Lula já falou sobre hipotético envolvimento do filho Lulinha (Foto: Veja/Reprodução)
Do The News para o BCS
As investigações sobre o esquema de descontos ilegais em aposentadorias do INSS ganharam um novo patamar.
De acordo com uma reportagem do Metrópoles, dois ex-dirigentes da instituição estão em fase avançada de delação premiada e teriam citado Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de políticos, no esquema de descontos ilegais em aposentadorias.
O esquema investiga o desvio de dinheiro de aposentados por meio de entidades que realizavam descontos indevidos em benefícios. A PF suspeita que o esquema tenha movimentado dezenas de milhões em propinas para servidores e políticos entre 2023 e 2024.
No centro da trama está Antônio Camilo Antunes, que você já ouviu falar como o “Careca do INSS”, que também negocia uma delação.
Mensagens obtidas nas investigações indicam pedidos de pagamentos de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, herdeira milionária e amiga de Fábio.
No fim do ano passado, um ex-funcionário de Antônio afirmou ainda que o lobista teria pago R$ 25 milhões, além de uma “mesada” de R$ 300 mil, ao filho do presidente.
A defesa de Fábio nega qualquer envolvimento e já solicitou acesso ao processo no STF para saber se ele aparece como investigado.
Caso o envolvimento de Lulinha com o caso se comprove, o fato pode ter um reflexo negativo para Lula nas eleições no final do ano.
O presidente, inclusive, tem visto Flávio Bolsonaro encostar nas pesquisas, chegando a aparecer tecnicamente empatado com ele no 2° turno.
Em dezembro do ano passado, Lula declarou que “Se tiver filho meu envolvido em fraude, será investigado”.
Mauro Cid afirmou que só ele seu deu mal nos intramuros do poder bolsonarista (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Do Canal Meio e outras fontes
O dia seguinte à denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro (PL) e outros 33 aliados revelou detalhes ainda mais complicados para os envolvidos. A divulgação da delação do tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente, é explosiva.
Mauro Cid disse em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), que todos teriam “se dado bem” e ficado “milionários”, enquanto ele “perdia tudo”. As declarações de Cid aconteceram em depoimento em 22 de março de 2024. (Estado de Minas)
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, derrubou o sigilo do acordo que Cid firmou com a Polícia Federal. Além disso, deu 15 dias para que os 34 denunciados apresentem suas defesas por escrito.
Segundo o ministro, “não há mais necessidade da manutenção desse sigilo, devendo ser garantido aos denunciados e aos seus advogados total e amplo acesso a todos os termos da colaboração premiada”.
Ao firmar a colaboração, Cid indicou quais benefícios pretendia obter, como pena máxima de dois anos de prisão. E se comprometeu, entre outras coisas, a analisar documentos e provas, reconhecer pessoas, prestar depoimentos e auxiliar peritos.
Sobre a tentativa de golpe, disse que participou de reuniões em que militares discutiram uma possível intervenção e confirmou ter recebido do general Braga Netto dinheiro vivo em uma caixa de vinho, no Palácio da Alvorada, para organizar as ações golpistas. Contou que viu o ex-presidente editando a “minuta do golpe” e que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP) discordaram sobre qual deveria ser a reação do pai após a derrota nas eleições.
Segundo Cid, Flávio foi contra um golpe de Estado, enquanto Eduardo apoiou a ideia.
Joias e dólares
Sobre as joias sauditas, afirmou que, junto com seu pai, o general Mauro Lourena Cid, repassou US$ 86 mil a Bolsonaro entre 2022 e 2023, após a venda das peças recebidas como presente. “Eu não participei de nenhum planejamento detalhado, de nenhuma ação, meu mundo era o mundo do presidente. O meu mundo era o presidente”, afirmou Cid. (g1)
O STF deve começar a julgar a denúncia entre o fim de março e o começo de abril, relata Letícia Casado. Esse é o prazo para que as partes apresentem suas manifestações e a Corte consiga dar início ao andamento da ação penal. (UOL)
Jair Bolsonaro e Arthur Lira tiveram afinação durante gestão presidencial (Foto: Arquivo)
Do Canal Meio, BCS e outras fontes
A política brasileira segue seu enredo cheio de voltas e reviravoltas. O mundo não gira no meio, mas capota. Eis mais um caso inimaginável para muitos. Em uma manobra que pode abrir caminho para anular a delação do tenente-coronel Mauro Cid, que envolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em diversas investigações da Polícia Federal, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), desenterrou o projeto de um ex-deputado petista para invalidar colaborações de réus presos.
O texto, conta Bernardo Mello Franco, foi apresentado em 2016 pelo então deputado Wadih Damous (PT-RJ), atual secretário Nacional do Consumidor, para anular delações de empreiteiros presos pela Lava-Jato. Se antes o principal beneficiário seria Lula, agora quem tem a ganhar é Bolsonaro, delatado por Cid. Surpreendidos com a manobra, deputados do PT tentam convencer Lira a adiar a votação da urgência. Mas o presidente da Câmara ironizou: “Vocês eram a favor disso… agora são contra?”. (Globo)
A urgênciaacabou não sendo votada ontem porque a sessão foi suspensa depois de a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) passar mal e ser hospitalizada na UTI. (UOL)
Autor do projeto
Segundo Damous, o texto está sendo usado “oportunisticamente”. “Eu pensei que tudo isso já tivesse arquivado. É de se perguntar ao atual presidente da Câmara por que na época ele não assinou um requerimento de urgência, como agora está assinado”, indagou.
Mas, para Damous, mesmo se aprovado, o projeto só vale para casos novos. “Isso é uma matéria processual, só vale dali para frente, caso vire lei. Mas efetivamente é um projeto apresentado dentro de um contexto, o da Lava Jato, que não tem nada a ver com o contexto atual.” (Folha)
Paralelamente, o PL se mobiliza para reverter a inelegibilidade de Bolsonaro, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como revela Malu Gaspar, o partido, que tem a maior bancada da Câmara, condiciona seu apoio a qualquer candidatura à presidência da Casa à aprovação de uma anistia a ele e a todos os presos e réus ligados à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.
Até o momento, apenas Elmar Nascimento (União Brasil-BA) sinalizou que aceitaria o acordo, mas a expectativa dos bolsonaristas é que os demais candidatos à sucessão de Lira vão aderir. (Globo)
Antônio Palocci e Fátima: dois discursos (Fotomontagem BCS)
O ex-ministro Antonio Palocci teria informado que a atual presidente nacional do PT, Gleise Hoffmann e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, teriam recebido propinas articuladas por ele. O conteúdo de sua fala está em delação premiada fechada com a Polícia Federal.
A informação é da revista Crusoé.
Palocci admite ter sido o responsável pela distribuição de valores ilícitos pagos pela Camargo Corrêa ao PT, por meio de doações oficiais nas eleições de 2010.
Esses recursos, segundo o ex-ministro, teriam sido direcionados a diversos candidatos do partido. Entre eles, Gleise e Fátima, que se elegeram senadora e deputada federal, respectivamente, naquele ano.
Segundo Palocci, elas “tinham plena ciência da origem ilícita das doações realizadas pela Camargo Corrêa.”
O outro lado
A Assessoria da governadora Fátima Bezerra emitiu nota se pronunciando sobre o assunto. Leia abaixo:
Sobre a delação premiada de Antônio Palocci à Polícia Federal, temos a esclarecer o seguinte:
A empresa Camargo Corrêa não fez doação à campanha da então candidata à deputada federal em 2010, Fátima Bezerra, conforme registrado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
No endereço encurtador.com.br/glxE8 consta os registros de todas as pessoas físicas e jurídicas que doaram à campanha da então candidata em 2010, o que comprova que não há qualquer menção à referida empresa;
As contas foram devidamente aprovadas;
Fátima Bezerra e sua coordenação de campanha jamais trataram com a Camargo Corrêa e com Antônio Palocci, sobre a campanha de 2010 ou qualquer outra, e esperam que as informações sejam devidamente apuradas e esclarecidas.
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Um áudio inédito joga luz sobre práticas suspeitas de membros do Judiciário.
Trata-se de um velho tabu relativo às altas cortes de Brasília: a atuação de advogados nos tribunais onde seus pais são os magistrados.
É isso mesmo: por vezes, os filhos atuam em causas a serem julgadas pelos pais.
O áudio inédito obtido pela revista Crusoé lança mais suspeitas sobre a relação entre um ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e seu filho advogado, já investigado por tráfico de influência em tribunais.
Os nomes em questão são de origem potiguar. O advogado é Erick Pereira. O ministro do TST é Emmanoel Pereira.
“Talvez eu vá precisar do seu pai”
A Crusoé reproduz diálogos entre Erick e Ricardo Saud, então diretor de relações institucionais da J&F, a holding da JBS.
– “Talvez eu vá precisar do seu pai” – chega a disparar Saud para Erick, que era um dos advogados do grupo.
No último dia 9, terça-feira, Emmanoel Pereira teve seu nome aprovado no Senado da República (veja AQUI) para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em substituição a Aloysio Corrêa da Veiga. Pereira é integrante do TST desde 2002, vaga destinada à advocacia.
Emmanoel: TST e CNJ (Foto: arquivo)
Operação Balcão
No último dia 8 de maio, o nome de Erick Pereira apareceu como um dos focos da “Operação Balcão”. Ele estaria envolvido em esquema de venda de sentenças (veja AQUI e AQUI) e de caixa dois para campanha estadual de 2014, em que existiriam recursos do JBS.
Delação sem valor
Em setembro do ano passado, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para arquivar uma investigação sobre o deputado Fábio Faria (PSD-RN), aberta com base na delação premiada de Ricardo Saud, ex-executivo do grupo J&F. É o mesmo nome que aparece nessa relação suspeita com Erick Pereira, que deriva para o triângulo rumoroso com Emmanoel Pereira.
Iminente delação da ex-chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho pode causar estrago estelar na política do RN.
Quem tem medo da língua de Ana Augusta Simas?
Vale lembrar que a ex-chefe de gabinete foi presa dia 17 de setembro do ano passado em meio à Operação Canastra Real do Ministério Público do RN (MPRN) (veja AQUI).
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi citado no acordo de colaboração premiada de um dos donos da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino, como recebedor de “benefício financeiro” por meio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR). São citados, também como recebedores de valores da Abear, o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR), o ex-deputado Vicente Cândido (PT-SP), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de Marco Maia, Edinho Araújo, Otávio Leite, Bruno Araújo e outros.
Rodrigo Maia garante que denúncia vai ser arquivada, considerando-a absurda (Foto: Najara Araújo)
A informação consta de um trecho de uma decisão desta segunda-feira, 13, do juiz responsável pelo caso, Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Criminal da Justiça Federal do Distrito Federal. O trecho em questão foi tarjado no documento divulgado pela Justiça Federal.
Anexos de acordos de colaboração costumam ser apresentados para descrever crimes confessados pelo delator.
Caixa Econômica Federal
Na colaboração, Constantino também afirmou ter ouvido pedido de propina de Michel Temer, então vice-presidente, e dos deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN). O pedido, segundo o empresário, foi feito em reunião em Brasília em junho de 2012, no valor de R$ 10 milhões, em troca da atuação do grupo para atender a interesses de companhias ligadas ao empresário em questões envolvendo a Caixa Econômica Federal (CEF)
Segundo um dos anexos da colaboração premiada de Constantino, a que a reportagem teve acesso, a negociação foi iniciada com o operador Lucio Funaro, ligado a Cunha e o MDB. Os pagamentos, afirma, foram efetuados, em parte, para a campanha de Gabriel Chalita, então integrante do MDB, à Prefeitura de São Paulo, e em outra parte para empresas indicadas por Funaro, como Viscaya e Dallas.
Rodrigo Maia
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que não conhece e nunca teve nenhum tipo de relacionamento com Henrique Constantino, um dos donos da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino. “Nunca me pagou nada, isso é mentira dele. Não tem como provar e vai ser mais um inquérito arquivado na justiça brasileira”, afirmou Maia, ao chegar para um jantar com empresários e investidores estrangeiros organizado pelo Grupo Safra, em Nova York.
Henrique Alves
A defesa de Henrique Alves afirmou que “as afirmações de Henrique Constantino são absolutamente infundadas. Henrique Eduardo Alves sequer o conhece, não tendo jamais conversado ou se reunido com ele”.
Em sua conta pessoal na rede social Twitter, o ex-deputado federal Felipe Maia (DEM) desabafou:
– A verdade. Ela tarda, mas não falha. Pena que reputações, histórias e vidas são manchadas por aqueles que são irresponsáveis ou mal intencionados (sic) – proclamou ele, subliminarmente tratando da delação premiada de executivos da Construtora OAS (veja AQUI), que citou 21 políticos envolvidos. Do RN, apenas a ex-governadora e atual prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) apareceu no rol de supostos beneficiados com propinas.
O ex-senador José Agripino (DEM), pai de Felipe, não teve qualquer citação.
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Rosalba teria recebido R$ 16 milhões em caixa 2 (Foto: reprodução)
Do G1 e Blog Carlos Santos
Executivos da Construtora OAS contaram em depoimentos prestados em razão de acordo de delação premiada que pagaram R$ 125 milhões em propina e caixa dois para 21 políticos de 8 partidos.
Entre os nomes citados está o da atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), que à época dos fatos narrados era governadora do estado (2011-2014). Segundo os delatores, ela teria sido beneficiada com R$ 16 milhões da obra da Arena das Dunas, em Natal (RN), com recursos via caixa dois. Ela é o único nome do RN que aparece entre os envolvidos.
Ela disse “desconhecer qualquer qualquer transação nesse sentido com a OAS”.
A delação os executivos foi homologada em julho do ano passado pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo da delação permanece em sigilo no STF.
A informação foi publicada em reportagem no jornal “O Globo”. Segundo a reportagem, a revelação foi feita por oito ex-funcionários que atuavam na “controladoria de projetos estruturados”, que funcionava como um departamento específico de contabilidade para gerir o pagamento de propina.
Relatório
Segundo o jornal, há um relatório de 73 páginas da Procuradoria-Geral da República (PGR) em que a procuradora-geral, Raquel Dodge, resume as revelações dos ex-executivos, contidas em 217 depoimentos, e pede providências ao ministro Edson Fachin, relator da operação lava-jato no supremo tribunal federal.
É a primeira vez que ex-funcionários da OAS revelam em delação as propinas pagas pela empreiteira e como a empresa operava para conseguir obras.
Segundo o jornal “O Globo”, o esquema ilegal da construtora envolvia o superfaturamento de grandes obras como estádios da Copa de 2014 e a transposição do Rio São Francisco, com possível repasse de parte desses recursos a políticos citados na colaboração.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou o deputado estadual Ricardo Motta (PSB) pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato. Ao todo, foram oferecidas quatro denúncias contra o parlamentar que não se reelegeu ano passado.
Todas são desdobramentos da Operação Candeeiro, deflagrada pelo MPRN em 2 de setembro de 2015, tendo como foco o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA)
As denúncias são assinadas pelo procurador-geral de Justiça (PGJ), Eudo Rodrigues Leite, e ainda estão sob segredo de justiça. As denúncias são embasadas por acordos de colaboração premiada já homologados e acordo de leniência.
Além disso, as denúncias são reforçadas por provas compartilhadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão de outubro do ano passado.
O MPRN também pediu o sequestro de bens de Ricardo Motta para ressarcir os cofres públicos.
O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), homologou nesta sexta-feira (22) a delação do ex-ministro Antônio Palocci, fechada com a Polícia Federal.
O conteúdo da colaboração segue em sigilo. Na delação, o ex-ministro entregou pessoas sem foro privilegiado.
A PF poderá agora usar os depoimentos para aprofundar investigações que envolvem fatos delatados por ele e que podem motivar novas operações.
Palocci está preso desde setembro de 2016. Ele é réu acusado de participar de um esquema de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht e contratos de sondas com a Petrobras.
Nesse processo, foi condenado a 12 anos de prisão. Ele está detido na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
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O jornal Tribunal do Norte estampa neste sábado (9) em sua primeira página, uma manchete impactante: “52 políticos e desembargadores são delatados por Rita das Mercês.”
A reportagem especial é assinada por Aura Mazda. Ela discorre sobre delação premiada da ex-procuradora-geral da Assembleia Legislativa, a mossoroense Rita das Mercês Reinaldo, prestada ao Ministério Público Federal (MPF), dentro da denominada “Operação Dama de Espadas”, deflagrada pelo Ministério Publico do RN (MPRN) em agosto de 2015.
Assembleia Legislativa é o centro das denúncias feitas por Ritinha ao MPF no ano passado (Foto: AL)
“Ritinha” teve delação homologada no dia 4 de outubro do ano passado, pelo ministro Luiz Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF). Detalhou esquema de empreguismo e desvio milionário de recursos no âmbito da Assembleia Legislativa do RN, entre os anos de 2006 e 2015.
Segundo a ex-procuradora que se aposentou em meio ao andamento da própria operação, com vencimentos brutos de mais de R$ 30 mil, a rapinagem envolveria quatro ex-governadores, dez desembargadores do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) – sendo dois aposentados, cinco dos oito atuais deputados federais, um ex-deputado federal.
Benefícios
Também aparecem dois senadores, um ex-senador, vários deputados estaduais, o atual governador Robinson Faria (PSD), oito conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – sendo três já aposentados, além de diversos outros políticos.
Ritinha: muitas informações (Foto: Magnus Nascimento)
A própria Rita e cinco familiares estão envolvidos, mas no acordo feito por ela, passam a receber benefícios, como a garantia de que não serão presos.
A primeira fase das audiências de instrução das testemunhas de acusação começará no próximo dia 28. Ritinha promete apresentar farta documentação, comprovando seus relatos.
“Nossa” Lava Jato
A engrenagem criminosa teria desviado R$ 9.338.872,32 (nove milhões,trezentos e trinta e oito mil, oitocentos e setenta e dois reais e trinta e dois centavos) em números atualizados, entre 2006 e 2011.
A “Operação Dama de Espadas”, desencadeada pelo Ministério Público do RN (MPRN) em agosto de 2015, tendo como foco de investigação a Assembleia Legislativa do RN, ganha formato em equivalência à “Operação Lava Jato”. Pelo menos em termos de alcance dos poderes de Estado, com gente citada pipocando no Executivo, Legislativo e Judiciário.
O parágrafo acima é a abertura da postagem sob o título “Dama de Espadas” é a “Operação Lava Jato” do RN, veiculada pelo Blog Carlos Santos no dia 6 de maio de 2017. A delação formalizada pelo ministro Edson Fachin confirma essa abordagem focalizada há mais de um ano, por esta página.
Acompanhe parte desse enredo narrado pelo Blog Carlos Santos:
– AQUI – “Dama de Espadas” envolve, inicialmente, 24 pessoas;
– AQUI – “Dama de Espadas” desviou milhões para luxo e uso político;
– AQUI – Depoimentos envolvem gente graúda na “Dama de Espadas”.
P.S (14h00) – O portal G1RN também publica matéria hoje, atestando que teve acesso ao conteúdo da delação de Ritinha. Veja AQUI.
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Após a revelação dos áudios de Joesley Batista e Ricardo Saud da JBS na semana passada e os seus depoimentos na quinta-feira, com a decretação da prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no final de semana, a pergunta supra é mais do que pertinente, até mesmo porque desde o acordo firmado entre a Procuradoria da República e os empresários, com isenção total de responsabilidade penal, a sociedade ficou, como se diz, com a “pulga atrás da orelha”
A resposta de plano deve ser afirmativa, pois da própria essência do acordo, temos a peculiaridade de que as afirmações trazidas pelos colaboradores têm de ser confirmada com outras provas, bem assim sempre consta clausula de que os beneficiados não podem mentir ou omitir, logo tais caracteres nos autorizam a enunciar de forma positiva, contudo, por outro lado, isso não significa que as provas existentes percam a sua validade.
Não podemos confundir os institutos e tanto é verdade que a Procuradoria Geral da República (PGR) teve o cuidado quando da revelação dos referidos áudios em falar de rescisão na linha de uma revisão do que ficou acertado e não necessariamente anulação, com invalidação de todos os atos subsequentes que aconteceram após a delação, até mesmo porque o devido processo legal, independentemente, desse peculiar fato tem que ter continuidade.
O alarde feito na imprensa nesse momento se dá muito mais pelo próprio início conturbado da delação e o envolvimento do Presidente da República do que os fatos posteriores, eis que quando da homologação da referida delação pelo STF, tais premissas restaram externadas e tanto é verdade que três integrantes, Fux, Marco Aurélio e Celso de Mello publicizaram tal linha de pensar, que por óbvio não pode ser diferente.
As provas trazidas após a colaboração não podem ser atingidas pela particularidade de sua autonomia e sua patente origem lícita, logo o que pode e deve ser revisto são os benefícios dados aos delatores por justamente terem descumpridos a sua parte no negócio jurídico e tanto é verdade que o PGR já pediu suas prisões e foram decretadas porque a partir da quebra da fidúcia, tem que haver a devida revisão, sob pena dos criminosos se beneficiarem de sua própria torpeza e isso é inadmissível!
Nesse processo complexo, pensamos que não se devem tirar conclusões precipitadas, até mesmo porque a maioria das pessoas que o comentam, como nós mesmos, não temos todos os elementos e na realidade não só pela qualidade de julgador e os limites que temos, a cautela recomenda explicar a população o instituto e suas nuances sem precisar as consequências, por não se ter todo o campo de cognição, logo esperamos minimamente ter contribuído de modo que os cidadãos continuem vigilantes, já que a delação, por si só, não significa impunidade!
José Herval Sampaio Júnior é juiz de Direito, professor, escritor forense e palestrante
O corretor Lúcio Funaro disse em sua delação premiada que o presidente da República, Michel Temer (PMDB), dividiu com Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-homem forte de seu governo, propina da Odebrecht.
Nos anexos de sua colaboração, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele afirmou ter buscado R$ 1 milhão em espécie, supostamente pagos pela empreiteira, no escritório do advogado e ex-deputado José Yunes, amigo de Temer. Relatou também ter mandado a quantia para Geddel, na Bahia.
As declarações de Funaro coadunam com a versão apresentada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Mello Filho em sua delação.
Ele relatou ter negociado com Temer e seus aliados, entre eles, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), doações de caixa dois para campanhas em 2014, no total de R$ 10 milhões.
Parte desse valor teria sido distribuída por meio de Yunes, apontado como um dos “operadores” do presidente. À Procuradoria-Geral da República (PGR), Yunes já disse ter sido usado como “mula” de Padilha para a entrega de um pacote.
O vice-presidente nacional do PDT e pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes afirmou nesta terça-feira (12) que o ex-ministro Antonio Palocci (PT) jogou por terra a “narrativa” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre sua inocência.
Ciro: defesa de Lula é inconsistente (Foto: João Godinho/ O Estadão)
Para Ciro, “a relação de Palocci com Lula derruba a narrativa de inimigo externo ao PT, promovendo via judicial uma injustiça contra o ex-presidente da República”.
“Na medida em que o braço direito do Lula, como eu sei que o Palocci era, faz isso [a acusação] que fez, fica muito difícil sustentar essa narrativa. Pelo menos, [fica difícil] atribuir isso a um inimigo”, afirmou o pedetista, rechaçando ainda os argumentos lançados pelo ex-presidente para desqualificar as acusações do ex-ministro.
Ladroagem vulgar
“A tentativa de dizer que Palocci estaria mentindo para ter o benefício da delação premiada é chocante.”
Ciro também defendeu que Lula “tem responsabilidade política muito grande. Foi quem nomeou Palocci toda a vida, para todos os cargos que ocupou. Vamos supor que o Lula seja inocente: dói muito no meu coração um homem que prestou tantos serviços ao país ser condenado por ladroagem vulgar”, disse.
Nota do Blog – Já imaginou se Henrique Alves (PMDB) e Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) fazem o mesmo em relação a Michel Temer?
Devemos acreditar numa delação ou considerar que tudo não passa de uma tentativa de se livrar do xilindró, difamando o parceiro, colega e antigo companheiro-confidente etc.?
Infâmia por mentir ou traição por debulhar a verdade?
Leia também: Palocci afirma que Lula acertou propina de R$ 300 milhões AQUI;
Leia também: ‘Palocci compromete ex-presidente Lula, mas há que ter cautela’ AQUI.
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…mas tá chupando manga no meio do inferno. É isso que faz Joesley Batista.
Conclusões: Se a delação de Joesley serviu para deixá-lo solto, incriminando todos os assessores de Lúcifer, merecendo credibilidade, por que suas acusações ao MP e Supremo não merecem crédito? Ou uma coisa ou outra. Ou uma terceira coisa, mais grave, que é o rabo preso de autoridades supremas, no MP e Supremo, com o delator.
“Não serei preso, ninguém da empresa será preso”, declarou Joesley em alto e bom som. Ele se auto-sentenciou inocente e mandou recado pra todo lado.
Ou essa história terá desfecho claro ou todo mundo tá sob suspeita.
O Ministro Fux, quando da possibilidade de revisar a homologação de delação, declarou aos berros, no julgamento: “Não há a menor possibilidade de rever delação homologada. Possibilidade zero, mesmo que a eficácia da delação não seja a esperada”.
Muito estranho. Coisa de Pitonisa? Ou adivinhação prevista?
E olhe que Joesley ainda disse: “Não contei nem trinta por cento das nossas traquinagens”.
Nossas de quem, cara pálida?
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Sim, o Ministério Público descobriu a pólvora. E deixou a China com cara de tacho.
Informa o MP que Delcídio do Amaral é mentiroso. Grande novidade.
Qual corrupto, delator ou não, que seja verdadeiro? Qual?
O problema é que o MP no afã de expor-se aos holofotes anuncia aos sete ventos as delações como verdades incontestáveis. E acabam ficando com a cara de tacho maior do que a China.
Essa promiscuidade investigativa, nos inquéritos sem cuidados, entre um órgão público e ladrões privados, vai terminar levando todos para a privada.
E povo, pagador da conta, fica sem lenço para tapar o nariz.
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O Ministério Público Federal (MPF) pediu hoje (1º) à Justiça Federal a absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves no processo que apura a suposta tentativa do ex-presidente de obstruir o andamento da Operação Lava Jato.
No mesmo pedido, o procurador responsável pelo caso também pede a suspensão dos benefícios concedidos com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.
Nas alegações enviadas ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, responsável pelo caso, o procurador da República Ivan Cláudio Marx concluiu que não há provas de que Lula e Esteves participaram dos supostos crimes imputados pelo ex-senador nos depoimentos de delação.
Na colaboração que celebrou com o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o empresário Fred Queiroz relacionou o nome de algumas lideranças que teriam recebido valores como forma de garantir apoio político à campanha ao Governo do Estado de Henrique Eduardo Alves (PMDB), em 2014.
Fred: dinheiro (Foto: arquivo)
De acordo com o relato, transferências bancárias foram feitas da conta das empresa Prátika Locações para as seguintes lideranças, no segundo turno da eleição de 2014:
Fabinho (ex-prefeito de Jandaíra);
Zeca Pantaleão (ex-prefeito de Carnaúba dos Dantas);
Flávio Azevedo (ex-prefeito de Nova Cruz);
Nilton Figueiredo (ex-prefeito de Pau dos Ferros);
Klaus Rego (ex-prefeito de Extremox);
Ivete Matias (prefeita de Brejinho);
Ivan Júnior (ex-prefeito de Assu);
Flávio Veras (ex-prefeito de Macau);
Osivan Queiroz (ex-prefeito de Lagoa Salgada);
Amaro Saturnino (ex-prefeito de Maxaranguape);
Aníbal (ex-prefeito de São João do Sabugi);
Felipe Muller (ex-porefeito de Caiçara do Rio do Vento)
Severino (ex-prefeito de Monte Alegre).
De acordo com Fred, as tratativas com essas lideranças eram feitas diretamente por Benes Leocádio, um dos coordenadores da campanha.
Os valores que tais pessoas teriam recebido não foram detalhados. Por ter informado que elas se beneficiaram a partir de transferências bancárias, Fred precisa dispor dos comprovantes de transferência para confirmar o que diz.
A reportagem tenta contato com os citados.
Leia também: Fred Queiroz detalha compra de apoios para Henrique Alves AQUI.
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José Geraldo (centro) durante a campanha de Henrique para o governo do Rio Grande do Norte, em 2014 (Foto: Agora RN)
Do portal Agora RN
O assessor particular do ex-ministro Henrique Alves (PMDB), José Geraldo, disse desconhecer as situações narradas pelo ex-secretário de Obras de Natal, Fred Queiroz, ao Ministério Público do Rio Grande do Norte e à Procuradoria da República do Rio Grande do Norte, em delação que envolve seu nome e um esquema para repassar R$ 7 milhões em propina para políticos que apoiariam Henrique durante sua campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014.
Em contato exclusivo com a reportagem do Portal Agora RN/Agora Jornal, José garantiu que tudo o que Fred contou em sua delação é mentira.
“Nada disso que ele falou é verdade. Nunca houve nada isso. Não procedem [as informações que constam na delação passada ao MPRN]. Está tudo totalmente errado, nada disso aconteceu. Ele é quem está dizendo isso. Não tenho a menor ideia do porquê dele falar essas coisas. Acho que ele não falou a verdade”, disse José Geraldo que, questionado acerca das investigações que recaem sobre o ex-ministro Henrique Alves, limitou-se a declarar que: “Não tenho o que dizer”.
Leia no link abaixo a postagem que deu origem à reação do assessor de Henrique Alves.
Leia também: Fred Queiroz detalha compra de apoios para Henrique Alves AQUI.
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Por Ricardo Araújo e Luiz Vassallo (O Estado de São Paulo)
O empresário Fred Queiroz, preso na Operação Manus, afirmou, em delação premiada, que o ex-ministro dos governos Dilma e Temer, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) comprou apoio de lideranças políticas nas eleições de 2014 com R$ 7 milhões, em espécie, no primeiro turno, ao governo estadual do Rio Grande do Norte.
Em Natal, Henrique é conduzido à prisão na Operação Manus em junho (Foto: Magnus Nascimento/Tribuna do Norte)
No relato dele sobre o segundo turno, Fred admitiu ter usado R$ 4 milhões dos R$ 9 milhões que recebeu, por meio de sua empresa, também para angariar aliados a Alves. Como forma de corroboração do relato, o delator entregou planilha com o detalhamento da aquisição, recebimento e distribuição dos recursos aos vereadores, prefeitos e deputados estaduais que apoiaram o ex-parlamentar na candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte em 2014.
Odebrecht e JBS
A Manus, deflagrada no Rio Grande do Norte para apurar fraudes de R$ 77 milhõesna construção da Arena das Dunas, prendeu o ex-ministro em 6 de junho.
O Estado teve acesso ao termo, homologado entre o empresário, o Ministério Público Estadual e a Procuradoria da República do Rio Grande do Norte, na quinta-feira, 24.
Fred Queiroz relatou que os articuladores da campanha de Henrique Alves ao governo potiguar ‘precisavam de R$ 10 a R$ 12 milhões para a campanha e que os valores seriam destinados à compra de apoio político’.
Na ocasião, segundo o delator, o ex-ministro respondeu que não dispunha dos recursos, mas que ‘tentou viabilizar’ com a Odebrecht e a JBS o montante de R$ 7 milhões.
Por volta do dia 28 de setembro, conforme consta no documento, “chegaram de R$ 5 a R$ 7 milhões de reais provenientes da pessoa de ‘Joesley’; e que esses valores não foram declarados em prestação de contas eleitorais”.
Os R$ 7 milhões, conforme detalhado na delação, foram entregues numa mala a um assessor particular do ex-presidente da Câmara Federal num hotel da Via Costeira, na praia de Ponta Negra, zona Sul de Natal.
Dinheiro em avião
“José Geraldo (assessor particular de Henrique Alves), disse que foi com o motorista de Henrique Alves de nome Paulo, pegar os valores com um casal no Hotel Ocean Palace; que esse casal, segundo José Geraldo, veio de Mato Grosso em um avião particular; que o nome do casal foi passado por Arturo Arruda por meio de mensagem de aplicativo; que José Geraldo levou o dinheiro em uma mala para a casa da sogra dele”, consta no depoimento de Fred Queiros aos procuradores da República, Rodrigo Telles de Souza e Fernando Rocha de Andrade.
Fred: uso de avião privado e dinheiro em quantidade (Foto: Portal Noar)
No dia seguinte, conforme relatado pelo delator, o coordenador geral da campanha de Henrique Alves no interior do Rio Grande do Norte, Benes Leocádio (atual presidente da Federação dos Municípios – Femurn), foi ao encontro de José Geraldo com uma listagem dos beneficiados.
Um dos prefeitos que apoiou Henrique Alves recebeu, naquele dia, R$ 27.500,00. Ele acabou sendo preso, horas depois, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) pois não informou a origem do dinheiro.
Muito dinheiro
Já no anexo referente ao segundo turno daquela mesma eleição, Queiroz admitiu que usou sua empresa para receber R$ 9 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões de reais foram destinados a despesas do contrato, como aquisição de gasolina, pagamento de pessoal, aluguel de equipamentos, carro de som, alimentação, estrutura de palco, etc., destinando-se 4 milhões à compra de apoio político.
De acordo com Queiroz, a campanha do ex-ministro de Dilma e Temer ao Governo do Estado em 2014 tinha dois cenários.
“A campanha de Henrique Alves em 2014 contava com duas expectativas, a primeira era a de que ele sairia vitorioso, a segunda era a de que haveria disponibilidade de muito dinheiro”, declarou o delator.
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