Prefeito assinou autorização para obra ao lado de familiares de vítimas (Foto: Wilson Moreno)
A Prefeitura de Mossoró assinou nesta segunda-feira (18) ordem de serviço para a construção do memorial em homenagem às vítimas da Covid-19.
O memorial será construído na avenida Dix-sept Rosado, ao lado da Catedral de Santa Luzia, bairro Centro. Terá um investimento de R$ 433.783,42 (quatrocentos e trinta e três mil, setecentos e oitenta e três reais e quarenta e dois centavos). A iniciativa visa prestar homenagem às pessoas que perderam suas vidas para a doença e também rememorar esse momento difícil pelo o qual passamos.
“Estamos hoje iniciando a obra, dando a ordem de serviço já com os trabalhadores em campo. Esse memorial será uma homenagem às mais de 700 vidas mossoroenses ceifadas durante o período da pandemia que começou em 2020 e se estendeu pelos anos 2021 e 2022”, destacou Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró.
O memorial faz parte do conjunto de obras do programa “Mossoró Realiza”.
“Esse memorial faz uma homenagem justa à população, à medida que aqui vai ter os nomes das pessoas vítimas da Covid-19. É um marco importante de você valorizar a população e ela se sentir aqui representada. Eu acho que é fundamental esse momento aqui”, enalteceu padre Flávio Augusto Forte de Melo, pároco da Catedral de Santa Luzia.
A enfermeira Clésia Cavalcante, irmã do médico psiquiatra Raimundo Clodovil que atuava na linha de frente na pandemia e foi uma das vitimas da Covid-19, falecendo no dia 6 de Agosto de 2020, se emocionou e enalteceu a ação da Prefeitura em criar o memorial.
“Como irmã de uma pessoa que esteve na linha de frente pra salvar vidas, mas para isso teve que dar a própria vida por todos nós, só tenho a agradecer,” destacou.
Outros familiares estiveram presentes, como Emery Júnior, filho do jornalista Emery Costa, falecido dia 01 de maio de 2020 (veja AQUI).
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Manuelito deixou acervo com mais de 40 mil fotos (Reprodução)
Num texto escrito em 17 de agosto de 1975, o jornalista Emery Costa se referia aos cinquenta anos de profissão do fotógrafo Manuelito: “Ele conseguiu, em quase meio século de vida profissional como artista da fotografia, sintetizar num slogan o atestado maior de sua fama com um atelier dos mais bem montados no interior nordestino”. Emery escreveu no mesmo dia em que Manuelito Pereira dos Santos Magalhães Benigno completava 65 anos de vida
Significando muito para a história de Mossoró, registrando os principais acontecimentos da cidade, Manuelito era um fotógrafo marcante e com força para influenciar. Prestes a se completarem 18 anos da sua morte, amanhã, o profissional é sempre lembrado.
O material de Manuelito é quilométrico. Pelo menos 40 mil fografias foram doadas ao Museu Municipal Lauro da Escóssia pela filha Maria Manolita Pereira Maia, isso sem contar com os milhares de negativos e equipamentos utilizados pelo artista. A particulandade de Manuelito era o tratamento que dava as fotografias.
Desenvolveu um aparelho que iluminava o negativo, a ponto de ele poder fazer o retoque nas fotos e também dava cores a elas quando era dictado “Considero Manuelito como o maior fotógrafo em preto e branco que o Estado já teve”, diz Elias Júnior, da Color Filme.
Pavilhão Vitória ficava na Praça Rodolfo Fernandes (Fotomontagem BCS)
O museu se preocupou em oferecer um espaço somente para mostrar um pouco de Manuelito. Afora suas máquinas fotográficas e inúmeras lentes, ainda há livros do acervo pessoal que costumava ler. “Ele gostava muito de ler romance e tinha vários livros”, relembra a filha Maria Manolita. Não apenas de ler, mas de escrever também. Pouco tempo antes de morrer, Manuelito preparava sua autobiografia.
“Nós não somos fotógrafos, porque Manuelito fazia a foto e nós não conseguimos”, declara o fotógrafo Cézar Alves, da GAZETA, referindo-se à técnica que tinha em registrar as imagens em vidros, que serviriam de negativo. “Ele usava um pó de potássio que entrava em funcionamento, quando o flash explodia como um tocha”.
Em duas folhas datilografadas, o fotógrafo – considerado o n°1 de Mossoró – falava de seu nascimento em Fortaleza (CE), de sua iniciação na profissão em 1930, de sua chegada a Mossoró (veja texto nesta edição), além de fazer uma análise das técnicas fotográficas “Fazer um comparativo da arte fotográfica de 1930 a 1977 seria uma longa explanação”, dizia ele, no texto intitulado “Quase Meio Seculo Fotografando”, de 1977. “Contudo, vale ressaltar a diferença das técnicas e recursos durante essas quatro décadas. Acompanhei de perto essa evolução”.
Mossoró fazia parte da vida de Manuelito
“Fotografel a vida e a morte. Alegrias e tristezas”. Manuelito pôde afirmar que viveu as várias metamorfoses da cidade, bem como de sua profissão. O fotógrafo tinha um objetivo em mente: fotografar para deixar marcado na história a vida de Mossoró no passado.
Inauguração da primeira ponte no Centro da cidade (Reprodução)
O material de Manuelito, que está no Museu Municipal Lauro da Escóssia, registra fatos politicos importantes e passagens pela cidade de presidentes da República, como Juscelino Kubtischek, Getúlio Vargas, João Goulart, entre outros.
“Cliquei também ministros de Estado, governadores, prefeitos, politicos em geral, misses e diversas personalidades do mundo artistico e cultural”, disse em sua autobiografia.
Fotografar Mossoró era muito mais que um compromisso com a cidade, mas consigo mesmo. Para Manuelito, o arquivo que conseguiu montar não tem preço, porque fazia parte de sua vida. “Ele adorava Mossoró e não trocava por cidade nenhuma”, afirma a filha do fotográfo, Maria Manolita.
Considerando o seu trabalho como um Muscu da Imagem, Manuelito tinha o propósito de manter viva a história mossoroense. Che-gou a se dispor para qualquer um que mostrasse interesse em realizar uma pesquisa sobre a cidade nos últimos 40 anos. “Esta obra de grande valor estará sempre à mostra daqueles que desejarem conhecer”, dizia o profissional, que também desenhava e coloria as fotografias com tintas especiais importadas.
Fotógrafo veio de Fortaleza a pedido dos Escóssia
Quando Manuelito chegou a Mossoró, em 4 de outubro de 1933, a cidade não dispunha de fotógrafo. Para ser um fotógrafo não era como hoje, tão simples. “Antigamente eram poucos fotógrafos porque o equipamento não era de acesso fácil”, conta a filha Maria Manolita. Manuelito veio de Fortaleza a pedido da família Escóssia.
Antigo Hospital da Caridade de Mossoró, depois Hospital Duarte Filho (Reprodução)
Manuelito já era profissional da fotografia havia três anos. Sua competência era incontestável bem como sua preocupação em dar tons artísticos a seu trabalho. Por isso, rapidamente conseguiu instalar seu próprio negócio na Praça Vigário Antônio Joaquim e ser reconhecido como o fotógrafo número 1 de Mossoró.
O estúdio foi arrendado no finalzinho dos anos 70 e vendido poucos anos depois. O comprador foi Elias Júnior, hoje proprietário da Color Filme. Ao ser arrendado, Manuelito ficou vivendo de sua aposentadoria e fotografava por puro prazer. “Fotografia é uma coisa que me empolga e faz a gente gostar e se apaixonar pelo que ela pode dar e ensinar”, acreditava.
Um infarto fulminante no dia 10 de agosto de 1980 dava fim à trajetória de Manuelito. Seu legado nunca foi esquecido, bem como o seu talento. Fotos históricas, que marcaram a cidade, estão em exposição permanente no Museu Municipal Lauro da Escóssia.
*Reportagem especial publicada no jornal Gazeta do Oeste em 9 de agosto de 1998, assinada pelo jornalista William Robson, que agora em blog com seu nome reproduz matérias diferenciadas que fez ao longo de décadas de profissão. Essa série tem o nome de “Acervo” (veja AQUI).
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O Portal tcmnoticia.com.br da Rede TCM de Comunicação, lançou nessa quinta-feira (2), o podcast ‘Memória do Rádio’, apresentado pelo jornalista e radialista Tárcio Araújo. O objetivo é conversar com convidados que fizeram a história do rádio local. Alguns radialistas do passado e do presente que ainda estão na ativa.
De acordo com Tárcio Araújo, serão 07 podcast´s semanais publicados no TCM Notícia a cada quinta-feira, sempre com dois convidados.
Tárcio Araújo ainda explica que o projeto do podcast é uma prévia para o livro que vai lançar em abril, denominado ‘Memórias do Rádio Mossoroense’ – um amplo trabalho de pesquisa sobre a radiofonia da cidade. Exumará histórias de dezenas de radialistas, alguns até já falecidos, como Emery Costa, Rui Maurício, Coroné Pereira, Jota Belmont, entre tantos outros ícones da radiofonia local que deixaram seu legado.
Para a edição da próxima quinta-feira (9), o ‘Memória do Rádio’ recebe Assis Cabral e Phabiano Santos. Mas, outros nomes como Martins Coelho, Givanildo Silva, Jota Nobre, Ênio Ticiano, Diassis Linhares, Gilson Cardoso e Edmundo Torres também estão confirmados. Entre outros.
“Eu quero agradecer a sensibilidade e apoio do jornalista Moisés Albuquerque e da rede TCM que abraçaram esse projeto de valorização da memória da nossa comunicação. Os profissionais do rádio têm um legado valioso para Mossoró. O próprio Dr. Milton Marques, fundador do grupo, era um abnegado da radiofonia e também faz parte dessa história,” enaltece.
Acompanhe na caixa de vídeo desta postagem, o primeiro podcast do projeto, onde Tárcio conversa com os jornalistas Moisés Albuquerque e Likely Barros.
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Faleceu nessa sexta-feira (9) no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), Custódio Dantas da Silva Neto.
Seu velório acontecerá no Centro de Velório Sempre, em frente ao Tiro de Guerra, em Mossoró, a partir das 22h.
O sepultamento será amanhã (sábado, 10), às 8h, no Cemitério São Sebastião, Centro.
Nota do Blog – Minha solidariedade à família de Custódio, que durante muitos anos atuou no setor bancário. Faleceu em decorrência de uma pneumonia, após ser internado com complicações advindas da diabetes.
Ano duro com várias perdas de amigos e gente de convivência social muito próxima, como o Custódio, Sargento Freire, Betinho do Frango, Carlos Escóssia, Emery Costa – entre outros.
Que todos descansem em paz.
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Quando não estou no mundo fascinante das abelhas Jandaíra, atividade que adoro e tenho como uma terapia ocupacional, sem querer, vivo muitas vezes mais do passado que do presente. Acho que é devido à violência dos dias atuais comparado com a tranquilidade de um passado cheio de paz, felicidade e, que por isso mesmo, é sempre motivo de muita saudade.
Ao romantismo de uma época de ouro confrontado com a selvageria do mundo presente. Violência e droga, naquela época, nem pensar. Na minha juventude, por sinal muito bem vivida, quando em Mossoró reinava harmonia, afeto, benquerença, bate papo nas calçadas, tínhamos uma turma de amigos que se autodenominava os 7 cabeludos.
Eu, Bira Menezes, Emery Costa, João Vieira, Guga Escóssia, Raul Caldas e Joãozinho de Neco Carteiro, formávamos o que se poderia chamar de um grupo de “bons vivants.” Emery Costa, Raul Caldas e Joãozinho de Neco Carteiro, infelizmente, já partiram e estão numa outra dimensão.
O nosso encontro diário era à noite no coreto da praça da Catedral de Santa Luzia. Lá funcionava a rede social da época. Estávamos sempre atualizados.
O rádio era o meio de comunicação mais eficiente.
Alí, vivíamos os tempos dourados dos anos sessenta. Todos muito jovens, tínhamos muitos sonhos e fantasias. Tempo em que nascia na distante Liverpool, os Beatles que iriam revolucionar toda uma geração. Revolução essa, que até hoje, me impressiona pelo fato de ver meus netos ao ouvir “I Want to Hold Your Hand” dizerem: – “vozinho, que música bonita, como o senhor tem bom gosto musical.”
Imagine nós que vivemos àquela época.
Recordo também, que com exceção de Joãozinho, os demais componentes de grupo prestaram no mesmo ano, o serviço militar no glorioso “Tiro de Guerra 188”. Sargentos Leite e Maurílio eram os instrutores.
Já naquela época se usava o cargo para benefício próprio, misturando o público com o privado.(esse país não tem jeito). Explico: um dos sargentos, além da farda, explorava um bar vizinho à sede do Tiro de Guerra. Num festivo dia de sábado, nosso grupo tomou 96 cervejas (não havia a Long Neck) ouvindo o sonoro violão de Wellington Couto, que também fazia parte da tropa militar e da boemia.
Dinheiro que era bom, ninguém tinha.
Ao perceber que não ia receber o valor do produto vendido, não deu outra. Na primeira instrução o sargento foi curto e grosso:
– Em 48 horas se vocês não pagarem a conta serão todos excluídos do serviço militar. Não tinha razão o enganado nem os enganadores.
O fato é que na pressão, o dinheiro apareceu e entre mortos e feridos escaparam todos.
Assim é que com pontas de saudades acabei de assistir e narrar mais um filme de um passado glorioso e extremamente feliz. Sobre o tema assim se expressou Bob Marley: “Uma das coisas mais belas da vida é olhar para o céu, contemplar uma estrela e imaginar que muito distante existe alguém olhando para o mesmo céu, contemplando a mesma estrela e murmurando baixinho: “
Luiz Di Souza, Élio César Marson, Emery Costa, Antônia Gizele Aquino de Medeiros: Covid-19 (Fotomontagem BCS)
Por Caio César Muniz
Que será do amanhecer
Sem Neto da Panelada?
Do rádio sem Emery?
Ramiro sem a risada
De Gizele, a sua filha?
E de nós, perdendo a trilha
Pra esta “sódade marvada”?
.
Margareth sem Luiz,
Sem poesia pra rimar.
Luiz Alves, enfermeiro
Com tanto pra ofertar.
César Marson, Anaísa,
Indo embora, feito brisa,
Nos tirando, chão e ar.
.
São tantos nomes perdidos
Que nem conto mais de dor,
Todo dia novos sonhos
Perdidos num corredor
Sem direito à despedida
Vai de novo, outra vida
Encontrar Nosso Senhor.
Nas eleições de 1972, a disputa em Mossoró foi protagonizada pelas chapas (candidatos a prefeito e vice-prefeito, respectivamente): Dix-huit Rosado e Canindé Queiroz, pela ARENA; Lauro da Escóssia Filho e Emery Costa, pelo MDB.
No pleito municipal anterior, em 1968, o MDB não apresentou candidato em Mossoró. E a ausência do partido na referida eleição derivava do quadro político no Rio Grande do Norte: após a institucionalização do bipartidarismo no país, em 1966, os dois grupos de maior projeção no Estado, liderados por Dinarte Mariz e Aluízio Alves, se filiaram ao partido que dava sustentação ao Regime Militar, apesar de continuarem adversários no âmbito local.
Chegaram a apelidar tal anomalia de “Arena verde” e “Arena vermelha”, considerando as cores que demarcavam a rivalidade na província.
Em 1969, o deputado Aluízio Alves, que compunha a bancada de apoio ao Regime Militar, teve seu mandato casado e os direitos políticos suspensos por dez anos. Somente a partir desse episódio o grupo político de Aluízio se filiou ao MDB.
Com Emery Costa, Ulysses Guimarães e Lauro Filho em 1972, o MDB ia à disputa contra chapa da Arena (Foto: cedida)
Mas voltemos a Mossoró, relembrando quem era quem na disputa de 1972.
Dix-huit Rosado, desde 1945, atuava na seara política: havia exercido mandatos de deputado estadual, deputado federal e senador da República, além de ter ocupado a presidência do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA), durante a gestão do general Costa e Silva. Seu vice, Canindé Queiroz, era estreante na política partidária, porém conhecido na cidade por administrar empresas do tio, deputado federal Antônio Florêncio.
No MDB, Aluízio Alves, atuando nos bastidores, tentou “costurar” chapa encabeçada pelo padre Américo Simonetti, tendo como companheiro Lauro Filho, que já havia sido candidato a deputado estadual, obtendo considerável número de votos, o que lhe garantira uma suplência. Padre Américo não aceitou tal candidatura.
Ainda houve sondagens em torno de outros dois nomes do clero mossoroense: Sátiro Dantas e Alcir Leopoldo, que igualmente declinaram.
O nome de Lauro Filho foi alçado à condição de candidato a prefeito. A solução de Emery Costa, como seu companheiro de chapa, deu-se em consequência de sua atuação jornalística na Rádio Rural, cuja direção era exercida pelo padre Américo. Solução engendrada com o intuito de manter os simpatizantes da frustrada candidatura do clérigo, colocando-se um nome que compunha a equipe de profissionais por ele liderada na emissora da Diocese.
A eleição de Mossoró concentrava atenção, pois o prefeito de Natal (como nas demais capitais) era nomeado pelo governador durante o período ditatorial, não havendo, por conseguinte, eleições naquela urbe. Para se ter uma ideia, Ulysses Guimarães, presidente nacional do MDB, veio a Mossoró. Então, se a cidade oestana constou no roteiro do dirigente, naturalmente a eleição interessava ao comando emedebista.
Empresário salineiro Francisco Ferreira Souto Filho (“Soutinho”) e sua esposa e Edith foram anfitriões da comitiva. Diga-se de passagem, o casal além de receber essas proeminentes figuras, fazia da residência um verdadeiro “birô político”, para usarmos uma expressão da época.
Por que me veio todo este caudal de lembranças? Porque a recente partida (veja AQUI e AQUI) de Emery me fez rememorar tanto os aspetos históricos imbricados, como alguns trechos dos “jingles”que eram cantados a plenos pulmões pelos partidários de cada corrente. E aí tínhamos tanto um “jingle” composto originalmente para a ocasião, como o de Dix-huit: “Que coisa linda, olha lá, olha lá, olha lá, tá na hora, vamos agora em Dix-huit Rosado votar” (autoria de Nepó, compositor areia-branquense); ou uma paródia adversária que conclamava: “Bandeira branca amor, é isso aí, com a vitória de Lauro e Emery…”
Carlito Costa do Nascimento, saudoso amigo, cujo hobby era escrutinar jingles políticos, falava de uma das paródias da memorável campanha que, com licença poética, repetia: “Lauro e Emery já tá eleito, Lauro e Emery já tá eleito, Lauro e Emery já tá eleito, prefeito de Mossoró”. Não consigo lembrar especificamente desse detalhe.
Uma campanha e só (Foto: família)
Até sou “consultado” sobre questões políticas mossoroenses anteriores (e não me faço de rogado para conversar sobre), mas essa paródia, especificamente, não vem à mente. Apesar de lembrar vivamente da referida contenda.
Pois bem, do pleito mossoroense de 1972, temos esparsas reminiscências compondo uma crônica aqui ou acolá, evidenciando certa fragilidade de registros da historiografia recente.
Dix-huit e Canindé venceram o pleito e seguiram militando na vida pública da cidade, inclusive ambos disputaram outras eleições. Lauro Filho mudou-se para Fortaleza onde dedicou-se ao exercício da advocacia. Emery continuou a trajetória na radiofonia, ampliando, nos anos seguintes, sua atuação em jornal e televisão, conquistando respeito e admiração por tão fecunda carreira profissional.
Com o passar do tempo, o próprio Emery, em seus escritos ou conversas informais, comentava que aquela participação partidária foi algo episódico e, rindo, se perguntava: “Como danado fui me meter numa campanha política?”.
Dúvidas que nem ele, Emery, nem nós, reles mortais, deciframos; são os enigmáticos desígnios em nossa existência.
Salve Emery!
David de Medeiros Leite é professor da Universidade do Estado do RN (UERN) e Doutor pela Universidade de Salamanca – Espanha
Falecido por volta de 13h30 desta sexta-feira (1º) em Natal (veja AQUI), na Casa de Saúde São Lucas, o jornalista Emery Costa será sepultado em Mossoró. A família mobiliza-se e segue protocolo sanitário para evitar velório ou qualquer outro tipo de aglomeração.
Seu corpo deverá chegar a Mossoró por volta de 21 horas ou 22 horas de hoje, sendo imediatamente sepultado no Cemitério São Sebastião – centro.
O jornlaista Emery Costa militou na imprensa com uma carreira de quase 55 anos (Foto: arquivo)
– A gente não pode fazer muito coisa agora, apenas cumprir essas orientações – transmite (chorando) ao Blog Carlos Santos, um dos filhos do jornalista mossoroense, Emery Júnior.
Emery estava internado na Casa de Saúde São Lucas há cerca de 14 dias. Tinha comorbidades – deficiência renal, diabetes e hipertensão que potencializaram a doença até o desfecho fatal.
História
Um importante ciclo da radiofonia e do jornalismo mossoroense morre com Emery Jussier da Costa, 74 anos (13 de fevereiro de 1946). Oficialmente, ele encerrou carreira como profissional na comunicação no dia 28 de fevereiro de 2018, no último programa que apresentou, às 11h, na Rádio Rural de Mossoró, o “Ponto por Ponto”.
Começou sua longa trajetória profissional com 17 anos de idade, em setembro de 1963. Poucos meses antes, dia 02 de abril, tinha sido inaugurada pelo então Presidente da República, João Belchior Goulart.
A solenidade na própria emissora foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Gentil Diniz Barreto.
Foram quase 55 anos de atividades na imprensa, no rádio, jornalismo impresso e televisão.
Emery também enveredou pela política em 1972, quando foi candidato a vice-prefeito de Mossoró em chapa encabeçada pelo advogado Lauro da Escóssia Filho.
Foi a primeira e única experiência de Emery na política partidária, como candidato. “Eu não levava jeito. Era o tempo todo que tendo que sorrir em cima de carro.Eu ficava com a boca doendo”, contou certa vez ele ao editor desta página, dando boas gargalhadas.
Maysa e Emery (Foto: web)
Ironicamente, muitos anos depois Emery chegou a ser titular da Comunicação Social do Governo Dix-huit Rosado, eleito em 1992 para o terceiro mandato à frente da municipalidade.
Saiu do cargo rifado em crise política entre o prefeito e a vice-prefeita Sandra Rosado.
Emery era casado com bancária aposentada Maysa Almeida e pai de Emery Filho e Mayria.
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Internado há mais de uma semana na Casa de Saúde São Lucas em Natal, sob tratamento contra a Covid-19, o jornalista Emery Costa, 74, tem reagido satisfatoriamente ao tratamento.
Está na UTI, mas até aqui não precisou ser intubado.
Segundo informações do seu filho, Emery Júnior, “o quadro clínico continua estável”.
Acrescenta, que “são vitórias diárias e temos que ter paciência”.
Emery Costa está consciente, mas é renal crônico, diabético e hipertenso, componentes que preocupam adicionalmente os médicos.
“Com fé em Deus, tudo dará certo”, manifesta Emery Júnior.
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“Como já era esperado, confirmado o diagnóstico de Covid-19 de Papai!”.
Emery Costa está internado em Natal desde a semana passada e tem quadro estável (Foto: Edilberto Barros)
A informação é de Emery Júnior, filho do jornalista mossoroense Emery Costa, que está internado na Casa de Saúde São Lucas em Natal.
“O quadro dele permanece estável e continua interno na UTI do São Lucas. Continuemos rezando pra ele conseguir vencer mais essa”, acrescenta.
“Na quarta-feira (15) ele apresentou febre após hemodiálise! Na quinta-feira (16) fomos ao médico e fizemos tomografia! Apresentou pneumonia e quadro similar à famigerada Covid-19! Fez exames na sexta-feira (17) e foram descartadas as outras influenzas”, relatou ao Blog Carlos Santos Emery Júnior, em postagem que publicamos na segunda-feira (20) – veja AQUI.
“Vamos rezar para que Deus o ajude a se recuperar”, pregou Emery Júnior agora à noite.
Nota do Blog – Na torcida, meu caro. Você e sua família sabem quanto o estimo.
Venceremos!
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Emery está bem, apesar do internamento (Foto: arquivo)
O jornalista mossoroense Emery Costa está internado na Casa de Saúde São Lucas, bairro de Petrópolis, em Natal.
“Na quarta-feira (15) ele apresentou febre após hemodiálise! Na quinta-feira (16) fomos ao médico e fizemos tomografia! Apresentou pneumonia e quadro similar à famigerada Covid-19! Fez exames na sexta-feira (17) e foram descartadas as outras influenzas”, relatou ao Blog Carlos Santos Emery Júnior, filho do jornalista.
“Por precaução, trouxemos ele para natal! Encontra-se no são Lucas, na UTI. Respira normal, sem aparelhos. Exames bons, lúcido, orientado, quase sem febre”, acrescentou.
Segundo Emery Júnior, “o protocolo do hospital para infeção respiratória é observação de 24h em UTI! Médico passou hoje (ontem, domingo, 19) e optou por mantê-lo lá! Está na UTI, mas como disse, está bem!”
Nota do Blog – Já mandei meu abraço virtual para ele e estou na torcida, do meu jeito, com a fé que tenho, sem maiores liturgias formais que me são escassas.
Vai dar tudo certo, meu caro. Um beijo.
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Crispiniano, Antônio Francisco e Allyson Bezerra: homenagens em dia de festa (Foto: Eduardo Maia)
Por proposição do deputado Allyson Bezerra (Solidariedade), a Assembleia Legislativa do RN realizou em Mossoró no Teatro Lauro Monte Filho, à noite dessa sexta-feira (15), sessão solene pelos 167 anos de emancipação política do município.
Em sua fala, o parlamentar mossoroense enalteceu a “história de luta e resistência” que marca Mossoró, mas defendeu que não fique no passado apenas como uma lembrança, “mas que seja inspiração para o futuro, um futuro melhor”.
Nomes representativos de Mossoró foram homenageados, como Padre Sátiro Cavalcanti; o poeta mossoroense Antônio Francisco; o escritor David Leite; o pastor José Dantas Filho; o médico Cure de Medeiros; o servidor da Ufersa Francimar Honorato dos Santos; o jornalista Emery Costa; a pesquisadora Maria Lúcia da Escóssia e o ex-jogador de futebol do Potiguar Odilon Gomes de Almeida.
Homenageados
A apresentação cultural foi feita pelos poetas Antônio Francisco e o pequeno Moisés Marinho, de apenas 11 anos – que surpreenderam o público com um show de talento.
Participaram ainda do evento, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) e o deputado estadual Dr. Bernardo Amorim (Avante); o reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) Pedro Fernandes Ribeiro; o vice-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) José Domingues Fontenele Neto; a vice-prefeita de Mossoró Nayara Gadelha (PP); o presidente da Fundação José Augusto Crispiniano Neto e a presidente da Câmara de Mossoró Izabel Montenegro (MDB), bem como os vereadores Raério Araújo (PRB), Manoel Bezerra (PRTB) e Genilson Alves (PMN).
Com informações da AL e Assessoria de Allyson Bezerra.
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A Câmara Municipal de Mossoró realizou, na manhã dessa quinta-feira (12), sessão solene em homenagem ao Dia do Jornalista, que foi comemorado no Brasil no dia 07 de abril. A solenidade foi uma iniciativa do vereador João Gentil (sem partido).
Sessão solene teve o jornalista Emery Costa falando em nome dos homenageados (Foto: Edilberto Barros)
O jornalista Emery Costa, que também foi homenageado durante a solenidade, falou em nome dos homenageados com atuação na imprensa local. “Nós nos sentimos reconhecidos, pois a Câmara Municipal é a mais autentica representação popular.”, disse.
Na sessão solene, cada vereador teve a oportunidade de homenagear um comunicador que contribuiu ou contribui com a história do jornalismo mossoroense.
Nota do Blog – Através de Emery parabenizo os agraciados.
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Em alusão ao Dia do Jornalista, comemorado anualmente em 7 de abril, a Assembleia Legislativa rendeu homenagens nessa sexta-feira (6) a 25 profissionais com destacados serviços prestados à imprensa potiguar, dentre elas uma homenagem póstuma a Luís da Câmara Cascudo.
A solenidade, proposta pelo presidente do Legislativo Estadual, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), reuniu parlamentares, gestores, familiares, amigos e colegas dos homenageados, que lotaram as galerias e o plenário da Casa.
Todos os homenageados foram indicados pelos 24 deputados da 61ª Legislatura e foram agraciados, durante a solenidade, com a entrega de placas comemorativas. São eles: Alex Viana, Anna Karlla Fontes, Christian Lira de Vasconcelos, Ciro Pedroza, Cledivânia Pereira, Diassis Oliveira, Emery Costa, Felinto Rodrigues, Gerlane Lima, Gunther Guedes, Ilana Albuquerque, Ivo Freire, Jackson Dantas Filho, Jean Valério Gomes Damasceno, João Maria Medeiros, Luan Xavier, Mariana Vieira, Marília Rocha, Ohara Oliveira, Osair Vasconcelos, Rafael Duarte, Rodrigo Rafael, Saulo Vale e Washington Rodrigues da Silva, além de Luís da Câmara Cascudo (in memoriam).
De mossoró foram homenageados Saulo Vale e Emery Costa, agraciados com proposições dos deputados Larissa Rosado (PSDB) e Souza (PHS), respectivamente.
Nota do Blog Carlos Santos – Aplausos a todos os agraciados. Em especial, saúdo os mossoroenses que representam duas gerações distintas desse ofício, mas encadeadas pela tarefa árdua que é ser jornalista.
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Em 1994, a então ex-prefeita do Natal Wilma de Faria (PSB) enfrentou pela primeira vez a disputa ao Governo do RN numa faixa própria, fora da proteção e sobrenome Maia (ela, uma ex-Maia, ex-esposa do ex-governador Lavoisier Maia).
Ficou em quarto lugar com seu vice Binha Torres (PSB). Para ser mais preciso, em última colocação, com apenas 35.591 votos (3,83%).
A chapa Garibaldi Filho (PMDB)-Fernando Freire (PPR) levou a melhor na eleição, totalizando 489.765 votos (52,67%). Deixou a chapa Lavoisier Maia (PDT)-Rosalba Ciarlini (PFL) na segunda colocação, com 359.870 votos (38,70%).
Carlos e Wilma tiveram parceria política e história pode se repetir (ou não) ao governo (Foto: autoria não identificada)
A chapa em terceiro lugar foi Fernando Mineiro (PT)-José Bezerra (PT) com 44.596 (4,80%).
Mas a vida e a política dão muitas voltas.
Eleita prefeita natalense pela segunda vez em 1996 e reeleita em 2000, Wilma de Faria “armou-se” para retomar o sonho de chegar ao governo do estado. Deixou o segundo mandato para o vice Carlos Eduardo Alves (PMDB) em 2002 e tornou-se governadora eleita no mesmo ano, reelegendo-se em 2006.
Agora, a história pode se repetir ou não em relação a Carlos Eduardo Alves (PDT), atual prefeito de Natal e seu ex-vice. Ele foi candidato ao governo em 2010 ao lado do seu atual vice-prefeito Álvaro Dias, ambos na legenda do pedetismo, empalmando 160.828 (10,37%).
Ficaram em terceiro lugar.
A chapa vencedora Rosalba Ciarlini (PFL)-Robinson Faria (PMN) somou com 813.813 votos (52,46%), logo no primeiro turno. Em segundo lugar ficou Iberê Ferreira (PSB)-Vagner Araújo (PSB) com 562.256 votos (36,25%).
Se realmente deixar a Prefeitura do Natal para concorrer ao governo, Carlos Eduardo Alves terá sua segunda chance de ser governador – assim como ocorreu com Wilma. A sorte está lançada.
PRIMEIRA PÁGINA
Estado poderá ter duas eleições ao governo – O estado do Tocantins marcha para ter duas eleições a governador e vice este ano. O absurdo decorre da cassação do governador Marcelo Miranda (MDB) e a vice Cláudia Lélis (PV), dia 22 último, por abuso de poder econômico. Talvez em 90 dias o pleito para escolha de governantes-tampão seja realizado. Depois, em outubro, outra eleição. Essa bagunça só poderia acontecer num país como o Brasil.
Álvaro e filho: campeão de votos? (Foto: Web)
Álvaro cuida da campanha do filho à AL – O vice-prefeito do Natal, Álvaro Dias (MDB), se prepara para ocupar a cadeira de titular da municipalidade, com a iminente desincompatibilização do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT). Mas paralelamente esquadrinha campanha à Assembleia Legislativa. Quer seu filho e delegado da Polícia Civil, Adjuto Neto, lá nos próximos quatro anos. Se possível, como campeão de votos.
Rosalbismo mantém cargos no governo Robinson – O grupo da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini e seu partido, o PP, seguem compondo o governo Robinson Faria (PSD). E não se revelam disposto a entregar os vários cargos que possuem na gestão do “adversário”. O mais proeminente dos postos é o da professora Isaura Amélia Rosado, cunhada da prefeita, que segue na presidência da Fundação José Augusto (FJA), apesar de ter apresentado pedido de exoneração no dia 7 deste mês. Mas até aqui, de lá não saiu. Ah, tá! Entendi.
Protagonistas de 2014 estão sem peso algum agora – Dois nomes que disputaram as eleições presidenciais em 2014 estão sem importância alguma no processo presidencial deste ano: Dilma Rousseff (PT), em sua insignificância; Aécio Neves (PSDB), que estranhamente ainda está com mandato de senador e solto.
Secretário sairá de governo para ser candidato – Esta semana deverá ser a última do ex-prefeito assuense Ivan Júnior como titular da pasta de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado. Vai deixar cargo para acelerar trabalho à disputa de vaga à Assembleia Legislativa, pelo partido do governador, o PSD.
Chapa ao Governo do Estado do RN está presa – Em 2002, o então governador Fernando Freire (PP) e o deputado federal Laíre Rosado (PMDB) foram candidatos ao governo do Rio Grande do Norte, pelo bloco governista. Não obtiveram vitória. Hoje, ambos estão presos. Freire desde 2015, devido o denominado “Escândalo dos Gafanhotos” (desvio de recursos públicos com uso de folha de pessoal falsa). Já Laíre, preso na última quinta-feira (22), em decisão relativa à “Máfia dos Sanguessugas” (desvio de recursos públicos através de emendas à Saúde). A roda da vida segue girando, girando…
Pré-candidatos apostam em propaganda subliminar – Pelo menos dois pré-candidatos a cargos eletivos no RN este ano têm apostado na propaganda subliminar de suas empresas, para maior exposição pública: Jorge do Rosário (PR), ex-candidato a vice-prefeito de Mossoró, que concorrerá à Assembleia Legislativa, e Luiz Roberto Barcelos, que pretende ser candidato ao Senado. O primeiro, é comandante-em-chefe da Repav Construtora; o outro, executivo da Agrícola Famosa.
A eminência parda do projeto Zenaide Maia – Cabe ao ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante Jaime Calado a primeira e última palavra no projeto Zenaide Maia (PHS) senadora. É a eminência parda do próprio grupo, que em muito se parece com Carlos Augusto Rosado, marido da atual prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP). Os sonhos também têm semelhanças com os conquistados pelo casal mossoroense: primeiro, Senado; depois, governo.
Jaime e Zenaide: Senado agora; depois, governo (Foto: Web)
Paraibanas disputarão governo e Senado no RN – A senadora Fátima Bezerra (PT), nascida em Nova Palmeira (PB), vai concorrer ao Governo do Estado do RN este ano. Outra paraibana que vai disputar cargo majoritário no RN é a médica e atual deputada federal Zenaide Maia (PHS). Nascida em Brejo do Cruz (PB), ela vai concorrer a uma das duas vagas ao Senado.
Flávio Rocha e um caminho à direita – O CEO do Grupo Riachuelo, Flávio Rocha, vai ficar nos cargos que ocupa na companhia até o dia 26 de abril. Será mesmo candidato à presidência do país, faltando escolher uma sigla. Ele já teve dois mandatos de deputado federal pelo RN, ensaiou o primeiro voo presidencial em 1994 com a proposta do “imposto único”, mas não avançou. Agora, sustenta discurso em defesa do “estado mínimo” e aposta na “livre iniciativa” para alavancar candidatura no campo ideológico da direita. Veremos.
Alves e Maias têm como certo um apoio quase perdido – Inclinada a apoiar a chapa ao governo a ser encabeçada pela senadora Fátima Bezerra (PT), a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu grupo tendem a ficar mesmo com Alves e Maias na campanha 2018. Um delicado problema transposto à semana passada, que contou com intervenção Alves-Maias, ajudou no convencimento. Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.
Robinson Faria procura um vice para chamar de seu – Quem quer, quem quer? O governador Robinson Faria (PSD) corre para fechar aliança interpartidária e alguém para ocupar lugar de vice, no projeto de reeleição que está em andamento. Duas tarefas difíceis nesse momento.
EM PAUTA
TV Terra do Sal – A mais nova emissora de televisão sediada em Mossoró, a Terra do Sal (Canal 173, Brisanet), passa por profundas mudanças e deverá ter pesado investimento para amplificar seu alcance, inclusive com canal aberto e instalação de estúdio em endereço excepcional na cidade. Depois conto detalhes.
César – O ator mossoroense César Ferrário, filho da professora Vânia Leite e Luiz Aquino (já falecido), é destaque em edição do fim de semana do jornal Tribuna do Norte. De volta a Natal após concluir ciclo do seu personagem “Rato”, na novela global “O outro lado do paraíso”, ele fala sobre o hábito de esquadrinhar a cidade em que vive e onde chegou aos 13 anos de idade. Veja AQUI.
César Ferrário é mossoroense e há pouco concluiu trabalho na novela "O outro lado do paraíso" (Foto: TN)
Jornalistas – Dois jornalistas mossoroenses serão homenageados pela Assembleia Legislativa, em face da passagem do Dia do Jornalista. Aplausos para Saulo Vale e Emery Costa, novíssima geração e nosso decano. Estamos bem representados. Evento será às 9 horas do dia 6 de abril. Parabéns a todos os homenageados.
Economia – A rede Hiper Queiroz de supermercados (originária de Mossoró) abriu as portas da sua 27º loja, inaugurada na manhã de quinta-feira (22). Instalou-se em Patos na Paraíba, região de economia crescente na Paraíba. Paralelamente, o principal executivo do grupo, Jair Queiroz, comenta com o Blog Carlos Santos sua preocupação com os destinos de Mossoró, sem reagir a um sério processo de estagnação econômica.
Memes – O jornalista Jacson Damasceno, figura que tirando todos os defeitos é gente boa, criou a página “Memes Potiguares” na rede social Instagram – que ele define como “Página de humor de gosto duvidoso, sobre temas genuinamente potiguares”. Conheça-a neste endereço: //www.instagram.com/memespotiguares/.
Jacson: memes da vida real (Foto: Web)
Flávio José – O Cândidus Restaurante terá o ótimo Flávio José no sábado (14 de abril) para nos ofertar uma lista de sucessos. Forró, xote, baião. Música nordestina da melhor qualidade. Agende-se.
Palco Giratório – O 21º Palco Giratório vai começar a circular no Rio Grande do Norte em abril com o espetáculo Clake, do Circo Amarillo (SP). A peça será apresentada em Natal (no dia 1º), São Paulo do Potengi (dia 3), Nova Cruz (dia 4), Caicó (dia 5) e Mossoró (dia 8), esta precedida pela apresentação do grupo local Esquetes Circenses de Mossoró (dia 6). A programação é gratuita e realizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc RN), instituição do Sistema Fecomércio. Veja detalhes clicando AQUI.
FNF – A Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) faz uma experiência com transmissão de jogos por canal na rede social Youtube, iniciativa bastante interessante à divulgação de clubes e marcas potiguares. A jornada inovadora foi conduzida pela equipe da TV Cabo Mossoró (TCM), de Mossoró, composta pelo narrador Fábio Oliveira, o comentarista Marcos Santos e o repórter João Carlos Brito no jogo Potiguar 1 x 2 Globo, dia 17 de março. Veja AQUI íntegra de outro jogo, Santa Cruz 2 x 2 Potiguar.
SÓ PRA CONTRARIAR
Não confundir política cultural com incultura política, por favor.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Todos os vivas do mundo para Zezinho Barbosa, um dos bons exemplos da política de inclusão da Universidade do Estado do RN (UERN). Ele estuda Administração e é um dos destaques desse trabalho diferenciado e relevante. Bom demais.
As chuvas voltaram ao sertão nesse último final de semana. Alvissareiras, avisaram que o inverno não se foi. Tá chegando.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Paulo Procópio (Natal), Etelânio Figueiredo (Pau dos Ferros) e Ubiranilson Fernandes (Mossoró).
Veja a Coluna do Herzog do domingo (19/03) passado, clicando AQUI.
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Um importante ciclo da radiofonia e do jornalismo mossoroense teve encerramento hoje (quarta-feira, 28). O radialista e jornalista Emery Costa fez seu último programa na Rádio Rural de Mossoró. Apresentava o programa “Ponto por Ponto” (de segunda à sexta, às 11h).
Emery: obrigado, meu caro (Foto: Web)
O comunicador começou sua longa trajetória profissional com 17 anos de idade, em setembro de 1963. Poucos meses antes, dia 02 de abril, tinha sido inaugurada pelo então Presidente da República, João Belchior Goulart.
A solenidade na própria emissora foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Gentil Diniz Barreto.
Saúde
“Há muito tempo que a gente da família vinha ponderando que ele deveria parar, até para cuidar da saúde que merece mais atenção”, comenta Emery Júnior, filho do jornalista e radialista. “Chegou esse tempo”, acrescentou.
Emery Costa conclui um ciclo diário como comunicador, com invejável marca. São quase 55 anos de atividades.
Nota do Blog – Parabéns pela jornada e obrigado pela contribuição, meu caro Emery. Mas tenho cá minhas dúvidas. Jornalista se aposenta?
Saúde e paz.
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A tradicional Missa da Meia Noite no Natal e Ano Novo há muito tempo que foi substituída em Mossoró.
Na Catedral, neste ano, a Missa do Natal será às 19 horas celebrada pelo bispo dom Mariano Manzana.
E assim nas demais paróquias.
Todas suspensas levando-se a em conta a absoluta falta de segurança.
Emery Costa – Jornalista.
Nota do Blog – Obrigado pelo reforço, Emery.
A propósito suas informações vêm ao encontro do que postamos, em relação à Grande Natal, publicada por nosso amigo e também jornalista, Paulo Tarcísio Cavalcanti (veja AQUI).
Segurança, ó!
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O último sacerdote católico da Diocese de Mossoró a ser fortemente sitiado pela política, partidária, foi o falecido Américo Simonetti.
Lá se vão mais de 43 anos.
Simonetti: recuo (Foto: arquivo)
Foi em 1972.
Ele era uma figura carismática, com enorme poder catalizador da massa. Jovem, de linguagem fluente e palatável, era um político em potencial.
Além do trabalho apostolar no púlpito, a sua voz através da Rádio Rural chegava a cada mossoroense de forma cativante.
Por pouco não era candidato a prefeito pelo então MDB àquele ano, contra a chapa Dix-huit Rosado-Canindé Queiroz, da Arena.
Terminou recuando, por não ter endosso da Igreja. Optou pelo sacerdócio até o final da vida.
A chapa peemedebista acabou sendo Lauro Filho-Emery Costa, esmagada pelos adversários com maioria de 4.199 votos.
Nos anos 30, o padre Luiz Ferreira da Cunha Motta, o “Padre Mota”, foi dirigente municipal por cerca de nove anos e nove meses. De lá até nossos dias, algumas tentações não foram suficientemente fortes para mover certas ‘montanhas’.
Hoje, essa tentação política ronda outra pessoa com batina em Mossoró.
Aguardemos os acontecimentos.
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