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Oposição já se arma para novas frentes de batalha em Mossoró

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

As eleições municipais foram concluídas no domingo (06), portanto há oito dias, mas o PT de Mossoró não quer perder tempo. Mexe-se para fazer oposição mais eficiente ao prefeito reeleito Allyson Bezerra (UB) e de olho em 2026.

O aparente cessar-fogo dos últimos dias é provisório e não vai esperar o início de novo ciclo de poder no município.

A princípio, cinco frentes de batalhas estão definidas e o partido não quer perder tempo:

Na Câmara Municipal com a reeleição da vereadora Marleide Cunha e a chegada de Plúvia Oliveira;

Na área cultural, mobilizando e tentando juntar artistas à pressão organizada;

Com seu braço sindical, em especial o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM);

No campo judicial;

Na mídia, com os nomes e endereços alinhados que há quase quatro anos despejam ‘bombas’ com resultados pífios, como mostraram as urnas.

A guerra nunca tem fim.

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Blog Carlos Santos disseca números e analisa disputa mossoroense

Em entrevista ao programa “Jornal da Tarde” da Rádio Rural de Mossoró, nessa terça-feira (24), o editor do Blog Carlos Santos, jornalista Carlos Santos, dissecou a mais recente pesquisa eleitoral focada na campanha mossoroense. Ele foi entrevistado pelo jornalista Saulo Vale.

Em sua ótica, os números da Pesquisa TCM/TSDois divulgados à noite dessa segunda-feira (23) – veja AQUI, AQUI, AQUI e AQUI -, apenas ratificam o que outras 13 já apontaram: “Não existe disputa.”

A vantagem do prefeito Allyson Bezerra (UB) sobre os demais adversários é tão expressiva, sem polarização alguma, que não existe um confronto. “É como o Real Madrid contra um combinado de Potiguar, Baraúnas e Mossoró,” ilustrou.

Ele também comentou sobre a “verdadeira disputa”, que é a corrida à Câmara Municipal.

Outro ponto foi o papel da oposição ao longo da gestão Allyson Bezerra e a fragilidade das forças tradicionais.

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Oposição tem proposta para contar com apoio do rosalbismo

Ilustração Web
Ilustração Web

O rosalbismo já botou e reiterou sua proposta para apoio a uma das pré-candidaturas à Prefeitura de Mossoró este ano.

Só lero-lero ideológico e para ser do contra, nem pensar.

Cuidem.

Leia também: Rosalbismo tenta incluir venda de rádio em acerto para apoio (23 de abril de 2024).

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A cinco meses das eleições, oposição apenas ataca e nada soma

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

A exatamente cinco meses das eleições de 6 de outubro, a oposição em Mossoró vive situação desesperadora: não tem sequer um nome de verdade à disputa. Quem botou a cabeça fora até aqui, não é visto ou notado. E quem era tido como certo… se esconde, se omite, mergulha.

Conforme as próprias pesquisas recentemente divulgadas, a primeira do Instituto DataVero/93 FM (veja AQUI) e a segunda do Instituto Agorasei/96 FM (AQUI e AQUI), não existe ninguém competitivo. Rejeições aos oposicionistas são bem maiores do que suas intenções de voto.

Enquanto isso, o prefeito Allyson Bezerra (UB) tem performance inversamente proporcional na corrida ao voto e na avaliação de  governo, além de baixíssima rejeição.

A oposição realiza pesada campanha contra o governo e contra o prefeito, através de denúncias na imprensa e em redes sociais, além de empilhar outras tantas no Ministério Público. Contudo, ninguém se capitaliza com esse fogo cerrado contra prefeito e governo. Ninguém mesmo.

Apenas Allyson Bezerra soma, infla, cresce.

As próprias pesquisas revelam que nenhum pré-candidato ou pretenso pré-candidato tem dividendos com essa política incendiária.

A angústia de uma nominata que não fecha

vazio, janela, cadeiraOlhando aqui dessa lonjura a tentativa de formação de nominatas a vereador em Mossoró, é fácil perceber que, na oposição, a angústia só aumenta.

Quando o governismo apresentar o esboço de suas chapas, com arrimo em alguns partidos, é provável que ocorra esvaziamento ainda maior de certas legendas e em forças híbridas (oposição e governo ao mesmo tempo).

Veremos.

Anote, por favor.

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Oposição ainda busca meio de tornar Allyson “derrotável”

oposição, xadrez, disputa, confronto, políticaTentar, ela tem tentado, mesmo antes de começar o governo municipal no dia 1º de janeiro de 2021. Mas, até aqui, a oposição ao prefeito Allyson Bezerra (UB), de Mossoró, não encontrou a batida perfeita para torná-lo ‘derrotável.’

Que fique claro: não é o caso de defini-lo como “imbatível.” Mas, falta pelo menos que apareça um concorrente. Um que seja. Alguém capaz de catalisar as massas, unir forças antagônicas e começar a emparedá-lo como opositor e condutor de um outro modelo de política e administração.

A menos de 12 meses para as eleições, ninguém botou o focinho fora e bradou: “Eu serei candidato (a)!” Muito pelo contrário.

Allyson é muito forte porque a oposição é muito fraca ou a oposição é muito fraca porque ele é muito forte?

Esse dilema pode começar a ser respondido por um detalhe: não existe uma única liderança política em destaque do outro lado, em contraponto ao Palácio da Resistência, sede do Executivo. Ninguém tem conseguido ocupar o vácuo e liderar a oposição.

As forças políticas tradicionais também estão fora de cena ou como meros coadjuvantes: os Rosados.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

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Lawrence frustra oposição que segue à procura de um candidato

Lawrence ratifica o que o BCS tinha mostrado sobre o alheamento da oposição (Foto: reprodução de vídeo)
Lawrence ratifica o que o BCS tinha mostrado sobre o alheamento da oposição (Foto: reprodução de vídeo)

Do Blog Carol Ribeiro

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (ainda SDD), deixa claro que seu projeto é a candidatura à reeleição. Questionado pelo Blog Carol Ribeiro, ele nega – mais uma vez – qualquer possibilidade de romper com o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e se tornar candidato a prefeito pela oposição.

“Já tenho deixado isso bem claro dentro do nosso grupo político, já fizemos até reuniões com nossos apoiadores; nosso projeto hoje é a pré-candidatura à reeleição” .

Sobre o seu nome ser lembrado pela oposição, Lawrence agradece “a bondade deles”.

A oposição vem fazendo, nos bastidores, um movimento para atrair Lawrence Amorim a se candidatar pelo grupo. O presidente já tem acertada ida para o PSDB, partido aliado o âmbito estadual e federal ao PT. A situação não deve ser a mesma em Mossoró.

Nota do BCS – Leia a matéria Teatro do absurdo – Oposição, sem nomes, discute enquanto fica à espera de “Godot”, que postamos no último dia 26, às 23h40. Declarações de Lawrence Amorim arrimam o que foi dissecado, quando nossa página mostrou o alheamento oposicionista na sucessão municipal.

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Oposição, sem nomes, discute enquanto fica à espera de “Godot”

"Esperando Godot", que percorre o Brasil, com Marcelo Drummond e Alexandre Borges (Foto: divulgação)
“Esperando Godot”, que percorre o Brasil, com Marcelo Drummond e Alexandre Borges (Foto: divulgação)

O Blog Carol Ribeiro reproduz trecho de entrevista do último dia 19, no programa Cenário Político da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), que diz muito sobre a oposição política em Mossoró. Muito mesmo.

A vereadora Marleide Cunha (PT) afirmou que o partido não tem fechado um nome à prefeitura, nem mesmo o da deputada estadual Isolda Dantas (PT), pré-candidata ‘natural’.’ Apesar de estar com governo estadual e federal nas mãos, situação única, o petismo admite passar o bastão para algum candidato não petista encabeçar chapa.

Segundo a vereadora, os adversários do governo Allyson Bezerra (UB) não estão parados, conversam. Inclusive, umas das opções discutidas é o nome de um governista: Lawrence Amorim (Solidariedade), presidente da Câmara Municipal e aliado do prefeito. Isso mesmo: aliado do prefeito.

Hora de voltar a folhear o texto da peça “Esperando Godot”, do irlandês Samuel Beckett, um dos precursores do chamado “Teatro do absurdo.”

Não vou jogar nenhum spoiler sobre a encenação – da peça, lógico.

Procure saber como ela termina.

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Oposição tem que procurar alternativa para nominata

Foto ilustrativa de Cristina Gottardi/ Unsplash)
Foto ilustrativa de Cristina Gottardi/ Unsplash)

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Mossoró fechou a porta e os atalhos à entrada de alguns vereadores da oposição local, na Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV).

Não quer correr risco de ver alguns deles reeleitos, em detrimento de prioridades da própria legenda à Câmara Municipal.

Nominata dessa federação será feita com foco no partido e em perfil progressista. Boa parte da oposição atual no legislativo é expurgo do próprio governismo.

Em Mossoró, o PT é presidido pela deputada estadual Isolda Dantas.

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Já é intensa e tensa a movimentação para disputa a vereador

Ilustração
Ilustração

Já é intensa e tensa a movimentação de vereadores e pré-candidatos à vereança, em Mossoró, à formação de nominatas à campanha 2024.

A disputa – provavelmente por 21 vagas, em vez das 23 da atual legislatura – promete ter menos candidatos, menor número de partidos, porém com maior exigência de votos. Quase impossível que alguém com menos de 1.300 votos seja eleito (ou reeleito).

Em 2020, pelo menos três foram eleitos com menos de mil votos: Omar Nogueira (964, do Patriota), Paulo Igo (929, do Solidariedade) e Édson Carlos (924, do Cidadania). O quociente eleitoral foi de 5.884 votos.

Os chapões no governismo vão envolver cerca de quatro legendas ou mais.

Na oposição, de decidido e em formação, a Federação Brasil da Esperança, com PT, PCdoB e PV. É uma composição selada ainda na campanha presidencial do ano passado, mantendo-se em todo o país por exigência legal.

E, assim mesmo, essa federação tem e terá muitas restrições. A maioria da oposição de hoje na Câmara Municipal não é aceita nela. Terá que se virar.

Destino de alguns nomes é a acomodação em partidos de pequeno porte, brigando para montagem de nominata viável.

História e números

Em 2020, a CMM passou pela maior renovação da sua história, com eleição de 17 novos parlamentares. (veja detalhes clicando AQUI).

Veja AQUI mais detalhes sobre a dança das cadeiras nas eleições de 2016, 2012 e 2008.

Veja AQUI a lista com todos os candidatos a vereador e respectiva votação em 2020.

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Blog Carlos Santos faz ampla análise política na 95 FM

95 FM de Mossoró - Foto do site com microfoneNessa quarta-feira (5), a gente bateu papo sobre política nacional, estadual, disputas 2024 e 2026, gestão municipal mossoroense, mudanças partidárias, greve, relação entre sindicatos e poder, além de outras questões.

Flashs

“O nome mais forte da oposição em Mossoró é Rosalba Ciarlini (PP).”

“Fátima Bezerra (PT) não foi eleita presidente do Sinte nem Sindsaúde (…). É governadora do RN.”

“O presidente Lula (PT) é meeiro do próprio governo; dividido até com adversários, gente que votou contra ele.”

“O senador Styvenson Valentim (Podemos) virou político. Isso é muito bom.”

“Os Rosados chegaram a zero. Estão sem nenhum mandato e nenhum aliado com mandato. O último foi o vereador Francisco Carlos (Avante).”

“Existe uma promessa de apoio do prefeito Allyson Bezerra à reeleição de Zenaide Maia (PSD), em 2026.”

“Acabou o tempo do verde contra o encarnado. Está tudo misturado.”

“O grande projeto de Isolda Dantas (PT) é ser candidata a federal em 2026.”

“Jorge do Rosário (Avante) disse numa entrevista que oposição em Mossoró não existia e desagradou pessoas da oposição.”

“A política é dinâmica. Há seis ou sete anos ninguém listaria Rogério Marinho (PL)  como nome ao Senado. Hoje, ele é senador.”

“A chance de Lawrence Amorim (Solidariedade) romper com o prefeito Allyson Bezerra é zero. Romperia por quê?”

A conversa foi com os jornalistas Carol Ribeiro e Vonúvio Praxedes no programa Meio-dia TCM, da 95 FM de Mossoró.

Aperte o play e ouça a partir de 11 minutos e 22 segundos de programa.

AQUI.

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Mau-caratismo e ódio, o fracasso do “quanto pior, melhor”

ódio, ira, raiva,Atmosfera de velório em certos grupos de oposição, em Mossoró, com notícia de empréstimo de R$ 200 milhões da Prefeitura Municipal de Mossoró (veja AQUI).

Porém, muitos têm surto psicótico pelo fracasso do “quanto pior, melhor.”

Mau-caratismo e ódio os dilaceram.

Socorramos esses doentes.

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A “bola murcha” da oposição

Bola-murchaA oposição na Câmara Municipal de Mossoró consegue o feito de diminuir de tamanho sem que o governismo, por efeito colateral, aumente o seu.

A jornada de queda no abismo político começou com uma reunião ocorrida há pouco mais de duas semanas, com outras forças oposicionistas. Nessa confraria, uma das decisões foi para tocar terror na gestão municipal, com série de denúncias e factoides.

Vai para os compêndios de Ciência Política esse caso.

Ou pro quadro “Bola Murcha” do programa Fantástico.

Francamente!

Leia também: Líder é descartado para que tática do ‘quanto pior, melhor’, seja mantida;

Leia também: Bancada muda para abril o ‘prazo de validade’ do líder Francisco Carlos.

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Oposição fica distante do Plano de Metas de Allyson, mas o confrontará

oposição, xadrez, disputa, confronto, políticaVereadores da oposição, mesmo convidados pelo prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) à apresentação do Plano de Metas e Investimentos para Mossoró (veja AQUI), dia passado, evitaram o encontro.

Preparam-se para batalha de discurso em comissões e plenário da Câmara Municipal, além de mídia e redes sociais, onde vão confrontar conteúdo, propósitos e o investimento em si.

Enfim, o que é legítimo à vereança e à oposição.

Naquilo que seja re-pu-bli-ca-no.

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Ex-governista e governista batem boca sobre o que é ser oposição

Do Blog Saulo Vale

Bate-boca grande entre o vereador governista Ricardo de Dodoca (PP) e o ex-governista Lamarque Oliveira (PSC) na sessão desta quarta-feira (16).

Lamarque queria que o líder do governo, vereador Genilson Alves (Pros), fosse até o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) e solicitasse ao chefe do Executivo municipal uma lista com o nome dos parlamentares que compõem a base governista.

Nesta semana, Genilson excluiu Lamarque e mais cinco da base do governo.

Dodoca rebateu o pedido de Lamarque. “Vereador tem que ter lado. Ou é oposição ou é situação”, disse.

Os vereadores governistas criticam o grupo de seis vereadores, do qual Lamarque faz parte, e dizem que eles querem ser oposição e governo ao mesmo tempo.

No bate-boca, Lamarque insistiu que ainda faz parte da base do governo.

Não faz mais.

Depois da discussão, Lamarque pediu perdão a Dodoca e a Genilson e os abraçou.

Dos 23 vereadores, 13 fazem parte da base de Allyson, seis são do bloco Diálogo e Respeito (ex-governistas), três são da oposição e um é independente.

Assista ao vídeo do bate-boca entre Dodoca e Lamarque.

*Vídeo: Júnior Alves/Super TV (Mossoró)

Nota do Canal BCS – Juro que já vi de tudo nessa vida, mas ainda não vi tudo. Vereador quer documento oficial do Executivo para provar que ele não é oposição? O parlamentar me parece um homem de boa índole, mas precisa urgentemente se cuidar, procurar um apoio profissional. Sua instabilidade emocional salta aos olhos e prejudica-o sobremodo. Falo com propriedade. É conselho solidário, entenda, não um deboche.

Cuide-se, vereador.

Leia também: Líder do governo anuncia nova maioria e exclui falsos apoiadores.

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Sobre cirurgias, dignidade humana e deslize de um governante

Destaca-se nas últimas horas em Mossoró, uma polêmica sobre a presença física do prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) em sala cirúrgica, na manhã dessa sexta-feira (8), marcando início de um ciclo de centenas de cirurgias eletivas ginecológicas em mulheres carentes. O convênio entre Prefeitura de Mossoró e Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) permitirá esse trabalho aguardado com muita ansiedade.

Prefeito desencadeou ontem um convênio que vai permitir quase 800 cirurgias em mulheres em Mossoró (Foto: reprodução)
Prefeito desencadeou ontem um convênio que vai permitir quase 800 cirurgias em mulheres em Mossoró (Foto: reprodução)

Em minha ótica, o jovem prefeito (29 anos) foi imprevidente – pelas mais variadas razões –  ao ficar no local, poucos minutos que fossem. Seu entusiasmo pela realização de tão importante trabalho de saúde pública é compreensível, até porque fez parte de suas promessas de campanha, mas jamais deveria ter saído dos limites da razoabilidade. Razoável não foi, que se diga.

Ao mesmo tempo, não entendo como a direção hospitalar permitiu o acesso, apesar de se tratar da maior autoridade do município e subscritor do convênio. Com certeza, se fosse eu ou você que me lê, não ocorreria igual franquia. Não passaríamos da recepção.

A grande notícia do dia já bastava à boa propagação de imagem: são quase 800 cirurgias ginecológicas que serão feitas; 60 só esse mês (veja AQUI). Tem mulher na fila de espera por uma cirurgia há mais de 4 anos. Sofrimento torturante que passou “desconhecido” por muita gente, inclusive escamoteado por quem poderia ter agido e não o fez, vendo agora oportunidade à satanização do prefeito por esse episódio insólito.

A oposição de hoje (governista num passado recente) está certa em criticar. É seu papel, é seu dever e faz-se necessária sua existência. Bem mais meritório do que produzir fake news e fabricar páginas anônimas para achincalhes e agressões baixas contra o governante, familiares e aliados.

Houve deslize do prefeito. Isso é fato.

Sob a ótica da estratégia política, também é compreensível que alguns tentem desviar a discussão sobre o mais relevante desse enredo: o resgate da dignidade humana, com a esperança de restabelecimento de saúde a tantas mulheres filhas da pobreza. Quando puderam, não o fizeram, mesmo com meios para esse fim.

Espero que zerem de verdade a fila de cirurgias. Milhares de mossoroenses estão aguardando sua vez, de procedimentos ortopédicos a oftalmológicos. Chega de maus-tratos a essa gente que precisa ser cuidada com zelo e respeito.

Vamos ratificar: não se justifica que tenhamos mulher precisando de cirurgia há mais de quatro anos e só agora seja possível tratá-la com decência.

Repito: o prefeito foi descuidado e açodado. Critique-se.

Porém, du-vi-do que a paciente em questão esteja indignada com o episódio. Procurem-na e justifiquem o porquê de só agora, após tanto tempo, ela ter o direito à cirurgia que deverá devolver sua saúde. Vocês verão o que realmente lhe causará ira.

É isso.

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Disputa municipal é luta de um Golias contra alguns Davis

Nessa sexta-feira (7), a gente participou de um bate-papo com o jornalista Saulo Vale na Super TV, dentro do programa “Enfoque Político”.

O vídeo constante dessa postagem é a íntegra da nossa conversa.

Falamos sobre disputa à Câmara Municipal de Mossoró, sucessão municipal mossoroense, reformas da Previdência Social em Mossoró e no Estado, o possível vice da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), enxurrada de pré-candidatos a prefeito na oposição, a força da estrutura pública na disputa, hipótese de união oposicionista, além da luta desproporcional entre a postulação oficial da prefeita Rosalba Ciarlini e os oposicionistas.

Nitidamente uma luta entre um Golias e vários Davis.

– Nós teremos uma força descomunal em favor de Rosalba e os adversários se virando – assinalamos.

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Jorge do Rosário diz que seu nome é opção a prefeito no PL

Jorge: unido com Tião na oposição (Reprodução BCS)

“Se o PL tiver um candidato a prefeito, esse nome será o meu”.

A declaração foi dada agora à noite pelo empresário e ex-candidato a vice-prefeito em 2016, Jorge do Rosário.

Não fez rodeios e deixou claro que é opção no seu partido à cabeça de chapa. Porém… disse adiante: “Tudo se resolve conversando”.

Deixou claro ainda, em entrevista ao programa “Cidade Oeste em Debate” da TV Cidade Oeste (Canal 172, sistema cabo Brisanet), que o também empresário Tião Couto (PL) – candidato a prefeito em sua chapa no último pleito – participa das conversas políticas na oposição.

– Ele está presente, tem participado de tudo – disse Jorge do Rosário, ao ser sabatinado por Carlos Cavalcante, apresentador do programa.

Segundo o empresário, nenhuma decisão será tomada individualmente por ele, que criticou a falta de diálogo da gestão Rosalba Ciarlini (PP) como um dos mais graves entraves à gestão.

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PSL justifica presença em Encontro Regional do Solidariedade

Daniel Sampaio do PSL esteve ao lado de Gutemberg, do PCdoB, no Encontro Regional: civilidade (Foto: Facebook)

Em postagem em suas redes sociais, o presidente do PSL mossoroense e pré-candidato a prefeito Daniel Sampaio justificou sua presença no Encontro Regional do Solidariedade (veja AQUI), em Mossoró, na última sexta-feira (1º).

“Esclareço que não há nenhuma possibilidade de aliança política com partidos de esquerda e de oposição ao nosso presidente”, simplificou ele.

“Recebi o convite do deputado Alysson Bezerra (Solidariedade) para prestigiar o evento, assim como ele prestigiou o nosso encontro Regional do PSL, no último dia 25. Algo semelhante aconteceu durante encontro do PL, onde fomos convidados pelo empresário Jorge do Rosário”, relatou.

Mudanças

“Entendemos que Mossoró exige mudanças. Essas mudanças se darão a partir de um entendimento entre parte desse grupo de oposição”, apontou.

Nota do Blog – No próprio estatuto do PSL está posto restrição à aliança com partidos de esquerda. Nem por isso, Daniel foi deselegante ao convite nem em sua oratória no evento.

“Mossoró não vai mudar porque alguém aqui quer ser prefeito, vai mudar porque a paciência do povo esgotou”, disparou ele em discurso no evento, em que estavam nomes como o ex-candidato a prefeito Gutemberg Dias (PCdoB) e a deputada estadual Isolda Dantas (PT).

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O triunfo do medo na prévia eleitoral mossoroense

Por Carlos Santos

O primeiro grande desafio da oposição em Mossoró não é vencer a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), o rosalbismo/rosadismo e a estrutura da Prefeitura Municipal de Mossoró nas eleições de 2020. É um caso mais íntimo, do seu eu, que exige superação de um estado emocional preexistente.

Precisa ser, desejar ser. Ser minimamente oposição. Sentir-se capaz de representar um vasto contingente humano que não está satisfeito com o governo, governantes e o que eles representam. Uma parte considerável da população está dispersa e na orfandade. Sem governo, sem oposição.A campanha municipal de Mossoró começou há tempos. E quem apertou o start, acionando os propulsores turbinados dessa prévia não foi qualquer pretenso candidato oposicionista. A própria prefeita Rosalba Ciarlini arregaçou as mangas ainda no final do ano passado e, imediatamente, começou sua jornada eleitoral para 2020.

“Quem é coxo parte na frente”, ensina um conhecido provérbio de domínio público. Contudo é estranho que em vez de qualquer oposicionista, esses passos sejam dados por quem ostenta maior força.

Contraditório? Não.

Rosalba não conseguiu levar a chapa com seu filho Kadu Ciarlini (PP) sendo vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) a uma simples vitória em Mossoró nos dois turnos, na disputa ao governo estadual. Desde então, age em várias frentes: mídia, administração e politica.

Dá demonstração de consciência da ameaça que a ronda e enfrenta com vigilante realismo um cenário que lhe é perturbador, apesar de favorável. É um receio consciente, mas inconfessável. Revela-se em atitudes, não em palavras.

Quanto à oposição, essa parece estar no “modo avião”: desligada.

Há alguma conversa de bastidores, continuada desarticulação e nenhuma atitude prática visível que aponte à montagem de uma composição competitiva e viável. Chapa, não um nome a prefeito apenas. Projeto, não um esboço de aventura.

“O rosalbismo/rosadismo não tem adversário até o momento, mesmo com profundo desgaste em imagem, números e votos recentes, mas vê fantasmas com rostos disformes em todos os lados”, destacamos na postagem “Entrincheirados, Rosados veem adversários em todos os lados“.

E a oposição, como enxerga os Rosados?

De baixo para cima. Com um temor paralisante e quase reverencial. Mais do que um constatação política, o que se diagnostica é um quadro de complexo de inferioridade, à procura de um divã psicanalítico.

Diferentemente da apreensão opositora, o rosalbismo/rosadismo se movimenta, age rápido, para evitar maior surpresa adiante. Seu medo é reativo, sobretudo porque tem pesquisas em mãos que lhe alertam para fazer algo, em face do desgaste pessoal da prefeita e de sua gestão.

Em 2016, quando venceu o pleito municipal pela quarta vez, Rosalba Ciarlini somou 67.476 votos (51,12%). A soma obtida pelos quatro adversários (incluindo o desistente candidato à reeleição Francisco José Júnior-PSD, prefeito à época) chegou a 65.114 votos (49.38%).

Rosalba teve apenas 2.362 votos a mais do que os contendores, cumulativamente. Uma maioria esquálida de 1.74% dos votos válidos.

Essa foi a distância que ficou entre a vencedora e os derrotados em 2016. Hoje, a realidade é ainda mais estreita entre oposição e governo, em face do próprio quadro administrativo municipal e outros fatores que fogem ao controle desses protagonistas.

O resto é medo.

* Veja amanhã: Quem vai decidir a campanha municipal de 2020.

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Frente de oposição não prioriza escolha de nome a prefeito

Representantes de partidos que costuram uma frente de oposição política em Mossoró, à sucessão municipal 2020, voltaram a se reunir.

Neste sábado (11), as discussões se alongaram e convergiram para um ponto nuclear: a prioridade não é nome ou nomes à chapa majoritária.

O foco é alinhamento de ideias e fortalecimento/ampliação do grupo.

Outras reuniões e tarefas serão encetadas adiante.

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Tião e Jorge não seguem decisão de apoio a Robinson Faria

Ex-candidato a prefeito de Mossoró, o empresário Tião Couto (PR) e seu grupo político não vão seguir a decisão partidária de apoio ao projeto de reeleição do governador Robinson Faria (PSD), tomada no dia passado em Natal (veja AQUI).

Tião e Jorge não concordam com posição do PR, mas respeitam (Foto: cedida)

“A gente já sabia o que ia acontecer na reunião de ontem (terça-feira, 1º). Entendemos a posição do presidente do PR, ex-deputado federal João Maia, que mostrou projeções e estudos indicando que a coligação partidária seria a mais viável para nominatas à Câmara Federal e Assembleia Legislativa do nosso partido”, comenta Tião Couto.

Segundo Tião, “essa foi a situação eleitoralmente mais aceitável”.

Vice, não

Frisa, ainda, que “todos os pré-candidatos estão liberados para tomada de posições próprias e diferentes, como a nossa em Mossoró e do nosso pré-candidato a deputado estadual Jorge do Rosário (PR)”.

A cúpula do PR conversou com Tião sobre hipótese de ser vice de Robinson. Foi cogitado, sim. “Na verdade, a insistência é do grupo de Robinson; o partido não nos pressiona”, esclarece.

A tese para tentar convencê-lo à assunção à chapa majoritária, é a de que assim criaria uma polarização com o sistema governista representado pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP), fortalecendo-o e à oposição.

Desconfiado, Tião avalia sob outra ótica: a candidatura poderia ser uma bigorna a lhe empurrar para baixo.

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