Fenômeno moderno tem uma gama de caminhos a percorrer mundo afora (Imagem com recursos de Inteligência Artificial para o BCS)
Trabalhar como nômade digital atrai cada vez mais pessoas, principalmente com a liberdade geográfica e a possibilidade de conciliar melhor o trabalho com a vida pessoal, algo que às vezes não é viável na rotina tradicional de um emprego totalmente presencial. Essa modalidade tem se tornado a principal porta de entrada para empresários, autônomos e até profissionais em regime CLT que exercem suas atividades de forma remota e desejam viver na Espanha. Segundo o levantamento da Global Citizen Solutions (GCS), consultoria internacional especializada em mobilidade global, a Espanha ocupa o primeiro lugar no ranking mundial dos melhores países para obtenção do visto de nômade digital.
A pesquisa leva em consideração alguns aspectos importantes para esses profissionais, tais como qualidade de vida, economia, tecnologia e benefícios fiscais.
“A Espanha tem sido um destino muito procurado entre essa categoria de profissionais, a busca por esse tipo de visto está aumentando gradativamente, principalmente pela facilidade dos trâmites burocráticos e a legislação favorável, que entrou em vigor no final de 2022. De janeiro de 2025 até o momento, nós recebemos 1.150 pedidos nessa modalidade e a expectativa é que esse número dobre até o final deste ano”, comenta Renata Barbalho, CEO da Espanha Fácil, empresa especializada em consultoria de imigração.
Segundo a especialista, no país, os teletrabalhadores internacionais têm acesso a um visto especial: “existem duas possibilidades para que os brasileiros solicitem o documento nessa categoria, a primeira é requerer no consulado da Espanha no Brasil, a segunda é, caso o profissional já esteja na Espanha, com um visto de turista, ele pode solicitar o pedido de residência como nômade digital, neste caso, será válido por três anos e renovável para mais dois”.
Para obter o visto dessa modalidade, a pessoa deve comprovar uma renda mensal mínima de €2.773, no caso de apenas um titular. Com a inclusão de um familiar, o valor passa para €3.799, aumentando progressivamente conforme o número de dependentes. “A residência inicial concedida tem validade de até três anos e, após dois anos vivendo legalmente na Espanha, é possível solicitar a nacionalidade espanhola. O cônjuge também pode ser incluído no processo e terá o direito legal de trabalhar na Espanha, todos os membros que residirem no país poderão solicitar a nacionalidade espanhola após dois anos. Isso torna o visto ainda mais atrativo, especialmente para quem não possui qualquer vínculo prévio com o país, mas deseja estabelecer residência e construir uma vida no local a médio e longo prazo”, comenta Renata.
Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)
A nona edição do Mossoró Oil & Gas Energy (MOGE), encerrada no último dia 28, no Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, superou as expectativas. Alcançou números recordes de participantes e de geração de negócios.
Com um total de 9.941 visitantes, a feira movimentou em torno de R$ 43 milhões em negócios.
Segundo a Redepetro RN, entidade realizadora do Mossoró OIl & Gas Energy, o montante é resultado de negócios diretos e indiretos realizados durante o evento, entre 26 e 28 de novembro. Nesse contexto estão inclusos serviços de montagem da feira e de estandes, fardamentos, hotelaria, restaurantes, negociações diretas entre expositores, assim como no Petrosuplly Meeting, as conhecidas rodadas de negócios.
Somente nessas rodadas, as estimativas de negócios giram em torno de R$ 34 milhões. Nos três dias de evento, foram realizados 240 encontros, que reuniram em mesas de negociações empresas fornecedoras de bens e serviços e 11 grandes operadoras do setor (Brava Energia, Halliburton, SLB, Mandacaru Energia, Origem, Perbras, Petroreconcavo, Tecnogera, Pecom, Subsea Drilling e Alvopetro). A iniciativa é realizada pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, apoiador do evento, e faz parte das estratégias do Polo Sebrae Onshore.
De acordo com o presidente da Redepetro RN, José Nilo dos Santos, o desempenho reforça a condição do Moge como maior evento de petróleo e gás onshore da América Latina e o consolida como vetor de oportunidades do segmento.
José Nilo acrescenta que, além dos impactos econômicos, os resultados exitosos do evento têm papel decisivo no fortalecimento de todo o onshore, especialmente de Mossoró e do Rio Grande do Norte.
“Todos os números obtidos nos deixam muito felizes e convictos da importância da Mossoró Oil & Gas Energy para o fortalecimento do onshore nacional. Realizar o evento é um grande desafio, mas vimos na edição deste mais um grande êxito, coroado pelo número de participantes e de negócios, que impactam a economia, estimulam a atração de novos investimentos e reforçam o papel importante de Mossoró e do RN para o setor”, avalia José Nilo.
O incremento nos números soma-se ao crescimento estrutural do evento que, na edição deste ano, ampliou para três o número de pavilhões (eram dois no ano anterior), onde foram instaladas as três arenas temáticas (Petróleo e Gás, Inovação e ESG) e área de exposição. Também aumentou o número de estandes, que saltou de 130 em 2023 para 208 em 2024.
Internacionalização
Além de toda a representatividade e protagonismo no Brasil, o Mossoró Oil & Gas Energy se consolida também, em âmbito internacional, diante da crescente participação de empresas e representantes estrangeiros no evento.
Somente na edição deste ano, a feira reuniu participantes de países como Argentina, Belize, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Equador, Honduras, México, Portugal, Espanha, Estados Unidos, Emirados Árabes, Reino Unido e Venezuela. Oito estandes foram destinados a empresas internacionais, que enxergaram no Moge oportunidades de negócios e ampliação de mercado.
No que se refere a Brasil, o evento alcança praticamente todos os estados da federação, com participação de empresas e/ou empresários de 19 dos 26 estados brasileiros.
Parceria
Ainda conforme o presidente da Redepetro RN, os números positivos do Mosoró Oil & Gas são reflexos diretos da soma de esforços em torno do trabalho em prol do fortalecimento do onshore. Ele lembrou a importância de parceiros, a exemplo do Sebrae RN, Ufersa, patrocinadores e expositores, para o crescimento do evento.
“Um evento grandioso como o Mossoró Oil & Gas Energy se faz com a força de grandes parceiros, que ao lado da Redepetro defendem o fortalecimento do onshore e que, desde o início, acreditaram no protagonismo de Mossoró e do RN no setor”, pontua.
Documento foi assinado hoje por governadora e representantes de empresa multinacional (Foto: Arquivo Secom)
Em continuidade à agenda de trabalho na Espanha, a governadora do RN Fátima Bezerra (PT) se deslocou, na tarde desta quarta-feira (04), à cidade de Puertollano, distante 241 quilômetros de Madrid. Com dirigentes da indústria de eletrolisadores Acciona Nordex Green Hidrogen. ela assinou Memorando de Entendimento para o desenvolvimento de cadeia industrial de hidrogênio de baixo carbono e energias eólica e solar no Rio Grande do Norte.
Eletrolisadores são equipamentos imprescindíveis para a produção de hidrogênio verde.
Em Puertollano, a comitiva do RN visitou a planta de eletrolisadores e o laboratório de desenvolvimento da Nordex. O coordenador de Desenvolvimento Energético da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), Hugo Fonseca, explicou que a Nordex desenvolve tecnologia própria para produção de hidrogênio verde e isso vai reduzir custos na instalação da cadeia industrial e na cadeia de produção.
Em Puertollano, a governadora esteve acompanhada dos secretários de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), Jaime Calado; da Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), Guilherme Saldanha e da Assessora Especial de Governo, Guia Dantas.
No mercado brasileiro desde 2013, e com sede em São Paulo, o Grupo Nordex produz torres de concreto para turbinas em suas próprias fábricas. A grande maioria delas tem material adquirido na própria área de fabricação, reduzindo custos de transporte associados à produção remota e criando cerca de 250 empregos por fábrica de torres de concreto.
Além das oportunidades para o desenvolvimento econômico local, a pegada de carbono das torres da Nordex é 40% menor em comparação com torres de aço da mesma altura. A empresa também utiliza pás de rotor fabricadas no Brasil.
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Nos últimos tempos o jogador brasileiro do Real Madrid, Vinícius Júnior, tem sido alvo de racismo por parte de algumas pessoas. Não digo torcedores, pois acredito que essa nomenclatura somente deve ser utilizada para aqueles que realmente entendem o verdadeiro espírito de uma atividade esportiva.
O jogador, apesar de todo seu talento, tem sofrido ataques inconcebíveis por parte de alguns fanáticos. É repugnante o comportamento de alguns cidadãos em pleno Século XXI, com atos racistas.
Há, parece-me, um retrocesso em termos civilizatórios em todo o mundo, com culto ao nazismo, atitudes xenofóbicas, intolerância, ódio, atos racistas e radicalismo político-partidário.
Destaque-se, que o episódio ganhou repercussão mundial em consequência da fama do atleta. Todavia, como sabemos, atos racistas são praticados contra várias pessoas, aqui e ali.
O fato é que após vários atos racistas contra o jogador, finalmente as autoridades espanholas e entidades internacionais do mundo do Futebol estão imbuídas no combater ao racismo, uma chaga que, há tempos, deveria estar banida da sociedade.
Na última quinta-feira, conforme noticiado pela imprensa, o Ministério Público da Espanha denunciou algumas pessoas envolvidas nos atos criminosos.
Entretanto, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que o Brasil poderia aplicar o princípio da extraterritorialidade no caso do jogador, em razão de uma eventual inércia de apuração dos fatos pelas autoridades espanholas.
Sobre o tema, entendamos o que vem a ser esse princípio, de forma geral.
De acordo com o professor Cleber Masson, extraterritorialidade é a aplicação da legislação penal brasileira aos crimes cometidos no exterior. Justifica-se pelo fato de o Brasil ter adotado, relativamente à lei penal no espaço, o princípio da territorialidade temperada ou mitigada o que autoriza, excepcionalmente, a incidência da lei penal brasileira a crimes praticados fora do território nacional.
O Art. 7º do Código Penal brasileiro diz que ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, a prática de alguns crimes. Estes crimes podem ser divididos em condicionados e incondicionados.
No caso concreto, seria um crime incondicionado. Saliente-se que o nosso país é signatário da Convenção Sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação racial da ONU, bem como da Convenção Interamericana contra o Racismo.
A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas, ou seja, o crime ser cometido contra brasileiro e ser punível no país onde ocorreu, além disso o acusado precisa entrar no território brasileiro, entre outras condições.
Assim, percebe-se que a adoção de referido princípio da extraterritorialidade não é simples, exigindo-se algumas condições para a sua aplicação.
Esperemos que as autoridades do futebol e os agentes públicos da Espanha adotem providências para punir os infratores, em respeito àqueles que, como Vini Jr. sofrem atos racistas.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
Não faz muito tempo, no rescaldo do Carnaval, participei de uma expedição a Salamanca, na Espanha. A famosa cidade universitária, enfatizo. Era minha segunda vez por aquelas bandas. Revisitei sítios famosos. E descobri coisas novas. Maravilha!
Cervantes (Reprodução)
Dentre essas descobertas, na loja da própria Universidade de Salamanca, caiu em minhas mãos – e eu segurei, pagando uns 10 euros para tanto – um livro deveras engenhoso: “Atmósfera universitaria em Cervantes” (Ediciones Universidad Salamanca, 2006), por Luis E. Rodríguez-San Pedro Bezares. Para além do seu conteúdo, o danado, em formato grande, com muitas imagens, entre elas reproduções de gravuras de Gustave Doré (1882-1836), é uma bela edição.
Para quem não sabe, Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616), neto de um licenciado em direito e filho de um médico de província (este provavelmente sem formação universitária), nasceu em Alcalá de Henares, nas abas de Madrid, historicamente uma das cidades universitárias mais prestigiadas da Espanha. Todavia, pouco ali viveu. Coisa de quatro anos de idade e já estava de mudança, não deixando Alcalá marca maior na imaginação do escritor como pátria estudantil/universitária dos falantes de língua espanhola/castelhana. Esse lugar é ocupado por Salamanca, como veremos a seguir.
Cervantes foi um gênio. Como poeta, dramaturgo e, sobretudo, como romancista, ele é sinônimo de literatura em língua espanhola, sendo esta às vezes chamada de “a língua de Cervantes”. Não preciso dizer que o “Quixote” (“El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha”, no original) é uma obra-prima da literatura universal, por muitos considerado o primeiro romance moderno e, com certeza, um dos melhores já escritos em todos os tempos.
Todavia, ao que tudo indica, Cervantes foi um gênio autodidata, sem estudos oficiais, ao contrário do que por vezes se imaginou. Segundo registra Luis E. Rodríguez-San Pedro Bezares, “Cervantes, ao contrário de Góngora, Calderón ou Quevedo, não parece ter feito um curso universitário, nem em Salamanca nem em Alcalá, e deve ser considerado um autodidata, embora de formação humanista e acentuado gosto pelos livros. A formação de Cervantes suscitou diversidade de opiniões. Ele mesmo parece se definir como ‘pouco alfabetizado’ e de ‘sabedoria leiga’. O mais provável é supor uma educação de cunho humanista e de nível pré-universitário, obtida em colégios jesuítas ou municipais, como já indicamos. Implicaria isso um certo nível de conhecimento do latim, manifestado, entre outras coisas, em várias citações e expressões de Dom Quixote? Por outro lado, Cervantes demonstra familiaridade com a obra de vários autores clássicos como Homero, Virgílio, Horácio, Ovídio, Cícero, Terêncio, Sêneca, Júlio César, Salústio ou Plutarco, para citar alguns. Os especialistas também apontaram um marcado autodidatismo em Cervantes e um notável amor pela leitura”.
Parece mesmo certo que Cervantes – à semelhança de Shakespeare (1564-1616), para citar outro exemplo célebre – faz parte de um pequeníssimo grupo de homens premiados pela natureza com o raro dom da genialidade, a despeito das evidências de que ele conhecia razoavelmente os clássicos gregos e latinos, repercutindo isso nas suas obras, entre elas o “Quixote”.
Entretanto, apesar do autodidatismo de Cervantes, também é certo o seu amor – talvez seja até melhor dizer “fascínio” – pela vida universitária, sobretudo a salamantina. Como anota o autor de “Atmósfera universitaria em Cervantes”, Salamanca “constitui uma referência literária e um fascínio cultural ao longo de toda a obra de Cervantes. São recorrentes as alusões míticas a Salamanca como cidade do saber e das letras, diferentemente do que se dá com Alcalá, que quase desapareceu no próprio Dom Quixote. Também inexistem alusões à Universidade de Valladolid [a UVA, outra tradicionalíssima instituição de ensino da Espanha], cidade onde viveu o romancista. Alusões a Salamanca aparecem, sim, em vários capítulos do Dom Quixote (…)”.
Esse “fascínio universitário” inclui, como pontuado em “Atmósfera universitaria em Cervantes”, quase todos os ramos do saber: letras e humanidades, lógica e filosofia, saberes médicos e, por supuesto, o velho e bom/mau direito.
E é sobre a “ciência jurídica em Cervantes” que papearemos na próxima semana. Prometo.
Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Recebo notícia triste nesse início de segunda-feira (7). A amiga Naide Rosado, do Rio de Janeiro-RJ, avisa que faleceu o médico ultrassonografista Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura, 61, seu sobrinho, neto do ex-prefeito Dix-huit Rosado.
Ventura estava na Espanha em férias quando sofreu o infarto (Foto: redes sociais)
Era filho de Liane Rosado e formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), do RJ.
Em férias na Espanha, Ventura sofreu um infarto na sexta-feira (4). Veio a óbito hoje.
Há anos estava radicado em Natal
Minha solidariedade à esposa Tânia, seus três filhos e demais familiares e amigos.
Em especial para você, Naide!
Que descanse em paz.
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Lula e Glesi vem contrarreforma na Espanha como referência para o Brasil (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Do Canal Meio
Quem esperava um aceno do ex-presidente Lula (PT) ao empresariado já no primeiro turno vai continuar esperando. Como conta o Painel, o pré-candidato petista comemorou a contrarreforma trabalhista na Espanha, que revê mudanças na lei feitas em 2012 e que teria, segundo sindicatos, tornado ainda mais precário o trabalho sem novos empregos e renda maior.
“É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na Reforma Trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores”, escreveu Lula no Twitter.
Gleisi Hoffmann, presidente do PT, foi além: “A reforma espanhola serviu de modelo para a brasileira e ambas não criaram empregos, só precarizaram os direitos. Já temos o caminho.”
Um dos articuladores da reforma brasileira em 2017, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (sem partido-RJ) criticou os líderes petistas, dizendo que o partido repete “os mesmos erros que geraram a grande recessão que o Brasil passou durante dois anos do governo Dilma”. (Folha)
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Carlos, Cleílma e Anna Júlia: boa nova (Foto: rede social)
O economista e consultor de negócios Carlos Duarte vai embarcar no próximo dia 19 para excursão de trabalho a países da Europa.
Aterrissará na Espanha e Alemanha, com possibilidade de esticar estada em outros países na região da Escandinávia.
Ele faz trabalho para holding internacional que aposta investimentos de muitas cifras no Brasil e Rio Grande do Norte, em especial.
Adiou o embarque que deveria ter acontecido mês passado, em face de mais uma ótima notícia: na quarta-feira (20) chegou Anna Júlia, mais uma criança para ele e dona Cleíma Fernandes.
Depois esbarro por aí, para conhecer minha ‘sobrinha’.
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Governadores estiveram no Piauí hoje (Foto: Assecom PI)
O Consórcio Nordeste (veja mais abaixo ou AQUI) resolveu em reunião nesta quarta-feira (21) em Teresina (PI), que a próxima reunião do colegiado acontecerá em Natal, no próximo mês.
A anfitriã será a governadora Fátima Bezerra (PT), que participou do encontro de hoje. Expectativa é de que os governadores se reúnam em Natal entre os dias 15 e 17 de setembro, durante o encontro Brasil-Alemanha.
A 1ª agenda internacional do grupo de governadores acontecerá provavelmente na segunda quinzena de novembro. A missão deverá manter encontros institucionais e empresariais em quatro países – Espanha, Itália, Alemanha e França – e será encabeçada pelo governador da Bahia e presidente do Consórcio, Rui Costa (PT).
O Consórcio Nordeste irá preparar portfólios com projetos e oportunidades de investimentos na região.
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Alfredo Pérez Alencart, poeta e professor da Universidade de Salamanca (Espanha), acaba de traduzir os poemas “Sinos / Campanas”, de Clauder Arcanjo. O autor é escritor cearense radicado em Mossoró desde 1986 e integrante da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL), empossado em 2 de março de 2018.
Alencart, Colinas e Clauder Arcanjo no Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca (Foto: Jacqueline Alencar)
Ele e Alencart participarão do XXII Encontro de Poetas Ibero-Americanos, que será realizado em Salamanca de 14 a 17 de outubro.
O livro, que será publicado em co-edição entre a Salmantina Trilce e a editora mossoroense Sarau das Letras, dirigida pelo próprio Arcanjo e o também escritor David Leite, será apresentado no Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca (USAL).
Imprensa
A publicação terá pintura de capa de Miguel Elías e fotografias interiores de José Amador Martín. O padre Fructuoso Mangas, de Salamanca, assina o prólogo.
A notícia é destaque na imprensa local (veja AQUI).
Alencart já traduzira para o espanhol, de Cauder Arcanjo, o livro de aforismos “Pílulas para Silêncio”, em 2014.
A Sarau das Letras, sediada em Mossoró, publicou mais de 260 títulos em quinze anos. Entre eles está o “Só Rindo II – A política do bom humor do palanque aos bastidores”, do editor desta página.
Sob a ótica do jurista e pensador italiano Gaetano Mosca em sua “Teoria das elites”, o campo político funciona como um microcosmo e nele há uma relação impositiva de dominadores sobre dominados. Mesmo nas democracias, a minoria organizada sempre governará a maioria desorganizada.
Essa “nata” dirigente muitas vezes entra em conflito e a partir daí pode se fragilizar, abrindo margem para ocupação de espaços e surgimento de outros atores, como nos fala o sociólogo francês Pierre Bourdieu. Esse mundo, diz ele, acaba afetado pela maioria dirigida, a massa-gente que o antropólogo e escritor Darcy Ribeiro tanto citava.Esse preâmbulo me ajuda a tentar explicar o fracasso eleitoral retumbante da elite política do RN, conforme números e resultados finais das urnas em 2018, nos dois turnos. Recorro ainda a um estudo muito interessante da cientista política Cristina Buarque de Hollanda (Teoria das Elites, Editora Zahar, 2011), para resumir a própria compreensão da filosofia política sobre o poder.
Ela mergulha no pensamento de Mosca, Vilfredo Pareto, Robert Mitchels, Platão, Sócrates, dos brasileiros Oliveira Vianna (Instituições Políticas Brasileiras, grande livro) e Assis Brasil, entre outros.
A força demonstrada este ano pela clientela política excluída, é um claro sinal de rebeldia dos dominados e de anemia dos dominadores. Como tudo na vida, há começo, meio e fim. Há esgotamento de fórmulas, peças são substituídas ou descartadas.
Foram expurgados pelo voto nomes como José Agripino (DEM), Garibaldi Filho (MDB), Ricardo Motta (PSB), Carlos Eduardo Alves (PDT), Rogério Marinho (PSDB), Antônio Jácome (Podemos) e Geraldo Melo (PSDB). Deputados federais Fábio Faria (PSD), Rafael Motta (PSB) e Walter Alves (MDB) conseguiram se reeleger, mas com votações sofríveis.
Na contabilidade também entra o clã Rosado, derrotado humilhantemente de cabo a rabo.
Na Grécia antiga, o indivíduo que atentava contra os interesses da pólis (cidade) tinha como maior punição o “ostracismo”. Era banido por dez anos da comuna, através de eleição direta em que os nomes votados eram escritos num pedaço de cerâmica (o “óstraco” – daí a origem da palavra).
O futuro dirá se o desterro dos políticos potiguares retirados de cena, este ano, é perpétuo ou por poucos anos. E quem ascendeu ao topo do campo político deve ficar atento. A maioria dirigida anda indócil.
PRIMEIRA PÁGINA
Câmara dá publicidade a todas as suas matérias técnicas – Aplausos a importante iniciativa da Câmara Municipal de Mossoró. Sua presidente Izabel Montenegro (MDB) agiliza divulgação no portal da Casa (veja AQUI) de Regimento Interno, Lei Orgânica do Município (LOM) e outros documentos. Em breve, todo acervo de leis, decretos, projetos de lei, leis complementares etc. estará com igual publicização. Há tempos que essa elementar decisão era ignorada por esse poder, até ensejando circulação de textos apócrifos de Regimento Interno, por exemplo.
Fenômenos eleitorais não representam uma regra geral para novas campanhas – Há um encantamento com os fenômenos eleitorais deste ano, que se espalham do Rio Grande do Norte ao plano nacional. Muita gente já decretou o fim do marketing eleitoral tradicional; outros falam que não é preciso mais do que uma câmera (no smartphone) e uma boa ideia na cabeça, para vencer uma eleição. Jair Bolsonaro (PSL), eleito a Presidência da República, é o exemplo mais expressivo. No plano estadual, o capitão Styvenson Valentim (REDE) é outro caso de sucesso fora dos padrões. Só um lembrete: a enorme maioria dos eleitos, em todo o país, usou os métodos de sempre. O fenômeno é exceção e não regra. Muitos fatores pesam até o êxito nas urnas, a partir da pré-campanha.
Fechamento de contas não é situação excepcional com Robinson Faria – A tentativa desesperada do governador Robinson Faria (PSD) de fechar seu período de governo (quatro anos) com pelo menos a folha em dia, não é situação nova ou excepcional no RN. Os sinais mais claros de que tudo ficaria ainda pior surgiram ainda no final de 2010, fim do ciclo Wilma de Faria (PSB)-Iberê Ferreira (PSB), que chegou a pedir R$ a merreca de R$ 7 milhões emprestados ao Tribunal de Justiça do RN (TJR), gestão do desembargador Rafael Godeiro. No fechamento da administração Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) em dezembro de 2014, ela abriu a temporada de saques da reserva de aposentados e pensionistas, com a unificação dos fundos Previdenciário e Financeiro (veja AQUI). Utilizou R$ 234 milhões e deixou folhas em dia, livrando-se paralelamente de processo de inelegibilidade com base na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Rosalba contou com Robinson para saque salvador que a livrou da LRF e passou bomba para ele (Foto: arquivo)
Deputado Fernando Mineiro previu rombo prejudicial a servidor – Quando o Governo Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) alterou o regime previdenciário do estado ao final de sua gestão em dezembro de 2014, sacando de imediato recursos do Fundo Financeiro da Previdência (FUNFIR), o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) foi a única voz contra. E alertou: “Dentro de poucos anos essa manobra feita hoje terá como consequência o aumento do rombo do Fundo Previdenciário” (veja AQUI). Não mentiu nem exagerou. E o quadro deverá piorar muito.
Deputada eleita participará de evento internacional na Espanha – A vereadora e deputada eleita pelo PT, Isolda Dantas, irá à Espanha participar da Conferência Internacional “Mulheres e Liderança Política: Conectando Lutas e Territórios”, que começa dia 6 e tem programação até 16 de novembro de 2018. O evento reunirá mulheres de toda a América e será organizado pelas organizações Alianza por la Solidaridad e a ActionAID. Vai se desenvolver entre Madrid, Barcelona e Mérida.
Caicó tem crescente número de pré-candidatos à municipalidade – Pelo menos uns seis nomes andam se saracoteando como pré-candidatos a prefeito de Caicó em 2020. Por enquanto. O vácuo de poder é o principal combustível desse interesse, além do resultado eleitoral recente que fragilizou quase todas as antigas lideranças domésticas. Até aqui, quem está provisoriamente na prefeitura é o vice-prefeito Marcos José de Araújo (PP), “Marcos do Manhoso”, desde o afastamento do titular Robson Araújo (PSDB), o “Robson Batata”. No dia 10 de outubro último, Batata ganhou liberdade (veja AQUI), mas sem direito à retomada do cargo. Veja AQUI uma série de matérias sobre o assunto.
Lista de partidos deverá ser alterada na AL – Ao todo, a próxima legislatura da Assembleia Legislativa do RN para o quadriênio 2019-2022 terá 14 legendas: PSDB (5), Avante (2), MDB (2), SD (2), PT (2), PSD (2), PTC (2), além de PR, PPL, PSL, Pros, PHS, Psol e DEM com um parlamentar (veja relação dos eleitos AQUI). Mas alguns partidos poderão sumir, devido encolhimento provocado pela cláusula de desempenho, que leva a perda de Fundo Partidário, tempo de rádio e televisão além de outros problemas. Esse quadro revelado nas eleições do último dia 7 de outubro passará por modificações. Em 2014, as urnas definiram a AL assim: PMDB (5), Pros (4), PSD (3), DEM (2), PSB (2). Já PR, PDT, Solidariedade, PCdoB, PMN, PHS, PTdoB e PT elegeram um parlamentar.
Dificuldades exigem mudanças radicais em governismo – Os tempos são outros, mas Carlos Augusto Rosado e Rosalba Ciarlini (PP) são os mesmos. A necessidade de dar uma chacoalhada no governo mossoroense para o grupo chegar às eleições municipais em 2020, em condições de vitória, exige mudança radical dos dois comandantes do rosalbismo. Para situações excepcionais, medidas excepcionais.
EM PAUTA
Tibau Follia – Em breve serão anunciadas atrações e programação do Tibau Folia, que acontecerá na cidade-praia do Tibau (42km de Mossoró, entre os dias 11 e 13 de janeiro de 2019.
Digicom – A Digicom chega à sua terceira edição em 2018, durante todo o dia 9 de dezembro, na área VIP da Arena das Dunas, em Natal. Focado em games, e-Sports e tecnologia, o evento oferecerá jogos free plays e campeonatos de diversos jogos com uma estrutura diferenciada: conforto, segurança e mais de 50 computadores para campeonatos instantâneos.
Renato Russo – O musical Renato Russo – baseado na obra do letrista e vocalista da banda Legião Urbana – vai ser apresentado em Natal. O espetáculo terá espaço no palco do Teatro Riachuelo do Shopping Midway Mall, no dia 7 de dezembro, às 21h.
Musical será em dezembro (Foto: divulgação)
Diferente – O Oba Restaurante em Mossoró vai promover uma “Quarta-Feira Diferente” à noite do próximo dia 14, véspera de feriado nacional. A partir das 21h, música ao vivo até à madrugada seguinte com duas atrações: Alzinete Oliveira e Vivi na janela, e em seguida a banda Tremendão de Fortaleza-CE. Arranje um lugarzinho na área da turma do gargarejo para mim, meus caros Ribamar-Naeide e Vinícius.
Coleção – Na mais recente edição da Feira do Livro de Mossoró, acabei esticando o tempo no pequeno espaço reservado à Coleção Mossoroense. Fui recebido por Eriberto Monteiro, escritor e operário infatigável desse legado cultural. É a editora recordista de títulos publicados no Brasil, com mais de 4.700 obras ao longo de 69 anos, uma tarefa gigantesca tocada pelo falecido Vingt-un Rosado. Ave, Vingt-un!
Durval Paiva – A Casa Durval Paiva foi escolhida como a Melhor Ong do Brasil na segunda edição do Guia Melhores Ongs, realizada na quinta (1), no Museu de Arte Moderna – Parque do Ibirapuera em São Paulo/SP. A iniciativa da premiação é do Instituto Doar e da Rede Filantropia que receberam mais de 2.500 inscrições de todo o país. Em 2017, a Durval Paiva já havia sido contemplada como a melhor Ong do Nordeste, ficando também entre as 100 melhores do país. Há 23 anos a entidade natalense atende à criança e ao adolescente com câncer e doenças hematológicas crônicas. Conheça clicando AQUI.
SÓ PRA CONTRARIAR
Quando os militantes petistas e bolsonaristas vão ensarilhar as armas? A campanha já terminou, gente!
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Tenho em mãos a edição de número 177 (ano 15), do jornal impresso “Jabá – Humor levado a sério”, editado por Ítalo Praxedes. Obrigado e parabéns pelo heroísmo, meu caro.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Jacó Morais (Brasília), Cornélio Alves (Natal) e Naerton Soares (Mossoró).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (29/10) clicando AQUI.
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Até aqui, não vi nenhum supertime na Copa do Mundo do Brasil.
Nada a encantar e a nos remeter a outros tempos e a legendas do futebol, como Holanda e Alemanha em 74, Brasil de 70, Argentina em 78 etc.
Nem mesmo a Holanda de Robben e Van Persie chega a parecer diferenciada e emblemática.
Seu placar assombroso de 5 x 1 contra a Espanha é algo sui generis. Jogassem dez vezes seguidas, dificilmente algo parecido iria se repetir.
Vendo o jogo em suas minudências e não apenas os gols, observamos que a Espanha esteve a ponto de dilatar o placar de um para dois a zero. A história daquele jogo poderia ser outra.
Argentina é dependente de Messi e tem alguns lampejos de craque de Di Maria, não mais.
Uruguai é uma decepção envelhecida.
A Espanha não está morta.
Alemanha e Portugal veremos hoje.
A França não parece ter aquele “algo mais”.
O Brasil, mesmo dependente de Neymar Júnior, tem futebol e ambiente propício para chegar ao título.
A Itália não deve ser ignorada por sua tradição, conjunto e técnica.
Enfim, mas nenhum super-time até aqui.
Uma copa de muitos gols, alguns lampejos de futebol arte, mas sobretudo sob o império da marcação cerrada e conhecidos atores.
Um programa de televisão, canal fechado, do jornalista Lucas Mendes, discutiu com um brasilianista a respeito de um recém-publicado ensaio que trata de comparações entre o Brasil e os Estados Unidos. Numa intervenção do apresentador, ele pergunta ao ensaísta onde foi que nós pisamos na bola e perdemos a capacidade de evoluir da mesma forma que evoluíram os americanos do Norte.
Saíram dessa questão várias interpretações.
Numa delas, disse um dos jornalistas do programa que a diferença principal se dera porque “enquanto os fazendeiros americanos estavam lendo Montesquieu, os brasileiros latifundiários estavam engravidando as escravas”.
Pincei essa assertiva, para evidenciar que tais comparações acabam em pilhérias ou conclusões pueris.
Os fazendeiros americanos que liam os clássicos da literatura eram pouquíssimos, até porque esses não eram fazendeiros profissionais; muito mais políticos ou empresários. Exemplo típico dessa espécie de “fazendeiro ilustrado” é o General George Washington, líder da guerra de independência e primeiro Presidente do novo país.
Possuía um latifúndio no Estado do Kentucky; nem por isso pode ser chamado de fazendeiro.
Os latifundiários brasileiros eram, na sua quase totalidade, arbitrários e desumanos. E não para engravidar escravas, mas estuprá-las. A gravidez era um resultado indesejado, que dava em aborto ou assassinato da mãe.
Lá, na América, não era diferente. Era pior. As diferenças da evolução civilizatória e econômica entre Estados Unidos e Brasil são tantas e tão variadas que ninguém será capaz de esmiuçá-las com certeza probatória. Uma coisa é certa: Nenhuma diferença fundamental nasce do acaso.
Há causas históricas ou antropológicas que esclarecem ou apontam uma explicação.
A independência americana se dá em 1776, numa guerra que trazia a marca de uma revolução. Derrotada a corte, a colônia assumiu seu destino. Não ficou ninguém da Inglaterra tutelando o país nascente.
No Brasil, a independência, em 1822, foi um acerto entre corte e colônia, quatro décadas após a independência americana. E o Brasil continuou sob o domínio da Casa de Bragança. Pelo filho e neto do Rei de Portugal.
Dominação que foi de 1822 a 1889. Mais de um Século depois da República americana.
Sem falar na diferença entre as cortes que dominaram americanos e brasileiros. A Inglaterra lutou contra Napoleão e o derrotou. Portugal fugiu de Napoleão e entregou-se, como concubina, ao poderio inglês. O que fez do Brasil ser colônia de outra colônia. Repetição; pois já fora colônia de Portugal durante a dominação espanhola, quando a Espanha anexou a pátria lusitana ao seu domínio de 1580 a 1640.
Sem revisitar as origens fica difícil compreender os resultados da contemporaneidade.
Retroceder no tempo significa ir buscar as fibras mais simples que compõem o organismo mais complexo.