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Sindicato vai para cima de prefeito com ataques agressivos

Em postagens em suas redes sociais, o Sindiserpum volta a explorar boneco e outras formas de crítica ao prefeito (Foto: reprodução)
Em postagens em suas redes sociais, o Sindiserpum volta a explorar boneco e outras formas de crítica ao prefeito (Foto: Junho de 2023/Reprodução)

É feroz a reação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) à apresentação nesta quarta-feira (27), de projeto de lei (veja AQUI) do Governo Allyson Bezerra (UB), que trata do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores gerais do Município. Não tem meio termo.

“A maldade de Allyson não tem limites; os servidores gerais são as vítimas da vez”, diz título de material divulgado pelo sindicato à tarde de hoje.

Em publicação em suas redes sociais, a entidade diz que ele mais uma vez agiu com “hipocrisia e má-fé”. Declara que o governante reutilizou sua estratégia “covarde”, novamente colocando a sua verdadeira face “maldosa e falseadora da verdade.”

Para o Sindiserpum, o projeto é mais um “plano de maldade”, cheio de “jabutis.”

“Não dá pra saber ao certo qual o objetivo de Allyson com isto. Que raiva é esta que ele nutre pelo servidor público mesmo correndo risco de queimar a sua já desgastada imagem junto a este público? Qual a vantagem que ele tem ao retirar direitos dos servidores?”, vocifera o sindicalismo.

O material não fala quais pontos seriam esses do projeto, com perdas para o servidor. A divulgação oficial informa o inverso.

Em seu pronunciamento e em notícia oficial emitida pela Prefeitura de Mossoró, é dissertado que toda a negociação para beneficiar cerca de 750 servidores gerais foi conduzida pelo prefeito e equipe, com o funcionalismo, numa negociação direta. Há meses que essa discussão está em andamento Isso irrita o Sindiserpum, que cobra participação direta nas discussões.

O projeto está na Câmara Municipal, onde o próprio sindicato já prevê derrota.

Projeto foi recebido pela Câmara Municipal, entregue pelo próprio prefeito (Foto: Edilberto Barros)
Projeto foi recebido pela Câmara Municipal, entregue pelo próprio prefeito (Foto: Edilberto Barros)

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Sindicato dos Servidores vai à Justiça contra ponto facultativo

Página do Sindiserpum anuncia decisão de ir à Justiça (Reprodução)
Página do Sindiserpum anuncia decisão de ir à Justiça (Reprodução)

Você não se enganou. É isso mesmo. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) anunciou em suas redes sociais nesta terça-feira (29), que vai entrar na Justiça para garantir que funcionários municipais trabalhem amanhã (quarta-feira, 30).

A municipalidade divulgou que vai aderir a movimento nacional de paralisação de atividades nessa quarta-feira, por melhorias no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de compensação de R$ 6,8 bilhões pelas perdas dos municípios com a redução do ICMS sobre combustíveis e aprovação de uma PEC para adicional de receita municipal (veja AQUI).

Para o Sindiserpum, o ponto facultativo atende apenas a interesse do prefeito. Daí a iniciativa judicial para que expediente seja normal e todos os servidores trabalhem.

Nota do BCS – Particularmente, acho desnecessária essa paralisação dos municípios. Existem outras formas de luta, sobretudo de pressão e cobrança em Brasília, perante governo federal e congressistas.

Mas, é absolutamente inédito sindicato lutando para que funcionalismo trabalhe em dia de ponto facultativo. Há poucos dias, a cobrança política era de ponto facultativo em dia de jogo da Seleção Feminina de Futebol.

Vivi para ver.

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Greve geral para segunda-feira praticamente perde o objeto

protesto, greve, cartazesOs quatro sindicatos que decidiram conjuntamente no dia passado (segunda-feira, 19), a realização de uma greve geral no dia 26 (próxima segunda-feira), praticamente ficaram sem rumo após a votação dos projetos do Executivo, que exigiam retirada total. As matérias foram aprovadas, inclusive com emendas de consenso em que a oposição votou.

As emendas são uma vitória, mesmo da oposição. Prosperou o diálogo, apesar dos pesares. Os projetos passaram por discussão, governo e oposicionismo negociaram, mesmo num ambiente conflagrado (veja AQUI).

Praticamente, a greve geral perde seu objeto. A oposição e seus braços sindicais precisam de outras motivações para tocarem em frente a decisão, inclusive correndo risco de vexame.

Definiram a greve geral o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), Sindicato dos Servidores da Saúde de Mossoró (SINDSSAM), Sindicato de Guardas Municipais do Estado do Rio Grande do Norte (SINDGUARDAS/RN) e Sindicato dos Agentes de Transito e Transportes Públicos de Mossoró (SINDATRAN).

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Os donos dos sindicatos e dos partidos

chaveNada é mais oligárquico neste país do que partido político e sindicato.

Grupos fechados controlam essas organizações por anos e, em vários casos, por décadas.

Tudo com recurso alheio.

São as melhores “empresas” para se fazer “carreira”.

Seus donos sabem bem.

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Governo trabalha nos bastidores para aplacar fúria sindical

Começa a avançar afinação nas relações entre governo estadual e sindicalismo. As conversas estão longe das câmeras e fora de agendas oficiais.

Por prudência e inteligência política.

O trabalho de “meio de campo” é para aplacar a fúria dos mais exaltados e esfriar pressão sobre a governadora Fátima Bezerra (PT) e sua bancada mais próxima e fiel na Assembleia Legislativa. Teme-se pesado ônus político-eleitoral.

Na quarta-feira (5), a maioria dos sindicatos que compõem o Fórum dos Servidores não participou da reunião convocada pelo governo, para nova discussão sobre a reforma.

Desgaste

Ao se ausentar da sessão de abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa no início da semana (veja AQUI, AQUI e AQUI), para não se deparar com protestos que satanizam a Reforma da Previdência e sua gestão, Fátima produziu contra si matéria-prima de profundo desgaste.

Não é por acaso que até um movimento “Fora, Fátima” eclodiu (veja AQUI) em mobilização sindical, mesmo que de forma episódica.

Leia também: Governo e sindicatos estão de combinação em reforma.

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Governo Fátima convive com ameaças do capital e do trabalho

O Governo Fátima Bezerra (PT) vai fechar o primeiro ano de gestão dando demonstração de tolerância e flexibilidade, no diálogo com capital e trabalho. Põe freios ao olhar marxista para o tema e procura evitar abismo entre um e outro, na tarefa de gerir o RN. Mas mesmo assim segue sob tensão.

Até o momento, não está consolidado o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI), que foi implantado para fomento à industrialização do estado, de modo a ser competitivo com os vizinhos – sobretudo Ceará e Paraíba. Ação judicial recente da Prefeitura do Natal começou a provocar fissuras nele (veja AQUI).

O Proedi é um projeto do Governo Fátima Bezerra, mas foi concebido nas entranhas da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), por especialistas que estudaram deficiências do antigo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do RN (PROADI), seu antecessor nos propósitos. O governismo o abraçou praticamente na íntegra, como esboçado pelo empresariado.

Fátima recebeu anteprojeto da Fiern e por decreto fez a vontade do capital sem ouvir prefeitos (Foto: Elisa Elsie)

Só esqueceu de combinar com os prefeitos (veja AQUI). É daí que eclodiu a principal resistência à sua operacionalização plena, com ameaça do empresariado de fechamento de milhares de postos de trabalho (veja AQUI).

A governadora apressou-se em ficar “de boa” com os empresários, sem costurar e dar o nó com os municípios, que alegam perdas com o regime de ‘parceria’ em que eles entram compulsoriamente com o pescoço; Estado e empresários estão com o machado e a foice.

Na relação com o funcionalismo, há abalo também nas relações até históricas e intrínsecas da governadora com o movimento sindical. Parcela dos trabalhadores está possessa com a iminente reforma previdenciária a ser apresentada pelo governo à Assembleia Legislativa.

O diferencial é que na segunda-feira (2), representantes da governadora receberam lideranças do Fórum dos Servidores do RN e lhes apresentaram anteprojeto reformista. Aguardam sugestões e estudos do segmento trabalhador.

Importante lembrar: Fátima sempre foi contra reforma previdenciária, cessão onerosa do pré-sal e teto de gastos à época em que era senadora, mas acabou recuando agora – como governante.

Perdas e ganhos

Os números da previdência estadual, por exemplo, mostram essa necessidade adiada há anos, inclusive por pressão do próprio sindicalismo.

Em relação ao empresariado, a governadora acatou praticamente na íntegra seus interesses com o Proedi e tem recebido dele um endosso integral. Está – ainda – a seu lado.

Setores do sindicalismo estão irritados (Foto: arquivo)

Quanto ao funcionalismo, é um pouco diferente e mais delicada a convivência. Existem pontos que o Governo Fátima Bezerra não abre mão na Reforma da Previdência do RN, sob pena de não conseguir minimizar em nada o déficit previdenciário bilionário. Talvez precise bater de frente com sua própria base: o sindicalismo.

Função social da empresa e a responsabilidade social do Estado estão em evidência. Maior empregador do RN, o Governo do RN é insolvente. Estado mínimo ou não, as contas não batem. Provavelmente terminará o ano com pelo menos duas folhas em atraso, remanescentes da administração Robinson Faria (PSD), além de uma terceira (parcialmente).

Se não reverter politica e judicialmente o freio no Proedi, Fátima perderá um aliado de peso e até então improvável: o capital. Prejuízo ainda maior deve aparecer nas estatísticas sobre emprego e em dados fiscais do Estado.

Quanto aos servidores, força política direta e indireta em toda sua trajetória, será difícil agradar a todos e rache de vez essa massa de militantes.

Enfim, não é fácil ser governo. A professora-sindicalista Fátima Bezerra agora sabe.

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Presidente critica projeto e pede que prefeita o reveja

Do Blog Saulo Vale

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereadora Izabel Montenegro (MDB), criticou o projeto enviado pela Prefeitura que prevê o fim do desconto em folha da contribuição sindical.

Saulo entrevistou Izabel (Foto: divulgação)

“Não existe servidor, nem trabalhador forte sem sindicato. A união é quem faz a força de cada categoria. Eu já fui diretora do sindicato e sempre fui sindicalizada. Não vejo nenhum ponto positivo para o Município em tirar essa contribuição da folha de pagamento”, afirmou em entrevista ao Enfoque Político (Super TV) desta sexta-feira (31).

“Eu acho que se for possível a prefeita [Rosalba Ciarlini] reveja essa posição. Não acho que seja demérito de ninguém repensar posições já tomadas”, acrescentou.

O projeto deve ser votado na próxima terça-feira (4) e aprovado pela força da bancada do governo.

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A cara e a voz da revolta contra o “governo novo”

Janeayre brada contra governo (Foto: reprodução)

Quem melhor representa a indignação contra os primeiros dias na relação entre Governo Fátima Bezerra (PT) e funcionalismo é Janeayre Souto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (SINSP/RN).

Em vídeo que viraliza nas redes sociais, ela brada ferozmente:

– Essa conta não é nossa, essa dívida não é nossa. Não vamos nos calar.

A sindicalista entrou em erupção com a decisão de corte no pagamento de licenças-prêmios (veja AQUI). “É um governo novo com práticas antigas”, vociferou.

– Não aceitaremos também parcelamento de salários (…). Nós não somos servidores de gestão,  somos servidores do estado – deixou claro.

Leia também: Fórum de Servidores decide endurecer com Fátima.

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A oposição de cada um

Fátima-Bolsonaro: duas oposições (Fotomontagem)

A oposição aos governos Jair Bolsonaro (PSL) e Fátima Bezerra (PT) nessas primeiras duas semanas de gestão é de fácil visualização.

Uma, partidária, articulada e sistemática, com forte dor de cotovelo.

A outra, paradoxalmente sindical e específica; hoje, quase dissipada.

Expliquemos.

O presidente sofre cerrado ataque nas redes sociais – principalmente.

São militantes, setores da imprensa e internautas de matiz esquerdista, com cobranças, denúncias e provocações, sentenciando ocaso do próprio governo.

Em relação à Fátima, há uma oposição político-partidária que praticamente inexiste após ser destroçada nas urnas. Hiberna, observa. Vive um período para repensar sua própria sobrevivência ou subsistência.

Não é sequer um espectro crítico ou tênue ameaça à governadora.

Quem incomodou e acuou o governo estadual foi o sindicalismo, braço e força-motriz da própria Fátima em sua germinação, marcha e conquistas eleitorais.

Causou estranheza essa oposição já refreada, mas latente, em face de uma cruzada específica: atualização salarial. Poucos esperavam tamanha incisividade nos primeiros dias de governo da amiga Fátima.

Enfim, estamos apenas começando a era Bolsonaro e Fátima.

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O “voo de galinha” de uma reforma necessária

Por Carlos Duarte

Na última terça-feira (7), o presidente Michel Temer anunciou que irá implementar uma reforma tributária fatiada, por meio de medidas provisórias.

Inicialmente, a proposta do governo é a de mudar as regras para contribuição do PIS, ainda neste mês de março. Até junho, quer alterar as regras do Confins e, no segundo semestre, a do ICMS.

Para muitos especialistas no assunto, o governo Temer repete os mesmos erros de governos anteriores. O fatiamento da reforma não é sustentável e não produz resultados efetivos para sanar ou minimizar a atual estrutura do pesado e caótico Sistema Tributário Brasileiro.

As proposições do governo federal são soluções paliativas que irão de encontro ao projeto de reforma em andamento no Congresso, que tem como relator o deputado federal, paranaense, Luiz Carlos Hauly.

A proposta do relator Hauly é a de racionalizar e simplificar o Sistema Tributário numa reengenharia que extinguirá todos os atuais impostos, que serão absorvidos pelo Imposto Seletivo (IS) e pelo Imposto de Valor Agregado (IVA). Essa proposta, mantém a carga tributária atual, sem elevação; preserva a participação na arrecadação tributária líquida de transferências governamentais; e, principalmente, desonera e reduz consideravelmente as bases tributáveis de consumo e da folha de pagamento das empresas.

Com isso, as reduções dos gastos de contratações trabalhistas e de alíquotas patronais estimularão a geração de mais empregos, enquanto as reduções de tributos sobre os produtos essenciais permitirão ganhos de renda estimados em 33% para as classes sociais menos favorecidas.

O relator da proposta disse, em recente entrevista à Tribuna do Norte, que o Brasil precisa de um Sistema Tributário mais justo, racional, eficiente e gerador de emprego e que tenha um impacto direto e sustentável no crescimento da economia brasileira.

Então, o fatiamento da reforma tributaria proposta pelo governo Temer é mais “voo de galinha” com propósitos midiáticos.

Como sempre, falta vontade política para se enfrentar os sérios entraves da economia brasileira.

SECOS & MOLHADOS

Investimentos – O Grupo Coteminas negocia com investidores a construção de um grande complexo comercial e residencial, na zona norte de Natal – divisa com o município de São Gonçalo do Amarante, aproveitando parte das edificações da antiga indústria têxtil e confecções, desativadas em 2012. O projeto inclui home center, outlet de multimarcas (nacionais e internacionais), hotel, prédio corporativo e condomínio de alto padrão. O valor do investimento supera R$ 1 bilhão.

FGTS – A Caixa Econômica Federal (CEF) iniciou no sábado (11) o pagamento das contas inativas do FGTS. No Rio Grande do Norte, cerca de 33 mil trabalhadores terão acesso ao benefício, cujos pagamentos deverão injetar R$ 29 milhões na economia do Estado. Em todo o Brasil 4,8 milhões de pessoas estão autorizadas ao saque, totalizando o valor de R$ 6,96 bilhões disponíveis para o pagamento.

Devolução – No ano passado, os consumidores de energia elétrica no Brasil pagaram indevidamente R$ 1,8 bilhão, referente à tarifa de energia nuclear de Angra 3, cujas obras estão paralisadas devido a denuncias de corrupção. Um consumidor da cidade de Formosa (GO) percebeu a falha e entrou com uma ação popular. Agora, a Aneel promete devolver, a todos os consumidores brasileiros, o dinheiro corrigido pela Selic, ainda em 2017.

Câmara – A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB), está implantando um trabalho de gestão competente e eficaz no Poder Legislativo. Conclui planilha de dados que apontam o total despreparo de gestões anteriores e a falta de zelo com o dinheiro público. Coisas graves e absurdas virão à tona, em breve.

A chefe do Legislativo mossoroense promete divulgar os pormenores de tudo, bem como o plano de ação de sua gestão para equacionar tantos problemas graves. Identificada com as questões de Desenvolvimento Econômico, a presidente promete abrir discussões, debates e projetos que promovam a atração de novos investimentos para o município.

Chacina – Lamentavelmente, a chacina ocorrida na noite de sábado (11), durante um baile funk, que reunia centenas de pessoas, é mais uma tragédia anunciada da falta de segurança pública em todo o Rio Grande do Norte. Dez pessoas foram baleadas e cinco vieram a óbito. Ninguém foi preso. O pior ainda está por vir, enquanto perdurar a mediocridade de gestores públicos no RN.

Ficro – A Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) definiu para o período de 13 a 16 de setembro, deste ano, a próxima edição da Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (Ficro). Em virtude da crise econômica, no ano passado, não houve a exposição da Ficro. Agora, com o otimismo da retomada da economia, a edição 2017 do evento acontecerá na Estação das Artes, integrado a outros eventos, como: Casa Mix, Aquece Mossoró e Feira de Automóveis.

Reforma – A proposta de Reforma Trabalhista tem alguns aspectos positivos, que começam a inquietar os sindicatos, tais como: representação de trabalhadores por empresa; isonomia para os contratados a tempo parcial; atualização do valor das multas e exigências de cláusulas compensatórias, quando a norma coletiva reduz ou elimina direitos. Entretanto, há uma tentativa de alterar o artigo 611 da CLT, com o intuito de entregar aos sindicatos liberdade irrestrita para reduzir ou eliminar direitos ali enumerados.

Sindicatos – o atual modelo nazifascista do Sistema Sindical Brasileiro, concebido há mais de 70 anos, segundo o IBGE, não tem a confiança de mais de 80% dos trabalhadores – que a eles não se associam. Mais da metade dessas entidades jamais participaram de negociações coletivas de trabalho. Portanto, são “sindicatos de fachadas”, concebidos sob um modelo autoritário de governo, que incorporava os sindicatos à estrutura estatal. Transferir a regulação do trabalho a entidades inoperantes e de baixíssimo nível de sindicalização é, no mínimo, um grande absurdo.

* Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

General compromete governo com sindicatos e grevistas

Linha dura, língua solta, o general do Exército Eliéser Girão já ostenta o troféu de líder de antipatia no Governo Rosalba Ciarlini (PP).

Eliéser e Rosalba no Governo do Estado (Foto: Arquivo)

Até aqui, ele tem atraído revolta de seus comandados e indignação de um rol de sindicatos de trabalhadores da cidade.

Eliéser Girão é secretário de Segurança Pública, Defesa Civil e Mobilidade Urbana de Mossoró. Já fora titular da Segurança do Estado, na gestão da então governadora Rosalba Ciarlini (PP).

Negociações

À semana passada, disse que o sindicalismo brasileiro e sua postura “nos levaram à situação de hoje, um país que está sem ordem, tentando retornar ao progresso”.

Vários sindicatos emitiram nota conjunta de repúdio às suas declarações. Paralelamente, a greve da Guarda Civil Municipal recrudesceu, a partir das negociações conduzidas por Girão.

A propósito, é bom que se frise: a greve advém ainda da gestão Francisco José Júnior (PSD). O impasse não é de hoje.

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Governo Dilma toma do próprio veneno dado a adversários

O PT está tomando do próprio veneno que durante anos e décadas inoculou nos adversários governistas.  No poder, o telhado é sempre de vidro.

A onda de greves do serviço público federal abala a República e deixa o Governo Dilma Rousseff (PT) acuado.

Não há muita escolha: será refém dos revoltosos ou não.

Na era Lula da Silva (PT) agrados aqui e acolá e o lero-lero do presidente mantiveram esses movimentos adormecidos. Agora rugem, saem da hibernação de forma irascível e fúria.

Vamos às cenas dos próximos capítulos.