“O campo não é atraso, é produção, é dignidade e é cidadania”, disse Isolda (Foto: João Gilberto)
A entrega de equipamentos dentro do programa Mecaniza RN foi tema do pronunciamento da deputada Isolda Dantas (PT), na sessão plenária desta quinta-feira (26), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A parlamentar destacou que a governadora Fátima Bezerra e o secretário estadual de Agricultura Familiar, Alexandre Lima, realizaram a entrega de mais de 40 equipamentos voltados à mecanização da agricultura familiar. Segundo ela, o programa já soma mais de R$ 4,5 milhões em investimentos e prevê a distribuição de mais de 400 máquinas para todas as regiões do estado.
Entre os equipamentos entregues estão tratores adequados à realidade do pequeno produtor, plantadeiras e pulverizadores adaptados. Isolda ressaltou ainda parcerias com a Ufersa, a Uern e uma universidade da China, além de emenda parlamentar superior a R$ 300 mil destinada ao programa.
“Estamos dando um passo importante para aposentar a enxada e melhorar a vida de quem produz o alimento que chega à nossa mesa. O campo não é atraso, é produção, é dignidade e é cidadania”, afirmou.
A China acaba de dar um passo na regulamentação dos influenciadores digitais.
Agora, quem quiser falar sobre temas como medicina, direito ou educação precisará comprovar formação acadêmica ou experiência profissional.
As novas regras, publicadas pela Administração Estatal de Rádio e Televisão (SART) e pelo Ministério da Cultura e Turismo (MCT) exigem que os criadores apresentem certificações válidas às plataformas, que passam a ser responsáveis por revisar e aprovar o conteúdo antes da publicação.
Além disso, está proibido exibir ostentação exagerada, conteúdo sexualmente sugestivo ou o uso de deepfakes para manipular imagens de figuras públicas.
O objetivo, segundo o governo chinês, é “normalizar o comportamento profissional” no ambiente digital e reduzir a desinformação.
A medida faz parte de uma política mais ampla de controle sobre a influência das plataformas, que movimentam bilhões no país.
Agora, até mesmo o livestreaming (transmissão em tempo real) terá limites de idade e horário, e os influenciadores deverão declarar renda e pagar impostos corretamente.
Em tempos de influência algorítmica e poder digital, a China levanta uma questão global: Quem deve ter o direito e a responsabilidade de informar milhões de pessoas online?
Howard Lutnick e Donald Trump: relações precisam de “consertos”(Foto Mandel Ngan/AFP)
Do Canal Meio e outras fontes
Os últimos dias foram marcados por incertezas sobre se, de fato, o presidente americano Donald Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva irão se encontrar ou ao menos conversar numa tentativa de distender as tensões que têm marcado a relação entre os dois países nos últimos meses. Ainda sem data, formato ou temas definidos, a reaproximação entre Lula e Trump hoje parece mais distante do que há uma semana, quando os dois se encontraram por intensos 39 segundos, de acordo com o presidente americano, nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Diplomatas brasileiros defendem que, antes de um encontro formal, Lula e Trump conversem por telefone ou videoconferência, numa tentativa de minimizar os riscos de que algo não saia como o esperado devido ao temperamento intempestivo do presidente americano. Neste domingo, mais uma vez, funcionários do alto escalão do governo americano deram provas de que a relação entre Washington e Brasília parece longe de estar pacificada. Howard Lutnick, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, disse que as relações com o Brasil precisam de “um conserto”. O secretário ainda colocou o Brasil — junto com Índia e Suíça — em uma lista de países que prejudicam os Estados Unidos. (g1)
O presidente brasileiro não fez muito caso das declarações do secretário de Comércio americano. Usou o domingo ensolarado para fazer uma caminhada em homenagem aos 95 anos do Ministério da Educação (MEC) e aproveitou para mais uma vez levantar sua bandeira da hora: a soberania brasileira. “Essa é a caminhada da soberania educacional do Brasil”, disse o presidente, que demonstrou boa forma ao fazer o percurso de 3 km em 31 minutos, alternando pequenos trotes com caminhada. (CNN Brasil)
Enquanto segue em atrito com o Brasil, o governo americano tenta estreitar os laços com a Argentina de Javier Milei e usar o país para frear o avanço chinês na América do Sul. O afastamento da superpotência asiática seria uma das condicionantes impostas por Washington para liberar uma nova linha de empréstimo de US$ 20 bilhões a fim de resgatar a Argentina de mais uma crise cambial que ameaça quebrar o país. A Casa Rosada negou que haja condicionantes para o empréstimo, mas interlocutores próximos a Milei confirmaram que equipes técnicas dos dois países vão se reunir para definir as formas de implementação da ajuda. (Globo)
Para ler com calma. O primeiro ano de governo Trump tem sido marcado também pela maneira agressiva com que tem usado o peso militar e econômico dos Estados Unidos para redefinir a relação com a América Latina, numa ofensiva sem paralelo desde a Guerra Fria. O movimento mistura tarifas, sanções e ataques aéreos contra adversários, enquanto aliados recebem pacotes de ajuda e promessas de cooperação. A estratégia, apelidada por analistas de “Doutrina Donroe”, ecoa a lógica do antigo “quintal americano”, agora moldada pelos objetivos centrais de Trump: frear a imigração, conter o tráfico de drogas e enfrentar a crescente influência chinesa na região.
Presidentes afinados com o discurso trumpista, como Milei e Nayib Bukele, de El Salvador, foram recebidos com entusiasmo e fecharam acordos rápidos. Já líderes como Lula, Nicolás Maduro, na Venezuela, e Gustavo Petro, na Colômbia, enfrentam ataques duros e crescente isolamento diplomático. (Wall Street Journal)
A China anunciou planos para lançar o primeiro robô humanoide de gravidez do mundo, equipado com um útero artificial.
Criado pela Kaiwa Technology, o protótipo deve ser apresentado até 2026 e custar cerca de R$ 70 mil. O robô terá em seu abdômen, um sistema capaz de simular 10 meses de gestação, com líquido amniótico artificial e fornecimento de nutrientes por tubos, imitando o processo natural.
Segundo o fundador da empresa, a tecnologia já é madura em laboratório e agora será integrada a um corpo humanoide, permitindo interação direta entre pessoas e o “robô-grávido.”
A expectativa é que a inovação possa atender casais inférteis e pessoas que não querem passar pela gestação natural.
A ideia, no entanto, provoca fortes debates:
✅ Para alguns, trata-se de um avanço no combate à infertilidade.
✅ Para outros, é uma violação ética, ao “desconectar” a gestação do vínculo humano.
Estaríamos diante de uma nova fronteira da reprodução humana?
Trump, um recuo estratégico para poder dar um freio de arrumação (Foto: Web)
O presidente americano Donald Trump anunciou no início da tarde desta quarta-feira uma pausa de 90 dias na cobrança de tarifas em todos os países que não retaliaram a cobrança. A medida não vale para a China, que terá sua alíquota de importados aumentada para 125%.
“Com base no fato de que mais de 75 países entraram em contato com representantes dos Estados Unidos — incluindo os Departamentos de Comércio, Tesouro e o Representação Comercial (USTR) — para negociar uma solução para os temas em discussão relacionados a comércio, barreiras comerciais, tarifas, manipulação cambial e tarifas não monetárias, e que esses países, por minha forte recomendação, não retaliaram de forma alguma contra os Estados Unidos, autorizei uma PAUSA de 90 dias, e uma tarifa recíproca substancialmente reduzida, de 10%, também com efeito imediato”, afirmou Trump por meio de sua rede social, a Truth Social.
Para a China, que anunciou nesta manhã um aumento para 84% em importados americanos, a tarifa dos EUA sobre produtos chineses aumentará dos atuais 104% para 125%:
“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou, por meio deste, aumentando a tarifa cobrada da China pelos Estados Unidos da América para 125%, com efeito imediato”, afirmou o republicano.
No Brasil, o dólar, que chegou a operar em alta de mais de 1% e encostou nos R$ 6,10 na manhã desta quarta, iniciou trajetória de queda e alcançou os R$ 5,87 na mínima do dia. Às 14h26, a moeda americana operava em baixa de 1,5%, aos R$ 5,89.
Trump também afirmou que limitará as tarifas, quando voltar a cobrar após 90 dias, em 10%. No caso do Vietnã, que sofreu cobrança de 46%, terá a partir de julho cobrança de apenas 10% sobre os preços.
Nota do BCS – Impressiona as piruetas e surtos desse senhor. Parece birra de criança mimada. Que coisa!
Allyson Bezerra e Fábio Queiroga: evento de peso na China valoriza fruticultura mossoroense (Foto: Célio Duarte)
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), foi convidado nessa segunda-feira (07), para participar da feira internacional “Frutas do Brasil – Festival China 2025”, que acontecerá de 12 a 19 de maio deste ano, na cidade de Xangai, na China. O convite foi feito pelo presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX-RN), Fábio Queiroga, e também pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS).
O objetivo do evento é desenvolver e aprimorar o entendimento do mercado chinês para melões produzidos no Brasil, principalmente em Mossoró, e liberado para exportação para a China. A missão comercial contemplará também um dia de visita na feira de alimentos Sial China 2025, realizada no período de 19 a 21 de maio na cidade de Xangai.
‘’É um imenso orgulho saber que o melão de Mossoró, além da uva de Petrolina/PE, são as únicas frutas habilitadas para comercialização na China. Isso mostra o potencial da nossa economia e capacidade dos nossos empresários’’, afirmou Allyson.
Fábio Queiroga destacou a importância da participação do gestor na feira internacional. “A presença de Vossa Excelência contribuirá significativamente para a ampliação da visibilidade do agronegócio potiguar, bem como para o fortalecimento das relações institucionais e comerciais entre Mossoró e o mercado asiático”, citou ele.
MIchelson e Patrícia: aposta em produtos, serviços e tecnologia globais nos 40 anos (Fotomontagem do BCS)
A Repet – Indústria de Comunicação Visual, empresa genuinamente mossoroense, chega aos 40 anos de vida neste ano de 2025. A aposta de seus sócios, Michelson Frota e Patrícia Ramos, é ousada e em boa parte tem insumos e elementos diferenciais do outro lado do mundo, no Oriente. Precisamente, na gigante China.
O casal embarca nessa terça-feira (25) para o país de 1,4 bilhão de habitantes e avanços que impressionam em sua economia, espécie de ‘capitalismo de estado.’ Michelson Frota e Patrícia Ramos viajam numa delegação com grupo de empresários e conexões com fio de transmissão ligado a fornecedores nacionais e internacionais.
De 26 de fevereiro a 9 de março o “Tao” (‘caminho’, ‘via’, na tradição filosófica e religiosa do Taoísmo) de ambos é esse: negócios da China.
A viagem será uma oportunidade para explorar tecnologias inovadoras e tendências globais que podem agregar ainda mais valor aos processos da Repet (O roteiro completo da viagem – denominada de China Experience – está disponível no site oficial: //bannerjetnachina.com.br/roteiro/).
“Estar na China neste momento será mais uma experiência transformadora. O país é um exemplo de como tecnologia, cultura e economia podem se unir para criar um mercado altamente competitivo e inovador, com expansão global sem fronteiras”, comenta Frota. “Voltaremos com insights valiosos que certamente irão impactar positivamente nossos projetos”, afirma Patrícia Ramos.
Referência no Nordeste em Comunicação Visual e Têxtil, a Repet vai atualizar seus clientes, parceiros e amigos em qualquer parte do mundo, com o passo a passo dessa viagem. O endereço é esse. Anote aí: //www.instagram.com/repetdigital/
Melão é produto que regularmente aparece em destaque (Foto: divulgação)
As exportações do Rio Grande do Norte cresceram 42,6% em 2024 em relação ao ano anterior, chegando a US$ 1,1 bilhão. Com isso, ao longo de 2024, o comércio exterior do Estado alcançou um volume recorde de transações, atingindo US$ 1,7 bilhão — soma das exportações com as importações (US$ 595 milhões).
Esses números estão na mais recente edição do Boletim Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), com as informações da Balança Comercial do RN, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (07/01), por meio da plataforma “Comex Stat”.
Ao longo do ano, a pauta de exportação foi diversificada, com destaque para óleos combustíveis (US$ 558,7 milhões), melões frescos (US$ 120,1 milhões), óleo diesel (US$ 86,7 milhões) e melancias frescas (US$ 52,9 milhões).
Os principais produtos importados nos doze meses de 2024 foram células fotovoltaicas (US$ 129,1 milhões), “outras gasolinas” (US$ 92,2 milhões), grupos eletrogêneos de energia eólica (US$ 54,6 milhões), trigo e centeio (US$ 49,6 milhões) e óleo diesel (US$ 40,7 milhões).
Destinos
Os cinco principais destinos das exportações potiguares no período foram: Singapura (US$ 199,3 milhões), Países Baixos (US$ 189,2 milhões), Ilhas Virgens Americanas (US$ 187,8 milhões), Estados Unidos (US$ 66,1 milhões) e Reino Unido (US$ 52,2 milhões).
Nas importações, os principais parceiros foram: China (US$ 260,4 milhões), Estados Unidos (US$ 76,2 milhões), Suíça (US$ 44,1 milhões), Argentina (US$ 34,3 milhões) e Países Baixos (US$ 32,7 milhões).
Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)
A nona edição do Mossoró Oil & Gas Energy (MOGE), encerrada no último dia 28, no Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, superou as expectativas. Alcançou números recordes de participantes e de geração de negócios.
Com um total de 9.941 visitantes, a feira movimentou em torno de R$ 43 milhões em negócios.
Segundo a Redepetro RN, entidade realizadora do Mossoró OIl & Gas Energy, o montante é resultado de negócios diretos e indiretos realizados durante o evento, entre 26 e 28 de novembro. Nesse contexto estão inclusos serviços de montagem da feira e de estandes, fardamentos, hotelaria, restaurantes, negociações diretas entre expositores, assim como no Petrosuplly Meeting, as conhecidas rodadas de negócios.
Somente nessas rodadas, as estimativas de negócios giram em torno de R$ 34 milhões. Nos três dias de evento, foram realizados 240 encontros, que reuniram em mesas de negociações empresas fornecedoras de bens e serviços e 11 grandes operadoras do setor (Brava Energia, Halliburton, SLB, Mandacaru Energia, Origem, Perbras, Petroreconcavo, Tecnogera, Pecom, Subsea Drilling e Alvopetro). A iniciativa é realizada pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, apoiador do evento, e faz parte das estratégias do Polo Sebrae Onshore.
De acordo com o presidente da Redepetro RN, José Nilo dos Santos, o desempenho reforça a condição do Moge como maior evento de petróleo e gás onshore da América Latina e o consolida como vetor de oportunidades do segmento.
José Nilo acrescenta que, além dos impactos econômicos, os resultados exitosos do evento têm papel decisivo no fortalecimento de todo o onshore, especialmente de Mossoró e do Rio Grande do Norte.
“Todos os números obtidos nos deixam muito felizes e convictos da importância da Mossoró Oil & Gas Energy para o fortalecimento do onshore nacional. Realizar o evento é um grande desafio, mas vimos na edição deste mais um grande êxito, coroado pelo número de participantes e de negócios, que impactam a economia, estimulam a atração de novos investimentos e reforçam o papel importante de Mossoró e do RN para o setor”, avalia José Nilo.
O incremento nos números soma-se ao crescimento estrutural do evento que, na edição deste ano, ampliou para três o número de pavilhões (eram dois no ano anterior), onde foram instaladas as três arenas temáticas (Petróleo e Gás, Inovação e ESG) e área de exposição. Também aumentou o número de estandes, que saltou de 130 em 2023 para 208 em 2024.
Internacionalização
Além de toda a representatividade e protagonismo no Brasil, o Mossoró Oil & Gas Energy se consolida também, em âmbito internacional, diante da crescente participação de empresas e representantes estrangeiros no evento.
Somente na edição deste ano, a feira reuniu participantes de países como Argentina, Belize, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Equador, Honduras, México, Portugal, Espanha, Estados Unidos, Emirados Árabes, Reino Unido e Venezuela. Oito estandes foram destinados a empresas internacionais, que enxergaram no Moge oportunidades de negócios e ampliação de mercado.
No que se refere a Brasil, o evento alcança praticamente todos os estados da federação, com participação de empresas e/ou empresários de 19 dos 26 estados brasileiros.
Parceria
Ainda conforme o presidente da Redepetro RN, os números positivos do Mosoró Oil & Gas são reflexos diretos da soma de esforços em torno do trabalho em prol do fortalecimento do onshore. Ele lembrou a importância de parceiros, a exemplo do Sebrae RN, Ufersa, patrocinadores e expositores, para o crescimento do evento.
“Um evento grandioso como o Mossoró Oil & Gas Energy se faz com a força de grandes parceiros, que ao lado da Redepetro defendem o fortalecimento do onshore e que, desde o início, acreditaram no protagonismo de Mossoró e do RN no setor”, pontua.
Professor Francisco de Lima Júnior é um dos participantes dos estudos (Foto: Divulgação)
O professor Dr. Francisco de Lima Júnior, da Universidade do Estado do Rio Grande Norte (UERN), participa da capacitação na Summer School 2024 International Intelligent Agricultural Machinery and Equipment Training Program, na China Agricultural University, em Pequim. A presença do professor no exterior faz parte da parceria da iniciativa Brasil-China para Mecanização Agrícola da Agricultura Familiar.
A Uern é uma das instituições parceiras.
Participam da capacitação 20 pesquisadores de várias partes do mundo, de países parceiros da China, em tecnologia voltada para agricultura inteligente aplicada à mecanização da agricultura familiar. Do Brasil, são seis profissionais que estão na capacitação, sendo dois do RN, um da Uern e um do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).
A capacitação segue até o dia 28 deste mês. Os dois pesquisadores do RN participarão da residência tecnológica em agricultura familiar que está sendo instalada em Apodi, e receberão os pesquisadores chineses a partir de setembro.
“Vamos in loco conhecer como as coisas funcionam, além de conhecer também alguns aspectos ligados ao turismo que eles vão fazer um com a gente. Então, é uma oportunidade muito interessante, muito motivadora e que estou aproveitando ao máximo. No retorno a gente vai socializar com os colegas que estão vinculados ao projeto. Agradeço demais a Uern por me proporcionar essa experiência, além da Universidade Agrícola da China que está financiando a minha estadia aqui”, destaca o professor.
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Isolda estará ao lado de outros parlamentares nordestinos (Foto: Assessoria)
A deputada estadual Isolda Dantas (PT) anunciou que comporá a Delegação de Autoridades Políticas Brasileiras que visitará a China, em abril. Além de Seminário entre o Partido Chinês e o Partido dos Trabalhadores, a deputada integrará reuniões com organizações, universidades e empresas chinesas para tratar do tema da mecanização da agricultura familiar.
Segundo sua assessoria, a parlamentar quer defender, especialmente, a instalação de uma fábrica de máquinas na cidade de Mossoró (RN).
A delegação brasileira será composta por deputados estaduais e federais e senadores do Nordeste, liderada pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. A agenda será cumprida em Pequim, Xangai, Xiamen e Fujian
“Essa viagem é uma oportunidade para estreitar os laços e ampliar a troca de conhecimento, firmando a parceria China-Brasil pelo fortalecimento da agricultura familiar e desenvolvimento em Mossoró e todo o Rio Grande do Norte”, afirma a deputada.
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A Índia foi por muitos anos vista como a relação pobre com a China, retida por um setor estatal esclerosado e burocrático. O país tem enormes problemas de pobreza e infraestrutura precária, mas está começando a emergir como rival de seu grande vizinho, com o tipo de crescimento econômico que já foi o orgulho de Pequim. A Índia com população de 1,4 bilhão de pessoas ultrapassou recentemente o Reino Unido, como a quinta maior economia global e pode ser a terceira em 2030
O mundo se familiarizou com super milionários chineses, como Jack Ma, o fundador do Alibaba. A Índia rivaliza e tem empresários de expressão global, como Gautam Shantilal Adani, bilionário indiano e fundador do Adani Group, conglomerado multinacional focado no desenvolvimento e operações portuárias na Índia. Em 2022, Adani se tornou a segunda pessoa mais rica do mundo, de acordo com a Forbes.
O Banco Asiático de Desenvolvimento projetou que a economia da Índia crescerá um ritmo acelerado de 7,2% este ano, o maior entre os 46 países da região da Ásia e do Pacífico.
O PIB do país cresceu 13,8% no final de 2023. Os controles da pandemia foram suspensos e a produção e serviços cresceram. Os fatores que influem nesses resultados são a liberalização econômica do setor privado, rápido crescimento da população ativa e do realinhamento das cadeias de suprimentos globais da China. A participação indiana no produto interno bruto mundial mais do que triplicou, desde 1992. Nesse ano, o PIB dos EUA foi 18 vezes maior que o da Índia. Hoje o múltiplo caiu para sete.
A Índia parece motivada para continuar sua marcha de crescimento, criando situações de ultrapassagem da Alemanha e o Japão.Há a pretensão de aumentar o setor de manufaturas e desafiar a China como exportadora número 1 do mundo. O país beneficia-se de uma classe média de bom nível, o que ajuda a desenvolver setores de TI (Tecnologia da Informação) e produtos farmacêuticos. Também tem uma forte demanda do consumidor, que responde por cerca de 55% da economia, em comparação com menos de 40% na China.
O que poderá dificultar a ascensão indiana são os conflitos fronteiriços com a China, que fazem parte de um impasse militar na região de fronteira disputada pelos dois países, desde 5 de maio de 2020, resultando em combates e tiroteios frequentes.
China e Índia estão separadas pela cordilheira do Himalaia e compartilham fronteiras com Nepal e Butão. Ao longo dos limites terrestres há dois territórios em disputa. Esses conflitos estremecem as relações entre os dois gigantes. Não há qualquer indício de uma solução para a disputa fronteiriça de décadas, o que pode levar a uma nova onda de tensões, a qualquer momento. A verdade é que China e Índia continuam sendo ferozes rivais.
Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal
“Um importante passo para a consolidação do Rio Grande do Norte como um polo de investimentos no Brasil e no mundo. Estamos trabalhando para garantir um futuro próspero e sustentável para o nosso estado e para o nosso povo”. Foi assim que a governadora Fátima Bezerra (PT) definiu as parcerias firmadas pelo Estado do Rio Grande do Norte com empresas chinesas em missão realizada no país asiático entre os dias 11 e 19 de abril.
Apresentação do Porto-Indústria na China (Foto: Assecom)
O governo faz um balanço dessa estada da governante na China, compondo delegação comandada pelo presidente Lula (PT).
Durante a visita, a chefe do executivo estadual e a comitiva potiguar se reuniram com representantes de importantes empresas chinesas, como a China Communications Construction Company (CCCC), a State Grid e a Kerui, para apresentar as potencialidades do RN e buscar parcerias que possam impulsionar o desenvolvimento econômico do estado, além de tratar de temas importantes como agricultura familiar, mineração e gemas.
Em menos de 24 horas após a apresentação do projeto do Porto-Indústria Verde do Rio Grande do Norte, feita pela comitiva potiguar, a CCCC oficializou o pedido de acesso ao estudo de viabilidade e detalhes do processo. A empresa informou que enviará técnicos para aprofundar os detalhes do projeto em maio. A CCCC tem atuação em 159 países e construiu sete dos dez maiores portos do mundo.
O Porto Indústria Verde é pensado para servir como apoio à indústria das energias renováveis, fabricação e montagem de equipamentos e exportação, bem como para a produção de hidrogênio e amônia verde.
Energia eólica
Já a State Grid, que possui 15 mil km de linhas de transmissão no Brasil e é pioneira na instalação e operação de parques eólicos no Rio Grande do Norte, comunicou que participará dos dois leilões do governo federal para novas linhas de transmissão. Uma delas atende o estado, com capacidade de transmitir 500gw.
A comitiva potiguar afirmou à empresa que o Rio Grande do Norte está preparado para expandir sua matriz energética com a utilização de fontes como o offshore e o hidrogênio verde. O governo estadual está comprometido em assumir o papel de liderança na produção de energia renovável, tendo em vista que o estado já completou uma década na vanguarda da produção de energia eólica no Brasil. A meta é assumir a dianteira na próxima fase de transformações energéticas, por meio da produção de hidrogênio verde.
Petróleo e gás
A Kerui, maior empresa de petróleo e gás da China, também se reuniu com a governadora e anunciou investimento de 500 milhões de dólares no Brasil, sendo 60% desse valor destinado ao estado do Rio Grande do Norte. A empresa planeja instalar um escritório em Mossoró e construir uma planta de gás natural.
A empresa foi a primeira companhia privada chinesa a obter um contrato de infraestrutura com a Petrobras. Em 2018, fechou contrato para construção de uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), em parceria com a empresa brasileira Método Potencial, que é o maior projeto de tratamento de gás natural do Brasil e representa investimento de aproximadamente US$ 600 milhões de dólares.
Agricultura Familiar
Para o secretário da Sedraf, Alexandre Lima, a pauta relacionada à agricultura familiar foi muito positiva para o estado. “Foi uma visita que deu uma visão muito boa da realidade da mecanização da agricultura familiar da China e atendeu perfeitamente todas as nossas expectativas. Primeiro porque nós pudemos ver no local os equipamentos sendo fabricados e ampliar o diálogo com as fábricas. Segundo porque serviu para aprofundar a articulação com a Universidade Agrícola da China”.
Visita à Universidade Agrícola da China (Foto: Assecom)
A agenda é um desdobramento do Acordo de Cooperação firmado entre o Consórcio Nordeste, representando os nove estados da região, e a China em setembro de 2022, visando a Mecanização Agrícola na Agricultura Familiar com maquinários desenvolvidos no país oriental.
Segundo Alexandre, a expectativa é que o maquinário chegue ao Rio Grande do Norte no segundo semestre desse ano para serem testados e validados. “Com isso será possível realmente a gente dar passos importantes para viabilizar a utilização desse maquinário no processo de tecnificação e modernização da agricultura familiar do Rio Grande do Norte e do Nordeste. E o Rio Grande do Norte será certamente um dos protagonistas desse processo de mecanização da agricultura familiar”, avaliou o secretário da Sedraf.
A cooperação com a China visa superar o baixo índice de mecanização agrícola na agricultura familiar, especialmente do Nordeste, onde, segundo o IBGE (2017), somente 2,3% da agricultura familiar possui mecanização; 0,5% das propriedades nordestinas possuem algum tipo de equipamento para semear e só 0,2 % utilizam algum tipo de equipamento para colher o que produzem.
A Universidade Agrícola da China (CAU) possui dois mil professores, 25 mil alunos e monitora a utilização de mais de um milhão de máquinas utilizadas naquele país por agricultores familiares. Estudos apontam que a mecanização promove aumento de 15% na produção e redução de 30% na emissão de carbono.
Mineração e Gemas
Outro destaque da visita foi a parceria para instalação de um laboratório de gemas, que funcionará no IFRN do município de Currais Novos. A governadora Fátima Bezerra esteve no Instituto de Recursos Minerais da Academia Chinesa de Ciências Geológicas (CAGS), com o vice-presidente Yan Chengyi, onde assinou um acordo de cooperação que irá trazer avanços na implantação do Laboratório de Certificação de Gemas no Rio Grande do Norte. Este é um passo importante para a mineração, especialmente para as pedras preciosas que são extraídas do estado.
O instituto geológico da China participará com treinamento e outros recursos. Além disso, a senadora Zenaide Maia destinará emendas no valor de dois milhões de dólares para equipamentos. A expectativa é que a iniciativa possa quadruplicar o valor dos minerais e pedras preciosas da região.
A criação do laboratório de gemas, previsto para ser integrado às instalações do Centro de Tecnologia Mineral do IFRN, em Currais Novos, irá abrir o mercado internacional para os produtores de pedras preciosas do Brasil, com foco principal na China e Ásia e potencial para atingir outras partes do mundo.
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Fátima, ao lado de embaixadores, agora há pouco (já dia na China), em suas redes sociais
A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou há poucos minutos (22h56 – horário do Brasil e 09h56 na China), o início de sua agenda na república chinesa.
Postou foto em rede social própria, com o seguinte texto: “Começando o dia com uma foto muito emblemática! O Embaixador do Brasil, Mauro Vieira, e o Embaixador do Brasil na China, o potiguar Marcos Bezerra Abbott Galvão.”
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Na política internacional um dos acontecimentos de maior relevância foi o restabelecimento de relações entre Irã e Arábia Saudita, através de uma mediação da China.
Ilustração Globo News
Aliás, a assinatura do acordo ocorreu no mesmo dia em que Xi Jinping foi oficializado para um terceiro mandato à frente do gigante asiático. O fato terá influência, inclusive no Brasil.
Irã e Arábia Saudita envolveram-se em uma luta feroz pelo domínio regional e essa disputa de décadas é agravada por diferenças religiosas. O Irã é majoritariamente xiita, enquanto a Arábia Saudita tem os sunitas como principal vertente.
Quem são os sunitas? Entre 86% a 90% dos muçulmanos são sunitas. O nome vem da expressão “Ahl al-Sunna”: “povo da tradição”.
No caso, a tradição se refere a práticas derivadas das ações do profeta Maomé. Para eles, líderes muçulmanos subsequentes são figuras temporárias.
Quem são os xiitas? Os xiitas começaram como facção política: “Shiat Ali”, ou partido de Ali.
O Ali era genro de Maomé, e os xiitas reivindicam o direito dele e dos descendentes de liderar muçulmanos.
Xiitas são a maioria da população no Irã, Iraque, Bahrein, Azerbaijão e, segundo algumas estimativas, também do Iêmen.
Mas também existem comunidades xiitas importantes no Afeganistão, Índia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Catar, Síria, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes
O distanciamento ocorreu em 1980, ao final de uma década turbulenta, após a Revolução Iraniana de 1979 e a guerra entre Irã e Iraque, entre 1980 e 1988.
Um grupo militante apoiado pelo Irã, chamado Hezbollah al-Hejaz, foi formado como uma organização clerical semelhante ao Hezbollah libanês – com a intenção de realizar operações militares dentro da Arábia Saudita.
Esses conflitos dividiram o Oriente Médio entre xiitas e sunitas e alimentou uma atmosfera de grande desconfiança entre o Irã e seus vizinhos ao longo do Golfo (de maioria sunita).
O fato novo é o restabelecimento dos laços diplomáticos na última sexta feira, após uma ruptura que havia escalado as tensões no Golfo e contribuído para a instabilidade do Oriente Médio.
Um aspecto a ser analisado é a vitória da China nessa reaproximação entre Irã e Arábia Saudita.
Pequim tem interesses em ambos os países. Mantém parceria estratégica com Teerã e é um dos principais compradores do petróleo saudita.
As primeiras consequências foram os dois países concordando em reativar um acordo de cooperação na área de segurança assinado em 2001, além de um tratado anterior do campo comercial.
Não se pode negar que o episódio signifique uma mudança de paradigma para contra-atacar o domínio dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Mesmo com os avanços diplomáticos, muitos problemas surgirão pela frente.
As duas potências reaproximadas apoiam grupos rivais nas guerras civis do Iêmen e da Síria, além de outros conflitos.
Segundo analistas, Israel é o maior derrotado do acordo.
Perde o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que apostava suas fichas no restabelecimento de relações diplomáticas com os sauditas para ampliar uma frente contra o Irã.
O problema é que, a partir de agora, os sauditas não integrariam uma coalizão contra Teerã.
Os sauditas já vinham dialogando com os iranianos e calcularam que simplesmente teriam mais benefícios tendo relações diplomáticas do que sendo inimigos.
A balança do poder mudou no Oriente Médio.
Não deixa de ser uma dor de cabeça para Washington, principalmente o fortalecimento da China.
Isso fará com os americanos intensifiquem esforços para proteger o seu grande aliado que é Israel, atualmente numa situação política caótica.
Há quem diga, que de agora por diante ficou mais fácil a China recuperar Taiwan.
Veremos!
Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal
A China, mesmo sendo um regime político centralizador, passa por momentos de tensão política, semelhantes aos países ocidentais.
Foto de protestos públicos recentes na China (BBC)
As manifestações populares nas ruas de Pequim e Xangai, ocorrem justamente quando o presidente, Xi Jinping, 69, foi reeleito para seu terceiro mandato.
Ocupa o cargo desde 2013 e ficará por pelo menos mais cinco anos, com poderes ampliados.
Ele é o líder mais poderoso da China, desde o primeiro chefe da era comunista, Mao Tsé-Tung, que morreu em 1976.
Xangai – Circulam vídeos mostrando alguns manifestantes gritando “Xi Jinping, renuncie!” e também atacando o Partido Comunista Chinês, uma rara demonstração de hostilidade contra o presidente e o regime em Xangai, a capital econômica do país.
A população é contra a política draconiana de combate a Covid, que dura quase tres anos, com sucessivos “lockdowns” (confinamento das pessoas).
Protestos – O fenômeno demonstra que as pessoas mostram sua impaciência e reclamam nas ruas.
Os manifestantes exigem a abertura do espaço político.
Centenas de jovens cantam slogans críticos sobre a política e o poder antiepidêmico da China.
Liberdade – O movimento está se espalhando para dezenas de universidades e cidades chinesas, demonstrando a crescente revolta de parte da população diante de uma política cada vez mais restritiva de combate a Covid e as liberdades individuais e civis.
Táticas – A repressão ao movimento se reduz, mas ainda são usadas táticas de protesto como, por exemplo, quando em Pequim centenas de manifestantes seguravam folhas de papel branco – simbolizando a censura – em silêncio, em vários cruzamentos, antes que a polícia chegasse e os dispersasse.
Abertura – Não se pode negar que o mundo assiste sinais de abertura política na China.
Quando será?
Não se pode prever.
Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal
Estamos iniciando o plantio das primeiras áreas de melão e melancia da safra 2022/23 para atender ao mercado internacional. Assim, é importante que o nosso produtor conheça os seus potenciais concorrentes e sua produtividade. Na Tabela abaixo colocamos uma síntese em termos mundial.
A produção mundial de melão atingiu 28,468 milhões de toneladas ocupando uma área de 1.068.238 hectares, com produtividade média de 26,6 toneladas por hectare.
Melão é um produto de grande apelo comercial (Reprodução)
A nossa produtividade está muito abaixo daquela de países tradicionais no cultivo de melão como China e Espanha, entretanto, precisamos avaliar que percentual dessas áreas cultivadas pelos dois países são em campo aberto como é 100% da nossa produção.
Outro aspecto importante é que a Espanha trabalha muito com o melão Pele de Sapo e no nosso caso trabalhamos com praticamente todos os grupos de melão. A China produz muito melão cantaloupe que normalmente apresentam uma produtividade maior do que o tradicional melão amarelo, muito cultivado no Brasil.
No próximo ano completaremos 40 anos de cultivo de melão no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE com destino ao mercado externo. Nesse período de 40 anos acumulamos muito conhecimento técnico e passamos de duas empresas na primeira metade dos anos 80 para cerca de 50 empresas na primeira metade dos anos 2020.
Todo esse crescimento foi feito graças ao setor privado, verdadeiros herói e aos investimentos do Governo Federal em obras de infraestrutura hídrica, como as barragens do Castanhão (Nova Jaguaribara – Alto Santo – CE), Armando Ribeiro Gonçalves (Açu – Itajá – São Rafael), Santa Cruz (Apodi), entre outras.
País
Área plantada (milhões de ha)
Produção (milhões de toneladas)
Produtividade (toneladas/ha)
China
385.756
13,838
35,9
Turquia
76.129
1,725
22,7
Índia
59.000
1,33
22,5
Iran
58.520
1,28
21,9
Cazaquistão
51.258
1,17
22,7
Guatemala
28.384
0,665
23,1
Brasil
23.827
0,614
25,8
Espanha
18.520
0,611
33,0
Marrocos
16.830
0,505
30,0
França
13.110
0,267
20,3
Egito
7.848
0,216
27,5
Tabela: Área cultivada (ha), Produção (milhões de toneladas) e produtividade (toneladas por hectare) de melão em países produtores. Fonte: FAOSTAT (2020). A coluna da esquerda não está na ordem de volume de produção. A Espanha está em décimo primeiro no ranking mundial.
O Governo Federal e os governos estaduais também investiram em obras de infraestrutura de perímetros irrigados como o DIBA (Distrito Irrigado Baixo Açu – Alto do Rodrigues), DIJA (Distrito Irrigado Jaguaribe – Apodi – Limoeiro do Norte), DISTAR (Distrito Irrigado Tabuleiro de Russas – Russas), entre outros.
Cajarana chega à Serra do Mel
Durante a nossa visita à Feira de Orgânicos de Mossoró conversamos com os sócios da Associação dos Produtores do PA Favela, que apesar de pertencer ao município de Mossoró, se relaciona mais com a municipalidade da Serra do Mel em função de estar instalado na divisa dos dois municípios.
A boa notícia é que os produtores já viabilizaram a instalação de 4,5 ha de cajarana e estão incentivados a aumentar a área.
Os produtores estão usando dois tipos de cajarana. Uma que produz frutos grandes (inicia a produção mais cedo – janeiro/fevereiro) e a que produz frutos pequenos e saborosos (produção mais tardia).
A concretização dos pomares de cajarana no PA Favela pode servir de modelo para que outras agrovilas possam implantar os pomares de cajarana e facilitar a instalação futura de uma fábrica de polpa de cajarana, agregando renda ao produtor. Também facilita a negociação com fábricas de polpa instaladas em outras regiões, como está acontecendo com o PA Pitomba em Governador Dix-Sept Rosado que negocia com o apoio do município a entrega do fruto para uma grande fábrica de polpa instalada na Serra de Pereiro.
Outro aspecto importante é que a cajarana passaria a ser uma fonte de renda no primeiro semestre e o caju no segundo semestre, como já é tradicional.
Prioridades de políticas públicas para o negócio rural
Nesses tempos em que se antecede as candidaturas ao Governo do RN, se faz necessário uma análise da situação atual do desenvolvimento do negócio rural do RN. Ambas, agricultura empresarial e agricultura familiar, precisam ser pensadas dentro das suas prioridades e necessidades. Vamos começar pelas demandas da nossa agricultura irrigada. Depois, abordaremos o tema para a agricultura familiar:
Construção de faixas de velocidade lenta ao longo da BR 304 para melhorar o fluxo de veículos pesados para os Portos de Natal, Mucuripe e Pecém e, como consequência, melhorar o fluxo de veículos pequenos.
Ligação da BR 304 a BR 406, com a construção de duas pontes (Macau e Areia Branca) facilitando o escoamento da produção da agricultura irrigada para o porto de Natal e o fluxo de turistas na Costa Branca.
Reinício do projeto de irrigação Santa Cruz do Apodi com o redirecionamento para um perímetro irrigado de agricultura sustentável (agricultura orgânica, agroecologia, agricultura sintrópica e similar).
Requalificação da área de lazer da Barragem de Santa Cruz visando melhorar o fluxo de turistas da região e, como consequência, atrair a população que trabalha no negócio rural da Chapada do Apodi.
Construção da Estrada do Arenito para beneficiar os produtores de caju, ligando os municípios de Severiano Melo e Apodi ao município de Tabuleiro do Norte (Olho Dágua da Bica), facilitando a ligação com a BR 116 e, consequentemente, com os portos cearenses (Mucuripe e Pecém).
Reinício da construção da Estrada do Melão (Etapa II) para beneficiar os produtores de Mossoró e Baraúna facilitando o escoamento da produção via BR 304 ou via RN 015 (Mossoró-Baraúna), e, como consequência, facilitar o escoamento da produção de derivados da indústria do calcário, já que na região há três fábricas de cimento e inúmeras fábricas de cal.
A estrada do melão também vai facilitar o acesso da população do Vale do Jaguaribe para as praias da Costa Branca do RN, notadamente Tibau, Grossos e Areia Branca.
Construção de uma via ligando a BR 110 a RN 117 a altura dos assentamentos Monte Alegre I e II para beneficiar o escoamento da produção de frutos tropicais, pois naquela microrregião já existe várias empresas instaladas e outras em processo de instalação.
Instalação de um packinghouse coletivo para embalar os frutos produzidos pelos pequenos produtores destinados ao mercado externo.
Requalificação do sistema de poços profundos dos assentamentos da região da grande MAISA como forma de beneficiar os produtores assentados.
Duplicação da RN 015 (Mossoró-Baraúna) facilitando o desenvolvimento da agricultura irrigada, da indústria do calcário e atração da população do Vale do Jaguaribe para o setor de comércio e serviços de Mossoró.
Requalificação da Estrada do Cajueiro, facilitando o acesso à Chapada do Apodi (Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte). Integração das águas da Barragem de Santa Cruz com a Lagoa do Apanha peixe como forma de perenizar a mais tradicional lagoa da região do Apodi – Caraúbas e Felipe Guerra.
O Semiárido ampliará a exportação de manga na safra 22/23
O Brasil trabalha com a expectativa de ampliar em cerca de 8% a exportação de manga, apesar da preocupação das empresas exportadoras com a logística de colocação do produto no mercado de destino no tempo em que o produto ainda chega com a qualidade que o consumidor deseja.
Os principais problemas de logística verificados no ano passado como escassez de contêineres e frequência de navio devem se repetir na atual safra.
Como praticamente toda a exportação de manga para os Estados Unidos e Europa é feita por empresas instaladas no Semiárido (Polo do Submédio do São Francisco – Juazeiro Petrolina e Polo de Agricultura Irrigada RN – CE) então, pode-se afirmar que o Semiárido será responsável pelo incremento.
A região do Submédio São Francisco (polarizada por Juazeiro e Petrolina) responde por cerca de 90% das exportações de manga do país.
O país exporta manga durante todo o ano, mas o grosso da exportação ocorre no segundo semestre.
O ano passado o Brasil exportou 272 mil toneladas de manga, o que correspondeu a cerca de 250 milhões de dólares, ou ¼ das divisas do país em termos de exportação de frutos frescos.
Os produtores trabalham com um rendimento médio de 30 toneladas por hectare.
O mercado mais importante para a manga do Semiárido Brasileiro é o da União Européia (EU), sendo o Porto de Roterdã (Holanda) responsável pelo recebimento de 70% dos volumes de exportação. Os outros portos de destino da nossa manga são os da Espanha e Reino Unido.
O país exporta manga também para os Estados Unidos e, em menor volume, para Coréia do Sul e Oriente Médio.
Nessa safra o produtor trabalha com receios dos preços da manga no mercado internacional em função do problema mundial da inflação e do comportamento da economia como um todo nos países importadores.
Mossoró sustentável
Após avançar na troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de led, o município de Mossoró precisa agora dar um passo a frente no aspecto de sustentabilidade ambiental. É necessário sintonia da gestão municipal com a nova realidade do país. Esse movimento já foi iniciado por dezenas de prefeituras ao redor do país, embora os passos ainda sejam lentos.
A troca de luminárias proporciona também uma enorme redução no custo final de energia à PMM (Foto: PMM)
Em São Paulo, o Desenvolve SP, banco de fomento do governo estadual, criou linhas de crédito especialmente voltadas a projetos de eficiência energética e energia renovável. Uma das orientações é promover a construção, nos municípios, de usinas fotovoltaicas para gerar energia solar, limpa e de baixo custo.
Segundo dados do Desenvolve SP, desde o início da pandemia, em março de 2020, até maio deste ano, foram financiados R$ 213,2 milhões para 59 prefeituras paulistas – o Estado tem 645 municípios. Os recursos foram utilizados para projetos de infraestrutura urbana, incluindo energia renovável, eficiência energética, água, saneamento, pavimentação e recapeamento. Nos dois anos anteriores à crise sanitária (2018 e 2019), foram financiados R$ 185,8 milhões. Portanto, houve aumento de 15%.
No setor privado, o Desenvolve SP reporta alta de 81,7% no financiamento para projetos sustentáveis em 2021. No ano passado foram desembolsados R$ 186,2 milhões para projetos que atendem a critérios ESG, contra R$ 102,5 milhões em 2020.
Seguindo o exemplo de São Paulo, o município de Mossoró pode trabalhar em sinergia com o Governo do Estado ou procurar um financiamento para instalar uma fazenda solar em bancos de desenvolvimento. O incentivo de bancos de fomento, inclusive do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é fundamental para acelerar o processo.
Os analistas internacionais são unanimes, na opinião de que Putin ao invadir a Ucrânia meteu-se em um “beco sem saída”, levado por informações falsas do seu staff.
Agora, procura justificar, pois não sabe bem como sair.
Os objetivos iniciais russos não foram atingidos e a evolução da guerra revela que os serviços de informação subestimaram o adversário.
Putin é um hiper-presidente, que concentra os poderes necessários para uma guerra longa.
A obsessão do líder russo é recuperar o domínio sobre o antigo espaço soviético.
Ele deseja o regresso da Rússia ao palco principal das relações internacionais.
Nessa ótica, as ambições russas concentram-se em invasões territoriais, com aconteceu na Crimeia.
Neste contexto, a sua posição é dificilmente abalável, a não ser por uma traição interna.
Não havendo traição caberá ao Ocidente permitir a Putin uma saída honrosa, para evitar o pior.
Por outro lado, a China também tem interesse de buscar o “cessar fogo”, pois o Ocidente é o seu grande mercado e não poderá perdê-lo pelo apoio a um líder sitiado.
Entretanto, até agora, os chineses adotam a política do “nem sim, nem não, antes pelo contrário”.
O país busca não se comprometer.
Caso Putin enverede pelo caminho da “destruição total”, a China deixará a neutralidade e poderá deter a Rússia.
Sem a China, a Rússia não sobrevive.
Xi Jinping teria uma grande oportunidade de surgir perante o mundo como o líder que conseguiu a paz.
Isso aumentará significativamente o seu prestígio político.
Um dado importante na análise do conflito é a bravura do presidente ucraniano Zelensky, o que não estava nos planos de Putin.
Ele arregimentou pessoalmente a população para fazer frente aos tanques russos, as baterias antiaéreas começaram a abater aviões e helicópteros, e aquilo que se previa simples e fácil para o Exército russo transformou-se num inferno.
Estrategistas russos avaliaram que a invasão da Ucrânia seria uma operação rápida e cirúrgica.
Bastaria um bombardeio inicial, um ataque limitado por terra, para neutralizar o “inimigo.
Putin considerou Zelensky um cómico e não um guerreiro.
Esperou que na primeira ameaça, ele fugiria para o Ocidente, e na capital ucraniana seria colocado um “colaborador do Kremlin”.
Tal não aconteceu.
A Ucrânia resiste bravamente.
Caso não se encontre saída diplomática, a evolução da resistência ucraniana poderá assemelhar-se ao que ocorreu no Vietnam, onde franceses e americanos, apesar de toda superioridade militar, foram obrigados a deixar o país.
Para pôr fim à violência devastadora, o mundo espera que seja encontrada alternativa, capaz de trazer de volta a paz.
Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal
Na quadra de gelo, à baixíssima temperatura, os atletas deram um verdadeiro show de superação nas Olimpíadas de Inverno 2022, em Beijing, na China, encerradas no domingo (20/02).
Fora das quadras, a China deu mais um show de marketing político, marcando mais um gol de placa, elevando seu prestígio internacional, esbanjando simpatia e passando uma imagem de país acolhedor.
Foto: reprodução multiverso
Talvez você esteja se perguntando: e o que o esporte e a política tem a ver um com o outro? Tudo! Cada vez mais países com histórico de violações a direito humanos, como perseguição a minorias étnicas e ataques a liberdade de comunicação e expressão têm investido em eventos esportivos.
Esse movimento político de usar o esporte para limpar a imagem desses países acusados de violações a direitos humanos tem um nome: “sportwashing” (esporte e lavagem). Além de render milhares de dólares em patrocínios e movimentar positivamente toda a cadeia do turismo, as competições esportivas internacionais ajudam a desviar a atenção, ainda que temporariamente, de eventuais notícias negativas envolvendo violações perpetradas por esses países.
Copa do mundo, jogos olímpicos, corridas de fórmula 1, torneios de tênis e compras bilionárias de times europeus, com contratações de astros do futebol por cifras astronômicas, envolvem a prática do “sportwashing” por alguns países de origem asiática e do mundo árabe.
Reportagem da Exame, de 07/10/2021, informou que um fundo de investimentos de 430 bilhões de dólares ligado ao governo da Arábia Saudita (e bilionários indianos) comprou, por exemplo, o clube inglês Newcastle United. O príncipe saudita a frente dos negócios é acusado pelos americanos da morte (ainda não comprovada) do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018, um ex-correspondente do jornal “Washington Post” e ferrenho crítico do governo saudita. Seu corpo jamais foi encontrado.
Embora o termo “sportwashing” venha sendo utilizado mais recentemente, a prática de desviar (apagar e/ou também esconder) as atenções negativas por violações a direitos humanos e fazer propaganda governamental positiva disfarçada por meio do esporte não é nova.
Como bem assinalou o portal brasileiro de notícias Poder360, em 16/10/2021, a Itália sediou a Copa do Mundo de 1934, no auge da ditadura facista de Benito Mussolini. E Hitler, após o autogolpe, recebeu em Berlim a 10ª edição dos Jogos Olímpicos, os últimos antes da 2a. Guerra Mundial.
E não muito distante do Brasil, a Argentina do general Jorge Rafael Videla, em plena ditadura portenha, sediou a Copa do Mundo de 1978 como uma jogada de marketing político para melhorar a aprovação do combalido regime militar.
O jogos de Beijing 2022 foram acusados por organizações de defesa dos direitos humanos e pela imprensa internacional de propaganda descarada por usar um atleta ‘uigure’ para acender a chama olímpica na cerimônia de abertura.
O governo chinês enfrentou acusações de cometer crimes contra a humanidade no tratamento dado aos ‘uigures’ e outros muçulmanos turcos em Xinjiang. Entidades de direitos humanos alegaram que até um milhão de uigures sofreram abusos em campos de “reeducação”.
E mesmo em meio ao momento festivo das olimpíadas, a China seguiu revelando sua essência autoritária. Reportagem publicada pelo jornal britânico Daily Mail, em 06/02/2022, noticiou que, de acordo com o Clube de Correspondentes Estrangeiros da China, os jornalistas estrangeiros estão “enfrentando obstáculos sem precedentes” devido aos “esforços do governo para bloquear e desacreditar a reportagem independente”.
Em dezembro próximo, teremos a Copa do Mundo de futebol no Qatar. A imprensa internacional e grupos de direitos humanos apontaram para um triste histórico de violações a direitos humanos no Catar que deixa muito a desejar. Alguns dos trabalhadores migrantes estrangeiros (90% da população é de fora) que contribuem para tornar a Copa do Mundo do Catar de 2022 uma realidade, vivem e trabalham em péssimas condições.
A Copa do Mundo no apagar das luzes de 2022 no Qatar parece se configurar em mais uma lavagem esportiva, arquitetada pelo bilionário e atual marketing político governamental para marcar na nossa memória uma Copa do Mundo em campos de futebol chamativos e jogadores “heróicos”.
Ah, em tempo, o Brasil participou das Olimpíadas de Inverno de 2022 na China. Mandamos 11 atletas que disputaram provas de esqui na neve, estilos livre e cross-coutry; bobsled (corrida de trenó em dupla ou mais); e skeleton (uma espécie de prancha em que o atleta desce sozinho e de cabeça).
O melhor resultado ficou com a atleta Nicole Silveira, 13ª colocada no skeleton, segundo melhor resultado da história do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno.
A China, anfitriã do megaevento, terminou em terceiro lugar, com 15 medalhas, atrás da apenas da Alemanha (com 27) e Noruega (campeã com 37).
Marcello Benevolo é pernambucano, jornalista e advogado radicado em Natal (RN). E-mail: marcellobenevolojus@gmail.com
*Artigo adaptado com coleta de informações de variadas fontes nacionais e internacionais.
A Agrícola Famosa colocou o seu primeiro carregamento de melão na China na primeira semana de dezembro. Os melões são da cultivar Dino (grupo inodorus) que são caracterizados por casca suave de cor branca, firme e doce. A parte externa da casca lembra um ovo de dinossauro, daí o nome Dino.
A Agrícola Famosa tem um mercado cativo na Europa e nos Estados Unidos, o que poderá facilitar o sucesso da comercialização naquele país asiático.
Produto já ocupa outros mercados internacionais (Foto: reprodução)
O melão Dino tem excelente vida útil pós-colheita o que favorece o envio por via marítima e é uma variedade que atende bem ao mercado chinês em termos de preço e qualidade organoléptica (sabor e doçura).
O melão brasileiro dispõe de uma janela de exportação para a Ásia de poucos meses (outubro até início de fevereiro). Dificilmente o produtor tentará produzir melão no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE a partir de fevereiro, quando se inicia mais fortemente o período chuvoso, o que afeta a qualidade do produto.
A tendência é de que a Agrícola Famosa trabalhe com poucos volumes do melão Dino para a China, pois nesse primeiro momento, a empresa fará um estudo de mercado e precisa saber como será a receptividade do produto pelos chineses.
Dois aspectos contribuem para que a empresa trabalhe cuidadosamente o mercado da China para melão no momento: a continuidade da pandemia no Brasil e a dificuldade de contêineres para o transporte marítimo da fruta.
A Agrícola Famosa pretende oferecer melões de qualidade diferenciada para a China e não vai se precipitar com o aumento da quantidade.
As perspectivas do melão Dino oriundo da Agrícola Famosa são boas, ao ponto do importador ter afirmado que como o melão chega ao mercado Chinês num período de baixa produção nacional, o melão brasileiro preenche esse vácuo deixado pelo produtor chinês. Nesse período do ano, apenas a região de Hainan produz melão.
Poucos países tem autorização para exportar melão para a China. Até o momento, apenas Myanmar, Kirguistán, Uzbekistán e Brune possuem, oficialmente, essa vantagem competitiva. Estes países têm dificuldade em termos de transporte e de qualidade do produto, o que facilita para o melão brasileiro.
A variedade Dino tem flavor (sabor e aroma) diferenciado o que pode acelerar a aceitação do produto pelos chineses.
Melão Dino no mercado americano
A oferta de um melão considerado especial, a variedade Dino está conquistando o mercado americano. O melão Dino tem casca branca e manchas verdes.
As exportações dessa variedade para os EUA iniciaram-se em outubro e a expectativa é que continue até março, com um embarque semanal. O pico de envio de melão para os EUA ocorrerá de novembro a janeiro.
O melão Dino tem flavor (sabor e aroma) agradável e apresenta alto teor de sólidos solúveis (graus brix). Além disso, é um fruto que apresenta excelente potencial de vida útil pós-colheita em sistema de refrigeração, o que facilita o transporte por via marítima.
Segundo a Agrícola Famosa, a aceitação do produto no mercado americano é crescente. A cada dia o consumidor americano vai se familiarizando com o melão Dino.
Um dos aspectos que tem complicado a exportação de melão para os EUA é a logística em função dos altos preços do frente marítimo do Brasil para os EUA.
Na Estrada da raiz em Aracati tem uma arena
É muito comum fazermos comparações do desenvolvimento econômico e social do vizinho estado do Ceará com o nosso Rio Grande do Norte. Desta vez vamos exemplificar com um fato bem perto de nós.
No fim de semana anterior (sábado, 4), fomos participar de um amistoso de futebol de campo com a equipe do Santa Tereza de Aracati na periferia daquela cidade, em comemoração ao aniversário do clube.
Areninha em uma das localidades de Aracati é obra diferenciada do poder público (Foto: reprodução)
O jogo aconteceu numas das diversas areninhas que têm na cidade. Nós já conhecíamos a areninha de Canoa Quebrada e essa fica dentro da própria comunidade praiana, afastada do centro, mas, que pelas características das residências, trata-se de um local habitado por trabalhadores. Não há sinais de que lá residem advogados, médicos nem engenheiros.
A areninha (campo em tamanho oficial para 11 atletas) tem gramado sintético, vestiário, arquibancada, iluminação de excelente qualidade, alambrado e acesso com segurança. O campo tem uma manutenção periódica e é muito bom para a prática do futebol. Constatamos isto numa partida de 70 minuto contra o time do Santa Tereza.
Como o título acima sugere, e por incrível que pareça, no domingo fomos participar pela primeira vez de uma partida de futebol no campo da Estrada da Raiz no bairro Santo Antônio da Terra de Santa Luzia. Pois bem, no Raizão, como poderia ser o nome se fosse uma areninha, as condições são muito diferentes.
Ao invés de grama sintética, pedregulhos em toda a extensão do campo, lama nas partes baixas, desnível e falta de proteção frontal e lateral para a bola. Além disso, quando a bola deixava o perímetro do campo, o atleta precisava pular feito um siri dentro do lixo para buscá-la. Em algumas situações levava-se de 2 a 3 min para a bolar retornar. Em algumas vezes a bola adentrava a via duplicada da Rio Branco e ia até próximo do posto de combustível que fica em frente ao campo de futebol.
Outro aspecto interessante foi que, em alguns lances, a bola representava um perigo para os pedestres que passavam ao lado do campo de futebol como também representava perigo para quebrar os vidros dos veículos estacionados. Bem diferente das areninhas de Aracati. Lá a proteção é total em todo o perímetro do estádio.
O leitor deve está se perguntando, porque em Aracati e na maioria dos municípios do Ceará foi possível construir centenas de areninhas e em Mossoró, com mais de 300 mil habitantes, não temos se quer uma areninha?
Esperamos que este exemplo sirva de reflexão e que possamos avançar no apoio ao esporte em Mossoró e no nosso Rio Grande do Norte.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido
Parte da imprensa e da classe política, de oposição, logicamente, vende tese conspiratória do golpe como ingrediente de um processo estratégico para amplificar imagem negativa de Jair Bolsonaro (sem partido). Assim, toca terror (ainda mais).Digo com margem de 100% de certeza: o presidente não tem recursos mínimos para promover golpe, não obstante pretender, sonhar e até agir nesse sentido. A conjuntura é bastante desfavorável à aspiração dessa ordem.
Forças Armadas não embarcariam numa aventura sem apoio popular representativo (diferente de 64), com cenário internacional completamente desfavorável e crescente desequilíbrio presidencial.
A guerra fria entre EUA e União Soviética (que se esfacelou), não existe mais. A polarização imperial hoje é entre norte-americanos e China, muito mais com estratégias mercantis do que bélicas ou de amparo a regimes totalitários, à esquerda ou à direita.
Durmo tranquilo quanto a isso, mas não tenho dúvidas também que as eleições de 2022 não vão marcar o fim de um ciclo doentio em nossa política e sociedade, mas seu recrudescimento.
E, provavelmente, teremos campanha banhada em sangue. O clima preparatório é para isso.
Açulam fanáticos de parte a parte para a guerra.
Dias piores virão.
Cuide-se.
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Tenho reafirmado a posição de que a CPI da Covid poderia ter sido adiada a sua instalação, embora considere legal a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e o cumprimento do acórdão pelo senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
Justifico invocando outra alternativa que poderia ter sido acolhida pelo STF, com base na sua própria jurisprudência.A Corte acumula entendimento diverso, quando constata a existência de “situações atípicas”, que não anulam a regra de que toda ofensa legal é reprovável. Apenas, define o alcance e os limites dos juízes.
Nos casos anteriores, em que o STF considerou “situações atípicas”, aplicou-se o “juízo de conveniência”, que consiste nos princípios da “proporcionalidade, razoabilidade, conveniência e oportunidade”. Tais critérios ponderam os valores e riscos envolvidos na demanda.
Na realidade atual, a crise sanitária é indiscutivelmente uma “situação atípica”. Desde 1993, a Corte legitimou essa jurisprudência (Adin n° 855-2? PR), ao interpretar o parágrafo 2º, art. 5º, da Constituição, que abrange as partes não-escritas dos direitos e garantias constitucionais.
Tal entendimento se justificaria, por ser público e notório, que a pandemia está em ascensão e a CPI afetará as ações de combate, além de antecipar o debate eleitoral de 2022.
Diante do fato consumado, não há como lamentar o leite derramado.
O que se observa é a transformação da CPI em palco de conflitos e “bate boca”, que podem conspirar para a indispensável credibilidade do relatório final.
Os desvios cometidos envolvem oposição e governo.
Vejamos.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prestou depoimento com humildade, calmo, defendendo pontos de vista médico-sanitários.
Foi acusado de não ter denunciado o presidente Bolsonaro de omisso e criminoso pelo uso indevido da cloroquina
O ministro Queiroga esclareceu várias vezes, que defende todas as medidas sanitárias preventivas. Entretanto, ao ser jogado de encontro a parede, para opinar “sim” ou “não” sobre certas posições (realmente equivocadas) do presidente, ele preferiu não fazer juízo de valor.
O ministro exerceu direito, garantido na lei.
A testemunha não emite opinião. Se o fizer, incorrerá em falso testemunho. A CPI não pode exigir somente respostas, que lhes convenham.
De outro lado, o presidente Bolsonaro não se cansa de dar tiro “no próprio pé”.
Em solenidade no Planalto, insinuou que a China fez guerra química e o vírus foi propagado pelo país.
O presidente diz não ter citado a China. Mas, disse claramente, que seria “aquele país que o PIB cresceu na pandemia”. Ora, esse país obviamente é a China.
A China já reagiu, através do porta-voz Wang Wenbin, que condenou a “politização e estigmatizarão do vírus”.
Enquanto isso, o Butantan está à beira de paralisar a produção da Coronavac, pelo fato de depender da chegada dos insumos chineses, em tempo.
Não se sabe o que irá acontecer, diante do risco de represálias às declarações do presidente.
A única verdade é que a China atacada, a vacinação no Brasil estará em risco.
Nesse quadro complicado, dois auxiliares diretos da Presidência são candidatos a “ataques cardíacos” iminentes,
São eles: o ministro das Relações Exteriores, que não tem como explicar a reincidência de ataques à China.
E o ministro da Saúde, a toda hora sendo desmentido pelos comportamentos do presidente, contrários às cautelas recomendadas e criando atritos desnecessários.
Nesse torvelinho, o risco maior é faltar vacina e a terceira onda chegar.
Deus proteja o Brasil!
Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado