíras, observar seus hábitos, seu trabalho, sua família, sua casa, sua organização, manias e travessuras. Isto por mais de trinta anos. Serviu de aprendizado, lazer, higiene mental e reconstituinte, passatempo, espanta tédio e sobretudo é o segredo de manter-me em contato com Deus.” (Padre Huberto Bruening no livro “Abelha Jandaíra”)

A pandemia que atingiu toda a humanidade, ceifando milhares de vidas e transformando totalmente o nosso cotidiano num vale de lágrimas, alvejou de forma arrasadora nosso dia a dia, principalmente no que se relaciona com o distanciamento social. O afastamento da família, dos filhos, netos e amigos, entretanto, me alcançou numa proporção um pouco menor, graças a Deus e às minhas abelhas.

É que apesar de aposentado do Banco do Nordeste, empresa à qual dediquei 24 anos de minha vida laboral, adotei, em paralelo, uma atividade que além de prazerosa, serviu de terapia ocupacional, lazer e espanta tédio como afirma o padre Huberto no livro que citei. Sou meliponicultor desde o distante ano de 1983.Dedico-me com muito amor ao manejo da abelha Jandaíra. Tenho colmeias na minha residência e na zona rural. E como essa atividade tem me ajudado nessa quadra de dificuldade que atravessamos! Administro meu tempo dividindo-o entre o quintal da minha morada e a zona rural, sempre dedicado ao manejo das abelhas.

Na residência, além de acompanhar o desenvolvimento dos enxames, que vai da multiplicação de colônias até à coleta do mel, pratico também um pouco de marcenaria na confecção das caixas racionais, morada das fazedoras do saboroso mel.

O trabalho vai da serragem das tábuas, montagem, até à pintura.

O tempo dedicado à zona rural começa manhãzinha cedo e ocorre duas ou três vezes por semana, onde me desloco ao Meliponário situado no campo. Lá a Covid não chegou, pois só tem a natureza ainda em festa com a mata florida e cheirosa, fruto da quadra chuvosa e as queridas jandaíras. Nem de máscara necessito.

Vivo uma manhã diferente, em outro mundo, somente com as polinizadoras da natureza. O tempo passa rápido sem mesmo senti-lo. Não há o que pensar em outra coisa senão no nascimento de uma nova princesa que será entronizada como rainha e que conduzirá um novo enxame garantindo a perpetuação da espécie.

No manuseio, o que vemos é o milagre da criação onde uma família com castas bem definidas desempenha com perfeição a vida de cada colônia. Cada abelha tem uma função específica a partir da limpeza corporal na hora do nascimento, depois a alimentação da rainha, o controle da temperatura do ninho, a desidratação do mel e finalmente a saída para o campo a partir do décimo sexto dia, visitando milhões de flores até a morte, em busca do néctar que transformará em mel.

Abelha não tem infância, já nasce trabalhando do nascimento até o último dia de vida.

A existência de uma colônia de abelhas é de uma perfeição admirável.

Diferentemente de nós humanos, todas trabalham pelo bem comum.

Quanta diferença !

Paulo Menezes é meliponicultor

* Meliponicultura é a criação racional de abelhas sem ferrão.

TJRN produz 773 sentenças por dia durante a quarentena

Rebouças mostra números (Foto: TN)

Em 15 semanas de regime de trabalho remoto, ocasionado pela pandemia do novo coronavírus, o Poder Judiciário do Rio Grande do Norte alcançou uma média de 773 sentenças proferidas por dia, além de 776 decisões e 927 despachos diários durante a quarentena. O expediente presencial foi suspenso oficialmente no dia 19 de março, como forma de prevenção e proteção contra a Covid-19, mas a Justiça potiguar não parou e seus servidores e magistrados continuam produzindo todos os dias, só que de forma diferente, fora do ambiente de trabalho convencional.

“Apesar da pandemia e, consequentemente, da necessidade de atuação em regime de trabalho remoto, estamos dando uma resposta à sociedade, uma satisfação concreta, para o cidadão que tanto precisa da nossa prestação de serviço”, observa o presidente do TJRN, desembargador João Rebouças.

“Nem paramos nem vamos parar”

“Nem paramos nem vamos parar, o compromisso que nos move é julgar cada vez mais, utilizando a tecnologia mais moderna possível, com celeridade e eficiência”, completou o dirigente do Poder Judiciário potiguar.

Até o momento durante a pandemia, foram produzidos 81.171 sentenças, 81.545 decisões e 197.395 despachos, considerando o período de 16 de março a 28 de junho. Um total de 360.111 atos processuais produzidos em 105 dias.

Também nesse intervalo, foram arquivados em definitivo 128.533 processos, enquanto foram recebidos 85.341 casos novos.

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Município retoma atividades comerciais após bloqueio rígido

Do Blog Diário Político

O município de Caraúbas teve uma crescente nos casos confirmados do novo coronavírus neste mês de junho.

Depois da decretação de lockdown (bloqueio social rígido), por 12 dias (veja AQUI), viu os números serem controlados.

O plano de retomada do comércio foi iniciado nesta segunda-feira (22).

O vice-prefeito Paulo Brasil (DEM), que coordena as ações de combate ao vírus, falou sobre este novo momento da volta do “normal”.

No mais recente boletim epidemiológico fornecido pela municipalidade, há confirmação de 126 casos, mas nenhum óbito.

Mas existe uma morte sob investigação.

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Fecha, isola, tranca, uma história de quase 90 dias

Praticamente 90 dias de fecha, isola, tranca, e não há perspectiva de que tenhamos uma retomada – mesmo gradual – da normalidade.

Governo do RN e prefeituras não possuem plano conjunto, algo minimamente consistente, para sairmos desse ‘oito’.

O pior pode estar por vir.

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Retorno ‘ao lar’ é perigo crescente à expansão do novo vírus

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN) e secretarias municipais da capital ao interior precisam rastrear e monitorar a crescente migração reversa de potiguares para seus municípios de origem.

Em alguns municípios de pequeno porte, já é possível identificar o retorno de muita gente advinda de São Paulo, principalmente, em face do crescente desemprego e expansão da Covid-19 naquele estado.Sem maiores perspectivas de recolocação do mercado, apreensivos com a própria doença, muitos voltam e podem trazer consigo o novo vírus.

A reaproximação física com familiares e a ânsia de rever amigos fazem dessa imigração um perigo ainda maior de explosão da Covid-19, sobretudo nas pequenas comunas do interior, onde assistência médica é ainda mais sofrível.

Migrações

O auto-estabelecimento de quarentena e outros cuidados, preventivos, são muitas vezes ignorados.

Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba foram os estados nordestinos com maior retorno de migrantes, com índices superiores a 20%, na primeira década deste século, mas por razões de perspectivas econômicas alvissareiras – segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na Região Metropolitana de São Paulo, 60% dos que deixaram a região entre 2000 e 2010, eram migrantes de retorno.

Migrações intrarregionais provavelmente devem se acentuar por aspectos sanitários e econômicos.

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Fernando de Noronha garante ter eliminado Covid-19

Do Diário de Pernambuco

Em boletim divulgado na última sexta-feira (8/5), a Administração de Fernando de Noronha informou que realizou a cura clínica dos dois casos restantes de covid-19 no arquipélago.

Arquipélago é do estado de PE (Foto: Web)

Com esses últimos resultados, todos os 28 pacientes contaminados pelo novo coronavírus no arquipélago estão recuperados, sendo 17 homens e 11 mulheres, entre 25 e 59 anos.

Restam ainda quatro casos em investigação, aguardando exames laboratoriais. As amostras foram encaminhadas na última quinta-feira (7/5) ao Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen/PE).

O Decreto Nº 48.973 do Governo de Pernambuco, assinado no último dia 30, estendeu o período de quarentena em Fernando de Noronha até esse último domingo (10/5). Noronha vivia o regime de isolamento total desde 20 de abril.

Nota do Blog – O isolamento impositivo e a condição geográfica natural concorrem decisivamente para o resultado, isso é lógico.

Mas até quando ficará sem receber turistas? O vírus não germinou na ilha e todos os seus habitantes não devem estar imunizados.

Sua população estimada, segundo o IBGE, é de 3.061 pessoas.

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Mandetta estava certo

Pelo visto, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta estava certo.

Ministro seguiu 'receita' que já vinha sendo defendida pelo antecessor na pasta (Reprodução BCS)

Em sabatina no Senado (sessão virtual) nesta quarta-feira (29), o novo ministro titular da pasta, Nelson Teich, repetiu o que Mandetta tangia (sob revolta presidencial):

– “A única coisa que você sabe é que o distanciamento diminui o risco de contágio”.

Seu erro foi ter-se tornado muito popular, eclipsando o chefe – presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A propósito, pecado mortal em qualquer corte e em qualquer tempo.

A tal da cloroquina também foi esquecida.

Ó tempos, ó costumes!

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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País anuncia que não tem mais ninguém internado em UTI

Abdo: rigor de quarentena (Foto: Web)Do Correio Braziliense

O Paraguai já não tem pacientes com a Covid-19 em unidades de terapia intensiva, anunciou o presidente Mario Abdo Benítez nesta quarta-feira (29), em entrevista coletiva.

“Podemos dizer que hoje não temos uma só pessoa em terapia intensiva” devido ao novo coronavírus, declarou Abdo ao lançar uma plataforma virtual na qual a população poderá controlar o destino das verbas destinadas ao combate à pandemia.

No total, o Paraguai tem 239 infectados e 9 mortos pela Covid-19.

Quarentena obrigatória

Abdo disse que a redução dos casos é consequência direta da drástica decisão adotada no dia 10 de março de decretar uma quarentena obrigatória e paralisar as atividades não essenciais, três dias após o registro do primeiro caso no país, “antes mesmo das medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde”.

“Estamos bem e vamos ficar melhor”, afirmou o presidente.

A partir de 4 de maio o Paraguai adotará a chamada “quarentena inteligente”, um retorno gradual às atividades de trabalho e lazer com medidas de distanciamento social e higiene. Mas o governo decidiu manter o fechamento das fronteiras e implementar o ensino a distância até o mês de dezembro.

A quarentena obrigatória, que será mantida até o próximo domingo, só permite sair de casa para ir a mercados, farmácias e bancos.

Nota do Blog – Quem diria que o Paraguai, sempre objeto de tantas piadas de brasileiros, estaria dando aulas numa pandemia, hein?Já tem avançado sobremodo na economia e qualidade de vida de seu povo. Nesse caso específico, existem várias peculiaridades que favorecem decisão dessa ordem, como as dimensões territoriais, populacionais e comando político equilibrado.

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Música, bebidas, rela-coxa e Covid-19!

Em publicação em seu endereço em redes sociais, o portal Mossoró Hoje mostrou como tem sido encarado o confinamento social em boa parte de Mossoró, da cidade à zona rural.

Vídeo captado na comunidade do Jucuri (saída para Apodi/Pau dos Ferros, pela BR-405), no sábado (25), mostra cenas de uma festa bastante animada, com paredão de som e muito ‘rela-coxa’ e ‘rela-bucho’.

Aglomeração, música ao vivo, bebidas e nenhuma fiscalização.

Simbora, Covid-19!

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Um bom exemplo e um mau exemplo na política

A Câmara Municipal de Natal realiza sessões remotas ordinárias em pleno período de pandemia e isolamento social.

A de Mossoró delega à prefeita Rosalba Ciarlini (PP) – veja AQUI – a faculdade de convoca-la ou não.

Sessão remota da Câmara de Natal (com vereadora Júlia Arruda em destaque) não dá quarentena ao povo (Reprodução BCS)

Uma, em nome do interesse público, propõe-se a não parar.

A mossoroense resolveu servir politicamente ao Executivo, que não aceita ser incomodada.

Uma atende ao povo.

A outra se esquiva dele, porque prefere ser um “puxadinho” do Palácio da Resistência – sede da municipalidade.

Que coisa!

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A força do isolamento social para conter a Covid-19

Veja nesse boxe abaixo um simulador que mostra a força do isolamento social para se conter o avanço exponencial da Covid-19.Observe como é importante a colaboração para que a doença tenha uma curva mais rebaixada e cause menos estragos.

Como cada um de nós pode fazer muito, tomando precauções em dada e fora dela, com distanciamento, evitando aglomerações, usando produtos e equipamentos que possam nos proteger e ao próximo.

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Nós, os egoístas

Nesses tempos de pandemia, não tenho ocupado muito minhas redes sociais (pessoais) para botar o focinho por lá, ou expor mesa com vinho e queijos. Não tenho vinho nem queijos em casa.

Posso comprar, mas não os tenho.

Opção, coisa de prioridade mesmo. Eles não o são.

Prefiro gente à coisa. Uma eu gosto; a outra, uso.Onde moro, quase nada que ocupa espaço é acessório, cumulativo ou dispensável. Tudo tem serventia, inexiste penduricalho – inclusive o imã com escudo do Fluminense à porta da geladeira.

Tenho visto muita gente berrando, cobrando, esperneando, apontando o dedo para políticos e poderes públicos, exigindo providências contra efeitos imediatos e, outros que se avizinham, derivados da Covid-19.

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente, mas realmente…” Uso trecho de uma música que fez muito sucesso nos anos 80, como preâmbulo de uma reflexão. Não seria a hora de perguntarmos: “E o que eu posso fazer por quem não tem nada ou está prestes a fazer parte de uma manada famélica e desesperada?”

Fui confrontado em recente entrevista à TCM-Telecom, se não considerava o coronavírus um divisor de águas à reflexão da humanidade e, do ser humano, quanto ao seu papel em sociedade.

Fui absolutamente sincero, sem rodeios ou utilização de qualquer tipo de alegoria filosófica: “Não acredito, não creio. O ser humano continuará sendo o que sempre foi. Teimamos em não dar certo!”

Passamos por pestes que dizimaram multidões incalculáveis na Idade Média, Gripe Espanhola com mais de 50 milhões de cadáveres no século XX, duas guerras mundiais, matança urbana sem fim, mas até hoje milhões de pessoas morrem de fome e desprezo, em todas as partes do mundo “civilizado”.

Para o neodarwinista Richard Dawkins, autor dos célebres e encorpados “O Gene egoísta” e “Deus, um delírio”, somos geneticamente predatórios, competitivos e estamos em permanente luta pela sobrevivência – numa seleção natural sem fim, que é replicante a todo tempo e hora, ad infinitum (ao infinito).

Com vinho e queijos à mesa, não acredito que essa quarentena, confinamento, isolamento social e qualquer outro termo que adotem à segregação compulsória, sejam capazes de mudar o indivíduo e essa humanidade. Continuaremos individualistas e pequenos.

Isso é tão comum, que ser solidário, altruísta e ter compaixão por quem sofre, acabam virando notícia, manchete e dão belas reportagens à mídia. Nos levam ao choro. Por quê? Por que são exceções, situações estranhas até.

O Covid-19, doença espalhada pelo coronavírus, vai passar e deixará para trás lições que de novo não vamos aprender. Sobreviveremos.

Bolsonaristas pregam volta ao trabalho e criticam governadora

No bairro do Alecrim em Natal, nesta terça-feira (31), carreata de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se movimentou em convocação ao trabalho, à abertura de lojas e contra a governadora Fátima Bezerra (PT).

Manifestantes, com uso de cores como verde e amarelo, bandeira do Brasil e símbolos do partido ainda não criado Aliança pelo Brasil, circularam por várias artérias do bairro, com apoio de estrutura de som e locução.

Buzinaço e palavras de ordem reforçaram a movimentação, defendendo ainda o fim do isolamento social horizontal em meio à pandemia do coronavírus.

Esclarecimento

A Assessoria de Comunicação do Governo do Estado entra em contato com essa página para esclarecer que o vídeo em questão não retrata episódio de hoje. Na verdade, ocorreu há três dias:

“Informamos que o referido vídeo foi feito no último sábado, dia 28/03/2020. Não houve carreata hoje em Natal. Acrescentamos também no dia 28/03 o Governo do Estado emitiu uma nota disponibilizada em seguida. Buscamos esclarecer seus leitores e interessados no assunto”.

Governo também reitera  que “neste contexto, alertamos que a participação em carreatas e similares em desobediência às normas de enfrentamento da COVID-19 constitui ofensa ao disposto no art. 268 do Código Penal, que sanciona com multa e detenção aqueles que infringirem determinação do poder público destinada a impedir a introdução ou a propagação de doença contagiosa. A multa diária prevista pode ser de até R$ 50 mil”.

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Quaresma e quarentena – palavras que significam salvação

Por Marcos Araújo

 

[…] as palavras se propõem aos homens como coisas a decifrar. […] – Michel Foucault

Desde a criação pelos sumérios da escrita pictórica em cavernas, cerca de 8.000 anos a.C., a linguagem tem sido o maior recurso evolutivo-civilizatório da humanidade. É ela a base da comunicação, entendimento e cultura de todos os povos e nações, especialmente nesses tempos de internet e novas tecnologias.

O poder simbólico da linguagem é referendado no milenar dito popular “a palavra tem poder”. Aliás, a afirmação do poder da palavra tem uma justificativa histórica judaico-cristã, porque Jesus foi intitulado como “o verbo encarnado de Deus”; o cumprimento da “palavra de Deus” (v. João 1:1-2); “a palavra de Deus se tornou homem e habitou entre nós” (João 1:14).

Enfatizando o valor da palavra, o cineasta alemão Wim Wenders gravou um documentário chamado “Papa Francisco, Um homem de palavra”. O filme é uma obra sobre as palavras fundamentais que as ideias do Papa Francisco permitem promover: gentileza, inclusão, humorismo, solidariedade, laços familiares, paz, proteção do ambiente, sobriedade e justiça.

Segundo o filósofo francês Michel Foucault, “Na sua primeira forma, quando foi dada aos homens por Deus, a linguagem era um sinal das coisas absolutamente certo e transparente, pois que se lhes assemelhava. Os nomes eram colocados sobre o que eles designavam, assim como a força está escrita no corpo do leão, a realeza no olhar da águia, a influência dos planetas marcada na fronte dos homens: pela forma da similitude.” (Foucault, As palavras e as coisas, 2002, p. 90).Para melhor estudar o sentido da palavra, a ciência linguística tem divisões (semântica, sintaxe, morfologia, fonética …) visando identificar formação, origem, estrutura, signo etc. A Semântica, por exemplo, cuida do estudo do significado das palavras, enquanto a Etimologia estuda a origem delas.

Contudo, nem sempre a palavra expressa contextualmente o mesmo significado na linguagem. Seu sentido pode se perder ao longo do tempo, destoando seu uso e valor da vivência social e comportamental. Para contextualizar com o presente, trago à lembrança as palavras “Quaresma” e “Quarentena”.  As duas foram desconstruídas do seu sentido semântico ao longo da história.

A Quaresma, instituída pelos primeiros cristãos, denomina o período de 40 dias entre o Carnaval (Quarta-feira de Cinzas) e a Páscoa. Nesse período, os católicos são convidados ao jejum, oração e caridade, se preparando para a ressurreição de Jesus. O número de quarenta dias tem um significado simbólico-bíblico: quarenta são os dias do dilúvio; da permanência de Moisés no Monte Sinai; das tentações de Jesus…

Quarentena, por seu turno, significava o período de quarenta dias em que todos os barcos deveriam ser isolados antes que passageiros e tripulantes pudessem desembarcar durante a epidemia da peste negra nos séculos 14 e 15.

Ainda que tenham significados históricos diferentes, as duas palavras (quaresma e quarentena) têm o mesmo radical etimológico. A primeira, vem do latim “quadragésima”, 40 dias. A segunda, do Italiano “Quarantina”, conjunto de quarenta, ou do latim “quadraginta”, quarenta.

Outra comunicação simbólico-histórica das duas palavras vem do resultado de suas práticas: tanto a Quaresma como a Quarentena foram instituídas para a purificação do corpo e a salvação do homem.

A Quaresma, como prática obrigatória, vem do século IV, mas, desde sempre, os cristãos se preparavam para a Páscoa com oração intensa, jejum e penitência. Já foi um tempo profundo na Igreja católica de oração, penitência e caridade. Foi perdendo seu sentido e sua vivência com o tempo.

O jejum passou a ser de abstinências pontuais com finalidades até estéticas e de dietas (doces, álcool, refrigerantes, guloseimas etc). O momento de oração da “Semana Santa” foi adaptado, virou um grande feriadão, com público reduzidíssimo nas igrejas e superlotações em pontos turísticos e lugares da moda. A caridade, bem simbolizada pela Campanha da Fraternidade, criação da igreja brasileira pelo bispo acariense Dom Eugênio de Araújo Sales, foi sequencialmente esvaziada em sentido e práticas.

Coincidentemente, a Campanha da Fraternidade deste ano (que passaria despercebida, como sempre, de uma maioria dos católicos), tem como tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). Esta passagem bíblica, em especial, fala da parábola do “Bom Samaritano”. Relembrando a parábola, Jesus conta que um homem estava ferido e largado à beira da estrada. Passaram por ele um sacerdote e um levita, membros da elite judaica, e o ignoraram. Um samaritano, um homem sem fé e impuro para os judeus, o que faz? Viu, sentiu compaixão, misericórdia e cuidou dele.

Voltemo-nos para a história, quanto às Quarentenas humanas. Não são comuns, mas não se constituem novidades. São conhecidas desde o Século XIV. Elas sempre remetem ao mesmo princípio utilitarista: a proteção da coletividade. Sempre representaram os mesmos problemas: saúde coletiva, crise econômica, tensão entre diversos interesses, supressão de direitos individuais etc.

Nesse ponto, em tempos de coronavirus, Quaresma e Quarentena são palavras que se autocomplementam, se ressignificando. Voltando a Foucault, “Se a linguagem já não se assemelha imediatamente às coisas que denomina, nem por isso ela se apartou do mundo; continua, sob outra forma, a ser o lugar das revelações e a fazer parte do espaço em que a verdade simultaneamente se manifesta e se enuncia”.

Se a Quarentena pode ser a salvação do corpo (físico), a verdadeira Quarema pode trazer a Salvação da alma (do espírito).

Aqui no Brasil, as ordens estatais de isolamento social são também quarentenas. Descumpridas desditosamente e criticadas por muitos. As pessoas não querem ficar em casa, mas até a inação significa proteção, sendo uma prova de bom senso e solidariedade.

Desestruturado, o Poder Público (Nação, Estado e Município) não tem como cuidar dessa pandemia. Não tem recursos humanos e materiais para tanto. A sociedade civil, ao revés, em muito pode contribuir.

A salvação da Quarentena deve vir da caridade, exigência da Quaresma. É preciso ressuscitar a prática da caridade para que o corpo e a alma sejam salvos. A caridade não nasce na semântica nem na etimologia, ela nasce no coração humano que se abre para amar o outro.

Numa passagem bíblica, um doutor da lei propôs a seguinte questão a Jesus: “Mestre, qual o grande mandamento da lei?” A resposta de Jesus: “Amarás o senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. Esse o maior e o primeiro mandamento. Eis o segundo, que é semelhante ao primeiro: amarás o teu próximo, como a ti mesmo. E acrescentou: toda lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (Lc 10, 27-29)

Como é fácil perceber, Jesus sintetizou a lei e todos os ensinos dos profetas nestes dois mandamentos: amar a Deus e ao próximo. Certamente, Jesus falava do amor como sinônimo de caridade, pois na sequência da resposta Ele narrou a parábola do bom samaritano.

São Paulo bem entendeu o propósito do Cristo de assemelhar o amor à caridade, redigindo uma linda carta aos Corintos (Capítulo 13), sendo esse um texto padrão para leitura nos matrimônios católicos. Parece-nos que “caridade” e “amor” são palavras sinônimas, de radicais etimológicos diversos.

Dizia S. Agostinho: “A Caridade uma vez nascida, cresce; uma vez crescida, fortifica-se; uma vez fortificada, aperfeiçoa-se”. A caridade é vivida no “entre” amoroso que se estabelece entre aquele que sabe receber e aquele que sabe dar sem pensar. Não há lugar certo ou definitivo entre estas duas posições, pois a caridade circula assim como a falta e a necessidade. Em um dia, podemos dar e, no outro, podemos estar precisando receber…

A caridade eleva à santidade. Em tempos de calamidade na saúde, lembremo-nos de nossa querida Santa Dulce dos Pobres, canonizada recentemente, e de Madre Tereza de Calcutá

Sabemos que faltarão nos próximos dias remédios, leitos de UTI, alimentos, empregos, tudo por causa da Quarentena. Como antídoto, que não nos falte amor e caridade com o próximo, fruto da Quaresma! Já estão fechados o comércio, escolas, igrejas, por força da Quarentena.  Que não fechemos a porta do nosso coração, por onde entra a força da nossa fé n´Aquele que está sempre conosco, e que tudo pode fazer por nós, como evento e dever obrigatório da nossa Quaresma.

Em tempos de palavras vãs, fluídas e de medo, fortaleçamos nossa Quaresma, para que possamos obter a graça da salvação dessa Quarentena!

Marcos Araújo é professor e advogado

Fuja da TV – Quarentena televisiva

Por François Silvestre

Ou mude de canais. Onde houver notícias sobre coronavírus, mude. Não há mais nada que não se saiba. É preciso o isolamento? É.

Tudo que já foi dito sobre os cuidados a seguir. Higiene, máscaras, isolamento. Tudo já foi dito sobre os sintomas. E todo mundo já sabe que só deve procurar unidades de saúde com sintomas graves. Mas essa maratona televisiva está fazendo mal. MUITO MAL. Imagine alguém com dor de dente ouvindo o dia todo notícia sobre cárie dental. Ou com dor de cabeça, ouvindo sobre enxaqueca. Ou com diarreia, ouvindo que não coma buchada de bode.Isso tá acentuando para graves sintomas pequenos. Que povinho sadomasoquista. Tudo em nome de audiência e de falsa preocupação com a saúde pública. TERRORISMO televisivo. FUJA. Mude de canal. Tome sol no quintal, na varanda, tome uma pinga, um vinho, uma cerveja e veja esporte na televisão. Eu peguei essa merda.

Controlei bem os sintomas. Mas só comecei a melhorar quando deixei de ver e ouvir esse amontoado de imbecilidades. É uma disputa de putas ignorâncias.

Ouça os médicos. Não os da televisão, que são obrigados a fabricar respostas “inteligentes” para perguntas imbecis.

Faça uma experiência. Continue isolado, mas para de ver noticiários televisivos e veja se você não se sentirá melhor.

Somos todos passiveis de sugestão. Muitos são hipnotizáveis. Esse noticiário massacrante diário é uma hipnose coletiva criminosa. No início prestou serviço, agora presta-se ao sadismo.

Notícia ruim repetida constantemente produz contágio. CHEGA!

Num tem mais ladroagem, nem banditismo, nem falcatrua? Num tem mais mentira politica? Num tem mais falta de saneamento? Num tem mais tráfico de drogas pra noticiar? Tô com saudade de vocês quando eram cretinos sem sadomasoquismo.

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Pleno de tribunal vai fazer julgamentos virtuais

Os desembargadores que integram o Pleno e as duas Turmas de Julgamento do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) vão poder julgar virtualmente, durante a quarentena decorrente da pandemia do coronavírus, recursos e processos originários de competência da segunda instância.

Plenário não vai parar (Foto: TRT)

A instituição do plenário virtual no TRT-RN já havia sido objeto de Resolução deliberada pelos desembargadores.

O presidente do Tribunal, desembargador Bento Herculano Duarte Neto, editou ato sobre o seu funcionamento durante a quarentena, para que funcione enquanto o módulo do Processo Judicial eletrônico (PJe) de Secretaria e de Plenários Eletrônicos não é implantado.

A pauta de julgamentos do Pleno e das Turmas pleno plenário virtual será publicada no Diário da Justiça eletrônico com cinco dias de antecedência da data do julgamento.

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Prefeito segue Bolsonaro e anuncia reabertura comercial

Bolsonaro e Crivella: Afinação (O Globo)

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), informou hoje nas redes sociais que pretende ordenar a reabertura gradual do comércio na cidade.

“A partir de sexta (27), começaremos a abrir, aos poucos, alguns comércios, como lojas de material de construção e lojas de conveniência (postos de gasolina).”

O anúncio acontece após pronunciamento feito ontem à noite pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – veja AQUI.

Mas o governador carioca, Wilson Witzel (PSC), poderá impor medida restritiva à pretensão do prefeito.

* Com informações do UOL e O Globo.

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Um país inteiro de quarentena por pressão do coronavírus

Por Thaís Cunha (Site Calciopédia)

Parece documentário do History Channel. Os marinheiros de Veneza, em tempos de peste bubônica, inventaram a quarentena: chamavam-na Lazareto. O ano era 1347. Para evitar espalhar doenças pelo país, todo mundo que chegava pelo Mediterrâneo era submetido a um isolamento de 40 dias. A inspiração era o tempo de quaresma.

Segundo um breve Google, isso tinha de ocorrer porque “ainda não tinham inventado o antibiótico”. O engraçado é que essa explicação vem, no site da Galileu, como “A bizarra história de 4 ilhas de quarentena“.

Ruas vazias num bairro popular de Milão, na Lombardia, na Itália (Foto: Calciopédia)

A matéria curiosa já está no ar há uma eternidade, desde 2015. Naquele tempo, ninguém conseguiria sequer supor que a Itália inteira seria submetida a uma quarentena. Esta aqui é a minha bizarra história de já estar há 22 dias em casa. E de ter me dado conta, há uns 10 minutos, de que só cheguei à metade do percurso. Eu poderia me sentir um marinheiro de Veneza, me submetendo a um sacrifício em uma ilha deserta, mas a história é meio diferente quando o ano é 2020.

Um dia antes de os jornais falarem que o Covid-19 tinha saído de controle em uma cidade vizinha à minha, eu bebia vinho e comia pizza com umas 50 pessoas depois de ter pego dois metrôs. O clima era de apreensão com a notícia do primeiro contágio perto de Milão. Fez-se fila para lavar as mãos no restaurante.

Com o vinho na cabeça, ensinei uns 20 italianos a dançarem até o chão ao ritmo de Kevinho – Olha a explosão.mp3. Gastei meu italiano, voltei pra casa feliz. Quando a gente já trabalha de casa, ter contato com seres humanos parece sempre uma ocasião especial.

Isolamento

E, então, aconteceu. Eu iria com o meu marido a uma cidade próxima acompanhar Lecco x Pro Patria por uns euros. Aproveitaria para passear. O frio finalmente dava uma trégua. O brasileiro sente uma saudade louca de sol, até os mais vampirões. As cidades da Lombardia foram se fechando aos poucos. Cancelamos o freela, a viagem e, do início da quaresma para frente, a cultura do cancelamento foi longe demais na Itália. Começou pelas aulas, chegou à semana de moda, ao futebol, às missas, à Lombardia e, depois, a todo o país. Já se passaram 528 horas.

Dessas 528 horas, eu chutaria que passei metade na internet. Duvido que quem passasse 40 dias isolado por peste bubônica sequer soubesse o que significa a palavra “bubônica”. Eu gastei um tempo na internet pesquisando.

Papa Francisco: benção à praça vazia (Foto: Calciopédia)

Vem da palavra grega βουβών, que quer dizer “virilha”. Diferentemente da vanguarda da quarentena, eu acredito que meu tempo vai passar mais rápido se eu souber de mais coisas. E que, quanto mais eu souber, menos ansiosa eu vou me sentir. Não é difícil adivinhar como essa história evoluiu.

A quarentena dos anos 2020 vem com uma mistura muito diferente de sensações. Nós, os millennials que trabalhamos além da conta, pensamos “meu sonho um isolamentozinho: vou ler uns livros que queria ler há muito tempo, meditar, fazer ioga, ouvir os podcasts atrasados, escrever o primeiro capítulo do meu livro, assar um bolo, fazer aromaterapia, escalda-pés, ver os filmes do Oscar”.

Barulho sem fim de ambulâncias

Mas o meu isolamento não é tão isolado se eu continuo trabalhando home office normalmente, peguei freelas, ganhei mais de mil seguidores no Twitter falando de coronavírus, o WhatsApp não para, filmo a cantoria da janela e coloco no Instagram, passo muito tempo por dia tranquilizando a família. Desligar de tudo isso dá mais medo que pegar coronavírus.

Quando eu arrisco tirar tudo isso para tentar viver o isolamento dos sonhos, o que sobra é uma versão um pouco mais modernete da quarentena de 1347.

A rua é silenciosa, exceto pelo barulho sem fim das ambulâncias, preciso preencher um documento se quiser ir ao mercado repor o estoque de vinho, o cenário é exatamente o mesmo todos os dias, eu cozinho todas as refeições, dou faxina, olho as bandeiras pela janela. Ainda faltam 19 dias. 456 horas. Me segue lá no Twitter, vamos conversar.

P.S Blog Carlos Santos – A autora da matéria informa em seu twitter, que só neste domingo (15), “a Lombardia registrou 252 mortos com #coronavirus na região. É como se um avião caísse por dia. Ainda assim, as medidas de isolamento parecem funcionar”.

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Na dúvida, a Sociedade

Por François Silvestre

A dúvida, no Direito Penal, favorece o réu. É uma conquista principiológica das garantias da dignidade humana.

A presunção de inocência deita-se no estuário desse princípio. É uma prerrogativa abstrata extensiva a todos os Direitos? Não.

No Direito Administrativo, a admissibilidade de culpa a ser julgada, favorece a sociedade. E só após o cotejamento de provas e fatos, o réu merecerá o benefício da dúvida.

No Direito Eleitoral, a suspeita de culpa protege a sociedade. O pretenso candidato é culpado da acusação formal até prova em contrário. O problema é que, no Brasil, não se cuidou disso. Negou-se à cidadania a presunção de inocência e permitiu-se candidaturas a todo tipo de suspeição.

O pequeno é culpado, com obrigação de provar a inocência. O grande é inocente, mesmo roubando às escancaras.

Depois da merda estabelecida, os responsáveis por essa esculhambação querem refazer o esgoto que implantaram. Agora é só viver as Mil e Uma Noites, adiando a execução dos acusados.

Saída? tem: Constituinte Originária. Com candidaturas avulsas, sem candidaturas de suspeitos, com proibição do corporativismo das Castas e quarentena dos Constituintes.

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