Na última sexta-feira (28), o Blog postou matéria que provocou o webleitor a opiniar quanto à posição a ser tomada pela facção da prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, na sua própria sucessão.
Foram dadas três opções, caso o casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não apoie, também, a postulação da vereadora Cláudia Regina (DEM), ungida até aqui pela facção de Fafá e do seu irmão, agitador cultural Gustavo Rosado (PV), o prefeito de fato:
A) Romper com Carlos e a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), lançando postulante próprio;
B) Apoiar a candidatura escolhida por Carlos e Rosalba;
C) Cruzar os braços e apenas acompanhar o desenrolar da sucessão.
Como se pode ver AQUI, em 31 comentários, a maioria preferiu fazer apologia ao nome de Cláudia Regina em vez de participar do debate. Quase ninguém acredita em rompimento ou distanciamento de Fafá e seu mano menor, da campanha sucessória.
E qual minha opinião?
Carlos Augusto Rosado vai apresentar seu próprio candidato ou candidata, no devido tempo, praticamente em cima das datas de convenções, em junho do próximo ano. E a facção de Fafá acatará a ordem, por uma questão de bom senso.
Há meses que a preferência de Gustavo é por seu lugar-tenente, espécie de “guru”, Chico Carlos (PV), secretário da Cidadania. Ocorre que mesmo despejando poderoso marketing em seu favor, Chico revelou-se como um pré-candidato “14 Bis”: mais pesado do que o ar. Uma bigorna. Na maioria das pesquisas, ele figurou com menos de 1% de intenções de voto.
Como se observa, nesse dado, o poder não pode tudo. Já pode muito mais. E quando é mal usado…
Cláudia virou opção, não uma predileção, devido a própria capacidade demonstrada em abrir caminho com esforço pessoal e carisma. Daí, acabou caindo na graça de Gustavo. Ainda não encanta Carlos e Rosalba.
Se Gustavo e Fafá não quiserem trabalhar para a campanha do ungido (a) por Carlos, tomará que rumo? Facilitará o caminho, por exemplo, para Larissa Rosado (PSB) se encaminhar para a prefeitura? Claro que não.
Os manos podem ser neófitos (não confundir com “ninfetas”) em política, mas não completamente atoleimados.
Eles tiveram quase oito anos para se firmarem como um grupo; não passaram de uma facção do rosalbismo. Até reeleger o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), ano passado, foi um esforço hercúleo e de custo incalculável.
Chegam à sucessão, que se aproxima velozmente, entre a cruz e a espada: cedem aos caprichos e ordens de Carlos ou entregam a prefeitura à adversária – Larissa Rosado – que virou inimiga, mesmo tendo o mesmo sangue.