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UTI Pediátrica passa a ter nova empresa e equipe médica

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica que funciona no Hospital Wilson Rosado (HWR) deve ficar sem médicos especialistas na área a partir do dia 27 de dezembro. Isso porque o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) decidiu por não renovar o contrato com os médicos pediatras, que realizam o serviço há oito anos, somando o acordo em vigor atualmente com anteriores.

UTI Pediátrica não terá qualquer tipo de paralisação apesar da mudança de equipes (Foto: cedida)
UTI Pediátrica não terá qualquer tipo de paralisação apesar da mudança de equipes (Foto: cedida)

Essa informação acima foi passada ao Canal BCS (Blog Carlos Santos) agora à tarde por fonte ligada aos pediatras da Neoclínica, que tinha esse contrato em vigência. Contudo, oficialmente a Prefeitura Municipal de Mossoró contesta a notícia.

Procuramos ouvir a Secretaria de Comunicação Social do Município. Em Nota à Imprensa (veja boxe abaixo, nessa postagem) é asseverado que não ocorrerá solução de continuidade na prestação desse serviço. A UTI Pediátrica continuará funcionando normalmente.

Na verdade, a Neoclínica será substituída pela empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA), que já atua com médicos plantonistas e várias especialidades na municipalidade.

Nota à imprensa

Sobre a disponibilidade de médicos para a UTI pediátrica, a Prefeitura de Mossoró esclarece que, após o encerramento do contrato com a empresa Neoclínica no dia 27 deste mês, outra empresa assumirá a prestação desse serviço já no dia posterior, 28 de dezembro. Ou seja, o atendimento não será interrompido.

Em texto coletivo enviado à imprensa e pulverizado em redes sociais, os médicos pediatras que atualmente trabalham, na UTI, explicam que “em funcionamento há mais de oito anos, esta unidade atende, em média, 300 pacientes por ano, acolhendo crianças com as mais diferentes enfermidades e ofertando o suporte multiprofissional que estas demandam”.

Em entrevista ao Portal do Oeste, a secretária municipal da Saúde, Morgana Dantas, afirmou que a Sama conta com os profissionais necessários e que, inclusive, fornece os serviços de neuropediatra e psiquiatra infantil ao Município. Orientação da Procuradoria-Geral do Município e da Controladoria recomendou a alteração.

História

A UTI Pediátrica foi instalada em 2013, na curta gestão da prefeita Cláudia Regina (DEM, hoje União Brasil). Conheça a história real dessa conquista ou relembre, se for o caso:

Coube ao então vereador Tomaz Neto (PDT, hoje no Solidariedade) desencadear mobilização decisiva por uma UTI Pediátrica em Mossoró. Em pregação na Câmara Municipal e bradando através da imprensa e redes sociais, ele abriu caminho. No dia 2 de abril de 2013, ele liderou visita de vereadores ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) – veja AQUI – tentando um caminho para resolução de grave problema que ameaçava a vida de incontáveis recém-nascidos.

Foi nesse contato com médicos no HRTM, que surgiu a ideia de se instalar emergencialmente o serviço na rede privada.

Médico João Firmino do HRTM conversa com Genivan Vale, Luiz Carlos, Heró, Jadson e Tomaz Neto, que mobilizou colegas à visita de urgência (Foto: 02/03/2013)
Médico João Firmino do HRTM conversa com Genivan Vale, Luiz Carlos, Heró, Jadson e Tomaz Neto, que mobilizou colegas à visita de urgência (Foto: 02/03/2013)

Em nova sessão na Câmara Municipal no dia seguinte (3 de abril), Tomaz – reforçado por outros oposicionistas – defendeu instalação de UTI com inexigibilidade de licitação. Bebês estavam morrendo, vidas precisavam ser salvas, apelou.

Havia resistência da bancada e do líder do governo nesse poder, o vereador Francisco Carlos (DEM, hoje no PP), considerando impraticável a Cláudia assumir tamanha responsabilidade. O vereador, que atualmente está em novo mandato, mas na oposição, tinha gerido a Saúde local como super-secretário da ex-prefeita Fafá Rosado (DEM).

Dia 10 de abril de 2013, prefeita Cláudia na nova UTI Pediátrica (Foto: arquivo BCS)
Dia 10 de abril de 2013, prefeita Cláudia na nova UTI Pediátrica (Foto: arquivo BCS)

Ainda durante a mesma sessão, Cláudia Regina mandou comunicar ao seu líder que informasse a todos: determinara que a secretária de Saúde do Município, Jaqueline Amaral, viabilizasse a UTI Pediátrica.

No dia 10 de abril, uma semana depois, a UTI Pediátrica do Hospital Wilson Rosado estava pronta para funcionar com 10 leitos (veja AQUI).

Durante oito anos de gestão Fafá Rosado e oito anteriores de Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), governadora em 2013, o assunto foi ignorado e uma clínica privada, a Uniped (veja AQUI), chegou a fechar por não conseguir convênio para prestar esse serviço.

Bom que ninguém esqueça toda essa odisseia. Tem mocinhos, mas não faltam bandidos. Leia também o texto do link abaixo.

Leiam também: Herodes em Mossoró – Deem uma chance às nossas crianças

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Dêem uma chance às nossas crianças

Mossoró tinha 6 leitos pediátricos na Clínica Uniped e o hematologista Curi de Medeiros tem mais 10 equipamentos guardados há 3 anos. Pode isso? Pode.

Dor sem dimensão; perda sem palavra no dicionário

A Uniped fechou por não ter apoio para garantir assistência à criança em Mossoró; doutor Curi não recebeu incentivo da prefeitura para instalar sua UTI Pediátrica, mesmo com crianças morrendo por falta dessa unidade especial.

São 16 leitos de UTI pediátricas que Mossoró ignora.

Crianças morrem à míngua, porque a politicalha e privilégios na saúde falam mais alto.

Trabalhar e torcer por fechamento de hospital, seja lá de quem for ou quem o comanda, é um crime de “lesa Mossoró”. Estupidez sem tamanho.

Torço que prefeita Cláudia Regina (DEM) não repita esse crime hediondo. Centenas de adultos/crianças pagaram com sequelas e vida por essa loucura.

Nem Herodes foi tão cruel com crianças da Galileia.

Precisamos banir essa postura. Isso não é política. Nossas crianças merecem viver, sim.

Temos 16 leitos de UTI pediátrica encaixotados em Mossoró há meses/anos e nenhum em funcionamento, porque politicalha não permite, não quer.

Parem para pensar, reflitam, observem que crianças perderam vida por falta de humanidade, de respeito a um bem precioso e divino. Outras estão com danos irreparáveis.

Sou pai, sei o que é ser pai.

Já testemunhei casal amigo com bebê nos braços, morto, porque a criança não teve o direito de se manter viva, por falta de um leito de UTI.

Nada repara dor dessa dimensão.

Quem perde mulher, fica viúvo; quem perde a mãe, é órfão. Quem perde filho sequer tem vocábulo dicionarizado. É um eterno morto-vivo. Um zumbi.

Apelo, como cidadão, como pai: parem de brincar com a vida de tantas pessoas, apenas por interesses mesquinhos e ganância financeira/poder.

Dêem uma chance às nossas crianças!

Prefeitura ignorou 9 leitos de UTI Pediátrica

Fechada há vários meses, a Clínica Pediátrica Uniped tinha nove leitos para atendimentos a crianças de Mossoró e região.

Apesar dos esforços e da credibilidade de seus dirigentes e equipe, a Uniped não conseguiu credenciar qualquer um de seus leitos pediátricos pela Prefeitura de Mossoró, na gestão passada da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), “Fafá”.

A municipalização plena da Saúde Pública, em Mossoró, a cargo da prefeitura, ignorou esses equipamentos vitais à saúde de nossas crianças.

Hoje, algumas morrem, outras são transportadas às pressas para Natal, em busca de chance à vida.

Lamentável.

 

Saúde de Mossoró, uma radiografia do desrespeito à vida

O Governo do Estado acabou com as unidades próprias do Programa Farmácia Popular do Brasil em Mossoró. Os prédios sedes já foram desocupados – informa o jornalista Magno Alves.

A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte, inaugurada no dia 28 de dezembro do ano passado, quase três meses depois nunca entrou em funcionamento.

O Hospital da Mulher entregue à população com ótimos serviços no dia 9 de março do ano passado, praticamente está sem funcionar devido registros de corrupção (mais de R$ 8,4 milhões teriam sido rapinados em 6 meses) e impasse em “negócios” envolvendo entidade terceirizada e Governo do Estado.

UPA do Belo Horizonte fechada logo após inauguração é símbolo do descaso (Wilson Moreno)

Algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS), mantidas pelo município, estão sem pleno atendimento devido falta de médicos.

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) continua abarrotado de gente, sufocado e sem estrutura para a demanda.

Em Mossoró, mesmo quem possui plano de saúde privado enfrenta enorme dificuldades de atendimento; certas especialidades só existem em capitais como Natal e Fortaleza e consultas podem demorar semanas ou meses.

Remédios

A Casa de Saúde Dix-sept  Rosado (CSDR), quase fechada devido cerco político-administrativo e eleitoreiro pela Prefeitura de Mossoró, na gestão passada, funciona a duras penas e chega a fazer mais de 500 partos por mês, a custo bem inferior identificado no Hospital da Mulher.

Mossoró convive com índices preocupantes de Calazar em seres humanos e Hanseníase.

Existem queixas constantes à falta de remédios controlados em unidade de atendimento do Estado – Unicat.

Município viu fechar clínicas pediátricas importantes como Samec e Uniped.

Hospitais de retaguarda que poderiam amenizar superlotação do HRTM – que é para emergências – foram sendo asfixiados até a extinção, como o Santa Luzia etc.

Vale lembrar que nos últimos 16 anos o município foi governado por uma enfermeira e uma pediatra, respectivamente Fafá Rosado (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM).

Ferrados

Há mais de dois anos, a propósito, Rosalba é governadora do Rio Grande do Norte.

Estamos literalmente ferrados.

Nossos proeminentes políticos e seus familiares sempre são atendidos em hospitais da capital e no Albert Einstein ou Sírio Libanês de São Paulo.

A escumalha que se lasque.

Nota do Blog – Patético na foto de Wilson Moreno é o uso, atual, da UPA do Belo Horizonte: a cerca em sua volta é utilizada como varal para secar cascas de laranjas.

Pelo menos isso.

Dizem que a casca de laranja tem ótimo uso medicinal para crises de garganta e outros incômodos.

Fechamento de Uniped angustia pais e crianças de Mossoró

Mossoró, a “metrópole do futuro”, como a propaganda oficial vende aqui e alhures, dá outra demonstração de atraso e desleixo com presente e com o que virá adiante.

Estamos prestes a perder a “Uniped”, unidade de pediatria com assistência 24 horas/dia. Seus sócios não conseguem mais responder adequadamente à demanda, alto custo e à dificuldade de contratação de pediatras (escassez nacional).

Um comunicado está sendo enviado à sociedade, explicando as razões do fim de suas atividades, marcada para o dia 13 de julho.

Veja abaixo, a íntegra desse texto e, mais abaixo, a opinião do Blog:

Comunicamos o encerramento, improrrogável, das atividades da UNIPED – PEDIATRA 24 HORAS a partir de 13 de julho do corrente ano.

Depois de prolongadas negociações com grupos variados, visando à permanência dos serviços funcionando, sem lograr o êxito desejável, tomamos esta decisão, baseada, principalmente na dificuldade de contratação de novos pediatras e manutenção da UNIPED dentro de um orçamento financeiro adequado ao seu funcionamento, requisitos básicos para continuarmos dando um atendimento de qualidade.

Estamos conscientes que durante o período de funcionamento da UNIPED pudemos salvar inúmeras vidas, atendendo milhares de pacientes com a marca da competência, do zelo, da dignidade. Não sabemos fazer medicina de outra forma.

Lamentamos a falta de apoio e de valorização de uma arte tão complexa de atender crianças e adolescentes em horas das mais difíceis, qual seja a da dor, a da doença. Finalizando, agradecemos a confiança da população e enaltecemos a competência de nossa Equipe nesses quase 15 (quinze) anos.

A direção.

Nota do Blog – Sou testemunha pessoal da importância da Uniped. Seus sócios, cito aqui apenas para ilustrar, o doutor Dix-sept Rosado Sobrinho, converteram um negócio para ganhar dinheiro num bem público, num equipamento de alívio para nossos pequeninos.

Meus pequenos passaram por lá. Quantas vezes precisei levá-los ou familiares, tendo a plena garantia técnico-profissional, mas também o afeto humanista.

Continuamos, boquiabertos, vendo edifícios serem erquidos, festas pipocarem, praças e asfalto tomarem conta da paisagem da cidade. Sim, estamos crescendo.

Lamentavelmente, com o sacrifício de vidas e a desonra da inversão de prioridades.

Pobre Mossoró!