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Realismo do adeus da Petrobras não é de hoje nem repentino

Muito louvável as manifestações da classe política em defesa da permanência da Petrobras no RN.

Graça Foster enganou numerosa delegação de políticos do RN (Foto: arquivo/18-04-2013)

Mas sejamos realista: barulho para nada. Todos se pronunciam por  formalismo. Outros tentam jogar “para a torcida”.

A debandada da empresa é irreversível, não começou agora nem é decisão repentina. É uma política traçada ainda na gestão Dilma Rousseff (PT).

Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (veja AQUI). O RN foi um dos mais atingidos, com a exploração em terra. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.

Audiência

No dia 18 de abril de 2013, Graça Foster, presidente da estatal na era Dilma Rousseff, recebeu numerosa delegação de políticos do estado em seu gabinete no Rio de Janeiro, e argumentou que tudo não passava de “ajustes” (veja AQUI). Até prometeu novos investimentos. Acreditaram nela.

A Câmara Municipal de Mossoró tinha realizado audiência pública sobre o assunto e gerou documento (“Carta de Mossoró”) para manifestar preocupação com o desmanche da estatal no município e estado, que foi entregue a Foster. Inclusive, a agradaram antes com um bizarro título de Cidadania Mossoroense (mesmo sem ela sequer conhecer o município).

De lá para cá o estrago só aumentou.

Pouco tempo após a audiência, a Petrobras começou o programa “Mobiliza 2013″ – veja AQUI, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.

De lá para cá, só ladeira abaixo.

O RN, Estado e municípios, subaproveitaram o ciclo de ouro do petróleo. Quem quiser que estrebuche. Prioridade é pré-sal.

Leia também: Redepetro/RN diz que saída da Petrobras é virada no mercado.

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Natália resiste à retirada da Petrobras do RN sem olhar passado

Deputada evita rebobinar os fatos na crítica ao Governo do presidente Jair Bolsonaro (Foto: reprodução BCS)

“O que Bolsonaro tem contra o Nordeste? O povo nordestino resistirá à retirada da Petrobras do nosso território. É tempo de resistência!”.

A declaração acima foi da deputada federal Natália Bonavides nessa terça-feira (1º) no plenário da Câmara Federal. Reforçou voz contra a retirada gradual da empresa do Rio Grande do Norte.

Seu discurso chega com pelo menos uns seis anos de atraso e mira a pessoa errada.

Segundo ela, “a Petrobras deveria servir aos interesses da maioria dos brasileiros, dos assalariados, dos pequenos empresários, dos estudantes, dos autônomos, dos aposentados”.

Longe da realidade e do passado que condena

A deputada parece esquecer que na gestão Dilma Rousseff (PT) começou o “Plano de Desinvestimento” da estatal. Está longe da realidade e do passado que condena suas palavras. Nem coloquemos na conta a implosão da imagem e do caixa da estatal com o escândalo da Operação Lava Jato e da previdência de seus funcionários/pensionistas e aposentados que estão pagando parte desse rombo na Petros (veja AQUI).

O que ocorre hoje é a continuidade de um programa estratégico que prioriza o Pré-sal. Visão de mercado, que não é nova, que se diga. A exploração dos campos maduros por empresas privadas já começou a dar respostas na cadeia produtiva e empregabilidade, mesmo que fiquem aquém do auge que o estado experimentou há muitos anos.

Até agosto de 2020, o núcleo da Petrobras do RN estará praticamente ‘desfeito’, com transferência em massa de servidores. Estava escrito desde o tempo da presidente Dilma e da presidente da Petrobras à época, Graça Foster, que até recebeu agrado de um título de cidadania de Mossoró (lugar que não conhece). Contudo ela nunca apareceu para receber a honraria – descabida.

Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (Leia também: Petrobras vai parar sondas e aumentar desemprego). O RN foi um dos mais atingidos. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.

Luta frustrada e mentiras da “mossoroense” Graça Foster

Ainda na era Dilma-Graça Foster, a Petrobras encetou o programa “Mobiliza 2013″, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.

Demissões numerosas em terceirizadas e cancelamento de contratos tiveram início bem antes. Mossoró e o RN acusaram o golpe e estão combalidos até hoje.

Graça Foster enganou numerosa delegação de políticos do RN, com desmanche em curso (Foto: arquivo/18-04-2013)

Houve tentativa de reação com audiência pública no dia 12 de abril de 2013 na Câmara Municipal, de onde se extraiu o documento intitulado de “Carta de Mossoró e Região para a Presidente da Petrobras” (veja AQUI).

No dia 18 de abril, numerosa delegação de políticos do RN esteve com a própria Graça Foster, que prometeu fazer o inverso do que já estava realizando: Petrobras diz que mantém investimentos no RN. Pura balela. O esforço foi válido, mas em vão.

O Plano de Desinvestimentos era prenúncio da bomba que viria adiante, revelado na Operação Lava Jato e outras derivadas dela. Mistura de incompetência, má-fé e roubalheira em escala industrial.

O Governo Jair Bolsonaro (PSL) é o alvo da deputada potiguar. Entretanto um simples recuo no tempo permitirá que compreenda, minimamente, que o buraco foi perfurado bem mais embaixo.

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Depois de Graça Foster, Câmara produz novo mico

Paulo Skaf: não sabe, nunca viu (Foto: Fiesp)

Vejo no Blog Bruno Barreto, que a Câmara Municipal de Mossoró aprovou título de cidadania mossoroense para Paulo Skaf, integrante do MDB-SP e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIERN).

Que despropósito, gente.

A ideia foi do vereador em primeiro mandato Rondinelli Carlos (PMN), com a conivência de seus pares.

Skaf talvez não localize Mossoró num mapa, mas recebe distinção que caberia a tantas outras pessoas com serviços prestados ao município e sua gente. Ele, não.

Aconselho que aboletem no mesmo avião Skaf e Graça Foster, ex-presidente da Petrobras, para homenagem comum.

Ela ganhou igual honraria na legislatura passada, no momento em que sob sua batuta e da “presidenta” Dilma Rousseff (PT) começava o desmonte da estatal em Mossoró e estado.

Nunca apareceu por Mossoró nem tem motivos para fazê-lo, assim como Skaf.

É muito mico!

Francamente.

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Rebaixamento de refinaria repete enredo da Petrobras no RN

Por proposição do vereador Eudes Miranda (PR), a Câmara Municipal de Guamaré promoveu audiência pública nessa terça-feira (14), para debater a questão do rebaixamento à categoria da Refinaria Clara Camarão e as consequências econômicas e sociais para a região e Estado.

Audiência em Guamaré (Foto: cedida)

À semana passada, representantes da bancada federal do RN estiveram reunidos com executivos de terceiro escalão da Petrobras (veja AQUI). Ouviram que não existiria qualquer modificação com prejuízos econômicos para o estado, na nova adequação técnica da refinaria.

Eis o perigo. A história vai se repetindo como nova farsa.

Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (veja AQUI). O RN foi um dos mais atingidos, com a exploração em terra. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.

Audiência

No dia 18 de abril de 2013, Graça Foster, presidente da estatal na era Dilma Rousseff (PT), recebeu numerosa delegação de políticos do estado em seu gabinete no Rio de Janeiro, e argumentou que tudo não passava de “ajustes” (veja AQUI). Até prometeu novos investimentos. Acreditaram nela.

A Câmara Municipal de Mossoró tinha realizado audiência pública sobre o assunto e gerou documento (“Carta de Mossoró”) para manifestar preocupação com o desmanche da estatal no município e estado, que foi entregue a Foster. De lá para cá o estrago só aumentou.

Pouco tempo após a audiência, a Petrobras começou o programa “Mobiliza 2013”, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.

Reunião semana passada: lero-lero (Foto: Leandro Martins)

Demissões numerosas em terceirizadas e cancelamento de contratos tiveram início bem antes. Mossoró e o RN acusaram o golpe.

Incompetência, má-fé e roubalheira

O “Plano de desinvestimentos” era prenúncio da bomba que viria adiante, revelado na Operação Lava Jato e outras derivadas dela. Mistura de incompetência, má-fé e roubalheira em escala industrial.

Afastada do comando da Petrobras, Graça Foster ficou pelo menos com o consolo de ter ganho “título de cidadania” mossoroense. Uma comenda, que se diga, sem qualquer mérito.

Ela mesma não fez questão alguma de receber a honraria, em sessão solene no dia 25 de novembro de 2013. Mossoró é uma cidade que ela sequer conhece.

Lengalenga fora da realidade

Graça Foster posou com delegação e enganou a todos, como Blog Carlos Santos previu à época (Foto: arquivo)

RN segue como terra arrasada.

No caso da Clara Camarão, o enredo se repete. Políticos, trabalhadores e empresários do setor insistem num lengalenga de discurso que se distancia da realidade.

Participaram da audiência pública em Guamaré a deputada federal Zenaide Maia (PR), os deputados estaduais George Soares (PR), Hermano Morais (PMDB) e Kelps Lima (SDD).

Também estiveram no debate,  representante da Petrobras, Tuerte Rolim,  presidente do Sindicato de Empresas do Setor Energético do Rio Grande Norte, Jean-Paul Prates, o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Estado, José Antônio de Araújo, prefeitos de cidades vizinhas, vereadores e populares.

Leia também: Petrobras faz desmanche com retirada em massa de pessoal AQUI;

Leia também: Carta de Mossoró e região a presidente da Petrobras AQUI;

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EUA acionam ex e atual dirigente da Petrobras

Por Cláudio Humberto (Diário do Poder)

Ação civil coletiva (class action suit) é movida na Justiça de Nova York contra a Petrobras por acionistas nos Estados Unidos, e pode fazer a estatal e seus executivos pagarem indenização.

De acordo com a ação judicial movida pelo escritório de advocacia americano Wolf Popper, à qual esta coluna teve acesso, o esquema de roubalheira do Petrolão foi abastecido por tipos como a presidente Graça Foster e o ex Sérgio Gabrielli, para beneficiar fornecedores como a empreiteira Odebrecht.

A teimosia fatal

A presidente Dilma Rousseff (PT) é teimosa.

Até quando vai sustentar a escatológica Graça Foster na Petrobras?

Maus presságios para próximo governo.

Enquanto a Petrobras e outras empresas e autarquias do Estado estiverem sob regime de “privatização”, sob as mãos dessa matilha empresarial e aparelhamento partidário, será impossível mudarmos os rumos do Brasil.

Petrobras gasta US$ 90 bi/ano sem licitação, diz Agripino

Na audiência conjunta das comissões de Assuntos Econômicos e do Meio Ambiente, na manhã desta terça-feira (15), com a presidente da Petrobrás, Graça Foster, o líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN), pediu explicações sobre os US$ 90 bilhões gastos pela estatal, por ano, com compras sem licitação.

Foster fala para congressista sobre Petrobras )Foto: Mariana di Pietro)

“A informação que eu tenho é que US$ 90 bilhões por ano a Petrobras compra sem licitação. Então, onde existe isso existe flanco aberto”.

Ao senador potiguar, Graça Foster disse que os preços de licitação seguem a lei que dá à estatal a condição de competir outras empresas.

Pasadena

“Hoje tem mais de 60 empresas competindo conosco pelos blocos nas licitações. Estamos sempre fazendo tomada de preços. Tudo isso não é uma criação de 2003 para cá, mas uma prática importante para nossa companhia”, respondeu.

José Agripino informou ainda que, ao contrário do que acusa a presidente Dilma Rousseff e a base governista, a oposição não quer tumultuar o Executivo, mas apenas fazer a investigação imparcial do prejuízo bilionário que o Brasil, com o consentimento do governo do PT, sofreu com a refinaria de Pasadena (EUA).

“A oposição está querendo surfar numa onda? Negativo. Tudo o que se está discutindo é decorrente de um relatório que o Tribunal de Contas da União distribuiu recentemente. E esse relatório ensejou a manifestação da presidente Dilma”, explicou Agripino.

Graça Foster admite que compra de Pasadena não foi bom negócio. Veja AQUI.

 

Como é fácil antecipar fatos neste país previsível…

Como é fácil ser oráculo neste país. No dia 24 de outubro deste ano, o Blog postou a seguinte nota abaixo:

“Petrobras não precisa reajustar combustíveis para pagar Leilão de Libra”. Declaração da presidente da estatal, Graça Foster, dada ontem à imprensa. Preparemos os bolsos. Vem aumento, sim (veja AQUI).

Estava escrito.

Vão levar essa empresa à bancarrota, com empreguismo, aparelhamento partidário, corrupção e manipulação de seus ativos.

Homenagens revelam servilismo e distância da realidade

Parece que algumas instituições humanas, no Rio Grande do Norte, estão destinadas ao servilismo e a distância da realidade.

Carlos recusou medalha para evitar desgaste

Dois exemplos:

Na segunda-feira (25), a Câmara Municipal de Mossoró promoveu sessão solene para entrega de títulos de cidadania e outras honrarias.

Entre os beneficiados com a pomposa cidadania, a presidente da Petrobras, Graça Foster, que não sabe sequer onde fica Mossoró no mapa. O agrado chega num momento em que a estatal coloca em movimento um acelerado processo de desmonte de suas atividades na região e estado, com centenas de desempregos.

Já hoje, em Natal, comemorando seus 179 anos de vida, a Polícia Militar resolveu entregar medalha de reconhecimento a uma infinidade de gente. O patético, é que numa primeira relação de homenageados estava o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), espécie de “governador de fato” do Rio Grande do Norte.

Escalado

A edição do último sábado (23) do Diário Oficial do Estado (DOE) trouxe a relação de agraciados com a “Medalha do Mérito Policial Luiz Gonzaga”, em razão dos “relevantes serviços prestados à Polícia Militar”. Carlos estava escalado para espichar um exemplar no peito.

Sabe-se informalmente, que o próprio secretário-chefe do Gabinete Civil e marido da governadora de direito, Rosalba Ciarlini (DEM), vetou o “afago”, temendo mais desgaste pessoal e ao próprio Governo.

Na edição de segunda-feira (25) do próprio DOE, houve remendo e o nome de Carlos foi retirado. Nova portaria foi baixada, com texto assinalando a “incorreção”.

A PM vive um de seus piores momentos, com situações humilhantes (veja postagem mais abaixo), falta de investimentos e maus-tratos. Mesmo assim, ajoelha-se diante de um de seus algozes – que detém cargo de chefe do Gabinete Civil do Estado.

Francamente.

Câmara realiza sessão solene e homenageia Robinson Faria

O vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD) será homenageado pela Câmara Municipal de Mossoró na próxima segunda-feira (25) com o título de cidadão mossoroense. É uma proposição do vereador Jório Nogueira (PSD), subscrita pelos demais vereadores.

A sessão solene começa às 16h no Teatro Dix-Huit Rosado.

Além do vice-governador, a Câmara Municipal também concederá o título à presidente da Petrobras, Graça Foster, empresários e lideranças da região.

 

Força política pode devolver irmão de ministro à Petrobras

No plano nacional e internacional, a Petrobras ganhou divulgação superdimensionada no dia passado, com o primeiro leilão do Pré-Sal sob o regime de partilha – em que parte do petróleo extraído fica com a União (veja AQUI).

Luiz: força de cima para baixo

Mas em suas entranhas e no microcosmos potiguar, o nível de negócios – ou de ingerência politiqueira – na estatal chega a patamares burlescos. O enredo revela como a empresa sofre influência externa, para acomodação de arrumações estranhas aos seus propósitos, foco e perfil técnico-econômico.

No dia 26 de outubro, este Blog noticiou com exclusividade (Clique AQUI – Gestão pouco ‘republicana’ derruba gerente da Petrobras) a queda do Luiz Antônio Pereira, gerente do Serviços Especiais em Mossoró, após 11 anos de administração questionável e carregada de denúncias de abuso de poder, com evidência de assédio moral.

Mas a história não está concluída.

O fato é que após ser ejetado da gerência, o bacharel em direito Luiz Antônio Pereira passou à nova pressão de bastidores, para retomada de espaço, graças a influência do seu irmão – o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emanoel Pereira.

Por via transversa, o nome do deputado federal Henrique Alves (PMDB), presidente da Câmara Federal, aparece de forma proeminente no caso. Seria a voz tonitruante dos “Pereira” na Petrobras, para que Luiz continue com bom emprego, mesmo considerado um pária na empresa, espécie de “corpo estranho”.

A alta gerência da Petrobras no Rio Grande do Norte passou a sofrer pesada pressão para voltar a arrumar “um canto” para Luiz Antônio.

Entre empregados que conhecem sua atuação bizantina e intempestiva, Luiz Antônio é  conhecido por um epíteto que dá sua dimensão. É alcunhado de “O monstro”, tamanho o estigma que carrega.

Chegou ao cargo e à longevidade na cadeira de chefia, sem ter currículo técnico algum. Foi aboletado meramente por força de “QI” (Quem Indica). Era e é um estranho no meio, a exigente indústria do petróleo.

Com a saída atribulada e “inesperada”, muitos pensavam que estaria fechado o seu nefasto ciclo na empresa. Ledo engano.

Há costura política para que seja arranjada uma alternativa honrosa para Luiz Antônio, de modo que ele “volte por cima”.

Diante de toda esta pressão política o inimaginável estar para ser consagrado.

Graça Foster

Corre versão confiável de que a presidente da estatal, Graça Foster, conhecida como uma xerife, estaria disposta a ceder ao cerco. A Petrobras pode vir a criar uma nova gerência na região de Mossoró, para que Luiz Antônio não continue amuado e desmoralizado.

Henrique e Foster: poder que pode. Ou não!

O novo cargo vai de encontro à política da própria empresa, que começou sorrateiramente uma desmobilização de pessoal na região de produção terrestre, para investimento dessa mão-de-obra especializada no Pré-sal (veja AQUI).

Luiz Antônio Pereira passaria a ocupar outro cargo, mesmo que sem maior valor prático e de influência como o que detinha antes. Entretanto o “mimo” é uma forma de ele dar a volta por cima e tamponar um pouco do desgaste de sua saída, sem qualquer pompa ou questionamento dos liderados.

Até foguetões foram disparados nas cercanias da Petrobras (Mossoró), exaltando o bota-fora.

O caso promete render mais desgaste à Petrobras e mexer com os petroleiros.

Luiz Antônio consegue ser quase uma unanimidade, negativa, na empresa.

Mas ninguém pode desconhecer uma “qualidade” considerável nele: tem as “costas largas”.

Petrobras faz desmanche com retirada em massa de pessoal

Neste mês de outubro, a categoria petroleira está em plena campanha reivindicatória. Mas, nem isso, impediu a Petrobras de lançar o “Mobiliza 2013”.

Trata-se de um programa de Recursos Humanos que tem por objetivo preencher 3.399 vagas, disponibilizadas, em sua maioria, no Sudeste do País. Apesar do nome, o que o programa promove no Nordeste, ao incentivar a saída da mão-de-obra qualificada da Região, vai, exatamente, na contramão do que sugere.

Graça Foster faz pose com políticos do RN em abril deste ano.

Vem daí o seu novo apelido: “desmobiliza”.

Entre as regras do Programa está a obrigatoriedade das gerências da Estrutura Básica de liberar os candidatos selecionados em, no mínimo, dez por cento, sem que haja reposição. Áreas de produção em terra, como Rio  Grande do Norte e Ceará, são atingidas em cheio.

O efeito econômico-social dessa desmobilização, ou “desmanche”, como o Blog já denominou há muitos meses, já vem sendo sentido há bastante tempo.

O quadro é delicado e deverá piorar muito mais, a pesar do blá-blá-blá da classe política, posando ao lado da presidente da Petrobras – Graça Foster – e das promessas da empresa de que continua investindo na região.

Para o Sindicato dos Petroleiros do RN (SINDIPETRO-RN), a medida da companhia é não somente “desrespeitosa, como também ilegal, uma vez que o Acordo Coletivo proíbe a movimentação de pessoal durante o processo de campanha salarial”.

O sindicato avisa que estuda com sua assessoria jurídica, um contra-ataque através de medidas jurídicas que possam conter essa evasão.

De antemão, cabem alguns questionamentos: por que estas vagas não foram preenchidas pelo pessoal do Cadastro de Reserva do último concurso? Partindo do precedente de que a Empresa não prevê reposição dos funcionários transferidos, quem irá ocupar os cargos que foram deixados para trás? Serão simplesmente terceirizados, ignorando a necessidade de concurso público?

Desigualdades

Não é novidade que os campos terrestres do País, concentrados principalmente no Nordeste, vêm sofrendo desmobilização por parte da Petrobras.

O Programa de Aumento da Eficiência Operacional (PROEF) e o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP) já trouxeram essa realidade, promovendo retração de investimentos e movimentação de trabalhadores para o Sudeste.

Agora, o “Desmobiliza” chega para ratificar a orientação de progressivo abandono da exploração do petróleo em continente a fim de arrecadar recursos para investir no Pré-sal.

Assim, na gestão Graça Foster, ao invés de a Petrobras ser um instrumento de apoio ao Estado no combate às desigualdades regionais, passa a ser fator de agravamento.

A classe política, sempre prodigiosa em tirar proveito na promoção pessoal e de grupos, da força e do abundante capital da Petrobras, insiste em fazer barulho e rugir, sem conseguir nada de concreto.

A indústria do petróleo está baseada em exploração e produção, além de grandes investimentos em pesquisa. A prioridade da Petrobras é o Pré-Sal, seu Eldorado, espécie de Serra Pelada oceânica.

Os investimentos em terra caem e não devem ser retomados. A riqueza e o progresso de incontáveis comunas estão comprometidos e o “Mobiliza 2013” é um atestado de óbito que contraria qualquer discurso ou retórica da empresa e de políticos.

Qualquer dúvida quanto a essa realidade, é só tomar a própria Mossoró como base. Veja AQUI reportagem especial desta página, sobre o comportamento da arrecadação direta da Prefeitura de Mossoró.

Os royalties do petróleo caem. Numa proporção ainda maior desabam os números do Imposto sobre Serviços (ISS) e a empregabilidade no setor definha com voracidade.

O efeito em cadeia é devastador. E o futuro, então…

Algumas cidades que cresceram com o “ouro negro”, no ciclo do petróleo, tendem a encolher nos próximos anos/décadas. Não aproveitaram o boom… pagarão caro por isso.

Com informações adicionais do Sindipetro/RN.

Sindicato quer dar esclarecimentos sobre audiência

Nesta terça-feira (23), às 10h, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO/RN), promove coletiva de imprensa com o Diretor Geral do Sindicato, José Araujo. Será a respeito da audiência com a presidente da Petrobras, Graça Foster.

O encontro de empresários, políticos e representação sindical com Graça Foster ocorreu à semana passada, no Rio de Janeiro.

O objetivo da coletiva é esclarecer para opinião pública o que foi debatido na audiência do dia 18 com a então presidenta e informar sobre os resultados alcançados para o desenvolvimento socioeconômico do Estado.

Prefeita vai detalhar audiência com Graça Foster

Nesta sexta-feira (19/04), às 11h, no Palácio da Resistência, a prefeita mossoroense Cláudia Regina (DEM) e outros membros da classe política e empresarial que participaram da reunião com a presidente da Petrobras, Graça Foster, dia passado vão conceder uma entrevista coletiva.

Haverá detalhamento quanto ao conteúdo da audiência com Graça Foster, ocorrido na sede da estatal, no Rio de Janeiro-RJ.

Na ocasião também serão passadas mais informações e resultados sobre a agenda administrativa cumprida em Brasília (DF).

 

Petrobras diz que mantém investimentos no RN

A presidente da Petrobras, Graça Foster, garantiu hoje à delegação de políticos potiguares comandados pelo presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), que a estatal não está com recuo de investimentos em Mossoró e no Rio Grande do Norte. Ela recebeu-os na sede da Petrobras, Rio de Janeiro-RJ.

Graça Foster, ao centro, posa ao lado de comitiva que se reuniu com ela

A audiência durou cerca de duas horas.

Graça Foster confirmou que em breve estará no RN para, justamente, inaugurar dois investimentos: Projeto de Injeção de Vapor (Vaporduto), no campo de Estreito, no Alto do Rodrigues; e a obra do Oleoduto Canto do Amaro (Mossoró e Guamaré). “Como é que a gente pode falar em desinvestimentos no RN se tem esses dois importantes projetos que irei inaugurar”, disse Foster.

Ela, entretanto, não tergiversou quanto à prioridade da Petrobras. É o pré-sal,  onde a empresa concentra investimentos na exploração de óleo para se capitalizar e apostar em novos projetos

Demissões

A presidente disse que a Petrobras faz adequações em suas relações com terceirizadas e os quase 1.300 petroleiros que tiveram demissão homologada vão ser readmitidos por novas empresas contratadas.

“Vamos construir um novo oleoduto entre Mossoró e Guamaré com vida útil estimada para os próximos 20 anos”, ressaltou Graça Foster. A obra deverá gerar 600 novos empregos.

A presidente também confirmou que estará no Rio Grande do Norte, até o final de junho, para inaugurar o sistema de injeção de vapor da Termoaçu nos campos de Estreito e Alto do Rodrigues onde a extração de óleo aumentou com o novo sistema.

Injeção de água é técnica em implantação no campo de Canto do Amaro, em Mossoró, de onde sai a maior produção de petróleo em terra do país. A esperança é de que os poços existentes tenham uma sobrevida na produção.

Henrique comenta que “a presença da Petrobras está garantida por muitos anos, diante das informações de que a empresa dispõe de reservas estimadas em 250 milhões de barris em terra, e 150 milhões no mar da bacia potiguar.”

Campos maduros

O contexto dos campos maduros, com produção reduzida de 100 mil para 70 mil barris na bacia potiguar, não inviabiliza a presença da Petrobras no estado, reafirmou Graça Foster. A estrutura já existente e o baixo custo de produção permitem que a Petrobras mantenha os investimentos sem haver desequilíbrio nas contas nem nas parcerias sociais realizadas pela empresa no Rio Grande do Norte.

Rosalba, Henrique e Foster conversam em reunião

A deputada Fátima aproveitou para entregar pedido de audiência da reitora da UFRN, Ângela Paiva, para tratar do Instituto de Pesquisa em Energias Renováveis, no Campus de Macaíba. Deputado Henrique Alves reforçou a solicitação.

A partir de pleito feito pela deputada federal Sandra Rosado (PSB), a empresa prometeu estudo para ensejar aproveitamento de 100 poços que não tiveram produção de petróleo, mas que podem ter aproveitamento de água.

A prefeita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), entregou documento que os representantes da Câmara de Mossoró, vereadores Francisco José Júnior (PSD), presidente da Casa, e Genivan Vale (PR), apresentaram como as conclusões da audiência pública ocorrida à semana passada na Câmara Municipal, discutindo essa situação de desemprego na área de petróleo no RN.

Participaram ainda da audiência toda a bancada potiguar na Câmara Federal, governadora Rosalba Ciarlini (DEM), o senador José Agripino (DEM), os deputados estaduais Leonardo Nogueira (DEM) e Larissa Rosado (PSB); vereador natalense George Câmara (PCdoB); o empresário Nilson Brasil e o presidente do Sindicato dos Petroleiros, Antonio Araújo.

Além da presidente da Petrobras, estavam presentes – representando a empresa – os diretores de Exploração e Produção, José Miranda Formigli, de Gás e Energia, José Alcides Santoro, e de Abastecimento, José Carlos Cosenza.

Nota do Blog – Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem… mas realmente não temos informações mais amiúdes quanto à exploração do petróleo. O que foi apresentado na reunião de hoje e por representante da Petrobras na audiência pública, à semana passada em Mossoró, não é alentador.

Estamos vivendo o fim do ciclo do petróleo.

O setor de petróleo sustenta-se no binômio exploração-produção. A exploração vai ser retomada com contratação de serviços para perfuração de mais e mais poços?

O RN chegou a ter 30 sondas perfurando seu solo à cata de petróleo e hoje são cerca de cinco.

Os investimentos citados por Graça Foster são no tocante aos poços já existentes. A Petrobras paulatinamente vai reduzir recursos aplicados na região. Isso é fato.

Dois vereadores vão à reunião com Graça Foster

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Francisco José Júnior (PSD), e o vereador Genivan Vale (PR), compõem a comissão de vereadores que irá se reunir nesta quinta-feira (18), às 11h, na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, com a presidente dessa estatal, Graça Foster. É em defesa da continuidade dos investimentos da estatal na cadeia produtiva do petróleo e gás em Mossoró e região.

Na semana passada, o Legislativo mossoroense realizou uma audiência pública para discutir esta questão, atendendo proposição do vereador Genivan Vale, em decorrência do crescente número de desemprego no setor.

Participaram da audiência pública o gerente da Petrobras no Rio Grande do Norte e Ceará, Luiz Ferradans, deputados federais, senadores, deputados estaduais, entre outras autoridades. Nesta audiência, o presidente da Câmara Federal, Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), prometeu articular a reunião com Graça Foster para discutir a crise que já foi responsável pela demissão de mais de 1500 trabalhadores.

Bancada federal e governadora Rosalba Ciarlini (DEM) devem compor a comitiva.

Carta de Mossoró e Região a Presidente da Petrobras

Com base na audiência pública realizada na última sexta-feira (12), no plenário da Câmara de Mossoró, sobre o recuo nos investimentos da Petrobras em Mossoró e no Rio Grande do Norte e suas consequências à economia do estado, os vereadores mossoroenses prepararam documento a ser entregue à Graça Foster, presidente da estatal.

A audiência com a presidente da Petrobras deverá acontecer na próxima quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, articulada pelo presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), que deverá contar com representantes da bancada federal do RN, governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e comissão de vereadores mossoroenses.

Abaixo, leia o documento preparado pela Câmara de Mossoró:

Sra. Presidente,

Graça Foster.

Provocada pelo documento “Petrobras no Rio Grande do Norte: Por mais investimentos com valorização do trabalho” (em anexo), a Câmara Municipal de Mossoró, através do mandato do vereador Genivan Vale (PR), sugeriu uma Audiência Pública, que se realizou, hoje, 12 de abril de 2013, a fim de que se discutisse a redução dos investimentos da Petrobras em Mossoró e Região.

Estiveram presentes: o Ministro de Estado, Garibaldi Alves; o Presidente da Câmara Federal, Henrique Alves; a Governadora do RN, Rosalba Ciarlini; a Prefeita de Mossoró, Claudia Regina Freire de Azevedo; os Deputados Federais: Sandra Rosado e Betinho Rosado; os Deputados Estaduais: Leonardo Nogueira, Larissa Rosado, Gustavo Fernandes, Fernando Mineiro, George Soares e Hermano Morais; os Prefeitos de Assu e Carnaubais, respectivamente, Ivan Júnior e Luisinho; a Secretária Municipal do Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Izabel Montenegro; Ricardo Ribeiro, Presidente AEPET; Anabal Júnior, Presidente da ABPIP; Aldo Fernandes, Presidente da OAB/subseção Mossoró; Frank Felizardo, Reitor da Universidade Potiguar; Milton Marques, Reitor da UERN; José de Arimatéa de Matos, Reitor da UFERSA; Wagner Lopes, representando o IFRN; Amaro Sales, Presidente da FIERN; Hugnelson Vieira, Sindicato dos Fiscais de Tributos; os Vereadores da Câmara Municipal de Mossoró: Francisco José Júnior, Presidente; Alex Moacir, Vice-presidente; Francisco Carlos, Primeiro Secretário; Flávio Tácito, Segundo Secretário; Luiz Carlos Mendonça, Lahyre Rosado Neto, Jório Nogueira, Tomaz Neto, Alex do Frango, Celso Lanches, Manoel Bezerra, Ricardo de Dodoca, Claudionor dos Santos, Narcizo Alves, Vingt-Un Neto, Tassyo Mardony, Soldado Jadson, Genivan Vale, o requerente da audiência e o vereador natalense George Câmara; e representando a Petrobras, o Senhor Luiz Ferradans Mato.

Após a explanação do representante da Petrobras, mostrando os investimentos da Petrobras, em Mossoró e Região, seguiu-se a fala do coordenador do Sindipetro/RN, Sr. José Araújo que, juntamente com alguns empresários de prestadoras de serviços,  contra-argumentaram as informações do representante da renomada estatal, fato que motivou a unanimidade dos presentes a se dirigirem a V. Exª, solicitando explicações para os seguintes questionamentos:

Quais são os planos da Petrobras para  o Rio Grande do Norte e demais Estados, onde há exploração em campos terrestres e marítimos, considerados maduros, quanto aos investimentos em novos projetos exploratórios e de revitalização desses campos de petróleo?

Qual o volume de investimentos, no RN e nos demais Estados, onde há exploração e produção em campos terrestres e marítimos, considerados maduros?

Há projeto para ampliação da Refinaria Clara Camarão?

Qual o volume de investimentos?

Há projeto para a instalação de um polo petroquímico, em nossa região?

Qual o critério adotado para se pedir desconto de até 30% em contratos vigentes há pelo menos quatro anos?

Qual o motivo que tem levado a inclusão de cláusulas leoninas aos contratos com as prestadoras de serviços, levando muitas delas, inclusive, grandes empresas multinacionais, a entregarem contratos ou irem a falência?

    Certos de contarmos com a sua compreensão enquanto representante maior dessa renomada empresa, subscrevemo-nos,

    Atenciosamente:

    Vereadores de Mossoró

    Henrique promete audiência decisiva com Graça Foster

    Terminou há poucos minutos a audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró, sobre o recuo em investimentos da Petrobras na região e Rio Grande do Norte, que tem ocasionado desemprego crescente.

    A audiência, que teve transmissão ao vivo pela TV Mossoró, foi concluída pelo vereador Tomaz Neto (PDT), que falou em nome do Legislativo.

    Mas antes dele, o deputado federal Henrique Alves (PMDB), presidente da Câmara Federal, penúltimo orador, adiantou que está marcaria audiência com a presidente da Petrobras, Graça Foster, para expor os problemas apontados na audiência e propostas levantadas.

    O quadro de desemprego e desmobilização da estatal poderão causar estragos sociais ainda maiores – considerou.

    A princípio, o compromisso deverá acontecer na próxima quinta-feira, no Rio de Janeiro.

    Durante a audiência pública, com uso de um telefone celular, Henrique tentou falar com Graça Foster. Ela participava de uma entrevista, o que a impedia do contato com o parlamentar.

    Henrique antecipou que vai requisitar aeronave da Força Aérea para levar toda a bancada federal e governadora Rosalba Ciarlini (DEM) à reunião com a dirigente da estatal.

    Evitou criar falsas expectativas, mas elogiou a a iniciativa da Câmara de Mossoró e o nível dos debates e informações postas à discussão.

    “Prestei atenção a todos os oradores, ouvindo cada detalhe”, comentou.

    “Feirão” da Petrobras dispersa patrimônio estatal

    Na quarta-feira, dia 27 de março, o executivo Carlos Fabián, do grupo argentino Indalo, esteve no 22o andar da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, para fechar o negócio de sua vida. É lá que funciona a Gerência de Novos Negócios da Petrobras, a unidade que promove o maior feirão da história da estatal – e talvez do país.

    Sem dinheiro em caixa, a Petrobras resolveu vender grande parte de seu patrimônio no exterior, que inclui de tudo: refinarias, poços de petróleo, equipamentos, participações em empresas, postos de combustível.

    Com o feirão, chamado no jargão da empresa de “plano de desinvestimentos”, a Petrobras espera arrecadar cerca de US$ 10 bilhões. De tão estratégica, a Gerência de Novos Negócios reporta-se diretamente à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.

    Ela acompanha detidamente cada oferta do feirão.

    enhuma causou tanta polêmica dentro da Petrobras quanto a que o executivo Fabián viria a fechar em sua visita sigilosa ao Rio: a venda de metade do que a estatal tem na Petrobras Argentina, a Pesa.

    A revista Época teve acesso, com exclusividade, ao acordo confidencial fechado entre as duas partes, há um mês. Nele, prevê-se que a Indalo pagará US$ 900 milhões por 50% das ações que a Petrobras detém na Pesa.

    Apesar do nome, a Petrobras não é a única dona da Pesa: 33% das ações dela são públicas, negociadas nas Bolsas de Buenos Aires e de Nova York. A Indalo se tornará dona de 33% da Pesa, será sócia da Petrobras no negócio e, segundo o acordo, ainda comprará, por US$ 238 milhões, todas as refinarias, distribuidoras e unidades de petroquímica operadas pela estatal brasileira – em resumo, tudo o que a Petrobras tem de mais valioso na Argentina.

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