Livro é lançado como ebook e físico (Foto: Reprodução)
O escritor Honório de Medeiros está com outro livro à nossa disposição.
“Os que dizem não” é o seu novo trabalho literário. Segundo o autor, trata-se de “experiência de tentar conectar fios soltos em uma trama de urdidura complexa.”
“Pensadores existiram e existem que supõem ser o processo histórico impulsionado por seres humanos singulares.” Uma gente que nada de braçadas contra a corrente, enfrentam as circunstâncias adversas, impulsionando “o processo histórico.”
Físico ou virtual, a gente escolhe como mergulhar nessa obra.
O livro físico pode ser encontrado na Amazon ou na Uiclap. Já Ebook, através da Editora Biblioteca do Ocidente.
Styvenson duela contra seu próprio estilo (Foto: arquivo)
O senador Styvenson Valentim (Podemos) sente na pele o que é viver à margem da política, sendo político. O papel de outsider (fora do sistema) que assumiu em 2018, sendo eleito ao Senado, não tem maior utilidade agora e não terá daqui para frente.
Essa semana, Styvenson viu o deputado federal João Maia (PL) passar à sua frente na corrida para o comando estadual do Progressistas (PP). A legenda estava ‘na mão’ do senador.
Mas, valeu a maior habilidade do político profissional que é João Maia (veja AQUI).
Registre-se, como já o fizemos: o senador tem se esforçado para mudar estilo, adaptando-se à realidade da atividade política real. Mas, não tem sido fácil esse duelo entre seu modo arredio e solitário de fazer política e as exigências dos bastidores.
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O noticiário de muitos endereços na imprensa potiguar aponta inclinação do senador Styvenson Valentim (Podemos) à filiação ao União Brasil. Sigla tem 59 deputados federais e nove senadores. No RN, elegeu dois deputados estaduais e dois federais ano passado.
Senador já enxerga outro jeito de fazer política, sem perder essência (Foto: arquivo)
Nada resolvido ou consumado para a migração à legenda, que no RN é comandada pelo ex-senador José Agripino. E que, no Congresso Nacional, é híbrida: governista e não governista. Centrão, digamos, com direito ao comando de três ministérios na administração Lula (PT).
Mas, é um sinalizador para o futuro político do próprio senador, em termos de mudança ou ajustes ao estilo adotado, desde que se viabilizou em 2018 à eleição ao Senado.
Aos poucos, o “Capitão Styvenson” vai descobrindo que a política não é exatamente do seu jeito, bem outsider (alguém fora do sistema).
E não há nada de feio nisso. Em reconhecer que precisa se reciclar.
“Capivara fora do bando é comida de onça”. Ou aprende a andar em grupo, interagir, se compor, dialogar, ou vai desaparecer adiante.
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Vai terminar a campanha, chegaremos às eleições de outubro, com boa parte da população do Rio Grande do Norte sem saber que Styvenson Valentim (Podemos) é candidato ao governo estadual.
O senador e “candidato” Styvenson Valentim é o que posa de braços cruzados nesta foto (Foto: arquivo)
Por sua opção, não faz campanha. No máximo, usa redes sociais próprias e aparece em algum debate, além dos espaços naturais que provoca na mídia.
Ele é de fato um anticandidato.
Talvez o único outsider da política do RN.
O que, convenhamos, serve muito à sua imagem, esculpida a partir da atividade policial em blitzen da lei-seca, mas tem pouca serventia à própria política e à população potiguar.
Valeu em sua eleição ao Senado em 2018, contra gigantes como Garibaldi Filho (MDB) e Geraldo Melo (PSDB), além de mais 12 concorrentes (veja AQUI), porém não é o suficiente para 2022. A memória próxima no inconsciente popular, latente na massa, não é mais do rigoroso policial antipinguços ao volante, mas do senador falastrão que só se pronuncia na primeira pessoa.
Numa disputa de egos seria eleito fácil. Mas, a luta é pela administração do RN, tarefa que Valentim parece morrer de medo de abarcar. Daí ser compreensível sua campanha pelo avesso, para não ser visto ou lembrado.
Toca Raul!
Como Raul Seixas cantava em “Comboy fora da lei,” sendo candidato de verdade o senador Styvenson Valentim “pode ser que seja eleito” (sic). Na música, Raul narrava que alguém poderia lhe “assassinar” no mandato de prefeito.
Com Valentim, o pânico é ser obrigado a mostrar serviço – aquilo que cobra dos outros.
O que é outsider? – Um “estranho”, alguém por fora do sistema, do meio em que vive.
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Na última sexta-feira precisamos nos deslocar de Tibau até o município de São Miguel do Gostoso. Inicialmente, pensamos em usar a BR 304 e antes de Riachuelo deixar a 304 e ir até João Câmara, Touros e São Miguel do Gostoso. Mas, de última hora, resolvemos passar a balsa no Porto Franco (Grossos – Areia Branca) e se deslocar pela Costa Branca.
Areia Branca-Porto do Mangue é a RN-404, com problemas de dunas e buracos na pista (Foto: arquivo)
O primeiro desafio foi passar pela estrada relativamente nova que liga Ponta do Mel a Porto do Mangue. A estrada está completamente destruída.
Qualquer cidadão percebe, que mesmo sem ser usada por veículos pesados, a estrada foi construída sem o zelo adequado e sem os critérios técnicos necessários. É mais uma via da Costa Branca que precisa urgentemente ser recuperada.
Estrada Porto do Mangue – Carnaubais
O acesso para a famosa Estrada do Óleo poderia ter sido feito pela Estrada do Camarão, via o município de Pendências. Nem o lendário Jeep Discovery consegue passar por ela.
Assim, fomos obrigados a usar a Estrada da Petrobras que aumenta o percurso em mais de 60 km. Apenas estes três trechos, Tibau – Areia Branca, Areia Branca-Porto do Mangue e Porto do Mangue Estrada do Óleo consumiram mais de quatro horas.
Isto mostra a falta que faz as pontes Grossos – Areia Branca e Porto do Mangue – Macau. Sem estas ligações jamais poderemos dizer que temos uma Costa Branca.
Os trechos da Estrada do Óleo (rodovia estadual) e da BR 406 estão em ótimas condições de tráfego. Resolvemos deixar a BR 406 e deslocamos para São Miguel do Gostoso via Parazinho. O acesso (30 km) só pode ser feito por via carroçável que, pela importância turística de São Miguel do Gostoso já deveria ter sido pavimentado.
Os trechos discutidos aqui representam apenas uma pequena parcela dos desafios que o próximo governante tem com a logística turística se desejar aproveitar a integração do nosso “RN Sem Sorte” com o vizinho Ceará. Nem de longe dá para comparar a qualidade e a fluidez das rodovias do litoral norte do Ceará (Fortaleza – Jeri – Camucim) com a do nosso litoral norte (Natal – Macau – Areia Branca – Tibau).
CLC
Egídio Serpa (Colunista do Diário do Nordeste) enfatizou e elogiou a CLC, a construtora da vizinha Upanema que aos poucos está ganhando espaço de Minas Gerais ao Maranhão. “Foi a Construtora Luiz Costa (CLC), do Rio Grande do Norte, a ganhadora da licitação para a duplicação dos 7,5 km finais da CE-025, que leva ao Porto das Dunas. As obras começarão nos próximos dias. A empresa potiguar tem bom conceito.”
Oportunidade de novos empregos no RN e CE
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou que vai leiloar concessões para construção, operação e manutenção de 543 km de linhas de transmissão no Ceará e no Rio Grande do Norte que vão gerar 2726 empregos diretos nos dois Estados.
Os trechos de linha de transmissão que serão leiloados e que inclui o Rio Grande do Norte são: Jaguaruana – Açu (114 km), Jaguaruana – Mossoró (2 trechos de 54,5 km), Caraúbas – Açu (2 trechos de 65 km) e Caraúbas II (2 lotes de 100 MVA).
Fruticultura
Conversamos durante a semana com alguns produtores e exportadores de frutas do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE. Neste mês de maio estão concentrando os esforços para negociar contratos com os importadores, empresas de transporte marítimo e com as multinacionais fornecedoras de insumos (sementes, adubos, defensivos e similares).
A desvalorização do real e a intensidade de chuvas em torno da média são fatores que somam para um ano com boas perspectivas de negócio.
Sistema partidário brasileiro
O Brasil tem o sistema partidário mais fragmentado do mundo e, no entanto, não facilita a vida de candidatos outsiders, como um Joaquim Barbosa, um Luciano Huck ou um Bernardinho, três forasteiros que declinaram das pretensões eleitorais à Presidência da República ou ao governo do Rio. Mas o que pode parecer, novamente, um paradoxo é o ponto de equilíbrio de um modelo que sabe até onde é possível esticar a corda.
O sistema político brasileiro é permissivo e aberto a ponto de abrigar 35 legendas, mas impõe seus limites. Barbosa refugou da corrida presidencial por suas razões pessoais (seja ganhar mais dinheiro ou não ter a vida devassada e a reputação manchada numa campanha virulenta), pela evidente falta de socialização na política (indisposição a aprender e se subordinar aos protocolos e códigos do meio) e por fatores institucionais que desestimulam o novo.
Aqui, a classe política vive sob condições de grandes incertezas para manter o cargo sob um conjunto de regras e características que geram alta competitividade: o sistema eleitoral é proporcional – ou seja, favorece a pulverização de partidos -; a escolha dos candidatos é franqueada ao eleitor (a lista não é fechada); e o número de cadeiras legislativas em disputa em cada distrito (magnitude) é elevado. Além disso, o modelo federativo cria 27 subsistemas partidários estaduais e 5.570 municipais.
Vaquinha virtual
Os candidatos às eleições de 2018 já estão autorizados a arrecadar doações via internet, no sistema conhecido como “crowdfunding” ou “vaquinha virtual”. Os partidos, entretanto, consideram baixo o limite diário de R$ 1.064 por doador estipulado para as doações feitas via cartão de crédito, meio que, espera-se, será o mais utilizado tanto na pré-campanha, que vai até 15 de agosto, quanto na campanha.
Pela legislação atual, contribuições acima desse valor só podem ser feitas por meio de transferência bancária, desde que respeitado o limite de doações estipulado pela lei eleitoral – ou 10% dos rendimentos brutos auferidos por ele no ano anterior à eleição.
FIES
A bonança do Fies está chegando ao fim. Apesar de o programa de financiamento estudantil do governo ter encolhido drasticamente nos últimos quatro anos, os grupos de ensino superior privado ainda contavam com mensalidades de cerca de 1,3 milhão de alunos que contrataram o financiamento entre 2013 e 2014, ápice do programa. Este ano, no entanto, grande parte desse contingente vai se formar. Com isso, a receita proveniente do Fies para essas instituições, que já vinha caindo, vai ficar bem menor. No acumulado de 2011 a 2016, o governo federal desembolsou quase R$ 62 bilhões para arcar com os 2,4 milhões de financiamentos estudantis vigentes. Considerando um orçamento anual de R$ 200 milhões para uma universidade federal, os recursos destinados ao FIES daria para manter cerca de 50 IFES em funcionamento. Lembremos que não estamos ainda computando os recursos da desoneração fiscal do PROUNI.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
Num artigo do professor e articulista desta página, Odemirton Filho, publicado no domingo (23) sob o título Joaquim Barbosa é o outsider?, ele aborda a possibilidade desse ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ser a surpresa “fora da política” na sucessão presidencial.
É possível, sim. É até provável.
O outsider, essa expressão inglesa de dois gêneros, é o sujeito arredio ao sistema, que anda em faixa própria – alheio a tudo e a todos, com suas convicções, sua natureza inquieta.
É um pouco o perfil procurado de forma consciente e inconsciente por boa parte dos eleitores brasileiros. Temos uma multidão de incrédulos, que anda avessa à política, aos políticos e aos partidos.
É uma manada da massa-gente que se aloja a distância da própria sucessão do presidente Michel Temer (MDB), identificada em toda pesquisa com potencial possibilidade de decidir a eleição por seu voto direto ou em face do seu alheamento.
Barbosa até bem pouco tempo não era da política. Não tinha sequer filiação partidária. Virou filiado do PSB, mas continua titubeante ou fazendo tipo, ao afirmar em entrevistas que não sabe se vai ser candidato ou não.
Antes dele surgiram outros nomes com esse perfil, outros ainda podem aparecer. De alguma forma é um sintoma de que o temperamento arredio de enorme parcela do eleitor ainda não encontrou sua “cara-metade” presidencial.
E, quem vê cara, nem sempre vê coração.
PRIMEIRA PÁGINA
O candidato de Robinson a deputado estadual – O governador Robinson Faria (PSD) ainda não comentou em quem vai votar para deputado estadual este ano. No pleito de 2014, o seu voto foi de Fernando Mineiro (PT), que agora sairá à Câmara Federal. Mesmo sendo seu adversário, o governador o trata com muita deferência e respeito. “É uma pessoa muito séria, sem subterfúgios, preto no branco”, comentou ao Blog. Os dois e a então candidata ao Senado, Fátima Bezerra (PT), estiveram no mesmo palanque em 2014.
Robinson e Mineiro em 2014 (Foto: arquivo)
Avante tem nominatas praticamente fechadas – O partido Avante, comandado no estado pelo presidente da Câmara Municipal do Natal e da Federação das Câmaras Municipais do RN (FECAM/RN), Raniere Barbosa, praticamente fechou suas nominatas à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. Sua crença é de que eleja pelo menos dois estaduais (ou mais) e um nome a federal, o de Karla Veruska, presidente da legenda e sua mulher.
Cada um faz suas contas para eleição à Assembleia Legislativa – Cada partido, cada coligação que é traçada, faz suas contas para eleição à Assembleia Legislativa. Se todos estiverem certos, em vez de 24 assentos a Casa do Povo precisará de umas 40 vagas. Uma composição PDT-MDB-DEM e talvez PP trabalha com ideia de quatro a cinco eleitos. O PSDB sozinho enxerga que reelegerá seis dos seus oito parlamentares. Já uma hipotética coligação entre PT-PHS-PCdoB pode ter três eleitos. O Avante sozinho diz ter musculatura para emplacar uns três. Pequenas legendas estão tentando se juntar para eleição de um a dois. O PSD do governador Robinson Faria e outros partidos acreditam que pelo menos quatro deputados estaduais serão eleitos pelo governismo. O Solidariedade vai com chapa própria e fala em dois eleitos. O PR corre apostando em dois eleitos. Ufa!
Álvaro Dias prioriza costura política para eleger filho – O final de semana do prefeito recém-empossado de Natal, Álvaro Dias (MDB), foi para priorizar agenda político-eleitoral em favor do filho Adjuto Neto (MDB), delegado da Polícia Civil, seu candidato à Assembleia Legislativa. Aposta para ser o primeiro do partido-coligação e, quem sabe, campeão de votos.
Empresário se integra à pré-campanha de Fátima Bezerra – O empresário mossoroense Wilson Fernandes está integrado ao projeto político da senadora Fátima Bezerra (PT), de chegar ao governo do estado em 2018. Além de se filiar à legenda (veja AQUI), ele é cotado para compor sua chapa. Desde o ano passado que Fernandes é conversado e comentado para vice dela. Em recente passagem dela por Mossoró, o empresário fez questão de figurar na sua programação.
Julgamento de Robinson Faria na AL é meramente político – A apreciação das contas do Governo Robinson Faria (PSD), exercício 2016, que o deputado estadual neotucano Gustavo Fernandes pediu celeridade para julgamento (veja AQUI) na Assembleia Legislativa, tem mais característica de chantagem política do que de zelo a lei. Processo parecido foi enfrentado pela então governadora Rosalba Ciarlini (PP) em 2014, mas depois engavetado, com sua “desistência” forçada de ir à reeleição.
Dois deputados e um mesmo destino em compasso de espera – Com dificuldades judiciais para concorrerem à reeleição, os deputados estaduais Dison Lisboa (PSD) e José Adécio (DEM) têm o “Plano B” na agulha: serem substituídos por algum familiar. Dison é um caso particularmente mais grave, pois até prisão enfrentou ano passado e circula até hoje com tornozeleira eletrônica.
Prefeito trabalha minuciosamente para eleger primeira-dama – O prefeito de São Gonçalo do Amarante, Paulo Emídio (PR), o “Paulinho”, trabalha sem alardes para eleger a primeira-dama Terezinha Maia (PR) à Assembleia Legislativa. Como diria o velho Canindé Queiroz em sua coluna “Penso, logo…”, é tarefa com “régua e compasso” no município e outros tantos.
Paulinho: primeira-dama (Foto: Web)
A quem caberá articulações políticas em prol de Carlos Eduardo? – Eis uma questão que paira no sistema político que arrima a postulação ao governo do RN, do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT). O jeito franco e às vezes arredio do próprio ex-prefeito, não combina com as árduas costuras e conversas de bastidores para atração de apoios, formatar coalizões e acertos diversos.
Licitação se arrasta e pode ter mais um contrato “camarada” – O processo de licitação para limpeza urbana em Mossoró segue naquele diapasão: arrasta-se. Com isso, a mesma empresa (Construtora Vale Norte) pode empalmar o terceiro contrato consecutivo com dispensa de licitação apenas na atual gestão Rosalba Ciarlini (PP). O contrato vigente vai terminar na primeira quinzena de maio, daqui a poucos dias. Vai fechar esse ciclo com faturamento que passa dos R$ 52 milhões, sem ter participado de qualquer concorrência. Mossoró é realmente um país à parte. Leia também: Limpeza urbana de Mossoró tem três empresas habilitadas.
EM PAUTA
José da Penha – Com apoio de sua prefeitura, o município de José da Penha (421 quilômetros de Natal) promoveu nesse último sábado (21) a primeira série de voos-testes a partir da Pedra do Letreiro (principal elevação de sua área), com paraglider (parapente). A iniciativa concluiu a 3ª Trilha Ecológica de José da Penha, potencializando futuros projetos para turismo de aventura e turismo ecológico na região.
Voos aconteceram no sábado (21) a partir da Pedra do Letreiro em José da Penha (Foto: Redação News)
Cinema potiguar – O longa-metragem Nova Amsterdam do cineasta potiguar, Edson Soares, dará o pontapé inicial na mostra competitiva do Cine Fest RN, o festival de cinema do Rio Grande do Norte. O filme será exibido às 20h30 desta terça-feira (24) no Cinemark do Midway Mall, após solenidade de abertura do evento. Ele é seridoense, com atuação há alguns anos no jornalismo televisivo.
Ceará x Flamengo – Torcedor flamenguista, olhe o aviso: tem bate e volta para o jogo Ceará x Flamengo domingo (29) no Estádio Castelão em Fortaleza-CE pelo Brasileirão da Série A. Excursão saindo de Mossoró no domingo pela manhã, em transporte da Master Turismo. Contatos com Agenor Melo 988996148 e Pádua Júnior 988677077. Eu não vou. Vou aguardar do Fluzão. Boa viagem, pessoal.
Desleixo – Completo desleixo da Prefeitura de Felipe Guerra em relação às suas belezas naturais, ecoturismo, aproveitamento desse potencial econômico no município. Visitei cidade e Cachoeira do Carapina no domingo (22). Nada como uma simples sinalização, limpeza, melhoria de trajetos, guias etc. Apesar de tudo, vale a pena conhecer. Muita gente da região foi desfrutar dessas belezas idílicas.
Roteiro de águas em Felipe Guerra: desleixo (Foto: Blog CS)
Flores – O próximo mês vai ser preenchido por cores e aromas com a chegada do ‘Fest Flores’ em Natal. De 10 a 13 de maio, no Hiper Bompreço, da Avenida Engenheiro Roberto Freire, acontece exposição e venda de orquídeas, rosas do deserto e plantas ornamentais, com entrada gratuita e orientação de plantio. Das das 7h às 22h (10 a 12/05) e das 7h às 15h (13/05).
Três Corações – A 3 Corações, empresa com sede no Eusébio-CE, teve crescimento de 19,1% em sua receita líquida, que chegou a R$ 3,71 bilhões no ano passado. O lucro líquido cresceu 35,6%, atingindo R$ 256 milhões. Dona de marcas como Santa Clara, Kimimo e Três Corações, o grupo é uma join venture entre a São Miguel Holding e a israelense Strauss. Pedro Lima, potiguar radicado no Ceará, filho do fundador João Alves Lima, é seu principal executivo, destaca o site Focus .
Sesi e sangue – Com o tema “Escola: Indústria do desenvolvimento, cultura e conhecimento”, o Serviço Social da Indústria (SESI), através de gincana, busca integrar alunos através de provas que possuem teor social. A campanha de doação de sangue para o Hemocentro de Mossoró acontece até o dia 23 de maio. No ano passado foram arrecadadas 178 bolsas de sangue. Para mais informações falar pelo WhatsApp no número 9 9912- 6465 ou 9 9143-1153.
Suicídio e mídia – A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem um documento destinado à imprensa. Merece ser lido por nós e por tantos outros que tratam de um delicado tema, da mídia ou não. Prevenção do Suicídio: Um Manual para Profissionais da Mídia (veja AQUI).
SÓ PRA CONTRARIAR
A quem interessa o afastamento de Robinson Faria?
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Dia 19 de maio em Caicó na ASSEC, em comemoração ao aniversário de 2 anos do programa Gláucia-Suerda e Você (FM 87,9), a dupla Os Nonatos vai fazer apresentação. Outras atrações serão anunciadas.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Ismael Mendes (Pau dos Ferros), Steverson Medeiros (Natal) e Tuca Viegas (Mossoró).
Veja a Coluna do Herzog da segunda-feira (16/04) passado, clicando AQUI.
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Com a filiação do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), um novo nome surge no cenário político das eleições deste ano.
É certo que o ministro ainda não definiu a sua candidatura, nem se o partido que abriga seu nome vai colocar a legenda à disposição para que possa concorrer às eleições presidenciais deste ano.
Entretanto, se realmente for disputar a Presidência da República, é uma novidade que precisa ser considerada. Tanto é assim que em recentes pesquisas o seu nome já aparece na preferência do eleitor.
No cenário político atual, marcado pela polarização entre Lula e Bolsonaro, o nome do ministro é um alento à política brasileira. De origem humilde conseguiu galgar o posto maior do Judiciário brasileiro.
Não é fácil para uma pessoa que vem de uma classe social menos favorecida conseguir alçar posto de tamanha envergadura.
Segundo os analistas a sociedade brasileira quer um nome fora da política tradicional, que carregue a marca da honestidade, atributo tão carente no meio político.
Outsider significa, no tocante à política, alguém de “fora”, que não faz parte de determinado agrupamento social, que pensa diferente.
A meu ver é o que estamos precisando. Alguém que fuja do fisiologismo que marca há muito a política do Brasil. Longe dos compadrios e dos conchavos. Que tenha pautado sua vida com zelo e honestidade.
Em outras palavras que inspire respeito e credibilidade.
Pesa contra o ministro, é certo, o fato de não ter experiência no Executivo, ou de não ter exercido qualquer cargo eletivo.
Embora tenha conduzido o processo do “mensalão” alguns o consideram inapto para assumir o mais alto posto da República, sobretudo, nesses tempos de instabilidade e radicalismo.
Não se pode antever se a candidatura do ministro vingará, bem como se irá cair na graça do eleitor, porém, é mais uma opção que nós poderemos ter dentre os pré-candidatos até agora conhecidos.
Desta forma, seja o ministro Joaquim Barbosa ou outro nome que apareça no cenário das eleições deste ano, precisamos “pinçar” alguém de fora do tradicionalismo político brasileiro, pois, há muito, estamos padecendo pelas escolhas que fizemos ao longo do tempo.
Até o momento, não há nada que sinalize como alternativo, novo, diferente ou “outsider” (expressão inglesa que significa aquele que não se enquadra na sociedade, que foge ao comum) na política do Rio Grande do Norte.
Em relação à política nacional, rumo às urnas de outubro, o cenário é o mesmo. Os nomes são velhos conhecidos, alguns inclusive pela ficha corrida.
Profissionais da política que há muito tempo (décadas até) estão em cena mudando de cores, ajustando discursos, disfarçando o próprio nome e trocando de companhias, seguem protagonistas.
Qualquer pesquisa de opinião pública feita na era da “Lava Jato” aponta para uma aspiração a mudanças. Há objeção e repulsa à política, aos políticos e aos partidos, mas ninguém até aqui surgiu para ser alternativo, novo, diferente ou outsider ao gosto popular.
Esse fenômeno da política brasileira se explica, em parte, pelo próprio sistema político-partidário-eleitoral mantido para não permitir qualquer mexida no status quo e por nosso analfabetismo político como cidadãos em todos os estamentos sociais.
Há tempos comentamos que tudo continuará como dantes, com uma ou outra mudança de nomes. Mas nem as novidades serão garantia de avanços. É preciso ser assinalado ainda, que também existe a espécie do bom político, merecedor de voto ou reeleição.
Enquanto cá embaixo muitos continuarem detestando a política, ignorando seu papel como cidadão, o castigo será o mesmo à maioria: “ser governado pelos maus” (Platão).
PRIMEIRA PÁGINA
Desistência misteriosa em meio à empolgação – A desistência do empresário paulistano Luiz Roberto Maldonado Barcelos de ingresso na campanha eleitoral 2018 no RN, como candidato ao Senado, enseja algumas especulações. Nada ficou muito claro. Tem caroço nesse angu. A decisão foi justificada sem qualquer registro oficial, pelo fato da empresa da qual é um dos executivos (Agrícola Famosa) “precisar muito dele”. Dias antes, plantou na imprensa que tinha pesquisa qualitativa atestando que o eleitor queria novos nomes ao Senado, se mostrando empolgado. Pouco depois, desistiu. Estranho, muito estranho.
Sandra Rosado empareda os primos Carlos e Rosalba – A decisão da ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado de levar seu grupo do PSB para o PSDB, numa manobra para tentar salvar a espécie, empareda e peita os primos Carlos Augusto Rosado-prefeita Rosalba Ciarlini (PP). A posição dela é isolada e alheia à vontade dos dois, seus ‘líderes’ políticos desde 2016, quando fizeram composição após mais de 30 anos de prélios eleitorais e pessoais ásperos. É possível que as eleições de 2018 os coloquem em palanques diferentes, de novo.
Semana é decisiva para desincompatibilizações – Quem pretende concorrer aos cargos eletivos no pleito do próximo ano deve se filiar a um partido político até o dia 7 de abril (sábado), ou seja, seis meses antes da data das eleições. O mesmo prazo é dado para obtenção junto à Justiça Eleitoral do registro dos estatutos dos partidos políticos que pretendem entrar na disputa.
Quem dá as cartas no PSB/RN – Apesar de ter sido apresentado como “pré-candidato” a governador e nova “estrela” do PSB do Rio Grande do Norte, o vice-governador dissidente Fábio Dantas vive período de trevas na nova sigla. Praticamente não apita nada por lá e não conseguiu sequer manter na legenda o grupo da deputada estadual Larissa Rosado, cooptada pelo PSDB. O deputado federal Rafael Motta e seu pai, deputado estadual Ricardo Motta, seguem dando as cartas no PSB/RN.
Rafael e o pai Ricardo: sob controle (Foto: arquivo)
Disputa de duas vagas caminha para envolver três nomes – A corrida eleitoral ao Senado no RN, com duas vagas disponíveis, caminha para ficar entre três nomes: os atuais senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB) e a deputada federal Zenaide Maia (PHS). Outros aventados foram saindo de cena ou sequer apareceram com o mínimo de “sustância”. Mas quem pode surgir como “novidade” é o ex-senador Geraldo Melo (de novo no PSDB). O “movimento dos empresários” até aqui se mostrou um fiasco, como previsto por este Blog sem precisar consultar qualquer cartomante ou bola de cristal.
A campanha eleitoral mais difícil de todos os tempos – Novatos e experimentados políticos marcham para a mais difícil campanha de todos os tempos no RN. É uma luta pela sobrevivência ou apenas subsistência. É difícil que ocorra uma extrema renovação na Assembleia Legislativa e Câmara Federal, da mesma forma que é difícil que tenhamos qualquer grande surpresa nas chapas majoritárias, mas é nítida a tensão da capital ao interior entre os políticos e seus próceres.
Dois campeões de rejeição e dois destinos – Em 2014, mesmo com reprovação que passou dos 82% no estado e 90% na capital, a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), ainda sonhou em candidatura à reeleição, mas foi barrada por seu partido, sob o comando do senador José Agripino. Este ano, situação semelhante é vivida por seu sucessor, Robinson Faria (PSD). A diferença é que ele é dono do PSD e vai mesmo à campanha à reeleição, mesmo que tudo indique seu fracasso nas urnas.
Chapas e coligações à Câmara Federal podem decidir eleição – Como será montada chapa partidária à Câmara Federal e coligações pode decidir quadro de eleitos este ano no RN. A disputa coloca em risco o projeto de reeleição da maioria dos atuais deputados. Existe muita rejeição a alianças com eles. Pouca gente se propõe a ser “esteira”. A angústia é grande. São apenas oito vagas nesse “bonde” e uma chapa/coligação frágil pode determinar a derrota.
Saúde delicada preocupa amigos e aliados de Garibaldi Filho – A saúde do senador Garibaldi Filho (MDB) é uma preocupação de amigos e familiares, para a jornada que se aproxima. Por isso que o noticiário que especula possível desistência dele, da corrida senatória, tem alguma razão de ser. Desde a prisão do primo Henrique Alves (MDB) em junho do ano passado, que “Gari” está seriamente abalado. Com razão, que se diga. Razões pessoais e políticas, sublinhe-se.
Cotação de apoio em dinheiro pode crescer na campanha – Já tem candidato a deputado estadual oferecendo até R$ 100 mil por apoio de ex-vereador no interior do estado. A cotação e os numerários podem subir mais um pouco, dependendo do grau de desespero e dificuldade na campanha que chega já. A luta eleitoral segue aquela rotina de sempre, apesar das restrições legais e dos sustos provocados por prisões de figurões da política.
EM PAUTA
Arte popular – Está confirmado para o dia 6 próximo (sexta-feira), às 20 horas, no Cajaranas Bar ((Avenida Felipe Camarão, próximo ao aeroporto de Mossoró), apresentação dos cantadores Valdir Teles e Jonas Bezerra. A “Grande Cantoria” terá ainda a atração-mirim Moésio Marinho.
Grupos de caboclos mostraram evoluções e figurinos que encantaram o público em Major Sales (Fotos: Blog CS)
Festival de Caboclos – Assisti apresentação da 28ª Edição do Festival de Caboclos de Major Sales (região Oeste do RN, 427 quilômetros do Natal) no Sábado de Aleluia (31 de Março). Um evento encantador, cultura nativa única, que merece aplausos.
Atores potiguares – Pedro Fasanaro, Ênio Cavalcante, Quitéria Kelly e Titina Medeiros. Estes serão os novos representantes do teatro norte-rio-grandense na telinha. A partir de 23 de abril, poderemos nos deparar com rostos já conhecidos no cenário artístico potiguar na série “Onde nascem os fortes”, da Rede Globo de Televisão. Veja AQUI.
Cidade em Debate – Atendendo convite de Carlos Cavalcante, estaremos na quarta-feira (4), às 19h, na TV Terra do Sal de Mossoró, pelo sistema cabo da Brisanet, Canal 173. Confirmado. Obrigado pelo convite.
Novo livro de Cefas Carvalho (Foto: Reprodução)
Cefas Carvalho – O jornalista Cefas Carvalho, do portal Potiguar Notícias, está com nova edição do seu mais recente livro à mão. “Olhos salgados” (romance) pode ser adquirido com ele mesmo, no Bardallos Comida & Arte, através da Editora Penalux (veja AQUI) ou na Cooperativa Cultural Universitária em Natal. Sucesso, meu caro.
Fessin – Depois do atacante Matheus que foi negociado com o Corínthians, o meia Fessin – também do ABC – é o novo foco de clubes de outros estados, inclusive da Série A. Ele tem apenas 19 anos.
Exposição – “Narrativas do silêncio” é o tema da exposição fotográfica a ser apresentada na Pinacoteca do Estado em Natal, a partir de quinta-feira (5), a partir das 19 horas e com entrada gratuita. Irá até o dia 27 e apresenta trabalho de 27 pessoas surdas. Evento é viabilizado pela Lei Câmara Cascudo.
Morte certa – Impressiona o quantitativo de execuções de ex-presidiários e gente em condicional. Esse é um detalhe que merece pauta especial da imprensa, com estatísticas. Se no interior de presídios a vida não vale nada, fora parece que vale menos ainda.
SÓ PRA CONTRARIAR
O Brasil tem um enorme passado pela frente. Pode anotar.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Dois times mossoroenses vão participar da Segunda Divisão do Campeonato Estadual de Futebol 2018: Baraúnas e Mossoró Esporte Clube. Apenas um sobe.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Geraldo Américo (Natal), Francisco Oliveira (Caicó) e Wagner Sanches (Mossoró).
Veja a Coluna do Herzog do domingo (26/03) passado, clicando AQUI.
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Poderíamos denominá-los outsiders nos lembrando do sociólogo alemão Norbert Elias cujas obras, que estudaram as relações entre Poder e Conhecimento, permaneceram marginais (à margem) até os anos 70, quando, então, se tornaram muito influentes.
Elias, autor de “O Processo Civilizatório”, reintroduziu na discussão intelectual moderna, graças a sua concepção de “redes sociais”, a importância da ação individual na história. Talvez o conceito do sociólogo judeu-alemão não abarque aqueles que irei mencionar, mesmo tangencialmente. Não importa.
Vou me apropriar do nome e utilizá-lo para o fim visado. Claro que poderíamos denominá-los gauches, em homenagem a Carlos Drummond de Andrade:
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
Aplicar-se-ia, aqui, o mesmo raciocínio anterior. Prefiro, portanto, outsiders a partir do significado etimológico que o Dicionário Estudantil, o Michaelis, lhe atribui: s. estranho, intruso.
Estranhos a quê, ou a quem?
À privacidade do detentor do Poder – e de sua entourage – para quem, eventualmente trabalhe, por não confundir relação de trabalho com relação pessoal; à idéia de franquear sua intimidade ao detentor do Poder – e à sua entourage; à bajulação; à omissão no que diz respeito à discordância, se preciso for, quanto às idéias e/ou ações do detentor do Poder; à conformação própria de uma oposição branda para demarcar posições; ao jogo do Poder e ao Poder do jogo do Poder; à atitude de marcar presença física para ser visto e lembrado como alguém da “corte”; à subserviência; à aniquilação do respeito por si mesmo, na medida em que corpo e mente passam a ser instrumentos daqueles que os mantêm.
Intrusos para o círculo íntimo do Poder embora perifericamente dele fazendo parte, momentaneamente, em virtude de sua competência técnica.
Quem é intruso não tem acesso às idéias que realmente estão impulsionando o jogo do Poder. Não compartilha as ações que dele decorrem, por mais inteligentes que seja. Não faz questão de entender – às vezes até mesmo perceber – a linguagem cifrada através da qual os integrantes do círculo íntimo se manifestam.
Com sua chegada se estabelece o silêncio ou o barulho dirigido.
O intruso incomoda, é um obstáculo tanto mais difícil porque ele faz parte da engrenagem embora atrapalhe na medida em que não possa ser envolvido – e usado – sem que perceba o que realmente está por trás do jogo político do qual faz parte.
Os outsiders – todos eles – em algum momento de sua vida foram moídos por aqueles no meio dos quais conviveram. Foram mastigados, deglutidos e vomitados. Suas essências não poderam ser assimiladas por aquele tipo de sistema. Não se trata de oposição externa ao Poder. Não é irridência, sublevação, contestação explícita, revolução. Não. É incompatibilidade com o estamento do qual até então o outsider fazia parte apesar de ser outsider.
Ser outsider foi sua glória e sua tragédia. Fez com que fosse trazido para o jogo político e depois expelido.
Trazido graças a seu talento, sua competência individual – nada que se assemelhe à conseqüência de um compadrio, de um afilhadismo, de um parentesco qualquer. E expelido porque impossibilitado, graças a sua excentricidade moral, ou psicológica, ou filosófica, ou todas juntas, de se acompanhar da carneirada e sua vocação para serem usadas pelos lobos ao custo de balangandãs, bijuterias, penduricalhos materiais ou emocionais.
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Estado do RN
A figura do outsider. Do cara que não se enquadra. Do sujeito que não faz questão de pertencer a nenhuma turma. O cara que no colégio sentava na última carteira, não falava com ninguém e ia embora sozinho. Havia algo de muito maneiro em figuras desse naipe.
Numa sociedade onde qualquer babaca quer virar celebridade, a figura do “ninguém” sempre me pareceu o melhor modelo de vida. E aqui não vai Charles Bukowskinenhuma pretensão estilosa do tipo “é legal ser diferente”. Porra nenhuma. O que eu penso é que simplesmente “ninguém precisa ser igual”.
Cada pessoa devia andar por aí rezando pela própria Bíblia, ou seja, fazendo suas próprias leis e fazendo uso de seu livre arbítrio. Mas não é o que tem acontecido. Assisto sem nenhum entusiasmo e com bastante perplexidade aqueles filmes americanos de turmas de universidade com aquelas indefectíveis fraternidades onde o cara passa por uma coleção inimaginável de humilhações apenas com o inacreditável intuito de ser aceito em uma fraternidade de babacas. Não é muito diferente das merdas dos trotes universitários brasileiros.
Babaca não respeita geografia.
Fico imaginando o que leva uma pessoa a essa necessidade doentia de ser aceito. E com o tempo me parece que em busca de aceitação as pessoas têm se padronizado de maneira assustadora e alarmante. Hoje em dia a rapaziada usa piercing, tatuagem (não que eu tenha exatamente nada contra o uso de piercings ou tatuagens, mas é que parece que grande parte da molecada começa a usar apenas numas de copiar outra pessoa e aí é esquisito), o mesmo corte de cabelo, gosta das mesmas músicas e das mesmas roupas e emprega as mesmas expressões (“Galera”, “é dez”, “é show”, “baladinha” e outras que eu não consigo sequer repetir aqui sem ter o meu estômago revirado) e aí ele se sente parte de alguma coisa, é compreendido e aceito e não vira motivo de zombaria entre os demais, justamente por não ser diferente.
Então o que acontece é muito simples. Se o sujeito tá num grupo onde o lance é odiar alguém, seja quem for, pode ser negro, viado, gordo, mulher ou o Mico-Leão Dourado, então o cara vai passar a odiar, ele nem sabe o motivo, é que a turma odeia e ponto. E se a turma pinta o cabelo de azul, então o panaca pinta também. E se a turma acha que é legal praticar artes marciais pra sair dando porrada em desavisados noturnos, então o cara automaticamente se inscreve numa academia e sai de lá o mó Steven Seagal.
E acha legal sair de carro com uma piranha oxigenada (esses caras sempre andam com piranhas descerebradas que são apreciadoras de bravatas intimidatórias) e provocar o primeiro sujeito pacífico que eles cruzarem pela frente. E vai ser providencial se eles pegarem pela frente um carinha com um livro do Kafka no ponto de ônibus.
Esses caras nutrem um profundo ódio por qualquer sujeito que consiga articular mais que duas frases inteligíveis. E as suas piranhas são as primeiras a aplaudir o massacre.
Não tô aqui querendo de maneira nenhuma desmerecer o trabalho de alguns professores de artes marciais que sei o quanto são sérios e dignos. Mas é que sem a devida orientação eles estão criando um exército de babacas extremamente perigosos. E é claro que a mídia e a publicidade incentivam irresponsavelmente esse estilo de vida. .
Elas querem todo mundo comprando e consumindo as mesmas coisas, coisas essas que eles fabricam em larga escala para atender a demanda desenfreada. Numa novelinha como Malhação, só pra citar um exemplo bastante óbvio, a impressão que fica é que o roteirista escreveu um monólogo e depois distribuiu as falas entre vários personagens. Não há diferenciação de personalidade.
Todos falam as mesmas coisas, do mesmo jeito e usando as mesmas expressões. Em resumo: fique igual e permaneça legal. Há um processo de idiotização total e irrestrita avançando a passos largos. E essa busca pela padronização e no conseqüente status mediano (estou sendo generoso com esse “mediano”) que as pessoas têm alcançado ganhou por esses dias duas novas forças de responsa. A MTV “onde é que estão os clipes, porra?” estreou dois programas que são verdadeiras aberrações.
O primeiro deles é o tal Missão MTV onde a Modelo Fernanda Tavares totalmente destituída de qualquer coisa que possa ser chamada de carisma, apesar de bonitinha (é o mínimo que se pode esperar de uma modelo) é chamada para padronizar qualquer sujeito que não esteja seguindo as regrinhas do que eles chamam de “bom gosto”. Então, se uma garota não fizer o gênero patricinha afetada, então ela automaticamente está out e a missão da Fernanda é introduzir a “rebelde” ao mundo dos iguais.
E dá-lhe o que eles chamam de “banho de loja”.
Se o cara usa roupas largas e o cabelo sem uma preocupação fashion e ainda se diz roqueiro, então eles transformam o coitado num metrosexual glitter afetado e por aí vai.
Parece que a mulher vai dar um jeito no quarto de um sujeito. Ela diz que tá tudo errado no quarto do cara. Como assim? É o quarto dele, porra. Enfim, é proibido ter estilo. Quem não se enquadra, sai de cena. Em resumo, um programa vergonhoso.
Mas o pior ainda é o outro: O inacreditável e assustador Famous Face. Sacaram qual é a desse? Uma maluca encasqueta que quer ficar parecida com a Jeniffer Lopez ou com a Britney Spears e tal estultice é incentivada. Em resumo, a transformação é filmada e testemunhamos a verdadeira frankesteinização sofrida pela pobre iludida.
Ela se submete à operação plástica, lipoaspiração e o caralho. Chega a ser nojento. Eu não entendo qual é a de um programa como esse. Será que a indústria da cirurgia plástica tá precisando de uma forcinha? Eu duvido. Nunca vi se falar tanto em botox, silicone, lipo e outras merdas. Todo mundo tentando evitar o inevitável. Todo mundo querendo retardar o tempo incontrastável.
Vivemos cada vez mais em uma gigantesca e apavorante Ilha do Dr. Mureau. Foda-se Dorian Gray. Eu sou bem mais as rugas de Hemingway.
Mário Bartolotto é ator, diretor, dramaturgo, escritor e compositor