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MP do Trabalho abre inquérito contra vereador Pablo Aires

Pablo Aires fez pronunciamento em sessão desta quarta-feira (Foto: Edilberto Barros)
Pablo Aires enfrenta mais problemas em seu gabinete e mandato (Foto: Edilberto Barros)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou Inquérito Civil para apurar supostos casos de assédio moral e outras irregularidades, como perseguição e ameaça de demissão, no gabinete do vereador mossoroense Pablo Aires (PSB). O procurador vinculado à Procuradoria Regional do Trabalho da 21ª Região, Afonso de Paula Pinheiro Rocha, assinou a portaria inerente à investigação, sob o número 208.2023.

Além de Aires, a chefe de gabinete Virgínia Torres é envolvida na apuração, “para adoção de eventuais medidas judiciais e extrajudiciais.” A portaria é datada do último dia 13.

O gabinete do parlamentar na Câmara Municipal de Mossoró apresenta alta rotatividade de assessores. Nos últimos meses, cerca de cinco deles acabaram exonerados.

Há cerca de um mês, o vereador esteve envolvido em polêmica com entidade ligada à causa animal (uma de suas bandeiras de luta), gerando profundo desgaste (veja AQUI, AQUI e AQUI), devido sérias denúncias contra ele.

O Outro lado

Através de sua assessoria, o vereador se pronunciou sobre o Inquérito Civil aberto pelo MPT:

O vereador Pablo Aires informa à sociedade, que confia nas Instituições para que os fatos que envolvem seu nome, sejam apurados e a verdade seja estabelecida. O vereador informa ainda que nunca houve e não admite nenhuma prática abusiva em seu gabinete. Sobre a chefia, ele afirma que a função é desempenhada por uma profissional de Gestão de Recursos Humanos, qualificada, com mais de 10 anos de experiência. Para finalizar, o vereador afirma que está à disposição.

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MPT e TSE firmam acordo contra assédio eleitoral no trabalho

Prevenir e reprimir o assédio eleitoral no trabalho. Esse é o objetivo do acordo de cooperação técnica firmado nesta terça-feira (16) entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A solenidade contou com a presença do procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira, e do presidente do TSE, Alexandre de Moraes.assédio no trabalho

A parceria prevê a troca de informações sobre irregularidades relacionadas ao tema para subsidiar investigações e ações judiciais na repressão das condutas que caracterizem assédio eleitoral, no âmbito das atribuições de cada instituição.

O documento também permite a realização de campanhas de sensibilização e conscientização, a regulamentação do combate ao assédio eleitoral nas relações de trabalho por meio de atos normativos e operações conjuntas de combate à irregularidade.

O presidente do TSE lamentou a quantidade de casos de trabalho escravo em pleno século XXI. Além disso, Moraes enfatizou que o assédio eleitoral é uma grande ameaça à democracia e comparou a prática ao crime organizado.

Dados

Conforme dados do MPT atualizados nesta terça-feira (16), a instituição recebeu 3.477 denúncias sobre o tema contra 2.472 empresas e instituições públicas. Foram firmados 418 termos de ajuste de conduta (TACs) e ajuizadas 82 ações civis públicas.

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Porcellanati novamente fica sem pagar ex-empregados

Mais de 100 funcionários demitidos recentemente da TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A – TBNE (ex-Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda.), sediada no Distrito Industrial de Mossoró, não sabem quando vão receber seus direitos trabalhistas. Eles se juntam a cerca de 250 ex-empregados que estão em igual situação desde 2014, quando fábrica fechou a primeira vez.calote

O Ministério Público do Trabalho (MPT) foi cientificado mais de uma vez (veja AQUI) sobre problemas nesse grupo originário de Tubarão, em Santa Catarina, que entrou em recuperação judicial há quase seis anos. Porém, até hoje, não cobriu seus multimilionários compromissos.

No último dia 14 de dezembro, comunicado da empresa informava o seguinte: “Tanto os valores rescisórios quanto o décimo-terceiro salário será pago com recursos provenientes da venda de um equipamento da TBNE que não será utilizado no arrendamento (Atomizador)”.

Azimult

Desde o último dia 20 de janeiro que a Azimult Cerâmica Ltda., originária da cidade de Cabo de Santo Agostinho-PE, tem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no local (veja AQUI). E nada de pagamento aos ex-empregados.

A Prefeitura de Mossoró decretou reversão (devolução) do imóvel doado ao grupo catarinense (veja AQUI), no dia 5 de novembro de 2021. Porém, nos escaninhos da Justiça, seus dirigentes conseguiram barrar o processo. Reativaram a produção de forma tímida até fecharem de vez ano passado.

A Porcellanati/TB Nordeste do grupo Itagrês entrou em processo de recuperação judicial – número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC – em 2017. Porém, até hoje, não fechou seus compromissos com diversos credores públicos, privados e pessoal.

Nota do Canal BCS – Pelo visto, não há força humana, legal, intergaláctica ou paranormal que consiga frear essa patota catarinense. Seguem debochando da Justiça e de centenas de famílias de ex-trabalhadores. Passam “melada” ainda em bancos, fornecedores, prestadores de serviço privados e públicos. No rol de credores, também, fazendas nacional, estaduais e municipais.

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Porcellanati é denunciada ao Ministério Público do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho (MPT), em Mossoró, foi cientificado nessa quinta-feira (15) por um representante dos ex-empregados da TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A (outrora denominada de Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda.), sobre nova situação que se forma na empresa. Seus gestores preparam arrendamento da indústria, mesmo ela estando fechada, sob processo de Recuperação Judicial e com demanda de retomada de imóvel (veja AQUI), desencadeada pela Prefeitura Municipal de Mossoró.

Indústria, que nada produz, mantém luta há anos para ficar com imóvel que não lhe pertence Foto: Canal BCS)
Indústria está parada e tenta de toda forma impedir que imóvel volte ao patrimônio público Foto: Canal BCS)

O temor de José Ronaldo da Silva, líder dos ex-empregados, o denunciante, é que a manobra dificulte mais ainda o pagamento dos direitos dos trabalhadores. Eles pelejam judicialmente há mais de oito anos por esse benefício legal. São cerca de 250 ex-empregados.

Em comunicado passado a empregados atuais, um representante da TB Nordeste – Marcos Nicoladeli – diz que grupo pernambucano Azimult Cerâmica Ltda. de Cabo de Santo Agostinho vai assumir empresa. “Tanto os valores rescisórios quanto o décimo-terceiro salário será pago com recursos provenientes da venda de um equipamento da TB Nordeste que não será utilizado no arrendamento (Atomizador).”

Conforme justificativa de Nicoladeli, no processo de recuperação judicial já existem valores depositados e serão destinados para pagamento daqueles valores rescisórios mais antigos. Contudo, precisam materializar algumas medidas, enxergando no arrendamento uma saída.

Os ex-empregados pedem ao MPT fiscalização sobre o caso. Ao mesmo tempo, não compreendem como um imóvel em situação de pendência judicial pode ser passado a outro grupo, com milhões em compromissos sem cobertura. “Essa é mais uma enganação, mais uma tentativa de ludibriar ex-funcionários”, afirma José Ronaldo.

Calotes e apoio judicial

A Porcellanati mergulhou em Plano de Recuperação Judicial sob o número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC. Contudo, segue sem honrar qualquer débito local, de fornecedores a ex-trabalhadores.

Começou atividades em 2009, até encerrar atividades em 2014, ludibriando centenas de trabalhadores, fornecedores, prestadores de serviços, concessionários de energia, gás, impostos municipais etc. Em 2021, diante de processo do município na gestão Allyzon Bezerra (Solidariedade) para reversão de doação do imóvel, tentou voltar a funcionar a todo custo. Abriu, fechou; abriu, fechou.

Nesse espaço de tempo obteve aval judicial para se manter, porém na prática nunca funcionou. Sequer obteve gás natural da empresa estatal do RN para esse fim, a Potigás, por não honrar compromissos.

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Carla Dickson será investigada por sugerir que médicos usem pacientes

Segundo informações do G1 RN e o portal Novo, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Eleitoral (MPE) passam a investigar discurso da deputada federal e médica Carla Dickson (União Brasil) em evento “Médicos pelo Brasil em prol de Bolsonaro”, que aconteceu no domingo (23), na Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN), em Natal.

No evento, a deputada pregou que seus colegas médicos deveriam pedir votos, entregar santinhos e escreverem ’22’ em receitas aos pacientes, num momento de fragilização deles e de familiares.

– Furem a bolha, pelo amor de Deus. Peguem o paciente de vocês (…). Entregue o santinho do 22, bote 22 abraços paraa ele na receita – aconselhou a deputada federal bolsonarista, acrescentando um sorriso sarcástico.

No Artigo 40 do Código de Ética Médica, é muito claro que a médica-parlamentar se excedeu. É vedado o comportamento prescrito por ela: “Aproveitar-se de situações decorrentes da relação médico-paciente para obter vantagem física, emocional, financeira ou de qualquer outra natureza (…).”

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do RN (CREMERN) afirmou que “não pré-julga pessoas ou instituições pelos seus atos, até porque os procedimentos internos deste Conselho possuem caráter sigiloso, nos termos da legislação vigente”.

Dezenas de médicos e o prefeito natalense Álvaro dias (PSDB), que também é médico, compareceram ao encontro político na entidade.

Carla Dickson é oftalmologista e mulher do também médico e deputado estadual Albert Dickson. Os dois não se reelegeram em 2 de outubro.

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MP do Trabalho perde ação contra o grupo Riachuelo

Flávio Rocha é o principal executivo do grupo (Foto: O Globo/arquivo)
Flávio Rocha é o principal executivo do grupo (Foto: O Globo/arquivo)

Por Robson Bonim (Coluna Radar, Veja)

O Ministério Público do Trabalho perdeu uma das maiores ações civis públicas já propostas na Justiça: o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício de funcionários de empresas têxteis terceirizados com o grupo Guararapes, que pertence a Flávio Rocha e é dono da Riachuelo. O valor da causa, que incluía o pedido de condenação por dano moral coletivo, poderia ultrapassar os 300 milhões de reais.

A decisão foi tomada nesta quinta pela 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, que entendeu que nos contratos comerciais com facções têxteis não se estabelecem relações trabalhistas.

Buscas e apreensões

O processo começou em 2017, com a realização de buscas e apreensões e com a participação de policiais federais e procuradores do Trabalho.

As suspeitas de ilegalidades nas relações trabalhistas, no entanto, foram rechaçadas pela Justiça. “A decisão serve como um marco para a segurança jurídica, que irá beneficiar tanto as empresas como os trabalhadores, com um alto impacto social e econômico”, avalia advogado Erick Pereira, que representa o Grupo Guararapes.

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Liga Contra o Câncer inaugura nova sala de alta complexidade

Liga Contra o Câncer - Logomarca - MaiorSempre em busca do aperfeiçoamento no tratamento e em fornecer o acesso às mais modernas tecnologias aos seus pacientes, a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer inaugura na próxima quinta-feira, 11, em Natal, a partir das 10h, a Sala de Alta Complexidade Dr. Gilverson de Araújo Cordeiro. Com um investimento de R$ 2.553.155,00 – onde 90% é composto de recursos oriundos de ações do Ministério Público do Trabalho (MPT), através da Procuradoria Regional do Trabalho da 21ª Região -, a sala contará com a mais moderna estrutura para a realização dos mais variados tipos de procedimentos neurocirúrgicos.

Esse ambiente permitirá, em especial, realização de cirurgias de tumores do sistema nervoso central, além de cirurgias de alta complexidade de outras especialidades como cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia oncológica entre outras.

“Com a nova estrutura, somada ao aparato cirúrgico de última geração da instituição, conseguiremos reunir na Policlínica o melhor da neurocirurgia. Essa sala de alta complexidade vem para aprimorar uma estrutura que já era excelente. Teremos capacidade de aumentar o número de cirurgias realizadas, promovendo mais celeridade e conforto para os pacientes com resultados potenciais ainda melhores”, afirma o médico neurocirurgião Diogo Menezes.

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“A cada 10 minutos nós temos um pedido de leito para covid-19″

Maura Sobreira aponta que a asfixia do sistema é permanente com pouca margem à expansão de atendimento (Foto: arquivo/Sandro Menezes)
Maura aponta que a asfixia do sistema é permanente e com pouca margem à expansão (Foto: arquivo/Sandro Menezes)

“A cada 10 minutos nós temos um pedido de leito para covid-19. São mais de 800 leitos disponíveis, e a capacidade para ampliação é muito restrita”, avisa a secretária adjunta de Saúde Pública do RN, Maura Vanessa Sobreira.

“Existem 19 leitos bloqueados por falta de equipamentos, como ventiladores pulmonares e bombas de infusão. A situação é muito crítica”, complementa.

Ela participou nessa quarta-feira (26), de reunião conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do RN (MPRN) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), com representantes dos poderes Executivo e Legislativo com municípios e associações do Rio Grande do Norte para discutir o combate à pandemia do novo coronavírus.

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Juiz determina prioridade em envio de vacinas para segunda dose

Governo prometeu duas remessas para próximos dias (Foto: Raiane Miranda)
Governo prometeu duas remessas para próximos dias (Foto: Raiane Miranda)

Titular da 4ª Vara da Justiça Federal no RN (JFRN), em Natal, o juiz federal Janilson Bezerra determinou em caráter de urgência nessa terça-feira (11), que o Governo Federal compense o RN com doses da vacina CoronaVac.

Pela decisão, o RN deve receber integralmente a necessidade de vacinas para cumprir o restante da segunda dose em todo o RN, da ordem de 87.089 aplicações.

Bezerra atende a arrazoado apresentado em Ação Civil Pública (ACP) conjunta do Ministério Público Federal (MPF/RN), Ministério Público do RN (MPRN), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Defensoria Pública do Estado (DPE).

“Visando a complementar o número remanescente de doses de Coronavac e dar margem de segurança ao esquema vacinal, deve a União substituir as doses do imunizante Pfizer/Cominarty destinados ao Estado do Rio Grande do Norte por doses de Coronavac/Butantan destinados à primeira dose (D1) destinados a outros Estados com esquemas de vacinação em dia”, assinalou.

Hoje mais cedo, a governadora Fátima Bezerra (PT) já tinha antecipado (veja AQUI) que o Governo Federal promete para os próximos dias a chegada de 69.200 doses da CoronaVac. Esse ponto foi tratado na demanda judicial, com informes atualizados. Recentemente, houve desembarque de 15.600 doses.

Para alcançar as 97,089 doses restariam 2.289.

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MP’s e Defensoria Estadual pedem liminar para garantir 2ª dose

vacina, fotoO Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Defensoria Pública Estadual (DPE/RN) ajuizaram ação civil pública com pedido de liminar para assegurar a aplicação da segunda dose (D2) de Coronavac nos cidadãos potiguares. Com a escassez da vacina e orientação do Ministério da Saúde para aplicação de novas remessas como D1, mais de 56 mil pessoas estão com a imunização em atraso, superando o intervalo indicado de quatro semanas entre as doses.

A ação pede à Justiça Federal a adoção de medidas urgentes pela União, Governo do Estado do Rio Grande do Norte e Prefeitura do Natal para evitar que a ausência da D2 provoque atraso ainda maior na quebra do esquema vacinal e perda da eficácia da imunização em pessoas dos grupos prioritários.

Os procuradores, promotores e defensora enfatizam que a situação tem gerado “um ambiente de insegurança e até de desespero na população que ainda não completou o seu calendário vacinal” e apontam “a possibilidade do surgimento de mutações virais com cepas mais resistentes do novo coronavírus quando não se perfectibiliza o ciclo vacinal”.

Multa

Com a aplicação da D2 já interrompida por três vezes em Natal, a ação pede que o município seja obrigado a aplicar exclusivamente a segunda dose até que, no mínimo, 85% das pessoas que receberam a D1 de Coronavac tenham o ciclo completado. Já o governo do RN deverá monitorar a oferta de vacinas e assessorar os municípios. Quando necessário, a reserva técnica estadual deve ser disponibilizada para evitar novos atrasos.

A ação pede, ainda, que a União adote o incremento ou exclusividade de doses de Coronovac para o RN nas próximas remessas, ou por antecipação, para atendimento à demanda de D2. A União também deve adotar a obrigatoriedade de reserva de segunda dose para todos os já contemplados com a primeira ou, alternativamente, criar um fundo de vacinas para casos como o do RN.

Os ministérios públicos e a DPE/RN requerem a aplicação de multa em caráter inibitório para prevenir a reiteração das condutas que levaram à falta de doses. A ação tramita na 4ª Vara da Justiça Federal sob o número 0802923-72.2021.4.05.8400.

Acesse aqui a íntegra da inicial.

Acompanhe o caso

Leia também: Cerca de 150 municípios suspendem 2ª dose por falta de vacinas;

Leia também: RN recebeu 136.800 doses de CoronaVac dia 1º e agora apenas 1.600.

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Fátima amplia até 1º de julho restrição a empresas e população

A governadora anunciou em suas redes sociais nessa terça-feira (23), que prorrogará até o próximo dia 1º de julho as restrições à retomada gradual das atividades econômicas do RN e do confinamento social. Ela esteve participando de videoconferência com representantes do segmento empresarial do estado.

Deixou clara sua posição, que atende à recomendação também do Ministério Público do RN (MPRN), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), preocupados com avanço da Covid-19 no RN – veja AQUI.Veja resumo da manifestação da governadora:

Meus amigos e minhas amigas:

Venho aqui comunicar a vocês, cidadãos e cidadãs do Rio Grande do Norte, que prorrogarei para o próximo dia primeiro a retomada gradual das nossas atividades econômicas. Essa decisão segue recomendação do Ministério Público e do nosso Comitê Científico, que alertaram para o risco que uma reabertura esta semana trará para a saúde pública do Estado.⁣ ⁣

Estamos em um momento que ainda nos inspira muitos cuidados. Em que pesem todas as ações do Governo para fiscalizar e fazer valer as medidas restritivas – e estarmos atualmente em um patamar igual ou acima do índice de isolamento do país – nossa taxa de isolamento ainda bate na casa dos 40%. ⁣

É preciso que todos os municípios – a exemplo de muitos que conseguiram reduzir os casos de coronavírus exatamente por cumprirem a contento nossas orientações – se integrem com afinco ao nosso “Pacto pela Vida”, para que possamos conscientizar ainda mais a população a ficar em casa e a mudarmos até o dia 1º essa realidade.⁣

Vamos juntos, de maneira segura e com responsabilidade, vencer essa pandemia e voltar à vida normal. Mas para isso precisamos que a população faça a sua parte. ⁣

Fiquem com Deus.⁣ Fiquem em casa.⁣

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Estado paga 1ª parcela para manter hospital de campanha

O valor de R$ 633 mil que o governo estadual deveria creditar para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), no último dia 20 (quarta-feira), o fez na sexta-feira (22). É a primeira parcela de um total de três, em igual valor.

O Blog Carlos Santos mostrou em primeira mão a situação delicada do Hospital São Luiz (veja AQUI) sofria por falta dos recursos.

São Luiz é hospital de campanha administrado por Larizza Queiroz da Apamim (Foto: arquivo)

O São Luiz é hospital de campanha gerido pela Apamim, como resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desencadeado pelo juiz federal Orlan Donato, promotor estadual Rodrigo Pessoa e outras pessoas e instituições públicas, para dotar Mossoró e região de uma estrutura emergencial de atendimento a vítimas da Covid-19.

Débito ainda aberto

Apesar do crédito, o Governo do RN ainda deve R$ 183 mil à mesma Apamim. Essa instituição sob intervenção federal desde setembro de 2014, destinou esses recursos para apressar a abertura de 10 leitos de UTI no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), esperando ser ressarcida.

Sua gestora, a bioquímica Larizza Queiroz, foi uma das pessoas que articularam o TAC capaz de aglutinar a Prefeitura de Mossoró e Governo do Estado no apoio ao funcionamento do São Luiz como hospital de campanha, tendo ainda o Ministério Público do RN (MPRN), Ministério Público Federal (MPF/RN) e Ministério Público do Trabalho (MPT) como signatários na Justiça Federal.

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Hospital São Luiz começa a receber os primeiros pacientes

O Hospital Sao Luiz – Hospital de Campanha em Mossoró para exclusivo atendimento a pacientes com Covid-19, por volta de 17 horas desta sexta-feira (1º) recebeu seu primeiro paciente.

Um veículo do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU), com o médico Dixon Fradik, fez transferência de paciente que estava provisoriamente no Hospital Maternidade Almeida Castro  (HMAC).

Outros serão transportados de Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s), onde estão também de forma emergencial e em face de falhas na montagem de estruturas da municipalidade e governo estadual.

O Hospital de Campanha no São Luiz começa com 10 de UTI e 15 de enfermaria.

Quando tiver 90% ocupados, será agilizada a abertura de mais 10 leitos de UTI e 15 de enfermaria, até chegar – a 35 UTIs e 65 leitos de enfermaria.

Leia tambémMossoró já vive saturação para atender pacientes com Covid-19.

A gestão do Hospital São Luiz nesse período de enfrentamento à Covid-19 é da bioquímica e interventora do HMAC, Larizza Queiroz, como resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado por representantes da Justiça Federal, Ministério Público do RN (MPRN), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público Federal (MPF), além de Prefeitura Municipal de Mossoró e Governo do RN.

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Apamim administrará Hospital São Luiz contra Covid-19

Do Blog Saulo Vale

A Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) assinou contrato para gerir, por um prazo mínimo de quatro meses, o Hospital São Luiz.

O “aluguel” é no valor de R$ 260 mil mensais.

Larizza Queiroz, que coordena a intervenção na Apamim, tem papel decisivo para gestão do São Luiz (Foto: arquivo)

O objetivo é de que essa unidade hospitalar atenda pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 na região.

A fase agora é de montar equipes médicas e de enfermagem.

Segundo a farmacêutica Larizza Queiroz, interventora da Apamim, que hoje administra o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), o Hospital São Luiz deve ser aberto até o dia 1º de maio.

Ela afirma que serão disponibilizados de imediato leitos clínicos.

Disponibilidade de leitos

“Manteremos contato com o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e com o setor de regulação do município, para que nós possamos abrir leitos de UTI, a medida que surja a demanda”, esclarece.

A Apamim vai gerenciar e ofertar até 35 leitos de UTI adulto e até 65 leitos de retaguarda, totalizando os 100 leitos hospitalares, para casos suspeitos e confirmados da covid-19, que vão funcionar no Hospital São Luiz.

O que cabe a cada um

Segundo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a Prefeitura de Mossoró fará repasse imediato de R$ 594 mil e parcelas mensais pós-fixadas em R$ 4,1 milhões, com recursos do SUS.

O Governo do Estado deve garantir toda a escala médica e prestar apoio técnico e de capacitação para o funcionamento dos leitos.

O TAC é fruto de uma parceria entre Governo do RN, 8ª Vara da Justiça Federal, Apamim, Prefeitura de Mossoró, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do RN (MPRN).

Tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura de Mossoró deverão criar uma Página de Transparência exclusiva para a divulgação das despesas relacionadas ao combate à Covid-19 com empenhos, contratos, fornecedores e demais informações decorrentes do dever de transparência.

Nota do Blog Carlos Santos – Essa operação delicadíssima chegou a emperrar, quanto o Governo do RN tentava negociação direta com o São Luiz. A intervenção de promotores, MPT, Justiça Federal e da própria Larizza Queiroz mudou o rumo do entendimento, para que o TAC fosse fechado.

A própria escolha da Apamim à gestão diz muito sobre esse entendimento. Larizza Queiroz consolida-se como nome de gestora exemplar na saúde – caso de sucesso na Apamim, sob intervenção desde setembro de 2014. Aplauso a todos os envolvidos.

Depois traremos detalhes de bastidores.

Leia também: TAC vai assegurar Hospital de Campanha no São Luiz.

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TAC vai assegurar Hospital de Campanha no São Luiz

Do Mossoró Hoje

A governadora Fátima Bezerra (PT) disse em entrevista ao Cenário Político da TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom), no início da noite desta sexta-feira, 17, que a contratação do Hospital São Luiz está assegurada. A negociação saiu através da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), que está sob intervenção federal desde setembro de 2014.

A interventora Larizza Queiroz deverá administrar o hospital nessa fase de excepcionalidade de enfrentamento à pandemia do coronavírus.

O projeto é colocar o hospital em funcionamento o mais rápido possível. O local atualmente tem 25 respiradores, ou seja, será possível instalar de imediato 25 leitos de UTI e pelo menos 75 de UCI. Serão necessários mais equipamentos e profissionais de saúde, para que ele seja um adequado Hospital de Campanha.

Hospital São Luiz tem estrutura para ser o necessário Hospital de Campanha da região (Foto: arquivo)

Mossoró já conta com o Hospital Tarcísio Maia, com 27 leitos, sendo que 20 de UTI e 7 de UPI; com o Hospital Wilson Rosado, que tem contratado 11 leitos de UTI pelo SUS; com o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), com 10 leitos de UTI do SUS para as mulheres grávidas.

Tem também a estrutura que está sendo montada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Belo Horizonte e o Hospital da Policia Militar.

Negociação

A negociação para contratar o hospital foi tentada direto com o Governo do Estado, porém o negócio não foi fechado.

Os entendimentos começaram a ter avanço, com promotores de Justiça de Mossoró, da Secretaria Municipal de Saúde e da equipe de Intervenção Judicial da Apamim (que administra o HMAC).

Os promotores de Justiça, observando a necessidade urgente de ser resolver a situação, propuseram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), entre Governo do Estado, Prefeitura de Mossoró e Apamim, para arrendamento do Hospital São Luiz.

O TAC está sendo assinado pelo secretário de Saúde do Estado Cipriano Vasconcelos Maia, pela secretária de Saúde de Mossoró, Saudade Azevedo, pelo procurador Gladson Gadelha, do Ministério Público do Trabalho (MPT), promotor Rodrigo Pessoa, do MInistério Público do RN (MPRN), e Larizza Queiroz, da Apamim.

Comunicado

Assinaram também o procurador geral do Estado, Luiz Antônio Marinho da Silva, a procuradora geral do município de Mossoró, Karina Martha F. d S. Vasconcelos e o promotor Carlos Henrique Haper Cox, do Laboratório de Orçamento e Polícias Públicas do Rio Grande do Norte.

O processo deve ser concluído já neste sábado, ocasião que o promotor Rodrigo Pessoa deve divulgar nota já detalhando a negociação, como será o custeio, a gestão, assim como o número de leitos que será disponibilizado na unidade.

Como forma de tranquilizar a população de Mossoró e região, a secretária Saudade Azevedo e a interventora da Apamim Larizza Queiroz, devem divulgar comunicado conjunto, também neste sábado, a exemplo do Ministério Público, sobre a conclusão do processo.

Nota do Blog – Ufa! Excelente iniciativa de promotores e outros envolvidos. À luta.

Venceremos.

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MPF/RN tenta ampliar pena do empresário Flávio Rocha

Flávio Rocha: sentença (Foto: O Globo)

O Ministério Público Federal (MPF) apelou da condenação do empresário Flávio Gurgel Rocha, sentenciado em primeira instância ao pagamento de R$ 93.700 pelo crime de injúria contra a procuradora do trabalho Ileana Neiva Mousinho, além de R$ 60 mil a título de ressarcimento dos danos provocados a ela.

O recurso tem o objetivo de aumentar o valor desse ressarcimento e obter a condenação do empresário também por calúnia e coação no curso do processo.

“Ileana e mais oito membros do Ministério Público do Trabalho (MPT) moveram uma ação contra a empresa da qual o empresário é vice-presidente – a Guararapes Confecções SA (Grupo Riachuelo) – e, após tomar conhecimento da ação, ele divulgou postagens caluniosas em suas redes sociais e incentivou um protesto em frente ao local de trabalho da procuradora, prejudicando até mesmo a rotina dos parentes da vítima”, relata o MPF do RN.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Mudanças na contribuição sindical são inconstitucionais

As mudanças na contribuição sindical promovidas pela reforma trabalhista (Lei nº 13.467/17) são inconstitucionais. É o que diz nota técnica divulgada nesta segunda-feira (30) pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

O documento aponta que alterações como o fim da obrigatoriedade da contribuição dependem de lei complementar por ser recurso de natureza tributária.

Além disso, a instituição defende que a autorização para desconto em folha da contribuição sindical deve ser definida em assembleia com participação de toda a categoria.

“A Lei nº 13.467/17 neste tópico está, portanto, desestabilizando as relações sindicais, com graves prejuízos à defesa coletiva dos interesses dos representados. Seu texto gera incerteza e insegurança jurídica ao passo que pretende suprimir os paradigmas de proteção sobre os quais se fundam a Constituição e o Direito do Trabalho”, registra a nota.

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Fiern se solidariza com empresários Flávio e Nevaldo Rocha

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), divulgou nesta terça-feira, 17, nota pública e oficial de solidariedade aos empresários potiguares Flávio Rocha e Nevaldo Rocha.

Assinada por seu presidente, Amaro Sales de Araújo, a nota destaca a importância dos dois empreendedores para o Rio Grande do Norte, considera equivocada a apresentação de ações judiciais contra a Guararapes e contra Flávio Rocha e apresenta irrestrita solidariedade aos dois empreendedores.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Flávio Rocha é um dos mais importantes empreendedores brasileiros e, destacadamente, um dos mais relevantes da história do Rio Grande do Norte. Ao sair em defesa da indústria Guararapes Confecções e do Pró-Sertão, o fez legitimamente na salvaguarda de sua empresa e de um projeto, cuja iniciativa gera milhares de empregos formais no interior potiguar.

O Ministério Público do Trabalho merece o respeito de todos nós, mas não podemos nos calar diante da apresentação equivocada de ações judiciais contra a Guararapes e, agora, diretamente contra o líder empresarial Flávio Rocha. Assim sendo, é devida a irrestrita e pública solidariedade da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte a Flávio e a Nevaldo Rocha, além de um apelo para que, mesmo diante de tais circunstâncias, continuem trabalhando e investindo no Rio Grande do Norte.

A injustiça e a insensibilidade de alguns não diminuem a estima e o respeito que a maioria reconhece dever aos líderes e aos colaboradores do Grupo Guararapes, merecedores do nosso apoio e aplauso.

Amaro Sales de Araújo – Presidente do Sistema FIERN

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Ministério Público do Trabalho é nocivo ao RN e a seu povo

Para o empresário Flávio Rocha, CEO (diretor executivo) do grupo Riachuelo (Confecções Riachuelo S/A), a ação do Ministério Público do Trabalho (MPT/RN) lhe impondo multa superior a R$ 37 milhões, é mais nociva ao estado e à sua população, do que a esse conglomerado empresarial de origem potiguar.

Nas redes sociais nesse domingo  (17), Flávio Rocha desabafou: “Por que só nós?”

Segundo ele, o MPT/RN faz exigências que não são feitas a outras indústrias. Salientou ainda, que o grupo investe no estado, mas poderia não ter uma única unidade fabril com produções em facções pelo interior do Rio Grande do Norte e outros investimentos.

“O MPT está dizendo que está entrando com ação contra a Guararapes a pedido dos trabalhadores das fábricas de oficinas de costuras. Essa é a primeira grande mentira que está sendo contada e precisa ser desmascarada”, disse o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) em São José do Seridó, onde sábado (16), houve o “Grito do Emprego”, movimento em contraposição à ação do MPT.

“Essa decisão pode gerar um enorme problema social, causando o desemprego de milhares de pessoas no interior do estado. Empregos esses que são os que sustentam uma casa”, afirmou o governador Robinson Faria (PSD).

Com informações adicionais do G1 e Assessoria de Rogério Marinho.

Leia também: “Grito do Emprego” mobiliza vários setores no final de semana AQUI;

Leia também: Ministério Público do Trabalho diz defender direitos trabalhistas AQUI.

Nota do Blog – O grupo comandado por Flávio Rocha e seu pai Nevaldo Rocha, é uma referência empresarial no país e no mundo, um case de sucesso. Na prática e na ponta do lápis, não precisa do RN para bulhufas. Se complicar, aconselho-os a investir noutros estados.

Mandem o RN às favas. Aqui parece ser um caso perdido.

Aos olhos de muita gente, normalmente “parasitas”, todo empresário é bandido. Claro que esses críticos jamais seriam empresários, por absoluta incapacidade de montar um simples carrinho para venda de cachorro-quente, correndo os riscos do mercado.

É preciso bom senso nessa discussão, análise do que somos, da conjuntura de seca, fome, desemprego e queda bruta na arrecadação dos municípios.

Já dissemos e repetimos: o modelo de facções têxteis não é a panaceia, mas sem dúvida mitiga problemas econômico-financeiros em dezenas de municípios, podendo ser ampliado enormemente.

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Ministério Público do Trabalho diz defender direitos trabalhistas

O Ministério Público do Trabalho (MPT/RN) emitiu Nota de Esclarecimento sobre a Ação Civil Pública contra a Guararapes Confecções S/A (Grupo Riachuelo), argumentando que age em defesa de garantia de direitos trabalhistas, no caso das facções têxteis espalhadas pelo RN.

No final de semana, houve o “Grito do Emprego” em protesto contra a postura do MPT/RN (veja AQUI).

Veja abaixo:

Sobre a ação civil pública contra a Guararapes Confecções S/A (ACP 0000694-45.2017.5.21.0007), o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte esclarece que:

1.    A ação proposta contra a empresa Guararapes, para sua responsabilização quanto aos direitos trabalhistas dos empregados das facções de costura, foi elaborada pelo Grupo de Procuradores do Trabalho vinculados à Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes – CONAFRET, que realizou inspeção nas facções e analisou as condições de trabalho e o conteúdo dos contratos de facção utilizados pela Guararapes. A ação não foi proposta contra facção de costura e não tem por fundamento a ilicitude da terceirização, mas a existência de subordinação estrutural e responsabilidade solidária.

2.    O MPT realizou inspeção em mais de 50 facções, em 12 municípios, e constatou que os empregados das facções recebem menor remuneração e têm menos direitos trabalhistas do que os empregados contratados diretamente pela Guararapes, inclusive quanto à saúde e segurança do trabalho. Na inspeção, foram ouvidos trabalhadores e faccionistas, que relataram as dificuldades financeiras pelas quais vêm passando para pagar salários, 13º e férias, pois o preço da costura das peças, fixado pela Guararapes (atualmente R$ 0,35 o minuto), não é suficiente para cobrir os custos operacionais.

3.    Muitas facções já foram forçadas a encerrar suas atividades e seus proprietários se encontram endividados, porque tiveram que financiar as máquinas e equipamentos de costura, adquiridas de acordo com as especificações técnicas fornecidas pela Guararapes, para a costura de jeans.

4.    Os contratos de facção utilizados pela Guararapes são contratos de adesão, porque as microempresas de facção não negociam suas cláusulas e as obrigações são estipuladas unilateralmente pela Guararapes, inclusive o preço a ser pago, e o contrato não prevê aviso prévio, em caso da Guararapes suspender o envio de peças para costura.

5.    A Guararapes não garante o envio regular de peças para as facções de costura, podendo diminuir a quantidade de peças enviadas, de acordo com os seus interesses, situação que tem sido, ao lado do preço do serviço estipulado no contrato, causa do fechamento de facções.

6.    A própria Guararapes informou que transferiu 17% da sua produção, no Município de Extremoz, para as facções do Pró Sertão. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho demonstra que não houve criação de novos empregos, pois em dezembro de 2013 (ano de criação do Programa Pró Sertão) a Guararapes contratava 10.034 empregados, e em abril de 2017, o seu quadro de pessoal era de 7.539 empregados.  A conclusão é que a Guararapes não gerou novos empregos no RN, mas transferiu empregos diretos da sua fábrica para as facções, transferindo para essas microempresas todo o risco da atividade econômica.

7.    Centenas de ações individuais já foram propostas pelos empregados demitidos das facções, na Justiça do Trabalho, cobrando parcelas rescisórias que não foram pagas e, inclusive, alegando a responsabilidade da Guararapes pelo pagamento dessas verbas.

8.    Os fatos verificados na inspeção e que fundamentam a ação do MPT estão demonstrados no processo por meio de depoimentos, fotos, vídeos, laudos periciais e informações apresentadas por órgãos públicos e pelo Banco do Nordeste.

9.    O pedido de indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 37.723.000,00 (trinta e sete milhões setecentos e vinte e três mil reais), corresponde a parte do lucro obtido com o trabalho das facções. O lucro líquido consolidado da Guararapes/Riachuelo, em 2016, foi de R$ 317.600.000,00 (trezentos e dezessete milhões e seiscentos mil reais). Em caso de condenação, o valor deverá ser destinado a instituições sem fins lucrativos.

Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte

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“Grito do emprego” mobiliza vários setores no final de semana

Mobilização no último sábado (17) na cidade de São José do Seridó mexeu com trabalhadores, empresários e políticos no denominado “Grito do Emprego” e reuniu empresários, trabalhadores e representantes de órgãos públicos do estado. Foi no Ginásio Poliesportivo Pedro Laurentino de Medeiros.

Mobilização envolveu microempresários, trabalhadores, políticos, lideranças empresariais em São José do Seridó (Divulgação)

Foi um protesto contra o Ministério Público do Trabalho (MPT), que move ação com pedido de multa de R$ 37,7 milhões contra a Confecções Guararapes (Grupo Riachuelo). Alega precarização de trabalho e supressão de direitos dos trabalhadores, para adotar a medida.

Atinge em cheio o modelo de terceirização de produção têxtil denominado de facções, criado em 2013.

Ausências

Informa o Governo do RN que um total de 62 facções espalhadas pelo interior do estado empregam 2,6 mil pessoas. Em 2016, o setor teria movimentado cerca de R$ 100 milhões na região.

Compareceram vários políticos, como o governador Robinson Faria  (PSD), representantes da Federação das Indústrias do Estado RN (FIERN), mas faltaram lideranças partidárias de esquerda e sindicatos ligados aos trabalhadores.

Vá entender!

Leia também: Protesto se move contra multa que pode fechar facções têxteis AQUI.

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Protesto se move contra multa que pode fechar facções têxteis

Será amanhã (sábado, 16/09), às 8h, em São José do Seridó, ato de protesto reunindo pessoas dos mais diversos segmentos sociais, produtivos e políticos do estado, contra procedimento que visa encerrar o sistema de facções da indústria têxtil do Rio Grande do Norte. Ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) vai na contramão dos interesses da própria sociedade.

Facção: interior é alcançado (Foto: cedida)

O MPT engatilha multa de R$ 37,7 milhões para o grupo Riachuelo – principal responsável por abrir empregos para milhares de pessoas através das facções na região do Seridó e outras regiões do estado, descentralizando a economia, fomentando renda e ampliando meio circulante em vários municípios de baixa renda per capita.

Nota

O sistema de facções funciona como uma linha de produção descentralizada, que segue padrões de qualidade comuns, produzindo milhares de peças de vestuário. O MPT sustenta seu cerco com a alegativa de que as facções subtraem direitos comuns aos trabalhadores diretos de indústrias.

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) emitiu nota “manifestando profunda preocupação com a possibilidade de fechamento das facções têxteis, enquadradas no programa Pró-Sertão, que exerce papel fundamental na geração de emprego e movimentação das economias municipais.”

Essas facções geram mais de 5 mil postos de trabalhos no estado. São cerca de 140 ao todo, que produzem peças para a indústria Guararapes, grupo originalmente criado no RN pelo empresário caraubense Nevaldo Rocha.

Nota do Blog – Esse modelo de produção não é novo nem a panaceia à redenção econômica do RN, mas sem sombras de dúvidas é um paliativo para fomento de renda em municípios que muitas vezes dependem basicamente de recursos advindos de aposentados/pensionistas, Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e outras fontes pífias.

É preciso bom senso, um pingo de bom senso, no trato desse caso.

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