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Covid fake?

Por François Silvestre

É possível.

Bolsonaro e sua trupe promoveram em Nova York um festival grotesco, burlesco de fazer inveja à bufonaria francesa do Monsieur Pujol. Aquele que lotava os teatros para exercer o talento de executar instrumentos pelo controle da flatulência. Do ânus saiam os sons que ele queria.

Foi um festival de mentiras e presepadas. Destaque para o ministraço da “saúde” (veja AQUI). Estirar o dedo foi o de menos. Esse seu dedo está estirado há muito tempo para o povo do Brasil. O mesmo dedo de Pazuello.

O mais grave? A suspeita de que ele não contraiu Covid. Isso mesmo. Tudo uma armação para uma quarentena conveniente, que o livrará da CPI, no momento em que naquele palco do Senado os pujóis do governo estão sem vento suficiente para o exercício da bufonaria.

No circo de Bolsonaro a rede é dispensável, posto que o trapézio é de mentira e os trapezistas apenas bufões.

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Fátima tenta que ministério cumpra calendário que ela prometeu

Fátima participou de reunião do Fórum de Governadores de forma virtual (Foto: Elisa Elsie)
Fátima participou de reunião do Fórum de Governadores de forma virtual (Foto: Elisa Elsie)

Ao participar da reunião do Fórum de Governadores do Brasil com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na manhã desta terça-feira (13), a governadora professora Fátima Bezerra (PT) reforçou a necessidade do Ministério definir e cumprir um calendário com entregas semanais de vacinas.

A reivindicação da Governadora se dá diante da importância dos estados e municípios cumprirem as regras do Programa Nacional de Imunização (PNI) que prevê a vacinação das pessoas maiores de 18 anos até o mês de setembro próximo. “Solicitamos um calendário objetivo — quantas vacinas cada Estado vai receber e as datas —, para que possamos chegar em setembro vacinando todas as pessoas acima de 18 anos”, afirmou Fátima Bezerra.

Nota do Blog – A governadora foi precipitada quando divulgou um calendário de vacinação com base em informações e compromissos assumido pelo Governo Federal. Fez o anúncio no dia 15 de junho (veja AQUI) e poucos dias depois já tinha problemas para abastecimento (veja AQUI). Antecipamos no dia 15 logo, que dificilmente o calendário fictício seria cumprido.

Outros governadores menos ansiosos e mais sensatos evitaram esse procedimento: de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB); e Bahia, Rui Costa (PT) – veja AQUI.

Mais prudência, governadora. A senhora não pode definir calendário para algo que não depende exclusivamente de decisões suas.

Mais promessa

Marcelo Queiroga disse que o Ministério vai fazer o cronograma por semana e deliberar no PNI sobre a reivindicação de antecipação da segunda dose para os vacinados com AstraZeneca Oxford e Pfizer. O ministro informou que a previsão é de entregar, a todos os estados, 41 milhões de doses de vacinas neste mês de julho e de 60 milhões no mês de agosto.

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Após anunciar calendário, Governo Fátima não garante vacinas

Vacinação não depende apenas do Governo do RN, por isso a precipitação de calendário (Foto: Wilson Moreno)
Vacinação não depende apenas do Governo do RN, por isso a precipitação do calendário (Foto: Wilson Moreno)

O Governo do Estado está com dificuldade de manter distribuição e fluxo de vacinas para os municípios, da capital ao interior, na prevenção à Covid-19. Não existe vacina suficiente para continuidade da imunização no RN

Estava escrito que isso ocorreria.

Essa página antecipou, sem precisar ter bola de cristal.

No último dia 15, terça-feira da semana passada, a governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou com pompa um “calendário de vacinação” (veja AQUI) para cobrir população até 18 anos, colocando setembro ponto conclusivo dessa meta.

“Vejo como precipitada a divulgação de um calendário que tem tantas dependências para se efetivar. Seu cumprimento não depende do Governo do Estado, exclusivamente”, postamos àquele dia.

Pólvora alheia

Fátima Bezerra atira com a pólvora alheia, que já falhou outras vezes. Ao contrário dela, os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB); e Bahia, Rui Costa (PT), decidiram que não anunciariam cronograma de vacinação – veja no Blog Tio Colorau AQUI.

No dia 20 de março último (veja AQUI), o terceiro ministro da Saúde – Eduardo Pazuello – garantiu que não faltariam vacinas e orientou que estados e municípios poderiam usar estoque da D2 (segunda dose). Deu problema, a promessa não foi cumprida. Dia 26 de abril o quarto ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu que o Governo Federal tinha errado (veja AQUI).

No RN, o governo estadual encontrou logo culpados pela falta de imunizante CoronaVac para segunda aplicação: os prefeitos de Natal (Álvaro Dias-PSDB) e de Mossoró (Allyson Bezerra-Solidariedade). Sua militância caiu em cima de ambos executivos municipais, os satanizando (veja AQUI).

Porém, o próprio governo Fátima Bezerra caiu em contradição ao apresentar relatório de que cerca de 90% dos municípios estavam com atraso (veja AQUI). Não eram situações específicas de Natal e Mossoró, ficou provado.

Diante de tantas incertezas, é esperar que Fátima Bezerra não volte a criar falsas expectativas.

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