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Sancionada lei que institui ‘Farmácia Viva’ na rede de saúde

Divaneide Basílio é autora  da proposição (Foto: João Gilberto)
Divaneide Basílio é autora da proposição (Foto: João Gilberto)

Um novo marco para a saúde pública potiguar foi estabelecido com a recente sanção da Lei nº 12.593 pelo Executivo Estadual. Aprovada por iniciativa da deputada Divaneide Basílio (PT), a legislação institui o Programa Farmácia Viva na rede estadual de saúde, ampliando o acesso a terapias baseadas em plantas medicinais e fitoterápicos, sob rigorosa supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

A nova legislação abrange desde o cultivo e beneficiamento até o armazenamento, manipulação e distribuição de plantas medicinais, além da dispensação de fitoterápicos no âmbito da Assistência Farmacêutica estadual.

“A iniciativa visa ampliar as opções terapêuticas para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) potiguar, promovendo o uso racional e embasado cientificamente de plantas medicinais e fitoterápicos, ao mesmo tempo em que reconhece e valoriza a cultura popular e os saberes tradicionais, orientando a comunidade sobre o uso adequado desses recursos”, justifica Divaneide Basílio.

Um dos pilares da Lei nº 12.593 é a inclusão e o fortalecimento de comunidades tradicionais. Entidades territoriais de Matriz Africana, populações indígenas, unidades produtivas de agricultura familiar, urbana e periurbana, além de outros povos e comunidades tradicionais, poderão atuar como parceiros. A lei enfatiza a importância de acolher esses saberes populares, conciliando-os com o conhecimento científico e as pesquisas desenvolvidas por universidades e institutos.

O programa também se propõe a fortalecer a cadeia produtiva de plantas medicinais, incentivando o cultivo sustentável, com prioridade para técnicas orgânicas, na agricultura urbana e em comunidades tradicionais, gerando renda e promovendo a educação ambiental. A legislação prevê ainda a promoção de pesquisas, o desenvolvimento de atividades de extensão, a realização de rodas de conversa, oficinas e campanhas educativas, além da conscientização e formação contínua de profissionais de saúde para incentivar a prescrição desses produtos. A criação de um banco de sementes também é um objetivo primordial para a preservação da biodiversidade local.

Para garantir a padronização e a segurança, a lei estabelece conceitos claros para planta medicinal, fitoterápico, chá e horto de plantas medicinais. O Programa Farmácia Viva deverá ter ações articuladas entre os municípios potiguares, seguindo as diretrizes nacionais do SUS para o uso de plantas medicinais e fitoterápicos, e poderá celebrar parcerias com universidades, laboratórios e institutos.

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Polícia combate desvio de remédios; servidores do Estado são afastados

PCRN começou ação logo cedo nesta quarta-feira (Foto: PCRN/Divulgação)
PCRN começou ação logo cedo nesta quarta-feira (Foto: PCRN/Divulgação)

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (03), a “Operação GH-404”, destinada a desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de somatropina, hormônio de uso restrito e controlado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), distribuído na rede pública de saúde do Estado.

As investigações, conduzidas pelo Departamento de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR/LD), tiveram início após comunicação da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN), que identificou divergências no controle de estoque e dispensações indevidas não reconhecidas pelos responsáveis legais dos pacientes.

Durante o cumprimento das medidas cautelares, autorizadas pela Justiça, foram apreendidos documentos, computadores, celulares e extratos bancários. A decisão judicial também determinou o afastamento cautelar de servidores públicos lotados na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT), para garantir a continuidade das apurações.

A ação contou com o apoio institucional da Sesap/RN e da Unicat, além do suporte operacional da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da PCRN.

A somatropina, hormônio de crescimento humano sintético (GH), tem uso restrito a indicações clínicas específicas, sendo proibida sua utilização para fins estéticos, de rejuvenescimento ou aumento de massa muscular.

O nome “GH-404” faz referência ao hormônio de crescimento humano (Growth Hormone – GH) e ao código “404”, expressão associada ao erro “não encontrado”, simbolizando as falhas de rastreabilidade e inconsistências identificadas no controle do medicamento.

O outro lado

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN se pronunciou, em nota, sobre a operação, e disse que isso é fruto de uma comunicação realizada pelas próprias instituições às autoridades policiais. Veja abaixo:

As gestões da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) esclarecem que a operação realizada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (3) é fruto de uma comunicação realizada pelas próprias instituições às autoridades policiais, com o objetivo de investigar suspeitas encontradas a partir de apurações internas.

A gestão coopera com toda a apuração e cumprimento das medidas judiciais de busca e apreensão e afastamento dos servidores investigados, tendo que suspender os atendimentos à população durante o período da manhã em virtude da operação policial, com a perspectiva de retorno do expediente à tarde.

Sesap e Unicat reforçam o compromisso em zelar pelos recursos públicos e pela saúde da população potiguar, sem compactuar com desvios de qualquer finalidade por parte de qualquer servidor.

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Nova indicação reduz risco de recidiva do câncer de mama

Medicamento Ribociclibe é reforço contra doença (Arte ilustrativa)
Medicamento Ribociclibe é reforço contra doença (Arte ilustrativa)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou uma nova indicação terapêutica que representa um novo momento no cuidado com o câncer de mama no Brasil. O Ribociclibe, da classe dos inibidores de CDK4/6, passa a ser indicado em combinação com terapia hormonal como tratamento adjuvante para pacientes com câncer de mama, com receptor hormonal positivo (RH+) e HER2 negativo (HER2-), e que apresentam alto risco de recidiva — mesmo em alguns casos sem comprometimento linfonodal.

A nova indicação foi aprovada com base nos resultados do estudo de Fase III Natalee, que demonstrou que a combinação de ribociclibe com terapia endócrina padrão reduz em 25% o risco de recorrência da doença, quando comparada à terapia hormonal isolada.

“Reduzir o risco de recidiva significa mais do que prevenir o retorno do câncer. Significa oferecer mais tempo, mais tranquilidade às pacientes e suas famílias”, afirma Lenio Alvarenga, diretor médico da Novartis Brasil.

Essa aprovação representa mais uma opção terapêutica no cuidado com o subtipo mais comum da doença, responsável por cerca de 70% dos casos diagnosticados[2]. Embora existam terapias eficazes para o tratamento inicial, pacientes continuam a enfrentar um risco elevado de recidiva, especialmente ao longo dos 20 anos após o diagnóstico2,4.

Esse cenário destaca ainda mais a importância da incorporação de estratégias terapêuticas que visam a prevenção da recorrência. Com base no estudo Natalee, a nova indicação do medicamento Ribociclibe representa uma possibilidade concreta de ampliar esse cuidado2. Além disso, no contexto brasileiro, onde o câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres e responsável por mais de 74 mil novos casos ao ano, essa inovação traz a oportunidade de beneficiar milhares de pacientes e reforçar o compromisso com um tratamento mais completo, duradouro e alinhado com os avanços da ciência.

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Doença renal rara tem tratamento aprovado pela Anvisa

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o cloridrato de iptacopana para o tratamento de adultos com Glomerulopatia por Complemento 3 (C3G). Trata-se do primeiro medicamento disponível para tratar a C3G, uma doença renal rara que causa inflamação e danos aos glomérulos renais, responsáveis por filtrar o sangue e produzir a urina.

O medicamento destaca-se por ser o único inibidor oral da via alternativa do complemento que atua seletivamente no que se acredita ser a causa subjacente da doença, pois reduz a proteinúria (quantidade anormal de proteínas na urina).

A Glomerulopatia por Complemento 3 (C3G) é uma doença renal rara, complexa e progressiva. A doença afeta pessoas de todas as idades, começando na infância e na vida adulta jovem. De modo geral, a C3G é mais comum em homens do que em mulheres. A cada ano, aproximadamente 1 a 2 novos casos de C3G por milhão de pessoas são diagnosticados em todo o mundo.

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Receitas de canetas emagrecedoras devem ser retidas por farmácias

Produto e diferentes marcas estão sob cuidados especiais (Foto ilustrativa)
Produto e diferentes marcas estão sob cuidados especiais (Foto ilustrativa)

Da CNN

A partir desta segunda-feira (23), farmácias e drogarias começam a reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A categoria inclui a semaglutida, a liraglutida, a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

Eventos adversos

A análise, segundo a agência, se baseou em dados de notificação do VigiMed, sistema disponibilizado pela Anvisa para que cidadãos, profissionais de saúde, detentores de registro de medicamentos e patrocinadores de estudos possam reportar suspeitas de eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas.

Em uma análise comparativa, o sistema de farmacovigilância, de acordo com a agência, sinalizou “muito mais eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas pela Anvisa no Brasil do que os dados globais”.

Ao apresentar seu voto, em abril, o diretor-presidente substituto da Anvisa, Rômison Rodrigues Mota, destacou que o incentivo ao uso de canetas emagrecedoras apenas com finalidade estética, acompanhado de promessas e depoimentos de rápida perda de peso e sem o devido acompanhamento médico, coloca em risco a saúde dos usuários:

“Estamos falando de medicamentos novos, cujo perfil de segurança a longo prazo ainda não é totalmente conhecido. Por isso, é fundamental o monitoramento e a vigilância. O uso sem avaliação, prescrição e acompanhamento por profissionais habilitados, de acordo com as indicações autorizadas, pode aumentar os riscos e os potenciais danos à saúde.”

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RN inicia distribuição de novas doses de vacinas contra Covid-19

Vacina combate novas cepas da doença (Foto: divulgação)
Vacina combate novas cepas da doença (Foto: divulgação)

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN) começou a distribuir nesta quinta-feira (12), o lote de 35 mil vacinas contra Covid-19 enviadas pelo Ministério da Saúde. Todos os municípios do RN serão alcançados.

As doses distribuídas são da vacina da Serum, que chega pela primeira vez aos estados e é uma vacina atualizada para proteção também contra as novas cepas da doença.

A vacina da Zalika Farmacêutica, já usada nos Estados Unidos e Reino Unido, será aplicada no Brasil em pessoas a partir de 12 anos, faixa etária aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). De acordo com o Ministério da Saúde, estudos mostraram segurança e eficácia de 90% contra casos sintomáticos em adultos, além de vantagens como maior prazo de validade, transporte e conservação simples (2°C a 8°C).

Além do envio de novas doses, a pasta também orientou sobre a estratégia de vacinação contra a Covid-19, inclusive como as novas vacinas devem ser aplicadas. Agora, assim como a vacinação de crianças, a vacinação contra Covid-19 integra o calendário nacional para gestantes e idosos. Gestantes receberão uma dose por gestação, e idosos, uma dose a cada seis meses.

Continuam no grupo especial de vacinação pessoas vivendo em instituições de longa permanência, imunocomprometidas, indígenas, ribeirinhos e quilombolas. Também integram o grupo as puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, comorbidades ou privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, além de pessoas em situação de rua.

Os grupos especiais recebem uma dose periódica, sendo a cada 6 meses para imunocomprometidos e a cada ano para os demais grupos.

Justiça Federal do RN libera associação para cultivo da cannabis

Lira tinha nomeação certa, com base constitucional, mas foi preterido  (Foto: arquivo)
Lira toma decisão importante para gerar atendimento a dezenas de pacientes (Foto: arquivo)

Decisão proferida pelo juiz federal Ivan Lira de Carvalho, titular da 5ª Vara Federal do Rio Grande do Norte (JFRN), autorizou a Vital –  Associação de Promoção à Medicina a efetuar o cultivo da planta Cannabis e a produção do óleo terapêutico dela advindo exclusivamente para fins medicinais. O magistrado determinou ainda que a Vital se submeta ao registro e controle administrativo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

“Ressalto, ainda, por medida de cautela, que não é permitido o cultivo da Cannabis individualmente, pelos associados da autora, até mesmo porque a presente ação ordinária foi proposta unicamente pela Vital, para ser reconhecido um direito seu que será revertido em prol dos seus associados”, escreveu o magistrado.

Nos autos, a associação informou que possui 106 pacientes cadastrados, a maioria com diagnóstico de Alzheimer, Diabetes, Fibromialgia, Parkinson e Neoplasia.

O magistrado analisou que “não se justifica a existência de regulamentos que autorizam, por exemplo, a importação de produto derivado da Cannabis por pessoa física e a fabricação, em território nacional, desses produtos – desde que com insumos importados -, deixando a Anvisa e a União de regulamentar tanto a etapa do plantio da Cannabis quanto da produção de seus extratos para fins medicinais”.

Ivan Lira chamou atenção ainda para o alto custo para aquisição de produtos a base de Cannabis no exterior, o que inviabilizaria qualquer espécie de tratamento.

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Estado distribui remédio para tratamento contra Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) distribuiu às oito Regionais de Saúde do Rio Grande do Norte o medicamento Paxlovid. Ele é indicado para o tratamento da Covid-19 e aprovado para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Remédio teve aprovação para uso contra Covid-19 (Foto: Reprodução)
Remédio teve aprovação para uso contra Covid-19 (Foto: Reprodução)

O estado recebeu do Ministério da Saúde um total de 22.500 comprimidos, que poderão ser utilizados para 750 tratamentos em adultos que não requerem oxigênio suplementar, mas que apresentam risco aumentado de progressão para Covid-19 grave.

O medicamento deve ser administrado após resultados positivos de teste viral direto de SARS-CoV-2, e no prazo máximo de 5 dias após o início dos sintomas.

O Ministério da Saúde em conjunto com diversos representantes da sociedade médica produziu o “Guia para uso do antiviral nirmatrelvir/ritonavir em pacientes com covid-19, não hospitalizados e de alto risco”. O documento trata sobre diferentes temas referentes ao uso deste antiviral como: pré-requisitos, definição de caso, diagnóstico, posologia, critérios para utilização, comorbidades, limitações de uso, precauções, contraindicações, interações medicamentosas,reações adversas, entre outros.

Para os critérios de distribuição aos estados foram considerados pelo Ministério da Saúde: taxa populacional (IBGE); casos confirmados de Covid-19 a partir dos 18 anos; casos confirmados de Covid-19 acima de 65 anos; e casos confirmados de Covid-19 em pacientes imunossuprimidos no período de 01 a 30 de setembro de 2022.

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Devo vacinar meu filho contra Covid-19?

O médico cardiologista, músico e escritor João Paulo Gurgel de Medeiros posta em sua página no Instagram, um ponto de vista com lastro científico, em que procura responder a uma pergunta que virou algo pertinente, nesses tempos de pandemia e surto de síndromes gripais: “Devo vacinar meu filho contra Covid-19?”Devo vacinar meu filho contra a Covid-19 - Dr. João Paulo Medeiros

Leia:

Desde o dia 16 de dezembro de 2021, a Agência Nacional autorizou a vacina Comirnaty® (Pfizer/BioNTech) para crianças de 5 a 11 anos de idade. Registrada no Brasil em 23 de fevereiro de 2021, a vacina foi autorizada para a faixa etária dos 12 aos 16 anos em junho do referido ano. Você está em dúvida se irá vacinar os seus filhos?

No ano de 2020, houve 1.203 mortes por complicações relacionadas à Covid-19 em pacientes com até 19 anos, sendo mais da metade delas na faixa etária dos 6 aos 19 anos. Em 2021, houve aumento para 1.422 óbitos na mesma faixa etária (quase 4 mortes por dia), sendo mais da metade também dos 6 aos 19 anos. Houve, portanto, um incremento no número de mortos entre os bebês, crianças e adolescentes.

A Sociedade Brasileira de Pediatria, com o mesmo entendimento das mais importantes comunidades científicas do mundo, e tendo como base a Literatura Científica, favorável aos benefícios da vacina, defende e apoia a vacinação na faixa etária dos 5 aos 11 anos. A eficácia em crianças foi de 90,7%, o que provavelmente irá reduzir, nelas, as internações e mortes por Covid-19 e SIM-P (Síndrome Inflamatória Multisisstêmica Pediátrica) pós Covid-19. Este benefício já foi demonstrado em adolescentes.

Os efeitos colaterais mais frequentes da vacina em crianças são dor no local da injeção (70%), sensação de cansaço e moleza (40%) e dor de cabeça (28%). O risco de desenvolver miocardite pela vacina é vinte vezes MENOR do que o risco de desenvolver miocardite durante a Covid-19.

Vivemos em uma época em que as informações seguem de forma deturpada e sem uma adequada checagem da realidade dos fatos. Assim, é esperado que haja tanta inconsistência em notícias diversas propagadas rapidamente pelos meios digitais. O movimento antivacina não é novo. Na página da BBC, há um bom texto sobre o assunto: “Da varíola à covid-19, a história dos movimentos antivacina pelo mundo”, por George Erman.

Esta postagem não tem nenhum caráter especulativo. É necessário que se coloque claramente que, se há dúvida quanto a vacinar ou não os seus filhos, o conjunto dos dados científicos indica: os benefícios da vacinação superam, e muito, os possíveis (e muito pouco prováveis) malefícios.

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Lei que garante uso medicinal da Cannabis é sancionada

Deputada é autora do projeto (Foto: Assecom/AL)
Deputada é autora do projeto (Foto: Assecom/AL)

O Projeto de Lei nº 0149/2021 de autoria da deputada Isolda Dantas (PT), aprovado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, foi transformado na Lei nº 11.055/2022, sancionada pela Governadora Fátima Bezerra (PT) no último sábado (15). A Lei trata do direito ao tratamento de saúde com produtos de Cannabis e seus derivados, do incentivo à pesquisa sobre o uso medicinal e industrial desse produto e da divulgação de informações sobre o uso medicinal para a população e para profissionais da área de saúde.

Tem como objetivos garantir o direito à saúde mediante o acesso a tratamentos eficazes de doenças e condições médicas; promover a educação em saúde, com base em evidências científicas atualizadas; incentivar a produção científica e o desenvolvimento tecnológico.

Acesso

“Uma luta que travamos na Assembleia junto com a Associação Reconstruir Cannabis Medicinal e conseguimos a aprovação da lei que foi sancionada pra Governadora Fátima Bezerra e que vai incentivar pesquisas ligadas ao uso medicinal e campanhas educativas para promover o acesso aos medicamentos à base da planta no estado”, celebrou Isolda Dantas.

A lei assegura o direito de qualquer pessoa ter acesso ao tratamento com produtos à base de Cannabis para uso medicinal, desde que com prescrição de profissional habilitado, observadas as disposições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e atendidos os requisitos previstos em lei.

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Vacinação infantil começa na segunda quinzena de janeiro

Do Canal Meio

A imunização de crianças entre cinco e 11 anos vai começar na segunda quinzena de janeiro, um mês depois de autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse ontem que esse é o prazo para a chegada das vacinas da Pfizer para esse público, embora a faixa etária ainda não tenha sido incluída no Plano Nacional de Imunização (PNI).

Segundo os governadores, 90% dos municípios têm condições de começar logo a imunização (Foto ilustrativa)
Segundo os governadores, 90% dos municípios têm condições de começar logo a imunização (Foto ilustrativa)

Segundo os governadores, 90% dos municípios têm condições de botar agulha no braço das crianças até 48 horas após a chegada das vacinas. Aliás, pelo menos 19 estados e o Distrito Federal já avisaram que vão ignorar a ideia de Queiroga (e Bolsonaro) de exigir prescrição médica para a imunização infantil. (g1)

A estimativa é que uma primeira leva de um milhão de doses da vacina pediátrica da Pfizer chegue no dia 10, com mais quatro milhões até o fim do mês.

Não há um cronograma fechado, mas a farmacêutica americana prevê entregar 20 milhões de doses desse imunizante no primeiro trimestre, o que seria suficiente para uma aplicação em quase toda população entre cinco e 11 anos, estimada em 20,4 milhões pelo IBGE. (Folha)

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Bolsonaro quer encerrar exigência de comprovante de vacina

Do Canal Meio

Estados e municípios já exigem comprovante de vacinação para uma série de atividades, mas o presidente Jair Bolsonaro pretende, na prática, acabar com isso. Ele anunciou que enviará ao Congresso uma Medida Provisória determinando que somente o governo federal possa estabelecer esse tipo de exigência.

Comprovante é uma exigência para acesso a diversos ambientes públicos e privados (Foto ilustrativa)
Comprovante é uma exigência para acesso a diversos ambientes públicos e privados (Foto ilustrativa)

“Tem uns itens (na lei) que falam das medidas a serem adotadas por qualquer agente sanitário, estado e município. Quero trazer para agente federal. Por mim, vacina é opcional. A lei era da pandemia, não falava de vacina ainda”, afirmou. Em abril de 2020 o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que estados e municípios têm autonomia para aplicar medidas de combate à covid-19, e é certo que a MP, se for editada, vai ser levada à Corte. (Poder360)

A ofensiva

A determinação de Bolsonaro contra o passaporte de vacinação dentro do país torna ainda mais remota a chance de ele atender à recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), feita em 12 de novembro, para exigir o documento de estrangeiros chegando ao Brasil.

Já existe uma ação no STF pedindo que o comprovante seja cobrado, e integrantes do governo tentavam convencer Bolsonaro a adotar a medida, mas ele parece mais inclinado a agradar sua base, onde ainda é forte o negacionismo. (Folha)

Nota do Canal BCS – Presidente e Governo Federal (do qual ele é chefe) duelam com ações e visões que se conflitam, algo nunca visto na República. À medida que o Governo Federal propagandeia sucesso da vacinação, o chefe de governo prega tudo em contrário. Não deve ser fácil viver nesse mundo surreal.

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Saúde começa testagem contra Covid-19 em aeroporto

Testagem será por amostragem (Foto ilustrativa)
Testagem será por amostragem (Foto ilustrativa)

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) inicia na tarde desta sexta-feira (13) ação de testagem da Covid-19 em passageiros que desembarquem no Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.

Os testes serão feitos por amostragem, em viajantes que sejam voluntários para a realização do teste rápido de antígeno. A ação conta com o apoio do Consórcio Inframerica – empresa que controla o terminal aéreo -, o município de São Gonçalo do Amarante e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

O posto de testagem servirá como mais um braço da Sesap na vigilância da epidemia, além de ampliar a possibilidade de rastrear as cepas em circulação no RN. Os testes serão operados por uma equipe da Secretaria de Saúde de São Gonçalo do Amarante.

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Falta de vacina para 2ª dose atinge mais de 1.100 municípios no país

Vacinação segue aquem das necessidades da população (Foto: Wilson Moreno/arquivo))
Vacinação segue aquem das necessidades da população (Foto: Wilson Moreno/arquivo))

Faltaram vacinas contra a Covid-19 em 322 Municípios para aplicação da primeira dose e em 1.142 para a segunda dose da imunização. As informações constam na pesquisa semanal realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O levantamento foi realizado de 10 a 13 de maio e contou com a participação de 3.051 Municípios de todo o país.

Segundo informações dos gestores municipais, a CoronaVac é a vacina esperada por 92% dos Municípios que relataram a falta de imunizante para concluir o esquema vacinal daqueles que já tomaram a primeira dose. A pesquisa também aponta que a vacinação nos grupos de grávidas e de pessoas com comorbidades já começou em milhares de cidades.

O levantamento feito pela CNM faz uma raio-x do enfrentamento à pandemia e mostra que mais de 2,5 mil Entes locais já imunizam o grupo com comorbidades. A quantidade de Municípios que realizam a vacinação de grávidas passou de 1.305 para 1.846 Municípios, da semana passada para esta.

Vale destacar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) recomendou a suspensão da Astrazeneca em gestantes para investigar a morte de uma jovem de 35 anos, após a primeira dose da vacina.

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Juízes e família vão poder ter vacina importada sem aval da Anvisa

De acordo com a ordem judicial, a associação não precisa que os imunizantes obtenham autorização de uso pela Anvisa (Foto ilustrativa)
De acordo com a ordem judicial, a associação não precisa que os imunizantes obtenham autorização de uso pela Anvisa (Foto ilustrativa)

Do Poder 360

A Justiça Federal concedeu autorização para que a Associação Nacional de Magistrados Estaduais (ANME) importe vacinas contra a covid-19 fora do PNI (Plano Nacional de Imunização) do Ministério da Saúde.

A decisão liminar foi proferida nessa 4ª feira (10.mar.2021) pelo juiz Rolando Valcir Spanholo da 21ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. Eis a íntegra (72 KB).

De acordo com a ordem judicial, a associação não precisa que os imunizantes obtenham autorização de uso pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a compra.

A análise do órgão, segundo o magistrado, deve ser feita apenas depois da chegada das vacinas no Brasil. A decisão aponta ainda que os imunizantes devem ser destinados apenas para os magistrados e seus familiares. Não foi concedida autorização para que a ANME comercialize vacinas a terceiros.

“Não podemos ignorar que a pesada burocracia administrativa (estipulada para períodos de normalidade) acaba impactando negativamente no ritmo de execução das ações de imunização por meio do sistema público de saúde”, afirmou o juiz Rolando Valcir Spanholo na decisão.

“É de fundamental importância que os interessados brasileiros estejam legalmente aptos a disputar, com o máximo de agilidade e de condições, a vinda do máximo possível de lotes dessas vacinas para o solo brasileiro”, disse o magistrado.

Motoristas

Em março, Spanholo também autorizou o Sindmaap-DF (Sindicato dos Motoristas Autônomos de Transportes Privado Individual por Aplicativos do Distrito Federal) a importar vacinas contra a covid-19. Eis a íntegra (48 KB).

No pedido feito à Justiça, o sindicato argumentou que os profissionais e seus familiares estão expostos a “níveis maiores de risco de contaminação pelo vírus”. Pela decisão, o sindicato também ficou dispensado de obter autorização da Anvisa para a importação.

“Não há razão para se impor/condicionar que a deflagração das operações de importação dessas vacinas dependam de prévia anuência da Anvisa (que, notoriamente, enfrenta dificuldades para cumprir, nos prazos legais, o seu papel regulatório –vide a infinidade de ações que tramitam perante este foro nacional de Brasília com o escopo de atacar a sua histórica mora, gerada pelos motivos já delineados acima) e/ou da edição de uma regulamentação especial”, declarou o juiz na decisão.

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Ministério acerta compra de 20 milhões de vacinas indianas

Covaxin ainda não tem aval da Anvisa (Foto ilustrativa)
Covaxin ainda não tem aval da Anvisa (Foto ilustrativa)

Do Congresso em Foco

O Ministério da Saúde anunciou a assinatura de contrato para importar 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech contra a covid-19. O contrato, avaliado em R$ 1,614 bilhão, deve selar a entrega dos imunizantes –que não passaram por testes no Brasil– até o mês de maio.

A importação será feita pela Precisa Medicamentos, uma empresa de importação e distribuição com sede em Barueri (SP) e que já importava testes de covid-19 do país asiático. Segundo um comunicado do Ministério da Saúde, o primeiro lote de 8 milhões de doses deve chegar ao país ainda no mês de março.

Sem aval

Em abril, outro lote de 8 milhões de doses deve chegar ao país. O último lote, de 4 milhões de doses, deverá ser entregue no mês de maio.

A vacina indiana da Covaxin não tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e só poderá ser aplicada no Brasil após autorização da agência reguladora.

Uma decisão da própria agência, tomada neste mês, pode contribuir para o sucesso da vacina no Brasil, já que a necessidade de estudos em Fase 3, a mais ampla e decisiva, foi retirada nos casos de uso emergencial.

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Estados e municípios podem comprar vacinas; Fátima comemora

Do G1 e Blog Carlos Santos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (23) autorizar estados e municípios a comprar e a distribuir vacinas contra a Covid-19. A permissão valerá caso o governo federal não cumpra o Plano Nacional de Imunização ou caso as doses previstas no documento sejam insuficientes.

No RN, a governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu a notícia com entusiasmo. E antecipou que não vai ficar parada. “Farei o que estiver ao meu alcance para garantir novas doses ao RN o quanto antes. Aqui o nosso compromisso é com a vida!” – disse em suas redes sociais.

Postagem da governadora Fátima mostra interesse em agir em faixa própria (Reprodução BCS)
Postagem da governadora Fátima mostra interesse em agir em faixa própria (Reprodução BCS)

Unanimidade

O julgamento foi feito em plenário virtual, no qual os ministros inserem os votos no sistema eletrônico. A ação julgada foi apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e a decisão do STF foi tomada de forma unânime.

A tese define ainda que as vacinas eventualmente compradas pelos governos locais precisam ter sido aprovadas, em prazo de 72 horas, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Caso o prazo não seja cumprido, a importação pode ser liberada se houver registro nas agências reguladoras da Europa, dos Estados Unidos, do Japão ou da China.

Nota do Blog – A que ponto esse país sem prumo chegou: o STF decide a política a ser adotada no enfrentamento da Covid-19. A falta de um comando central que realmente consiga tratar o assunto com agilidade, responsabilidade e eficiência, acaba gerando essa descentralização baseada no temor de que o governo federal não consiga cumprir minimamente com seu dever.

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Anvisa reage a pressões do Centrão em luta política por vacinas

CentrãoDo Canal Meio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) reagiu ontem à mais ostensiva tentativa de politizar as vacinas contra a Covid-19. A agência topou bater de frente com setores políticos no Congresso Nacional.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), ameaçou “enquadrar” a agência para que aprove o uso emergencial de 11 vacinas. Segundo Barros, os diretores da Anvisa “não estão nem aí” para a pandemia. O presidente da agência, Antônio Barra Torres, chamou o deputado às falas, afirmando que ou o parlamentar deve formalizar denúncias que tenha contra a Anvisa ou se retratar.

Lobby intenso

Com a repercussão, o presidente Jair Bolsonaro acabou desautorizando o líder, dizendo que a Anvisa “não pode sofrer pressão”.

No cerne da polêmica está a liberação da vacina russa Sputnik V, apelidada de “vacina do Centrão” e “vacina do Bolsonaro”. Ela é objeto de um lobby intenso, comandado pelo ex-deputado e ex-governador do DF Rogério Rosso (PSD), que tem grande trânsito junto ao Centrão. Segundo o presidente da Anvisa, nos 22 anos da agência “pouquíssimas vezes houve tanta movimentação política”.

A questão é que, não testada no Brasil em fase 3, a Sputnik V pode livrar o governo federal da incômoda dependência da CoronaVac, importada e produzida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

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Entenda a eficácia da vacina CoronaVac, liberada pela Anvisa

Veja explicação bem simples sobre a vacina CoronaVac, dada pelo professor-doutor microbiologista Bruno Severo Gomes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE):CoronaVac - microbiologista Bruno Severo da UFPE explica didaticamente os seus efeitos em uma ilustraçãoA CoronaVac é uma das duas vacinas – veja AQUI – contra a Covid-19, liberadas nesse domingo (17), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

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Anvisa autoriza uso de duas vacinas contra Covid-19

Do G1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou neste domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. A reunião que discutiu o tema durou cerca de 5 horas.

Os diretores acompanharam o voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos. No caso da Coronavac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em “Diário Oficial”.ANvisaSegundo a Anvisa, somente o termo de compromisso assinado pelo Instituto Butantan precisa ser publicado no “Diário Oficial da União”, o que pode acontecer ainda neste domingo (17) em edição extra. De acordo com a agência, o termo já está pronto e será enviado ao instituto para ser assinado e publicado assim que assinado.

O termo de compromisso prevendo o envio, até o dia 28 de fevereiro, dos resultados sobre a imunogenicidade da CoronaVac foi uma das exigências da relatora do processo para o uso emergencial. A imunogenicidade é a capacidade que uma vacina tem de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos.

Ao proclamar o resultado, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou:

“A imunidade com a vacinação leva algum tempo para se estabelecer. Portanto, mesmo vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento social e higienize suas mãos. Essas vacinas estão certificadas pela Anvisa, foram analisadas por nós brasileiros por um tempo, o melhor e menor tempo possível. Confie na Anvisa, confie nas vacinas que a Anvisa certificar e quando ela estiver ao seu alcance vá e se vacine.”

Segundo Leonardo Filho, estatístico da Anvisa, a eficácia da Coronavac é de 50,4%, em percentual arredondado. Segundo o gerente de Medicamentos, Gustavo Mendes, a eficácia da vacina de Oxford é de 70,42%.

Durante apresentação dos dados, Gustavo Mendes informou ainda que a área técnica da Anvisa recomendou a aprovação do uso emergencial das duas vacinas, “condicionada ao monitoramento das incertezas e reavaliação periódica”. Mendes também ressaltou que há aumento no número de casos e ausência de alternativas terapêuticas.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Enfermeira de 54 anos é vacinada com a CoronaVac em São Paulo.

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Justiça manda Anvisa botar barreira sanitária em aeroporto

O Juiz Federal Magnus Augusto Delgado, titular da 1ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, determinou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) instale barreira sanitária e de inspeção nos voos nacionais e internacionais no Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante.

Aeroporto: União ignora seu papel (Foto: TN)

A Anvisa terá 24 horas para cumprir a decisão, que atende a pedido do Ministério Público Federal.

O magistrado decidiu que a Agência deverá fornecer todo apoio necessário para que o Estado do Rio Grande do Norte, com auxílio de instituições que repute necessárias como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e órgãos municipais, implante barreira nos locais considerados de risco pelo Governo do Estado, inclusive fortalecendo a segurança sanitária no aeroporto.

Nota do Blog – Que país sem comando. Precisar o MPF acionar a justiça para que o Governo Federal cumpra uma obrigação basilar, nesses tempos nebulosos de pandemia.

Francamente!

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Fátima discute plano de contingência contra coronavírus

A governadora Fátima Bezerra (PT) convocou uma reunião para a próxima segunda-feira (16), às 15h, na Escola de Governo.

Em pauta, a discussão de um plano de ações de prevenção e combate à propagação do coronavírus no Rio Grande do Norte.

Os dirigentes do Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas já confirmaram presença no evento.

Também foram convidados todos os prefeitos do RN, secretários municipais de Saúde, igrejas, federações patronais e centrais sindicais. Participarão da reunião equipes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

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