Arquivo da tag: Geraldo Alckmin

Pesquisa presidencial dá Bolsonaro à frente, mas já em fadiga

Do G1 e Blog Carlos Santos

Jair Bolsonaro segue em primeiro lugar, mas simulações apontam sua queda em segundo turno (Foto: Web)

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (5) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Pela primeira vez faz apresentação de números sem o ex-presidente Lula da Silva (PT), que teve registro de candidatura barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) semana passada (veja AQUI), reiterado em decisão monocrática pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dia passado (veja AQUI).

Vamos aos números:

Primeiro Turno

  • Jair Bolsonaro (PSL): 22%
  • Marina Silva (Rede): 12%
  • Ciro Gomes (PDT): 12%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
  • Fernando Haddad (PT): 6%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • João Amoêdo (Novo): 3%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Vera (PSTU): 1%
  • João Goulart Filho (PPL): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 0%
  • Eymael (DC): 0%
  • Branco/nulos: 21%
  • Não sabe/não respondeu: 7%

Os números do Ibope, levantados entre os dias 1º e 3 de setembro, dá dianteira de Jair Bolsonaro (PSL) sobre todos os adversários, mas com inclinação a ser derrotado no segundo turno para pelo menos três nomes: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE) e Geraldo Alckmin (PSDB). Só ganha numericamente de Fernando Haddad (PT), posto entre os principais concorrentes.

Veja os números completos clicando AQUI.

Simulação do Segundo Turno

  • Ciro 44% x 33% Bolsonaro (branco/nulo: 19%; não sabe/não respondeu: 4%)
  • Alckmin 41% x 32% Bolsonaro (branco/nulo: 23%; não sabe/não respondeu: 4%)
  • Bolsonaro 33% x 43% Marina (branco/nulo: 20%; não sabe/não respondeu: 3%)
  • Haddad 36% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 22%; não sabe/não respondeu: 5%).

Nota do Blog – Há tempos que Bolsonaro tem demonstrado certa fadiga. Talvez tenha atingido seu limite, o teto. A própria rejeição campeã com 44% sinaliza maus presságios. Os principais adversários estão bem abaixo, como Ciro (20%), Alckmin (22%), Haddad (23%) e Marina (26%).

Boa parte do seu fôlego até aqui tem sido mantido por uma polarização que o PT alimenta feroz e burramente em todos os quadrantes e ambientes. Corre o perigo de descer às profundezas com ele, agarrados, juntinhos.

A entrada em cena dos programas do horário eleitoral em rádio e TV, com conteúdo potencializado em redes sociais, pode asfixiar de vez o capitão reformado do Exército.

Caminha para uma vitória no primeiro turno, mas é pouco provável que prospere num segundo. Contenda há tempos que é “todos contra Bolsonaro”.

Quanto ao candidato do PT, pelo visto a vaidade de Lula em insistir com o próprio nome, passou a produzir efeito contrário à estratégia que vinha dando certo. A teimosia e mantê-lo em evidência em vez de fermentar o nome de Fernando Haddad, pode deixar o partido fora do segundo turno e ainda mais distante do Planalto.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

A educação que se distancia da eficiência e produtividade

Por Josivan Barbosa

Está aberta a temporada de caça aos presidenciáveis. Vários setores da sociedade se mobilizam para apresentar suas ideias, obter ou negociar compromissos com os presidenciáveis. Na conjuntura atual, há pouca chance de a educação se tornar um tema central na pauta dos candidatos e, menos ainda, do futuro presidente.

Os programas de educação dos partidos políticos nunca tiveram qualquer relevância, quer para o país quer para guiar as ações dos governantes eleitos pelas várias siglas. Os partidos estão em baixa, todos os candidatos precisarão fazer compromissos para se eleger e governar.

Primeiro, seria interessante saber o que os candidatos pensam a respeito da relação entre educação e desenvolvimento, ou seja, se eles enxergam a educação como investimento na formação do capital humano e, por consequência, em produtividade.

Tipicamente, os políticos tratam a educação como uma política social, mas legislam em função de pressões corporativas. Já os cidadãos e educadores se preocupam com os benefícios da educação para os indivíduos, mas não com a eficiência e a produtividade.

Educação e as eleições para presidente 2

As baixas taxas de retorno começam a desencorajar os jovens a concluir o ensino médio. As decisões sobre política educacional têm sido divorciadas das grandes decisões econômicas e das decisões sobre desenvolvimento econômico, produtividade, ciência, tecnologia e inovação. Quais são os planos dos candidatos para colocar a educação no centro da agenda do desenvolvimento do país? Que políticas, instituições e instrumentos pretendem mobilizar?

Existem três grandes grupos da população sistematicamente ignorados ou marginalmente atingidos por políticas setoriais isoladas ou emergenciais. O país – especialmente sua população mais pobre – carece de políticas integradas focadas na Primeira Infância, Terceira Idade e Juventude. Na Primeira Infância, trata-se sobretudo de prevenir danos e assegurar condições adequadas ao desenvolvimento das crianças – comprovadamente, o investimento mais essencial e potencialmente rentável que um país pode fazer. Creches e programas como o Criança Feliz são apenas fragmentos de uma necessária Política de Primeira Infância.

Turismo

A entrada de turistas estrangeiros no Brasil aumentou 8% no primeiro semestre em comparação com igual período de 2017, segundo números preliminares compilados pelo Ministério do Turismo. Se esse ritmo de crescimento continuar nos próximos meses, a marca de 7 milhões de visitantes do exterior chegando ao país poderá ser atingida pela primeira vez na história, superando o fluxo registrado em anos de megaeventos esportivos no país – a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016.

No ano passado, o número de visitantes estrangeiros no Brasil ficou em 6,6 milhões. O Plano Nacional de Turismo tem como meta um volume de 12 milhões de turistas em 2022, gerando US$ 19 bilhões em divisas – pouco mais de três vezes o valor atual.

Vamos analisar as propostas dos candidatos no sentido do Estado melhorar a sua infraestrutura e captar parte desse incremento que está acontecendo no país e não deixar que apenas o vizinho Ceará se beneficie.

Censo agropecuário

A crescente tecnificação do campo anda em velocidade bem maior do que a educação dos produtores rurais, um reflexo do Brasil atrasado. Cerca de 16,5% deles afirmaram nunca ter frequentado uma escola, enquanto que 79% não foram além do ensino fundamental e 23,1% não sabem ler e escrever.

O abandono do campo pelos mais jovens reforça o peso do Brasil arcaico nas propriedades rurais. Despencou o número de pessoas com até 35 anos, enquanto que o contingente de pessoas acima dos 45 anos compõe hoje dois terços dos produtores.

Aldo Rebelo

Aldo Rebelo, pré-candidato a Presidente da República pelo Solidariedade, com uma campanha estruturada no contato com sindicatos e outras representações de trabalhadores e empresários, está hoje no que seria o primeiro lugar entre as opções de candidato a vice-presidente na chapa do candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB). Não foi a primeira vez que o ex-presidente da Câmara e ex-ministro de Lula e de Dilma, em quatro pastas diferentes, liderou esse ranking, com apoio de todos os partidos do Centrão. Mas agora deve ser o momento em que a opção por ele ficou mais perto de definir-se.

Pois o empresário mineiro Josué Alencar não será candidato a vice-presidente na chapa de Alckmin, como pareceu uma realidade concreta na movimentação recente de ambos os personagens.

Há dois dias, antes mesmo do encontro do empresário mineiro com o ex-governador, em São Paulo, para o que seria a negociação da vice, Aldo já devia estar vivendo um alerta de sobreaviso. Os escolados políticos do Centrão já sabiam, desde o fim de semana, o que o PT inteiro estava também cansado de saber: Josué não teria a menor condição de abandonar suas ligações com Lula, Fernando Pimentel e o PT para ficar ao lado dos principais adversários históricos de todos eles. E Alckmin não teria condições de abandonar o PSDB mineiro para ficar com Josué.

Álvaro Dias

A pretensão eleitoral de Álvaro Dias (Podemos) é vista no meio político como um entrave para o crescimento de Geraldo Alckmin (PSDB) na região sul do país. O senador costuma marcar algo entre 3% e 5% das intenções de voto em todo o país. Mas com preferência altamente concentrada no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Conforme o cenário testado, ele chega a cerca de 15% das intenções de voto nos três Estados.

Dessa forma, sem capilaridade no resto do país, a possibilidade dele não ser candidato é real. Vamos aguardar o desenrolar do jogo político na próxima semana.

Imposto sindical

O imposto sindical, que rendia R$ 3,5 bilhões por ano para 16 mil entidades de empregados e de empregadores, caiu a 10% desse valor em 2018, quando o pagamento se tornou opcional por dispositivo apresentado pelo deputado do PSDB, Rogério Marinho (RN), e aprovado com amplo apoio do partido na reforma trabalhista.

Integrante do Centrão, formado por DEM, PP, PRB e PR, o deputado Paulinho da Força (SP), presidente do Solidariedade e da Força Sindical (do qual está licenciado), só aceitou apoiar Alckmin após o tucano prometer defender uma nova forma de contribuição dos trabalhadores para manutenção dos sindicatos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Aécio Neves não deverá disputar eleições este ano

Por Orion Teixeira (Congresso em Foco)

Aécio: desgaste (Foto: Jorge Wiliam)

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) não deverá disputar a reeleição nem participar das eleições deste ano em função de sua alta rejeição popular.

A medida tem duplo objetivo: evitar a constrangedora falta de apoio interno à sua candidatura e, externamente, não atrapalhar o desempenho dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República e ao governo de Minas, Geraldo Alckmin e Antonio Anastasia.

Crimes

Ninguém teve até agora, à exceção de Alckmin, a ousadia de admitir ou recomendar a Aécio não participar da eleição sob o argumento de cuidar da própria defesa, já que o senador é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de justiça.

A denúncia contra Aécio teve como base a delação de executivos da J&F, divulgada em 2017, na qual Aécio foi flagrado, em gravações, pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, para, segundo ele, pagar despesas com advogados. Além desse, ele responde a outros oito inquéritos da Lava Jato na mesma corte.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Os dois homens mais honestos da política do Brasil

Em entrevista a vários blogueiros no Instituto Lula em São Paulo, no dia 20 de janeiro de 2016, o ex-presidente Lula da Silva (PT) falou sobre a Operação Lava Jato e o combate à corrupção no país. Foi nessa ocasião que cunhou uma frase emblemática:

– Não existe viva alma mais honesta do que eu nesse país. (veja AQUI).

Lula, a "alma mais honesta", está preso; Alckmin, o "íntegro", segue solto até aqui e ambos se dizem inocentes (Foto: Web)

E completou: “Pode ter igual, mas eu duvido”.

Na segunda-feira (21) passada, foi a vez do ex-governador paulista e pré-candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDDB) declarar:

Pode haver alguém mais íntegro do que eu, mas mais não tem! (veja AQUI).

Ele defendeu-se das acusações de suposto recebimento de caixa dois na campanha ao governo em 2010.

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada no domingo (20), acabou apontando que a concessionária CCR assegurou que teria contribuído com R$ 5 milhões à campanha dele, dinheiro sem contabilização oficial perante a Justiça Eleitoral.

Lula está preso, o outro segue solto.

Nota do Blog – O que temos publicado há vários anos não para de se confirmar: como a elite política brasileira se parece.

O mais inocente gosta de olhar a mãe do outro tomando banho nua.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Fábio Faria diz que “governo tem o que mostrar” ao RN

Deputado federal que marcha para tentar o quarto mandato consecutivo, Fábio Faria (PSD) não confirma nem descarta a candidatura do governador Robinson Faria (PSD), seu pai, à reeleição. Em entrevista ao Blog Carlos Santos, garante que “o governo tem o que mostrar”, diz acreditar numa aliança forte à campanha que se avizinha, prega uma “pactuação geral” entre poderes para gestão da coisa pública, além de se pronunciar quanto à disputa presidencial e outros temas.

“Hoje não existe definição de candidatura à reeleição. Ele (Robinson Faria) está trabalhando, fazendo política 24 horas por dia, o que é de sua natureza, mas trabalhando principalmente”, disse o parlamentar ao ser ouvido por nossa página no final de semana.

Fábio Faria afirma que o PSDB é um "grande parceiro" e afinação é maior no RN (Foto: Arquivo)

Segundo Fábio Faria, “o governo tem o que mostrar”, apesar de administrar situações alheias ao seu comando e vontade, como sequência de sete anos de seca, a maior recessão da história recente do país, bem como inesperado fenômeno de aposentadoria em massa e dificuldades de fluxo de caixa do estado.

O deputado federal aponta como “marco zero” e a virada de comportamento do governo, o início deste ano. “O governo não divulgava praticamente nada do que estava fazendo, de suas realizações, estava nas cordas com uma série de problemas, como a crise na segurança. Foi um erro ficar praticamente dois anos sem informar suas realizações”, comentou.

Gestão

O futuro do RN, da gestão estadual, na ótica de Fábio Faria passa por uma “pactuação geral” entre os poderes e a própria sociedade. “Todos precisam fazer uma reavaliação. Entendo que cada um quer salvar o seu, mas chegamos a um momento delicado das contas públicas, da administração, com exiguidade de recursos”, ponderou.

Ele argumenta que as sobras dos poderes devem passar por essas discussões. Mas “quero deixar claro que os poderes têm sido parceiros do governo, colaborado”. E acrescentou: “Não vou apontar o dedo, acusando ninguém”, disse. “O governo está enxuto, tem o menor número de cargos comissionados do país, por exemplo”, acrescentou.

Sucessão estadual

Quanto à sucessão estadual, Fábio Faria não é afirmativo quanto a uma hipotética candidatura à reeleição do governador. Mas dá pista de que ele vai mesmo enfrentar o desafio, não obstante o grande desgaste popular.

Até “linka” os entendimentos no plano nacional entre o PSDB e PSD, para apostar na reprodução dela no plano estadual. “Está praticamente fechada esse aliança e há uma sinergia maior entre os dois partidos, até mais do que nacionalmente”, apontou.

– O PSDB do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, é um grande parceiro nosso, do governo – emendou.

Ele não vê as potenciais chapas ao governo encabeçadas por Carlos Eduardo Alves (PDT) e Fátima Bezerra (PT) como capazes de acomodar o PSDB, partido-chave na sucessão estadual. O primeiro, por ter chapas majoritárias praticamente fechadas e o segundo por conflito ideológico.

Sucessão nacional

Sobre a disputa presidencial, Fábio Faria vê uma barafunda de difícil previsão no momento. Mas arriscou alguns palpites.

– Vejo a direita limitada, com teto pequeno para almejar uma vitória. O centro está dividido, com pulverização de pré-candidatos. A esquerda não terá Lula como candidato e ele está muito acima do PT, que dificilmente cederá cabeça de chapa para aliança com outro partido e candidato – analisou.

O parlamentar enxerga que uma chapa com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) e Marina Silva (REDE) pode surpreender. “Porém é também complicada, pois o PSB em São Paulo e Pernambuco resistem ao próprio nome de Barbosa”, antecipou.

“Ciro Gomes (PDT) corre por fora e é um candidato competitivo, mas a gente espera uma união dos candidatos mais ao centro. Se isso acontecer, ficará forte uma candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB). Ele é conciliador, moderado. Não é popular, mas pode crescer”, estimou.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Afinação nacional entre PSDB e PSD pode refletir no RN

Há crescente afinação no campo nacional entre o PSDB do presidenciável Geraldo Alckmin e o PSD do ministro (Comunicações) Gilberto Kassab.

A Folha de São Paulo divulga que “a maioria” do PSD, segundo depoimento de Kassab, quer fazer aliança com os tucanos.

No Rio Grande do Norte, há também crescente possibilidade dessa composição se materializar, com o PSDB dando apoio ao projeto de reeleição do governador Robinson Faria (PSD).

Talvez seja apenas uma questão de tempo.

No último dia 18 de abril em Brasília, o deputado federal Fábio Faria (PSD) reuniu Alckmin e Kassab, além de lideranças de ambas legendas no estado (veja AQUI), pavimentando caminho para a composição.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Um jantar em que todos saíram satisfeitos (com os pratos)

A imprensa do Natal dá ênfase a jantar promovido pelo deputado federal Fábio Faria (PSD) em Brasília, reunindo lideranças do seu partido e do PSDB, na quarta-feira (18).

Ênfase ainda ao fato de que os dois partidos – PSD e PSDB – não têm definição quanto à aliança nacional e mais ainda a  hipotético entendimento no estado.

A novidade? O jantar, nada mais do que isso. Todos saíram satisfeitos com que foi servido. Quanto à política, não.

A política de alianças no RN em relação ao PSDB será definida mais adiante. O próprio presidente da sigla, presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira, fala isso há mais de um mês.

Participaram do jantar, líderes nacionais como o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD).

Do RN, além do anfitrião, o governador Robinson Faria (PSD), deputado federal Rogério Marinho (PSDB) e os estaduais Ezequiel Ferreira e Gustavo Carvalho (PSDB).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

De bicos rotos e asas partidas

Por Paulo Linhares

Quando no início da década de 1980  um seleto grupo de antigos componentes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) resolveu deixar a sigla para fundar um partido mais de centro-esquerda, não fisiológico, moderno e bem próximo da Social-Democracia europeia – que estava no poder em vários países daquele continente -, abriu-se uma nova e positiva possibilidade de uma superação definitiva, sobretudo, do patrimonialismo que há séculos pautava a política brasileira, ademais de um enorme rosário de questões correlatas e dependentes, como os tantos vícios do sistema eleitoral então vigente, uma pesada herança que remonta à manipulação que as oligarquias costumavam fazer, a exemplo da política do “Café com Leite” com que São Paulo e Minas Gerais mantinham um rígido controle da Presidência da República, com a eleição alternada da paulistas e mineiros, na época da chamada “República Velha” (1889-1930).

Posto que reivindicassem a condição de representantes da Social Democracia aqui nos trópicos, foi inevitável concorrer com outras siglas que por aqui surgiram no mesmo período – o da reforma partidária ocorrida nos estertores da ditadura militar – com perfis ideológicos assemelhados, como o fortíssimo Partido Democrático Trabalhista (PDT), fundado por Leonel Brizola, a refundação do Partido Socialista Brasileiro (PSB) tendo com uma das figuras de proa o lendário político nordestino Miguel Arrais e mesmo o Partido dos Trabalhadores (PT), que nasceu ligado às alas mais à esquerda do movimento socialista-democrático europeu.

Entretanto, pela qualidade das lideranças que fundaram o PSDB (Mario Covas, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, José Richa, entre outros), a sigla surgiu com grande densidade política, a despeito do fracasso nas urnas da candidatura de Mário Covas, na eleição presidencial de 1989, quando todas as grandes lideranças  políticas brasileiras foram derrotadas pelo até então obscuro ex-governador alagoano, Fernando Collor de Mello. Na eleição seguinte, em 1994, foi eleito presidente da República o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, mandato que seria renovado em 1998.

Os oito anos de FHC frente à presidência foram marcados pelo abandono das teses da social-democracia e pela aproximação com o modelo neoliberal da primeira-ministra britânica Margareth Thatcher e, no flanco interno, celebrou alianças com as mesmas forças políticas conservadoras que apoiaram a ditadura militar, num crescendo de descaracterização política que permitiu a retumbante eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, com início de um ciclo de governos petistas que duraria doze anos.

Em suma, o PSDB disputou e perdeu as quatro últimas eleições presidenciais. Foi o inconformismo  com essas derrotas que levou ao impeachment de Dilma Rousseff e lançou o país numa das maiores crises políticas de sua História.

Neste momento, o ninho dos tucanos está desarrumado, muito em função das estrepolias do senador mineiro Aécio Neves, seu presidente nacional. A briga interna dos tucanos, todavia, não se limita à indicação da candidatura para o pleito presidencial de 2018: a presidência nacional do PSDB tem sido alvo de renhida disputa. Com efeito, após a revelação de grave episódio que envolveu o senador Aécio Neves em caso de corrupção, sua permanência à frente do partido tornou-se inviável e desgastante, sobretudo, após o seu afastamento do exercício do mandato, por decisão do STF.

Aécio se afastou do cago e indicou o senador Tasso Jereissati para assumir interinamente a presidência do PSDB. Posteriormente, Jereissati defendeu a renúncia de Aécio Neves do cargo de presidente nacional da sigla e foi mais além ao propor, também,  a desfiliação daquele. Foi a gota d’água. Retornando ao mandato senatorial, Neves se sentiu forte o suficiente para reassumir a presidência tucana para novamente se licenciar do cargo, colocando em seu lugar o ex-governador paulista Alberto Goldman. Essa briga ainda vai render, pois o senador Jereissati é forte candidato à presidência do PSDB na eleição a ser realizada a curto prazo e, se eleito, talvez Aécio tenha que buscar um outro ninho.

Neste período que antecede o pleito presidencial de 2018, paradoxalmente, os tucanos do PSDB estão com a casa desarrumada, sobretudo, pelas dificuldades políticas vividas por suas principais lideranças: o octogenário FHC está fora da disputa, por problemas de saúde; os senadores Aécio Neves e José Serra perderam essa condição, também, em razão de graves acusações de participação em esquemas de corrupção; remanescem as figuras do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e do prefeito da capital paulista, João Dória, que travam uma renhida luta interna pela indicação partidária, contudo, ambos aparecem com posições muito tímidas nas pesquisas de opinião até agora realizadas, sendo quase certo que  vencedor da disputa no ninho tucano dificilmente emplacará uma vitória na corrida presidencial de 2018.

Claro, embora o ex-presidente Lula mantenha uma boa dianteira nessas pesquisas, onde ganharia a eleição presidencial em quaisquer dos cenários simulados, a sua candidatura igualmente enfrenta enormes dificuldades por ser réu em vários processos da Lava Jato, tornando incerta a sua condição de elegibilidade. Isso, porém, em nada beneficiaria o candidato peessedebista, seja Alckmin ou Dória, o que escapar da briga interna, desse ninho de cancões, ou melhor, de tucanos.

Em suma, não sendo Lula candidato é possível a eleição de alguém nos mesmos moldes de Collor, no pleito de 1989, todavia, dificilmente  isso recairia em candidato do PSDB: poderá chegar ao Planalto Marina Silva, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes ou até o narigudo global Luciano Hulk, menos um tucano de asas partidas e bico roto, o que projeta um cenário que não favorece à ideia de uma urgente e necessária superação da crise político-institucional que asfixia o Brasil nestes albores de 2018.

Aguardemos.

Paulo Linhares é advogado e escritor

Novas filiações mostram reforço de PSDB no RN

O evento do PSDB – hoje, num hotel de Natal (veja AQUI) – marcou a filiação de novos prefeitos ao partido no RN. Também foi anunciada a entrada do presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMURN), o ex-prefeito de Lajes, Benes Leocádio, no partido.

O prefeito de São Tomé, Babá Pereira, e de Barcelona, Luiz Marfra, representaram os novos filiados.

Estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira de Souza, e os deputados estaduais Márcia Maia, Raimundo Fernandes e Gustavo Carvalho, todos do PSDB.

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) e o deputado estadual George Soares (PR) também prestigiaram o evento, que ainda reuniu os prefeitos e vereadores eleitos pelo partido em 2016, além de lideranças políticas de várias regiões do Estado.

A principal atração, porém, foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.

 

Alckmin diz que PSDB do RN está preparado para 2018

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), participou na manhã deste sábado (25) do encontro estadual da legenda no Rio Grande do Norte, durante o evento “A favor das mudanças que o Brasil precisa”. O tucano disse que o PSDB potiguar é um dos que mais cresce no país e que a legenda está preparada para disputar as eleições majoritárias de 2018 no Estado.

“O partido está crescendo muito no RN. Tão importante quanto as bandeiras, são as mãos que cuidam das bandeiras. É importante ter um bom time preparado para trabalhar pelo RN e pelo país. O PSDB está crescendo com novas filiações, prefeitos, isso é bom para o Brasil”, disse.

“O PSDB está preparado para disputar as eleições majoritárias no RN. Mas essa é uma decisão local que será tomada no momento oportuno”, disse Alckmin em entrevista à imprensa.

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.

PSDB confirma para sábado evento de filiações

O PSDB realiza neste sábado (25) em Natal ato de filiação para novos prefeitos de cidades do Rio Grande do Norte.

O evento, denominado “PSDB a favor das mudanças que o Brasil precisa” e realizado em parceria com o Instituto Teotônio Vilela (ITV), será no Hotel Holliday Inn (Arena das Dunas) a partir das 8h30 e contará com a presença de lideranças do partido, filiados e militantes.

Expectativa é de que o governador paulista, Geraldo Alckmin, prestigie o evento (veja AQUI).

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.

Governador de SP confirma presença em evento no RN

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, uma comitiva de tucanos do Rio Grande do Norte. Sob o comando do deputado federal Rogério Marinho, presidente de honra da legenda no RN, o grupo convidou – e aceito – o gestor paulista para participar de evento de filiação ao PSDB que será realizado em Natal no próximo dia 25.

Geraldo Alckmin recebeu comitiva no palácio de governo do estado paulista (Foto: cedida)

Na oportunidade, haverá filiação de prefeitos e outros agentes políticos do estado.

Ao lado de Rogério, estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira de Souza, o deputado estadual Gustavo Carvalho e o presidente do PSDB em Mossoró, Tião Couto. O chefe do Gabinete Civil de São Paulo, Samuel Moreira, também participou do encontro. O encontro ocorreu no sábado (18).

Atualmente, o PSDB conta com a maior bancada da Assembleia Legislativa, 10 prefeitos e 11 vice-prefeitos. Número que aumentará neste próximo dia 25.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Pode ser que sim; pode ser que não

A política brasileira ganhou uma “dinâmica” nova em meio ao lamaçal da Operação Lava Jato. De Brasília ao Rio Grande do Norte, é dificílimo se fazer uma previsão para a semana seguinte, imagine esquadrinhamos o possível cenário de 2018.

Tudo é muito movediço e volátil.

Quase ninguém é certo para essa ou àquela disputa.

A corrida eleitoral do estado, por exemplo, é exatamente o modelo desse amontoado de interrogações.

O governador Robinson Faria (PSD) concorrerá à reeleição? Nem ele tem certeza.

Pode ser que sim; pode ser que não, tentando novo mandato à Assembleia Legislativa, onde passou muitos anos.

O atual prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) será mesmo o candidato dos “Alves”, Rosado, Melo, Maia etc. ao governo?

Pode ser que sim; pode ser que não, optando por concluir seu mandato. Unanimidade na família ele não é.

Mais do que nunca parece não termos nenhum “governador em férias” ou “governador imbatível”.

Diga-se até: a prioridade por parte de alguns poderosos caciques é muito particular.

Garibaldi Filho (PMDB), senador, tem no filho e deputado federal Walter Alves (PMDB) o grande foco. Muito mais do que sua reeleição ao Senado.

Henrique Alves (PMDB), ex-presidente da Câmara Federal, sonha desesperadamente em retornar a Brasília e à Casa que comandou e onde ficou acantonado por mais de 40 anos.

Vencer o governo do estado com o primo e ex-desafeto por muito anos, Carlos Eduardo Alves, não é exatamente a “pedra angular” dessa construção político-familiar.

Carlos Eduardo deve saber disso muito bem. Sabe!

Quanto a Robinson,  não ser pior do que a antecessora Rosalba Ciarlini (PP) tem sido o projeto de agora. Sonhar com a reeleição é-lhe um direito, mas por enquanto não passa de um pesadelo. Para ele, muito mais para os cidadãos potiguares.

Poderemos ter surpresas de um lado e de outro? É possível e não deve ser descartado. Daí o alto grau de imprevisibilidade para 2018.

O ambiente convulsionado da política e da gestão pública ajudam no aparecimento de ‘novidades’, alternativas ou hipotéticos salvadores da pátria, populistas etc.

Caso atual emblemático, é o prefeito paulistano João Dória (PSDB). Surgiu do nada, encorpa sua própria imagem e eclipsa até donos do partido, como o governador Geraldo Alckmin e os desgastados senadores Aécio Neves e José Serra.

Mas não nos esqueçamos: a atmosfera é propícia ainda para velhos alquimistas da palavra, com o lero-lero de sempre. São do ramo.

Lá embaixo, a plateia que parece catatônica, como se coletivamente fosse tomada pela “Síndrome de Estocolmo” (estado psicológico em que a vítima se identifica com seus captores/algozes), precisa ser melhor entendida e analisada.

Talvez, nada seja como antes, mesmo que não mude muito e termine no mesmo.

Tom Jobim dizia: “O Brasil não é para principiantes”.

A política do RN, também.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Ninguém entra, ninguém sai

O que parecia certo até à semana passada, hoje já não é tão certo assim: o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PMDB), dificilmente desembarcará no PSDB.

O deputado federal e presidente estadual da sigla, Rogério Marinho, ganhou fôlego novo e maior robustez no comando.

Ezequiel acenava com chegada em grande estilo, levando alguns prefeitos, vários vereadores e pelo menos seis deputados estaduais, além de hipótese de ex-deputados estadual e federal.

O PSDB nacional está dividido e isso reflete no RN. Uma ala trabalha o nome do governador paulista Geraldo Alckmin para disputa presidencial em 2018. Outra, insiste com o nome do senador Aécio Neves.

Essa litigância abria possibilidade para ocupação de espaço de Ezequiel.

Por enquanto, tudo continua como dantes.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter com notas em primeira mão clicando AQUI.

Corpo de Eduardo Campos embarca para velório em Recife

O Globo Online

Os quatro aviões da FAB encarregados de fazer o transporte das sete vítimas do acidente aéreo que matou Eduardo Campos, quatro assessores e dois tripulantes, saíram da base aérea de Guarulhos no início da noite deste sábado. O primeiro avião a decolar foi o C-130 Hércules, por volta das 18h50m, que segue para Aracaju e depois para Pernambuco.

A previsão é que o avião pouse na capital pernambucana por volta das 22h.

Mais cedo, sete carros fúnebres com os restos mortais deixaram o Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo. Curiosos que cercavam o local aplaudiram a saída dos veículos, que seguiam em direção à base aérea de Guarulhos. A previsão inicial era que os voos saíssem por volta das 17h, mas os aviões decolaram somente no início da noite. A Força Aérea Brasileira (FAB) foi encarregada de fazer o traslado dos corpos até os estados onde ocorrerão os respectivos sepultamentos.

Corpos das vítimas são embarcados na base aérea de Guarulhos (Fotos: Michel Filho / Agência O Globo)

Segundo informações do centro de comunicação da FAB, foram colocadas à disposição do governo de Pernambuco.

Além do modelo C-130, foram disponibilizados o C-105 (CASA), com destino a Maringá; C-97 (Brasília), que irá para Governador Valadares (MG) e um C-99, que irá para Pernambuco, com os familiares.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) informou, no final da manhã deste sábado, que os trabalhos do IML haviam sido concluídos. O atestado de óbito foi lavrado em Santos, no litoral paulista, e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disponibilizou um helicóptero para que o trâmite burocrático fosse agilizado.

Liberação

Cortejo de carros fúnebres em São Paulo

Os atestados chegaram ao IML por volta das 15h, última etapa que faltava para que os restos mortais fossem liberados.

— O governador esteve aqui várias vezes para acompanhar a identificação dos corpos. Não foi um apoio protocolar, foi um apoio de amigo — disse Delgado.

Delgado, que segue para Recife no voo da FAB, afirmou que a expectativa é que os corpos de Campos e dos assessores cheguem à capital pernambucana por volta das 21h.

Pela manhã, Alckmin esteve no IML. Logo depois, por volta das 12h30, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, também chegou ao instituto.

O prefeito de Recife e amigo de Eduardo Campos, Geraldo Júlio (PSB), e os familiares do fotógrafo Alexandre Severo, também permaneceram no local até a liberação dos corpos.

Militantes do PSB e do PPL e admiradores do candidato Eduardo Campos estiveram no local para prestar as últimas homenagens. Muitos deixaram flores nas imediações do instituto.