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MDB ou PSD pode ser destino do PSDB de Styvenson Valentim

Senador fez mudança ainda não compreendida por seu eleitor padrão (Foto: Arquivo)
Senador fez mudança ainda não compreendida por seu eleitor padrão (Foto: Arquivo)

No universo de discussão sobre o destino do PSDB nacional, setores de sua cúpula defendem uma volta às origens. O partido nasceu da “costela” do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o MDB do período da ditadura e, no que se transformou, hoje: uma legenda “guarda-chuva”, à esquerda ou à direita, depende da ocasião.

Outra corrente quer sua fusão com o Partido Democrático Social (PSD) de Gilberto Kassab. A sigla foi a que mais cresceu nas eleições do ano passado, com 891 prefeitos eleitos no Brasil (veja AQUI). Pela primeira vez, em 36 anos, que o MDB não foi o primeiro colocado.

Filiado ao PSDB dia 1º último (veja AQUI), depois de sair do Podemos, o senador potiguar Styvenson Valentim tem essas perspectivas pela frente. Nenhuma é animadora e de identificação com seu perfil ideológico.

A polêmica de hoje, de estar num partido adversário do governo Lula (PT) no plano nacional e que é, assim, unha e carne, com o PT da governadora Fátima Bezerra, promete causar ainda mais polêmica. Seu eleitor padrão está inquieto.

O senador precisa sair logo desse emaranhado de dúvidas, especialmente em sua casa – o RN.

Como nasceu o PSDB? – Fundado em 1988 e registrado definitivamente em 1989, surgiu a partir de uma cisão do PMDB que mesclava a social-democracia e o liberalismo econômico e social. Nomes como Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e Franco Montoro puxaram o racha e a formação do “Partido dos Tucanos.”

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Em declínio, PSDB negocia fusão com o PSD de Gilberto Kassab

Identidade visual do PSDB
Identidade visual do PSDB

Do Canal Meio e outras fontes

Após amargar uma série de derrotas eleitorais em 2024, o PSDB negocia uma fusão com o PSD de Gilberto Kassab, partido que saiu mais fortalecido das eleições municipais. O presidente do diretório paulista dos tucanos, Paulo Serra, reuniu-se com Kassab e disse que a conversa sobre a fusão está adiantada.

“Precisamos crescer e a fusão, incorporação ou federação podem ser alternativas”, afirmou.

Após governar o país por dois mandatos com Fernando Henrique Cardoso, chegar ao segundo turno em quatro eleições presidenciais e exercer um domínio quase inquebrantável sobre o estado e a cidade de São Paulo, o PSDB definhou a ponto de não eleger um único vereador na capital paulista nem em Belo Horizonte, os dois maiores colégios eleitorais do país. (Estadão)

Nota do BCS – No estado de São Paulo, o PSDB elegeu apenas 22 prefeitos. Situação ainda mais humilhante foi do PT, com apenas quatro (veja AQUI).

No RN, o PSDB segue com vigor, mas também sofreu queda. Conseguiu a vitória de 14 prefeitos, contra 31 em 2020 (veja AQUI). Foram 17 prefeituras a menos.

Quanto à vereança, ano passado elegeu 197 vereadores no RN. Em 2020 foram 252, ou seja, 55 a menos (veja AQUI).

Allyson decide não repetir ranço e indelicadezas que marcam Rosalba

Allyson Bezerra tratou de pautas administrativas com Isolda, num período de tensão e ataques (Foto: PMM)
Allyson Bezerra tratou de pautas administrativas com Isolda, em período de tensão e ataques (Foto: PMM)

O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) concedeu audiência à deputada Isolda Dantas (PT) nessa quarta-feira (28), às 13h. Foi a primeira oportunidade de encontro pessoal e institucional entre dois adversários nas últimas eleições, novamente em posições distintas e importantes, mas não de gládio (em tese), após o resultado das urnas.

E não foi uma audiência qualquer. Explícita e implicitamente existiam senões da campanha e rusgas recentes, que podiam tensionar. Pelo menos aparentemente, ambos lidaram bem com as diferenças. A conversa fluiu.

O encontro cordial e republicano foi provocado pela parlamentar a partir de solicitação formal no último dia 12, Portanto, 16 dias depois ela estava no Salão dos Grandes Atos do Palácio da Resistência, sede da Prefeitura Municipal de Mossoró.

A deputada é uma privilegiada, que se diga. Tem sorte até. Se a cadeira do executivo estivesse outra vez com a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), talvez nunca fosse ser recebida, principalmente depois de passar os últimos dias hostilizando o prefeito, na polêmica não sanada de vacinas para Covid-19, em Mossoró.

Ela e sua militância virtual foram incansáveis na pregação anti-Allyson. Deu para lembrar as últimas semanas da disputa municipal 2020 (veja AQUI), quando viraram força-auxiliar de Rosalba.

No dia 12 de março de 2019 (veja AQUI), pouco mais de um mês após assumir seu primeiro mandato eletivo, o então deputado Allyson Bezerra pediu através do ofício 024/2019GBAB, protocolado às 10h no Palácio da Resistência, para ser recebido pela prefeita Rosalba. Justificava que aspirava discutir assuntos do interesse do município, para defendê-los na Assembleia Legislativa.

Nunca ocorreu resposta alguma nem jamais foi recebido.

Por outro lado, Rosalba só descobriu realmente quem era aquele jovem político no dia 15 de novembro de 2020 (veja AQUI). Ou seja, da pior forma possível: derrotada por ele à reeleição.

Pauta, política, ranço e dedetização

Bem, voltemos à audiência que aconteceu. À mesa, Isolda listou pleitos de cunho social ao governo municipal. Contudo, foi surpreendida pelo prefeito que empilhou uma pauta para ela leve ao Governo do Estado. São pendências delicadas e que afetam diretamente setores importantes, sobretudo a saúde local.

Apresentando-se como principal representante da administração Fátima Bezerra PT) em Mossoró, Isolda Dantas retornará a Natal dando ciência, por exemplo, de que há um débito do Governo do Estado com o município – somente quanto a serviços de alta e média complexidades -, da ordem de R$ 29 milhões. Outras pendências e pedidos foram apresentados.

Esse diálogo entre adversários de 2020 alimenta muito o imaginário popular. Fustiga bastante a cultura política nativa dominante, que em décadas foi moldada pelo rancor, populismo barato e empáfia. Os indivíduos eram classificados como súditos ou inimigos. Quase ninguém era visto como cidadão.

Ao se negar a receber um legítimo representante popular, capaz até de colaborar com seu governo, Rosalba repetiu essa seletividade maniqueísta e rançosa. Não foi exceção. Muitos outros sofreram essa humilhação.

FHC aboletou-se numa cadeira, certo da vitória, mas Jânio foi à forra nas urnas e na dedetização (Foto: Web)
FHC aboletou-se na cadeira, mas Jânio dedetizou o lugar do virtual eleito, logo que assumiu (Foto: Web)

Pelo menos no início de gestão, Allyson Bezerra faz bem diferente. Amém! Poderia repetir o ex-presidente Jânio Quadros. Eleito prefeito de São Paulo em 15 de novembro de 1985, ao chegar para o primeiro dia de expediente na sede da municipalidade, dia 2 de janeiro de 1986, dedetizou a cadeira que sentaria.

– “Gostaria que os senhores testemunhassem que estou desinfetando esta poltrona porque nádegas indevidas a usaram”, declarou o histriônico prefeito, agarrado a um inseticida que aspergiu no assento. Era uma provocação que fazia ao adversário derrotado no ano anterior, senador Fernando Henrique Cardoso, que chegou a posar e pousar naquela cadeira, como ‘eleito’, dias antes do pleito em que foi derrotado.

A presunção e vaidade de FHC não morreram ali, é bom que seja assinalado. A história provou adiante.

Um campeão de votos, apaixonado pela política, Allyson deve saber – por experiência própria também – como não fazer errado. A giratória onde Rosalba aboletou-se por quatro mandatos, não lhe pertence.

Ele é inquilino, assim como ela já foi, do Palácio da Resistência. Se não repetir alguns péssimos hábitos de quem passou, já estará de bom tamanho. Não lambuzar a cadeira executiva com Baygon e receber Isolda, polidamente, causam impressão animadora.

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Quanto mais promete mudar…

Por François Silvestre

…mais é a mesma coisa. plus ça changeplus c’est la même chose.

É isso mesmo ou pior do que isso. nenhum dos presidentes da “era medieval”, a ser execrada, liberou tantas verbas individuais de parlamentares quanto agora (veja AQUI). Tudo para convencer o patriotismo parlamentar.

O prometedor ridículo de nova política, mais ridícula do que o próprio, não só repete a prática criticada como a esbanja milionariamente comparada com os antecessores.

E ainda por cima inventa nova definição de nepotismo.

Pergunto: Imaginou Lula nomear um filho para embaixador em Cuba?

Dilma nomear o ex-marido embaixador na Bulgária? FHC nomear a esposa embaixatriz na França?

Temer nomear um sobrinho embaixador na Argentina?

Imaginou?

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Deputado do RN fará palestra em SP em evento com FHC

Em seu primeiro mandato eletivo, o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) será um dos destaques do Seminário de Integração e Apresentação, realizado pela Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), nos próximos dias 27 e 28 de abril em São Paulo.

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso realizará a palestra de abertura tratando sobre crise e reinvenção na política.

“Será um momento importante para debater a política em sua essência, os novos rumos e práticas que convergem para o desenvolvimento da nossa sociedade”, afirmou o parlamentar que aos 26 anos é o deputado mais jovem da atual Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Campanha inovadora

Allyson realizará palestra no domingo, dia 28. Terá a oportunidade de falar sobre a campanha vitoriosa feita com poucos recursos, e que deixou para trás políticos “favoritos” e nomes fomentados por grandes estruturas no Estado. Além de abordar a inovação na campanha e mandato.

Aspectos inovadores e diferenciais que empregou em sua campanha, também serão mostrados a participantes de todo o país.

“A campanha eleitoral de 2018, a nível estadual e nacional, mostrou que o povo quer mudança, o povo está cansado de político que pensa nos seus interesses”, concluiu o parlamentar que se tornou líder RAPS no ano de 2018.

Com informações da Assessoria de Allyson Bezerra.

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Excelências no limbo

Por Walter Gomes

FHC, Sarney, Lula, Collor e Dilma apresentam resultados aquém das exigências eleitorais deste ano (Fotomontagem)

Preso em Curitiba, onde cumpre pena por condenação em segunda instância – corrupção passiva e derivados –, ex-presidente Lula da Silva é referência eleitoral na campanha deste ano, mas não como seus aliados esperavam.

Fernando Henrique Cardoso, personagem que governou o Brasil e citado com destaque nos veículos de comunicação, não conseguiu evitar eliminação de Geraldo Alckmin, seu candidato, no primeiro turno do pleito para o Planalto.

José Sarney acompanhou, sem condições de reverter, a derrota prevista de dois filhos. Roseana caiu na primeira fase do embate para voltar ao governo do Maranhão e o deputado Zequinha foi derrotado nas urnas para o Senado.

Dilma Rousseff, governante cassada pelo Legislativo com aquiescência do Judiciário, foi massacrada no pleito em que buscava uma das duas vagas para o Senado. Ficou em quarto lugar com baixo índice de apoio dos conterrâneos mineiros.

Fernando Collor, outro com passagem no poder nacional, renunciou ao mandato presidencial para evitar o impeachment anunciado. Desistiu de tentar o retorno ao governo de Alagoas, por subnutrição eleitoral. Continua senador até janeiro de 2023.

(*) Texto da coluna ‘Fatos e bastidores’.

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A faca e seus efeitos na campanha presidencial 2018

Por Carlos Santos

A faca que perfurou dia 6 último (veja AQUI) o abdômen do capitão Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência da República, é o primeiro e relevante “fato novo” da atual campanha eleitoral sucessória nacional. Muitos apressados passaram a rotular como “decidida” a corrida eleitoral, minutos após o incidente.

Devagar, gente.

As pesquisas que vêm por aí, já detectando um primeiro momento dessa repercussão, tendem a identificar o impacto dessa faca na contenda. Contudo acho improvável que aconteça de imediato um crescimento superlativo.

O fato novo não funciona isoladamente e de forma automática, como indutor de voto em favor de alguém ou subtração de outrem. Ele parece ter vida própria quando é algo natural, mas a partir daí existe muito de marketing, de estratégia e ação político-eleitoral.

Carlos Lacerda com pé engessado após ser baleado na Rua Toneleros em 4 de agosto de 1954 (Foto: Web)

O acontecimento tem e terá desdobramentos. Eles poderão robustecer o enredo de vitimização, ou até mesmo atenuem o impacto do episódio.

Ao longo dos próximos dias, até as eleições em 7 de outubro, acompanharemos outros capítulos e o fluxo ou refluxo dessa narrativa. Haverá uma provável acomodação e maior reflexão sobre o fato. As pesquisas seguintes e voto dirão o tamanho desse turbilhão de sentimentos ambivalentes.

Se houver caracterização de que o agressor agiu sozinho e não passa de um débil fanático, isso amortizará o capital de Jair Bolsonaro. Confirmada outra versão, em que seja apontada uma trama financiada e com participação de outras pessoas e militantes de legendas adversárias, o quadro já será outro e inverso.

O jornalista Carlos Lacerda quando foi alvo de atentado político na Rua Toneleros, 180 (Copacabana, Rio de Janeiro), em 5 de agosto de 1954, também virou vítima. Saiu ferido à bala, assim como o guarda municipal Sálvio Romeiro. Seu segurança, o major-aviador Rubens Vaz, morreu no local.

Dezenove dias depois, outro fato novo foi ainda mais impactante para mudar rumos da política nacional: Getúlio Vargas suicidava-se. Era o fim do seu governo e da denominada “Era Vargas”, ferozmente combatida por Lacerda.

Em qualquer campanha, o papel de vítima é um sonho lapidado e acalentado por qualquer candidato, para poder cair nas graças da massa, convertendo isso em votação-vitória. Agora não é diferente. Bolsonaro sabe disso.

PRIMEIRA PÁGINA

Conversa com o ex-deputado federal Henrique Alves – Conversei longamente com o ex-deputado federal Henrique Alves nesse último dia 6 em Natal, em seu apartamento no bairro Petrópolis. Falamos sobre família, política (nacional, estadual, natalense, mossoroense), futebol (calvários do meu Fluminense, do Vasco dele), economia, fé, religiosidade. O tempo consumiu quase toda uma tarde. A jornalista Laurita Arruda, sua mulher, ainda acompanhou o comecinho da prosa, mas saiu para compromissos pré-agendados. “Fiquem aí. Já sei que não vai faltar assunto”, previu acertadamente. Ah, não levei gravador nem uma simples caneta à anotação! Era uma simples prosa despretensiosa, puxada por um visitante comum.

O “Poder Moderador” das Forças Armadas está de prontidão – Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, avisou: “A legitimidade do novo governo pode até ser questionada”. O graduado verde-oliva deixou nas entrelinhas a crença de que poderá estar acima dos três poderes de Estado, se necessário e conforme suas interpretações. Seria uma espécie de “Poder Moderador” armado, acima dos demais e com força coercitiva, como plasmado na Constituição de 1824, quando o Imperador Dom Pedro I teve esse papel, inicialmente.

Villas Bôas: "moderador"

Pouca propaganda adesivada em veículos mostra distância do eleitor – É escasso o número de carros adesivados na atual campanha. Da capital ao interior, esse recurso de propaganda é quase imperceptível, diferentemente de disputas anteriores. Mais um sinal dos tempos.

Dois turnos eleitorais marcam pleitos – Em termos de Rio Grande do Norte, a única eleição ao governo decidida no primeiro turno foi em 2010. Àquela ocasião, deu Rosalba Ciarlini, então no DEM, superando o governador Iberê Ferreira (PSB), já falecido. No campo presidencial, só Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conseguiu esse feito em 1994, atropelando Lula da Silva (PT). Enfim, as campanhas no estado e no país costumeiramente vêm tendo dois turnos. P.S – Retificação com informações do webleitor João Paulo Jales: Em 1994 e 1998 Garibaldi Filho (PMDB) foi eleito e reeleito no primeiro turno, bem como FHC em 98.

Escassez de dinheiro compromete muitas campanhas – Começou bem antes do que eu previ, a lamúria por falta de recursos na atual campanha. Poucos candidatos estão montados na bufunfa. Muitos profissionais contratados para trabalho no período estão sem receber pagamento. Pelo visto, a fila de caloteados vai ser grande após o período eleitoral.  Tem majoritárias quase parando.

Investigações vão ter sérios desdobramentos

Em minha estada de vários dias em Natal, conversei com fontes qualificadas da área investigativa oficial. Pelo o que ouvi, algumas apurações terão sérios desdobramentos nas próximas semanas e meses. Nada  mais posso adiantar, apesar da vontade.

Pesquisas sinalizarão eventuais reflexos da propaganda em rádio e televisão – As pesquisas a serem divulgadas esta semana – Consult e Seta no estado, Ibope e Datafolha no país – vão apontar sinalizadores quanto à propaganda eleitoral em rádio e televisão. O chamado “palanque eletrônico começou no último dia 31 de agosto. O tempo já é suficiente para sabermos se há algum sinalizador de mudança (crescimento, estagnação ou queda de nomes).

Ego refletido de Curitiba dá a Haddad um papel caricato e embaraçoso – É embaraçoso o papel que o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad cumpre na campanha presidencial. Todos sabemos que ele é o verdadeiro candidato petista, mas assim não se apresenta, para atender uma estratégia de marketing que já cumpriu seu papel mas que começa a saturar, mantida pelo ego do ex-presidente Lula, preso em Curitiba. Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu no final do mês que ele não poderia ser candidato, dirigentes partidários já estavam prontos para deflagração da campanha de Haddad. Entretanto a ordem foi dar sequência às apelações judiciais e sustentar o nome do ex-presidente na propaganda. Um jogo arriscado demais. Leia o que escrevemos em 28 de janeiro deste ano: Lula e Bolsonaro, extremos que se completam na sucessão.

Fernando Haddad fica por trás de Lula à espera de ser anunciado com nome de verdade ao governo do país (Foto: campanha)

Descida do Alto de São Manoel deverá fechar tosca campanha municipalizada – A tradicional “Descida do Alto de São Manoel”, mobilização que marca as campanhas municipais em Mossoró, cumprindo trajeto a partir da Avenida Presidente Dutra até o centro da cidade, poderá marcar o fim da tosca campanha municipal improvisada que assistimos este ano. As chapas Robinson Faria (PSD)-Tião Couto (PR) e Carlos Eduardo Alves (PDT)-Kadu Ciarlini (PDT) ainda não se manifestaram quanto à iniciativa e eventuais datas para esse fim.

Chapão de muitas dificuldades –  Com 14 deputados estaduais e outros nomes fortes à Assembleia Legislativa, a Coligação Trabalho e Superação vai ter candidato obtendo mais de 30 mil votos, mas fora da lista de eleitos. A montagem dessa nominata objetivou priorizar a eleição dos atuais deputados governistas e reforçar palanque e tempo de rádio e televisão do governador Robinson Faria (PSD). O chororô vai ser grande pós-campanha, com altos gastos financeiros, dívidas e derrota eleitoral de figuras de peso.

EM PAUTA

Franklin Jorge – Apesar de estar em Natal, não apareci no aniversário do jornalista e escritor Franklin Jorge no sábado (8). Mas o caríssimo Honório de Medeiros representou-me, falando muito bem de mim, lógico. Ave, Franklin.

Cariri Cangaço – Está definida a programação de mais uma Edição do Cariri Cangaço, que acontecerá dessa feita em São José de Belmonte em Pernambuco, sob a batuta do criador dessa iniciativa – Manoel Severo. Acesso AQUI e veja os detalhes. Estarei por lá, se Deus quiser.

Anita e doações – A palestra da historiadora Anita Leocádia Prestes (veja AQUI), que será aberta ao público e acontecerá no auditório do Hotel Villa Oeste no dia 14 (sexta-feira), às 19h, em Mossoró, terá como “ingresso” a contribuição de 1kg de alimento não perecível ou qualquer tipo de material de limpeza. As doações serão destinadas à Casa do Estudante de Mossoró e serão recolhidas na entrada do auditório.

Acidente – Equipe da TV Terra do Sal de Mossoró sofreu grave acidente de carro na manhã de sexta-feira (7), quando fazia trajeto  de Mossoró para Pau dos Ferros. O fato foi registrado na BR-405, município do Apodi. O jornalista Jota Ferreira está internado ainda, tendo passado por uma cirurgia (virão outras) em um dos braços, no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Ferreira: acidente (Foto: arquivo)

SÓ PRA CONTRARIAR

Não acredito neste país a curto e médio prazos. Ainda temos muito a piorar.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Continua impecável o Lula Restaurante à Avenida Xavier da Silveira em Nova Descoberta em Natal. Do cardápio tradicional ao atendimento.

Obrigado à leitura do Nosso BlogPaulo Pinto (Mossoró),  Eriberto Mendonça (Natal) e  Solange Noronha (Apodi).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (03/09) clicando AQUI.

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Boas chuvas criam expectativa de 4ª sangria da Santa Cruz

A primeira vez que a Barragem Santa Cruz (no Apodi) sangrou foi no dia 19 de fevereiro de 2004, por volta de 5h15. Depois disso, nos anos de 2008 (2 de abril) e 2009 (20 de abril).

Desde então, quase dez anos depois, o espetáculo da sangria é aguardado por toda a região e estado, que enfrenta uma estiagem contínua há seis anos.

Em 2018, as boas chuvas do início de ano criam a expectativa de nova edição do espetáculo das águas.

A Santa Cruz é o segundo maior reservatório de água do estado do Rio Grande do Norte, com capacidade de armazenamento de 599.712.000 m³. Tem hoje cerca de 15% dessa capacidade.

Foi inaugurada em 11 de março de 2002 nos governos do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e governador Garibaldi Filho (MDB).

Vista aérea da Santa Cruz em abril de 2008, com sangria e elevação de águas (Foto: Web)

O paredão tem quase dois quilômetros e meio e altura de 57 metros.

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FHC, Lula e Sarney devem definir novo governo sem Temer

Por Josias de Souza (UOL)

Em reunião encerrada na madrugada desta quarta-feira, um grupo de cerca de 20 senadores debateu a crise. Houve consenso quando à inevitabilidade da interrupção do mandato de Michel Temer. Generalizou-se a percepção de que a saída passa pela impugnação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em julgamento marcado para 6 de junho.

A maioria concluiu que convém envolver na articulação para a escolha de um hipotético substituto de Temer os ex-presidentes Lula, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney.

FHC e Lula, novamente juntos, na planificação do Brasil que lhes interessa (Foto UOL)

O encontro ocorreu na casa da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Foi a segunda reunião do grupo. A primeira acontecera na véspera. Compareceram senadores de vários partidos. Entre eles Renan Calherios (AL), Eduardo Braga (AM) e José Maranhão (PB), do PMDB; Lindbergh Farias (RJ) e Paulo Paim (RS), do PT; Lasier Martins (RS), do PSD; e Armando Monteiro, (PE), do PTB.

Planeja-se elaborar uma pauta minima de temas em torno dos quais o grupo consiga convergir e atrair mais parlamentares. Parte dos presentes defende a convocação de eleições presidenciais diretas. Mas não ignora que a hipótese mais provável é de que a escolha de um eventual substituto para Temer será feita pelo Congresso, em eleição indireta.

Emergiu do debate um perfil do candidato que o grupo considera mais adequado para o caso de prevalecer a escolha indireta.

Eis algumas das características: 1) Não pode ter a ambição de se reeleger em 2018; 2) Deve ter em mente que não será mais possível aprovar reformas como a da Previdência; 3) Não pode ser membro do Judiciário; 4) É preferível que não seja também do Legislativo; 5) Não pode tratar a classe política a vassouradas; 6) O ideal é que seja referendado por Lula, FHC e Sarney.

Um dos participantes da conversa disse ao blog que, no momento, o nome que mais se encaixa nesse modelo é o de Nelson Jobim —ex-ministro de FHC e de Lula, ex-presidente do Supremo e ex-deputado federal. Tem um inconveniente: precisaria se desligar do Banco BTG Pactual, do qual tornou-se sócio.

Nota do Blog Carlos Santos – Quem leu a postagem “Saída de Temer está decidida em conchavo de quadrilheiros” (veja AQUI) que postamos ontem, não estranha essa notícia.

Como dissemos e repetimos há infindáveis anos, os antípodas se conflitam pelo butim, mas em momentos pontuais sabem que precisam se juntar para manutenção de seus espaços. Assim, eles conseguem evitar novidades estranhas ao meio, forças alternativas impetuosas, algum tipo de perspectiva real de  um Brasil sério. E um monte de babaquaras perde seu tempo brigando nas redes sociais, em defesa de um ou outro lado, sem perceber que todos estão no mesmo lamaçal.

Esse cabo-de-guerra que opõe extremistas só faz bem aos mesmos de sempre.

E o nome mais cogitado  quem é? Um político que serviu aos governos FHC e Lula, que ganhou um lugarzinho no STF pelos bons serviços prestados aos donos do Brasil e que mais recentemente virou banqueiro, sempre com informações privilegiadas à mão.

E o povo? O povo que se lasque!

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Os presidentes da República Federativa da Lama

Depois do fim do regime militar, todos os presidentes da República Federativa do Brasil patinharam na lama da corrupção.

A exceção é Itamar Franco.

Vamos à lista do bloco dos sujos:

– José Sarney;

– Fernando Collor de Mello;

– Fernando Henrique Cardoso;

– Lula da Silva;

– Dilma Rousseff;

– Michel Temer.

Aguardemos o próximo.

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Falta de quorum adia votação de fim da reeleição

Por falta de quorum, foi adiada a votação da PEC 113-A, que acaba com a possibilidade de presidente, governadores e prefeitos se reelegerem para um segundo mandato.

A matéria está no Senado da República.

A Emenda Constitucional 16, que permite uma reeleição para presidente, governadores e prefeitos, foi aprovada em 1997.

Foi engendrada pelo presidente à época, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Eleito em 1994, foi reeleito em 1998.

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O câncer do instituto da reeleição

O instituto da reeleição, golpe bancado pelo Governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no final da década de 90, é um câncer para o país e à atividade pública.

Nação paga preço sem dimensão por isso.

Não temos preparo como sociedade e instituições públicas realmente sólidas, nos três poderes, à garantia da reeleição.

É praticamente impossível que tenhamos pleitos realmente democráticos e contas públicas preservadas do assalto eleitoreiro.

A reeleição é um instituto delinquente, nascido sob esse signo e mantido para contrariar o interesse público, em nome de aspirações pessoais e de grupos.

Qualquer reforma política de verdade, no Brasil contemporâneo, precisa extirpar esse câncer.

 

Fernando Henrique faz campanha para Rogério Marinho

O ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, é mais um líder nacional da legenda a pedir votos para Rogério Marinho, candidato do partido a prefeito de Natal.

Em inserção que já está sendo exibida na TV e no rádio, o ex-presidente destaca o trabalho de Rogério a favor da educação e elogia o parlamentar na disputa pela Prefeitura.

“Rogério Marinho é um homem ligado a educação e tem experiência. É um deputado federal, homem competente. Vamos votar no Rogério Marinho”, pediu o ex-presidente.

Antes de Fernando Henrique Cardoso, o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB a presidência da República em 2014 já havia participado dos programas eleitorais de Rogério também declarando seu apoio ao candidato.

Com informações da campanha de Rogério Marinho.

Outro olhar sobre crescimento e fortalecimento do Brasil

Por Elio Gaspari (Folha de São Paulo)

Para o ego de Lula

Algum companheiro poderia traduzir para Lula trechos do livro “Why Nations Fail” (Por que Nações Fracassam – As Origens do Poder, da Prosperidade e da Pobreza”, dos economistas Daron Acemoglu (MIT) e James Robinson (Harvard).

Ele acaba de sair nos Estados Unidos, com o e-book a US$ 14,99, elogiado por Steven Lewitt (“Freakonomics”) e Jared Diamond (“Armas, Germes e Aço”), além de cinco economistas laureados com o Nobel.

Acemoglu e Robinson procuram mostrar porque alguns países vão para a frente e outros para trás. Os trechos que podem interessar a Lula terão um efeito sobre sua alma capaz de reduzir o sofrimento de várias sessões de quimio e radioterapia. Seriam um bálsamo também para o ego de Fernando Henrique Cardoso, mas ele jamais precisou disso. Eles servirão também para petistas que acreditam ter tirado o país do inferno e tucanos certos de que a ele se está retornando. Um trecho:

“A ascensão do Brasil desde os anos 70 não foi arquitetada por economistas de instituições internacionais que ensinaram aos seus governantes as melhores políticas para evitar as falhas do mercado. Também não foi conseguida com injeções de ajuda externa. Ela resultou a ação de grupos de pessoas que, corajosamente, construíram instituições econômicas inclusivas. A transformação brasileira, como a da Inglaterra no século 17, começou com a criação de instituições políticas inclusivas. (…) No Brasil, ao contrário da Inglaterra do século 17 e da França do final do 18, não foi uma revolução que disparou a transformação das instituições políticas”.

Lula, FHC e o Câncer

Fernando Henrique Cardoso é o entrevistado do programa Manhattan Connection da Globo News agora à noite.

Sempre muito articulado, inteligente, ele revela conversa que teve com o também ex-presidente Lula, ao telefone:

Lula lhe disse: “Você não imagina o que é isso (câncer). Às vezes eu queria me congelar”.

Aí FHC comentou ao programa: “Você imagina o que é um homem forte como o Lula dizer isso? É muito difícil.”

A perda de Paulo Renato de Souza

O Brasil perdeu um homem público que tem enorme contribuição ao seu desenvolvimento. Morreu o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza, aos 65 anos, vítima de enfarte fulminante, no final da noite de sábado (25), em São Roque, cidade do interior paulista.

Paulo Renato passava o feriado prolongado de Corpus Christi ao lado de familiares em um hotel da cidade, quando começou a se sentir mal. Ele ainda foi encaminhado ao Hospital Unimed, no Jardim Lourdes, mas já teria chegado morto.

Paulo Renato foi ministro da Educação durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1º de janeiro de 1995 a 31 de dezembro de 2002.

Dentre as suas principais realizações à frente do ministério da Educação estão o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB).