A imprensa que cobre a política nacional em Brasília noticia: o senador eleito pelo RN e Partido Liberal (PL), ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho, é preferido para ser candidato à Presidência do Senado, por sua sigla.
Rogério Marinho vai integrar bancada de 14 congressistas no Senado (Foto: Adalberto Marques/MDR)
O ex-ministro vai integrar a partir de 2023 uma bancada numerosa, que se constituirá na maior do Senado, com 14 dos 81 membros.
O PL é a maior sigla nesse poder, à próxima legislatura.
Mesma situação ocorre na Câmara dos Deputados, quando o PL terá 99 dos 513 parlamentares.
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A Prefeitura de Mossoró apresentou na manhã desta quinta-feira (20) o novo maquinário do município. Os veículos chegam para melhorar as condições de acessibilidade às comunidades rurais, bem como proporcionar atendimento a outras diversas necessidades das populações dessa vasta área..
Maquinas e caminhões serão utilizados na cobertura das necessidades da zona rural (Foto: Wilson Moreno)
O maquinário chega ao município por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).
Mossoró recebeu 12 novos equipamentos pesados, sendo cinco carros-pipa, quatro caçambas, dois caminhões e uma retroescavadeira hidráulica. As máquinas recém-entregues se somam a outros dois tratores que já estão no campo, totalizando 14.
137 comunidades rurais
Mossoró possui o maior território do Rio Grande do Norte, com 2.099,333 km². Sua extensão rural é a maior também do estado, onde existem pelo menos 137 comunidades e outros minúsculos povoados, interligados por uma teia de mais de 250 quilômetros de estradas vicinais. Acessibilidade, abastecimento de água e serviços de saúde e educação são desafios enormes para a gestão.
“Estamos aqui realizando a entrega oficial dos veículos que já estão prontos para dar suporte à infraestrutura rural, principalmente para as nossas estradas vicinais. Mossoró possui uma área rural com grande extensão de estradas vicinais. O maquinário chega para dar a manutenção às estradas, possibilitando o acesso aos moradores para ir e vir”, explicou Faviano Moreira, secretario municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
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A Prefeitura Municipal de Jucurutu, na região Seridó do RN, começou trabalhos para asfaltamento de via de de acesso à Serra de João do Vale. São R$ 7.719,933, 45 em investimentos federais. Ordem de serviço foi assinada dia 9 de janeiro deste ano (veja AQUI).
Máquinas estão no município. Meta é entregar primeiro trecho até agosto de 2023 (Foto: PMJ)
A pavimentação em TSD (aplicação de ligantes asfálticos) é resultado de recursos através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), executora do empreendimento. Não existe contrapartida municipal. Os serviços de engenharia têm o prazo de agosto de 2023 para serem integralmente executados, se não houver problemas com chuvas, principalmente.
A obra esperada há décadas, entretanto, não contempla o acesso por inteiro. Essa etapa atende a cerca de 6 quilômetros, nascendo de iniciativa do então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL). A expectativa é de que se consiga mais volume de recursos federais para complementação da via que chega a 11 quilômetros.
Aposta turística
A serra está situada entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte, além de Belém do Brejo do Cruz na Paraíba, a 286km de Natal e 132km de Mossoró. Com topo em 747 metros de altitude, é vista como grande aposta turística de circuito serrano no RN e com influência no sertão paraibano.
Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)
Leia série de reportagens especiais sobre a serra de João do Vale clicando AQUI, em reportagem do jornalista Tárcio Araújo.
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Há pelo menos 20 anos o descarte de embalagens de defensivos agrícolas deixou de ser um problema para agricultores e para as fabricantes destes produtos, um grupo formado predominantemente por multinacionais. Com a pressão que vinha das matrizes para dar solução a embalagens contaminadas por produtos químicos, as subsidiárias brasileiras criaram o Instituto de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).
Batizado de Campo Limpo, o sistema envolve hoje 140 indústrias associadas, 4,5 mil revendedores e cooperativas e 1,8 milhão de propriedades agrícolas espalhadas por todo o país. São 320 postos fixos de recebimento de embalagens e outras quatro mil unidades itinerantes.
Quando o agricultor compra o defensivo, a nota fiscal do produto indica qual é o posto mais próximo para que ele devolva a embalagem vazia. Mas não sem antes fazer, ele mesmo, a limpeza inicial para descontaminação.
A situação atual é bem diferente e existe até especificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABN), a NBR 13.968, para a correta descontaminação das embalagens, antes que sejam devolvidas.
Todos os pontos onde os agricultores devem entregar as embalagens seguem normas técnicas específicas – as centrais não podem ter menos de 160 metros quadrados e os postos não podem ser menores que 80 metros quadrados, e passam por processo de licenciamento ambiental antes de começarem a funcionar.
O instituto conta hoje com 4.113 caminhões, de 33 transportadoras contratadas. Só em 2021 foram 14.526 caminhões para cima e para baixo com as embalagens inteiras ou plásticos prontos para a reciclagem.
A reciclagem é ampla. Não é só embalagem para defensivos agrícolas que o sistema produz. Da reciclagem do plástico saem também mais de 30 produtos – que vão de tubos para esgoto, caixas para baterias de automóveis, dormentes para ferrovias entre outros.
Agrícola Famosa
Mais um acontecimento na engenharia financeira da Agrícola Famosa. Após ter uma parte adquirida por fundo financeiro internacional e criar uma subsidiária na Europa para atuar como importadora de frutos e hortaliças, agora a Citri&Co anunciou que adquiriu a filial da Agrícola Famosa na Espanha.
Após a integração, a Famosa Partners Spain, como era denominada a subsidiária da Agrícola Famosa na Espanha, desaparece.
A integração da filial da Agrícola Famosa foi feita pela Global Melon subsidiária da Citri&Co.
Produção sustentável
A cada dia aumenta a necessidade dos produtores de melão e melancia do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE trabalharem em sintonia com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e mostrar para o resto do mundo que a produção dessas frutas nessa região é feita de forma responsável com critérios ambientais, sociais, econômicos e éticos.
Não basta só produzir com essa preocupação e responsabilidade, precisa divulgar para a Europa, Estados Unidos e Ásia.
Exportação de frutas no primeiro semestre
As exportações brasileiras de frutas alcançaram 460,2 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano, volume 11% menor que o do mesmo intervalo de 2021. A receita com os embarques também caiu 11%, para US$ 397,5 milhões.
O volume dos embarques de manga, fruta que o Brasil mais exportou em 2021, recuou 17%, para 66,4 mil toneladas, no primeiro semestre, e a receita caiu 25%, para US$ 61 milhões.
O melão teve desempenho positivo das exportações – volume e receita cresceram 9% e 7%, respectivamente, para 94,1 mil toneladas e US$ 56,1 milhões. O Brasil ampliou suas vendas à União Europeia porque problemas climáticos reduziram a oferta da América Central, que costuma ser forte nesse período.
Os embarques de melancia cresceram cerca de 20%, para 36,2 mil toneladas, e a receita aumentou 32%, chegando a US$ 18,3 milhões.
Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi
Finalmente o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) quebra o silêncio diante da paralisação por sete anos do Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi que está com 25% das obras executadas, mas que muita coisa do que foi feito precisa ser refeita.
O MDR mudou totalmente a concepção de gestão do projeto original e abriu um processo de concessão através de uma chamada pública.
Na reta final de governo, as concessões de polos de agricultura irrigada para o setor privado tornaram-se a nova vedete do Ministério de Desenvolvimento Regional. O primeiro leilão de um perímetro público de irrigação no país, o do Baixio do Irecê (BA), ocorreu no mês passado e garantiu investimentos de R$ 1,1 bilhão nos próximos 35 anos.
Mais cinco projetos – Tabuleiros São Bernardo (MA), Baixio Acaraú (CE), Tabuleiros Litorâneos (PI), Platôs de Guadalupe (PI) e Chapada do Apodi (RN) – acabaram de ter chamada pública para a elaboração de estudos de viabilidade por meio de procedimentos de manifestação de interesse (PMIs). Eles só devem ser concedidos, porém, em 2023.
Os cuidados que precisamos ter com o nosso Tahiti
A suspensão das exportações do limão Tahiti produzido pelo país com destino à Europa pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), há cerca de duas semanas, representa um alerta para os produtores do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE que estão plantando esse citrus.
A doença causa desfolha das plantas, queda prematura dos frutos e desvalorização da produção (Foto: reprodução)
A decisão foi tomada pelo pelo ministério, após a detecção de uma bactéria no limão que causa o cancro cítrico. A identificação foi feita pela agência de controle fitossanitário da União Europeia em 42 cargas. O problema ocorre desde o fim de 2021 e é o maior descontrole já observado.
No caso da União Europeia, a ameaça de suspensão de compra dos limões com cancro cítrico se dá porque a Europa ainda é um continente livre da doença, o que intensifica as fiscalizações para impedir a entrada do patógeno.
O cancro cítrico é uma doença causada pela bactéria Xanthomonas citri subsp. Citri que teve origem na Ásia, mas já ocorre de forma endêmica em todos os países produtores de citrus. No Brasil, foi identificado pela primeira vez em 1957 nos estados de São Paulo e Paraná.
De acordo como o Ministério da Agricultura, em 2021, o volume exportado foi de 139.904 toneladas, equivalente a 121 milhões de dólares. Já de janeiro a junho deste ano, 84,9 mil toneladas foram vendidas ao mercado europeu, 72,513 milhões de dólares.
Rogério conversou com o ex-governador Robinson Faria nesse sábado em Natal (Foto: cedida ao Canal BCS)
Pré-candidato ao Senado, o ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL) abancou-se à mesa de uma padaria/loja de conveniência muito badalada em Natal, nesse sábado (5).
Entre um cafezinho e outro, ele ‘despachou’ com políticos como o ex-governador Robinson Faria (PSD).
Faria é pré-candidatos à Câmara dos Deputados.
Contudo, não se desvencilhou de decisão que o torna inelegível e pode precisar até saltar para outra sigla.
Aguarda um ‘sinal’ da Justiça Eleitoral em Brasília.
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O ex-deputado federal potiguar Rogério Marinho (sem partido), ministro do Desenvolvimento Regional, topa substituir Paulo Guedes no Ministério da Economia.
A informação é do jornalista Ricardo Noblat, em sua página no Metrópoles.
Para isso, um dos reflexos dessa mudança, seria sacrificar a própria luta que empreende há alguns meses para se viabilizar como candidato bolsonarista ao Senado, no RN.
Assim, o campo ficaria aberto para o seu concorrente interno nesse corrente política, o ministro das Comunicações e deputado federal licenciado, Fábio Faria (PSD).
Fragilização
É pouco provável, contudo, que Guedes saia do governo Jair Bolsonaro (sem partido), apesar da fragilização de seu discurso e esvaziamento de metas.
Nessa quinta-feira (21), saíram da pasta do ministro o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt. Também pediram o boné a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araújo.
Todos, segundo a Grande Imprensa, insatisfeitos com mudança brusca nos rumos da economia, para atendimento à política eleitoral em vez de primados liberais.
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O O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), anuncia, nesta sexta-feira (22), investimentos de cerca de R$ 280 milhões, que deverão ser aplicados em empreendimentos nos próximos anos, para garantir segurança hídrica, saneamento e desenvolvimento regional e social do Rio Grande do Norte.
Marinho: programação até o sábado (Foto: arquivo)
A programação tem à frente o ministro do MDR, ex-deputado federal Rogério Marinho (sem partido).
Veja abaixo:
22 de outubro (sexta-feira)
Visita às obras da Barragem Passagem das Traíras
Horário: 8h
Local: Barragem Passagem das Traíras
Endereço: Sítio Passagem das Traíras
Cidade: Jardim do Seridó (RN)
Visita a empresa integrante do Projeto Pró-Sertão
Horário: 10h
Local: Nobre Confecções
Endereço: Rua Francisca Azevedo, s/n – Petrópolis
Cidade: Jardim do Seridó (RN)
Lançamento da Rota da Moda e visita à exposição de produtos das Rotas de Integração Nacional
Horário: 11h
Endereço: Rua Manoel Elpídio, 258 – Penedo
Cidade: Caicó (RN)
Liberação de recursos para a Barragem de Oiticica
Horário: 14h30
Local: Barragem Oiticica
Endereço: Povoado Oiticica – Zona Rural
Cidade: Jucurutu (RN)
Lançamento do edital para o projeto básico da Adutora do Agreste Potiguar a anúncio da instalação de 60 cisternas
Horário: 17h
Local: Prefeitura Municipal de São Tomé
Endereço: Praça Antônio Pereira da Silva (ao lado do Estádio Rainel Pereira)
Cidade: São Tomé (RN)
23 de outubro (sábado)
Assinatura da autorização de reforço da Subestação João Pessoa II
Horário: 11h
Local: Sede da Fiern
Endereço: Avenida Senador Salgado Filho – Lagoa Nova
Cidade: Natal (RN)
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Rogério (centro) esteve em Mossoró dia 27 passado, em programação ao lado de deputados federais que o apoiam (Foto: arquivo/27-09-21)
Em nova investida ‘administrativa’ em seu estado de origem – de olho nas eleições 2022 -, o ministro da Integração Regional, Rogério Marinho (sem partido), conduzirá programação de sua pasta na sexta-feira (22) no estado.
Antes, na quarta-feira (20), acompanhará o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em programação no Ceará (veja AQUI).
Abaixo está a pauta do ministro, faltando detalhamento em relação a horários e alguns locais de solenidade, o que sua assessoria ainda o fará:
• Barragem de Oiticica – Liberação de R$ 10 milhões
• Adutora do Agreste Potiguar – Lançamento do edital de licitação para projeto básico –
• Lagoa do Bonfim – Anúncio do edital de licitação do Projeto de revitalização
• Lançamento do Polo da Moda e Exposição de produtos locais
• Instalação de 60 cisternas em São Tomé
Mês passado, Marinho teve seu nome lançado como pré-candidato ao Senado em evento organizado em Caraúbas (veja AQUI), além de protagonizar eventos administrativos em Mossoró e Natal, arrimado pelo ministério (veja AQUI).
Nesse domingo (17), avião precursor pousa em Mossoró com equipe que vai preparar passagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela cidade, na próxima quarta-feira (20). Bolsonará não terá agenda em Mossoró.
O Aeroporto Dix-sept Rosado servirá de referência à sua presença administrativa em Russas (CE) – a 89 km de Mossoró.
Avião precursor quando pousou no Aeroporto Dix-sept Rosado dia 17 de agosto de 2020 (Foto: Elisângela Moura/FM 95)
Ele vai ao município cearense no Vale do Jaguaribe de helicóptero pela manhã (horário ainda não divulgado). Além do avião presidencial, pelo menos dois Helicópteros devem ser utilizados nessa operação (para transporte do presidente e pessoal de apoio).
A visita faz parte de uma agenda de 10 dias que o Governo Federal prepara para cumprir no Nordeste, através do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).
A “Jornada das Águas” tem roteiro que partirá da nascente histórica do Rio São Francisco, no norte de Minas Gerais, e percorrerá os nove estados do Nordeste com anúncios e entregas de obras de infraestrutura, preservação e recuperação de nascentes e cursos d’água, saneamento, irrigação, apoio ao setor produtivo e aos municípios, além de mudanças normativas.
De volta
Pela terceira vez em pouco mais de um ano e um mês, Bolsonaro passa por Mossoró. Esse ano, ele pousou na manhã do dia 24 de junho (veja AQUI), para programação em Jucurutu e Pau dos Ferros, retornando no fim da tarde.
O presidente fez visita à Barragem de Oiticica e comunidade de Santana em Jucurutu. Na oportunidade, assinou liberação de R$ 38 milhões para a obra hídrica. Em Pau dos Ferros, garantiu Ordem de Serviço para a construção do Ramal do Apodi da transposição do rio São Francisco, com recursos que devem chegar a R$ 1 bilhão.
Em 2020, dia 21 de agosto, ele esteve especificamente em Mossoró (veja AQUI). No dia 17, o avião precursor fez pouso para preparar toda a logística/segurança (veja AQUI). A princípio, Jair Bolsonaro desembarcaria em março, porém houve adiamento devido eclosão de casos de Covid-19.
Entregou o habitacional Mossoró I, anunciou prorrogação do auxílio emergencial e ainda deu em primeira mão notícia da nomeação da professora Ludimilla de Oliveira à reitoria da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).
*Com informações adicionais do Blog Diário Político, Blog Carol Ribeiro e da assessoria de comunicação do MDR.
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O ministro do Desenvolvimento Regional, ex-deputado federal potiguar Rogério Marinho (sem partido), tem programação administrativa no Rio Grande do Norte para a próxima segunda-feira (27).
Veja no boxe-convite abaixo:
Em Mossoró serão dois compromissos às 10 horas e às 13 horas.
Já em Natal, às 16 horas.
Entrega de máquinas e equipamentos para o RN e lançamento da Rota da Fruticultura, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), no primeiro evento.
Depois, entrega de quatro dessalinizadores do Programa Água Doce na Comunidade Cheiro da Terra.
Já em Natal, no Praiamar Hotel, anúncio de investimentos naengorda e recuperação da praia de Ponta Negra.
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Após uma temporada difícil para os melões espanhóis, os primeiros carregamentos de melão e melancia brasileiros chegaram para dar início a temporada de exportação de frutos para a Europa da safra 2021/22.
As informações que chegam da Europa é que a qualidade do melão brasileiro está bem acima do concorrente europeu, a Espanha. A qualidade do melão espanhol já estava deixando muito a desejar e o espaço de mercado passa a partir de agora a ser ocupado pelo melão brasileiro.
Produtos chegam à Europa com boa competitividade (Foto: JB)
O preço do melão Galia está na faixa de 9 -9 euros/caixa. O melão amarelo e o cantaloupe estão sendo vendidos por 9 – 10 euros/caixa. Também já há algum volume de melancia brasileira no mercado europeu, a qual atinge valores de 10 – 11 euros/caixa, ao passo que as melancias sem sementes atingem 12 – 13 euros/caixa. A Espanha também coloca melancias sem sementes na Europa e concorre com a melancia brasileira.
O preço da melancia sem semente pode ainda ser recuperado ao longo da temporada, pois no início ainda há muita melancia sem semente fornecida pelo produtor espanhol.
O preço do transporte marítimo não sofreu baixa, o que dificulta a abertura do mercado de exportação para novos exportadores. Com os custos elevados do frete marítimo, só compensa exportar com segurança de mercado.
O importador europeu tem sido informado que a temporada brasileira tende a fornecer menos melão do que na temporada passada, mas ele sempre desconfia de que não passe de mais uma estratégia de mercado dos exportadores brasileiros.
Pitaya
Já defendemos neste espaço que a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado do RN poderia em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) implantar um programa de cultivo de pitaya no Médio e Alto Oeste do RN, pois é uma região desértica no que diz respeito ao cultivo de frutas. Como a água é o principal fator limitante para a agricultura irrigada naquela região, o cultivo de pitaya pode ser altamente lucrativo para o produtor. Nesta semana o quilo de pitaya estava sendo vendido em Mossoró a R$ 35,00.
Para exemplificar que o projeto pode ser uma boa oportunidade, usamos o exemplo do Peru, um dos principais países exportadores de frutas do mundo.
Os produtores peruanos das comunidades de Sullana e Piura estão articulando a formação de uma cooperativa agrária para exportar pitaya. As áreas serão de pequenos produtores com até três hectares.
Um projeto dessa natureza precisa de apoio do Estado, pois os custos para implantação de um hectare de pitaya são elevados.
No Peru os custos para a instalação de um hectare oscilam entre 40 mil e 50 mil dólares.
Outra alternativa poderia ser apenas a Secretaria de Agricultura estabelecer um canal de comunicação com ONGs internacionais que tenham interesse no financiamento do projeto. Essa alternativa está sendo usada pelo Peru com uma ONG holandesa.
A pitaya é um fruto que é altamente valorizado em toda a Europa. Outro grande produtor de pitaya é o Equador.
Engenharia de Energia
Em 2007 tivemos a felicidade de constituir uma comissão formada por três docentes para instalar na UFERSA o primeiro curso de Engenharia de Energia do Norte/Nordeste e o terceiro do país.
Após pouco mais de uma década, o Nordeste se transforma na principal região exportadora de energia sustentável para o Sudeste e passa a precisar dos nossos engenheiros de energia.
Engenharia de Energia: mercado (Foto ilustrativa)
Há 70 anos foram definidas as diretrizes para o setor elétrico brasileiro, a partir de grandes usinas hidrelétricas. Naquela ocasião, o Brasil possuía cerca de 4 mil MW de potência instalada. A solução então desenhada funcionou bem por 50 anos. Graças às grandes hidrelétricas, dominamos tecnologias de construção de barragens e erguemos um parque produtor de equipamentos.
Nos últimos 20 anos, por vários problemas, sujamos a nossa matriz de geração, enfrentamos um racionamento e estamos a caminho – quase inevitável – de outro.
Tais problemas imediatos, porém, são pequenos face ao desafio de neutralizar nossas emissões de carbono até 2050. Para que isso seja possível, governo e sociedade civil devem acordar e começar imediatamente a adotar um conjunto de medidas para aumentar a participação de fontes não poluentes na matriz energética brasileira.
A capacidade instalada resultante para atender o crescimento orgânico do consumo de eletricidade e as substituições da energia tradicional em 2050 serão de cerca de 450 mil MW (atualmente são 170 mil MW). Dos 450 mil MW, cerca de 340 mil MW seriam oriundos de novas fontes limpas, parte intermitentes (eólicas e solares) e parte de geração de base.
As fontes intermitentes limpas eliminariam não só todas as emissões de gases de efeito estufa do setor de energia elétrica, metade ou mais das emissões do setor de óleo e gás e ainda criariam um poderoso instrumento de gestão territorial, cuja inexistência hoje é responsável por 2/3 das emissões de carbono brasileiras. E assim, o Nordeste, que até o século passado exportava mão de obra para o Sudeste, agora para a exportar energia solar e eólica.
A eficiência dessas neo matrizes energéticas dependem muito dos técnicos que vamos formar nas nossas universidades, como é o caso dos nossos engenheiros da área de energia.
Águas do Velho Chico
As perspectivas não são boas para os usuários das águas do Velho Chico. Nos próximos meses será intensificado o uso das águas para a geração de energia para ser exportada para o Sudeste.
Uma das ações tomadas nesta semana pelo Ministério de Minas e Energia, que acabou sendo ofuscada pelo aumento da bandeira tarifária e pelo bônus dado aos consumidores para uma redução voluntária da demanda, foi liberar mais água das usinas hidrelétricas no curso do São Francisco. Com isso, o objetivo do governo é gerar mais energia na região Nordeste e transferir esse excedente para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, onde está a pior situação dos reservatórios no país.
A decisão do Governo Federal fez com que o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, que tem governos estaduais e usuários do rio entre seus integrantes, criticasse duramente as mudanças de vazão nas usinas hidrelétricas do Velho Chico a fim de ampliar o fornecimento de energia do Nordeste para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste.
Após essa decisão do Governo Federal cai por terra qualquer tentativa de instalar novas áreas de agricultura irrigada no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE que dependa das águas da transposição.
Mais uma fábrica de cloro-soda
A Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado precisam de sintonia para que a região seja escolhida como sede da nova fábrica da Unipar Carbocloro que planeja operar uma nova fábrica no país, na região Nordeste. A quarta unidade da companhia, que já tem operações no Sudeste e na Argentina, poderá ser construída do zero – um projeto “greenfield”, mediante investimentos de algumas centenas de milhões de reais.
A intenção da Unipar é produzir o cloro e explorar as oportunidades que virão com o novo marco. Não está nos planos acoplar uma linha de produção de PVC à futura unidade, ao menos inicialmente. A decisão final de investimento provavelmente será tomada em 2022.
Rogério esteve no Sítio Retiro (São Miguel) nesse domingo, vendo água jorrar de poço perfurado por Governo Federal (Reprodução BCS)
Teoricamente alheio à tensão de pré-7 de Setembro em Brasília, o ministro do Desenvolvimento Regional e ex-deputado federal Rogério Marinho (sem partido) fez esforço hercúleo no fim de semana, para ganhar mais visibilidade ao Senado.
Da capital ao interior, montado no ministério, andou se apresentando, mostrando serviço, içando promessas e calibrando o próprio nome.
Ele sabe que precisa primeiro se viabilizar no bolsonarismo.
A partir daí, o segundo passo é a disputa em si. Por enquanto, trava um duelo à parte com o também ministro Fábio Faria (PSD) pelo mesmo espaço de candidato ao Senado, com a bandeira do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
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A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) firmaram nesta sexta-feira (3), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para a elaboração dos estudos necessários para avaliar a viabilidade de instalação de um polo Minero-Químico e Industrial no Rio Grande do Norte. O documento foi assinado pelo presidente da Fiern, Amaro Sales de Araújo, e o ministro Rogério Marinho.
Acordo de Cooperação Técnica foi assinado nessa sexta-feira (Foto: Dênio Simões/MDR)
A solenidade foi realizada na Casa da Indústria, reunindo empresários, representantes do setor produtivo e autoridades políticas.
O protocolo de intenções, como ressaltou o presidente Amaro Sales em seu discurso, é o primeiro passo para construção de uma sólida cooperação em torno de um dos projetos mais esperados do Rio Grande do Norte: o complexo Minero-Químico na região de Guamaré-Macau-Porto do Mangue.
A estimativa é de investimento inicial de cerca de US$ 500 milhões e geração de 10 mil empregos nos últimos estágios.
Estudos
O acordo de cooperação técnica prevê atuação conjunta das instituições para avaliar a viabilidade do complexo minero-químico e industrial na região Oeste do estado. Para tanto, serão atualizados estudos feitos pela Fiern com o mesmo objetivo.
Os trabalhos deverão ser concluídos em seis meses, a contar da publicação do instrumento no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A parceria não envolve repasses de recursos ou encargos entre as partes.
Sobre o projeto
O projeto para instalação de um polo Minero-Químico e Industrial no Rio Grande do Norte abrange municípios da região Oeste. Um dos atrativos do polo é a presença das matérias-primas necessárias (gás, minérios e sal) para a efetivação de uma série de cadeias produtivas: PVC, cloro, soda, magnésio metálico, bromo e derivados, barrilha, vidro e sabão em pó.
Há previsão de ser construída uma usina de geração de energia para as indústrias que se instalarem no empreendimento, além de um novo porto offshore na região para atender a logística demandada pelos investimentos a serem realizados. A projeção é que sejam necessários ao menos US$ 2,6 bilhões para a implementação do polo. Estudos preliminares apontam que poderão ser gerados cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos quando o projeto for concluído.
Participaram do evento, os diretores da Fiern Vilmar Pereira, Roberto Serquiz, Heyder Dantas, José Garcia da Nóbrega, Mário Tavares, Airton Torres, Silvio Bezerra, Marcelo Rosado, além do superintendente regional do Sesi-RN, Juliano Martins, do diretor regional do Senai-RN, Emerson Batista, superintendente do IEL-RN, Juan Saavedra, superintendente Corporativo da Fiern, Glaucio Ferreira Wanderley, e o diretor do CTGAS-ER e ISI-ER, Rodrigo Mello.
Um grupo de parlamentares solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) a suspensão da licitação que o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) realizou em dezembro passado para a compra de 6.240 máquinas pesadas. A iniciativa foi tomada após o Estadão revelar que uma ação de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), iniciada após reportagem do jornal, identificou sobrepreço de até R$ 130 milhões no pregão eletrônico nº 22/2020. O chamado escândalo do “tratoraço” pipocou há alguns meses.
Rogério Marinho já manifestou-se, via ministério, falando em renegociação de valores com empresa (Foto: arquivo)
Além de acionarem o TCU, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e os deputados Felipe Rigoni (PSB-ES) e Tábata Amaral (sem partido-SP), do Gabinete Compartilhado do Movimento Acredito, também apresentaram uma representação à Procuradoria-Geral da República para que investigue o ministro Rogério Marinho, titular do Desenvolvimento Regional, e o secretário Tiago Pontes Queiroz, responsável pela Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano, unidade que conduziu o processo de compra das máquinas.
Conforme o Estadão mostrou nesta terça-feira, o Ministério do Desenvolvimento Regional já chegou a pagar R$ 15,7 milhões à empresa XCMG Brasil Indústria LTDA pela aquisição de 20 motoniveladoras – máquinas usadas para nivelar terrenos –, mas, de acordo com a estimativa de preços desenvolvida pela CGU em auditoria, não deveria ter pagado mais do que R$ 12,8 milhões pelos mesmos itens.
Dessa forma, houve prejuízo aos cofres públicos de R$ 2,9 milhões. As vinte motoniveladoras já foram entregues nos Estados da Paraíba, Pernambuco e São Paulo. O ministério informou ao Estadão que negociou com a empresa a devolução do valor.
Na representação, os parlamentares disseram que esses R$ 2,9 milhões podem ser enquadrados como superfaturamento. Ao justificar o pedido de suspensão do edital, afirmaram que “há indícios de que a licitação está viciada em sua origem, uma vez que há irregularidade desde a pesquisa de preços realizada pelo órgão”.
O outro lado
Em nota enviada nesta segunda-feira, o ministério disse que buscou as empresas vencedoras do certame para renegociar os preços e que, nos dois casos em que não foi possível a repactuação, cancelará a parte do edital referente a elas.
A pasta confirmou que, na compra de motoniveladoras para São Paulo e Pernambuco, houve “cobrança de maior no valor de R$ 2,9 milhões” e disse que, “a partir de acordo realizado com a empresa, esse valor será devolvido”.
O ministério disse também que “adotou voluntariamente e de maneira tempestiva todos os procedimentos para apurar eventuais erros na condução do certame”, mas não explicou quais são esses procedimentos.
Nota do Blog – Só para lembrar: o ministro é pré-candidato ao Senado no RN. Essa questão delicadíssima pode criar sérios embaraços para seu nome, que em si não vem mostrando muita vitalidade na atual fase de pré-campanha.
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Rogério tem maiores meios de apoio aos municípios (Foto: Sérgio Lima/PODER 360)
Do Blog Tio Colorau
O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (sem partido), já se reuniu com 48 prefeitos.
Destes, 19 foram do Rio Grande do Norte.
O fato chamou a atenção de O Globo, que o destacou numa matéria sobre ministros de olho nas eleições de 2022.
Nota do Blog Carlos Santos – Um lado muito positivo da notícia é que, não obstante o interesse particular do ministro em relação às eleições 2021, é ele diligenciar melhorias, benefícios e obras ao RN.
Num comparativo e pelos meios disponíveis, ele tem sido muito mais útil ao RN do que o colega ministerial Fábio Faria (PSD), das Comunicações, que tem priorizado elevar tom de discursos, espalhar notícias no mínimo questionáveis e agradar a plateia mais ideológica do bolsonarismo.
Parabéns, Rogério. Recebe os 167 prefeitos do RN e faça o máximo por cada município.
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Prefeito ouviu do assessor que governo conhece e sabe de importância do Polo Cloroquímico (Foto: Elisângela Moura/FM 95)
O representante do Governo Federal Aldo Aloísio Dantas da Silva, assessor especial do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), teve audiência nessa segunda-feira (15) com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) de Mossoró.
Acompanhado do consultor de negócios e economista Carlos Duarte, autor do projeto do Polo Cloroquímico Koyo-PCK que será instalado em Mossoró, com ramificações em Guamaré e Porto do Mangue, o assessor apresentou disposição do Governo Jair Bolsonaro (sem partido) para apoio à iniciativa. Esse projeto já é do conhecimento desse Ministério e outras instâncias governamentais.
Necessidades iniciais
O Governo Federal veio levantar necessidades iniciais do projeto, considerando logo os investimentos técnicos.
Quem também participou da audiência foi o professor e economista Franklin Filgueira, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo.
Investimento nesse complexo no RN é estimado em 5,5 bilhões de dólares; em Mossoró a ideia é de aporte de 1,3 bilhão de dólares (6,590 bilhões de reais), sendo 800 milhões de dólares na primeira fase e já pactuado com o Protocolo Municipal de Intenções e 500 milhões de dólares a serem divulgados com os acertos técnicos (nos próximos 120 dias).
O protocolo foi assinado na última quarta-feira (9) – veja AQUI.
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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), capitaneado pelo ex-deputado federal potiguar Rogério Marinho (sem Partido), emitiu nota agora à tarde (veja AQUI e abaixo) sobre reportagem especial do jornal paulistano O Estado de São Paulo, sobre suposto “Orçamento Paralelo” e aquisição de equpiamentos, como tratores, a preços superfaturados. A matéria (veja AQUI) aponta envolvimento direto dessa pasta do Governo Jair Bolsonaro, para atendimento a pleitos de bancada federal.
Veja a íntegra da nota abaixo:
O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) repudia as acusações feitas pelo jornal O Estado de S. Paulo em reportagem que acusa o governo de ter criado um orçamento secreto. A lei orçamentária é a principal peça legislativa discutida pelo Congresso Nacional, com ampla divulgação para a sociedade, inclusive por parte desse jornal. A execução do Orçamento é divulgada com transparência no site do MDR, com atualizações diárias, no link //paineis.mdr.gov.br.
É do Parlamento a prerrogativa de indicar recursos da chamada emenda de relator-geral (RP9) do Orçamento. O RP 9 foi criado por iniciativa do Congresso Nacional em 2019, e não pelo Executivo, como erroneamente tenta afirmar a manchete do jornal. A reportagem teve acesso, por exemplo, aos ofícios de parlamentares da oposição que tiveram indicações contempladas dentro do RP9, mas preferiu omiti-los, divulgando apenas os da base aliada e deste ministério.
Atualmente, por exemplo, o MDR possui uma dotação de R$ 6 bilhões para 2021 com base em emendas de relator (RP9) e apenas R$ 3,8 bilhões em recursos discricionários (RP2). O esforço para recompor o corte de 44% das despesas discricionárias do MDR e evitar a paralisia de obras de habitação, saneamento e segurança hídrica vêm sendo amplamente noticiado pela editoria de Economia do próprio Estado de S. Paulo, demonstrando e reconhecendo que os recursos do RP9 não podem ser realocados seguindo critério deste Ministério.
A reportagem não reproduz a nota do MDR que explica detalhes de como se dá a descentralização de recursos para aquisições de equipamentos por municípios. A acusação se baseia em um preço de referência que NÃO EXISTE no Governo Federal. A reportagem utiliza uma cartilha meramente ilustrativa, com preços de 2019, que não refletem variações do momento econômico pós-pandemia e as especificidades das regiões brasileiras.
As compras por entes conveniados citadas na reportagem são realizadas com base em normas previstas. É o município quem faz a pesquisa de preços e realiza a licitação do equipamento. Vale ressaltar que todas as transferências estão em fase de prestação de contas em aberto. Qualquer irregularidade porventura detectada será encaminhada para órgãos de defesa do Estado.
Nota encaminhada ao Jornal O. Estado de S. Paulo em 6/5/2021:
A cartilha de emendas é um material de apoio aos parlamentares que busca orientar acerca das ações necessárias a serem realizadas para acessar os instrumentos disponíveis no Ministério do Desenvolvimento Regional. Vale ressaltar que a cartilha não é um normativo.
Além disso, a planilha de valores disponível no documento, elaborada com base em pesquisas de preços realizadas em 2019, é apenas uma referência para a apresentação de propostas e não considera as especificações dos equipamentos, a marca e os itens disponíveis, fatores que podem alterar o custo final.
Outros fatores ocorridos desde 2019, a exemplo das variações no dólar e dos impactos econômicos da pandemia, também devem ser levados em conta, pois podem impactar no valor de mercado do produto. Por fim, há ainda as diferenças entre os preços praticados em cada região do País.
Vale ressaltar que o responsável pela aquisição dos equipamentos é o convenente, que é quem realiza a pesquisa de preços, impactada pela realidade local e do momento. Ou seja: o preço final licitado pelo ente depende de todos esses aspectos.
O MDR somente realiza a aprovação do Termo de Referência dos convênios após o envio de três orçamentos atualizados e com valores de referência da região do Convenente, conforme instruções descritas no artigo 6º da IN nº 73, de 5 de agosto de 2020:
“Serão utilizados, como métodos para obtenção do preço estimado, a média, a mediana ou o menor dos valores obtidos na pesquisa de preços, desde que o cálculo incida sobre um conjunto de três ou mais preços, oriundos de um ou mais dos parâmetros de que trata o art. 5º, desconsiderados os valores inexequíveis, inconsistentes e os excessivamente elevados”.
O MDR se orienta também pela PI 424/2016, que determina a obrigatoriedade de realizar a análise de custos. Somente após a aprovação do Termo de Referência é que o convenente pode realizar a licitação.
Assim, no momento da licitação, caso o valor do equipamento seja mais alto, será publicado um Termo Aditivo com aumento de contrapartida do convenente para cobrir os custos necessários. Caso o valor seja menor no momento da licitação, será publicado o Termo de supressão da diferença do valor e cancelado o empenho, garantindo a devolução do valor à União.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
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Durante a semana, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) enfatizou para a imprensa do Semiárido e do Brasil a chegada das águas do São Francisco ao Estado do Ceará através da Bacia do Rio Jaguaribe.
Ao mesmo tempo que o Governo Federal comemora o impacto do projeto para mitigar os problemas decorrentes da seca na região, a imprensa do Sudeste questiona o valor do custeio anual do funcionamento do projeto e quem pagará a conta.
Trecho da transposição do rio São Francisco em Cabrobó, município de Pernambuco (Foto: Web)
Por que a prioridade nesse gasto, e o que esperar depois dele feito? Vale a pena conhecer um pouco dessa obra iniciada no governo Lula, que terá custado R$ 11 bilhões. Ela, como tantas outras, enfrentará desafios para ser operada depois de entregue. Além disso, poderá ter repercussões na modelagem de uma eventual privatização da Eletrobras.
O projeto é mais do que os canais e túneis que aparecem na televisão, ainda que seus dois eixos atravessando o Nordeste sejam o que mais marca a percepção popular. O primeiro eixo, de 400 km de comprimento e 3 estações de bombeamento, liga o São Francisco a várias bacias hidrográficas no Ceará e Rio Grande do Norte. O segundo, com 220 km de comprimento e 6 estações, liga o rio a bacias na Paraíba e Pernambuco.
O projeto não deveria ser conhecido como de transposição, mas sim de integração do rio São Francisco às bacias no Nordeste e à suas redes de açudes, porque seu objetivo principal é permitir maior flexibilidade na operação desses açudes, ou seja aproveitar melhor uma infraestrutura que vem sendo construída há várias décadas, o que tem interesse fiscal.
Açudes
Como as secas no Nordeste podem durar vários anos, os açudes que recebem água de rios temporários devem ser mantidos bastante cheios em tempos normais, o que aumenta a evaporação e o risco deles “transbordarem” nos períodos de chuva. Acaba-se, assim, usando de forma regular apenas uma pequena fração da água represada. Com uma fonte externa contínua de água (e.g., o São Francisco), pode-se usar a água acumulada com mais liberdade, baixando o nível médio do reservatório e aproveitando melhor as chuvas. Segundo os relatórios originais do projeto, cada litro de água vinda de longe pode aumentar em até três litros a vazão regulada do reservatório, o que é eficiente e positivo do ângulo da sustentabilidade.
O ganho da melhor regularização das bacias do Nordeste não deveria ter um custo extraordinário para a vitalidade do rio São Francisco, já que a intenção é tirar na base o equivalente a apenas 1,4% da sua vazão média. O volume retirado pode excepcionalmente ser aumentado em 450%, quando a barragem de Sobradinho estiver quase cheia. Nessa hora, a água não teria outro uso e poderia ser bombeada praticamente de graça, porque a hidrelétrica estaria podendo ceder energia para as estações de bombeamento. É uma hipótese ambiciosa, mas atraente.
Evidentemente, o perigo está nos detalhes. Primeiramente, deve ser lembrado que o uso prioritário dessa água deverá ser para consumo humano (e animal). Em princípio ela se destinaria para irrigação apenas na condição excepcional descrita acima, e seu eventual uso pelo setor industrial deve se dar com cuidado.
Ainda não está claro quem pagará pela água transportada por centenas de quilômetros. Finalmente, a expectativa de fartura de água no Rio São Francisco não tem se verificado, tornando a expectativa de irrigação mais problemática do que desejado para a operação atual da usina de Sobradinho.
Sobradinho não verteu desde 2009, apesar de outrora verter em dois de cada sete anos. Esse desafio ambiental imprevisto pode, no entanto, vir a ser reduzido na medida em que a operação do sistema elétrico brasileiro for se adaptando à maior participação das energias renováveis intermitentes.
Questões em aberto
Com a entrega do projeto do São Francisco se aproximando, o próximo desafio será operá-lo de maneira financeiramente sustentável. Como observado pelo ex-presidente da Agência Nacional de Águas, Jerson Kelman, bombear os 26,4 m3 /s outorgados à demanda essencialmente urbana exigirá 750 GWh/ano (0,1% da eletricidade do Brasil). Considerando a energia a R$ 150/MWh, isso representa mais de R$ 100 milhões de energia além de gastos de manutenção, perdas, etc. que se traduziriam em quase R$ 1/m3 de água. Supondo o consumo médio de 35m3 /pessoa por ano e os custos de distribuição, a conta de água para uma família de três pessoas pode ser alta.
Se houver água para irrigação, a precificação ajudará a evitar o desperdício, podendo se dar, por exemplo, a partir do custo da água de poços artesianos. É importante, portanto, considerar como as distribuidoras de água da região vão tratar essas questões e se, além de um gesto como o proposto pelo governo na recente MP da Eletrobras, é necessária uma instituição que proporcione a governança requerida para que o investimento traga os benefícios desejados e não se deteriore nem vire um problema fiscal.
Agrícola Famosa
A grande maioria da imprensa local não atentou para um dos eventos de fusão e aquisição mais importante desse século após o fechamento da Maisa no início da década passada (Leia também: Agrícola Famosa se associa a grupo europeu em negócio de vulto.). A empresa brasileira, essencialmente mossoroense e muito conhecida na Europa, a Agrícola Famosa (maior produtora e exportadora de melão e melancia do país) associou-se ao grupo espanhol Citri&Co, o maior produtor e distribuidor europeu de frutos cítricos e de caroço.
Exportação do melão ganha logística mais forte (Foto ilustrativa)
Esta nova formatação foi facilitada pelo fundo Miura Private Equity que fará toda a engenharia financeira dessa fusão.
O melão, melancia, e os frutos cítricos representam mais de 30% do consumo total de frutas no mercado europeu. As frutas cítricas são as preferidas durante o inverno europeu, ao passo que o melão e a melancia são demandadas pelo europeu no verão. Espanha e Brasil (Polo de Agricultura Irrigada RN – CE) lideram a produção dessas frutas nas estações de colheita e, também, fora da temporada, o que representa uma vantagem competitiva para atender o mercado da União Europeia e do Reino Unido.
Plataforma Global
A fusão da Citri&Co com a Agrícola Famosa criará uma plataforma global de liderança no fornecimento de cítricos, melão e melancia, o que fortalecerá sua capacidade operativa e as relações comerciais com o sistema de varejo de frutas e hortaliças na Europa e em outras partes do mundo. As duas empresas já possuem forte tradição familiar e compartilham os mesmos valores comerciais.
Os Estados do Rio Grande do Norte e do Ceará precisam compreender o novo formato de funcionamento desse grupo e apoiar com infraestrutura necessária de estradas, energia e recursos hídricos.
Plano diretor
A nova gestão do município de Mossoró silencia diante da necessidade de requalificação do Plano Diretor do Município. Mossoró precisa de um Plano Diretor Estratégico (PDE), no qual se faça uma análise sobre as novas necessidades do município, após duas décadas de quando se fez os primeiros encontros do Plano Diretor atual.
O isolamento social, com número expressivo de pessoas trabalhando em “home office” ressalta a necessidade de se discutir temas como diminuição dos deslocamentos das pessoas e possibilidade de mudanças do uso de imóveis públicos para uso habitacional, adensar o centro com moradias verticais em terrenos públicos pode ser uma saída para minimizar os problemas com a péssima qualidade do sistema de transporte público.
Apartamentos de metragem menor
A intenção é avaliar quais pontos do Plano Diretor deram certo e quais precisam ser mudados. A partir daí, será elaborado estudo técnico e, posteriormente, preparado documento para ser encaminhado ao Legislativo.
Precisamos trazer a informalidade para dentro da formalidade.
Entre as principais demandas do setor de incorporação, estão o estímulo à construção de unidades de maior porte, destinadas a famílias de classe média e alta, nas regiões dos chamados eixos estruturantes – proximidades dos corredores de ônibus, onde o potencial construtivo aumentou com o atual Plano Diretor atual. Nessas regiões, o PDE poderia incentivar a produção de apartamentos de metragem menor.
O secretário da Pasta responsável pela revisão do Plano Diretor precisa se posicionar diante da discussão do que deve ser feito com os imóveis ociosos que a PMM e o Governo do Estado possuem na cidade, levando em conta o agravamento do déficit habitacional na pandemia. Estas duas esferas de governo precisam servir de exemplo no uso social dos prédios públicos fechados ou de uso antieconômico.
BR 304
Uma alternativa para que o Estado do RN possa avançar no projeto da duplicação da BR 304 através de convênio com o Governo Federal pode estar no que o mercado financeiro conhece como ‘project finance’. O exemplo vem de Mato Grosso do Sul com a rodovia estadual MS-306, um trecho com 220 quilômetros que receberá R$ 932 milhões em investimentos. Não se trata de uso de recursos do BNDES, como é de praxe em investimentos dessa natureza.
O financiamento está se dando por meio de R$ 315 milhões em debêntures incentivadas (com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas) emitidas na semana retrasada. A demanda pelos papéis foi tamanha – mais que o dobro do valor oferecido – que a concessionária conseguiu até mesmo reduzir o custo de captação: a taxa diminuiu de 6,4% para 6% ao ano (mais IPCA). As debêntures têm um prazo de 15 anos e pagamento semestral de juros. Os recursos já entraram no caixa da empresa.
Uma lição a ser tirada do financiamento montado é que o setor pode depender menos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), buscando fontes alternativas de crédito. No limite, rodovias podem se transformar em ativos como linhas de transmissão de energia, que atraem fundos e empresas de menor porte.
Engenharia financeira
A operação da MS-306 foi assumida pela concessionária em abril de 2020. Após trabalhos iniciais, que vão da recuperação preliminar do pavimento à limpeza dos canteiros, a cobrança de pedágio começará dia 22 ou 23 de março. Serviços como socorro mecânico e ambulâncias estão funcionando. No contrato, com 30 anos de duração, há exigência de construção de acostamentos e terceiras faixas.
Além dos R$ 932 em investimentos, com cerca de dois terços nos primeiros cinco anos, mais R$ 843 milhões serão desembolsados em manutenção das vias e serviços de atendimento aos usuários.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
O deputado federal Beto Rosado (Progressistas) garantiu, junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), R$ 1,9 milhão para a Prefeitura de Itajá realizar o recapeamento asfáltico da estrada que passa por dentro da cidade e liga a BR-304 à Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.
A barragem é um ponto turístico da região e o maior reservatório de água do Rio Grande do Norte.
A Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves é o maior reservatório de água do Rio Grande do Norte, com capacidade de 2,4 bilhões de metros cúbicos. Está localizada no Vale do Açu, entre os municípios de Assu, Itajá e São Rafael. Foi construída em 1980, pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), administrador da barragem
Com informações da Assessoria de Beto Rosado.
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Ministro do Desenvolvimento Regional, sem partido, o ex-deputado federal Rogério Marinho tem programação administrativa com perfil político-eleitoral no RN, essa semana. Os compromissos começam nessa quinta-feira (3) e serão completados na sexta-feira (4).
Claro que as eleições municipais passaram, mas sua agenda – distribuída fartamente nas últimas horas em redes sociais – é de quem enxerga um pouco mais adiante.
São as eleições de 2022.
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Sob a justificativa de prevenir a expansão da Covid-19 com a atividade de trabalhadores da construção civil no canteiro de obras, a governadora Fátima Bezerra (PT) determinou suspensão sine die (sem data) para retomada de serviços de construção da Barragem de Oiticica, em Jucurutu-RN. A decisão toma muita gente de surpresa, na classe política e em outros segmentos que veem prejuízos sociais e financeiros exponenciais com a medida.
Tatiana em visita à obra, em 2018, aponta enormes prejuízos financeiros, com decisão da governadora (Foto: arquivo)
“Dessa forma, não temos sequer prazo para que se comece a executar os R$ 50 milhões que foram repassados no final de abril, através do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS)”, lembra a ex-chefe de Gabinete Civil do Governo Robinson Faria (PSD), Tatiana Mendes Cunha.
O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) já criticou a decisão, que deve implicar atraso para a conclusão do empreendimento, prevista para dezembro deste ano, além de postergar a solução de problemas de abastecimento de água na região. Governo Federal considera a obra prioritária e já liberou R$ 151,3 milhões desde janeiro de 2019 e assegura que não faltarão recursos para a sua conclusão.
Aumento no custo da obra
“Nesse momento, acredito que as principais consequências serão financeiras, pois, a cada dia que passa, há um custo de obra parada. Há também cláusulas de reajuste dos valores do contrato q serão atualizados em função do tempo e q não foi de responsabilidade da empresa construtora”, assinala Tatiana.
“A retomada da obra exigirá ainda uma nova análise de inventário sobre o que está concluído e o que falta concluir. Esses valores serão majorados pelos preços atuais, e não pelos que estão no contrato”, destaca.
“Alguns estudos que estavam concluídos precisarão ser atualizados ou refeitos, em virtude dos órgãos licenciadores determinarem “prazo de validade” para licenças e outras autorizações, e os estudos que pararam ‘pela metade do caminho’ deverão ser reiniciados para serem concluídos”, reforça.
Por fim, leva-se em conta a depreciação das obras paralisadas, que trarão um custo na retomada. A economia do município também deve ser atingida, com a possibilidade dos 353 trabalhadores contratados pela empresa responsável pela construção serem dispensados”, afirma.
Deputados reagem
Para o deputado estadual Nelter Queiroz (MDB), que é de Jucurutu, a decisão da governadora é controversa, uma vez que a chefe do executivo estadual, através do decreto 29.634/2020, atualizou a relação de “atividades essenciais” no Rio Grande do Norte e incluiu a construção civil nesta lista, mas impediu o reinício das obras do reservatório em Jucurutu.
Nomes como Walter Alves (MDB) e Beto Rosado (PP), deputados federais, fazem coro na cobrança e na perplexidade da decisão da governadora, um paradoxo em região marcada pela seca e com ânsia de segurança hídrica. A obra começou em 2013.
– Há uma pactuação entre o DNOCS, Governo do Estado e o Consórcio EIT/Encalso responsável pelo projeto garantindo que a obra siga obedecendo às recomendações protocoladas pelo Ministério da Saúde quanto aos riscos de contaminação por coronavírus. – pondera Walter.
A obra está no patamar de 83%. Quando concluída, ela será o terceiro maior reservatório do Rio Grande do Norte, com capacidade para 566 milhões se metros cúbicos de água. Ficará atrás somente da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves no Vale do Açu (2,4 bilhões) e Barragem Santa Cruz no Apodi (599.712.000 m³).
O inverno expressivo deste ano já tem dado uma mostra do que pode se esperar adiante, com Oiticica cheia.
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Seria recomendável que a Prefeitura de Mossoró procurasse o Ministério do Meio Ambiente para se candidatar à captação de empréstimo com recursos do Banco do BRICS (NDB).
O dinheiro será destinado exclusivamente a órgãos públicos, preferencialmente prefeituras, para o financiamento de obras de saneamento básico, ações de tratamento de resíduos que visem o fim de lixões e projetos de energias renováveis. Uma boa opção de projeto seria um consórcio envolvendo os municípios de Pau dos Ferros, Apodi e Mossoró para a despoluição do Rio Apodi-Mossoró.O projeto ‘guarda-chuva’ a ser apresentado pelo MMA brasileiro está em fase final de preparação e será negociado nas próximas semanas. O negócio não deve enfrentar dificuldades por contemplar área prioritária para o NDB. Entre os cinco países sócios, o Brasil tem o menor volume aprovado pelo banco, US$ 621 milhões, e o novo empréstimo praticamente dobraria a carteira local.
Fundo Clima
O montante será contratado com garantia do Tesouro e alocado no Fundo Clima, que, assim como o Fundo Amazônia, é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro chegará às prefeituras por meio de “sub-empréstimos” regidos por contratos entre as prefeituras e o BNDES. O juro anual da operação prestes a ser contratada pelo governo brasileiro ficará entre 0,65% e 1,35% acrescido da taxa Libor, a depender do tempo de repagamento, entre oito e 19 anos.
GLP
O Governo Federal parece disposto a alterar a logística do GLP no país. As justificativas até então anunciadas não convencem. Apesar do mercado de distribuição de GLP ser concentrado, destaca-se que há rivalidade entre as firmas líderes e, no plano regional, existem diferenciadas estruturas de mercado, com graus de concentração diversos, que variam bastante de um Estado a outro.
A melhoria das condições de concorrência pode e deve ser sempre perseguida. Entretanto, algumas medidas que estão em discussão no mercado de GLP apontam para uma previsível desorganização do mercado, colocando em risco a garantia do abastecimento e, sobretudo, a segurança operacional associada à movimentação e manuseio do produto.
O GLP tem uma importância crucial para as famílias, por ser o combustível para a cocção de alimentos da maioria da população. Tal característica, muito mais marcante no Brasil do que em outros países, é explicada pelo insuficiente desenvolvimento dos dutos de distribuição de gás canalizado. Por esta razão, o mercado de GLP é suprido por distribuidores e revendedores em todo o país, sem que sejam noticiados problemas de ruptura de seu fornecimento.
MCMV
Em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, disse que a dívida do governo com as construtoras devido a atrasos no pagamento chega a R$ 470 milhões e a tendência é de piora neste semestre.
Segundo ele, o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) é de R$ 240 milhões em agosto e só R$ 90 milhões foram destinados a pagamentos do MCMV. Para os meses seguintes, a previsão orçamentária para o programa também é de R$ 90 milhões. Ele lembrou que o programa precisa de R$ 350 milhões ao mês.
Reforma tributária
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divergiu da posição da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) – que representa as grandes cidades – e decidiu apoiar a incorporação do Imposto Sobre Serviços (ISS) ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) na reforma tributária.
Entre as emendas estão a criação do imposto sobre lucros e dividendos, cobrança do IPVA sobre veículos automotores aquáticos e aéreos, fusão do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) ao Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU) e a obrigatoriedade da revisão quadrienal do valor venal dos imóveis para cálculo do IPTU, o que visa diminuir a pressão política sobre os prefeitos quando eles tentam atualizar esses dados.
Petrobrás
O Rio Grande do Norte precisa de mais protagonismo junto à Petrobras. A empresa vai investir muito nos próximos anos e, até o momento, não sabemos como fica a situação por aqui. A empresa deverá fazer investimento de aproximadamente US$ 100 bilhões nos próximos 5 anos. Os desinvestimentos de ativos, por outro lado, devem chegar a até US$ 35 bilhões no período.
A venda de oito das 13 refinarias da companhia está no planejamento estratégico. O processo foi dividido em duas etapas. A primeira já está em curso, para a venda de Abreu e Lima (Pernambuco), Landulpho Alves (Bahia), Presidente Getúlio Vargas (Paraná) e Alberto Pasqualini (Rio Grande do Sul).
Juros
O Brasil convive neste momento com a menor taxa de juros desde o lançamento do real, em 1º de julho de 1994. O juro real, isto é, a taxa descontada da inflação projetada para os próximos 12 meses, é o segundo menor da série. Estamos falando da taxa básica de juros, a tal da Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC),, o juro de curtíssimo prazo, usado pelo Banco Central como meta para estabelecer o custo do dinheiro e, assim, conduzir a política monetária.
A Selic funciona como referência para o mercado e também para o Tesouro Nacional. É calibrada mais ou menos a cada 45 dias pelo BC e, em última instância, decorre do prêmio que os investidores cobram para financiar o Estado brasileiro.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)