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Juros elevados dificultam acesso ao crédito para 83% da indústria do RN

Foto ilustrativa
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As elevadas taxas de juros são hoje um dos principais entraves para o financiamento da indústria no Rio Grande do Norte. É o que revela a Sondagem Especial – Condições de acesso ao crédito na indústria potiguar, elaborada pela Unidade de Economia da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nessa quinta-feira (19).   

O levantamento aponta que 83% das empresas industriais enfrentam dificuldades para contratar crédito de curto ou médio prazo por causa do custo financeiro. No crédito de longo prazo, a barreira é unânime: 100% das empresas indicaram os juros como principal obstáculo, é o que destaca o economista, João Lucas Dias.  

Além do custo, a burocracia também pesa. As exigências de garantias reais foram citadas por 33% das indústrias nas operações de curto e médio prazo e por 50% no financiamento de longo prazo, que também exige elaboração de projetos de investimento. Diante desse cenário, muitas empresas preferem não recorrer a empréstimos: 63% não procuraram crédito de curto ou médio prazo e 77% não buscaram financiamento de longo prazo, aponta o documento.  

“Quando o crédito é contratado, ele é direcionado majoritariamente à modernização produtiva”, disse Dias. De acordo com ele, metade das empresas utilizou recursos de curto e médio prazo para aquisição de máquinas e equipamentos, enquanto 33% destinaram ao pagamento de obrigações tributárias e previdenciárias e 17% ao capital de giro. Já no longo prazo, todas as operações tiveram como finalidade investir em máquinas e equipamentos.   

Já os bancos de desenvolvimento aparecem entre as principais fontes de financiamento. Eles foram utilizados por 50% das empresas no curto e médio prazo e por 100% das indústrias no longo prazo, sendo complementados por bancos comerciais em metade dos casos.   

Em relação à aprovação, 66% das empresas obtiveram exatamente o valor solicitado nas operações de curto e médio prazo e 17% receberam valor superior, enquanto apenas metade conseguiu o montante necessário no crédito de longo prazo.  

A sondagem também mostra impacto direto dos custos tributários na decisão de contratar financiamento. Para 50% das empresas, a redução de encargos administrativos, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), seria a principal medida para melhorar o acesso ao crédito, enquanto 33% defendem ampliação de linhas públicas e simplificação das exigências bancárias. O aumento do IOF já influenciou negativamente 33% das indústrias: 18% desistiram da contratação e 15% reduziram o valor solicitado.  

O levantamento mostra também que cerca de 30% das empresas consideram estar no limite desejável e 22% afirmam estar acima do adequado. Ao mesmo tempo, modalidades alternativas ainda têm pouca adesão: apenas 11% utilizaram operações de risco sacado nos últimos 12 meses e 67% não pretendem utilizar. 

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Imposto de importação inibe compras em sites internacionais

Setor industrial entende que taxação precisa ser ampliada (Foto ilustrativa: Iano Andrade/CNI)
Setor industrial entende que taxação precisa ser ampliada (Foto ilustrativa: Iano Andrade/CNI)

Aumentou de 13% para 38% o total de consumidores que desistiram de comprar em sites internacionais por causa do custo com o Imposto de Importação. É o que destaca a pesquisa Retratos do Brasil, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à Nexus, e divulgada nesta segunda-feira (27). O levantamento compara dados sobre hábitos de consumo da população em maio de 2024 com outubro de 2025.

Segundo o superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, o impacto da taxação das importações de até US$ 50 é positivo para a indústria brasileira, que está sujeita a condições desiguais de competição com outros países.

“A implementação do Imposto de Importação é o início de um processo que busca trazer mais justiça e competitividade para a indústria nacional. No entanto, o imposto ainda está em um patamar muito aquém do necessário para chegarmos a esse equilíbrio, pois a carga tributária de outros países é muito menor que a nossa”, avalia.

Veja dados da pesquisa abaixo.

A desistência por causa do imposto chegou a:

51% entre as pessoas com ensino superior;

46% entre aqueles com 16 e 24 anos ou 25 a 40 anos;

45% entre os que ganham mais de cinco salários mínimos;

42% entre os vivem na região Nordeste.

Segundo a pesquisa, a desistência por causa da “taxa das blusinhas” fez subir de 22% para 32% o número de pessoas que foram atrás de um produto similar com entrega nacional. O percentual de consumidores que procuraram um item parecido em loja física passou de 13% para 14%, enquanto a quantidade de pessoas que buscaram item similar em outro site ou aplicativo internacional cresceu cinco pontos percentuais, de 6% para 11%. A desistência definitiva caiu de 58% para 42%.

ICMS também é barreira

Também aumentou, de 32% para 36%, o total de consumidores que deixaram de importar por causa do custo com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O percentual de desistência cresce entre as pessoas com ensino superior (48%); os mais jovens (45%); aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos (41%); e os que vivem no Nordeste (41%).

Entre os consumidores que abandonaram uma compra internacional por causa do custo do ICMS:

Aumentou de 26% para 34% o percentual daqueles que procuraram um similar com entrega nacional;

Caiu de 17% para 14% o total dos que buscaram um similar em loja física;

Cresceu de 5% para 9% o percentual dos que procuraram comprar um similar de outro site ou aplicativo de varejo internacional;

Caiu de 51% para 41% o percentual dos que desistiram definitivamente do item.

Frete caro e prazo de entrega demorado

O preço do frete internacional e o prazo de entrega demorado também foram motivos para que boa parte dos consumidores desistisse de fazer compras internacionais no último ano. 45% dos compradores abandonaram pedidos ao saberem do custo do frete, um aumento de cinco pontos percentuais em relação à pesquisa realizada em maio do ano passado.

“Isso pode sinalizar um avanço na racionalidade do consumidor brasileiro na hora da compra, ou seja, a ‘taxa da blusinha’ trouxe reflexões que antes desapareciam por conta do tamanho da diferença dos preços”, afirma Marcio Guerra.

Outros 32% desistiram de comprar em plataformas internacionais ao descobrirem o prazo de entrega do produto. Em maio de 2024, o percentual era de 34%. A desistência sobe para 43% entre os consumidores com ensino superior; 40% entre as pessoas de 25 a 40 anos; 39% entre os que ganham mais de cinco salários mínimos; e 36% entre os moradores da região Sul.

Uso pessoal foi principal motivo para importação

A pesquisa também quis saber qual a finalidade das importações. Três em cada quatro (75%) dos entrevistados disseram que todos os produtos foram para uso pessoal. O número sobe para:

90% entre os cidadãos com mais de 60 anos;

84% entre os moradores do Norte/Centro-Oeste;

82% entre os que ganham de um a dois salários mínimos;

81% entre as mulheres e aqueles com ensino fundamental completo.

Por outro lado, apenas 10% dos entrevistados compraram todos os itens para uso no trabalho, percentual maior entre os moradores da região Sul (19%); pessoas que ganham mais de cinco salários mínimos ou que têm entre 25 e 40 anos (15%); homens (14%) e cidadãos com ensino superior (12%).

Apenas 2% dos consumidores importaram produtos pensando em revenda.

Sobre a pesquisa 

A Nexus entrevistou 2.008 pessoas com idade a partir de 16 anos, no Distrito Federal e nos 26 estados do país, entre 10 e 15 de outubro de 2025. A margem de erro da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A amostra é controlada a partir de quotas de sexo, idade, PEA (População Economicamente Ativa), região e condição do município.

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Morre Candinha Bezerra, nome muito ligado à cultura do RN

Candinha Bezerra deixa importante legado para a cultura do RN (Foto: Cedida)
Candinha Bezerra deixa importante legado para a cultura do RN (Foto: Cedida)

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Assembleia Legislativa do RN e várias outras entidades e instituições diversas externam profundo pesar pelo falecimento da fotógrafa e produtora cultural Cândida Maria de Araújo Bezerra, conhecida como Candinha Bezerra, ocorrido nesta segunda-feira (13), aos 81 anos, nesta segunda-feira (13).

Ela era mulher do ex-senador, ex-presidente da Fiern e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fernando Bezerra, e mãe do ex-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado (SINDUSCON-RN) e diretor da FIERN, Sílvio Bezerra, além de Enio, Felipe e Eduardo.

Artista plástica, musicista, compositora e também professora de piano da Escola de Música, Candinha Bezerra deixa um valoroso legado no campo das artes de nosso estado.

Nota do BCS – Que dona Candinha descanse em paz.

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Presidente da Fiern vê resultados promissores de missão nos EUA

Delegação de lideranças empresariais espera reduzir tensões e conseguir avanços (Foto: divulgação)
Delegação de lideranças empresariais espera reduzir tensões e conseguir avanços (Foto: divulgação)

No segundo dia da missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nos Estados Unidos, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, destacou os resultados promissores dos diálogos junto a autoridades e empresários americanos. A agenda da missão, liderada pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, foi concluída nesta quinta-feira (4), com diálogos sobre os impactos comerciais do tarifaço norte-americano, em busca de caminhos para reordenamento da parceria econômica entre Brasil e EUA.

A missão desembarcou em Washington, capital dos EUA, para tentar reverter o chamado “tarifaço”, defender a indústria brasileira e preservar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. A comitiva reuniu líderes industriais, diplomatas e autoridades norte-americanas em encontros e reuniões estratégicos para reforçar que o Brasil não adota práticas que restringem o comércio americano.

Serquiz comenta que a agenda abrangeu aproximação com atores influentes nas tomadas de decisão do governo norte-americano. “Foram três dias intensos, uma jornada desafiadora, mas com resultados promissores. Tivemos encontros com a Embaixada brasileira, com a US Chamber, que é a maior federação empresarial do país, com o Parlamento, no Capitólio, e defendemos as boas práticas comerciais do Brasil, na audiência sobre a Seção 301, no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.”

“Isso é a indústria se apresentando, se manifestando em um gesto de que estamos dispostos a conversar com os parceiros americanos e, através do escritório de lobby, chegar ao governo americano”, ressalta o presidente da Fiern, que também é diretor da CNI.

Durante os diálogos, Serquiz colocou a pauta dos setores potiguares mais atingidos pelas tarifas: as indústrias do sal e da pesca oceânica. Ele esteve acompanhado do presidente Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (SINDIPESCA-RN), Arimar França.

“Transmitimos argumentos importantes dos reflexos das tarifas para o próprio mercado americano. Saímos com novas esperanças e reanimados no sentido de dar continuidade a um trabalho de diálogo permanente para se chegar a uma equação.”

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a importância da missão para reabrir as negociações e ampliar o diálogo técnico e racional. “Temos que comemorar os resultados. Não viemos com grandes ilusões de soluções imediatas, mas de um processo evolutivo de diálogo, de entendimentos e busca por convergências. Tivemos reuniões protocolares com autoridades, mas também apresentações técnicas para mostrar a importância das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos”, frisa.

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Cuidados especiais à saúde de Vilmar Pereira

Vilmar Pereira integra diretoria da Fiern Foto: Rede social)
Vilmar Pereira integra diretoria da Fiern (Foto: Rede social)

Preocupa a saúde do empresário e 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), Vilmar Pereira.

Problema na visão tem o afligido e deixado também familiares e amigos próximos preocupados.

Torcemos à sua recuperação.

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Aumento de tarifas pelos EUA ameaça exportações do RN, avalia Fiern

Serquiz falou sobre situação do sal, por exemplo (Foto: Fiern)
Serquiz falou sobre situação do sal, por exemplo (Foto: Fiern)

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, avalia que o aumento de tarifas a produtos importados do Brasil pelos Estados Unidos deve gerar impactos significativos para a indústria potiguar.

Na manhã desta quinta-feira (10), Serquiz concedeu entrevista coletiva à imprensa, na Casa da Indústria, para falar sobre a preocupação, da indústria do estado, da imposição de 50% de tarifas sobre os produtos brasileiros. A medida foi anunciada dia passado, de forma impositiva e com viés político, haja vista cobrança para que Brasil reveja punições levais ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Serquiz destaca que a elevação nas tarifas gera preocupação em nível nacional, uma vez que os Estados Unidos são o maior importador do Brasil. “Essa preocupação se amplia quando olhamos para o Rio Grande do Norte. Nossa produção, hoje, tem uma dependência dos recursos naturais, como o petróleo, fruticultura, pesca, mineração e o sal. Esses setores serão impactados com essa tarifa de 50%”, diz.

Dados levantados pelo Observatório da Indústria Mais RN mostram que, no primeiro semestre de 2025, o Rio Grande do Norte registrou US$ 67,1 milhões de exportação para os Estados Unidos, uma alta de 120% em comparação com o mesmo período de 2024.

“Estávamos em uma boa performance, estamos às portas da safra da fruticultura, tem força no mercado americano, os pescados costeiros são todos exportados para os Estados Unidos, assim como boa parte do sal produzido aqui”, ressalta Serquiz.

“Com a elevação da tarifa, o sal, por exemplo, perde completamente a competitividade, porque os demais competidores têm tarifas de 10%. Então, esse cenário é de preocupação e esperamos que haja um diálogo do governo brasileiro no sentido de termos uma reversão dessa situação”, aponta.

O presidente da Fiern acrescenta que o cenário estende a preocupação, também, para a inflação e a empregabilidade. “O dólar já teve alta, o que pode elevar a inflação e levar à perda de postos de trabalho”, frisa.

Roberto Serquiz explica que a Fiern tem levantado dados junto às lideranças industriais do estado e está permanentemente em diálogo junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O anúncio ainda é recente, tem menos de 24 horas, mas estamos em contato constante com a CNI para medir os impactos com precisão e temos esperança que essa instabilidade possa ser resolvida”, completa.

Dados da Fiern
Dados da Fiern

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Na noite dessa quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o aumento de tarifas a produtos importados do Brasil para 50%. O país, até então, tinha ficado com a sobretaxa mais baixa, de 10%, nas chamadas tarifas recíprocas, anunciadas pelo presidente estadunidense em 2 de abril.

A posição dos Estados Unidos foi anunciada em uma carta endereçada nominalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a carta, as tarifas serão cobradas a partir de 1º de agosto. Por meio de nota, Lula criticou o aumento das tarifas pelo presidente dos Estados Unidos e disse que a medida será respondida por meio da Lei de Reciprocidade Econômica.

Fecomércio cita saídas ao aumento do ICMS com receitas de R$ 9,6 bi

Marcelo fez exposição de caminhos, indo além da simples queixa sobre o aumento (Foto: Fecomércio)
Marcelo fez exposição de caminhos, indo além da simples queixa sobre o aumento (Foto: Fecomércio)

A Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promoveu nessa terça-feira (03) uma audiência pública para debater o projeto do Executivo que aumenta o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Intermunicipal e de Comunicação (ICMS),  de 18% para 20%. A reunião, que foi liderada pelo presidente do colegiado, deputado estadual Tomba Farias (PL), contou com representantes de várias entidades do setor produtivo e de sindicatos dos servidores.

Coube ao presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Marcelo Queiroz, a intervenção mais destacada. O presidente foi além da simples queixa pela proposta de retomada da alíquota de 20%, feita pelo Governo do Estado. Apresentou caminhos e números que mostram desequilíbrio financeiro.

Entre as propostas apresentadas, destaca-se a inclusão do abastecimento de água na Parceria Público-Privada (PPP) da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), com potencial de gerar R$ 5 bilhões aos cofres públicos. Adicionalmente, a entidade reforçou a necessidade de envio de proposta legislativa para instituir operações de Transação Tributária e Securitização da Dívida Ativa, o que poderia agregar, ao menos, mais R$ 3,4 bilhões.

O pacote, que inclui ainda a possibilidade de liberação de R$ 1,2 bilhão do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), totaliza R$ 9,6 bilhões em novas receitas sem necessidade de aumento da carga tributária. Valores esses que teriam impacto positivo também para as finanças municipais, em virtude de repasses constitucionais.

A análise evidenciou que, apesar de a arrecadação estadual ter crescido acima da média nacional nos últimos dois anos, a gestão de despesas permanece um desafio. O comprometimento excessivo com gastos obrigatórios, especialmente com pessoal, coloca o RN como o estado com maior despesa relativa nessa rubrica, comprimindo consideravelmente o orçamento potiguar, situação que inviabiliza operações de crédito com garantia da União.

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, foi enfático ao afirmar que a proposta de aumento da alíquota pode ter efeitos opostos aos desejados. “Os dados mostram que, com uma alíquota de 18%, o estado lidera o crescimento econômico no país, registrando inflação inferior a média nacional. Medidas que sobrecarregam o setor produtivo colocam em risco não apenas a arrecadação, mas também empregos e investimentos. Precisamos adotar soluções estruturais e sustentáveis, como as que apresentamos, para superar os desafios fiscais sem penalizar a população e a atividade econômica”, reforçou.

Fiern

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), Roberto Serquiz, enfatizou que o problema financeiro do Estado vem se arrastando ao longo dos últimos anos. A entidade apresentou um estudo técnico apontando que, mesmo em 2023 quando o ICMS também foi de 20%, a situação fiscal continuou descontrolada porque as despesas (16,8%) acabaram crescendo mais que a arrecadação (13,7%).

“O problema do RN não são as receitas, mas as despesas que crescem”, disse.

Palavra do governo

Em seguida foi a vez do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, apresentar os argumentos do Governo a favor da matéria. O gestor reconheceu que a dificuldade se prolonga nos últimos 20 anos do Estado. “É um problema estrutural, é inegável. É muito mais que um problema de governo, é da sociedade”, afirmou.

O secretário relembrou as dificuldades financeiras impostos ao Estado desde 2022 com a implementação de leis complementares que reduziram a arrecadação em cima de gasolina, telecomunicações e energia, e enfatizou a necessidade do RN melhorar sua arrecadação tendo em vista a reforma tributária. A expectativa é que com a implementação da nova lei, os recursos sejam divididos pelos Estados de forma proporcional ao que estes arrecadaram entre 2019 e 2026. “É preciso sim conter os gastos do RN, mas não se faz isso reduzindo a receita”, completou.

“Fora as medidas para cortar gastos do Executivo, quais as outras sugestões colocadas?”, questionou o líder do governo Fátima Bezerra (PT), deputado estadual Francisco do PT. Pelo visto, ele não acompanhou, em especial, a exposição do presidente da Fecomércio.

Francisco do PT questionou ideia de reduzir custos do Estado (Foto: ALRN)
Francisco do PT questionou ideia de reduzir custos do Estado (Foto: ALRN)

Intervenções

Os deputados estaduais Luiz Eduardo (SDD), Coronel Azevedo (PL), Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Dr. Bernardo (PSDB) e Adjuto Dias (MDB) também se pronunciaram durante a reunião. A audiência ainda contou com as presenças do presidente da ABIH, Abdon Gosson, presidente da Faern, José Vieira, e o vice-presidente do Natal Convention Bureau, George Gosson. Além dos parlamentares já citados, também estiveram no debate os deputados José Dias, Neilton Diógenes e Hermano Moraes.

Cajucultura é tema de debate sobre suas perspectivas econômicas

Audiência pública aconteceu na Câmara Municipal de Serra do Mel (Foto: ALRN)
Audiência pública aconteceu na Câmara Municipal de Serra do Mel (Foto: ALRN)

Com uma produção nacional liderada pelo Ceará e seguida pelo Piauí, o RN ocupa o terceiro lugar no ranking da cajucultura e em 2022 apresentou o maior aumento de produtividade, com 354 toneladas por hectare, contra as 233 do ano anterior. A projeção, segundo estudos do Sebrae/RN, é que o Estado lidere a produção nacional, mas para atingir esse objetivo, precisa avançar em vários pontos. O tema “Os desafios e oportunidades da cajucultura no RN” foi debatido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, através do mandato do deputado Isaac da Casca (MDB), numa audiência pública em Serra do Mel, nesta segunda-feira (28).

O debate foi em parceria com a Câmara Municipal do município. Serra do Mel é onde se concentra a maior parte da produção e a audiência reuniu produtores, lideranças políticas e representantes do governo do Estado, Sebrae, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Instituto Caju Brasil, Fiern, Fecomércio. Entre outros.

Estiagem, envelhecimento dos pomares, necessidade de inovação fizeram a produção cair no RN. Com quase 50 mil hectares plantados, o Estado produz atualmente cerca de 10,9 toneladas de pedúnculo (fruto) e 5 mil toneladas de castanha por ano, segundo o IBGE.

Luta conjunta

Ao propor o debate, o deputado Isaac da Casca, que é empresário no ramo, destacou o início da sua vida profissional em Serra do Mel e a necessidade de fazer o setor avançar: “Esta é uma luta conjunta, onde é preciso cada vez mais assistência técnica para o produtor”, disse o parlamentar, que levou especialistas para apresentarem um estudo detalhado sobre a produção no RN, detalhado antes do debate.

Uma das propostas do estudo é fortalecer o modal rodoviário para escoamento da produção e da distribuição, além de redução de tributos para a atividade, a fim de consolidar o RN como líder sustentável da cadeia produtiva e aumentar as importações. O deputado, inclusive, já apresentou projeto de lei que tramita no Legislativo do RN para que o governo estadual inclua a fruta na merenda escolar e em refeições de presídios e hospitais públicos.

O prefeito recém eleito de Serra do Mel, Kênio Azevedo, também reforçou a necessidade de aumento da produtividade e citou o aumento dos custos para os produtores: “Todos os custos aumentaram, como combustível, insumos, mas a castanha não sofreu aumento de preços e de nossa parte iremos continuar disponibilizando mudas e manter parcerias com Senar, Ufersa e outros órgãos”, disse.

Presidente da Câmara Técnica da Cajucultura, Elano Gomes Pinto reforçou a necessidade de que os parlamentares destinem emendas para a Câmara Tênica, a fim de que ela continue fazendo o seu papel: “A Câmara representa os produtores e tem membros do Sebrae e outros importantes parceiros que formam um aglomerados de pessoas preocupadas com o futuro da cajucultura”, disse.

Agente de Desenvolvimento do Banco Nordeste, Sérgio Luiz destacou o desenvolvimento que a atividade leva aos municípios. “Severiano Melo não tem mendigos, porque a atividade emprega mais de 10 mil pessoas. No entanto é preciso uma reforma tributária que beneficie o pequeno produtor”, disse. O representante do Banco do Nordeste, Sérgio Luiz, ressaltou a importância da atividade: de cada 100 contratos rurais do RN firmados pelo banco, 97 são proveniente da cajucultura.

Inovação

A inovação tecnológica para a atividade foi defendida em praticamente todos os pronunciamentos. Franco Marinho, do Sebrae, citou a parceria de cinco anos com o município de Serra do Mel, na qual mais de 480 produtores foram atendidos na busca de inovar suas práticas. “Acreditamos que iremos ampliar ainda mais essas parcerias para o desenvolvimento da cajucultura”, disse.

Também se pronunciaram o deputado federal Sargento Gonçalves (PL); o gerente de economia da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), Pedro Albuquerque; e o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Michelson Frota. Finalizando, Isaac da Casca afirmou: “A cajucultura é uma atividade essencial ao desenvolvimento econômico. Vamos somar esforços, buscar todo o apoio da bancada federal e lutar pela reforma tributária.”

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Caminhos do RN ouve e debate com candidatos a prefeito de Mossoró

Presidente da Fiern conduziu fórum nesta sexta-feira (Foto: Saulo Santiago)
Presidente da Fiern conduziu fórum nesta sexta-feira (Foto: Saulo Santiago)

A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) promoveu em Mossoró nesta sexta-feira (27), no Hotel Thermas, mais uma etapa do Fórum Caminhos do RN. Reuniu diretores da entidade, presidentes de sindicatos, gestores e empresários.

O evento aconteceu no Salão Ouro Negro e recebeu três dos cinco candidatos a prefeito de Mossoró. Eles  receberam das mãos do presidente Roberto Serquiz a agenda Caminhos do RN – Eleições Municipais Mossoró, com as propostas do setor industrial, e também responderam a perguntas dos presentes.

Falaram individualmente, no fórum, o prefeito e candidato à reeleição Allyson Bezerra (UB), Lawrence Amorim (PSDB) e Genivan Vale (PL).

Allyson Bezerra (UB)

Roberto Serquiz e Vilmar Pereira entregaram documento ao prefeito Allyson (Foto: Saulo Santiago)
Roberto Serquiz e Vilmar Pereira entregaram documento ao prefeito Allyson (Foto: Saulo Santiago)

“Mossoró é uma cidade, forte, pujante e que produz”, destacou Allyson Bezerra. “Os terrenos deixaram de ficar abandonados”, apontou Allyson Bezerra. Ele informou que a Prefeitura está com os projetos e a licitação pronta para fazer a reestruturação, com pavimentação e instalação de iluminação de LED nos distritos industriais.

Ele citou obras nas áreas de educação, saúde, pavimentação, vias públicas e programas sociais. O prefeito ainda respondeu sobre a revisão do Plano Diretor do Município e Meio Ambiente e Saneamento, com foco na recuperação do Rio Mossoró.

O prefeito destacou que, em Mossoró, de janeiro de 2021 até agora, foram gerados 23 mil empregos de saldo positivo, segundo o Caged [ Cadastro Geral de Empregados e Desempregados]. “Mossoró está puxando a balança positiva de empregos do Estado”, disse.

Lawrence Amorim (PSDB)

Lawrence defendeu o turismo religioso (Foto: Saulo Santiago)
Lawrence defendeu o turismo religioso (Foto: Saulo Santiago)

O candidato ressaltou a importância de parcerias com o setor produtivo como forma de fomentar a criação de indústrias e o desenvolvimento de novas matrizes econômicas para o crescimento econômico. A criação de um polo moveleiro, bem como de um polo de confecção, corte e costura em Mossoró também foram alternativas apresentadas por Lawrence. “Eu me preocupo muito com a gestão de Mossoró para o futuro, não só para os próximos quatro anos. Por isso, estamos trazendo ideias exequíveis”, disse.

Lawrence Amorim mencionou o incentivo ao turismo religioso, o apoio ao cooperativismo e associativismo, e o investimento em educação como parte de seus planos para o desenvolvimento. “O nosso plano de governo contempla o desenvolvimento de Mossoró não só com base nas riquezas naturais. Temos a condição de buscar inúmeras parcerias e pensar em uma cidade para o futuro”, destacou.

Genivan Vale (PL)

Genivan advoga que prefeitura banque transporte público gratuito (Foto: Saulo Santiago)
Genivan advoga que prefeitura banque transporte público gratuito (Foto: Saulo Santiago)

“Precisamos colocar uma cadeira transversal de empreendedorismo nas escolas. As pessoas precisam ter contato com esse mundo desde cedo. Não se pode falar de desenvolvimento sem educação”, disse Genivan Vale frente a empresários do setor produtivo. O candidato também respondeu perguntas sobre Parcerias Público Privadas (PPPs) e Mobilidade feitas por sindicatos associados à Federação.

Genivan Vale propôs reflexões sobre o uso de recursos públicos em áreas essenciais para a cidade, como infraestrutura, educação e transporte público. Ele afirmou ainda que pretende, caso eleito, proporcionar transporte público gratuito à população. “Que possamos pensar no que estamos fazendo enquanto agentes públicos e políticos”, completa.

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Diretoria da Fiern realiza programação em Mossoró

Sistema Fiern, Sesi, IEL, SenaiO presidente da Federação das indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, e diretoria participam, nesta sexta-feira (24), de agenda institucional em Mossoró. Na programação, haverá a reunião ordinária da Diretoria, a partir das 14h, no Hotel Thermas.

O encontro terá apresentação de ações e projetos realizados pelo Sistema Indústria, além de exposição de “Ações da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte – CAERN, na Região Oeste”, com o diretor-presidente da empresa, Roberto Linhares; e da “Cartilha do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC/CNI) que aborda o Financiamento à Nova Indústria Brasil”, pelo superintendente de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Sérgio Teles.

Às 18h, haverá a inauguração das novas instalações do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RN), que foi completamente modernizado para oferecer um ambiente mais acolhedor e eficiente. Com um espaço de 94,17m², as novas instalações contam com salas de treinamento e reunião, lounge e sala administrativa. E devem aumentar significativamente o número de atendimentos, ampliando a oferta de cursos de educação executiva, consultorias, programas de estágio e outras iniciativas.

A Fiern e o Sesi-RN realizam, a partir das 20h, a etapa Semifinal do Festival do Industriário 2024 – “Sesi Entoando Canções”, que acontece às 20h, no Auditório do Sesi Mossoró, com participação especial da cantora Bia Gurgel.

Os 12 semifinalistas da Regional Mossoró concorrem, nas categorias Autoral e Interpretação, às vagas para a grande final que acontecem no Teatro Riachuelo, em natal, no próximo dia 30 de maio.

Fiern pede apoio a parlamentares para projeto em favor da indústria

Serquiz vê como fundamental a aprovação do projeto (Foto: Fiern)
Serquiz vê como fundamental a aprovação do projeto (Foto: Fiern)

Em vídeo compartilhado nas redes sociais, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, expressou seu apoio à aprovação do Projeto de Lei do Programa de Mobilidade Verde (MOVER). A proposição revisa a isenção para importados em até US$ 50. Serquiz defende a taxação de produtos importados como uma medida essencial para o desenvolvimento econômico do estado e a geração de emprego e renda para a população potiguar.

“Produtos importados de compras pela internet, sem a devida taxação, provocam uma concorrência desleal com a indústria brasileira e um duro golpe contra o comércio. Se não tomarmos as devidas providências, vamos perder milhares de empregos, inclusive no Rio Grande do Norte”, afirmou Serquiz.

Durante sua fala, ele dirigiu-se diretamente ao Poder Legislativo. “Peço a você, deputado, a você, deputada, que vote a favor da igualdade competitiva através do programa Mover, que está na Câmara dos Deputados”, complementou.

Ele expressou, por fim, a missão da Federação, que é defender os interesses da indústria. “A Fiern deseja apenas o justo, que a indústria possa concorrer com condições iguais, mantendo os postos de trabalho e a distribuição de renda em nosso país”, concluiu.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor produtivo do Brasil apoia e reconhece o esforço da Câmara dos Deputados em revisar a isenção dos tributos federais sobre essas importações no Projeto de Lei do Programa de Mobilidade Verde (Mover).

Em 2023, em apenas cinco meses de tributação do ICMS, os estados arrecadaram R$ 632,2 milhões. Com a inclusão do imposto de importação ou o aumento do ICMS, a arrecadação sobre essas importações deve superar R$ 5 bilhões em um ano.

Secretário de Fátima provoca empresariado e gera crise delicada

Primeira postagem de Pedro Lopes (Reprodução do BCS)
Primeira postagem de Pedro Lopes (Reprodução do BCS)

Secretário de Estado da Administração do Governo do RN, o auditor fiscal Pedro Lopes afirmou em postagens em suas redes sociais, no sábado (17), que “os empresários ficaram com o dinheiro do ICMS.” Segundo ele, “a sociedade perdeu com o enfraquecimento das receitas do poder público estadual,” ao não ser mantida a alíquota de 20% nesse imposto, sem que isso tenha representado redução em preços.

Houve reação indignada às palavras do secretário, em notas publicadas pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN) e da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN). Mas, mesmo assim, diante da réplica, ele não recuou.

Notas

Em sua nota (veja íntegra AQUI), a Fecomércio afirmou que “nos sentimos na obrigação de dizer a verdade e mitigar os danos causados pela propagação das informações inverídicas contidas na manifestação pública do Secretário Estadual de Administração, na manhã deste sábado (17), por meio das suas Redes Sociais.”

E acrescentou, após exposição de uma série de dados técnicos em que dados do Idema e IBGE demonstram recuo inflacionário e benefício da alíquota do ICMS em 18%. “Entendemos que a classe produtiva não deve ser exposta como vilã ou opositora ao desenvolvimento do Estado. Não aceitamos qualquer acusação neste sentido.”

Nota da Fecomércio apresentou gráficos comparativos (Reprodução)
Nota da Fecomércio apresentou gráficos comparativos (Reprodução)

Em relação à Fiern, a posição sobre as críticas do secretário foi no mesmo tom (veja íntegra AQUI): “Ele deveria, por dever de ofício, primar pela verdade no que diz respeito às informações econômicas do Estado.”

Ressaltou ainda, que “o Secretário de Administração usou de má-fé ao dizer que ‘os empresários ficaram com o dinheiro do ICMS’, induzindo conclusão falsa acerca da causa desta inflação do mês de janeiro. Vale lembrar que quem paga o imposto é o consumidor, a indústria arrecada e repassa aos entes públicos.”

Tréplica e pedido de audiência

No dia seguinte, domingo (18), Pedro Lopes voltou à carga numa tréplica (veja íntegra AQUI):

–  Como cidadão e na especial missão de gestor governamental, não posso me silenciar diante a constatação de que o vendido durante a discussão da manutenção da alíquota modal no RN em 20% não está sendo entregue.

E alertou: “O Governo do RN merece também toda atenção porque a sua instabilidade financeira implicará em perdas para todos nós, inclusive dos próprios empresários.”

Nesta segunda-feira (19), Fecomércio, Fiern, Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Nordeste (Fetronor) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Norte (FAERN) anunciaram pedido de audiência à governadora Fátima Bezerra (PT). “É momento de uma conversa direta, entre as instituições e a chefe do executivo, distanciando-se de um ambiente de provocações inócuas com fundamento político, via redes sociais, também relacionadas a um assunto já soberanamente decidido pela Assembleia Legislativa, representando os anseios da população do RN.”

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Presidente da Fiern aposta em crescimento econômico do RN

Reunião da Fiern em Mossoró teve plateia bem representativa (Foto: Célio Duarte/PMM)
Reunião da Fiern em Mossoró teve plateia bem representativa (Foto: Célio Duarte/PMM)

A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), Amaro Sales de Araújo, dirigiu reunião de Diretoria da entidade à tarde desta sexta-feira (29), no auditório do Serviço Nacional da Indústria (SENAI), em Mossoró. Ao falar para um auditório lotado de lideranças de setores produtivos, autoridades locais, estaduais e federais, além de empresários, ele espalhou otimismo.

Lembrou que o RN registrou a maior taxa de crescimento industrial entre estados pesquisados pelo IBGE em julho, o que sinaliza recuperação econômica em setores como o de petróleo e gás. “Aqueles mais céticos afirmam: ‘Eu não acredito’. Mas acreditem. O Rio Grande do Norte pode chegar à frente. O Estado tem um amplas potencialidades, diversificação na produção e atividades pujantes.”

Diálogo

Fátima Bezerra disse que foram estabelecidas parcerias que tiveram repercussões positivas para a economia norte-rio-grandense e citou o Atlas Eólico Solar e as colaborações por intermédio do MAIS RN como exitosas para o Estado. “O presidente da FIERN reconhece a importância da colaboração e do diálogo”, disse. 

O diretor primeiro secretário Heyder Dantas e os diretores José Nobrega e Francisco Vilmar Pereira Segundo também participaram da reunião, além de dirigentes de Sindicatos de setores da indústria e o futuro presidente da Fiern, Roberto Serquiz .

A reunião da diretoria da Fiern dinda contou com uma apresentação de Hugo Fonseca, coordenador de Desenvolvimento Energético e Projetos Especiais da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico sobre o Porto-Indústria Verde do Rio Grande do Norte. 

A reunião da diretoria da Fiern teve a presença do ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, que esteve na cidade para formalizar transferência de gestão do Aeroporto Dix-sept Rosado do Governo do RN para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO); da governadora Fátima Bezerra (PT); do secretário Nacional de Aviação Civil, Juliano Alcântara Noman; do presidente da Infraero, Rogério Amado Barzellay; da secretária nacional dos Portos e Transportes Aquaviário, Mariana Pescatori; do vice-governador Walter Alves (MDB); da senadora Zenaide Maia (PSD); do prefeito Allyson Bezerra (UB), além do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado.

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Nos 70 anos da Fiern, 11 industriais são homenageados

Homenageados foram lembrados em sessão solene (Foto: AL)
Homenageados foram lembrados em sessão solene (Foto: AL)

Os 70 anos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) foram celebrados pela Assembleia Legislativa do RN, em uma sessão solene proposta pelo deputado Ubaldo Fernandes (PSDB). Aconteceu na tarde desta segunda-feira (4).

O evento, realizado no plenário Deputado Clóvis Motta, teve presença de autoridades, diretores e colaboradores do Sistema Fiern.

O presidente da entidade, Amaro Sales de Araújo, discursou durante a solenidade e destacou a trajetória de conquistas da Federação para o desenvolvimento do estado. “As nossas lutas estão incorporadas a pautas de interesse para o povo potiguar, como qualificação profissional, pesquisa, inovação, apoio ao empreendedorismo, incentivo ao planejamento governamental, desburocratização, crédito mais barato, estruturação de cadeias produtivas e energias renováveis”, disse Amaro.

Na cerimônia, a ALRN homenageou 11 industriais pela atuação relevante para o desenvolvimento da indústria no Rio Grande do Norte. Os homenageados na sessão solene foram Amaro Sales, presidente da FIERN; Fernando Bezerra, ex-Senador e ex-presidente da CNI e da FIERN; Roberto Serquiz, diretor 1º tesoureiro e presidente eleito da FIERN; Heyder de Almeida Dantas, diretor 1º secretário da FIERN; Djalma Barbosa da Cunha Júnior, diretor 2º secretário e diretor de Inovação da FIERN; José Garcia Nóbrega, diretor 2º tesoureiro da FIERN; Francisco Ferreira Souto Filho (In Memoriam), fundador e ex-presidente do Sindicato das Indústrias de Extração de Sal (Siesal-RN); Maria da Conceição Tavares, Presidente do Sindicato da Indústria de Material e Laminados Plásticos (Sindiplast-RN); Zauleide de Queiroz Leite, presidente do Sindicato da Indústria de Sorvetes, Congelados e Derivados (Sindsorvete-RN); e os industriários e diretores da FIERN Francisco Vilmar Pereira e João Antônio Coutinho da Motta.

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Pró-Sertão, com formação de mão de obra e facções, é referência

Facções têxteis começaram em 2013, com trabalho de Fiern e parceiros (Foto: Bruna Justo/TN/Arquivo)
Facções têxteis começaram em 2013, com trabalho de Fiern e parceiros (Foto: Bruna Justo/TN/Arquivo)

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) comemora a notícia divulgada pelo Governo do Estado no dia passado (veja AQUI), de parceria entre a indústria Coteminas e a empresa chinesa de e-commerce Shein. Haverá produção de vestuário na unidade de Macaíba, com perspectiva de 4 mil vagas de trabalho a partir de julho.

“A Federação acredita na multiplicação dessas vagas, inicialmente centradas na fábrica da Coteminas e nas oficinas de costura ligadas ao projeto Pró-Sertão no interior do Estado. Diante da qualificação do profissional que atua no ramo têxtil e das oportunidades geradas, a Fiern almeja o alcance, para o RN, dos 20 mil novos empregos como meta do setor,” assinalou em nota a entidade empresarial.

Lembrou, que a chegada da gigante chinesa é reflexo, também, das dimensões e da seriedade do programa “Pró-Sertão, do qual a Fiern orgulha-se de ser idealizadora e uma das principais fomentadoras, desde seu início. De 2013 até hoje, o Serviço Nacional da Indústria (SENAI) já investiu cerca de R$ 5 milhões em capacitação profissional para o programa.”

Oficinas

O Pró-Sertão pulverizou facções têxteis em vários municípios. Hoje, são cerca de 124 oficinas de costura em funcionamento, e só neste ano, mais de mil pessoas já foram qualificadas pelo Senai, atendendo indústrias de peso e alcance nacional, como o Grupo Guararapes.

No Brasil, facção têxtil é o nome dado às indústrias de confecções que fazem seus serviços exclusivamente para outras empresas de confecções instaladas em ambientes menores, muitas vezes familiares. O sistema de facções funciona como uma linha de produção descentralizada, que segue padrões de qualidade comuns, produzindo milhares de peças de vestuário, numa terceirização em escala, mas seguindo padrões de qualidade da marca contratante.

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Fiern entrega a Assembleia Legislativa sugestões à Lei do Gás

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, foi recebido em audiência nesta quinta-feira (10) pelo presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB). Entregou as sugestões do setor produtivo para emendas ao projeto da Lei do Gás, que tramita naquela Casa desde outubro do ano passado.

Amaro (centro) fez entrega do documento (Foto: Eduardo Maia)
Amaro (centro) fez entrega do documento (Foto: Eduardo Maia)

O projeto estabelece as normas relativas à exploração dos serviços locais de gás canalizado no Estado e trata-se da adequação da legislação estadual à Nova Lei do Gás, de nº 14.134, em vigor desde abril do ano passado.  

Novos investimentos

Amaro Sales esteve na Assembleia acompanhando do consultor e do gerente do Mais RN, respectivamente José Bezerra Marinho e Pedro Albuquerque, do chefe de gabinete da presidência da entidade, Helder Maranhão, bem como da gerente de Comunicação Juliska Azevedo. O diretor geral da presidência da Assembleia, Fernando Rezende, também participou da reunião.   

Na ocasião, o presidente Amaro Sales ressaltou que a Lei do Gás é muito importante para o Rio Grande do Norte. “Principalmente agora, quando a gente tem vários parceiros no Estado na produção de petróleo e gás. Essa Lei precisa ser flexível, para que possam chegar novos investimentos e se possa aumentar o potencial que já existe no RN no setor de petróleo e gás”, disse.

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Fiern oferece apoio à companhia que investe em campos maduros

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, recebeu, em almoço na Casa da Indústria, o CEO da 3R Petroleum, Ricardo Savini, e o Diretor de Relações Institucionais e Gestão de Parcerias da empresa, Edmundo Marques.

Amaro e Ricardo Savini conversaram sobre relação de apoio da Fiern ao grupo investidor (Foto: Fiern)
Amaro e Ricardo Savini conversaram sobre relação de apoio da Fiern ao grupo investidor (Foto: Fiern)

A 3R Petroleum é uma companhia brasileira de capital aberto que produz óleo e gás com enfoque na recuperação de campos maduros e em produção, que vem participando ativamente do Programa de Desinvestimento da Petrobras no país. Já adquiriu diversas concessões em operação no Rio Grande do Norte.

Há pouco mais de um ano, a 3R Petroleum é responsável pela operação do Polo Macau/RN, e está em negociação exclusiva com a Petrobras para a possível aquisição do Polo Potiguar, que inclui, entre outras áreas, o ativo industrial de Guamaré e a refinaria Clara Camarão.

Diálogo

O encontro desta segunda-feira (22) estabeleceu o diálogo entre a federação e a empresa, incluindo a apresentação do trabalho desenvolvido pelo Sistema FIERN no RN, que inclui SESI, SENAI e IEL, englobando ainda o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e o CTGás-ER.

Também estiverem presentes ao almoço o superintendente do SESI-RN, Juliano Martins; o diretor regional do SENAI-RN, Emerson Batista; o diretor do ISI-ER e CTGás-ER, Rodrigo Mello; o diretor do Instituto Senai de Tecnologia em Mossoró, Emery Costa Júnior; o chefe de gabinete da Fiern, Helder Maranhão e a gerente de comunicação da FIERN, Juliska Azevedo.

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Mais RN lança Painel de Acompanhamento do Covid-19

O Mais RN ganha uma versão digital e uma nova missão nesse período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Considerado o principal plano de desenvolvimento estratégico de longo prazo do Rio Grande do Norte, o programa Mais RN lançou nesta terça-feira (31) nova iniciativa.

É o “Mais RN 4.0 Covid-19”, com o Painel de Observação do Covid-19 no Rio Grande do Norte (Power BI) e o canal de diálogo com a indústria –  Sala de Situação.

A plataforma é aberta ao setor produtivo e qualquer internauta (veja AQUI).

Ela irá atuar no tratamento de dados da evolução do Covid-19 no Estado, por meio da tecnologia Power BI, bem como ser um espaço de interação com empresários e de proposição de ações. O Mais RN, em sua versão digital, é de fácil navegação com forte apelo à interatividade. Uma ferramenta para uso nos desafios diários de empresários, gestores públicos, políticos e estudiosos.

Saiba mais informações clicando AQUI.

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Empresariado e governo fecham entendimento

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte e representantes do setor produtivo estiveram reunidos durante mais de três horas em videoconferência, nesta segunda-feira (30), para debater as medidas que estão em curso no enfrentamento à pandemia da COVID19.

Governadora, alguns auxiliares e lideranças empresariais fecharam entendimento (Foto: reprodução)

As seguintes medidas foram anunciadas pela Governadora, em atenção às reivindicações apresentadas pelas entidades empresariais:

Postergação do prazo do Simples Nacional por 90 dias, assim como as licenças ambientais e do Corpo de bombeiros;

Prorrogação dos parcelamentos tributários ativos por 90 dias;

Isenção para doações de mercadorias destinadas aos órgãos públicos e assistenciais;

Medidas específicas para os setores que tiveram suas atividades mais fortemente impactadas ou paralisadas temporariamente (turismo);

Ampliação da validade de Certidão Negativa para 90 dias;

Credenciamento automático dos contribuintes para fins de postergação do prazo de pagamento do ICMS antecipado até o dia 25 do mês seguinte;

Suspensão dos prazos dos Processos Administrativos Tributários (PAT);

Prorrogação do prazo para entrega de Informativos Fiscais;

Facilitação de acesso a crédito e remanejamento de mais recurso para a Agência de Fomento do Rio Grande do Norte;

Reforço na segurança pública visando a manutenção da integridade das empresas;

Que sejam priorizadas, nas aquisições públicas, as empresas sediadas no Estado;

Que o setor produtivo participe do comitê de crise na construção de um plano de reabertura dos empreendimentos.

Algumas dessas medidas dependem do aval do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) e do Comitê Gestor do Simples Nacional e já foram enviadas para análise de viabilidade.

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Fiern demonstra preocupação com indústria salineira

Amaro: diálogo (Foto: arquivo)

A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) manifesta através de “Nota Oficial”, a sua preocupação com série de ações do Ministério Público Federal do RN (MPF/RN), que propõe limitações a 18 salinas no estado em nome de preservação do meio ambiente (veja AQUI). Em sua ótica, é fundamental o diálogo para que essa importante atividade econômica não sobra mais abalo.

Veja abaixo:

A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) vem acompanhando as tratativas do Ministério Público Federal com o setor salineiro há alguns meses, inclusive, testemunhando e apoiando os argumentos técnicos suscitados pelos empreendedores para a continuidade da produção de sal – histórica e tradicional – em áreas do território potiguar. A cadeia produtiva do sal é muito importante para a economia do Rio Grande do Norte, particularmente, para Mossoró e Região.

Existem alternativas que contemplam o equilíbrio buscado entre empreendimento e meio ambiente.

É possível, portanto, construir a mediação e encontrar uma solução que não implique em perdas econômicas e de empregos, num momento em que o Estado enfrenta gravíssima crise.

Os empresários e as instituições que os representam sempre estiveram à disposição do diálogo e assim continuarão, esperando, mais uma vez, que o Poder Judiciário, com razoabilidade, não estanque uma atividade produtiva tão relevante, econômica e socialmente, para o Rio Grande do Norte.

Amaro Sales de Araújo – Presidente – Sistema FIERN

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Fiern vai divulgar nova rodada de pesquisa domingo

A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) vai divulgar mais uma rodada de pesquisa eleitoral.

Será no próximo domingo (23), em trabalho realizado pelo Instituto Certus.

A divulgação começará às 7 horas no endereço da entidade na rede social Twitter e ao meio-dia ela disponibilizará na íntegra em seu portal (veja AQUI)

A primeira pesquisa saiu no dia 06 de maio, a segunda dia 29 de julho e a terceira no dia 02 de setembro.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números: BR-04034/2018 e RN-07782/2018.

Veja AQUI os números da última pesquisa ao Governo;

Veja AQUI os números da última pesquisa ao Senado;

Veja AQUI os números da última pesquisa de avaliação do Governo do RN.

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Governo espera arrecadar pelo menos mais 200 milhões em 2016

Uma reunião realizada na noite desta terça-feira (1º) entre o governador Robinson Faria (PSD), auxiliares de governo e representantes de federações do segmento empresarial trataram do Programa de Recuperação Fiscal, o Refis.

Reunião vai ter continuidade e estimativa é de que possa ocorrer arrecadação neste ano (Foto: Ivanízio Ramos)

O Governo espera arrecadar, ainda em 2016, R$ 200 milhões com empresas inscritas no regime de tributação normal e simplificado. No dia 3, em um novo encontro, será formalizado o acordo definitivo em torno do programa.

“A nossa reunião hoje foi de transigência e de entendimento, sempre buscando a melhor formatação para a nova edição do Refis”, disse o secretário estadual de Tributação, André Horta.

Participaram da reunião representantes da Fecomércio, Fiern, da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor) e  Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern).

Com informações da Assecom do Governo do Estado.

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