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Em três dias Mossoró tem maior média de chuva em 30 anos

Levantamento da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU) aponta que houve pluviometria nos três primeiros dias de janeiro em Mossoró. O acumulado no período já está acima do esperado para todo o mês, segundo o professor de Ciências Exatas e Naturais da SEADRU, Alciomar Lopes.

Chuva dessa segunda-feira foi isoladamente a maior e surpreendeu todas as previsões (Foto: Wilson Moreno)
Chuva dessa segunda-feira foi isoladamente a maior e surpreendeu todas as previsões (Foto: Wilson Moreno)

“Em três dias já conseguimos ultrapassar o valor médio dos últimos 30 anos relativo a janeiro”, disse o professor. O acumulado esperado para todo o mês de janeiro era de 58,9mm.

Nestes primeiros dias de 2022 choveu no município 63,3 milímetros. De acordo com Alciomar Lopes, o pluviômetro da Secretaria de Agricultura registrou nesta segunda-feira (3) o total de 56,5mm, maior chuva registrada até o momento na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

“No ano de 2022 nós já tivemos três leituras seguidas. No primeiro dia de janeiro a chuva foi de 6,5 milímetros. No dia 2, a precipitação foi de apenas 0,3mm e na tarde desta segunda-feira choveu 56,5mm. Foi uma chuva que a gente não esperava. As previsões mostravam 15 milímetros”, destacou.

Média de 30 anos

O professor Alciomar Lopes ressalta ainda que as chuvas registradas em dezembro ajudaram Mossoró a ficar acima da média anual. Segundo ele, o acumulado no mês passado foi de 72,5mm, o que subiu de 572mm para 644,5mm.

“Nós obtivemos no período chuvoso, que vai de janeiro a junho, 572 milímetros para 59 dias de leitura. Esse número estava configurando que Mossoró ficaria abaixo da média geral anual que é de 626mm. Quando chegamos a dezembro aconteceram cinco dias de pluviometria acumulada no mês, que simplesmente subiu o volume anual de 572 para 644,5 milímetros. Nessa condição, 2021 fechou com valor acima da média anual”, explicou.

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Mossoró registra média de 35 milímetros de chuvas durante madrugada

Os oito pluviômetros instalados nas quatro regiões de Mossoró registraram, entre o final da noite deste domingo (26) e madrugada desta segunda-feira (27), média de 35 milímetros de chuvas. Os equipamentos somados registraram 280mm.

Dia em boa parte nublado cedeu lugar às chuvas à noite de domingo e madrugada de hoje (Foto: Wilson Moreno)
Dia em boa parte nublado cedeu lugar às chuvas à noite de domingo e madrugada de hoje (Foto: Wilson Moreno)

O maior registro aconteceu no pluviômetro da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU), instalado no Alto da Conceição. Foram registrados no período 53,2mm. O segundo com o maior acumulado foi o da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Nele o registro foi de 47mm.

Já o terceiro maior volume foi verificado no equipamento instalado na rua Nilo Peçanha. Lá a precipitação chegou a 35,55m. Na sequência aparecem o pluviômetro da CPRM (33,5mm), o da Cândido Barros (32,16mm), da Marechal Floriano (31,02mm), Margarida Militão (25,82mm) e da Marinho Dantas (22,43mm).

“Foi uma surpresa muito grande para a gente que faz os estudos meteorológicos, pois esperávamos uma chuva de aproximadamente 10 milímetros. A chuva começou por volta das 23 horas com muita rajada de vento e teve prolongamento até o final da madrugada”, informou o professor de Ciências Extas e Naturais da Secretaria de Agricultura de Mossoró, Alciomar Lopes.

Mais chuvas

Alciomar Lopes destaca ainda que é boa a previsão para esses últimos dias de dezembro e os primeiros dias de janeiro. Segundo ele, a previsão mostra que apenas nesta terça-feira (28) não há probabilidade de chuvas no município.

“As previsões para os próximos dias são boas para chuvas na nossa cidade. Até a próxima sexta-feira (31) é esperado chuvas todos os dias. Até agora o único dia que não está mostrando que terá chuvas é amanhã (terça-feira). Já para o mês de janeiro nós temos previsão de chuvas nos três primeiros dias do ano novo. Essas chuvas podem ser leves e se acontecer o que aconteceu de ontem para hoje não será de se admirar (referindo-se que pode haver chuvas fortes)”.

O professor enfatiza que essas chuvas em dezembro é por conta da massa de ar fria que está vindo do Pacífico Equatorial e se intensificou e chegou ao Rio Grande do Norte. “Ela veio da região do Amazonas, passou pelo Maranhão, Piauí, Ceará e chegou ao nosso Estado”, finalizou.

Pluviômetros instalados em Mossoró:

Pluviômetro SEADRU – 53,2mm

Pluviômetro da UFERSA – 47mm

Pluviômetro Nilo Peçanha – 35,55mm

Pluviômetro da CPRM – 33,5mm

Pluviômetro Cândido Barros – 32,16mm

Pluviômetro Marechal Floriano – 31,02mm

Pluviômetro Margarida Militão – 25,82mm

Pluviômetro Marinho Dantas – 22,43mm

Média – 35,08mm

Fontes: SEADRU, UFERSA e Defesa Civil

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Bairro inteiro fica sem energia elétrica; Cosern diz triplicar atendimento

Madrugada dessa segunda-feira (27) voltou a faltar energia elétrica no bairro Nova Mossoró, em Mossoró. Na área residem mais de 3 mil pessoas.

Madrugada foi de blecaute na área da Nova Mossoró onde residem mais de 3 mil pessoas (Foto: cedida)
Madrugada foi de blecaute na área da Nova Mossoró onde residem mais de 3 mil pessoas (Foto: cedida)

Blecaute já tinha acontecido duas vezes no fim de semana.

Choveu desde o final da noite de domingo (26), avançando pela madrugada.

Moradores ainda pela madrugada foram às redes sociais pedir providências à Cosern. E acrescentaram: mesmo sem chuvas, é comum oscilação na energia.

Outros bairros também foram afetados.

Resposta da Cosern

O Canal BCS (Blog Carlos Santos) fez contato com a concessionária de serviços de energia elétrica no RN, a Neoenergia Cosern. Sua Assessoria de Imprensa

A Neoenergia Cosern informa que “triplicou o número de equipes técnicas para atender as ocorrências registradas na noite deste domingo (26) e manhã de segunda-feira (27), principalmente nos bairros Nova Mossoró e Nova Betânia, em Mossoró, provocadas por chuvas, acompanhadas de ventos que lançaram galhos de árvores, pedaços de pano, plásticos e outros objetos na fiação”.

Acrescentou que “as equipes técnicas estão trabalhando para reestabelecer o fornecimento dos clientes que por ventura ainda estão sem energia elétrica o mais rápido e seguro possível”.

No Nova Mossoró, a energia foi retomada por volta de 8h20, segundo alguns moradores adiantaram ao Canal BCS.

Nota do Canal BCS – A gente também foi afetado em outro ponto da cidade. Pane de madrugada e até agora sem solução. O jeito foi arranchar noutro endereço.

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Tá bonito pra chover

Por Odemirton Filho 

A crônica do amigo Paulo Menezes no domingo passado (veja AQUI) despertou a saudade dos banhos de chuva na minha infância.

Eu saía correndo pelas ruas próximas à minha casa, ia para baixo das biqueiras dos prédios, sentia a água gelada batendo no “couro” até ficar tremendo de frio. Banho de chuva na rua

Jogava bola “na chuva”, não tinha um pingo de medo dos trovões e dos raios. Uma ruma de meninos pedalando pelas ruas, molhados, aqui e ali pegando as cajaranas da vizinhança.

Às vezes ficava resfriado ou com a garganta inflamada e precisava tomar uma injeção lá em Dr. Vicente Forte. Mas valia a pena.

Levávamos as Kombis da padaria para lavar na barragem do rio Mossoró. Meu pai, segundo dizia, quando era criança atravessava o rio nas enchentes agarrado num tronco de uma árvore, mesmo sem saber nadar, e me contava as aventuras de sua infância no antigo Horto Florestal.

Estando em Tibau, por muitas vezes fui à praia na hora da chuva. Nem ligava para o perigo que corria. Queria era mergulhar no mar, com as gotas d´água “açoitando” o corpo. Ia brincar com os meus primos na pedra do chapéu. Depois, é claro, levava uns “carões” da minha mãe.

Para o pessoal do Sudeste o céu fica feio quando está com as nuvens “carregadas”. Para nós, nordestinos, é lindo de se ver.

Como é bonito os raios rasgarem de ponta a ponta o céu, com as nuvens anunciando um toró d´água e depois encharcando o chão rachado pela seca.

Quando eu vejo as imagens das chuvas no sertão, das pequenas barragens sangrando e do mato ficando verde, fico feliz. Imagino a alegria do homem do campo em cultivar a sua terra.

Hoje, já não tenho coragem de tomar banho de chuva pelas ruas nem de mergulhar no mar de Tibau quando está chovendo.

De vez em quando contemplo o céu quando “tá bonito pra chover” (uma expressão bem nossa, sertaneja, de contemplação) e espero a água cair para aguar as plantas do meu quintal. Aproveito e tomo uma boa dose pra esquentar a alma. Aí vem à memória os banhos de chuva na minha infância.

Sinto uma saudade danada.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Ê saudade!

Saudades do meu sertão!

De pegar estradas que me levem à graça do sertanejo e àquele verde cintilante; à fartura no fogão à lenha e panela de barro.

Da pinga e da prosa embaixo do juazeiro.

Boi barrigudo, passaredo livre, chuva na bica.

O sertão é o mundo, meu amigo.

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“Zeus” pede socorro no Monte Olimpo de Mossoró

O conjunto residencial “Monte Olimpo” (553 casas), edificado situado em área por trás da Base da Petrobras, às margens da BR-304 (Complexo Viário da Abolição, em Mossoró), clama por providências à restauração de algumas de suas principais vias de tráfego.

Com 533 residências, Monte Olimpo tem ruas com pista cedendo e crateras como na Rua Zeus (Foto: cedida)

Entregue em 2013, a um custo da ordem de R$ 50 milhões, via Caixa Econômica Federal (CEF), dentro do “Programa Minha Casa, Minha Vida”, no Monte Olimpo residem cerca de duas mil pessoas.

Com recrudescimento do inverno, a circulação normal de veículos e pessoas está comprometida com o surgimento de verdadeiras crateras. Umas das artérias mais afetadas é a Rua Zeus (Deus no Olimpo, na mitologia grega).

Acionando o Blog Carlos Santos, moradores pedem ação rápida do município antes que ocorram danos materiais sérios e até comprometimento de vidas humanas.

Em 2017, o Monte Olimpo sofreu com enxurradas que transformaram ruas em espaços diluvianos (relembre AQUI).

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As chuvas chegaram

Por Inácio Augusto de Almeida

E já se fazia presente um estado de apreensão. Havia um medo de mais um ano de seca.

Mas as chuvas chegaram.

E já se vê os homens e as mulheres a sorrirem.Há em todos a certeza de que teremos o feijão maduro e o milho verde em abundância, que o São João será uma festa de alegria plena. Deus, em sua suprema bondade se faz presente, propiciando a todos a alegria de uma terra molhada, de açudes sangrando, de riachos transbordando, como transbordando de felicidade estão os corações de todos nós.

Que neste momento de alegria voltemos nossos corações para agradecer a Deus, que não nos esqueçamos de que a Ele tudo devemos. Não podemos buscá-Lo apenas nas horas de aflição. Agora, mais do que nunca, vamos nos mostrar agradecidos.

Ele nos fez o bem, e quem faz o bem ama mais do que é amado por aquele que recebe o bem, daí termos que cuidar para não cometermos a ingratidão para com quem tudo nos dá sem nada pedir em troca.

Não vamos fazer como aqueles que chegam, trazidos até por adoção, e destruindo a autoridade dos que nasceram na terra, usurpam-lhes o poder e a todos humilham, certos de que solidificarão a sua autoridade pela implantação do medo.

Desconhecem que o que não se pode obter pela razão, ou pela habilidade, não se obtém pela força. Somente pela virtude e pela capacidade é que impomos o respeito.

E pela bondade e delicadeza dos costumes nos tornamos amados.

Deus nos mantém em eterna adoração, não pelo medo, mas por sua infinita bondade. Daí o nosso maior cuidado em Dele não nos esquecermos nesta época de alegria. A Ele devemos tudo.

E que Ele nos desvie de pensarmos orgulhosamente de que somos merecedores do favor recebido. E não permita nunca de que nos esqueçamos de que tudo recebemos por bondade do nosso Pai Todo Poderoso.

As chuvas chegaram.

E com as chuvas a felicidade de uma gente que trabalha e é feliz.

Inácio Augusto de Almeida é jornalista e escritor

Fusca-anfíbio em dia de enxurrada em Natal

Em dia de muita chuva, enxurradas e alagamentos em Natal, só um Fusca-anfíbio para enfrentar esse caos.

Veículo em vídeo que viraliza na Internet enfrenta alagamento nesta quinta-feira (25) na capital do estado, com bastante destemor.

Motorista desconhecido começa sendo vítima de zombaria de várias pessoas, mas acaba sendo aplaudido após a travessia.

Uh-huuuu!

Sinistro!

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Rompimento de barragem leva ponte de acesso à cidade

As fortes chuvas dos últimos dias causaram o desmoronamento da cabeceira de um das pontes da RN 041, que liga a cidade de Santana do Matos a BR 304. A água levou parte da estrada, mas a estrutura da ponte continua intacta. Também houve rompimento da barragem privada São Miguel 1, mas a situação já se encontra controlada.

Ocorreram danos materiais, inclusive atingindo veículo automotivo, mas nenhuma vítima fatal.

Foram deslocadas imediatamente ao ocorrido, equipes do Corpo de Bombeiros de Mossoró  e da Defesa Civil do Estado e dos municípios da região,  para atuar na atenção à população de Santana do Matos e principalmente, a todos que trafegam pela RN-41.

A RN-041 dá acesso à cidade de Santana do Matos e o estouro de barragem causou ruptura em ponte (Foto: cedida)

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, vem trabalhando em conjunto às coordenadorias municipais de Defesa Civil, realizando vistorias nas barragens que receberam as águas do rompimento do São Miguel 1 nos municípios de Fernando Pedrosa, Angicos e Ipanguaçu, no açude Pataxó. Ainda na noite de ontem, 20, foi realizado o resgate de duas pessoas que estavam em um veículo que foi arrastado pelas águas.

Com o desmoronamento de parte da RN 041, também houve o rompimento de um trecho da adutora que abastece a comunidade de São José da Passagem, em Santana do Matos. O abastecimento de água na comunidade foi interrompido. Segundo o presidente da Caern, Roberto Linhares, equipes da companhia já foram para o local, mas o conserto não deve ser rápido devido a complexidade do trabalho.

Em caso de emergência a população deve ligar para o Ciosp: 190, 190, 192 ou 193 e ainda para o plantão da Defesa Civil Estadual: 98120-1297.

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Moradores pedem socorro e não são ouvidos por prefeitura

A Rua Francisco de Assis Almeida no bairro Nova Betânia, que se situa numa lateral parcialmente pavimentada do residencial West Flat, transformou-se num trecho intransitável, onde até veículos com tração nas quatro rodas têm dificuldade de circular.

Moradores ficam impedidos de sair/entrar em casa devido lamaçal (Foto: cedida)

Moradores da área chegam a ficar presos em casas ou condomínios, impedidos de ir e vir.

Essa é apenas uma das incontáveis artérias da cidade que pedem socorro. Atendemos apelo de pessoas residentes no local, que cansaram de pedir socorro à municipalidade.

Dia passado, novas chuvas banharam Mossoró e repetiram-se cenas de caos com alagamentos, enxurradas e imóveis privados, públicos, comerciais e residenciais sendo invadidos.

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Chuvas banham o Seridó de forma intensa

Por Suerda Medeiros com informações de Paulo Júnior (Correio do  Seridó)

Chuvas levaram diversos reservatórios, como em Carnaúba dos Dantas, ao transbordamento (Foto: cedida)

A região do Seridó está em festa: voltou a ser banhada pelas chuvas, no sábado (30), com boas precipitações pluviométricas.

Açudes e barreiros de pequeno porte na região do Seridó estão sangrando.

Confiram os registros das chuvas:

Caicó (CEJA) – 99 mm
Bairro Barra Nova (Caicó) – 112 mm
Bairro Walfredo Gurgel (Caicó) – 100 mm
Rua Professor Viana (Bairro Paraíba) – 100 mm
Bairro João XXIII (Caicó) – 92 mm
Vila Altiva (Caicó) – 94 mm
Bairro Maynard (Caicó) – 78 mm
Bairro Vila do Príncipe – 93 mm
Bairro Paulo VI (Caicó) – 100 mm
Rua Comandante Ezequiel (Bairro Paraíba) – 90 mm
Vila I do Sabugi – 128 mm
Canutos & Filhos (Caicó) – 95 mm

Vila II do Sabugi – 125 mm
Bairro Recreio (Caicó) – 75 mm
Praça Dom Adelino – Praça do Entroncamento (Barra Nova-Caicó) – 121 mm
Na área da Catedral de Sant’Ana (centro) – 94 mm
Sítio de Biririu (Caicó – o açude está sangrando) – 150 mm
Avenida Rio Branco (IV URSAP – Caicó) – 92 mm
Sítio Cantinho (Sabugi) – 125 mm
Sítio Saudade (Serra Negra do Norte) – 100 mm
Sítio Angicos (Serra Negra do Norte) – 80 mm
Sítio Pitombeira (Serra Negra do Norte) – 65 mm
Distrito Palma (Caicó) – 47 mm
Granja Santa Izabel (Caicó) – 90 mm
Sítio Santa Cruz (Jardim de Piranhas) – 75 mm
Jucurutu (Cohab)– 25 mm
Sítio Umari – 80 mm
São Fernando – 70 mm
Bairro Vital Galdino (São Fernando) – 71 mm
São João do Sabugi – 70 mm
Sítio Lagoa da Serra (Serra Negra do Norte) – 75 mm
Sítio Miguel (Laginhas) – 86 mm
Sítio Buriti (Jardim do Seridó) – 70 mm
Rancho Papa-sebo (Passagem das Traíras) – 54 mm
Sítio Coelho (São Fernando) – 115 mm
Sítio Floresta (Serra Negra do Norte) – 34 mm
Barragem do Cipó (São João do Sabugi) – 28 mm
Sítio Garcia (São Fernando) – 55 mm
Timbaúba dos Batistas – 115 mm
Sítio Cordeiro (São João do Sabugi) – 29 mm
Solar dos Dias no bairro Maynard (Caicó) – 83 mm
Barra da Maniçoba (Serra Negra do Norte) – 50 mm
Sitio Umbuzeiro – 90 mm
Sítio Laranjeiras (São Fernando) – 56 mm
Povoado Ermo (Carnaúba dos Dantas) – 120 mm
Acari – 110 mm
Rajada – 100 mm
Carnaúba dos Dantas – 100 mm
Sítio Zangarelhas (Jardim do Seridó) – 90 mm
Sítio Bananeiras (Jardim do Seridó) – 100 mm
Sítio Tanques (Jardim do Seridó) – 90 mm
Sítio Barra (Jardim do Seridó) – 75 mm
Sítio Catururé (Jardim do Seridó) – 55 mm
Jardim do Seridó – 75 mm
Fazenda Umari (Caicó) – 70 mm
Sítio Currais Novos (Parelhas) – 70 mm
Sito São Francisco (São Jardim do Seridó) – 40 mm
Sítio Timbaúba (Frei Martinho-PB) – 140 mm
Frei Martinho – 90 mm
Cruzeta – 50 mm
Sítio Pintado (Timbaúba dos Batistas) – 72 mm
São José do Seridó – 30 mm
Barra da Espingarda – 39 mm
Sítio Salgado (Caicó) – 51 mm
Sítio Belo Monte (Serra Negra do Norte) – 26 mm
Palma – 50 mm
Ouro Branco – 32 mm
Ipueira – 47 mm
Sítio Trincheiras (Messias Targino)– 30 mm
Salgado dos Medeiros (São João do Sabugi) – 48 mm
Barra do Sabugi (a barragem está sangrando) – 110 mm
Sítio Juazeiro (Jardim de Piranhas) – 43 mm
Sítio Alecrim (Serra Negra do Norte) – 71 mm
Riacho do Meio – 67 mm
Sítio Montanhas (Caicó) – 70 mm
Sítio Ramada (São Fernando) – 48 mm
Sítio Macambira – 130 mm.

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Chuvas causam transtornos em Mossoró

Fortes chuvas em Mossoró nessa sexta-feira (8 de março) causaram vários transtornos na cidade e zona rural. O temporal começou à tarde e avançou pela noite.

Muitos pontos de alagamento complicaram a vida em vias públicas, casas e pontos comerciais, como na Rua José Damião, Santo Antônio.

Também houve repetição de problema em trechos da Avenida João da Escóssia (veja abaixo), proximidades do antigo Porcino Shopping – bairro Nova Betânia.

Mossoró não aguenta um inverno razoável ou normal. Hoje, de novo ficou submersa. A próxima chuva poderá causar estragos ainda maiores.

A expectativa é de que março seja um mês bastante chuvoso.

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Ah, o sertão é dentro da gente!

Ah, que vontade de perambular por esse sertão!

Desejo de espiar o verde.

Necessidade de aspirar o “petricor” (aroma que a chuva provoca ao cair no solo seco).

Careço dele, capiau da cidade que um dia planejou morar no mato e por medo, muito medo, resolveu se trancar em casa. Um prisioneiro sem sentença de qualquer doutor-juiz.

Fico a sonhar com o inverno; aquele mesmo que faz o sertanejo sorrir desbragadamente, leva a meninada a se banhar na bica e instiga os bichos a perpetuarem a espécie.

Aquele tempo dos sapos insaciáveis, dos insetos impertinentes, do milho, do feijão, do rio esborrotando.

Da panela de barro, do cheiro de cuscuz!

De uma prosa que parece sem fim no alpendre, até que a comadre grita lá da cozinha: “O comer tá na mesa!”

Tudo bem. A gente vai já.

Antes, vamos aprumar copo para aquela bicada a mais de cana. Só para abrir o apetite. Só.

Ah, que vontade de perambular por esse sertão!

Guimarães Rosa estava certo.

– “Sertão: é dentro da gente”.

* Foto: Gustavo Bettini.

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O que nos cabe nos problemas que não são apenas da prefeitura

É recorrente: a cada período chuvoso em Mossoró, a ladainha é a mesma em artérias do centro da cidade – e outros setores, com águas pluviais que avançam sobre prédios comerciais, equipamentos públicos, ruas, travessas, praças, avenidas e residências.

Por nossa cultura, a prevenção só é lembrada quando o problema está instalado.

Travessa Martins de Vasconcelos - realidade (Foto redes sociais/Assis Nascimento)

Também é uma recidiva a queixa, sempre, atribuindo ao poder público a culpa e responsabilidade por tudo.

Alto lá!

Infelizmente, vivemos numa sociedade que se acostumou à dependência em menor ou maior escala da ação pública, com escassa mobilização popular e rara postura proativa.

É sempre mais fácil terceirizar responsabilidades do que assumir seu papel de protagonista, na defesa dos seus próprios interesses e do coletivo.

É lamentável, por exemplo, que Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) não mobilizem associados para campanha educativa e ação prática que atenue ou evite a sobrecarga das galerias pluviais.

Boa parte do que testemunhamos ao final de cada chuva é resultado dessa postura inerte, distante e alheia. Não temos uma “sociedade comunal”, como identificou o escritor francês Alexis de Tocqueville, num estudo ainda no século XIX, sobre o comportamento do cidadão norte-americano.

O prefeito (a) de ocasião é culpado por tudo e, esse, por vezes acha mais fácil apontar o dedo para o antecessor, para se livrar de qualquer culpabilidade.

Atribuir apenas à Prefeitura a responsabilidade pelo não-funcionamento de galerias, acúmulo de lixo em esgotos, construções que comprometam o fluxo das águas, é de novo uma postura escapista e atrasada. Mais uma vez, em uso, o complexo de transferência de culpa que termina por comprometer a vida de muitos.

Quando as chuvas passarem e as ruas voltarem à normalidade, banhadas por panfletos, lixo, aquelas garrafinhas para água mineral que jogamos da porta do carro (para não entulhar seu interior), tudo cairá no esquecimento. Até às próximas chuvas e inverno, quando elegeremos São Pedro, o prefeito (a) e outros como culpados pelos estragos das águas.

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Chuvas provocam danos e muita decepção no “Monte Olimpo”

O conjunto residencial “Monte Olimpo” (553 casas), edificado pela empresa “Repav Construtora” em Mossoró, foi tomado pelas águas. Chuvas intensas nessa quarta-feira (1º de março) voltaram a gerar transtornos aos seus moradores e muitos prejuízos.

A Repav, através do seu dirigente, engenheiro Jorge do Rosário, avisa: “Nós assumimos todo o custo de tudo que for preciso e assumimos o compromisso também de resolvermos o problema, pois temos responsabilidades com nosso cliente.” E acrescenta que medidas emergenciais já começaram a ser tomadas pela Repav, que está há 28 anos no mercado local.

Águas tomaram ruas e casas do Monte Olimpo, atormentando moradores e gerando muitos prejuízos (Fotos: cedidas)

 

Vìdeos e fotos revelam a dimensão do drama de dezenas de famílias que residem no local, situado em área por trás da Base da Petrobrás, às margens da BR-304 (Complexo Viário da Abolição), numa região conhecida como Bom Jesus (bairro, outrora uma comunidade rural).

Jorge do Rosário fala ao Blog que “já vínhamos monitorando” a situação. De antemão, assegura que a empresa preventivamente já fizera um sistema de drenagem com lagoa de captação, “com capacidade para acolher até 22 mil metros cúbicos de água”.

Minha Casa, Minha Vida

Em sua ótica, alguns fatores concorreram para que o sistema não funcionasse à sua capacidade. Ele argumenta, que construções irregulares “na jusante” (o sentido da correnteza num curso de água, da nascente para a foz) do sistema a deixaram semiobstruída.

Mesmo tendo sido entregue há quase quatro anos (2013), ainda regularmente a empresa solicita à Prefeitura de Mossoró a desobstrução desse canal, para justamente não comprometer o fluxo da água nesses casos extremos. “Para variar, esse ano não foi feita a limpeza”, lamenta.

Grupo de WhatsApp: angústia

Jorge do Rosário admite que o conjunto foi construído “numa área mais baixa, dentro de uma bacia, mas o sistema foi feito para funcionar e tecnologia resolve esse tipo de coisa”.

Revolta

O Monte Olimpo teve injeção financeira superior a R$ 50 milhões, via Caixa Econômica Federal (CEF), dentro do “Programa Minha Casa, Minha Vida”.

Cerca de 1.500 pessoas residem no local.

“Nós compramos casas para termos um local para vivermos com o mínimo de dignidade e não esperávamos isso. Vamos reagir, cobrando reparos, cobertura dos prejuízos e resolução definitiva desse problema, pois inverno parece que está só começando”, diz o morador Wagner Sanches.

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RN tem chuvas que chegam a 210 milímetros num único dia

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN), através de várias estações coletoras de dados, identificou ótimas chuvas no Rio Grande do Norte entre as 7h da terça-feira (29) e as 7 horas desta quarta-feira (30).

As melhores chuvas, com índices espantosos, foram na região Seridó, uma das mais secas do estado. Jardim do Seridó teve 210 milímetros e Carnaúba dos Dantas obteve 165 milímetros.

Veja abaixo o levantamento geral dessas chuvas:

MESORREGIAO OESTE POTIGUAR

Mossoro(Prefeitura)                                      68,0
Agua Nova(Prefeitura)                                    64,0
Encanto(Prefeitura)                                      60,2
Dr. Severiano(Emater)                                    53,0
Caraubas(Particular)                                     52,0
Sao Miguel(Emater)                                       48,0
Joao Dias(Emater)                                        47,0
Marcelino Vieira(Emater)                                 47,0
Coronel Joao Pessoa(Emater)                              45,0
Major Sales(Prefeitura)                                  43,6
Tenente Ananias(Emater-st Mororo)                        37,0
Tibau(Prefeitura)                                        24,6
Ipanguacu(Emater)                                        24,2
Pau Dos Ferros(Particular)                               22,0
Francisco Dantas(Emater)                                 20,0
Frutuoso Gomes(Emater)                                   20,0
Grossos                                                  19,5
Venha Ver(Emater)                                        18,0
Martins(Particular)                                      17,0
Assu(Emater/st. Casa Forte)                              16,8
Serrinha Dos Pintos(Prefeitura)                          16,0
Itaja(Emater)                                            15,2
Upanema(Prefeitura)                                      12,7
Jucurutu(Emater)                                         12,0
Serra Do Mel(Prefeitura)                                 11,5
Porto Do Mangue(Prefeitura)                               9,8
Portalegre(Particular)                                    8,7
Messias Targino(Prefeitura)                               8,2
Parau(Prefeitura)                                         8,1
Assu(Particular)                                          8,0
Sao Francisco Do Oeste(Prefeitura)                        8,0
Areia Branca(Emater)                                      7,9
Luis Gomes(Delegacia)                                     7,0
Campo Grande(Particular  2)                               6,8
Janduis(Emater)                                           6,4
Rodolfo Fernandes(Prefeitura)                             5,5
Patu(Particular)                                          5,0
Apodi(Prefeitura)                                         4,2
Campo Grande(Particular)                                  4,1
Lucrecia(Emater)                                          4,1
Sao Rafael(Emater)                                        4,1
Olho D'agua Dos Borges(Particular)                        4,0
Gov. Dix-sept Rosado(Particular)                          3,4
Rafael Godeiro(Emater)                                    3,0
Apodi(Base Fisica Emparn)                                 1,2
Pendencias(Emater)                                        0,9

MESORREGIAO CENTRAL POTIGUAR
Angicos(Prefeitura)                                     132,7
Sao Joao Do Sabugi(Emater)                              100,0
Acari(Particular)                                        98,7
Pedro Avelino(Base Fisica Da Emparn)                     98,7
Carnauba Dos Dantas(Emater)                              89,3
Cerro Cora(Emater)                                       78,0
Jardim Do Serido(Emater/passagem)                        75,3
Ouro Branco(Sindicato Trab.rurais)                       61,5
Cruzeta(Base Fisica Da Emparn)                           47,9
Bodo(Emater/trf p/delegacia)                             44,0
Sao Jose Do Serido(Fz Caatinga Grande)                   33,5
Tenente Laurentino Cruz(Emater)                          30,7
Florania(Inemet)                                         30,0
Timbauba Dos Batistas(Emater-fz. Timbauba)               23,0
Florania(Sitio Jucuri)                                   21,0
Caico(Acude Itans)                                       19,1
Santana Do Matos(Emater)                                 16,0
Sao Fernando(Emater)                                     14,7
Caico(Emater)                                            14,0
Sao Jose Do Serido(Associacao Usuarios Agua)             13,0
Caico(Acude Mundo Novo-emparn)                           10,0
Guamare(Lagoa Doce)                                       5,5
Pedra Preta(Emater)                                       5,0
Sao Bento Do Norte(Prefeitura)                            2,0
Caicara Do Rio Dos Ventos(Particular)                     1,6

MESORREGIAO AGRESTE POTIGUAR
Lagoa De Pedras(Prefeitura)                              35,1
Monte Das Gameleiras(Emater)                             35,0
Jacana(Emater)                                           33,0
Campo Redondo(Policia Rodoviaria)                        31,0
Santo Antonio(Emater)                                    27,8
Lajes Pintadas(Prefeitura)                               25,9
Boa Saude(Emater)                                        24,4
Monte Alegre(Emater)                                     21,0
Sao Bento Do Trairi(Prefeitura)                          20,0
Sitio Novo(Prefeitura)                                   20,0
Serrinha(Emater)                                         17,7
Tangara(Emater)                                          16,2
Passa E Fica(Prefeitura)                                 13,1
Bento Fernandes(Riacho Dos Paus-part.)                    8,0
Vera Cruz(Emater)                                         7,3
Barcelona(Particular)                                     7,0
Sao Paulo Do Potengi(Emater)                              6,2
Bom Jesus(Particular)                                     3,1
Sao Pedro(Emater)                                         2,8

MESORREGIAO LESTE POTIGUAR
Baia Formosa(Destilaria Vale Verde)                      54,5
Canguaretama(Base Fisica Da Emparn)                      40,0
Montanhas(Prefeitura)                                    28,1
Sao Goncalo Do Amarante(Base Fisica Da Emparn)           23,7
Senador Georgino Avelino(Particular)                     20,5
Canguaretama(Emater/barra De Cunhau)                      8,0
Nisia Floresta(Particular)                                4,5
Natal                                                     3,5
Taipu(Particular)                                         3,0
Parnamirim(Base Fisica Da Emparn)                         2,4

Mossoró tem ‘inverno’ com quase 125 milímetros de chuvas

Mossoró já choveu quase 125 milímetros no atual “inverno”, ou esperança que ele se configure. A informação é do professor José Espíndola da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

“Esse ano já choveu em média em Mossoró 124,7 mm. Esses dados, atualizados agora, são de oito locais diferentes de Mossoró na última hora, 6, 24,72 e 96 horas (4 dias). A hora é a astronômica. No horário local temos que subtrair 3 horas que é o fuso horário oficial do Brasil”, comenta o professor.

Chuvas entre 23 e 24 de janeiro de 2016 em Mossoró mostra forte precipitação (Reprodução)

Houve registro de chuvas acima de 96 milímetros na área urbana de Mossoró, conforme levantamento coletado por Espínola. Veja o gráfico acima (clique sobre ele e amplie) em que fica bem clara essa densidade pluviométrica.

Em 96 horas, um pluviômetro à Rua Nilo Peçanha marcou 98,67; na Rua Cândido Barros chegou a 96,36 em mesmo período. Nas últimas 24 horas (entre sábado e domingo), a Rua Desembargador José Vieira foi onde houve maior registro de chuva, com 65,17.

Nossa região, incluída no chamado “Polígono da Seca”, tem índice pluviométrico inferior a 700 milímetros anuais, podendo ocorrer entre os meses de abril a maio essa maior pulverização de chuvas. O grande problema do sertão é a irregularidade das chuvas. Sua boa distribuição, mesmo que abaixo dos 650 a 700 milímetros, pode caracterizar o período como de ‘bom inverno’.

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Mudança de ‘El Niño’ tem alteração que favorece chuvas

A Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) divulgou o resultado parcial da análise e previsão climática para a região semiárida do estado no período que vai de fevereiro até abril de 2016. O comportamento das últimas semanas mostra que o fenômeno El Niño – fator que tem dominado as previsões climáticas nos últimos meses e reduzido a ocorrência de chuvas no Nordeste – está diminuindo de intensidade.

As informações estão sendo levantadas durante o XVIII Workshop Internacional de Avaliação Climática para o Semiárido Nordestino, que acontece até esta quarta-feira (20), em Fortaleza.

Esse é o primeiro prognóstico para o período chuvoso de 2016 divulgado pela EMPARN e poderá sofrer alterações conforme o comportamento das variáveis oceânicas/atmosféricas que são avaliadas na previsão. A previsão para os próximos meses mostra a tendência de enfraquecimento do El Niño, devendo estar com anomalia em torno de 1,5ºC entre março e abril de 2016, e em condição neutra a partir de junho de 2016. Essa tendência de resfriamento do Oceano Pacífico pode significar que as consequências provocadas pelo fenômeno poderão ser menores, aumentando a possibilidade de ocorrência de chuvas na Região Norte do Nordeste, desde que as demais variáveis apresentem um comportamento favorável.

Correlação

Além do El Niño, os parâmetros climáticos que influenciam diretamente na ocorrência de chuvas na região norte do Nordeste são ligados aos oceanos Pacífico e Atlântico. Variáveis como a temperatura superficial, vento e pressão atmosférica sobre os oceanos tem forte correlação com as chuvas que ocorrem durante os meses de fevereiro a maio sobre a região norte do nordeste e o seu monitoramento possibilita a elaboração de prognósticos mais confiáveis em relação a ocorrência de chuvas, tanto na questão da distribuição temporal como espacial.

A situação atual do oceano Atlântico ainda é indefinida, mesmo tendo apresentado um leve aquecimento no setor sul e um leve resfriamento no setor norte. Para que chova com maior intensidade, é necessário que durante os meses de fevereiro a maio de 2016 as águas do Atlântico Sul estejam mais quentes do que as águas do Atlântico Norte.

Assim, diante de um quadro onde persiste o Fenômeno El Niño no Oceano Pacífico e um Oceano Atlântico indefinido, a tendência é que o início do período chuvoso (fevereiro e março de 2016) seja com chuvas abaixo do normal, devendo melhorar durante o mês de abril devido ao enfraquecimento do El Niño. Lembrando que os meses mais chuvosos no Rio Grande do Norte são os meses de março e abril.

Sobre o El Ninõ

Esse fenômeno, presente durante o período chuvoso no Nordeste, dificulta a ocorrência de chuvas, pois impede o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical para regiões próximas do Nordeste Brasileiro. Lembrando que a Zona de Convergência Intertropical é o principal sistema meteorológico causador de chuvas na região Nordeste do Brasil durante o período de fevereiro a maio.

Chuvas de janeiro

As chuvas que tem ocorrido durante as últimas semanas sobre praticamente todo o Estado foram ocasionadas por um Sistema Meteorológico (Vórtice Ciclônico de Ar Superior), que ocorre normalmente durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, não tendo nenhuma relação com as chuvas da Zona de Convergência Intertropical que atuam entre os meses de Fevereiro a Maio.

Com informações da Assecom do Governo do Estado.

Governo Rosalba mantém ações contra efeitos da seca

De acordo com previsões da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn), as perspectivas para o inverno deste ano são melhores se comparadas ao mesmo período do ano passado. A informação foi dada durante a reunião de avaliação do Comitê de Combate à Seca, realizada na tarde desta segunda-feira (27), com a presença da Governadora Rosalba Ciarlini (DEM), na Governadoria.

Apesar da expectativa de um bom inverno, a Chefe do Executivo Estadual informou que todas as ações estruturantes que vêm sendo realizadas pelo Governo do Estado nos últimos dois anos serão mantidas e intensificadas.

“Nós estamos tomando as medidas necessárias para a manutenção da assistência às comunidades que estão sofrendo com a seca. Caso tenhamos um bom inverno, já estamos projetando ações estruturantes que vão contar com barragens e poços, por exemplos, além da distribuição de sementes. Se infelizmente, a estiagem for prolongada, nós estamos com plano para continuar atuando com o enfrentamento à seca”, disse Rosalba Ciarlini.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.

 

Enxurradas e nossa parte nas consequências do bom inverno

Tenho ouvido muitas queixas quanto às consequências de chuvas torrenciais em Mossoró. O outro lado da boa nova, o inverno, é um elenco de problemas do centro à periferia e na própria zona rural do município.

Sinceramente, creio que a maior parte dos comentários mistura desconhecimento de causa com miopia.

Enxurrada no final de semana deixou parte do centro submersa (foto extraída do Facebook)

Vamos empinar o princípio da razoabilidade, que é o conhecido e às vezes escasso “bom senso”. Nenhuma cidade do mundo está preparada para receber mais de 200 milímetros de enxurrada pluviométrica, em cerca de 72 horas, com mais de 13 horas contínuas de chuva.

Foi o que ocorreu com Mossoró.

Claro que existem situações que poderiam ter sido evitadas ou atenuadas. São mazelas de ordem cultural, de desleixo com o espaço urbano e falta de planejamento e investimentos no aspecto da prevenção que concorrem para o pior.

A última grande obra feita na cidade que enxergou a Mossoró do Futuro, já tem cerca de 30 anos. Foi a tricotomização do rio Mossoró, feita pelo então prefeito Dix-huit Rosado em seu segundo mandato, anos 80.

Sem ela, essa chuvarada teria feito estrago ainda maior.

Nós, cidadãos, damos uma contribuição enorme pro estrago, jogando lixo nas ruas, desde um papel de picolé a garrafas de água mineral atiradas do interior de carros na via pública.

Testemunhei sexta-feira (19) perto de minha casa, alguns moradores amarrando boca de sacos, com lixo, antes de jogá-los na água ao pé da calçada. São os mesmos que reclamam de entupimentos na rede de esgoto e invasão de suas casas por águas abundantes, em chuvas dessa dimensão.

Historicamente, não nos preparamos para conviver com o comum, que é a seca; imagine com o excepcional, o inverno.

Construções e mais construções, calçamentos e asfaltos, vão sendo gerados pelo homem. Depois é que percebemos a natureza, revoltada, reagindo a essa expansão desordenada.

É efeito colateral do inverno, sem dúvidas, o que testemunhamos. Mas não culpemos os céus ou tão-somente o poder público. Cada um de nós tem parcela de culpa.

Salve São Pedro!

Façamos nossa parte.