A Câmara Municipal de Mossoró voltou sonolenta das férias.
Hoje (terça-feira, 11), por exemplo, a grande maioria dos 21 vereadores não apareceu para sessão ordinária.
Nada pode ser deliberado e logo os trabalhos foram encerrados, pois não havia quórum (pelo menos 7 vereadores) para deliberação.
Compareceram os vereadores Flávio Tácito (PCdoB), Ricardo de Dodoca (PROS), Ozaniel Mesquita (PL), Rondinelli Carlos (PMN), Raério Araújo (sem partido) e Emílio Ferreira (PSD).
Amanhã tem mais.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI, FacebookAQUI e Youtube AQUI.
Houve esvaziamento, mas restante aprovou projetos (Foto: Edilberto Barros)
O plenário da Câmara Municipal de Mossoró aprovou em sessão extraordinária nesta segunda-feira (30), Projeto de Lei Complementar n º 142/2019 que reestrutura a carreira do auditor fiscal de tributos municipais, com emenda subscrita por vários vereadores. Também aprovou a doação de terreno público à Paróquia Menino Jesus de Praga.
Os dois projetos são de autoria do Executivo.
O primeiro chegou a Casa com uma “pegadinha” do Governo Rosalba Ciarlini (PP), que aumentava a carga horária dos auditores para 40 horas, contrariando edital de concurso e duas leis complementares que fazem referência a “30 horas”.
Debandada
Parte da bancada governista esvaziou plenário: Rondinelli Carlos (PMN), Francisco Carlos (PP), Tony Cabelos (PSD), Manoel Bezerra (PRTB), Ricardo de Dodoca (PROS) e Didi de Arnor (Republicano).
Mas a bancada oposicionista e o restante dos vereadores do governo garantiram a aprovação da matéria e da emenda necessária ao reparo do texto original.
O projeto atualiza prerrogativas da função de auditor fiscal, reduz custo da remuneração e extingue dez cargos vagos. O quadro cairá de 45 para 35 auditores.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI, FacebookAQUI e Youtube AQUI.
Segundo balanço estatístico da Câmara Municipal de Mossoró, os vereadores Rondinelli Carlos (PMN) e Manoel Bezerra de Maria (PRTB) foram os mais assíduos do ano legislativo de 2019 na Câmara Municipal de Mossoró.
Os parlamentares estiveram presentes em 83 sessões ao longo do ano.
Em 2019, Rondinelli foi também o segundo parlamentar a mais utilizar a tribuna, com 47 pronunciamentos no pequeno e grande expediente, atrás apenas da vereadora Aline Couto (Avante), com 50 pronunciamentos.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI, FacebookAQUI e Youtube AQUI.
Um total de 381 emendas apresentadas pelos vereadores à Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2020 (Projeto de Lei do Executivo n º 1.213/2019) foi lido no plenário da Câmara Municipal de Mossoró, na sessão desta quarta-feira (9). Fez parte do calendário de apreciação da matéria.
Vereadores apresentaram número expressivo de emendas para projeto do Executivo (Foto: Edilberto Barros)
As emendas propõem ajustes à proposta e, do total, são 156 de natureza aditiva; 221 modificativas e 4 substitutivas (acrescem, alteram ou substituem ações). Reversaram-se na leitura os vereadores Aline Couto (Avante), Ozaniel Mesquita (PL) e Rondinelli Carlos (PMN).
Após a leitura no plenário, as emendas foram encaminhadas à Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade (COFC), que tem até o próximo dia 23 para analisar as matérias e proferirá decisão sobre quais serão aceitas ou rejeitadas, na sessão plenária do dia 29 deste mês.
No mesmo dia, os vereadores votarão a LOA para 2020 (primeiro turno) e, dia 6 de novembro, em segundo turno, a partir de quando será remetida à Prefeitura para sanção, na íntegra ou com vetos parciais, e publicação no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) para ter força de lei.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
Allyson (centro, mais alto) com vereadores (Foto: João Victor)
Em pronunciamento no projeto Tribuna Popular, hoje (quarta-feira, 22), na Câmara Municipal de Mossoró, o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) colocou mandato à disposição dos vereadores e defendeu agenda comum entre a Casa e a Assembleia Legislativa por Mossoró.
“Proponho união administrativa e política entre os dois poderes legislativos para trabalharmos temas de interesse de Mossoró, e nosso mandato na Assembleia continua aberto aos 21 vereadores e vereadoras. Estamos aqui para reforçar esse compromisso”, disse Allyson Bezerra.
Pronunciaram-se em apoio à proposta do deputado os vereadores João Gentil (Patriotas), Ozaniel Mesquita (PR), Aline Couto (sem partido), Raério (PRB), Petras (Democratas), Rondinelli Carlos (PMN), Genilson Alves (PMN), Francisco Carlos (PP), Alex do Frango (PMB), Tony Cabelos (PSD), Manoel Bezerra (PRTB) e Izabel Montenegro (MDB).
No dia 12 de dezembro do ano passado, quem esteve na Tribuna Popular foi o então deputado estadual eleito Bernardo Amorim (Avante).
Com informações da Câmara Municipal de Mossoró.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI, FacebookAQUI e Youtube AQUI.
Vejo no Blog Bruno Barreto, que a Câmara Municipal de Mossoró aprovou título de cidadania mossoroense para Paulo Skaf, integrante do MDB-SP e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIERN).
Que despropósito, gente.
A ideia foi do vereador em primeiro mandato Rondinelli Carlos (PMN), com a conivência de seus pares.
Skaf talvez não localize Mossoró num mapa, mas recebe distinção que caberia a tantas outras pessoas com serviços prestados ao município e sua gente. Ele, não.
Aconselho que aboletem no mesmo avião Skaf e Graça Foster, ex-presidente da Petrobras, para homenagem comum.
Ela ganhou igual honraria na legislatura passada, no momento em que sob sua batuta e da “presidenta” Dilma Rousseff (PT) começava o desmonte da estatal em Mossoró e estado.
Nunca apareceu por Mossoró nem tem motivos para fazê-lo, assim como Skaf.
É muito mico!
Francamente.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI, FacebookAQUI e Youtube AQUI.
O texto final do projeto que dispõe sobre a verba indenizatória na Câmara de Mossoró foi aprovado nesta terça-feira (22) com sete votos favoráveis. Votaram os vereadores Aline Couto (PHS), Alex Moacir (MDB), Alex do Frango (PMB), Rondinelli Carlos (PMN), Ozaniel Mesquita (PR), Maria das Malhas (PSD) e João Gentil (sem partido).
Mesmo com a aprovação, a presidente Izabel Montenegro (MDB) reafirmou ao Blog que só vai pagar a verba quando mérito da matéria for julgado no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O projeto 339/2018 cria a denominada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM) e teve seis abstenções: Emílio Ferreira (PSD), Petras Vinicius (DEM), Francisco Carlos (PP), Didi de Arnor (PRB), Tony Cabelos (PSD) e Ricardo de Dodoca (PROS).
O único vereador contrário foi Raério Araújo (PRB).
Izabel
Os vereadores Sandra Rosado (PSDB), Genilson Alves (PMN) e Zé Peixeiro (PTC) não estavam presentes na sessão extraordinária que foi convocada para hoje (22).
O projeto que fixa cota para o exercício da atividade parlamentar já havia sido votado, mas o texto final com 12 emendas precisava de aprovação. O valor da verba indenizatória foi fixado em R$ 4.500.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI e FacebookAQUI.
A Câmara Municipal de Mossoró aprovou nesta manhã de terça-feira (11) a implantação da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), nova versão da Verba Indenizatória/Verba de Gabinete.
Placar mostra resultado final da votação com vitória folgada da aprovação (Foto: BCS)
Os vereadores Emílio Ferreira (PSD), Flávio Tácito (PPL), Petras Vinícius (DEM), Francisco Carlos (PP), Manoel Bezerra (PRTB), Raério Araújo (PRB), Tony Cabelos (PSD) e Ricardo de Dodoca (PROS) foram os únicos votos contrários. A presidente Izabel Montenegro (MDB) já tinha se postado contrária à matéria. Porém só vota em caso de empate em plenário, o que não aconteceu.
Votaram favoravelmente os seguintes vereadores: João Gentil (sem partido), Aline Couto (sem partido), Genilson Alves (PMN), Ozaniel Mesquita (PR), Alex do Frango (PMB), Alex Moacir (MDB), Maria das Malhas (PSD), Rondinelli Carlos (PMN), Zé Peixeiro (PTC), Didi de Arnoud (PRB), e Sandra Rosado (PSDB).
A vereadora e deputada estadual eleita Isolda Dantas (PT) é favorável ao projeto de lei 339/2018 que trata da CEAPM, mas não compareceu à sessão.
Cada vereador terá direito a R$ 4,5 mil a mais de gasto por mês. No projeto original apresentado à semana passada, o valor seria de R$ 9 mil (veja AQUI).
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI e FacebookAQUI.
Se fosse votado hoje, com a presença de todos os vereadores, o Projeto de Lei que garante o retorno do pagamento da Verba de Gabinete (Verba Indenizatória) teria sido aprovado no plenário da Câmara Municipal de Mossoró. O recurso está suspenso por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) desde maio de 2016.
A proposta prevê a verba mensal no valor de R$ 4.500, após modificação do documento inicial, que previa R$ 9 mil/mês. O projeto será votado na próxima terça-feira (11), no plenário da Casa.
O Blog Saulo Vale fez uma enquete com os vereadores e mostra o posicionamento de cada parlamentar. A aprovação seria por 12 votos a 8. A presidente da Câmara, Izabel Montenegro (MDB), só votaria em caso de empate, conforme prevê o Regimento Interno.
Contrários ao projeto: Manoel Bezerra (PRTB), Izabel Montenegro (MDB), Francisco Carlos (PP), Petras Vinícius (DEM), Raério Araújo (PRB), Flávio Tácito (PPL), Ricardo de Dodoca (PROS), Emílio Ferreira (PSD) e Tony Cabelos (PSD).
A favor do projeto: João Gentil (sem partido), Aline Couto (sem partido), Genilson Alves (PMN), Ozaniel Mesquita (PR), Alex do Frango (PMB), Alex Moacir (MDB), Maria das Malhas (PSD), Rondinelli Carlos (PMN), Zé Peixeiro (PTC), Didi de Arnould (PRB), Isolda Dantas (PT) e Sandra Rosado (PSDB).
Em tempo: Os vereadores contrários ao projeto afirmam, de forma unânime, que não são contra o retorno da verba de gabinete, já que, segundo eles, o dinheiro já existe. Ou seja, não implicaria em aumento de repasses do duodécimo da Prefeitura à Câmara. Mas destacam que preferem aguardar posição favorável do TCE sobre uso da verba de gabinete.
O “Tribunal de Excessos das Redes Sociais” (TERSO) julgou e condenou sumariamente o vereador em primeiro mandato, Rondinelli Carlos (PMN), por decidir sair da oposição para a bancada governista em Mossoró.
Nas redes sociais, há intensa e numerosa crítica ao vereador, muitas delas até de forma agressiva e impublicáveis.
Ele, que era crítico mordaz do governo Rosalba Ciarlini (PP), justificou sua mudança de lado de forma até simplória:
– “Se faz necessário ajudar Mossoró”.
Faltou cominar com a Corte do “Terso”.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
Rondinelli: chegou o momento (Foto: Edilberto Barros)
Com voz trôpega, mãos trêmulas, desviando o olhar de seus pares e em poucas palavras, o vereador Rondinelli Carlos (PMN) anunciou à manhã desta terça-feira (21), no pequeno expediente da Câmara Municipal de Mossoró, que não é mais oposicionista.
Assumiu-se como vereador da bancada governista.
Segundo justificou, “se faz necessário ajudar Mossoró”.
Para o vereador, chegou o tempo de mudar de lado, apesar de agradecer a companhia dos oposicionistas remanescentes. “(…) Esperei o momento certo,” disse.
Secretaria
A excepcionalidade do acontecimento levou à Câmara Municipal até a esposa do vereador, presença incomum no local. Ela testemunhou in loco o anúncio, ao lado dos assessores do gabinete do marido.
Com a saída do vereador, a oposição fica com apenas seis dos 21 vereadores com assento na Casa. Entre os 21 vereadores eleitos em 2016, Rondinelli foi o 19º mais votado com 1.385 votos. É seu primeiro mandato e desde o início do ano que seu nome aparece como cotado para mudar de lado e até assumir a pasta da Agricultura, em que já esteve no governo passado.
Vereadores da oposição receberam comitiva (Foto: cedida)
O Conselho Regional de Odontologia do RN (CRO/RN) e o Sindicato dos Odontologistas do Estado do RN (SOERN) protocolaram individualmente, à tarde desta quinta-feira (28), pedidos de audiência à prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Compareceram ao Palácio da Resistência (sede da prefeitura) para esse fim.
Representam os cirurgiões-dentistas de carreira da Prefeitura Municipal de Mossoró, que apresentaram pauta reivindicatória há meses ao governo, mas aguardam em vão um posicionamento da municipalidade.
Antes da formalização dos ofícios, comitiva de cirurgiões-dentistas, servidores da Estratégia Saúde da Família (ESF) e representantes das duas entidades estiveram na Câmara Municipal, onde a princípio estava marcada uma audiência pública para tratar desse impasse. Mas a sessão foi cancelada dia passado, sem que eles fossem informados oficialmente (veja AQUI).
Os profissionais estão em greve desde o dia 11 último e hoje foram recebidos apenas por uma parte de vereadores da oposição, em reunião informal. Foram recepcionados por Isolda Dantas (PT) Rondinelli Carlos (PMN), Alex do Frango (PMB) e Ozaniel Mesquita.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
Em ampla agenda administrativa que cumpriu nesta quinta-feira(21) em Mossoró, o governador Robinson Faria (PSD) foi acompanhado em parte dela pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP), vereadora Sandra Rosado (PSDB) e a deputada estadual Larissa Rosado (PSDB).
Na entrega do quarto Restaurante Popular em Mossoró, Robinson foi ladeado por Rosalba e Larissa (Foto: Ivanízio Ramos)
Em tempos de indefinições de quase tudo em termos de candidaturas e alianças, ambas deram mais fermento para alimentar a indústria das especulações.
Rosalba até arriscou alguns elogios pessoais e às realizações do governador, que fora seu vice e a sucedeu no estado. No último dia 2, na abertura do ciclo de eventos do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2018, a prefeita já dedicara atenção ao governador (veja AQUI).
* Os ex-vereadores Jório Nogueira (PSD) e Cícera Nogueira (PSD), além dos atuais vereadores Rondinelli Carlos (PMN) e João Gentil (sem partido), também acompanharam a agenda do governante.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUIe o Instagram clicando AQUI.
O vereador Rondinelli Carlos (PMN) tornou pública, na sessão desta quarta-feira (13), da Câmara Municipal de Mossoró, a paralisação das cirurgias no Hospital Wilson Rosado (HWR), realizadas através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Rondinelli: secretário disse desconhecer problema (Foto: Edilberto Barros)
De acordo o vereador, o hospital suspendeu as cirurgias por causa da falta de repasses de recursos pela Prefeitura de Mossoró.
“Fomos ao Wilson Rosado e o motivo alegado foi falta de pagamento. O dinheiro foi transferido pelo Governo do Estado para a conta da prefeitura, que ainda não repassou ao hospital. Também há dívidas do Governo do Estado, mas que já depositou janeiro e grande parte de fevereiro”, informou.
“Causou-me surpresa o senhor secretário de Saúde do município (Benjamim Bento) dizer que desconhecia o problema. Essa situação precisa ser resolvida, porque quem sofre com isso é a população carente”, cobrou.
Com informações da Câmara Municipal de Mossoró.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
O vereador Genilson Alves (PMN) anunciou nesta terça-feira (12), afastamento da liderança da bancada de oposição na Câmara Municipal de Mossoró, para se dedicar à pré-candidatura a deputado estadual nas eleições deste ano.
O seu substituto ainda não foi anunciado.
A oposição tem sete parlamentares.
Além dele, Isolda Dantas (PT), também pré-candidata a deputado estadual; Petras Vinícius (DEM), Ozaniel Mesquita (PR), Raério Araújo (PRB), Alex do Frango (PMB) e Rondinelli Carlos (PMN).
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
À próxima semana, a bancada da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) poderá apresentar dois pedidos de instalação de Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal de Mossoró.
O assunto já circula nos intramuros do legislativo, em tom ameaçador.
Os alvos são as gestões da vereadora Isolda Dantas (PT) e Rondinelli Carlos (PMN), respectivamente nas pastas da Cultura e da Agricultura, no governo Francisco José Júnior (sem partido).
Mas o alvo indireto é um só: barrar a CEI do Lixo que já teve sua primeira reunião (veja AQUI) e apura contratos viciados da limpeza urbana.
Isolda e Rondinelli, ambos oposicionistas, assinaram a CEI do Lixo.
Proposta e instalada na terça-feira (15), a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Mossoró para apurar contratos suspeitos de dispensa de licitação e licitação no serviço de limpeza de Mossoró, já está sob ameaça de “descarrilamento”.
A ordem expressa do Executivo, o Palácio da Resistência, é frear o avanço da CEI.
Nos intramuros do poder, uma das estratégicas comentadas é a hipótese do governismo apresentar pelo menos duas propostas de instalação de CEI, referentes à gestão Francisco José Júnior, que alcancem as pastas da Cultura e Agricultura.
O governismo discute melhor forma de reagir à investigação que vem por aí.
A pretensão é atingir os vereadores Isolda Dantas (PT) e Rondinelli Carlos (PMN) da oposição, dois dos subscritores da proposição da CEI do Lixo.
A Câmara Municipal de Mossoró instaurou nesta terça-feira (15), uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar contratos emergenciais, celebrados com dispensa de licitação pela Prefeitura de Mossoró, para serviços de limpeza urbana a partir de 2016.
O requerimento da CEI, de autoria do vereador Genilson Alves (PMN), foi subscrito pelos vereadores Isolda Lula Dantas (PT), Petras Vinícius (Democratas), Ozaniel Mesquita (PR), Rondinelli Carlos (PMN), Raério Araújo (PRB) e Alex do Frango (PMB) – todos da oposição.
Pedido foi assinado por sete vereadores da oposição; Grupo Independente não o endossou (Reprodução)
O “Grupo Independente”, formado por João Gentil (sem partido), Aline Couto (PHS) e Zé Peixeiro (MDB), não endossou proposição.
Denominada oficialmente de “CEI do Lixo”, a comissão é composta pelos vereadores Manoel Bezerra (PRTB), Emílio Ferreira (PSD) e Alex do Frango (PMB), designados, respectivamente, presidente, relator e secretário. Manoel e Emílio são da bancada governista e ocupam os principais cargos na comissão, sendo maioria nos votos.
Feito e ‘antídotos’
Eles serão uma espécie de “antídoto” ao feito inédito da oposição, haja vista que nunca antes em toda a história da Casa houve uma CEI.
O espaço de tempo a ser investigado será de maio de 2016 a maio deste ano, governos Francisco José Júnior (sem partido) e Rosalba Ciarlini (PP). Nesse período de dois anos foram promovidas cinco dispensas de licitação e injetado um aditivo, em favor da empresa Construtora Vale Norte, totalizando mais de R$ 52 milhões (R$ 52.343.358,32).
Os reajustes generosos dados pelos dois prefeitos elevaram preço do serviço de R$ 9.582.519,36 para R$ 14.681,203,92 – (53,2%).
A justificativa para o pedido de CEI foi representação do Ministério Público de Contas (MPC) junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), para apurar possíveis irregularidades na contratação de empresas para limpeza em Mossoró, além de notícias na imprensa sobre seguidas dispensas de licitação para realização do serviço.
A comissão definirá um calendário de trabalho e apresentará, ao final das atividades, parecer sobre o resultado das investigações. A CEI tem validade de noventa dias, e pode ser prorrogada.
A última licitação para Limpeza Urbana em Mossoró aconteceu em 2005, há quase 13 anos.
Kátia Cristina Guedes Dias, juíza substituta da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró, indeferiu “pedido de tutela provisória de urgência”, que um grupo de vereadores apresentou em mandado de segurança. Despacho desse dia 12 (terça-feira).
A decisão interlocutória da magistrada é referente ao Processo nº: 0821861-92.2017.8.20.5106.
Nele, os vereadores Isolda Dantas (PT), Raério Araújo (PRB), Rondinelli Carlos (PMN), Ozaniel Mesquita (PR), Petras Vinícius (DEM), Genilson Alves (PMN) e Alex do Frango (PMB) pediram a suspensão do trâmite do Projeto de Lei Ordinária do Executivo nº 1.198/2017, a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2018.
Alegaram que no texto enviado para a Câmara Municipal de Mossoró, o Executivo tinha extirpado emendas apresentadas pelos próprios vereadores.
A juíza, não obstante o indeferimento, marcou audiência de conciliação entre as partes.
A limpeza urbana precária e valores milionários e suspeitos desse serviço, em Mossoró, finalmente foram objeto de debate na Câmara Municipal de Mossoró. Ocorreu na sessão ordinária de hoje (terça-feira, 5).
Até mesmo vereadores ligados ao governo Rosalba Ciarlini (PP) desabafaram. Outros, preferiram silenciar. As denúncias e questionamentos praticamente ficaram sem defesa.
Limpeza urbana movimenta somas impressionantes e carregadas de mistério (Foto: arquivo)
A bancada oposicionista reforçou em argumentos e números, incontestáveis, como é nebulosa e marcada por desinformação e omissão, a relação entre prefeitura e a empresa Construtora Vale Norte Ltda., concessionária do serviço. “A cidade está muito suja”, apontou Rondinelli Carlos (PMN), vereador da oposição.
– O bairro Santo Antônio está coberto de lixo – citou a vereadora governista Aline Couto (PHS), além de relatar outros exemplos de deficiência na coleta em outros bairros. Justificou suas críticas e cobrança, por entender que não pode se calar diante da dimensão do problema. “Ninguém é estrela. A estrela é o povo”, espetou.
Reajuste contratual de 48,3%
Maria das Malhas (PSD), outra governista, narrou que muitos moradores do Alto do São Manoel, onde reside, a procuram em casa e cobram solução para limpeza de ruas. Por mais que peça providências, não consegue ser atendida. “Está difícil para vocês, imagine para nós da oposição”, ironizou Raério Araújo (PRB).
O vereador oposicionista Petras Vinícius (DEM) lembrou que a atual concessionária do serviço de limpeza urbana está em seu quarto contrato consecutivo, sem licitação. Esse negócio passa dos “R$ 52 milhões” e em um ano e meio teve reajuste contratual de 48,3%.
Isolda Dantas (PT) bradou: “Esse dinheiro do lixo não é normal.”
A petista cobrou esclarecimentos e assinalou sua estranheza que uma questão tão delicada como essa, seja ignorada. Os próprios vereadores ligados ao governo, terminaram se calando.
A municipalidade anunciou com estardalhaço que haveria uma licitação no último dia 16 de novembro, mas guardou silêncio sobre seu resultado. O Blog Carlos Santos apurou que houve suspensão, mas a prefeitura não emitiu uma nota sequer sobre o caso.
No portal da prefeitura na Internet há um labirinto para se apurar esse enredo, carregado de muitas dificuldades para o internauta coletar dados.
Leia também: Rosalba pagará mais de R$ 28 milhões à empresa sem licitação AQUI.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
Os vereadores da bancada oposicionista na Câmara Municipal de Mossoró estiveram reunidos à manhã de hoje na sede desse poder. Discutiram a apresentação de emendas ao Orçamento Geral do Município (OGM) 2018.
De forma consensual, os sete vereadores decidiram apresentar emendas impositivas (em que o governo municipal é obrigado a atender) no valor total de R$ 1 milhão e 50 mil (R$ 150 mil por vereador) à aquisição de um tomógrafo para o Hospital da Solidariedade/Liga Mossoroeense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC).
Petras Vinicius (DEM), Isolda Dantas (PT), Ozaniel Mesquita (PR), Rondinelli Carlos (PMN), Alex do Frango (PMB), Genilson Alves (PMN) e Raério Araújo ( PRB) subscreveram esse posição.
Nota do Blog – Decisão de enorme sapiência e valor social.
Aplausos, aplausos, por favor.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.