O prefeito de Apodi, Alan Silveira, foi indicado pelo presidente do MDB no RN, ex-senador Garibaldi Alves Filho, para presidir a Comissão Provisória Estadual da Juventude do MDB (JMDB).
Walter Alves, Alan Silveira (prefeito do Apodi) e Garibaldi Filho posaram para foto em Natal (Foto:divulgação)
Ofício nesse sentido foi assinado nesta segunda-feira (22) por Garibaldi, atual presidente da legenda no estado, devendo ser endossado pelo presidente nacional emedebista, ex-senador Romero Jucá – da Executiva Nacional.
Alan posou ao lado do ex-senador e do deputado federal Walter Alves, com o ofício em mãos.
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O capitão Jair Bolsonaro (PSL) marcha para uma vitória superlativa nas urnas no segundo turno. Um fenômeno. É provável que supere o recorde obtido por Lula da Silva (PT) em 2002, que à ocasião empalmou 61,27% dos votos no segundo turno, contra José Serra (PSDB).
O petista acumulou 52.793.364 de votos há 16 anos.
Sempre comentei e repeti (antes até de campanha e das eleições no primeiro turno), não acreditar que Bolsonaro chegasse à vitória. Como ele chegou até aqui com tamanha força?
Numa visão primária e muito simplista, muita gente fala no “antipetismo” como a razão dessa onda. O antipetismo é a centelha, não o substrato. O voto maciçamente no primeiro turno foi antissistema. Votação em todo o país mostrou isso. Aqui mesmo no RN.
O candidato do PSL soube galvanizar os diversos segmentos sociais e reforçou retórica palatável, populista, em contraposição à desesperança e indignação de boa parcela do povo, em relação ao status quo e à elite social, econômica e política de um país, o denominado establishment.
EM SOLO POTIGUAR, o protesto varreu vários nomes imbatíveis e ‘certos’ à vitória, ao mesmo tempo em que catapultou a senadora Fátima Bezerra (PT) para o segundo turno, como a mais votada, além de surpreendentemente eleger dois deputados federais por seu partido, Natália Bonavides e Fernando Mineiro.
Esse mesmo votante fez do general Eliéser Girão (PSL), porta-voz de Bolsonaro no estado, um dos campeões de votos à Câmara dos Deputados.
Na Câmara Federal, o PT foi o partido que mais elegeu parlamentares (56), mesmo com número inferior ao obtido em 2014, quando foram 69 os efeitos (13 a menos).
Com tal postura, o eleitor implodiu a “presidenta” Dilma Rousseff (PT) em Minhas Gerais, em sua tentativa de ser senadora, mas também enxotou Eunício Oliveira (MDB) no Ceará e Romero Jucá (MDB) em Roraima, que queriam se manter no Senado.
Como postamos na coluna da semana passada, “essa tsunami também não ficou localizada à esquerda ou a direita. Foi generalizada” (Leia: O caráter punitivo do “voto útil”).
Lá adiante, o tempo e estudos que vão além do achismo, darão um retrato mais consistente sobre esse período. Agora, tudo está ainda efervescente, em ebulição. Soa arrogante se fazer alguma afirmação categórica. A sociologia, a antropologia, a psicologia, a psicologia social, a ciência política, a história e outros ramos dos estudos sociais terão respostas mais sólidas posteriormente.
PRIMEIRA PÁGINA
Pesquisas para todos os gostos e propósitos – Na reta final de campanha, você escolhe a pesquisa que quiser. Tem para todos os gostos nesse mercado de secos e molhados da política potiguar. Temos pesquisas informativas (sérias), tracking (de monitoramento), para consumo interno, pesquisa de araque (só para divulgação em WhtasApp) e também pesquisa com registro e tudo o mais, feita para indução ao voto. Aproveite, aproveite!
Ex-candidata a vice-prefeito segue carreira docente – Rayane Andrade (PT), candidata a vice-prefeito de Mossoró na chapa de Gutemberg Dias (PCdoB) em Mossoró, no ano de 2016, está em fase conclusiva de mestrado em Direito Constitucional na Universidade Federal do RN (UFRN), mas com atenção profissional voltada para o Centro-Oeste. Ela foi aprovada em concurso para docência da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Goiânia. Bacana demais. Parabéns!
Gustavo ficou com Carlos Eduardo e Ezequiel está com Fátima Bezerra em costura de olho na AL (Foto: arquivo)
Gustavo e Ezequiel cravam duplo na sucessão estadual – O grupo dos deputados estaduais Ezequiel Ferreira (PSDB) e Gustavo Carvalho (PSDB) cravou um duplo na sucessão estadual do RN no segundo turno. Cada um ficou de um lado. Ezequiel, com Fátima Bezerra (PT); Gustavo, com Carlos Eduardo Alves (PDT). A manobra não é por acaso. A estratégia visa fechar em 100 por cento a viabilização de candidatura de um ou de outro à Presidência da Assembleia Legislativa no próximo biênio (2019-2020). A astúcia conta com amplo apoio preliminar de eleitos e reeleitos, mas não é uma ciência exata. Atual presidente, Ezequiel venceu Ricardo Motta (PSB) em 2015 na disputa interna, quando tudo dava a entender que não aconteceriam surpresas. Ezequiel é a prova de que “surpresas” existem em eleições internas na AL.
Ex-candidato ao Senado é nome pensado para pasta da Saúde – Candidato ao Senado no primeiro turno das eleições no Rio Grande do Norte, na Coligação Do Lado Certo, o médico Alexandre Motta (PT) é cotadíssimo para ocupar pasta da Saúde, num eventual governo Fátima Bezerra (PT). Ele tem largo conceito além dos limites partidários e da própria categoria médica, além de circular no universo forense.
Tatiana Mendes não cruzou os braços no segundo turno – Titular “imexível” até o final do Governo Robinson Faria (PSD) na pasta do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha não cruza os braços na política eleitoral neste segundo turno. No primeiro, ela votou e trabalhou para o governador Robinson Faria (PSD), que não obteve êxito na reeleição. Agora, qualquer coisa, acionem Tatiana. Entendi.
STF não precisa de ninguém para desmoralizá-lo – Gravação em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), reeleito deputado federal por São Paulo, questiona força do Supremo Tribunal Federal (STF) e comenta que esse poder pode ser fechado por “um soldado e um cabo”, ganhou enorme repercussão no final de semana. Nem deveria. Mas como estamos num momento de tensão eleitoral, compreensível. O STF há muito que se desmoraliza sozinho, sem precisar de nenhum empurrão externo. Por vezes tem-se apresentado como força auxiliar de grupos e partidos ou compadre de interesses particulares. Precisamos de um STF autônomo, soberano, com gente de notável saber jurídico e zelo à Constituição. Nada mais do que isso.
Deputado federal verde-oliva é parlamentar federal do rosalbismo e de Mossoró – Ex-secretário de Estado da Segurança Pública e ex-secretário municipal da Segurança em Mossoró, ambos cargos em gestões da hoje prefeita Rosalba Ciarlini (PP), o general da reserva Eliéser Girão Monteiro Filho (PSL) é deputado federal do rosalbismo. Com o fracasso do projeto de reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP), Girão passa a ser um representante político desse grupo na Câmara Federal, até pela afinidade que tem com quem o chamou para esses cargos. Sua eleição é um atenuante para o rol de fracassos até aqui desse esquema político.
Candidatos se esquivam de questões delicadas – A campanha vai chegando ao seu final, com os candidatos ao governo estadual se esquivando de questões delicadas. Evitaram ao máximo falar direta e francamente quanto aos remédios que pretendem utilizar para que estado saia da insolvência. Poderemos ter demissão até de servidores de carreira, proposta de aumento da alíquota previdenciária, privatização de empresas e venda de outros ativos públicos, além de tentativa de reordenamento de duodécimo da Assembleia Legislativa, Defensoria Pública, Ministério Público do RN (MPRN), Tribunal de Contas (TCE/RN) e Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Para situação excepcional, medidas excepcionais. Não há remédio doce para problemas tão graves como os vividos pelo estado.
EM PAUTA
Sem pagamento – A empresa Infraestrutura em Controle do Espaço Aéreo e Aeroportos (INFRACEA), com sede em Brasília, e que administra o Aeroporto Dix-sept Rosado de Mossoró, está sem pagamento atualizado por seus serviços. O Governo do Estado não cumpre suas obrigações. A infracea tem comprometimento de folha de pessoal e outros compromissos devido essa situação. Teve publicação de edital como vencedora de licitação no dia 27 de junho deste ano (veja AQUI).
Beleza Urbana – Feliz, feliz muito pelo sucesso de uma história que conheço de perto e como poucos. Aplausos para Ana Cléa e seu Beleza Urbana – localizado à Rua Amaro Duarte, 170, pertinho da Praça do Rotary (Nova Betânia, Mossoró). O salão ficou no capricho para o culto à beleza, à autoestima e à Vênus que cada mulher tem em si. Mas os homens também são bem-vindos por lá. Sucesso, querida.
Ana Cléa: Beleza Urbana (Foto: redes sociais)
Dorian – Em alusão aos 85 anos do nascimento de Dorian Jorge Freire e 70 anos de seu início na imprensa, a Feira do Livro de Mossoró irá promover o bate-papo “Em busca de Dorian: entre crônicas e reportagens”, que acontecerá no dia 31 (quarta-feira). Participarão do evento os professores da Universidade do Estado do RN (UERN) Esdras Marchezan, Aluísio Barros e Marcílio Falcão. Nascido em Mossoró, Dorian foi jornalista, professor, escritor e integrante da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL). Faleceu em 24 de agosto de 2005 em Mossoró.
Clauder – O escritor Clauder Arcanjo vai ser empossado no próximo dia 1º de novembro na Academia de Letras do Brasil (ALB), em sessão marcada para começar às 20, na Associação Nacional de Escritores (ANE), em Brasília. Obrigado pelo convite, meu caro. Infelizmente não poderei comparecer.
Palavra de Mulher – O espetáculo “Palavra de Mulher”, misto de show e teatro em que as cantoras/atrizes Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa interpretam personagens femininas da obra de Chico Buarque de Holanda, vai ser apresentado em Mossoró. Será no dia 2 de novembro, às 21 horas, no Teatro Dix-huit Rosado.
Veron – O Real Madrid está interessado na contratação de mais uma jovem promessa do futebol brasileiro. Segundo informações divulgadas neste domingo (21 de outubro) pelo programa El Larguero, da rádio espanhola Cadena Ser, os merengues monitoram o jovem assuense Gabriel Veron, do Palmeiras. O atacante de 16 anos chamou atenção do Real durante a disputa do Mundial Sub-17 de clubes, disputado no último mês de junho. O Palmeiras foi campeão na final justamente em cima do Real Madrid. Naquela final, o time paulista venceu por 4 a 2, com um gol marcado por Gabriel. No total, o jovem balançou as redes nove vezes em seis partidas e foi o artilheiro e o melhor jogador da competição. (Blog Tatutom Sports/Fox Sports).
SÓ PRA CONTRARIAR
Depois da era do “voto de cabresto”, agora querem nos convencer da existência do “voto de zap-zap”.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
O radialista Jarbas Rocha (Princesa FM 90 do Assu) planifica retomada de página própria na Internet. Promessa de muito êxito.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Nadja Escóssia (Tibau), Carlos Nascimento (Mossoró) e Edinael Castro (Upanema).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (15/10) clicando AQUI.
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Sem mandato, sem foro privilegiado. Essa será a situação, a partir de fevereiro de 2019, de quase 70 parlamentares que não se reelegeram e respondem hoje a algum tipo de acusação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os que devem perder a prerrogativa de só serem julgados pela mais alta corte do país estão o senador Romero Jucá (MDB-RR), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), o deputado Cabo Daciolo (Patriota-RJ), ex-candidato a presidente, e o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE).
Entre os parlamentares potiguares, o Congresso em Foco levantou os nomes do deputado federal Felipe Maia (DEM), além dos senadores Garibaldi Filho (MDB) e José Agripino (DEM).
Em convenção nacional ocorrida dia passado em Brasília, os convencionais do PMDB aprovaram mudança de nome da legenda. Deixará de ser PMDB para ser apenas MDB – Movimento Democrático Brasileiro.
“Não é volta para o passado. É um passo gigantesco para o futuro”, afirmou o senado Romero Jucá, seu presidente.
O MDB foi criado em 1966, para fazer oposição à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido que dava sustentação à ditadura militar. O fim do bipartidarismo em 1979, levou à reorganização do quadro partidário e fez o MDB virar PMDB.
Imerso em denso lamaçal de corrupção, estando entre os partidos mais envolvidos em falcatruas e desvios diversos de recursos públicos, o partido pretende repaginar sua imagem.
Vai procurar focar também em segmentos evangélico e socioambientais.
Nota do Blog – Enfim, os “emedebistas” vestirão uma roupa velha, que era de grife, para aparecerem melhor na “fotografia”, apesar do corpo continuar sujo e insalubre.
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Uma semana após sua expulsão do PMDB, a senadora tocantinense Kátia Abreu, agora sem partido, soltou farpas ao comando de sua ex-legenda, que tem como presidente o senador Romero Jucá (RR). Com diversas críticas à legenda, a senadora não poupou Jucá e o chamou de “canalha, crápula e ladrão de vidas”.
Kátia: Jucá é um "canalha" (Foto: Agência Senado)
A declaração da senadora foi proferida logo após o senador João Aberto de Souza (PMDB-MA), que presidia a sessão, negar tempo de fala aos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Lídice da Mata (PSB-BA), que queriam um aparte para manifestar apoio a Kátia, que falava sobre sua expulsão do PMDB.
“Eu tenho certeza, senador, de que se fosse aqui Romero Jucá, esse canalha, esse crápula do Brasil, esse ladrão de vidas e almas alheias, o senhor teria sido mais condescendente com ele”, ressaltou a senadora.
Durante os pouco mais de dez minutos de fala, Kátia Abreu, entre outras coisas, disse que a cúpula atual do PMDB “tem desfigurado, prejudicado e atingido de morte até aqueles que não se assemelham a eles”.
Nota do Blog – O PMDB, sucedâneo do MDB, foi durante um tempo espécie de “grife” partidária, capitalizado pela história de partido da resistência da época do regime militar.
Virou uma organização criminosa, não mais do que isso. Num país sério já teria sido banido, desfeito legalmente.
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Dos 81 senadores em exercício, pelo menos 41 respondem a inquérito ou ação penal no próprio Supremo, segundo levantamento do Congresso em Foco.
O campeoníssimo de encrenca no STF com 17 investigações, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), articula uma operação “resgate” para o colega Aécio.
Vozes do PT também já se revelam contra a posição do STF. Ou seja, o “espírito de porco” (não confunda com “corpo”) começa a funcionar e unir os contrários, mais uma vez.
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta sexta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) quatro senadores do PMDB, dois ex-senadores do partido e mais três pessoas no âmbito da Operação Lava Jato.
Foram denunciados (e os crimes atribuídos a eles):
Senador Renan Calheiros (PMDB-AL): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
Senador Garibaldi Alves (PMDB-RN): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
Senador Romero Jucá (PMDB-RR): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
Senador Valdir Raupp (PMDB-RO): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
Ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
Ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado: corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
Luiz Fernando Nave Maramaldo, sócio da NM Engenharia: corrupção avita e lavagem de dinheiro;
Nelson Cortonesi Maramaldo, sócio da NM Engenharia: corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
Fernando Ayres Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental: corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Todos são acusados em inquérito que apurava inicialmente se Renan Calheiros e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) receberam propina oirunda de contratos da Transpetro.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), procurou o presidente Michel Temer na noite desta terça-feira (27) após discutir no plenário com o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL). Os dois divergiram, principalmente, sobre a reforma trabalhista, em análise no Senado – Jucá é o relator.
Com o aval do presidente, Jucá já articula para esta quarta (28) a troca na liderança do PMDB.
Ex-ministro de Temer, Jucá colheu assinaturas na bancada, formada por 22 senadores, para destituir Renan do posto. Ele quer Garibaldi Alves (RN) na liderança do PMDB.
Renan irritou o governo ao ameaçar fazer trocas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que votará nesta quarta a reforma trabalhista.
Ex-presidente do Senado, Renan tem sido um dos principais oposicionistas do governo Temer desde que o presidente assumiu.
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Nove entre 30 membros da nova composição do Conselho de Ética do Senado são alvos de ao menos um processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a nova formação aprovada nesta terça-feira (30) em plenário, por parte do PMDB os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Jader Barbalho (PMDB-PA) e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), estarão com a responsabilidade de julgar seus pares no biênio 2017-2019.
Apenas Jader responde a sete inquéritos.
Aécio Neves
Os três são alvos da Operação Lava Jato e, como primeira missão, podem julgar se o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) – gravado ao pedir R$ 2 milhões para um dos principais delatores do petrolão, que também o acusou de receber propina de R$ 60 milhões – quebrou o decoro parlamentar.
O tucano é o campeão de inquéritos abertos para investigar se ele se beneficiou do esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na Petrobras: seis procedimentos judiciais. A Rede Sustentabilidade já pediu abertura de processo contra Aécio.
No Rio Grande do Norte os índices de violência continuam em alta, com projeção de novos recordes. O número de homicídios no estado cresceu 31,37%, nos primeiros 60 dias deste ano, se comparado com igual período do ano passado, totalizando 402 assassinatos. Os dados são do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO).
O governo Robinson Faria (PSD) explica que o aumento expressivo de homicídios tem relação direta com a guerra das facções criminosas e pela disputa de espaço na rota do tráfico. Todos os cidadãos potiguares já sabem, há muito tempo, desse diagnóstico. O que ainda não se sabe é quais são as medidas e ações concretas que estão sendo tomadas, pelo “Governo da Segurança”, para reverter tamanha violência.
Num breve recorte do Mapa da Violência do RN, observa-se que o femicídio – crime de homicídio contra as mulheres – cresceu 14%, nos meses de janeiro e fevereiro de 2017, ficando atrás, apenas, dos homicídios convencionais. Já é a segunda causa de morte violenta (25%) e à frente dos latrocínios.
Também neste quesito, há omissão do governo do Estado do RN. As medidas protetivas não funcionam, na prática. Apenas, no papel – quando são tomadas. As Delegacias Especializadas na Defesa da Mulher (DEAM) não funcionam à noite e nem nos finais de semana e feriados.
Por outro lado, a Policia Militar não tem estrutura para atender as demandas urgentes e não está preparada para o acolhimento. Existem somente cinco DEAM para atender os 167 municípios do RN e estão localizadas em Natal (2), Parnamirim, Caicó e Mossoró.
Com essa “estrutura”, como a mulher potiguar poderá se proteger do companheiro com índole violenta?
O caos na segurança pública do RN continua progredindo de modo acelerado, em todas as suas variáveis. O governo do RN é gerencialmente incapaz para controlá-lo e toma, apenas, medidas paliativas, pontuais e reativas – de baixa eficácia.
Uma nova bomba-relógio, mais poderosa, já está acionada e o cidadão entregue à própria sorte.
Que Deus nos Proteja!
SECOS & MOLHADOS
Henrique – É inacreditável a desculpa dada pelo ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB-RN) para justificar o crédito de quase U$ 1 milhão em sua conta bancária na Suíça – apesar das muitas acusações de seu envolvimento com a Operação Lava Jato. Será que ele era “laranja”? De quem?
Crédito – As condições de crédito continuam muito ruins, e até piores, para a indústria brasileira. Isso é o que acha a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Dessa forma, as empresas ficam desestimuladas à retomada do crescimento. Sem capital de giro, não produzem e não contratam.
Câmara – O TCE-RN notifica os vereadores da legislatura passada a explicarem como gastaram suas verbas de gabinetes, no período em que estavam sendo pagas. Essa polêmica ainda vai render muitas dores de cabeças aos edis de Mossoró. Há muitas controvérsias jurídicas a respeito deste assunto.
Insulina – O que se pode esperar de um governo que não consegue sequer manter um estoque básico de insulina para atender aos pacientes necessitados? Depois da recente expectativa frustrada do governo Rosalba Ciarlini (PP), constata-se que a doença está mesmo no gerenciamento da coisa pública. Essa contumácia perversa reduz a autoestima e humilha centenas de pessoas carentes e debilitadas pela diabetes. Um absurdo!
Saúde – Sob o ponto de vista técnico, a prefeita Rosalba Ciarlini está certa quando diz que vai priorizar a Atenção Básica de Saúde em seu governo. Entretanto, é também dever de seu governo buscar os meios de garantir o bom funcionamento da média e alta complexidade, junto aos governos do Estado e da União.
Desemprego – De acordo com o IBGE, o Rio Grande do Norte é um dos estados com maior população de desocupados no País. Com pouco mais de três milhões de habitantes, somente no último trimestre do ano passado, 225 mil pessoas estavam na condição de desempregadas. Em janeiro, deste ano, foram fechados 2.955 postos de trabalho. As projeções dos empresários potiguares não são, ainda, muito otimistas para 2017 – que deverá ser um ano de transição. Acreditam que o alento deverá acontecer, somente, a partir de 2018. O setor da Construção Civil é o que apresenta maior índice de desemprego no RN.
Previ – As finanças do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ) são uma bomba relógio, de efeito retardado, prestes a explodir no colo da prefeita Rosalba Ciarlini. É aguardar para ver.
Acusados – A Operação Lava Jato, que já tira o sono e o sossego de muita gente, promete ampliar as denuncias no decorrer desta semana. Na lista do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que pede a abertura de inquérito ao STF, consta mais de 40 nomes. Dentre eles, estão figuras carimbadas como Dilma, Lula, Mantega, Palocci, João Santana, governadores, ex-governadores e ex-parlamentares.
Da equipe de Temer, aparecem os ministros Eliseu Padilha, Moreira Franco e Kassab. Da bancada do Congresso, estão o presidente do Senado Eunício Oliveira, Renan Calheiros, Edison Lobão e Romero Jucá. Integram ainda a lista: José Serra e Aécio Neves. O que se pode esperar de um País que tem uma quadrilha suspeita no comando de seus Poderes?
Ironia – O PSDB agora é alvo da investigação que ele mesmo pediu para abrir. O tiro saiu pela culatra. Tudo Contaminado, mesmo!
Crise – Na terça-feira (7) deverão ser divulgados os dados do quarto trimestre do PIB em 2016. Os resultados ainda deverão ser de queda da atividade. A recessão brasileira, que teve início no segundo trimestre de 2014, foi a pior já vivida no País, tanto por sua duração quanto por sua intensidade de contração. Mas, o cenário atual é de recuperação, embora ainda frágil, sem sustentabilidade. É o que apontam os indicadores recentes. Fatores positivos: melhora na demanda por commodities, safra agrícola em alta, queda da inflação e dos juros. Os entraves são: inflação e desemprego.
A revista IstoÉ teve acesso na noite desta sexta-feira 9 à integra das 82 páginas de um relato minucioso sobre a corrupção na política nacional. Trata-se do bombástico depoimento do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Em sua delação, Melo faz graves acusações contra integrantes da cúpula do PMDB, ministros do primeiro escalão do governo federal e envolve até o presidente Michel Temer.
Ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho: explosivo (Foto: Web)
Entre os nomes citados está o do senador José Agripino (DEM), identificado por codinomes como “Pino” e “Gripado”. Teria recebido R$ 1 milhão para repasse ao DEM, na campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República em 2014.
O depoimento de Cláudio implica ainda o andar de cima do Congresso Nacional: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e se dedica a discorrer sobre o relacionamento da empreiteira com integrantes também do PSDB e outras legendas.
Nomes e codinomes
Consta ainda da documentação a lista dos que receberam propina da empreiteira e seus respectivos codinomes. Segundo o relato, os pagamentos eram feitos por meio de doações legais e caixa dois para que os parlamentares defendessem os interesses da empresa no Congresso Nacional.
Cláudio Melo Filho lista uma série de medidas provisórias e projetos no Congresso que obtiveram alterações favoráveis à Odebrecht graças ao bom relacionamento e, claro, à contrapartida financeira aos deputados federais e senadores.
Temer e Agripino: propinodutos (Fotomontagem)
IstoÉ publica com exclusividade também os documentos da delação.
Veja AQUI documento na íntegra sobre depoimento de Cláudio Melo Filho, envolvendo o presidente Michel Temer, ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ex-ministro Geddel Vieira, Renan Calheiros (Presidente do Senado), Rodrigo Maia (Presidente da Câmara Federal), Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara Federal), senador José Agripino, Jacques Wagner (ex-ministro de Dilma Rousseff), senador e ex-ministro Romero Jucá etc.
Ele também detalha como é o sistema de poder e corrupção no PMDB, que se divide em núcleos na Câmara Federal e Senado da República, com prepostos dos principais líderes atuando nas arrecadações das propinas.
Também não faltam os apelidos (codinomes) para os políticos, forma de identificação deles nas planilhas da corrupção.
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). A informação é de um interlocutor de ministros do STF.
Renan, Sarney e Jucá foram flagrados tramando contra a Operação Lava-Jato em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Os pedidos de prisão já estão com o ministro Teori Zavascki, do STF, há pelo menos uma semana.
Jucá, Renan e Sarney juntos em reunião no Palácio do Planalto, em 2012: o procurador-geral quer a prisão dos três por terem tramado contra a Lava-Jato (Foto: André Coelho/13-12-2012)
Janot também pediu o afastamento de Renan da presidência do Senado, usando argumentos similares aos empregados no pedido de destituição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara e do mandato de deputado federal, o que acabou sendo atendido pelo STF.
Os indícios de conspiração, captados nas gravações e reforçados pelas delações de Sérgio Machado e de seu filho Expedito Machado, são considerados por investigadores mais graves que as provas que levaram Delcídio Amaral à prisão, em novembro do ano passado, e à perda do mandato, em maio.
De acordo com a fonte, Delcídio tentou manipular uma delação, a do ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, enquanto Renan, Sarney e Jucá planejavam derrubar toda a Lava-Jato.
P.S (8h40) – Há poucos minutos, o programa “Bom dia, Brasil” da Rede Globo de Televisão noticiou que Rodrigo Janot pediu também a prisão de Eduardo Cunha.
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Gravações obtidas pelo jornal “Folha de S.Paulo” indicam o novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugerindo ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um “pacto” para tentar deter a Operação Lava Jato. As conversas ocorreram em março deste ano.
Romero Jucá confirmou à TV Globo a conversa com o ex-presidente da Transpetro. Segundo o ministro, Sérgio Machado o procurou em casa. Jucá é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal que investigam suspeita de que ele recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
Já Sérgio Machado foi citado nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do senador cassado Delcício do Amaral (sem partido-MS).
Jucá, um ministro imerso em situação comprometedora, no novo governo (Foto: Boa Vista Hoje)
De acordo com a reportagem, o titular do Planejamento sugeriu nas gravações com Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Lava Jato.
Em uma das conversas, segundo o jornal, Machado diz ao ministro, que à época era senador, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria pegar Jucá e outros parlamentares do PMDB.
“O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. Ele acha que sou o caixa de vocês”, ressalta Sérgio Machado.
Ainda conforme o jornal, o ex-presidente da Transpetro fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma estrutura para protegê-lo.
Em outro trecho, de acordo com a “Folha de S.Paulo”, Sérgio Machado voltou a dizer: “Então, eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.
Moro
O ex-dirigente da Transpetro disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. E Jucá concordou que o caso de Sérgio Machado não poderia ficar nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.
Na gravação, ainda segundo o jornal, Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional com o Supremo Tribunal Federal.
E Machado disse que “aí parava tudo”. E Jucá repondeu que, a respeito das investigações, “delimitava onde está”.
Jucá disse que havia mantido conversas com ministros do Supremo, aos quais não nominou.
O ministro do Planejamento ressaltou ao ex-dirigente da Transpetro que são “poucos” os magistrados da Suprema Corte aos quais ele não tem acesso.
O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, seria um desses ministros, destacou o peemedebista, que acrescentou que Teori é “um cara fechado.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, defendeu que políticos investigados pela operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobrás, não devem ocupar ministérios do governo do presidente em exercício Michel Temer.
Lamachia: rigor (Foto: OAB)
“Quem é investigado pela Operação Lava Jato não pode ser ministro de Estado, sob o risco de ameaçar a chance que o Brasil tem de trilhar melhores rumos”, diz Lamachia em nota. “Faço o alerta de que a nomeação de investigados contraria os anseios da sociedade e não deveria ser feita.”
Dois ministros de Temer, Romero Juca (PMDB-RR), do Planejamento, e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), do Turismo, são investigados pela Lava Jato. A decisão do presidente em exercício dá aos dois foro privilegiado.
O ex-diretor da Petrobras e delator Paulo Roberto Costa afirmou que negociou com Jucá apoio para sua permanência no cargo em troca de propinas ao partido. Já Alves é suspeito de receber propina disfarçada de doações eleitorais de Léo Pinheiro, dono da OAS.
Justiça
Lamachia afirma que a OAB poderá entrar na Justiça para pedir a saída desses ministros, caso eles se tornem réus nos processos que apuram as suspeitas de envolvimento com o escândalo na estatal.
“No futuro, se necessário, a Ordem avaliará o uso dos instrumentos jurídicos cabíveis para requerer o afastamento das funções públicas dos ministros que se tornarem réus. Foi com base nesse entendimento que a OAB pediu o afastamento do deputado Eduardo Cunha e do então senador Delcídio do Amaral.”
Ainda na nota, Lamachia diz que “todos os cidadãos têm direito à ampla defesa e ao devido processo legal.” Entretanto, aponta que o ministério “precisa estar acima de qualquer suspeita.”
“Os investigados devem poder se defender sem, para isso, comprometer a credibilidade dos ministérios.”
Legitimidade
Para o presidente da OAB, é preciso que Temer faça de seu governo “um exemplo ético” para “validar a legitimidade.”
“Considero que o novo governo, alçado ao poder pela via constitucional e não pela via eleitoral, precisa ser um exemplo ético para poder atender aos anseios da sociedade e validar sua legitimidade.”
“A OAB torce pelo sucesso do Brasil. Por isso, cobrará que, diferentemente do anunciado, o novo ministério não seja composto por pessoas sobre as quais pesem dúvidas”, diz Lamachia na nota.
O que temos reiterado nesta página e intervenções no Jornal das Cinco da FM 105,1 em Mossoró, ou participando de programas jornalísticos em rádio e TV, a cada dia se confirma.
Dilma e Temer na posse: afinados na formação de suas equipes. Parecidíssimos! (Foto: Web)
Brasília vive uma guerra entre quadrilheiros, apesar de exceções honrosas. Pouca gente com bons propósitos. A prioridade é o poder a qualquer preço.
Mal o presidente interino Michel Temer (PMDB) assume a Presidência da República, tudo se repete. Sujos e mal lavados a tiracolo. Uns que saem, outros que chegam, alguns até que retornam.
Gente que já foi dos governos Dilma Rousseff (PT) e Lula (PT).
O que seria pelo menos prudente ao novo presidente, ou seja, não convocar gente investigada na Operação Lava Jato, por exemplo, não é levado em conta. Há um lote de peemedebistas com foro privilegiado agora, na condição de ministro.
Coerência
Além do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da Câmara pelo Supremo, são investigados na Lava Jato os ministros do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá; da Casa Civil, Eliseu Padilha; do Turismo, Henrique Alves, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima,além do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o ex-ministro Moreira Franco.
Com a saída de Dilma Rousseff, não ocorreu apenas a exoneração de vários auxiliares, mas a fragilização de todos na defesa de problemas parecidos.
Com a exoneração divulgada pelo “Diário Oficial”na quinta-feira (12), perderam o foro no Supremo Tribunal Federal (STF) os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), Jaques Wagner (Gabinete Presidencial), José Eduardo Cardozo (Advocacia Geral da União) e Ricardo Berzoini (Governo).
Outro alvo da Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nomeação, mas não chegou a assumir a pasta do Gabinete.
Nota do Blog – Era mais sensato à Dilma, que tivesse exonerado seus ministros sob investigação até o esclarecimento de tudo. Seria coerente a Temer, nem chamar esse lote de auxiliares, sob investigação.
Incoerência, é a seletividade da crítica e na cobrança de correção com a coisa pública.
Nenhum dos envolvidos do governo que se foi e, do que chega, tem demanda judicial transitado em julgado, com condenação.
São investigados, que se diga.
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O senador Garibaldi Filho cobrou que o PMDB cumpra o que foi decidido no dia 29 de março passado, quando o Diretório Nacional do partido aprovou, por aclamação, deixar a base do governo da presidente Dilma Rousseff. Ele fez sua intervenção no Plenário do Senado, em aparte ao senador Romero Jucá, que assumiu a presidência do PMDB depois que Michel Temer se licenciou do cargo.
“O PMDB tomou uma decisão. Pode ter sido em três minutos, 30 minutos, uma hora ou 24 horas, mas tomou uma decisão. E essa decisão precisa ser respeitada”, disse.
“O PMDB precisa fazer prevalecer o que foi decidido. Afinal de contas, a cobrança existe e o PMDB precisa se mostrar novamente diante da história com aquela mesma proeminência que assumiu há muitos anos atrás com o presidente Ulysses Guimarães segurando a bandeira do partido”, declarou Garibaldi Filho.
O Diretório Nacional do PMDB decidiu nesta terça-feira (29), por aclamação, romper oficialmente com o governo da presidente Dilma Rousseff. Na reunião, a cúpula peemedebista também determinou que os seis ministros do partido e os filiados que ocupam outros postos no Executivo federal entreguem seus cargos.
O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, não participou da reunião que oficializou a ruptura com o governo sob o argumento de que não desejava “influenciar” a decisão. No entanto, ele teve participação ativa na mobilização pelo desembarque do partido e passou toda a segunda-feira (28) em reuniões com parlamentares e ministros do PMDB em busca de uma decisão “unânime”.
Moção mostra o porquê do partido decidir se afastar do Governo Dilma e do PT (Foto: reprodução)
Comandada pelo primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a reunião durou menos de cinco minutos. Após consultar simbolicamente os integrantes do partido, Jucá decretou o resultado da votação.
Reunião histórica
“A partir de hoje, nessa reunião histórica para o PMDB, o PMDB se retira da base do governo da presidente Dilma Rousseff e ninguém no país está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB”, enfatizou.
Após a reunião, Jucá disse que, com a decisão, o PMDB deixava bem clara a sua posiçào em relação ao governo e disse que quem quiser tomar uma decisão individual terá que avaliar as consequências.
“A partir de agora, o PMDB não autoriza ninguém a exercer cargo no governo federal em nome do partido. Se, individualmente, alguém quiser tomar uma posição, vai ter que avaliar o tipo de consequência, o tipo de postura perante a própria sociedade. Para bom entendedor, meia palavra basta. Aqui, nós demos hoje a palavra inteira”, afirmou.
Maior bancada
A decisão do PMDB aumenta a crise política do governo e é vista como fator importante no processo de impeachment de Dilma. Há a expectativa de que, diante da saída do principal sócio do PT no governo federal, outros partidos da base aliada também desembarquem da gestão petista.
Atualmente, o PMDB detém a maior bancada na Câmara, com 68 deputados federais. O apoio ao governo, porém, nunca foi unânime dentro da sigla e as críticas contra Dilma se intensificaram com o acirramento da crise econômica e a deflagração do processo de afastamento da presidente da República.
A presidente Dilma Rousseff (PT) manteve o aumento da verba orçamentária destinada aos partidos políticos. Trata-se do fundo partidário. Ela sancionou a lei, sem nenhum questionamento, fragilizada na relação com aliados e a própria sociedade. Não deu um “piu”.
Os recursos foram triplicados para R$ 867,5 milhões por meio de emenda ao Orçamento da União. O PT receberá o maior volume de recursos públicos: R$ 116 milhões.
E ainda falam por aí num tal de “financiamento público de campanha”. Na prática ele já existe de duas formas. De modo direto, através do fundo; de forma indireta, com as “doações legais” de campanhas, que adiante são pagas aos doadores através de mamatas, facilidades em licitações etc.
A proposta original do Orçamento da União já previa absurdos R$ 289,5 milhões ao fundo, mas, em março, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o relator, elevou a dotação do fundo a R$ 867,5 milhões com uma emenda de plenário.