“O campo não é atraso, é produção, é dignidade e é cidadania”, disse Isolda (Foto: João Gilberto)
A entrega de equipamentos dentro do programa Mecaniza RN foi tema do pronunciamento da deputada Isolda Dantas (PT), na sessão plenária desta quinta-feira (26), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A parlamentar destacou que a governadora Fátima Bezerra e o secretário estadual de Agricultura Familiar, Alexandre Lima, realizaram a entrega de mais de 40 equipamentos voltados à mecanização da agricultura familiar. Segundo ela, o programa já soma mais de R$ 4,5 milhões em investimentos e prevê a distribuição de mais de 400 máquinas para todas as regiões do estado.
Entre os equipamentos entregues estão tratores adequados à realidade do pequeno produtor, plantadeiras e pulverizadores adaptados. Isolda ressaltou ainda parcerias com a Ufersa, a Uern e uma universidade da China, além de emenda parlamentar superior a R$ 300 mil destinada ao programa.
“Estamos dando um passo importante para aposentar a enxada e melhorar a vida de quem produz o alimento que chega à nossa mesa. O campo não é atraso, é produção, é dignidade e é cidadania”, afirmou.
Professor Ulises Reis, do Programa de Pós-graduação em Direito da Ufersa – Foto cedida
O Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (PPGD/UFERSA) é uma das 7 contribuições acadêmicas do Norte-Nordeste aprovada pelo Centro de Estudos Constitucionais do Supremo Tribunal Federal (CESTF/STF), no Edital para Coleta de Subsídios nº 02/2025. A iniciativa trata-se de um espaço acadêmico de interlocução com a sociedade, para disponibilizar à comunidade jurídica a produção intelectual nacional, produzida pelas Instituições de Ensino Superior brasileiras.
Sob a temática “Autonomia federativa e o princípio da simetria”, a proposta da Ufersa foi submetida pelo professor Ulisses Levy Silvério dos Reis, docente permanente do PPGD, integrante da Linha de Pesquisa 1 – Constituição, desenvolvimento e as transformações na ordem econômica e social, e pesquisador do projeto “Jurisdição, Constitucionalismo e Democracia”.
A contribuição propõe uma abordagem sobre o princípio da simetria federativa, a partir da análise dos conflitos constitucionais levados ao STF por meio de ações de controle concentrado protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), destacando o papel institucional da PGR como ator central na judicialização de controvérsias federativas e como agente relevante na conformação jurisprudencial dos limites e alcances da simetria no federalismo brasileiro.
Para o professor Ulisses Reis, a aprovação da contribuição pelo CESTF/STF representa um reconhecimento institucional da qualidade e da relevância da produção acadêmica desenvolvida no âmbito do PPGD/UFERSA.
Arte ilustrativa com uso de recursos de Inteligência Artificial para o BCS
O Governo Federal publicou nesta quarta-feira (15), portaria conjunta entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos – MGI e o Ministério da Educação – MEC ampliando o número de cargos para professores e técnicos-administrativos nas universidades e institutos federais.
A Ufersa está contemplada com 52 novos códigos de vagas.
Desse total, serão dez novas vagas para Professor do Magistério Superior incorporadas ao quadro efetivo da universidade, que se somam a cerca de 20 códigos de vagas que já tramitam na Comissão de Comissão Permanente de Processo Seletivo – CPPS para concurso público logo em breve.
Quanto à carreira de técnico-administrativo, o novo quantitativo do Governo Federal destina 42 novas vagas distribuídas entre os cargos de níveis superior e médio nas mais diferentes áreas de atuação.
Para o professor Rodrigo Codes, reitor da Ufersa, o anúncio reflete em mais incentivo à educação pública. “No âmbito da Ufersa, temos trabalhado com empenho para ampliar o quantitativo de profissionais docentes e técnicos, de modo a atender com qualidade o crescimento significativo vivenciado pela nossa universidade. Esses novos códigos de vaga são uma conquista que, logo em breve, será concretizada com novos concursos públicos”, anuncia o Reitor.
Isaura recebeu medalha do ministro Camilo Santana, reitor Rodrigo Codes e governadora Fátima Bezerra (Foto: Carlos Costa)
A professora-doutora Isaura Amélia Rosado, integrante da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL), foi um dos nomes homenageados nessa sexta-feira (29) pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró. Recebeu a maior honraria da instituição, a Medalha Professor Jerônimo Vingt-Un Rosado Maia.
A comenda foi entregue no Requinte Buffet, na Assembleia Universitária presidida pelo reitor Rodrigo Codes. Evento celebrou os 20 anos de criação da Ufersa, com presença do ministro da Educação, Camilo Santana, bem como a governadora Fátima Bezerra (PT) e outras autoridades.
Além de Isaura Amélia, também foram homenageados pela Ufersa os seguintes componentes dos seus quadros: José Espínola Sobrinho, título de Professor Emérito; servidores técnico-administrativos Antônio Aldemir Fernandes Lemos e Marcus Vinícius Rocha Herculano, juntamente com o professor e ex-reitor da Ufersa Josivan Barbosa Menezes Feitosa, com o diploma de Mérito Administrativo.
Veja abaixo, uma Nota de Agradecimento da professora Isaura Amélia:
Quero compartilhar com todos o que meus olhos viram.
Chego hoje aqui pelas mãos de muitos artistas e seus pincéis, pelas cores de muitas telas e suas tintas.
Sei que chego aqui por compreender que o COLETIVO deve se sobrepor ao individual, e que o PÚBLICO deve prevalecer sobre o privado.
Foi um exercício de DESPRENDIMENTO – não sem lágrimas – quando seu Wilson e os carros-baú saíram do meu apartamento em Natal, com destino à UFERSA e a Mossoró, levando 1.111 obras de arte que contam a história do surgimento e do desenvolvimento das artes plásticas no Rio Grande do Norte e, de forma muito especial, inédita e afetiva, no País de Mossoró.
São 40 anos de dedicação – melhor dizendo, devoção – ao universo da arte. Ao me aposentar da ESAM, encontrei abrigo, guarida, felicidade e completude nas artes plásticas e na literatura.
Emiliano, meu filho, sempre repete que tenho o privilégio de poucos: TRABALHAR COM O QUE GOSTO.
Por isso, MEU EXPEDIENTE DE APOSENTADA É EXPANDIDO: trabalho o dia todo e parte da noite. Trabalho com o que amo; assim, lazer e deveres se misturam, são a mesma coisa.
ESSA FOI A ESCOLA DE TIO VINGT-UN, onde aprendemos a contribuir com a cidade e com o próximo.
É mais que trabalho: é uma MISSÃO.
E missão é como ser mãe: não tem hora para começar, nem para terminar.
Frequentei essa escola por muitos anos e creio que tirei boas notas em todas as matérias.
Hoje, recebo – agradecida e agradecendo – esta honraria: a MEDALHA VINGT-UN ROSADO, generosidade da UFERSA, do reitor Rodrigo Codes, do vice-reitor Nildo, de Tamms e também do Conselho Universitário.
Muito obrigada a cada um e a todos! Também agradeço às autoridades de hoje, às autoridades do pelotão cerimonial, às autoridades da plateia, aos amigos presentes Deilson, Ramires, Júnior Magnata, Ivanaldo, Liana, Jarina, Jeruzza Camara, Dionne Caldas e muitos outros. E aos meus filhos Emiliano e Eugênia, Tricia e Ivan, e aos netos Rebeca, Gabriel e Kaia – nesta tardia que chega da Alemanha para um intercâmbio de três meses. Agradeço ainda a Otávio, Dr. Neto e Seu Dix-Sept, que iluminaram o meu crepúsculo.
Sou gratíssima por compartilharmos este momento e devedora de todos!
Mas voltemos à razão que me trouxe aqui: a PIM.
Com a ideia de contribuir, articulei, batalhei e trabalhei para que pudéssemos celebrar hoje a PIM – Pinacoteca e Memorial UFERSA Mossoró. Já são 12 meses de existência, graças ao trabalho devotado e voluntário da professora Tamms e de seu esposo Alex.
A PIM caminha para a consolidação – ainda precisa de equipe e espaço –, mas já foi visitada por cerca de 10 mil estudantes e professores, de Mossoró, de diversas cidades do RN, de estados vizinhos e até por turistas.
Todos já puderam se emocionar com a arte, a estética e a sensibilidade produzidas em Mossoró e no Rio Grande do Norte, majoritariamente; alguns do Brasil e, em menor número, do exterior.
As obras foram cuidadosamente e elegantemente dispostas pela curadoria de Manoel Onofre Neto, Procurador de Justiça, colecionador, estudioso e restaurador de artes.
Na minha “bola de cristal”, já li que as artes plásticas do RN serão, e muito, devedoras de sua dedicação e de seu saber.
Às vésperas dos meus 80 anos, aproximando-me do meu “encantamento”, como dizia Câmara Cascudo, deixo como “rastro”, além dos grandes espetáculos da cidade – Chuva de Bala no País de Mossoró e o Auto da Liberdade –, a PIM/UFERSA.
Como diz o nosso VT:
Venham…
É linda…
E de graça!
Quero compartilhar com todos o que meus olhos viram.
MUITO OBRIGADA!
Isaura Amélia Rosado
Mesa principal contou com ministro Camilo Santana (Foto: Ufersa)Evento ocorreu no Requinte Buffet na sexta-feira (Foto: Ufersa)
Marina Silva: uma mulher extraordinária (Foto: arquivo)
O Conselho Universitário (CONSUNI) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) aprovou a concessão do Título de Doutora Honoris Causa à atual ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
A decisão foi tomada durante a sétima Reunião Ordinária de 2025, na tarde desta quinta-feira, dia 31 de julho, véspera do aniversário de 20 anos de transformação da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) em Universidade.
O reitor da Ufersa, professor Rodrigo Codes, também presidente do Conselho Superior, ressalta a importância da condecoração. “A ministra Marina Silva é um símbolo potente de coerência e uma defensora aguerrida do Meio Ambiente. Marina se tornou educadora nacional e isso, mais do que qualquer coisa, é credencial à deferência desta Casa. Não há desenvolvimento sem educação, nem progresso sem a proteção dos nossos biomas”, ressalta Codes.
Mais homenagens
O órgão colegiado, instância máxima da Universidade, também aprovou na mesma reunião outras três condecorações. As comendas e honrarias serão entregues no dia 29 de agosto, durante a Assembleia Universitária, que acontece às 19h, no Requinte Buffet, em celebração pelos 20 anos de transformação da ESAM em UFERSA.
O Título de “Professor Emérito” será entregue ao professor doutor José Espínola Sobrinho, aposentado do quadro da Ufersa, e a medalha “Professor Jerônimo Vingt-Un Rosado Maia” será outorgada a Isaura Amélia Rosado de Souza, também professora aposentada da Ufersa.
Já para receber o Diploma de Mérito Administrativo, serão agraciados os servidores técnicos Antônio Aldemir Fernandes Lemos, Marcus Vinícius Rocha Herculano e o professor Josivan Barbosa Menezes Feitosa, ex-reitor.
Nota do BCS – Uma mulher extraordinária. Aplausos, por favor.
Caixa d´água no campus da Ufersa em Mossoró Foto: Bruno Ernesto)
Eram os Deuses astronautas?
Todos nós, indistintamente – sim -, ao menos uma vez na vida, já se perguntou se, de fato, estamos sós no universo.
Muito além de uma questão filosófica, ou mesmo de cosmovisão, no fundo, tem quem não acredite, mas não duvida.
A bem da verdade, certamente você pode ter alguma simpatia por astrologia. Talvez seja a gênese da dúvida.
Embora a pergunta aparentemente conduza a uma resposta científica, talvez a dúvida seja o seu maior segredo.
Quando surgem boatos de avistamentos de fenômenos e objetos inexplicáveis, parece que essa dúvida reacende como um rastilho de pólvora.
Com o avança da inteligência artificial na manipulação e criação de imagens, ficou praticamente impossível frear qualquer tipo argumento sobre a veracidade ou não desses fenômenos.
Melhor, portanto, seria deixar que a imaginação siga o seu curso natural, especialmente na ficção científica, quer seja na literatura ou no cinema. Estamos todos cansados da realidade. Aliás, para quê tanta realidade?
Desde que me entendo por gente, avisto uma caixa d´água localizada no campus da Ufersa, erguida praticamente em frente ao antigo clube Scream, local onde os professores da antiga Esam frequentavam todos os finais de semana e, com os amigos e familiares, tinham num momento de lazer na Mossoró das décadas de 1980 e 1990.
Contava os dias da semana para poder ir tomar banho de piscina, mas também aguardava esse dia para poder olhar novamente aquela enorme caixa d ´água, num formato de disco voador, posta numa única coluna de concreto e a pintura caiada já toda desbotada, dando-lhe um aspecto ainda mais sinistro quando saíamos no final do dia, e mais pavoroso ainda, à noite.
No auge dos meus oito ou dez anos, aquela imagem não me apavorava. Pelo contrário, ficava impressionado, ainda mais quando vivíamos a febre do filme ET, de Steven Spielberg.
Naquele tempo, aquela caixa d´água de formato incomum, ficava praticamente solta ali, no meio do nada, e meio que surgia como que sobrevoando todo aquele matagal da Ufersa, como se em busca de abduzir quem ali passasse.
Nesses quarenta anos, a pintura está exatamente como na minha infância.do mesmo jeito e, embora hoje a minha mente tenha um pouco mais de lógica – apenas para parte do dia -, sempre quando passo por ela tenho aquela mesma impressão de outrora. Especialmente à noite.
Zé Ramalho, não está de um todo errado ao dizer que muita gente vai “Rebuscando a consciência com medo de viajar. Até o meio da cabeça do cometa. Girando na carrapeta no jogo de improvisar. Entrecortando, eu sigo dentro a linha reta Eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar. Não reclamar!”
As inscrições seguem até o dia 22 de maio (Foto: Eduardo Mendonça)
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) está com 736 vagas abertas para cursos de graduação nos campi de Mossoró, Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros, por meio do edital complementar para ocupação de vagas remanescentes do Sistema de Seleção Unificada – SiSU 2025.
Podem concorrer a uma das vagas os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) das edições de 2020 a 2024.
As vagas estão distribuídas entre dez cursos de Administração, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Computação e Informática, Ecologia, Engenharia de Pesca, Engenharia Agrícola e Ambiental, Letras Português, Sistemas de Informação, Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia.
As inscrições seguem até o dia 22 de maio, exclusivamente pela página do SiSU na Ufersa, na qual também está disponível o edital e todas as informações necessárias. O resultado final está previsto até o dia 4 de julho e o início das aulas do semestre letivo de 2025.2 é para o dia 25 de agosto.
Parceria com Ufersa faz parte do Moge 2024 (Foto: divulgação)
Maior evento do setor de petróleo e gás onshore (em terra) do Brasil, a edição 2024 do Mossoró Oil & Gas Energy (MOGE) terá, também, caráter social.
A Redepetro RN, que realiza a feira ao lado do Sebrae no Rio Grande do Norte, firmou parceria com a campanha “Natal Sem Fome”, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), e doará, a cada inscrição efetuada para o Moge, R$ 1 à iniciativa beneficente.
Os valores arrecadados serão revertidos na compra de alimentos, que serão doados a instituições de caridade de Mossoró.
O apoio ao Natal Sem Fome marca a responsabilidade social do Mossoró Oil & Gas Energy, que será realizado de 26 e 28 deste mês, no Expocenter da Ufersa.
No ano passado, o Moge registrou mais de 5 mil inscritos para os três dias de evento, o que renderia R$ 5 mil à campanha. Esse valor, porém, pode ser maior em 2024, haja vista a expectativa da organização de superar os inscritos de 2023 este ano.
De acordo com o vice-presidente da Redepetro RN, Ubiratan dos Santos, a ideia é fortalecer a campanha Natal Sem Fome e contribuir para que mais pessoas carentes sejam beneficiadas pela campanha da Ufersa. “O evento já mantém uma parceria muito forte com a Ufersa e, na edição deste ano, entendemos que poderíamos ir além. Através da parceria com a campanha Natal Sem Fome, também vamos ajudar pessoas carentes, revertendo uma proporção de inscrições em doações”, explica.
Em Mossoró, além do Lar da Criança Pobre, serão beneficiados com a campanha Natal Sem Fome o Instituto Amantino Câmara e a Liga de Mossoró de Estudos e Combate ao Câncer.
Inscrições
As inscrições para o Mossoró Oil & Gas Energy podem ser feitas no site mossorooilgas.com.br.
Realizado pela Redepetro RN e Sebrae no Rio Grande do Norte, o Mossoró Oil & Gas Energy é focado na indústria onshore brasileira e reúne profissionais e empresas do segmento de exploração e produção de petróleo, gás e energias renováveis.
Ao longo dos três dias de programação, promove debates sobre tecnologia, sustentabilidade e inovação. A feira, que neste ano tem como tema “Integração energética: numa terra de negócios e mar de oportunidades”, se consolida como um fórum essencial para o desenvolvimento energético no Brasil.
Rodrigo Codes, Allyson Bezerra e Elaine Cardoso assinaram o documento (Foto: PMM)
A Prefeitura de Mossoró, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSa) assinaram na tarde desta segunda-feira (18) um acordo de cooperação técnica com o objetivo de promover e difundir a Justiça Restaurativa nas diversas políticas públicas desenvolvidas no Município. O acordo foi oficializado em solenidade realizada no Salão dos Grandes Atos do Palácio da Resistência, com a presença do prefeito Allyson Bezerra, do Prof. Dr. Rodrigo Codes, reitor da Ufersa, e da procuradora-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Elaine Cardoso.
“É um acordo muito significativo porque envolve três instituições importantes, e dentro da Prefeitura envolve quatro secretarias: Assistência Social e Cidadania, Saúde, Educação e Segurança Pública. Há uma fase inicial de capacitação para os servidores e a partir dessa capacitação alguns fluxos internos do Município, sobretudo dessas secretarias, vão ser alteradas permitindo a autocomposição de conflitos”, explicou o procurador-geral do Município, Raul Santos, acrescentando que a Prefeitura disponibilizará todo o suporte financeiro e logístico para a implementação do acordo.
A autocomposição a qual se refere o procurador diz respeito a resolução consensual de conflitos, entre duas ou mais partes, sem que a decisão seja tomada por terceiros, como juízes. Com o acordo, haverá a formação continuada de gestores, servidores e representantes da sociedade civil, para atuarem como instrutores e facilitadores de práticas restaurativas em situações cotidianas da convivência comunitária e social.
Pelo acordo, a Ufersa vai disponibilizar extensionistas com formação em Justiça Restaurativa e suas práticas para comporem o quadro de estagiários no Município, atuando nos serviços prestados no âmbito das políticas públicas setoriais. “É uma ação que aproxima ainda mais a universidade da sociedade, e sobretudo uma ação de transformação social, colaborando com o povo, com o Ministério Público, com ações que transformam a nossa sociedade. Nós estaremos e estamos sempre à disposição”, pontuou o reitor Rodrigo Codes.
O Ministério Público, por meio do seu Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPA), oferecerá capacitações introdutórias e também formações continuadas a servidores indicados pelo Poder Executivo Municipal, entre outras ações. “Sabemos que as ações judiciais têm crescido bastante, mas também tem havido todo um esforço dos órgãos do sistema de Justiça de minimizar essas realidades e principalmente fomentar o diálogo respeitoso, construtivo, e esse projeto da Justiça Restaurativa, de busca de soluções consensuais, vem com esse propósito”, destacou a procuradora-geral de Justiça, Elaine Cardoso, acrescentando:
“Então o principal objetivo com esse termo de cooperação é fomentar essa prática de soluções consensuadas, e nesse contexto, há essa união de esforços tanto com os profissionais da rede de Mossoró, como também da Ufersa, por ser uma instituição de referência na capacitação, na qualificação, no aprimoramento e aperfeiçoamento, para que a pacificação e a solução de conflitos possa ser cada vez melhor encaminhada”, finalizou.
Participaram do ato de assinatura do acordo técnico os secretários municipais Marcos Medeiros (Governo); Etevaldo Almeida (Assistência Social e Cidadania); Marcos Oliveira (Educação), Coronel Walmary Costa (Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito); Rodrigo Forte (Consultoria-Geral do Município) e Egislândia Oliveira, diretora executiva de Atenção Integral à Saúde, representando a secretária Morgana Dantas. Também participaram os promotores de Justiça Olegário Gurgel, Guglielmo Marconi e Ivelusca Lemos, além de demais representantes da Ufersa e da Procuradoria-Geral de Justiça.
Iniciativa procura amplificar ao máximo o atendimento solidário (Foto: Eduardo Mendonça)
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) dá início à campanha “Natal sem Fome” e, para a edição deste ano, amplia o número de entidades beneficiadas. As doações podem ser entregues até o dia 17 de dezembro nos pontos de arrecadação montados nos campi de Angicos, Caraúbas, Mossoró e Pau dos Ferros.
Os alimentos doados serão destinados às famílias em situação de vulnerabilidade social. Em Mossoró, além do Lar da Criança Pobre, já contemplado nas edições anteriores, também serão assistidos o Instituto Amantino Câmara e a Liga de Mossoró de Estudos e Combate ao Câncer, juntamente com o seu núcleo na cidade de Pau dos Ferros.
As doações coletadas no Campus Caraúbas serão entregues no Lar dos Mestres da Vida e as do Campus Angicos serão distribuídas em parceria com a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura Municipal, que fará triagem das famílias beneficiadas.
A campanha recebe alimentos não perecíveis, preferencialmente, os itens que compõem a cesta-básica e também brinquedos, que serão destinados às crianças das famílias carentes.
O Curso de Medicina da Ufersa recebeu nota máxima na avaliação de regulação do Ministério da Educação – MEC.
Depois de uma semana in loco na universidade, a equipe de avaliadores atribuiu Conceito 5, um resultado pelo excelente desempenho da instituição nas dimensões de infraestrutura, organização didático-pedagógica, corpo docente e tutorial disponíveis para a formação dos futuros profissionais médicos.
Entre os pontos com maior destaque, o Relatório de Avaliação elenca a organização dos conteúdos ministrados em módulos – que difere do formato de disciplinas tradicionais. Essa proposta permite atividades e avaliações integradoras dos aspectos biológicos, psicológicos, históricos, sociais e ambientais do ser humano e de suas relações com o mundo.
No que se refere ao corpo docente, outra boa avaliação vem do envolvimento com pesquisa, ensino e extensão mantido pelos 58 professores do curso. “Esse corpo docente é relevante para a atuação profissional e acadêmica do discente, fomenta o raciocínio crítico com base em literatura atualizada”, descreve o relatório. Para alcançar esse resultado, os estudantes têm acesso a conteúdo de pesquisas de ponta, incentivo à produção do conhecimento por meio de grupos de tutoria, iniciação científica, TCC’s e publicações.
A estrutura oferecida pela universidade também foi um ponto preponderante para o curso atingir o conceito máximo. Neste sentido, merece pontuar o amplo acervo bibliográfico, disponível no formato físico e digital; os laboratórios didáticos e os direcionados ao ensino para a área da saúde; laboratórios de habilidades e biotérios. A instituição também mantém convênio com três hospitais, nos quais os discentes fazem práticas do internato, e parceria com o município para o desenvolvimento de atividades nas Unidades Básicas de Saúde durante todo curso.
Decisão nesse dia 11 vale para a próxima semana (Foto: Sintest/RN)
Servidores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) aprovaram nova paralisação. Será de advertência, nos dias 15 (terça) e 16 (quarta) de outubro. É uma forma de pressionar o governo federal pelo cumprimento integral do Termo de Acordo 11/2024, assinado entre Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA), Ministério de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e Ministério da Educação.
A comunicação é feita pelo Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte (SINTEST/RN).
Os pontos do termo de acordo suprimidos pelo governo são: Regra de transição para capacitação; reposicionamento dos aposentados; reconhecimento de saberes e competências; cargo amplo de auxiliar em educação.
A categoria reivindica que esses pontos sejam mantidos. Foi encaminhado ainda que após a repercussão dos dois dias de paralisação, seja encaminhado ofício para consulta jurídica acerca de possível ação judicial para cumprimento do acordo de greve.
A categoria fez greve este ano que durou mais de 100 dias, tendo sido encerrada no início de julho (veja AQUI).
Marcos Ferreira e Ayala Gurgel (Foto: José Arimatéia)
Conhecedor de uma boa parcela do meu histórico de apuros, especialmente no tocante à minha experiência e de meu pai enquanto sapateiros, na última quinta-feira, 26, recebi aqui na Casa Branca da Rua Euclides Deocleciano, 32, o versátil artista Ayala Gurgel. Além de escritor premiado, é um pintor de valioso talento. Fui presenteado por ele com uma arte personalizada, óleo sobre tela no tamanho 40×50, onde vemos um sapateiro desempenhando o seu ofício com um menininho ao lado, imagem dedutível como a de um filho auxiliando o pai na referida atividade.
Nascido em 1971, Ayala é natural do município potiguar de Alexandria. Escritor prolífero, contista, romancista sempre com lastro na temática do sertão, tem vasta formação acadêmica, com passagem por importantes universidades brasileiras. Entre outras especializações e habilitações, é doutor em Políticas Públicas e Filosofia. Ele é professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) desde 2014. Possui experiência no campo da Filosofia, sobretudo em Ética, Bioética, Tanatologia e Saúde Mental. Atualmente, além da literatura e das artes plásticas, desenvolve pesquisas na área de filosofia da linguagem ordinária e teoria da argumentação.
O pai de Ayala, que está com oitenta e três anos, também foi sapateiro. Algumas obras do autor estão expostas na pinacoteca da Ufersa. @ayalagurgel é seu contato no Instagram.
Comecei com apenas dez anos de idade ajudando meu pai, o sapateiro Vicente Ferreira. Primogênito de uma prole de onze irmãos, e com nossas finanças descompensadas pela inflação, era de se esperar que o filho mais velho seguisse o genitor na faina da sapataria. Assim, como na letra do Milton Nascimento, coloquei o pé (as mãos, aliás) na profissão. Eu não tinha carteira assinada, obviamente. Isso só aconteceu no dia primeiro de março de 1986, estando eu com dezesseis anos incompletos. O cargo? Auxiliar de apalazamento; palavra inexistente nos dicionários.
Não havia nesse tempo essa coisa de que criança não pode trabalhar. Eu (assim como os demais) dava expediente das sete às onze e das treze às dezessete e trinta. Não raro, porém, acontecia de estarmos com muitos pedidos e aí todos fazíamos plantão até as nove ou dez da noite. Isso melhorava o salário.
Naquela época, início dos anos oitenta, ainda existiam em Mossoró algumas indústrias e fabriquetas de calçados. Depois, com a pesada concorrência da produção em série das grandes empresas do ramo, as fábricas não suportaram e começaram a falir, a exemplo da Indústria e Comércio de Calçados Arruda Ltda., situada à Rua Adauto Câmara, 154, empresa essa onde trabalhávamos. Devo dizer que possuo uma memória pouco confiável, com a durabilidade dum Sonrisal num copo d’água, como já falei noutra oportunidade, mas certas coisas continuam intactas na minha mente. Consigo lembrar, por exemplo, o cheiro do couro e de alguns tipos de cola.
Ainda analfabeto com onze anos de idade, fui matriculado no Instituto Dom João Costa, onde hoje funciona o Centro de Práticas Múltiplas Dom João Costa. O mingau de milho com coco servido ali na hora da merenda era uma verdadeira delícia. Concluí a quinta séria primária e depois abandonei o colégio, novamente impelido pela necessidade de contribuir para colocar comida em nossa casa.
Alguns anos depois retomei os meus estudos, desta feita na Escola Estadual Hermógenes Nogueira da Costa, no Abolição IV. Ali concluí o sétimo ano. Por essa época as sapatarias já haviam quebrado e eu e meu pai nos tornamos faz-tudo. Eram ocupações de toda sorte que agora não me disponho a narrar. A fome se agravou na casa dos Ferreiras e tivemos, como se diz, que matar um leão a cada dia.
Tudo isso são águas passadas! Hoje, como feliz recordação dos meus anos como sapateiro ao lado do meu pai, tenho essa bela arte em tela produzida pela sensibilidade do meu amigo das letras Ayala Gurgel. Muito obrigado!
José Daniel Florêncio Duarte, uma perda a se lamentar muito (Foto: Reprodução da Ufersa)
O estudante universitário José Daniel Florêncio Duarte, 22, faleceu nesse domingo (01) em Mossoró. Estava em tratamento contra o câncer, mas não superou a doença. Uma campanha de solidariedade foi desencadeada para reforçar seu tratamento, e havia esperança de que vencesse o problema.
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), onde era acadêmico de Medicina, emitiu Nota de Pesar. Leia abaixo:
A Ufersa manifesta profundo pesar e solidariedade à família, aos amigos e à comunidade acadêmica pelo falecimento do estudante José Daniel Florêncio Duarte (2001-2024).
José Daniel cursava Medicina na Ufersa e, infelizmente, faleceu neste domingo, dia primeiro de setembro. O velório acontece a partir das 16h de hoje, no Centro de Velório Plasp, Rua José Negreiros, 340, Centro. O sepultamento será no Cemitério Novo, às 10h, de segunda, dia 02/09.
O reitor da Ufersa, professor Rodrigo Codes, em nome da comunidade acadêmica, solidariza-se com os familiares, amigos(as) e colegas universitários neste momento de dor e tristeza.
Nota do Blog Carlos Santos – Notícia que machuca demais a todos nós. Jovem, estudioso, promissor, mas que vai embora muito cedo. Que esse moço descanse em paz e sua família e amigos saibam conviver com essa perda.
Acompanhe o novo Instagram do Blog Carlos Santos clicando @blogcarlossantos1
Rodrigo Codes é o reitor nomeado da Ufersa (Foto: Ufersa)
A menos de dez dias para assumir a gestão da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), o professor Rodrigo Codes, reitor nomeado, e o professor Nildo Dias, vice-reitor eleito, divulgam os nomes que irão compor a alta administração da instituição a partir do próximo dia 31 de agosto.
A nova equipe do primeiro escalão da instituição é integralmente composta pelo quadro efetivo de pessoal da casa. Cada nome prestigiado na lista foi convidado levando em consideração a competência técnica, distribuição equânime de gênero, uma escuta ativa aos setores, a capacidade proativa de agregar ao Plano de Gestão e, de sobremaneira, a valorização das categorias que compõem a universidade – justifica o reitor nomeado.
Equipe
Gabinete da Reitoria
Chefe de Gabinete e Relações Institucionais: Lázaro Fabrício de França Souza
Assessoria Especial: Maria da Glória da Silva
Assessoria Especial: Marília de Lima Pinheiro Gadêlha Melo
Pró-Reitoria de Graduação- PROGRAD
Titular: Francisco Edcarlos Alves Leite
Adjunta: Rejane Tavares Botrel
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPPG
Titular: Liana Holanda Nepomuceno Nobre
Adjunta: Alexsandra Fernandes Pereira
Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROAE
Titular: Alvaro Fabiano Pereira de Macêdo
Adjunta: Mayara Wenice Alves de Medeiros
Pró-Reitoria de Extensão e Cultura – PROEC
Titular: Vania Christina Nascimento Porto
Adjunto: Cláwsio Rogério Cruz de Sousa
Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas – PROGEPE
Titular: Rannah Munay Dantas da Silveira
Adjunto: Julius Victorius Diógenes Paiva
Dir. da Divisão de Admin. de Pessoal: Laila Mirelle Diógenes Maniçoba
Pró-Reitoria de Planejamento – PROPLAN
Titular: José Domingues Fontenele Neto
Adjunto: Kerginaldo Nogueira de Medeiros
Dir. de Contabilidade e Finanças: Antonio Erivando Xavier Júnior
Pró-Reitoria de Administração – PROAD
Titular: Jocigleuson Alves de Oliveira
Adjunto: Márcio Eider de Medeiros Silva
Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação – SUTIC
Titular: André Luiz Viana Pereira
Superintendência de Infraestrutura – SIN
Titular: Eriberto Carlos Mendes da Silva
Dir. de Projetos e Obras: Rafaely Angelica Fonseca Bandeira
Assessoria de Comunicação – ASSECOM
Titular: Higo da Silva Lima
Assessoria de Relações Internacionais – ARI
Titular: Victor Wagner Freire de Azevedo
Coordenação de Ação Afirmativa, Diversidade e Inclusão Social – CAADIS
Titular: Maria de Lourdes Fernandes de Medeiros
Sistema de Bibliotecas – SISBI
Diretora: Keina Cristina Santos Sousa e Silva
Núcleo de Inovação Tecnológica – NIT
Diretor: Fabrício José Nóbrega Cavalcante
Higo Lima tem rede consistente na mídia Foto: redes sociais)
Do Blog Saulo Vale
O experiente jornalista Higo Lima foi o escolhido pelo reitor nomeado da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Rodrigo Codes, para comandar o setor de comunicação da instituição.
Higo é servidor efetivo e já integra a equipe, hoje comandada pelo jornalista Passos Júnior.
É bem relacionado e tem ampla experiência. Já atuou em diversos veículos de imprensa, com várias reportagens com repercussão nacional, como o Estado de São Paulo e Folha.
A informação da escolha por Higo foi dada pelo próprio reitor em contato com o Blog Saulo Vale.
A posse de Codes será em 31 de agosto.
Nota do Blog Carlos Santos – Uma escolha acertada. Sucesso a Higo Lima e à gestão do próximo reitor.
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Isaura Amélia entre obras doadas da sua coleção para a pinacoteca (Foto: Monaliza Teixeira/Ufersa)
Do Blog Regy Carte
A inauguração da Pinacoteca e Memorial (PIM) da Esam/Ufersa está confirmada para o próximo dia 16, às 19h, no prédio central, Ufersa Campus Oeste Mossoró.
Sob a curadoria do procurador do Ministério Público do RN (MPRN), Manoel Onofre Neto, a exposição “Trilhas da Imaginação: uma viagem pela coleção Isaura Amélia” estreará a PIM.
As telas fazem parte do acervo de 1.300 obras, doadas pela professora aposentada da Esam/Ufersa Isaura Amélia de Sousa Rosado Maia.
Os quadros chegaram à Universidade Federal Rural do Semi-Árido no começo do mês passado, a fim de complementar o Núcleo de Arte e Cultura da PIM.
A coleção faz parte do acervo pessoal da professora, responsável pelo processo de curadoria dessas peças ao longo de 30 anos.
Os objetos estão em perfeito estado e boa parte deles retrata as artes plásticas do Rio Grande do Norte e do Brasil, contendo artistas regionais e nacionais, com variadas técnicas como tinta óleo, aquarela, tapeçaria e escultura.
Isauda (segunda da esquerda para a direita) recebeu na Ufersa, em julho, parte do acervo que doou (Foto: Monaliza Teixeira/Ufersa)
“MOSSORÓ terá a melhor pinacoteca do Rio Grande do Norte, que irá contar a história das artes plásticas do nosso estado, aqui na Ufersa”, assegura Isaura Amélia.
Há um mês, a Pinacoteca realizou Oficina de Restauração, com o propósito de criar mentalidade de conservação e restauro de obras de arte.
Por meio da oficina, foi realizado trabalho de limpeza, de higienização e de seleção do material a ser exposto na exposição de estreia da PIM.
Um dos participantes da oficina foi curador Manoel Onofre Neto. Segundo ele, a Pinacoteca da Ufersa é de grande importância por representar um conjunto de obras, sendo referências da arte não apenas para Mossoró, mas para o Rio Grande do Norte.
Ele acrescenta que o espaço apresenta “os melhores e maiores artistas do Estado, com destaque especial para Mossoró, trazendo a memória, o registro da cultura de maneira bastante importante que vai oportunizar que o cidadão norte-rio-grandense e do Brasil tenha acesso de maneira organizada, estruturada e num projeto bastante interessante”.
Manoel Onofre (sentado, de perfil) participou da oficina de restauração (Foto: Eduardo Mendonça)
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Codes foi o mais votado na consulta do dia 4 de abril deste ano (Foto: Arquivo)
Do Blog da Chris
Foi publicado na edição de hoje, quinta-feira, 08, do Diário Oficial da União (DOU), o decreto nomeando o professor Rodrigo Nogueira Codes como novo reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).
Conforme o ato, o mandato terá início no dia 31 de agosto, com duração de quatro anos.
O professor Rodrigo Codes foi eleito no dia 4 de abril, obtendo 37% dos votos válidos.
O presidente Lula mantém a tradição de seguir a vontade da maioria e nomear o mais votado em disputas para reitores de universidades.
Nota do Blog Carlos Santos – O professor Rodrigo Codes vai substituir a reitora Ludimilla de Oliveira, que tentou a reeleição, mas não obteve êxito. Veja AQUI como foram os números da votação.
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No último dia 26 de maio, após quase cinco anos da última vez que pude segurar a mão do meu pai, passei em frente à Capela de Santa Teresinha no intuito de organizar o aniversário do meu filho Pedro.
Estava fechada, mas, por um instante, parei ao pé da porta central da capela e lembrei daquele dia, o mais triste da minha vida, e, embora já tenha passado de carro inúmeras vezes em ali em frente, desde aquele dia não tinha posto os pés naquela calçada.
Apesar da saudade, a vida segue e ficaram as boas lembranças dele.
Há alguns meses compartilhei o registro da rua a qual foi denominada Rua Professor Francisco Ernesto Sobrinho, em homenagem ao meu pai, cujo registro junto aos Correios havia sido concluído com a designação do CEP.
Foi uma proposição do confrade da Academia de Ciência Jurídicas e Sociais de Mossoró (ACJUS), e vereador do município de Mossoró/RN, Professor Francisco Carlos, a quem, novamente e de público, agradeço em nome da minha família pela homenagem.
Após localizar a rua, constatei um fato curioso.
Quem conheceu meu pai, sabia de sua paixão pela Esam/Ufersa.
Lá graduou-se em Engenharia Agronômica no ano de 1972, sendo concluinte da segunda turma da recém-criada ESAM no ano de 1967.
Quando veio estudar em Mossoró/RN, morou num pequeno apartamento improvisado embaixo da caixa d’água que fica na entrada do campus Oeste da Ufersa, lá morando de 1967 a 1972.
Foi professor da Esam/Ufersa de agosto/1976 a janeiro/1996, quando, a contragosto, teve que requerer sua aposentadoria. Ele e muitos professores na época, pois as mudanças econômicas e administrativas pelas quais o país passava naquela acabou por antecipar a carreira de muitos servidores no país.
Não se fez de rogado e, no dia seguinte ao pedido de aposentadoria, foi para Esam como se nada tivesse acontecido.
Minha mãe estranhou, mas, sábia como é, sabia que ele só deixaria de ir à Esam/Ufersa em duas situações: se não tivesse condições físicas de ir (Leia-se, se o trancassem em casa), ou se já não estivesse nesse plano terrestre.
De fato, só deixou de frequentar a Esam/Ufersa em novembro de 2019, um mês e meio antes de falecer, em 13/12/2019.
Por obra do acaso – talvez não – a rua que leva seu nome está localizada no bairro Rincão, que, registre-se, fica ao lado da Esam/Ufersa, de modo que até o significado do nome rincão não foi suficiente para afastá-lo de lá.
O período de chuvas na região Nordeste, sem dúvida, é o período mais aguardado pelo sertanejo.
A cheia dos açudes, com as tão esperadas sangrias, é um espetáculo que jamais perderá sua beleza.
Quando criança, acompanhava meu pai nas suas aulas de campo da então Esam, hoje Ufersa, onde meu pai era professor no curso de agronomia.
Por inúmeras vezes, passávamos o dia inteiro no meio da mata; ele explicando aos alunos e eu apenas a olhar ao redor, admirado com o aguçamento de todos os meus sentidos, especialmente o olfato e a visão; sentindo o cheiro de mato recém-quebrado, e, por vezes, o cheiro de chuva, além de ficar impressionado com a imensidão das planícies ou das serras e montanhas por onde passávamos.
O que mais me impressionava naquele tempo era a visão que tinha de cima das serras. O sertão era infindável dali de cima.
Diante de tudo aquilo, um pensamento recorrente me vinha à mente: como chegamos ali? Não nós, ali reunidos; mas como o homem ali chegou?
Para mim era tudo muito confuso, distante e estranho.
Com meu pai e os inúmeros alunos dele, pude percorrer locais que pouca gente tem acesso ainda hoje.
Vi açudes, montanhas, serras, rios, córregos, cavernas, minas, salinas, dunas, mangue, muitas cidades do interior e o sertanejo. Muitos sertanejos.
Foi assim que despertei, sem saber, para um dos assuntos dos quais hoje, poucas pessoas dão importância: a historiografia.
Evidentemente que muitos se dedicaram a escrever sobre o período colonial do Brasil, especialmente da região Nordeste brasileira. Sua ocupação, exploração e expansão territorial.
Entretanto, a árdua tarefa de análise e interpretação documental é sempre desafiadora a novas escritas. Mas nada como andar pelo sertão.
Com a historiografia de um lugar, é possível traçar como se deu a ocupação territorial de qualquer lugar. Pelo menos, seu passado recente.
No caso da região Nordeste, é incalculável a quantidade de registros históricos da sua ocupação; desde a chegada dos europeus ao continente sul-americano, sendo possível traçar o seu desenvolvimento nos aspectos econômicos, sociais e políticos até a atualidade.
Um aspecto relevante nos recortes históricos, é que, como qualquer outra região do mundo, a historiografia do lugar fez-se a partir de seus habitantes, hábitos, costumes e tradições.
Entretanto, mais que a geografia e o acaso, na historiografia, a convicção dos homens também moldaram o que hoje se vê.
Embora os fatos, em si, não sejam os únicos objetos de observação e estudo, uma vez que a historiografia observa e vai muito além dos homens como únicos protagonistas, é impossível querer explorar uma temática sem que se nomine seus atores. Ainda que não se possa fazê-la, exclusivamente sobre os mesmos.
No caso do sertanejo, basta buscar um pouco de nossa própria história familiar para constatarmos que a grande maioria de nos somos oriundos do interior.
Muitos de nós tem uma história ou tem registrado na memória as visitas de familiares, especialmente os avós, que moram em pequenas cidades do interior.
Talvez sejam as melhores recordações que muitos de nós temos da infância.
E nesses tempos de chuvas no nosso sertão, mais uma vez essas recordações se avivam em nossas mentes e nos faz reviver aquele bom e feliz tempo, renovando a vida com as cheias e sangrias dos açudes, revigorando a coragem e convicção do sertanejo.
Codes novamente foi o mais votado, como em 2020 (Foto: Arquivo)
Do Blog Diário Político, Blog Saulo Vale e BCS
Começou às 8h da manhã desta quinta-feira (4), a consulta para escolha dos nomes que irão compor a lista tríplice à definição dos novos dirigentes da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA).
A votação foi encerrada às 21h e o resultado preliminar divulgado pela comissão executiva da consulta informou que Rodrigo Codes foi o mais votado pela comunidade acadêmica para Reitor da Ufersa ao lado do vice Nildo Dias.
Veja como foi a votação de Codes e Nildo:
Docentes 269
Técnicos 191
Discentes 1.802 votos
37,14% dos votos
O resultado oficial será homologado depois de uma reunião do Conselho Universitário da Ufersa.
A possa da próxima gestão administrativa deverá acontecer no segundo semestre deste ano.
Em termos percentuais, a chapa Rodrigo Codes/Nildo Dias obteve 37,14% dos votos, a atual reitora Ludimilla de Oliveira/Monique Lessa ficou em segundo com 33,11% e Jean Berg/Quirino Silva Júnior somou 28,846% na terceira posição.
Em 2020
Ludimilla, Jean Berg e Codes foram candidatos à reitoria em 2020, além de outras duas chapas encabeçadas pelo ex-reitor Josivan Barbosa e Rodrigo Sérgio.
À época, Codes foi o mais bem votado pela comunidade acadêmica, com 37,55% dos votos, Jean Berg em segundo com 24,84%, e Ludimilla em terceiro, com 18,33%. Josivan ficou em quarto e Rodrigo Sérgio em quinto. Contudo, em articulação política de bastidores, Ludimilla conseguiu ser nomeada pelo então presidente Jair Bolsonaro, provocando forte campanha de protesto no âmbito interno da Ufersa e externamente.
Veja números de cada um dos candidatos AQUI, no pleito ocorrido em 15 de junho de 2020.
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Assinatura da ordem de serviço, com representante da Faculdade de Medicina da Ufersa, foi nesta quarta-feira (Foto: Célio Duarte)
O prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) assinou nesta quarta-feira (20), ordem de serviço que autoriza o início da construção da Policlínica de Mossoró. O terreno onde está sendo construído o novo equipamento de saúde foi cedido pela Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), localizado em frente à BR-110, na avenida Francisco Mota.
O equipamento de saúde irá beneficiar a população de toda região do Alto de São Manoel, e do município como um todo, desafogando os atendimentos no PAM do Bom Jardim.
A Policlínica terá mais de 1.500 metros quadrados de área construída, com um investimento de mais de 10 milhões de reais para obra e equipamentos, e também faz parte do programa “Mossoró Realiza”.
“Nós estamos muito felizes em fazer parte desse momento, aqui será um espaço de desenvolvimento social, não só para atender uma demanda estudantil, no qual a Ufersa tem o prazer de contribuir, mas principalmente de poder continuar transformando e melhorando a qualidade de vida das pessoas,” disse José Rodrigues, coordenador do curso de Medicina da Ufersa.
Registro interessante é que Allyson Bezerra é servidor de carreira da Ufersa, licenciado para exercer o mandato executivo. Na instituição, ele também militou na política sindical.
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