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Um homem de fé; servo de Deus

Por Odemirton Filho

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Na pequena capela que se localiza na parte interna do Colégio Diocesano Santa Luzia um homem, com um semblante sereno, entrou. Cumprimentou-me com um leve aceno, e sentou-se em uma das cadeiras da primeira fila.

Costumeiramente, ao deixar minha filha no colégio, eu ficava um tempo na capela, em silêncio, tentando ouvir o que Deus tinha a me dizer. Da última fila, observava aquele homem, com a cabeça baixa, fazendo as suas orações, em íntima sintonia com Jesus.

“A voz do Senhor está no silêncio da alma, no coração que se liberta das excitações da vida para se colocar debaixo da mão poderosa do Senhor para escutá-Lo. Se ouvirmos a Sua voz, Ele será o nosso Deus e seremos o Seu povo, e Ele há de nos conduzir pelo caminho da felicidade”.

Vez ou outra, o encontrei, ali, colocando nas mãos do Filho de Deus as suas preces. Era o padre Sátiro do Colégio Diocesano, do Mosteiro de Santa Clara, da FM 105, da UERN.

Na semana que passou, com a sua partida para a Casa do Pai, muito foi dito sobre ele. Com efeito, padre Sátiro foi um dos construtores da história de Mossoró; uma de suas figuras marcantes, deixando-nos um legado imensurável.

O seu amor pela educação o fez ajudar muitas pessoas que não tinham condições de pagar a mensalidade do “colégio dos padres”. O Diocesano era um dos seus doces amores. No primeiro dia de aula, ele sempre recepcionava os alunos e alunas na entrada do colégio juntamente com o corpo docente.

Como religioso, sua voz ecoava levando o Evangelho para onde pudesse alcançar, por meio da FM 105. No seu programa Reflexão, na hora do Ângelus, passava a sua mensagem de fé, esperança e amor no Cristo Jesus. “A messe é grande, mas os operários são poucos”. (LC 10, 1-9). “Como são belos os pés do mensageiro que anuncia a paz, como são belos os pés do mensageiro que anuncia o Senhor”.

Ele lutou bravamente pela estadualização da nossa Universidade, da qual foi reitor. Aliás, padre Sátiro foi meu professor de Direito Romano, disciplina que lecionava com maestria, tendo em vista o seu profundo saber teológico e jurídico. “A palavra correta, caros alunos, é viger, viger”.

Na missa das exéquias, na Catedral de Santa Luzia, padre Charles afirmou, emocionado: “padre Sátiro viveu sonhando, e morreu sonhando”. Simpor isso seu espírito era jovial, pois “os sonhos não envelhecem”. Uma de suas últimas realizações foi a Faculdade Católica do RN.

Sem dúvida, concretizou muitos dos seus sonhos, porque era um homem de fé; servo de Deus. E o seu senhor lhe disse: bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”. (Mateus 25:21).

Em relação à fé, diz o Papa Francisco em sua Encíclica Lumen Fidei (Luz da Fé):

Na fé, dom de Deus e virtude sobrenatural por Ele infundida, reconhecemos que um grande Amor nos foi oferecido, que uma Palavra estupenda nos foi dirigida, acolhendo esta palavra que é Jesus Cristo – Palavra encarnada – o Espírito Santo transforma-nos, ilumina o caminho do futuro e crescer em nós as asas da esperança para o percorrermos com alegria. Fé, esperança e caridade constituem, numa interligação admirável, o dinamismo da vida cristã rumo à plena comunhão com Deus”.

Um dos momentos mais significantes para mim, na despedida a padre Sátiro, foi quando a professora Raimunda Almeida, “tia Mundinha”, que esteve à frente da escola com ele por muitos anos, colocou sobre o caixão a bandeira do Colégio Diocesano. Naquele instante, lágrimas escorreram em sua face, numa demonstração de uma sincera amizade, emocionando as pessoas que estavam presentes no ginásio Carecão.

Ao som da Fanfarra do Diocesano, o féretro chegou à Catedral de Santa Luzia; o velho padre adorava ouvir a turma jovem do seu amado colégio.

Durante toda a minha vida, igual a muitos dos mossoroenses, a sua presença foi uma constante direta ou indiretamente, seja quando eu e meus filhos estudávamos no colégio Diocesano, seja na história da cidade, pois padre Sátiro e Mossoró confundem-se.

São essas as minhas palavras, na certeza que não consegui dimensionar o que ele representou. Padre Sátiro era grande, pois era simples. É na simplicidade das atitudes que se revela a grandeza d`alma.

Ao ver as várias manifestações de pesar nas redes sociais, no velório e seu sepultamento, percebe-se que Mossoró sentiu dolorosamente a perda de um dos seus mais queridos sacerdotes, ao mesmo tempo, agradeceu, com enorme carinho, por todo bem que ele fez à terra de Santa Luzia.

E o que padre Sátiro Cavalcanti Dantas diria a todos que choram a sua partida? Talvez, as palavras de Santo Agostinho:

Você que aí ficou siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi”.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Os sonhos não devem morrer (à memória de padre Sátiro)

Por Marcos Araújo

Padre Sátiro Cavalcanti Dantas (Foto: Ricardo Lopes/Junho de 2011/Arquivo)
Padre Sátiro Cavalcanti Dantas (Foto: Ricardo Lopes/Junho de 2011/Arquivo)

O lisboeta Fernando Pessoa, por meio de um dos seus heterônimos, Bernardo Soares, poetizou certa feita sobre o dever de sonhar: “Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.” E arrematou, adiante: o homem tem o tamanho do seu sonho.

O sonhador que se preza oferece a sua vida pela realização dos objetivos idealizados. Joe Darion e Mitche Leigh, compositores americanos, escreveram uma linda canção sobre essa doação, chamada “The Impossible dream”, que aqui no Brasil foi versionada por Chico Buarque e Ruy Guerra como “Sonho impossível”, gravada por Maria Bethânia. Uma passagem pungente: “E amanhã, se esse chão que eu beijei For meu leito e perdão /Vou saber que valeu delirar e morrer de paixão.”

Graças aos sonhadores a humanidade se aperfeiçoa.  A história registra um discurso de um grande sonhador numa manhã de 28 de agosto de 1963, o pastor americano Martin Luther King, que durante uma marcha em direção a Washington, perante 250 mil pessoas, começou dividindo o seu sonho (“I Have a Dream” – eu tenho um sonho). Essa expressão serviu de inspiração para titular uma canção do grupo sueco ABBA.

O Brasil cresceu pela materialização do pensamento e da ação de muitos sonhadores. Pernambuco ofereceu Josué de Castro ao mundo, para idealizar o fim da pobreza e das desigualdades regionais. Quase recebeu o Nobel da Paz, mas, tido como comunista, foi rejeitado pelos conselheiros do Instituto Alfred Nobel. Minas Gerais pariu o sociólogo Betinho de Souza, criador da campanha nacional de combate à fome.

O Rio Grande do Norte também marcou história: do Alto Oeste veio Sátiro Cavalcanti Dantas, o mais prolífico e eficiente educador que pisou nosso solo. Se Henrique Castriciano foi relevante na educação privada, Padre Sátiro foi mais longe ao conjugar simultaneamente a transformação em três setores da educação: a educação privada, a pública e a formação profissional.

Com passagem inicial no Colégio Diocesano Santa Luzia, como Diretor introduziu o dever da solidariedade e da dimensão social da igreja, auxiliando centenas de alunos pobres. Foi tão pródigo em concessão de bolsas que houve época onde a quantidade de alunos bolsistas era quase igual aos que pagavam mensalidades.

Se eram esquálidos os dividendos financeiros para a Diocese, em compensação, os “lucros” sociais eram imensuráveis. Por sua intervenção, milhares de ex-alunos bolsistas se profissionalizaram e galgaram relevantes postos funcionais.

Depois, ao ser conduzido ao cargo de Reitor da extinta Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte, a FURRN, uma fundação privada concebida para ser um “curral” eleitoralista, teve a coragem e o denodo de assumir uma cruzada para expungir a instituição do jugo servil da política partidária. A “ferro e a fogo” obteve a sua estadualização.  Por sua luta, as portas do saber foram abertas oportunizando aos filhos dos agricultores uma outra forma de transformação social.  E o seu vetor incluiu igualmente a educação fundamental, com pequenas escolas, como a Erondina Cavalcanti Dantas, 13 de Junho, Colégio Dom Costa, Ginásio Centenário…

No campo social, se voltou para além daquilo que a missão sacerdotal exigia. Foi artífice da criação de uma lei para os mototaxistas, sendo Mossoró um dos primeiros municípios do país a ter uma lei reguladora da atividade. Outro feito lembrado é que, tendo o Corpo de Bombeiros interditado a Casa do Estudante de Mossoró por causa da queda de parte do seu telhado, comprometendo a moradia de 140 jovens, ele, de imediato, encabeçou um mutirão para a reconstrução daquele ambiente.

Cobrava intensamente dos gestores públicos melhorias nos equipamentos urbanos. Assisti por diversas vezes a sua interlocução como ventríloquo comunitário no desejo da construção de Postos de Saúde, quadra de esportes, escolas, creches, melhoria de vias públicas, iluminação etc. Não bastava ter criado o Mosteiro Fraternidade São Francisco de Assis, a primeira FM educativa do Estado, o santuário dedicado à Santa Clara, oito escolas que foram depois inseridas no sistema municipal de ensino, o centro social e comunitário Madre Cecília, a Funsern, a urbanização de um bairro inteiro (o Dom Jaime Câmara)…

Com 93 anos, se achava no dever de continuar sonhando. Por último, estava intervindo junto às Universidades públicas para dotar o Município de Pau dos Ferros de um Curso de Direito. Primeiro, bateu à porta da UERN, quando o Reitor ainda era Pedro Fernandes. Comunicado da falta de recursos do Estado, se voltou para a Reitora Ludmila, da UFERSA, à procura de recursos federais. Para sua instalação, necessitava de custeio do MEC. Andou falando insistentemente com Prefeitos e Deputados para tal concretização.

Benjamim Disraeli, um escritor inglês, gostava de dizer que “a vida é muito curta para ser pequena”. Padre Sátiro devia pensar assim, pois alongou o quanto pôde a sua existência para atuar cada vez mais em favor da sociedade, especialmente dos mais humildes.

Ele era um dos últimos bastiões da Igreja católica que em um passado soube dimensionar a importância da caridade, da fraternidade, da partilha, da assistência social e da oportunidade aos desvalidos. Sabiamente, ele escolheu a educação como viático da redenção social do pobre. Num momento em que escasseiam os exemplos de homens públicos vocacionados para o bem-estar comum, sua ausência fará muita falta. Para uma sociedade ressentida de alteridade, de amor ao próximo, sua lacuna dificilmente será preenchida.

Voltando ao tema sonhos, ele adorava a música “I Have a Dream”, ao ponto do grupo Incanto (ACJUS), tê-la incorporado ao seu repertório. Pensando nele, destaco que a canção tem uma frase que lhe é aplicável: “I believe in Angels” (eu acredito em anjos). Ele foi “anjo” sem asas para milhares de alunos-bolsistas e para os funcionários do Colégio Diocesano Santa Luzia, para os estudantes uernianos, para as freiras do Mosteiro, para os comunitários do bairro Dom Jaime Câmara, para os estudantes da Casa do Estudante de Mossoró, para os mototaxistas, para o Município de Mossoró, para o Estado do RN e ao alcance do Brasil.

Os seus sonhos se materializaram e se multiplicaram nas pessoas sem perspectivas de ascensão social, porque elas puderam ver luz nas oportunidades que apenas a educação pode proporcionar. É o sonho se transmudando em concreta esperança. Por ele, ou pelas ações dele, muitos descortinaram a escuridão que nublava a luz do horizonte.

Sem sonhos, a vida é “asséptica”, o disse recentemente o Papa Francisco. E conclamou: “Todos temos necessidade de sonhar. Conscientemente ou inconscientemente.” Sem sonhos, não há esperança. O Cardeal Suenens afirma sempre “A esperança não é um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade.”

Que os sonhos de Padre Sátiro sejam retroalimentadas pelas chamas da nossa esperança e vivificadas nas atitudes daqueles que o admiravam. A maior homenagem que podemos fazer a ele é garantindo que as suas criações, seus projetos e suas iniciativas, não conheçam o ocaso por falta de apoio. Padre Sátiro não será esquecido se Mossoró e o Rio Grande do Norte se empenharem na preservação e continuidade dos seus sonhos. Somente assim sua memória nunca perecerá, e seu espírito permanecerá em nosso meio.

Vida eterna a Padre Sátiro!

Marcos Araújo é advogado e professor da Uern

Grata, Mossoró se despede de padre Sátiro Cavalcanti Dantas

Última missa aconteceu na Catedral, com corpo sendo levado por padres da Diocese de Mossoró (Foto: Glauber Soares)
Última missa aconteceu na Catedral, com corpo sendo levado por padres da Diocese de Mossoró (Foto: Glauber Soares)

Mossoró despediu-se do padre Sátiro Cavalcanti Dantas da melhor forma possível: com gratidão. Emocionada e grata.

Missa de corpo presente na Catedral de Santa Luzia à tarde dessa terça-feira (28), seguida de sepultamento na capela do Cemitério São Sebastião, Centro, fechou o adeus ao diretor emérito do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL).

Ele faleceu na segunda-feira (27), no Hospital Wilson Rosado (HWR), aos 93 anos (veja AQUI). Sofria de várias complicações decorrentes de uma pneumonia.

Velório começou no Ginásio Carecão no CDSL à noite de segunda-feira, seguido na terça-feira pela manhã no Santuário de Santa Clara no bairro Dom Jaime Câmara.

Sob aplausos de centenas de pessoas, seu corpo foi levado da Catedral para o cemitério num caminhão do Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN).

Veja vídeos em nosso endereço no Instagram (AQUI, AQUI e AQUI).

Corpo de Bombeiros levou corpo até cemitério (Foto: Glauber Soares)
Corpo de Bombeiros levou corpo até cemitério (Foto: Glauber Soares)
Cortejo chegou ao Cemitério São Sebastião à noite (Foto: Glauber Soares)
Cortejo chegou ao Cemitério São Sebastião à noite (Foto: Glauber Soares)

Leia tambémA trajetória de padre Sátiro Cavalcanti Dantas

Leia tambémA conversa que faltou

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Legislativo cancela sessão ordinária em razão de falecimento

IMG-20231127-WA0074A Câmara Municipal de Mossoró cancelou a sessão ordinária desta terça-feira (28), em razão do falecimento do padre Sátiro Cavalcante Dantas (veja AQUI, AQUI e AQUI). Essa decisão está oficializada no Ato da Mesa Diretora 09/2023, editado nessa segunda-feira.

Com isso, a pauta da sessão foi transferida para a próxima data regimental, quarta-feira (29).

Homenagens

Mais cedo, a Câmara emitiu nota de pesar pelo falecimento do padre Sátiro, e destacou o legado dele para a religiosidade e a educação. Em sinal de respeito, as bandeiras da Câmara estão a meio mastro, seguindo o luto oficial de cinco dias em Mossoró. Também homenagearam o padre Sátiro vereadores e vereadoras. Em suas mídias sociais, lamentaram a perda e destacaram a trajetória dele.

“A atuação de padre Sátiro transcende gerações e ainda ecoará por muito tempo em nossos corações e mentes”, ressaltou o presidente da Câmara, Lawrence Amorim (SDD).

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A conversa que faltou

Aquela gargalhada que fica, na sensibilidade de Ricardo Lopes, no lançamento de meu segundo livro em 21 de junho de 2011)
Aquela gargalhada que fica, na sensibilidade de Ricardo Lopes, no lançamento de meu segundo livro em 21 de junho de 2011

Nesta terça-feira (28), a gente se despede do padre Sátiro Cavalcanti Dantas, falecido dia passado.

Meu adeus é à amizade polida por mais de 34 anos, entre gargalhadas, conversas sérias, muita camaradagem e lições. Não entra na conta temporal, o período em que dona Maura me levava às bancadas da Igreja de São Vicente, em missas dominicais.

Eu, o menino mirrado, disperso, achava mais interessante a batina do que a homilia do padre.

Só muitos anos depois conheci outro Sátiro nos escaninhos do Gazeta do Oeste. Veio daí um carinho mútuo e a liberdade de tratá-lo, na intimidade, por “Padreco.”

É dessa pessoa que estou me despedindo: única. E sem aquela conversa a mais que nos faltou, mesmo que programada. Vamos nos falando assim mesmo.

*Nas fotos de Ricardo Lopes, lançamento do meu segundo livro em junho de 2011 (há mais de 12 anos), com dedicatória a ele; nosso último encontro em maio deste ano, em lançamento de livro com sua biografia e, por último, em festa realizada por Caby da Costa Lima (in memoriam), em 2016.

Outro registro de Ricardo Lopes no dia 21 de junho de 2011
Outro registro de Ricardo Lopes no dia 21 de junho de 2011

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Diocese informa sobre velório e sepultamento de padre Sátiro

A Diocese de Mossoró divulga detalhes sobre o velório e sepultamento do padre Sátiro Cavalcanti Dantas, 93, falecido nesta segunda-feira (27) em Mossoró (veja AQUI). Veja no boxe abaixo os detalhes:Velório e sepultamento de padre Sàtiro Cavalcanti Dantas

Dia 27 (hoje)

16h – Velório no Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) no Ginásio Carecão)

20h – Primeira missa no Carecão

Dia 28 (amanhã, terça-feira)

6h – Translado do CDSL até o Santuário de Santa Clara no Dom Jaime Câmara

9h – Segunda missa no Santuário de Santa Clara

11h – Translado do Santuário de Santa Clara até a Catedral de Santa Luzia

15h30 – Missa das Exéquias na Catedral de Santa Luzia

Após o cerimonial religioso, o corpo será levado para sepultamento na capela de São Sebastião, no Cemitério São Sebastião, Centro de Mossoró.

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Padre Sátiro ganha alta hospitalar após se recuperar de pneumonia

Padre Sátiro já tinha ficado uma semana internado (Foto: Arquivo/Célio Duarte)
Padre Sátiro está em seu apartamento novamente (Foto: Arquivo/Célio Duarte)

Depois de vários dias internado com pneumonia e seus desdobramentos, o padre Sátiro Cavalcanti Dantas, 93, está de volta a seu apartamento, no Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) de Mossoró, onde é diretor emérito.

Recuperado e pronto para muitas outras batalhas, que se diga.

Amém!

Ele sob cuidados médicos no Hospital Wilson Rosado (HWR) e recebeu alta à tarde dessa terça-feira (10).

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Ao mestre Sátiro, com carinho

Por Marcos Araújo

Em 1967, o diretor e roteirista britânico James Clavell mudou a linguagem do cinema ao fazer a junção de educação e racismo em um filme (Ao mestre, com _carinho), colocando como protagonista o ator negro Sidney Poitier, em papel de professor e engenheiro, bem diferente dos papéis destinados aos negros naquele período, quase sempre interpretando subalternos e marginais.

Sátiro, um homem com legado pessoal e profissional muito inspirador! (Foto: Web/Jornal de Fato)
Sátiro, um homem com legado pessoal e profissional muito inspirador! (Foto: Web/Jornal de Fato)

Esta obra ficcional tem um título que se designa apenas aos que se dão com sacerdócio e amor a ensinar. Transformar pessoas, mentes e destinos pela educação, este sim, é o verdadeiro desígnio do Professor Sátiro Cavalcanti Dantas. É mais de sua gênese o papel de educador do que de padre.

Como teólogo, sabemos que ele é inigualável, fazendo das suas reflexões o ponto alto da audiência na FM Santa Clara. O testemunho de fé de Padre Sátiro eleva nossa alma à contemplação das realidades divinas. Seu amor pelo mais pobre refaz as nossas esperanças. Sua caridade nos estimula à partilha. Como Santo Agostinho, podemos exclamar também nós: – __Vides Trinitatem, si caritatem vides (__*contempla a Trindade, se vês a caridade -*De Trinitate VIII, 8,12).

São Paulo, o apóstolo, legou aos cristãos que, “*Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas.” *( II Co 2:15) Padre Sátiro transmite – e exala – esse perfume do céu.

Mas, para além do mister divino, Deus lhe chamou à relevante missão de transformar as pessoas pela educação; elemento de redenção econômica para uma sociedade.

É neste ponto a distinção do seu papel. Levou a educação para os recantos periféricos. Fundou 11 escolas em locais de reduzida – ou inexistente – assistência do Estado.

É da sua gênese o ensinar com superlatividade, a transmitir o saber sem reservas, a fazer compreensível o que é muito denso e complicado, a ser simples e humilde ainda que lhe teçam muitas loas e condecorações. Seu legado pessoal e profissional é muito inspirador! Um “self made man”, extraído por Deus da ambiência periférica citadina para brilhar na dimensão do território nacional, quiçá, internacional!

A sua vitória pessoal, fruto do saber e do esforço próprio, longe de ser um artefato do individualismo, é fracionada e porcionada generosamente com aqueles que se põem como seus amigos e audientes, hoje, contando com um alunato enorme.

Neste 22 de janeiro ele faz 92 anos, bem vividos. Quase um século! É muita experiência acumulada….Mais do que isso, é muito tempo dedicado a Deus e ao próximo.

Na qualidade de seu aluno no Curso de Direito e nas “disciplinas” da vida (para mim não existe “ex-aluno”, porque continua aluno sempre aquele que busca vivenciar o ensinamento recebido), queria exaltar o meu mestre, com muito carinho.

Por isso, a palavra que me vem é GRATIDÃO!

Obrigado, mestre Sátiro, por ser o MEU ETERNO PROFESSOR!

Marcos Araújo é professor e advogado

Diocesano comemora 65 anos de inauguração de sua atual sede

Estudantes posam em frente à entrada do colégio (Foto: divulgação)
Estudantes posam em frente à entrada do colégio (Foto: divulgação)

O Colégio Diocesano Santa Luzia comemora nesta quarta-feira (9) os 65 anos da inauguração da atual sede da instituição.

Pela manhã, às 8h, foi realizado um Momento Cívico interno e simbólico com hasteamento das bandeiras da Instituição, de Mossoró e do Brasil, marcando um momento de grandes alegrias e conquistas.

Além disso, em 2021, o Diocesano celebra 120 anos de existência, como referência da Igreja Católica do Rio Grande do Norte na área da educação.

História

A sede do Colégio Diocesano Santa Luzia, situada na Praça Dom João Costa, foi um desafio lançado pelo Padre Francisco Sales Cavalcanti, quando nomeado diretor, em janeiro de 1946.

A pedra fundamental foi chamada a 30 de setembro de 1947 e em junho seguinte se iniciaram as obras, como presente de aniversário ao Bispo Dom João Costa.

Houve muitas campanhas e ajudas para as obras.

Nos anos de 1953 a 1955, os trabalhos aumentaram e os novos pavilhões foram surgindo.

Padre Sátiro, ao lado de Padre Demétrio, discursa em evento (Foto: divulgação)
Padre Sátiro, ao lado de Padre Demétrio, discursa em evento (Foto: divulgação)

A festa inaugural aconteceu a 09 de junho de 1956, presidida pelo Cardeal Dom Jaime Câmara e com a presença dos bispos Dom João Costa e Dom Eliseu Simões Mendes, além do Governador do Estado, Dinarte Mariz, e de vários deputados e personalidades, alguns deles ex-alunos do Diocesano Santa Luzia.

O primeiro diretor do Diocesano Santa Luzia foi o Cônego Estevam José Dantas e sua primeira sede localizava-se à Praça Vigário Antônio Joaquim, onde está atualmente o Banco do Brasil.

Atualmente, a equipe Diretiva é formada pelo diretor emérito Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, que foi nomeado por Dom Gentil Diniz Barreto, em 1961, pelo Diretor Padre Charles Lamartine, nomeado por Dom Mariano Manzana em 2012, e pelo Vice-Diretor Padre Demétrio de Freitas Júnior, nomeado por Dom Mariano em 2020.

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Padre Sátiro quer passar FM 105 para Faculdade Católica

Sátiro: novo sonho (Foto: cedida)

Em entrevista ao repórter Maricélio Almeida, da Rádio Rural de Mossoró, o padre Sátiro Cavalcanti Dantas, fundador da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte, admitiu um sonho: o de ter um curso de Comunicação Social na instituição e doar a FM Santa Clara (105 FM)  à instituição

“O sonho de hoje é um curso de Comunicação na Faculdade Católica do Rio Grande do Norte. Ela precisa de um curso desse, porque [a Diocese] já tem o instrumento da Rádio Rural. O curso chegando em tempo, e eu estando em vida, eu faço a doação da 105 para o curso de Comunicação da Faculdade Católica, se Deus quiser, em breve uma universidade”, afirmou.

Tá dito.

A Faculdade Católica do Rio Grande do Norte celebrou 10 anos de existência nesta segunda-feira.

Tem como diretor e vice-diretor os padres Charles Lamartine e Flávio Augusto.

A FM 105 é do acervo patrimonial da Fundação Socio-Educativa do RN (Funsern), criada por Sátiro.

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Padre Sátiro fará aniversário de 90 anos sob reflexão

Sátiro: retiro (Foto: Eduardo Maia)

O padre Sátiro Cavalcanti Dantas, lúcido e com capacidade cognitiva superativada, vai completar 90 anos no próximo dia 22.

Mas como é do seu feitio, começa a se esquivar e fazer todo um contorcionismo para não incentivar festejos em torno da data e de si.

Já avisou: entre os dias 21 e 23 estará num retiro “em ambiente ecológico e com pessoas desconhecidas, para fazer uma reflexão de agradecimento e louvor por todos nós”.

Além dos 90 anos de vida, Sátiro chega em 2020 a 65 anos de magistério, 65 anos de Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) e 66 anos de sacerdócio.

Nota do Blog – Combinado. Mas a gente vai se ver assim mesmo.

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“Talvez eu seja a solução” será apresentado nesta quarta-feira

É nesta quinta-feira (15), o lançamento do livro “Talvez eu seja a solução”.

Marilene Paiva e Rafaella Costa assinam publicação que será apresentada hoje (Foto: Célio Duarte)

Será a partir das 19h30, no Requinte Buffet em Mossoró.

O livro tem prefácio do padre Sátiro Cavalcanti Dantas e é assinado pelas repórteres sociais Marilene Paiva e Rafaella Costa.

O evento tem ainda, show de Alan Jones & Dayanne Nunes.

“É uma coletânea que traz a história de 50 homens de Mossoró, do Rio Grande do Norte e de regiões vizinhas, de várias idades e vários segmentos profissionais”, adianta divulgação do evento.

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“Rosalba precisa mudar o discurso”

Por Givanildo Silva

Não tenho certeza se são palavras do padre Sátiro. Mas se o disse, falou bobagem.

Vai carregado pela onda de minoria barulhenta e suspeitável. O que é absolutamente anormal, tratando-se de dignidade eclesiástica calejada e bem-intencionada.

Preocupação com o interesse público demonstrada. No sermão e no programa de rádio.

Rosalba, até agora, só cometeu um erro grave. Deixou de alertar a justiça, nem sempre confiável, da necessidade de se punir exemplarmente a caterva que assolou o estado.

Porque só se faz acontecer o hoje resolvendo-se o passado. E o Rio Grande do Norte padece de pendência perversa, malvada. Desagradável, detestável, amaldiçoada.

Givanildo Silva é jornalista, radialista e bacharel em direito, além de editar o blog www.givva.com.br AQUI.