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Como é fácil entender o resultado eleitoral lá de fora

Do Poder 360 e BCSeleicoes-argentina-resultado-site-20-nov-2023

Javier Milei, da coalizão “La Libertad Avanza”, venceu o 2º turno das eleições presidenciais na Argentina, derrotando Sergio Massa (Unión por la Patria), com cerca de 14,5 milhões de votos. O libertário tornou-se o presidente eleito mais votado na história do país.

No domingo (19.nov.2023), o candidato ultraliberal obteve 14.476.462 votos, enquanto Massa recebeu 11.516.142. Os números correspondem a 55,69% do total de votos para o representante da direita, em comparação com os 44,30% do peronista.

O candidato governista Sergio Massa, que é o ministro da Economia da Argentina, foi punido (ele e o governo que representa). A inflação da Argentina é maior dos países do G20. A taxa anualizada (acumulada em 12 meses) foi de 142,7% em outubro. Esse é o maior patamar em 32 anos.

A inflação do país só é inferior a da Venezuela (333%).

A perda do poder de compra levou o país a ter 40,1% da população em situação de pobreza. No 2º semestre, havia 11,8 milhões de pessoas que não tinham dinheiro suficiente para custear as próprias despesas.

Com tantas credenciais negativa, o governismo não poderia ter outro destino: a derrota. Fora da Argentina, não faltam analistas políticos brasileiros, correntes de esquerda, sem entender o que acontece no país vizinho.

Os números de sua economia dizem praticamente tudo. Não se votou exatamente em Milei, mas contra o desastre governista. Não é preciso muito rodeio, argumentos sofisticados, para entender o porquê da vitória do oposicionista de direita.

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O primeiro discurso de Lula, presidente eleito do Brasil

No domingo (30) à noite, mesmo antes da totalização dos 100% de votos apurados, o candidato Lula da Silva (PT) fez pronunciamento à nação e à comunidade mundial, num hotel de São Paulo-SP. Foram suas primeiras palavras como eleito pela terceira vez presidente da República Federativa do Brasil.

Incomum, leu discurso ao lado de vários correligionários e sua mulher, Janja.

Presidente eleito fez pronunciamento logo após resultado consagrar sua vitória (Foto: Assessoria)
Presidente eleito fez pronunciamento logo após resultado consagrar sua vitória (Foto: Assessoria)

Veja abaixo o conteúdo na íntegra:

Meus amigos e minhas amigas.

Chegamos ao final de uma das mais importantes eleições da nossa história. Uma eleição que colocou frente a frente dois projetos opostos de país, e que hoje tem um único e grande vencedor: o povo brasileiro.

Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nessa campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou, acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais e das ideologias, para que a democracia saísse vencedora.

Neste 30 de outubro histórico, a maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais – e não menos democracia.

Deseja mais – e não menos inclusão social e oportunidades para todos. Deseja mais – e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros. Em suma, deseja mais – e não menos liberdade, igualdade e fraternidade em nosso país.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que exercer o direito sagrado de escolher quem vai governar a sua vida. Ele quer participar ativamente das decisões do governo.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que o direito de apenas protestar que está com fome, que não há emprego, que o seu salário é insuficiente para viver com dignidade, que não tem acesso a saúde e educação, que lhe falta um teto para viver e criar seus filhos em segurança, que não há nenhuma perspectiva de futuro.

O povo brasileiro quer viver bem, comer bem, morar bem. Quer um bom emprego, um salário reajustado sempre acima da inflação, quer ter saúde e educação públicas de qualidade.

Quer liberdade religiosa. Quer livros em vez de armas. Quer ir ao teatro, ver cinema, ter acesso a todos os bens culturais, porque a cultura alimenta nossa alma.

O povo brasileiro quer ter de volta a esperança.

É assim que eu entendo a democracia. Não apenas como uma palavra bonita inscrita na Lei, mas como algo palpável, que sentimos na pele, e que podemos construir no dia-dia.

Foi essa democracia, no sentido mais amplo do termo, que o povo brasileiro escolheu hoje nas urnas. Foi com essa democracia – real, concreta – que nós assumimos o compromisso ao longo de toda a nossa campanha.

E é essa democracia que nós vamos buscar construir a cada dia do nosso governo. Com crescimento econômico repartido entre toda a população, porque é assim que a economia deve funcionar – como instrumento para melhorar a vida de todos, e não para perpetuar desigualdades.

A roda da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias que perderam seu poder de compra.

A roda da economia vai voltar a girar com os pobres fazendo parte do orçamento. Com apoio aos pequenos e médios produtores rurais, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam às nossas mesas.

Com todos os incentivos possíveis aos micros e pequenos empreendedores, para que eles possam colocar seu extraordinário potencial criativo a serviço do desenvolvimento do país.

É preciso ir além. Fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres, e garantir que elas ganhem o mesmo salários que os homens no exercício de igual função.

Enfrentar sem tréguas o racismo, o preconceito e a discriminação, para que brancos, negros e indígenas tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Só assim seremos capazes de construir um país de todos. Um Brasil igualitário, cuja prioridade sejam as pessoas que mais precisam.

Um Brasil com paz, democracia e oportunidades.

Minhas amigas e meus amigos.

A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somo um único país, um único povo, uma grande nação.

Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio.

A ninguém interessa viver num país dividido, em permanente estado de guerra.

Este país precisa de paz e de união. Esse povo não quer mais brigar. Esse povo está cansado de enxergar no outro um inimigo a ser temido ou destruído.

É hora de baixar as armas, que jamais deveriam ter sido empunhadas. Armas matam. E nós escolhemos a vida.

O desafio é imenso. É preciso reconstruir este país em todas as suas dimensões. Na política, na economia, na gestão pública, na harmonia institucional, nas relações internacionais e, sobretudo, no cuidado com os mais necessitados.

É preciso reconstruir a própria alma deste país. Recuperar a generosidade, a solidariedade, o respeito às diferenças e o amor ao próximo.

Trazer de volta a alegria de sermos brasileiros, e o orgulho que sempre tivemos do verde-amarelo e da bandeira do nosso país. Esse verde-amarelo e essa bandeira que não pertencem a ninguém, a não ser ao povo brasileiro.

Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário.

Se somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos e o primeiro de proteína animal, se temos tecnologia e uma imensidão de terras agricultáveis, se somos capazes de exportar para o mundo inteiro, temos o dever de garantir que todo brasileiro possa tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.

Este será, novamente, o compromisso número 1 do nosso governo.

Não podemos aceitar como normal que famílias inteiras sejam obrigadas a dormir nas ruas, expostas ao frio, à chuva e à violência.

Por isso, vamos retomar o Minha Casa Minha Vida, com prioridade para as famílias de baixa renda, e trazer de volta os programas de inclusão que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

O Brasil não pode mais conviver com esse imenso fosso sem fundo, esse muro de concreto e desigualdade que separa o Brasil em partes desiguais que não se reconhecem. Este país precisa se reconhecer. Precisa se reencontrar consigo mesmo.

Para além de combater a extrema pobreza e a fome, vamos restabelecer o diálogo neste país.

É preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário. Sem tentativas de exorbitar, intervir, controlar, cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes.

A normalidade democrática está consagrada na Constituição. É ela que estabelece os direitos e obrigações de cada poder, de cada instituição, das Forças Armadas e de cada um de nós.

A Constituição rege a nossa existência coletiva, e ninguém, absolutamente ninguém, está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou de afrontá-la.

Também é mais do que urgente retomar o diálogo entre o povo e o governo.

Por isso vamos trazer de volta as conferências nacionais. Para que os interessados elejam suas prioridades, e apresentem ao governo sugestões de políticas públicas para cada área: educação, saúde, segurança, direitos da mulher, igualdade racial, juventude, habitação e tantas outras.

Vamos retomar o diálogo com os governadores e os prefeitos, para definirmos juntos as obras prioritárias para cada população.

Não interessa o partido ao qual pertençam o governador e o prefeito. Nosso compromisso será sempre com melhoria de vida da população de cada estado, de cada município deste país.

Vamos também reestabelecer o diálogo entre governo, empresários, trabalhadores e sociedade civil organizada, com a volta do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ou seja, as grandes decisões políticas que impactem as vidas de 215 milhões de brasileiros não serão tomadas em sigilo, na calada da noite, mas após um amplo diálogo com a sociedade.

Acredito que os principais problemas do Brasil, do mundo, do ser humano, possam ser resolvidos com diálogo, e não com força bruta.

Que ninguém duvide da força da palavra, quando se trata de buscar o entendimento e o bem comum.

Meus amigos e minhas amigas.

Nas minhas viagens internacionais, e nos contatos que tenho mantido com líderes de diversos países, o que mais escuto é que o mundo sente saudade do Brasil.

Saudade daquele Brasil soberano, que falava de igual para igual com os países mais ricos e poderosos. E que ao mesmo tempo contribuía para o desenvolvimento dos países mais pobres.

O Brasil que apoiou o desenvolvimento dos países africanos, por meio de cooperação, investimento e transferência de tecnologia.

Que trabalhou pela integração da América do Sul, da América Latina e do Caribe, que fortaleceu o Mercosul, e ajudou a criar o G-20, a UnaSul, a Celac e os BRICS.

Hoje nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil está de volta. Que o Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo.

Vamos reconquistar a credibilidade, a previsibilidade e a estabilidade do país, para que os investidores – nacionais e estrangeiros – retomem a confiança no Brasil. Para que deixem de enxergar nosso país como fonte de lucro imediato e predatório, e passem a ser nossos parceiros na retomada do crescimento econômico com inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Queremos um comércio internacional mais justo. Retomar nossas parcerias com os Estados Unidos e a União Europeia em novas bases. Não nos interessam acordos comerciais que condenem nosso país ao eterno papel de exportador de commodities e matéria prima.

Vamos reindustrializar o Brasil, investir na economia verde e digital, apoiar a criatividade dos nossos empresários e empreendedores. Queremos exportar também conhecimento.

Vamos lutar novamente por uma nova governança global, com a inclusão de mais países no Conselho de Segurança da ONU e com o fim do direito a veto, que prejudica o equilíbrio entre as nações.

Estamos prontos para nos engajar outra vez no combate à fome e à desigualdade no mundo, e nos esforços para a promoção da paz entre os povos.

O Brasil está pronto para retomar o seu protagonismo na luta contra a crise climática, protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica.

Em nosso governo, fomos capazes de reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia, diminuindo de forma considerável a emissão de gases que provocam o aquecimento global.

Agora, vamos lutar pelo desmatamento zero da Amazônia

O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais do que toneladas de madeira extraídas ilegalmente por aqueles que pensam apenas no lucro fácil, às custas da deterioração da vida na Terra.

Um rio de águas límpidas vale muito mais do que todo o ouro extraído às custas do mercúrio que mata a fauna e coloca em risco a vida humana.

Quando uma criança indígena morre assassinada pela ganância dos predadores do meio ambiente, uma parte da humanidade morre junto com ela.

Por isso, vamos retomar o monitoramento e a vigilância da Amazônia, e combater toda e qualquer atividade ilegal – seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.

Ao mesmo tempo, vamos promover o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem na região amazônica. Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente.

Estamos abertos à cooperação internacional para preservar a Amazônia, seja em forma de investimento ou pesquisa científica. Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania.

Temos compromisso com os povos indígenas, com os demais povos da floresta e com a biodiversidade. Queremos a pacificação ambiental.

Não nos interessa uma guerra pelo meio ambiente, mas estamos prontos para defendê-lo de qualquer ameaça.

Meus amigos e minhas amigas.

O novo Brasil que iremos construir a partir de 1º de janeiro não interessa apenas ao povo brasileiro, mas a todas as pessoas que trabalham pela paz, a solidariedade e a fraternidade, em qualquer parte do mundo.

Na última quarta-feira, o Papa Francisco enviou uma importante mensagem ao Brasil, orando para que o povo brasileiro fique livre do ódio, da intolerância e da violência.

Quero dizer que desejamos o mesmo, e vamos trabalhar sem descanso por um Brasil onde o amor prevaleça sobre o ódio, a verdade vença a mentira, e a esperança seja maior que o medo.

Todos os dias da minha vida eu me lembro do maior ensinamento de Jesus Cristo, que é o amor ao próximo. Por isso, acredito que a mais importante virtude de um bom governante será sempre o amor – pelo seu país e pelo seu povo.

No que depender de nós, não faltará amor neste país. Vamos cuidar com muito carinho do Brasil e do povo brasileiro. Viveremos um novo tempo. De paz, de amor e de esperança.

Um tempo em que o povo brasileiro tenha de novo o direito de sonhar. E as oportunidades para realizar aquilo que sonha.

Para isso, convido a cada brasileiro e cada brasileira, independentemente em que candidato votou nessa eleição. Mais do que nunca, vamos juntos pelo Brasil, olhando mais para aquilo que nos une, do que para nossas diferenças.

Sei a magnitude da missão que a história me reservou, e sei que não poderei cumpri-la sozinho. Vou precisar de todos – partidos políticos, trabalhadores, empresários, parlamentares, govenadores, prefeitos, gente de todas as religiões. Brasileiros e brasileiras que sonham com um Brasil mais desenvolvido, mais justo e mais fraterno.

Volto a dizer aquilo que disse durante toda a campanha. Aquilo que nunca foi uma simples promessa de candidato, mas sim uma profissão de fé, um compromisso de vida:

O Brasil tem jeito. Todos juntos seremos capazes de consertar este país, e construir um Brasil do tamanho dos nossos sonhos – com oportunidades para transformá-los em realidade.

Maus uma vez, renovo minha eterna gratidão ao povo brasileiro. Um grande abraço, e que Deus abençoe nossa jornada.

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Vamos falar sobre vitória de Lula e seus desdobramentos

Do Blog Carol Ribeiro

Carlos Santos, comentarista político e editor do Canal BCS (Blog Carlos Santos), é o convidado do Cenário Político desta segunda-feira (31), na TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10.

Vonúvio Praxedes e Carol Ribeiro apresentam programa com nossa participação (Foto: Arquivo/11-05-2022)
Vonúvio Praxedes e Carol Ribeiro apresentam programa com nossa participação (Foto: Arquivo/11-05-2022)

Começa às 19h25.

Ele analisa o resultado das Eleições Gerais e comenta o que pode vir pela frente a partir do contexto que se forma no país.

A entrevista desta segunda-feira pode ser acompanhada pelo tcmnoticia.com.br ou pelo Canal 10 da TCM.

O programa é apresentado pelos jornalistas Carol Ribeiro e Vonúvio Praxedes.

Participe!

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Mercado de aposta crava Lula com 62% de chances de vencer

Na Betfair Exchange, uma das maiores casas de apostas no Brasil, já foram apostados mais de R$ 87 milhões na corrida presidencial.

Mercado de apostas às 12h18 desta sexta-feira (Reprodução do Canal BCS)
Mercado de apostas às 12h18 desta sexta-feira (Reprodução do Canal BCS)

Em junho deste ano, o Odds Scanner, comparador de odds esportivas, lançou o Live Tracker – Odds das Eleições Presidenciais 2022, plataforma capaz de analisar e comparar as probabilidades de vitória dos candidatos à presidência. Na época, Lula (PT) já estava na liderança, com 65% de probabilidade de vencer, enquanto Jair Bolsonaro (PL) somava 36%.

Nas vésperas do primeiro turno, Lula possuía 68% de chance de vencer, enquanto a probabilidade de Bolsonaro ganhar caiu para 28%. Agora, a poucos dias do segundo turno, as probabilidades mudaram novamente: segundo o mercado de apostas, Lula conta agora com 62% de chance de vencer, enquanto Bolsonaro ultrapassa sua probabilidade em junho, com 38%.

A ferramenta desenvolvida pelo Odds Scanner cruza dados atualizados de casas de apostas que atuam no país, notícias recentes e histórico dos candidatos, assim como pesquisas de intenção de voto. As odds e a probabilidade de vencer são atualizadas a cada 12 horas (é importante ressaltar que as odds são inversamente proporcionais à probabilidade de vitória: quanto  menor, mais).

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Difusora junta jornalistas e ex-presidente da OAB para falar sobre eleição

Foto ilustrativa (Arquivo)
Foto ilustrativa (Arquivo)

Nesta quinta-feira (27), às 15h30, na Rádio Difusora de Mossoró, a gente se junta ao ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mossoró Humberto Fernandes, e ao jornalista Bruno Barreto do Blog do Barreto, para falarmos sobre eleições presidenciais 2022.

A decisão do segundo turno presidencial bate à nossa porta: domingo (30).

Compromisso com o Programa Show Joãozinho GPS, apresentado pelo meu querido João Marciliano, locutor-apresentador e repórter dos bons.

Então, tá.

Encontro agendado.

Você pode sintonizar a Difusora pelo prefixo 1.170Khz, mas também pelo seu endereço de áudio online – clique AQUI.

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“Mossoró com Lula” tem programação para esta semana

A campanha em prol da candidatura do ex-presidente Lula (PT) em Mossoró, nesse segundo turno, tem sequência nessa terça-feira (11).Programação em prol de Lula presidente, segundo turno, em Mossoró, a partir de 11 de outubro de 2022

Veja em programação em banner acima e textualização abaixo:

Terça-feira, 11/10, às 16h, UFERSA com Lula – Reitoria;

Terça-feira, 11/10, às 17h, Caminhada com Lula – Concentração no Comitê 13 (Rua Juvenal Lamartine, 1912, Centro);

Quarta-feira, 12/10, às 16h, Trenzinho Crianças com Lula no bairro Santo Antônio – Concentração no Comitê 13;

Quinta-feira, 13/10, às 16h, Uern com Lula – Reitoria;

Quinta-feira, 13/10, Mobilização Dia 13;

Sábado, 15/10, 17h, Carreata Mossoró com Lula

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Lula desponta com 50% e Bolsonaro totaliza 36% em votos válidos

Disputa pode chegar ao segundo turno, segundo pesquisa (Fotos: Folhapress)
Disputa pode chegar ao segundo turno, segundo pesquisa (Fotos: Folhapress)

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29), contratada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, mostra a corrida presidencial em votos válidos.

Veja o resultado:

Lula (PT): 50% (50% no levantamento anterior, em 22 de setembro)

Jair Bolsonaro (PL): 36% (35% na pesquisa anterior)

Ciro Gomes (PDT): 6% (7% na pesquisa anterior)

Simone Tebet (MDB): 5% (5% na pesquisa anterior)

Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (2% na pesquisa anterior)

Diante desse quadro, não é possível afirmar se a eleição será decidida no primeiro turno, segundo o Datafolha.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

A pesquisa ouviu 6.800 pessoas em 332 municípios entre os dias 27 e 29 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-09479/2022.

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PodFalar, da Super TV, recebe o Blog do Barreto

Avaliações da disputa à Presidência da República, Governo do RN, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.Programa PodFalar - Bruno Barreto, Super TV, Saulo Vale, Jaílton Magalhães, 08-09-2022

Como anda o desempenho das lideranças políticas no estado e em Mossoró?

O que dizem as pesquisas de intenção de voto?

Sobre esses e outros assuntos, o podcast PodFalar, da Super TV, recebe nesta quinta-feira (8) o jornalista Bruno Barreto, do Blog do Barreto.

O programa começa às 20h30, logo após a propaganda eleitoral obrigatória. Está no canal 14.1 da tv aberta em Mossoró e 173 da Brisanet, além de todas as redes sociais da emissora.

O PodFalar é apresentado pelo jornalista Saulo Vale e pelo advogado Jaílton Magalhães. Sintonize.

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Ciro e Tebet podem conversar?

Bate papo, conversa, diálogo,Por Ney Lopes

Após enfrentar todo tipo de sabotagem de membros do seu próprio partido – o MDB -, a senadora Simone Tebet finalmente teve o seu homologado em Convenção.

O PT e Lula usaram Renan Calheiros para torpedear a sua candidatura.

Tebet é o exemplo da “camisa de força” da lei eleitoral vigente, que favorece a todo tipo de manobras das cúpulas, em nome de um princípio tornado nocivo, que é a autonomia partidária.

Essa autonomia, na prática, significa dizer que os “donos” dos partidos podem tudo e tentam cassar os próprios militantes, além de utilizarem como querem o dinheiro do Fundo Eleitoral.

Em função disso, boa parte dos políticos emedebistas já correu para apoiar o ex-presidente Lula, sobretudo no Nordeste.

A esses não interessa coerência, ética política, conduta digna.

O que interessa é o prenuncio de que poderão voltar ao poder com Lula, hoje à frente das pesquisas.

Mesmo assim, o MDB sob o comando do deputado Baleia Rossi, formalmente conseguiu apoiar a senadora Tebet, como sua candidata oficial.

De agora por diante, tudo é incógnita.

As últimas pesquisas mostram que Bolsonaro ganhou certo poder de fôlego.

A sua esperança é penetrar no eleitorado mais pobre, a base do Auxílio Brasil.

Ocorre, que estratégia em política muda muito e nem sempre segue os objetivos pré-traçados.

No Nordeste, por exemplo, o sentimento de gratidão nos grotões em relação ao presidente Lula, faz com que dificilmente o voto não seja dado ao petista.

Diante da oscilação na disputa presidencial, Simone Tebet abre espaço para insistir na sua candidatura.

Entretanto, há sinais repetidos de que ela sozinha não conseguirá furar o bloqueio do radicalismo, representado por Bolsonaro e Lula.

Fazer o quê?

Difícil dizer.

Mas, o “fato novo” seria Ciro Gomes e Simone Tebet sentarem-se numa mesa, mesmo que ambos não tenham índices expressivos nas pesquisas.

Ao que se sabe não há antagonismos intransponíveis entre os dois.

O principal da conversa resume-se em definir as linhas para a proposição de um pacto de união nacional, discutido na campanha e implantado após a eleição.

Definidas as diretrizes desse pacto, à semelhança do que ocorreu no passado no Chile e Espanha, a sociedade brasileira seria despertada para o que poderá acontecer “no dia seguinte à eleição”, caso um candidato radical ganhe a eleição.

Não será difícil mostrar o caos em que ficaria o país, na economia e até na segurança coletiva.

Pelo que se observa, ganhando Lula ou Bolsonaro, no outro dia começaria a “caça às bruxas” para dar o “troco”.

A onerosa conta seria paga pelo povo brasileiro, mergulhado numa crise de proporções inimagináveis. Veja-se o exemplo recente do Chile.

Quanto a quem seria candidato, se Ciro, ou Tebet, é uma questão a ser construída através da arte política.

O que precisa agora é tentar salvar o país do abismo do radicalismo.

E somente Ciro e Simone Tebet, por já serem candidatos, podem enfrentar esse tema, através da pregação de uma união nacional.

Portanto, o título do artigo não é próprio ao indagar se Ciro e Tebet podem conversar.

O correto é afirmar, que eles devem conversar, e o mais rápido possível.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Simone Tebet é nome de MDB, PSDB e Cidadania a presidente

Tebet é nome para uma terceira via na sucessão presidencial (Foto: Adriano Machado/Reuters)
Tebet é nome para uma terceira via na sucessão presidencial (Foto: Adriano Machado/Reuters)

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) foi apontada candidata de consenso à presidência da República pelos presidentes de seu próprio partido, Baleia Rossi, do PSDB, Bruno Araújo, e do Cidadania, Roberto Freire. A indicação, porém, não é oficial, pois precisa ser referendada pelas Executivas Nacionais das três legendas, que devem se reunir separadamente na próxima terça-feira.

Entre os tucanos, há ainda a questão do ex-governador João Doria, que venceu as prévias do partido e, como conta Gerson Camarotti, insiste que não vai desistir da candidatura, a despeito da pressão interna.

Pesquisa qualitativa

O nome de Tebet foi sacramentado pelos presidentes devido a uma pesquisa qualitativa-quantitativa para avaliar as perspectivas dela e de Doria junto ao eleitor. Segundo Tales Faria, o resultado indicou que o ex-governador, estacionado em 3% das intenções de votos, não tem margem para crescer.

Como a pesquisa não foi registrada, seus resultados não podem ser divulgados. Fontes disseram, porém, que 60% dos entrevistados disseram conhecer Doria e, desses, 58% o rejeitam. Tebet é conhecida por 20% do eleitorado e rejeitada por apenas 24% desses.

Com informações do UOL, G1, Tales Farias e Gerson Camarotti.

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Por que a esquerda venceu no Chile

Por Ney Lopes

O desfecho da eleição no Chile (veja AQUI) revela sinais sócio-políticos, que merecem reflexão.

Ocupará o Palácio de la Moneda, sede do governo, Gabriel Boric, 36, com a idade mínima necessária para exercer o cargo de Chefe de Estado.

O derrotado foi José Antonio Kast, ex-deputado e advogado de 55 anos.

Eleitores chilenos foram às urnas escolher entre Gabriel Boric (à esquerda) e José Antonio Kast (Foto: Elvis Gonzalez)
Eleitores chilenos foram às urnas escolher entre Gabriel Boric (à esquerda) e José Antonio Kast (Foto: Elvis Gonzalez)

O segundo turno mostrou um país sacudido por manifestações populares nunca vistas, desde o retorno à democracia em 1990.

O perfil político do candidato Kast não escondeu a sua admiração pelo general Pinochet, que governou com mão de ferro por 17 anos e deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.

Filho de imigrantes alemães, o pai de Kast alistou-se no exército, durante o regime nazista alemão.

A sua proposta era a continuidade do liberalismo ortodoxo e predominância absoluta das forças do mercado na economia.

Boric, após a vitória, disse diante de uma multidão, que “haverá no Chile mais direitos sociais, porém faremos isso enquanto permanecermos responsáveis, do ponto de vista fiscal”.

 A propósito de ser acusado de comunista, Gabriel Boric declarou que o presidente será ele e não o Partido Comunista.

Pretende promover reforma tributária para garantir programa de melhor acesso à saúde, à educação e à criação de novo sistema previdenciário, atualmente inteiramente privatizado e em decadência, gerido por empresas privadas, desde a ditadura militar.

Foi implantado por um grupo civil, de profissionais formados na Universidade de Chicago, os chamados “Chicago boys”.

O objetivo era diminuir a contribuição das empresas.

Entre os profissionais esteve o ministro da economia do Brasil, Paulo Guedes.

O Chile ainda está mergulhado no tsunami de protestos realizados em 2019 – chamado de “explosão social”.

Os marginalizados sociais, unidos a classe média, buscaram na eleição um discurso, independente de esquerda, ou direita, que lhes assegurasse a sobrevivência mínima, diante de modelo econômico-social ineficaz.

Veja-se o exemplo histórico de Roosevelt nos Estados Unidos, considerado à época “comunista, quando adotou políticas assistenciais.

O seu “discurso” democrático foi de que desejava ser eleito presidente para mudar o país, e não para fazer reformas cosméticas, sem mexer com ninguém, ou mexendo apenas parcialmente.

Opinou sem “meias palavras”, que o mercado não poderia ser deixado por conta própria, pois seria um risco à economia coletiva.

Roosevelt desejava salvar também os capitalistas.

O bem-estar coletivo, garantido pelo Estado, era, na sua interpretação, benéfico a todos.

Mas, determinados empresários não pensavam assim.

O chileno Gabriel Boric aliou-se a grupos de extrema esquerda para lançar-se candidato.

Ao final, agregou apoios dos ex-presidentes Ricardo Lagos e Michelle Bachelet, que integraram a histórica “Concertación” (1990), uma coalizão eleitoral de partidos políticos chilenos de centro-esquerda, onde confluíram várias tendências ideológicas.

Enquanto isso, o seu opositor Antonio Kast usou o discurso econômico herdado da ditadura Pinochet.

Esqueceu que não basta o desenvolvimento econômico para o aprimoramento social.

Omitiu o verdadeiro liberalismo social de John Stuart Mill, que recomendava distribuição justa de oportunidades, diminuída a distância entre ricos e pobres.

Lord Beveridge, o criador do estado social, insistiu que ser livre pressupõe ter chão firme para apoiar-se.

Portanto, esses princípios não são privilégio da extrema esquerda.

O velho brocardo tomista ensina: “A virtude é o meio termo entre dois vícios, equidistante de ambos”.

A conclusão da análise é que a vitória de Gabriel Boric é atribuída ao seu discurso, a ser testado no mandato.

Ele defendeu que a “responsabilidade social e a austeridade fiscal” podem ser alcançadas, juntamente com as políticas de redução das desigualdades sociais e investimento público na geração de empregos, sem que isso signifique extremismos.

A reflexão sobre o “porquê” da esquerda vencer no Chile abre os olhos da classe política brasileira, na eleição de 2022, em busca da união política, com base em propostas sensatas, para evitar a predominância dos radicalismos.

Platão já advertiu, “que o preço a pagar pela não participação na política é ser governado por quem é inferior

Espera-se, que Boric seja um espelho na América Latina, voltado para soluções democráticas, redução da influência das nocivas polarizações de esquerda, direita e adoção no governo de prioridades econômicas e sociais.

 Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

A democracia venceu mais uma

Gabriel Boric, candidato da aliança de esquerda, venceu disputa chilena (Foto: Martin Bernetti/AFP)
Gabriel Boric, candidato da aliança de esquerda, venceu disputa chilena (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Por François Silvestre

E veja a força simbólica dessa vitória! O lugar onde deu. No Chile (veja resultado de pleito presidencial AQUI). Allende deve ter, de onde estiver, gritado: “Viva Chile, Mierda”!………………….……………

A extrema direita havia vencido no primeiro turno. A fascistada daqui estava eufórica. O candidato do fascismo de lá era amigo e admirador declarado do presidentasto daqui. Trocavam admirações mútuas e extensivas a ditaduras e torturadores.

Todo ditadura é uma merda. Esteja onde estiver na Rosa dos Ventos.

O candidato extremado da direita de lá era devoto declarado do torturador Pinochet. Ocorre que no Chile o voto é facultativo, e a abstenção foi enorme no primeiro turno. Ao ver o perigo os chilenos decidiram votar e viraram o jogo.

Deve haver ranger de dentes na tchurma daqui. O “pingos nos ís” já contavam a vitória como certa. A primeira dama fazia orações e Bolsonaro já havia escolhido o paletó para ir ver a posse do amigo in pectore.

Mas, a superstição reza que onde essa gente torce, a porca torce o rabo. Torceu, perdeu. É o azar aboletado no poder do Brasil.

Viva o Chile, Merda!

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Haddad cresce mais 4%, porém Bolsonaro segue em primeiro

O Datafolha divulgou nesta sexta-feira (28) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 9 mil eleitores entre quarta-feira (26) e sexta-feira (28).

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 9 mil eleitores em 343 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: 26, 27 e 28 de setembro
  • Registro no TSE: BR-08687/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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O vice de Henrique Meirelles

Flávio: vice? (Foto: Cláudio Belli)

O blog “O Antagonista” divulga que o empresário e pré-candidato presidencial Flávio Rocha (PRB) “é mesmo uma possibilidade de vice na chapa de Henrique Meirelles (MDB”.

Mas a resistência no MDB é grande.

Aliados defendem que é preciso buscar alguém do Nordeste. Além disso, avaliam que a chapa Meirelles-Rocha seria “uma chapa muito empresarial”.

Nota do Blog Carlos Santos – Uma chapa com Meirelles é pesada de qualquer jeito. Representa a cara de um governo medíocre, sem autoridade, com enorme rejeição popular, encarnado por Michel Temer (MDB).

No último dia 7, a Coluna do Herzog deste Blog publicou nota sob esse título: Flávio Rocha dificilmente chegará às convenções. Resumimos o que está ocorrendo dia após dia. Não prosperará.

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TSE não aceita pedido de auditoria nas eleições 2014

Do portal UOL

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou hoje (4)  pedido do PSDB para a criação de uma comissão a fim de auditar o resultado das eleições presidenciais. O tribunal, no entanto, autorizou o partido a ter acesso aos arquivos eletrônicos e demais documentos referentes à totalização dos votos.

O plenário seguiu o voto do presidente do TSE, Dias Toffoli.  Ele ressaltou que todos os procedimentos deferidos constam em resoluções da corte que tratam da transparência do processo eleitoral e estavam disponíveis antes da eleição.

Em seu voto, Toffoli disse que o partido não apresentou indícios de fraude e limitou-se a relatar a descrença de algumas pessoas no resultado da votação. Apesar de autorizar os procedimentos, o presidente garantiu a transparência das eleições e ressaltou que o desenvolvimento dos programas usados na apuração das urnas esteve a disposição, desde abril, de todos os partidos políticos, do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), desde o momento em que começaram a ser elaborados.

Sobre a criação de uma comissão para auditar os resultados, o presidente rejeitou o pedido, formulado por um delegado do partido, pessoa sem legitimidade perante o TSE.

Apesar da unanimidade formada no plenário, o ministro Gilmar Mendes defendeu que a Justiça Eleitoral acabe com suspeitas de fraude no resultado nas eleições, mesmo que sejam descabidas e levantadas por meio das redes sociais. Segundo o ministro, o pedido do PSDB contribui para a pacificação do assunto.

Saiba mais AQUI.

 

Um país separado por votos

Por Gaudêncio Torquato (Coluna Porandubas Políticas, site Migalhas)

O Brasil dividido ?

O Brasil saiu das urnas rachado ao meio. O racha, ao contrário do que muitos pensam, não mostra um país separado por regiões – Nordeste contra o Sudeste – mas por votos. É só olhar a aritmética eleitoral. Dilma conseguiu uma montanha de votos no Nordeste – mais de 12 milhões de votos de maioria, ou seja, 71% dos votos. Apenas 29% foram para Aécio.

Minas, o ponto nevrálgico

No país, Aécio perdeu por três pontos. O que aponta para seu Estado, MG, onde Dilma venceu por quase cinco pontos (4,82%), cerca de 550 mil votos. Se Aécio tivesse lá metade dos pontos de vantagem que obteve em SP, venceria. No maior colégio eleitoral (SP), Aécio ganhou de 64,31% a 35,62%, uma diferença de 28,62%. Como se recorda, os tucanos prometiam uma vitória em Minas com uma vantagem de mais de três milhões de votos.

Divisão mal feita

Se o país fosse dividido em dois, por regiões, como alguns radicais chegaram a propor nas redes sociais, não seria o Nordeste contra o resto. Ao Nordeste, seriam somados os Estados de Minas e RJ, onde a presidente obteve 58% dos votos válidos contra 42% da votação dada a Aécio.

Dilma, pior em 15 Estados

Em comparação com o 2º turno da eleição presidencial de 2010, quando venceu pela primeira vez, a presidente Dilma Rousseff piorou seu desempenho em 15 Estados e no DF. Nos demais 11 Estados, ela teve votação porcentual superior à registrada há quatro anos. Os maiores avanços ocorreram em SE e no AC, onde a votação da presidenta aumentou 25%. Logo a seguir aparecem RR (24%) e RN (18%). Todos nas regiões Norte e Nordeste. No outro extremo, as maiores quedas proporcionais ocorreram em DF (-28%), SP (-22%), AM (-20%) e SC (-18%).

Melhor desempenho

Na região Nordeste, maior reduto de Dilma, ela conseguiu melhorar seu desempenho em seis dos nove Estados da região. Além de SE e RN, houve aumento expressivo de sua parcela de votação em AL (16%) e no PI (12%). Onde houve piora, a queda foi pequena : 1% ou menos na BA, no CE e no MA, e 7% em PE, onde ganhou a campanha, para surpresa de muita gente que esperava vitória de Aécio, depois de receber o apoio da família de Eduardo Campos.

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Henrique diz que não haverá conflito sobre chapa presidencial

O candidato a  governador pela Coligação União pela Mudança, presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), garantiu que a sua campanha não terá conflito com adversários no estado, em relação à disputa presidencial. “Será de equilíbrio”, garantiu.

Henrique esteve fazendo corpo a corpo em Currais Novos (Foto: Divulgação)

Ele foi entrevistado pela Rádio Cabugi do Seridó nesse sábado (12), durante corpo a corpo na feirinha de Currais Novos, na festa da padroeira Sant´Anna,

Veja seu bate-papo com o repórter José Wilson:

– Qual sua expectativa em relação à corrida presidencial no Rio Grande do Norte, já que seu palanque e do adversário Robinson Faria (PSD) possuem a presidente Dilma Rousseff (PT) como candidata comum à Presidência?

Henrique Alves – Já que tem dois candidatos que fazem parte da sua base política partidária, o candidato ao PSD ligado ao ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, que apóia a presidente Dilma e a nossa participação clara, por termos na chapa o vice presidente do PMDB, Michel Temer, a posição é que será de equilíbrio e que vamos respeitar.

– Que sentimento e como o senhor avalia essa sua primeira disputa ao Governo do Estado?

Henrique Alves – Estamos começando ainda, acabando a Copa do Mundo com Brasil, não conseguindo o resultado que se esperava, então estamos aproveitando esses dias para contato político, para preparar programa de governo, ouvindo a sociedade, os segmentos da economia do estado, trabalhadores e diversas categorias. A partir da próxima semana, aí sim, com o time definido, nós podemos ir ao encontro das ruas para ouvirmos mais ainda o povo do RN.

– Chegando ao Governo, quais as suas principais prioridades considerando o caos administrativo na Segurança e Saúde?

Henrique Alves – Vai ter tempo pra isso, tem toda uma campanha. Teremos mitos debates. Estamos discutindo com vários segmentos ouvindo o povo para sugestões de ponto de vista do estado, de regiões e dos municípios. Mas, sem dúvidas a segurança é hoje o maior problema que aflige o povo norte-rio-grandense. Sempre a saúde presente, porque como direito do cidadão é necessário uma saúde básica e de qualidade. Mas, a segurança hoje se torna a coisa mais aflitiva, essa sistema hoje estamos estudando e ouvindo todo o povo do RN.

– Surpreende-o o apoio declarado anunciado em sua passagem pelo  Rio Grande do Norte, do presidenciável Eduardo Campos (PSB)?

Henrique Alves – Não.  É natural, na hora em que o PSB se alia a ao PMDB aqui com Wilma de Faria ao senado. Respeitando, democrata como ele é, Eduardo Campos nos trouxe seu apoio, que agradeci ontem (sexta-feira, 11), por telefone, em conversa rápida que tivemos. Agradeci pela maneira correta como se portou e com todos nós potiguares.

Pré-candidato do PSTU a presidente estará em Natal

O presidente nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e pré-candidato à Presidência da República, José Maria de Almeida, o Zé Maria, estará em Natal nesta quinta-feira (29), para um encontro com os militantes e filiados ao partido. A atividade terá início às 19h, no IFRN Cidade Alta.

O evento servirá para comemorar o aniversário do partido, fundado em 05 de junho de 1994, e discutir o programa para a campanha presidencial deste ano.

Jornadas de junho

Na ocasião, também será apresentado um vídeo e um cordel pelos 20 anos do partido. A pré-candidatura de Zé Maria foi aprovada no encontro nacional do PSTU, em abril, e será submetida à convenção nacional do partido. O encontro aprovou diretrizes políticas programáticas, que estão sendo discutidas nos estados e serão tema de um seminário nacional de programa, nos dias 14 e 15 de junho, em São Paulo.

“Nosso programa será o programa das jornadas de junho e das greves que estão sacudindo o país. Os protestos exigiram saúde, educação, segurança, salários dignos, mas nem o governo do PT, nem a oposição de direita são capazes de garantir isso, porque continua enviando bilhões para as grandes empresas e a Copa do Mundo”, analisa Zé Maria.

Com informações do PSTU.