Paraíba e Ceará tem preços bem mais baratos que os praticados no RN (Foto ilustrativa)
Da 96 FM
O grupo 3R Petróleo, responsável pelo controle dos poços maduros do Rio Grande do Norte e pela refinaria Clara Camarão, em Guamaré, anunciou, nesta quinta-feira (20), um novo reajuste no preço da gasolina tipo A, a partir da qual é produzida a gasolina C, vendida nos postos com a adição de etanol anidro.
O litro da gasolina tipo A passou a custar R$ 3,0827, representando um aumento de quase 13 centavos por litro em relação ao preço praticado até a quarta-feira, 19. Este é o sétimo reajuste feito pelo grupo desde que assumiu a operação em 8 de junho.
Com os sete reajustes, o preço da gasolina vendida ao mercado potiguar foi elevado em 5,8% em pouco mais de 40 dias, causando impacto para os consumidores da região.
Além disso, é importante destacar que o novo preço praticado pela 3R para o litro da gasolina tipo A no Rio Grande do Norte está quase 68 centavos acima daquele praticado pela Petrobras na Paraíba e 67 centavos mais alto do que o preço em Pernambuco.
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A produção de petróleo no Rio Grande do Norte, em particular na região de Mossoró, entrou na pauta de debates da Câmara Municipal de Mossoró. O tema foi levantado pelo vereador Lamarque Oliveira (PSC). Ele pretende que uma audiência pública programada para o dia 31 de março aborde questionamentos sobre a indústria petrolífera regional.
Durante a sessão ordinária dessa quarta-feira (23), o vereador Lamarque Oliveira destacou a expansão de negócios da empresa 3R Petroleum (3R Potiguar S/A) no RN, que adquiriu 22 concessões na Bacia Potiguar.
A ideia do vereador é saber qual o plano de investimento para o RN e principalmente para Mossoró, onde a Petrobrás vem desacelerando e esquecendo, segundo ele, o Estado que tem muito ainda a oferecer.
A área vendida pela Petrobras à 3R Potiguar, subsidiária integral da 3R Petroleum Óleo e Gás S/A, denominada de Polo Potiguar, comporta os campos de Canto do Amaro, Estreito, Alto do Rodrigues, além da Refinaria Clara Camarão, Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Guamaré, Termoaçu e todas as linhas de dutos dentro desses ativos. O valor da negociação, concluída nesta sexta-feira, 28, é de US$ 1,38 bilhão de dólares.
O RN produz cerca de 23 mil barris/dia de petróleo.
A conclusão da venda de ativos da Petrobras no Rio Grande do Norte, com a compra de 22 concessões na Bacia Potiguar pela 3R Potiguar S/A, eleva as expectativas de reaquecimento do onshore (produção em terra) no Estado. Segundo a Redepetro RN, entidade que congrega empresas fornecedoras de bens e serviços do setor, a operação pode significar acréscimo de até 30% na produção de petróleo no estado, a médio e longo prazos. Atualmente, são produzidos cerca de 23 mil barris/dia.
Clara Camarão faz parte do negócio bilionário no setor petrolífero (Foto: Petrobras)
A expectativa, segundo o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, tem como base a reativação dos poços paralisados e a manutenção dos demais. Ele lembra ainda que também devem ser levadas em consideração experiências exitosas em outros campos já repassados à iniciativa privada pela Petrobras, como Riacho da Forquilha (Região Oeste), onde, em apenas dois anos de operação, a Potiguar E&P elevou em 70% a produção.
“Pela experiência dos campos vendidos, é possível ampliar a produção, sim. Particularmente, acredito que, só reativando os poços paralisados e feita manutenção nos demais, a produção tende a aumentar em 30%. Claro que isso não ocorrerá da noite para o dia. Só vamos conseguir ter uma real noção da negociação seis meses depois de os novos operadores assumirem. Mas estamos otimistas. Há anos, a Petrobras vinha desinvestindo no RN, e a negociação é muito positiva para a cadeia produtiva”, analisa.
Negócio bilionário
A área vendida pela Petrobras a 3R Potiguar, subsidiária integral da 3R Petroleum Óleo e Gás S/A, denominada de Polo Potiguar, comporta os campos de Canto do Amaro, Estreito, Alto do Rodrigues, além da Refinaria Clara Camarão, Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Guamaré, Termoaçu e todas as linhas de dutos dentro desses ativos. O valor da negociação, concluída nesta sexta-feira, 28, é de US$ 1,38 bilhão de dólares.
A produção de petróleo em campos maduros por operadores independentes, no Rio Grande do Norte, registra tendência de crescimento, especialmente a partir de 2019.
Em dois anos, a produção de petróleo no segmento aumentou 300%, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Os chamados produtores independentes, que hoje operam campos maduros comprados da Petrobras, já respondem por mais de 40% da produção do Estado.
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Um projeto ambicioso, que nasceu há mais de duas décadas com vistas a agregar valor ao sal marinho e a outros recursos naturais abundantes no Rio Grande do Norte, começou a ganhar contornos concretos e poderá atrair US$ 5 bilhões em investimento total para o Estado nos próximos anos.
O plano de construção de um Polo Cloroquímico, na região potiguar que compreende Mossoró e outros três municípios, finalmente assegurou os primeiros investidores e parte, agora, para as fases de normatização, licenciamento e estudos de viabilidade técnica e econômica.
Até pouco tempo atrás desconhecido da indústria química brasileira, um consórcio formado pelas empresas Koyo Intership Trading, do Panamá, e TFB & Energy, constituída no país para investir em energia renovável, assinou protocolos de intenção com as prefeituras de Mossoró e Guamaré, referentes à primeira fase de implantação do polo. Essa etapa englobará complexo de produção de cloro-soda e derivados, incluindo PVC, usina solar com 350 megawatts (MW) de potência e um terminal portuário, com investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões.
Na solenidade de assinatura do compromisso com a Prefeitura de Mossoró, há cerca de dez dias, estiveram presentes autoridades do município, representantes do consórcio e de instituições financeiras, entre as quais XP Investimentos e Banco Safra, que atuam como assessores financeiros do consórcio (veja AQUI). Haveria ainda outros investidores estrangeiros interessados, apurou o Valor.
Os municípios — além de Mossoró e Guamaré, Porto do Mangue e Macau serão abrangidos pelo projeto — têm 150 dias, a partir da assinatura dos protocolos, para garantir aos investidores as condições de execução do projeto, incluindo base legal, e então serão iniciados os desembolsos efetivamente. Embora estudos preliminares de impacto ambiental já tenham sido executados, será preciso produzir um novo EIA-Rima.
Pelo projeto original, a primeira etapa do polo entrar em operação no segundo semestre de 2024. Os desembolsos iniciais somam US$ 800 milhões, direcionados à infraestrutura para geração de energia, estudos e aquisição de tecnologia.
O projeto industrial, propriamente, virá na sequência e receberá US$ 1,3 bilhão — há ainda necessidade de outros investimentos para garantir as condições de operação, que resultam nos US$ 2,5 bilhões previstos na primeira fase. Na segunda etapa, que será executada futuramente e quando a produção de cloro-soda já estiver estabelecida, o plano é produzir também barrilha—beneficiando-se também da reserva de calcário no Estado —, fertilizantes e outros produtos químicos. Nessa etapa, os investimentos estão estimados em mais US$ 2,5 bilhões.
Eteno e a Clara Camarão
Em grandes números, o polo cloroquímico poderá produzir até 500 mil toneladas anuais de PVC, até 600 mil toneladas anuais de barrilha e 600 mil toneladas anuais de cloro-soda e seus derivados. Em geração de emprego, serão 7 mil postos de trabalho direto e indireto quando todas as fases estiverem em operação — a expectativa é atrair transformadores de PVC para a região do polo, cujos custos devem ser favorecidos pela proximidade das principais matérias-primas (sal e calcário, no segundo momento).
Mossoró produz cerca de 95% do sal marinho consumido no país e pretende usar o insumo também na cadeia vinílica. Na indústria petroquímica, o insumo concorre com o sal-gema, que era extraído pela Braskem em Alagoas para a produção de cloro-soda e EDC, matéria-prima do PVC. Hoje, a companhia importa do Chile todo o sal que utiliza na produção de cloro-soda em Maceió.
Além de valorizar o sal marinho, o projeto pode revitalizar a Refinaria Clara Camarão (RPCC), diz o economista Carlos Duarte, idealizador do projeto do polo. A refinaria, colocada à venda pela estatal, tem capacidade instalada para 50 mil barris de óleo por dia, mas o refino tem girado em torno de 18 mil e 20 mil barris diários.
O eteno ali produzido, hoje queimado ou consumido pela própria Petrobras, é essencial na produção do PVC e garantir sua oferta é um dos grandes desafios do projeto potiguar, na avaliação de fontes da indústria petroquímica.
Conforme Duarte, o projeto que começou a ser desenhado há cerca de 25 anos ganhou maior visibilidade a partir do ano passado, após chegar ao ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional. Os prefeitos que iniciaram mandato no ano passado também abraçaram a proposta e, mais recentemente, o Estado demonstrou interesse. “Esse projeto pode reconfigurar a economia do Rio Grande do Norte. Ainda está em estágio inicial, mas está caminhando, com interesse firme de investidores e do poder público”, diz o economista. Hoje, o Brasil importa 100% da barrilha (usada na fabricação do vidro) e cerca de 40% do PVC que consome.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Franklin Filgueira, somente no município, a expectativa é a de que sejam gerados 2,5 mil empregos diretos. Entre outras iniciativas para viabilizar o projeto, que ganhou o apoio do prefeito Alysson Bezerra, a prefeitura vai oferecer cursos de qualificação de mão de obra. Até novembro, afirma Filgueira, o consórcio deve apresentar o cronograma físico e financeiro do projeto e a previsão é a de que obras sejam iniciadas no terceiro trimestre de 2022.
Se for assinante, veja AQUI a publicação na edição dessa terça-feira (22) do Valor Econômico.
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Em reunião na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), a governadora Fátima Bezerra (PT) conseguiu a garantia de que a Petrobras vai investir US$ 198 milhões (R$ 792 milhões em cotação de hoje) no Rio Grande do Norte de um total de U$ 668 milhões (R$ 2,6 bilhões) que é o estimado para 2019 na Bacia Potiguar.
O valor é quatro vezes maior que o investido no ano passado.
Fátima e o presidente da Petrobras posam ao lado de outros participantes da reunião (Foto: assessoria)
A garantia foi dada à governadora pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que confirmou que a estatal manterá presença em cerca de 60% dos campos terrestres e com previsão de investimentos na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré.
O objetivo da reunião foi discutir quais os planos de investimento da empresa no Rio Grande do Norte nos próximos anos.
Participantes
“A audiência foi muito positiva, na medida em que viemos conversar com o presidente sobre a presença da Petrobras no Rio Grande do Norte, partindo do princípio de que ela desempenha um papel muito importante na promoção do desenvolvimento social e econômico do estado”, ressaltou Fátima.
Também participaram da audiência o deputado federal João Maia (PR), a diretora da Companhia Potiguar de Gás (POTIGÁS), Marina Melo, bem como o secretário de Planejamento e Finanças Aldemir Freire.
Ao final da reunião, a governadora convidou o presidente da Petrobras a visitar o RN e a participar de uma reunião com o Fórum de Governadores do Nordeste.
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Por proposição do vereador Eudes Miranda (PR), a Câmara Municipal de Guamaré promoveu audiência pública nessa terça-feira (14), para debater a questão do rebaixamento à categoria da Refinaria Clara Camarão e as consequências econômicas e sociais para a região e Estado.
Audiência em Guamaré (Foto: cedida)
À semana passada, representantes da bancada federal do RN estiveram reunidos com executivos de terceiro escalão da Petrobras (veja AQUI). Ouviram que não existiria qualquer modificação com prejuízos econômicos para o estado, na nova adequação técnica da refinaria.
Eis o perigo. A história vai se repetindo como nova farsa.
Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (veja AQUI). O RN foi um dos mais atingidos, com a exploração em terra. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.
Audiência
No dia 18 de abril de 2013, Graça Foster, presidente da estatal na era Dilma Rousseff (PT), recebeu numerosa delegação de políticos do estado em seu gabinete no Rio de Janeiro, e argumentou que tudo não passava de “ajustes” (veja AQUI). Até prometeu novos investimentos. Acreditaram nela.
A Câmara Municipal de Mossoró tinha realizado audiência pública sobre o assunto e gerou documento (“Carta de Mossoró”) para manifestar preocupação com o desmanche da estatal no município e estado, que foi entregue a Foster. De lá para cá o estrago só aumentou.
Pouco tempo após a audiência, a Petrobras começou o programa “Mobiliza 2013”, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.
Demissões numerosas em terceirizadas e cancelamento de contratos tiveram início bem antes. Mossoró e o RN acusaram o golpe.
Incompetência, má-fé e roubalheira
O “Plano de desinvestimentos” era prenúncio da bomba que viria adiante, revelado na Operação Lava Jato e outras derivadas dela. Mistura de incompetência, má-fé e roubalheira em escala industrial.
Afastada do comando da Petrobras, Graça Foster ficou pelo menos com o consolo de ter ganho “título de cidadania” mossoroense. Uma comenda, que se diga, sem qualquer mérito.
Ela mesma não fez questão alguma de receber a honraria, em sessão solene no dia 25 de novembro de 2013. Mossoró é uma cidade que ela sequer conhece.
Lengalenga fora da realidade
Graça Foster posou com delegação e enganou a todos, como Blog Carlos Santos previu à época (Foto: arquivo)
RN segue como terra arrasada.
No caso da Clara Camarão, o enredo se repete. Políticos, trabalhadores e empresários do setor insistem num lengalenga de discurso que se distancia da realidade.
Participaram da audiência pública em Guamaré a deputada federal Zenaide Maia (PR), os deputados estaduais George Soares (PR), Hermano Morais (PMDB) e Kelps Lima (SDD).
Também estiveram no debate, representante da Petrobras, Tuerte Rolim, presidente do Sindicato de Empresas do Setor Energético do Rio Grande Norte, Jean-Paul Prates, o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Estado, José Antônio de Araújo, prefeitos de cidades vizinhas, vereadores e populares.
Leia também: Petrobras faz desmanche com retirada em massa de pessoal AQUI;
Leia também: Carta de Mossoró e região a presidente da Petrobras AQUI;
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A polêmica em torno do rebaixamento da Refinaria Clara Camarão ganhou novos contornos após reunião entre senadores e deputados da bancada federal do Rio Grande do Norte com representantes da Petrobrás, nesta terça-feira (7). Segundo o consultor da presidência da Petrobrás, Leandro Martins, a saída de Clara Camarão da Diretoria de Refino e Gás Natural para a E&P (Diretoria de Exploração e Produção) não implica em um rebaixamento ou mudança nos investimentos reservados para a unidade.
O representante da Petrobras garantiu a manutenção dos empregos.
Reunião tranquilizou parlamentares federais do Rio Grande do Norte, que estiveram com consultor (Foto:
“Clara Camarão é significativa dentro da nossa organização e continuará a desempenhar o papel que já realiza. Não haverá demissões nem diminuição de investimentos”, garantiu Leandro.
Redistribuição de pessoal
O senador Garibaldi Filho (PMDB-RN) externou a preocupação que a possibilidade de fechamento da unidade gerou para a população e pediu esclarecimentos aos responsáveis. “É preciso deixar claro o que está sendo feito em Clara Camarão”, ressaltou.
Técnicos da Petrobrás detalharam que pode ocorrer uma redistribuição pontual de funcionários, o que, segundo eles, é bastante comum dentro da empresa. As mudanças visam proporcionar maior eficiência operacional à estatal, que tem buscado otimizar o funcionamento de suas unidades para melhorar os resultados.
Também participaram da reunião o senador José Agripino Maia (DEM-RN), os deputados federais Felipe Maia (DEM-RN) e Walter Alves (PMDB-RN), além do prefeito de Guamaré, Hélio Willamy, bem como outros executivos da Petrobras.
Leia também: Ex-secretário aponta prejuízos em mudança sobre refinaria AQUI.
Nota do Blog – Se vão existir remanejamentos, claro que teremos baixas e recuo de investimentos. O assunto não me parece sanado e encerrado.
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Apesar da recessão brasileira, o segmento de energia (solar) fotovoltaica no Brasil cresceu, na geração distribuída, 320%, em 2015, e 322%, em 2016. Ao todo, estão em operação 7.662 sistemas no país. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.
Células fotovoltaicas: energia limpa (Foto: web)
Enquanto isso, um grupo de geração fotovoltaica, liderado pela T F B & Energy (veja AQUI) desistiu de se instalar em Mossoró, em virtude da falta de interesse da Prefeitura de Mossoró pelo projeto. Negociações não avançaram na gestão passada.
O grupo migrou para o interior do Ceará e já está iniciando a instalação de uma planta de 150 MW/hora. Investimento de R$ 350 milhões e geração de 600 empregos na construção do empreendimento piloto.
Enfim, o que está acontecendo na “terra do sol”? Pelo visto, o de sempre: o atraso na mentalidade sua elite governante, sempre submersa em planos político-eleitoreiros, que condenam os súditos ao atraso e ela (a elite) ao fausto.
Do mesmo modo que o grupo de energia fotovoltaica desistiu de se instalar em Mossoró, outro grupo do segmento de resíduos sólidos, com atuações na Paraíba, Pernambuco e em Natal, encontra dificuldades para aportar em Mossoró.
De novo, como quase sempre, por falta de interesse dos gestores do município, no que concerne às regulamentações da Lei 12.305/10 – que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
Já pensa em migrar para o Estado vizinho.
SECOS & MOLHADOS
INSEGURANÇA – Na última quinta-feira (9), a cidade de Florânia (região Central) entrou para a estatística (veja AQUI) da violência como mais uma das cidades, do interior do Estado do RN, a ser invadida por dezenas de bandidos. O modus operandi é sempre o mesmo: pânico aos moradores, atuação pela madrugada, arrombamentos a bancos, correios e lojas. Por fim, os marginais metralham as delegacias, cortam energia e meios de comunicação da cidade e ‘fogem’ tranquilamente.
Essas ações criminosas deixam consequências desastrosas para essas comunidades, já fragilizadas pela falta de políticas públicas em geral. Além do trauma e do medo, a grande maioria da população (idosos, pensionistas, comerciantes, etc.) terá que se deslocar compulsoriamente para cidades vizinhas que, na maioria das vezes, estão a mais de 40 quilômetros de distância, para fazer simples operações bancárias. ]
Azevedo – Grupo empresarial comandado pelo engenheiro Flávio Azevedo, atual secretário do Desenvolvimento Econômico do RN, segue em franca expansão no segmento da energia limpa, com foco na energia eólica. Ousado, com visão empreendedora, há muito que ele descobriu o filão do segmento, formalizando parceria até no exterior para essa aposta.
Azevedo: ousadia e empreendedorismo (Foto: arquivo)
Novela – Enquanto a novela sobre a operacionalidade do aeroporto de Mossoró se arrasta, há décadas, o Ceará está tornando viável para operação, já no próximo mês de março, os aeroportos de Aracati e Jericoacoara (veja AQUI). Isso constata a falta de coesão política do Estado do RN, a incompetência dos gestores públicos envolvidos no processo de reativação do aeroporto e inapetência das entidades de classes que representam os diversos segmentos de atividades produtivas. O piloto sumiu!
Empreguismo – Não é só o nepotismo que prospera na administração do governo Rosalba Ciarlini (PP). O empreguismo, para acomodar os acordos de campanha, também já está evidenciado e em franca progressão. Repete-se a mesma prática, nada recomendável, de suas gestões passadas. No País de Mossoró, tudo é permitido.
Descaso – O que se pode esperar de um governo que não tem respeito com o cidadão, até mesmo para emissão de documentos como identidade e carteira de trabalho? A resposta está estampada nos rostos e na indignação de cada pessoa que tem o infortúnio de dormir numa fila, para que (talvez) possa ser atendida no dia seguinte. Eis o estado do RN.
ICMS – O Governo do Estado do RN arrecadou, em 2016, o valor de R$ 4,8 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Isso significa um aumento de R$ 8,3% em relação ao ano de 2015. Apesar da crise. Isso significa que o governo Robinson Faria (PSD) está eficaz em matéria de arrecadação de impostos. Bem que poderia ser também eficaz na Saúde, Segurança, Educação…
Recorde – A Petrobras informa que Refinaria Clara Camarão, localizada no município de Guamaré (RN), bate novo recorde mensal de produção e venda de Querosene de Aviação (QAV). Em janeiro deste ano, foram produzidos 18.323 metros cúbicos – que significa um aumento de 6,8% em relação ao recorde anterior. O resultado positivo é atribuído à implantação do Programa de Produção de Médios e Gasolina (Promeg).
Farmácias – O crescimento do setor farmacêutico é visível em todo o RN. Em Mossoró, o crescimento é facilmente percebido pelo numero de estabelecimentos abertos (veja AQUI), a cada mês. Em todo o Estado, existe em funcionamento 1.559 unidades farmacêuticas, de acordo com os dados do Sindicato do Comercio Varejista de Produtos Farmacêuticos do RN. O setor faturou R$ 39,46 bilhões, no ano passado. No país, as vendas aumentaram 11,03%, em 2016, com viés de crescimento, em 2017. Quem sai ganhando, com isso, é o consumidor.
Iniciada no último domingo, 1º/11, com a paralisação de diversas unidades operacionais em terra e mar, a greve nacional dos trabalhadores e trabalhadoras do sistema Petrobrás chegou com força, nesta terça-feira, 3/11, às unidades administrativas da companhia. No Rio Grande do Norte, a adesão ao movimento foi ratificada em assembleias massivas, realizadas nas sedes de Natal, Mossoró (Base-34) e Alto do Rodrigues (S-7).
Base de Distribuição de Guamaré tem paralisação (Foto: cedida)
Nas áreas de campo, seguindo a tendência dos dois primeiros dias, a greve também se alastrou. No Canto do Amaro, um dos maiores campos terrestres de produção do país, foram paralisadas a Manutenção Industrial, Construção e Montagem e os Serviços Gerais.
Clara Camarão
Os operadores aprovaram a adesão à greve e, após entregarem a Estação Central aos supervisores, decidiram seguir para a sede administrativa da Petrobrás, em Mossoró (Base-34), para se unirem aos demais trabalhadores.
Nos dois primeiros dias, o movimento paredista dos petroleiros norte-rio-grandenses atingiu a Refinaria Clara Camarão e a Unidade de Processamento de Gás Natural, no Polo Industrial de Guamaré; todas as plataformas marítimas e a Usina Termelétrica Jesus Soares Pereira, em Assú. Em todas essas unidades houve desembarque de trabalhadores, já que a Petrobrás não concordou com a permanência de grevistas nas instalações.
Os projetos apresentados nesta quarta-feira (8) em Brasília, pelo secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Paulo Cordeiro, são de importância estratégica à economia do Rio Grande do Norte. Em postagem abaixo (veja AQUI também), o Blog noticiou a iniciativa.
Veja abaixo, detalhes sobre ambos, a duplicação da BR-304 e ramais ferroviários:
Ramal rodoviário – duplicação da BR-304
A única rodovia prevista para entrar no projeto de privatização do Governo do Estado é a duplicação da BR-304, que possui 280 Km. O Ministro garantiu a inclusão, tendo solicitado o encaminhamento de um projeto cujo modelo foi recebido ainda ontem pelo Secretário.
Vinte e sete km dessa rodovia, que correspondem ao trecho da Reta Tabajara, estão com obra contratada.
O Ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, garantiu a retomada das obras em 6 de agosto com a nova construtora chamada para assumir a obra abandonada pela construtora ganhadora da licitação.
Ramais ferroviários
Com orçamento de R$ 3,1 bilhões, o projeto de ferrovia contempla duas rotas para carga de granel e containers para transporte de minério, petróleo e grãos. A rota 1 – Norte/Sul, consiste no trajeto Porto do Mangue – Jucurutu – Cruzeta para escoamento de mineral. A rota 2 – Oeste/Leste, abrangeria Mossoró – Assu – Natal, com ramais para Areia Branca, Caraúbas, Governador Dix-Sept Rosado, Guamaré, Aeroporto Aluízio Alves e Porto de Natal.
Tem uma característica multimodal (porto, ferrovia, rodovia), transportará minérios, frutas, produtos agrícolas, cerâmica, revestimentos, minerais como calcário, feldspato, sal, ferro, tungstênio, em abundância na região, além dos subprodutos do petróleo produzidos em Guamaré (Refinaria Clara Camarão).
O Ministro garantiu a inclusão deste projeto, se confirmado o interesse de investidores chineses, e solicitou o encaminhamento de um projeto cujo modelo foi recebido ainda ontem pelo Secretário, conjuntamente com o de rodovias, tendo deixado bem claro que qualquer projeto que o Governo do Estado leve investidores interessados terá acolhida.
Especificações
Ramal Norte/Sul: 180 km ligando Porto do Mangue, Jucurutu e Cruzeta
Rota Leste/Oeste: 280 km ligando Natal, Mossoró e Assu
Valor do investimento: R$ 3,1 bilhões.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo do RN.