Walter Alves, Baleia Rossi, Allyson Bezerra e Hermano Morais conversaram em Brasília (Foto: divulgação)
O prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), cumpre agenda administrativa e política em Brasília. Nesta quarta-feira (25), um dos encontros mais importantes foi com o presidente nacional do MDB, deputado federal paulista Baleia Rossi.
Também participaram do encontro o vice-governador e presidente estadual da sigla, Walter Alves, e o deputado estadual Hermano Morais (MDB), pré-candidato a vice-governador ao lado de Allyson.
A reunião consolida a aliança do MDB-RN no projeto político liderado pelo prefeito mossoroense.
“Seguimos unidos e fortes em busca de um RN melhor”, declarou Allyson Bezerra.
A aliança política costurada por Bezerra ainda conta com o Progressistas (PP), PSD e Solidariedade. A chapa foi apresentada como pré-candidata no último dia 07, em Natal – veja AQUI.
Master e Toffoli, uma relação de muito estresse e várias interrogações (Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil e Rosinei Coutinho/SCO STF)
Uma nova operação da Polícia Federal sobre o suposto esquema de fraudes financeiras do Banco Master provocou tensão entre a PF e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que havia autorizado a ação. A PF fez buscas e apreensões em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e a parentes dele, além de outros nomes do mercado. Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso no Aeroporto de Guarulhos quando embarcava para os Emirados Árabes Unidos.
Além disso, foram bloqueados bens que superam R$ 5,7 bilhões. A investigação aponta captação de recursos, aplicação em fundos e desvio de dinheiro para o patrimônio pessoal de Vorcaro e familiares. O celular do empresário foi apreendido. Também foram alvos o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, investigada por suposta lavagem de dinheiro do PCC. (g1)
Embora ele próprio tivesse autorizado a operação, o ministro Dias Toffoli fez ainda pela manhã uma crítica dura à PF. Em despacho, ele acusou a corporação de atrasar a ação e descumprir o prazo fixado pelo Supremo. Segundo o ministro, a decisão que autorizava os 42 mandados de busca e apreensão foi assinada na segunda-feira às 14h52, com ordem de cumprimento em até 24 horas, o que não ocorreu. Para Toffoli, a demora pode ter permitido a descaracterização de provas e eventual frustração das medidas cautelares seria resultado de “inércia exclusiva da PF”. Em um primeiro momento, Toffoli determinou que todo o material apreendido na quarta-feira fosse lacrado e enviado ao STF, o que provocou reações na PF. Os agentes temiam, por exemplo, que telefones celulares apreendidos fossem acessados remotamente e tivessem dados apagados. (CNN Brasil)
Mais tarde, no entanto, Toffoli voltou atrás e decidiu que o material apreendido será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro reconsiderou sua decisão após pedido do procurador-geral Paulo Gonet, entendendo que cabe ao Ministério Público, como titular da ação penal, conduzir a extração e a perícia dos dados. Com isso, celulares, documentos e demais materiais apreendidos pela Polícia Federal serão remetidos à PGR, com a orientação de que os aparelhos fiquem preservados e fora de redes até a análise técnica. (UOL)
A acusação de Toffoli sobre a suposta “inércia da PF” foi recebida com surpresa. Como conta Malu Gaspar, as medidas cautelares autorizadas na segunda-feira haviam sido pedidas pela Polícia Federal em outubro do ano passado, antes mesmo da liquidação do Master e da decisão de Toffoli de puxar para si todo o caso. (Globo)
Enquanto isso… O também ministro do STF Alexandre de Moraes abriu de ofício (sem pedido da PGR ou da PF) um inquérito para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram ilegalmente o sigilo fiscal de ministros da Corte e seus parentes. A determinação aconteceu após ser divulgado que o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, tem um contrato com o Banco Master, no valor total de R$ 131,3 milhões em 3 anos. (Poder360)
Veículo com Bolsonaro sai de hospital, em Brasília, direto para a PF (Foto: Nathália Sarmento/Poder 360)
Do Poder 360
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, na noite desta 5ª feira (1º.jan.2026). Ele volta agora para a Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro estava internado desde 24 de dezembro, quando deu entrada para realizar uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. Além da cirurgia de hérnia, Bolsonaro também foi submetido a procedimentos médicos para tentar conter as crises de soluço. A equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex-presidente afirmou na 4ª feira (31.dez) que ele passou a fazer uso de medicação antidepressiva, a pedido.
A defesa de Bolsonaro havia pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para ele ficar em prisão domiciliar por razões humanitárias. O magistrado negou a solicitação e determinou que Bolsonaro vá direto para a sua cela na PF ao receber alta.
Citou “reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica”.
Outros procedimentos foram feitos no ex-presidente (Foto: Metrópoles/Arquivo)
Por Igor Gadelha (Metrópoles)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser submetido a mais um procedimento médico ainda nesta semana, informou à coluna o cirurgião Cláudio Birolini, que atua na equipe do ex-mandatário.
Segundo o cirurgião, o exame “provavelmente” será realizado na quarta-feira (31/12), véspera do Ano Novo, o que obrigará Bolsonaro a passar a virada internado no Hospital DF Star, em Brasília.
Mais cedo, o ex-presidente foi submetido a uma cirurgia para bloqueio do nervo frênico esquerdo, com o objetivo de conter as crises de soluço. O procedimento durou cerca de uma hora.
No sábado (27/12), Bolsonaro já havia sido submetido ao bloqueio anestésico do nervo frênico direito. Como os sintomas persistiram, os médicos decidiram repetir a cirurgia, desta vez no lado esquerdo.
O ex-mandatário está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde a véspera de Natal. Ele se recupera de uma cirurgia realizada no último dia 25 de dezembro para correção de hérnia inguinal bilateral.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passará por uma cirurgia para retirada de hérnia nesta 5ª feira (25.dez.2025), às 9h da manhã. Os médicos da equipe de Claudio Birolini declararam na 4ª feira (24.dez.2025) que o procedimento deverá durar 4 horas.
Segundo eles, com a recuperação do pós-operatório, Bolsonaro só deve ter alta de 5 a 7 dias depois do procedimento. O ex-presidente está internado para realizar cirurgia de hérnia inguinal bilateral, autorizada pelo Supremo depois da manifestação favorável da PGR (Procuradoria Geral da República). Bolsonaro saiu da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, na manhã desta 4ª feira (24.dez.2025), véspera de Natal, e está internado no Hospital DF Star para realizar o procedimento.
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, está acompanhando o ex-mandatário. Segundo os médicos, Bolsonaro está ansioso com a cirurgia e, em decorrência da prisão, está deprimido.
Moraes permitiu as visitas dos filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ), inicialmente solicitadas pela defesa, e estendeu a autorização a Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro. As visitas deverão seguir as regras gerais estabelecidas pelo hospital para todos os pacientes. O ministro, no entanto, reiterou as restrições impostas em decisão anterior, de 23 de dezembro.
Está proibida a entrada no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos. Outras visitas só poderão ocorrer mediante autorização prévia do STF.
Saco para coleta de lixo estava com dinheiro em espécie (Foto: Reprodução)
Do G1
A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 400 mil em espécie em um endereço ligado ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), em Brasília, segundo informações obtidas pela TV Globo.
Sóstenes Silva Cavalcante está em seu terceiro mandato e nasceu em Maceió (AL), em 16 de janeiro de 1975. No perfil publicado em sua página, afirma “ter raízes na Baixada Fluminense”, em Duque de Caxias, “de onde origina sua família”. O deputado é pastor evangélico, membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, e declarou formação em Teologia pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil (Faceten). É casado com Isleia Cavalcante e tem 2 filhos, Junior e Jennifer (saiba mais AQUI).
Segundo investigadores, o valor em espécie estava dentro de um saco preto, em um armário no flat usado pelo deputado, na capital federal (veja nas imagem mais acima).
Sóstenes foi alvo de mandados durante a ação policial que investiga suposto desvio de cotas parlamentares por meio de contratos falsos com uma locadora de veículos. A operação também mira o deputado Carlos Jordy (PL-RJ).
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo as investigações, os deputados são suspeitos de desviar verba pública para empresas de fachada, entre elas, uma locadora de veículos.
O outro lado
“No dia de hoje, endereços ligados a mim e ao líder do meu partido, deputado Sóstenes Cavalcante, foram alvo de buscas da Polícia Federal, autorizadas pelo ministro Flávio Dino.
As diligências são um desdobramento de buscas realizadas em dezembro do ano passado e teriam como foco supostas irregularidades no aluguel de veículos do meu gabinete. Uma das alegações é que a empresa contratada — da qual sou cliente desde 2019 — possuiria apenas cinco veículos. Se o contrato existe há anos, o que a operação anterior não encontrou para justificar nova ação agora?
Não cabe ao parlamentar fiscalizar a frota ou a estrutura interna da empresa contratada, mas sim contratar o serviço mais eficiente e pelo menor custo, como sempre fiz.
É inadmissível, em uma democracia, que a Polícia Federal seja usada para intimidar parlamentares da oposição. Buscas contra deputados exigem indícios concretos de crimes graves e a atuação de autoridades imparciais.
Causa estranheza que eu e o deputado Sóstenes, justamente quando investigamos o roubo de bilhões do INSS, tenhamos endereços violados e documentos apreendidos enquanto exercemos nosso dever constitucional de fiscalização.
Seguirei firme na oposição e na CPMI do INSS. Essas ações não irão me intimidar nem interromper meu trabalho em defesa dos aposentados”.
Deputado federal Carlos Jordy
Sóstenes está em seu terceiro mandato (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Bolsonaro, na sede da PF em Brasília, no domingo (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)
Do Poder 360
A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decide nesta 2ª feira (24.nov.2025) se mantém a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A sessão virtual extraordinária foi convocada pelo ministro Flávio Dino, presidente do colegiado, e será realizada das 8h às 20h (horário de Brasília).
Nas sessões virtuais, são determinados períodos para que os ministros publiquem seus votos remotamente, sem debate público sobre os casos em questão.
A prisão preventiva de Bolsonaro foi determinada no sábado (22.nov.2025) por Alexandre de Moraes. A medida substituiu a prisão domiciliar, que era cumprida pelo ex-presidente desde agosto.
A decisão de Moraes foi motivada por novos elementos apresentados pela PF (Polícia Federal), que apontaram risco de fuga e ameaça à ordem pública diante da proximidade do trânsito em julgado da condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Segundo Moraes, Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica à 0h08 de sábado (22.nov). O ministro afirmou que a violação do equipamento demonstra intenção de fuga, que seria favorecida por uma vigília que foi convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, para o mesmo dia.
Em vídeo, Bolsonaro disse ter usado ferro de solda na tornozeleira eletrônica. Segundo relatório da Seape (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) do DF, o equipamento tinha “sinais claros e importantes de avaria”. Ao ser questionado pelas autoridades, Bolsonaro afirmou que começou a manipular o equipamento no fim da tarde de 6ª feira (21.nov). A Seape anexou ao relatório o vídeo em que o ex-presidente diz ter usado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica.
Problemas de saúde
No domingo (23.nov), o cirurgião-geral Cláudio Birolini e o cardiologista Leandro Echenique, médicos de Bolsonaro, assinaram um relatório depois de visitá-lo na Superintendência Regional da PF. Segundo o documento, o uso de Pregabalina, concomitante à Clorpromazina e à Gabapentina, pode ter causado “confusão mental” que levou o ex-presidente a violar a tornozeleira. Bolsonaro sofre com problemas variados de saúde, como hipertensão, câncer de pele e sequelas decorrentes da facada ocorrida em 2018, como crises de vômito e soluços.
Na sede da Polícia Federal, onde está preso preventivamente, Bolsonaro disse que tentou romper a tornozeleira por mera “curiosidade.” Seus advogados apresentaram defesa argumentando que ele passou por quadro de “confusão mental”, seguindo laudo dos médicos. Daí, o pedido para que retorne à prisão domiciliar.
Jair Bolsonaro estava em prisão domiciliar em Brasília (Foto: Mateus Bonomi/AGIF via AFP/Arquivo)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) violou o uso de tornozeleira eletrônica e tinha elevado risco de fuga durante a vigília convocada pelo filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo informa a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a prisão preventiva do ex-presidente, neste sábado (22).
No entendimento do ministro, a proximidade da residência de Bolsonaro da embaixada dos Estados Unidos (cerca de 13km) também era um indicativo de que ele poderia tentar escaparde uma eventual prisão.
Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva nesta manhã, após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi detido pela Polícia Federal em casa, por volta das 6h, e levado para Superintendência da PF em Brasília.
De acordo com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, a medida foi adotada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigíliaem frente ao condomínio do ex-presidente, na noite de sexta-feira (21).
Moraes entendeu que “eventual realização da suposta ‘vigília’ configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”.
Tornozeleira rompida pela madrugada
O ministro escreveu que, embora o ato tenha sido apresentado como uma vigília pela saúde de Bolsonaro, “a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter “vantagens pessoais” e “causar tumulto”.
Na decisão, Moraes também citou que o ex-presidente violou o equipamento de monitoramento eletrônico às 0h08 deste sábado, o que, segundo ele, “constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.
Moraes também destacou que a residência de Bolsonaro em Brasília fica a cerca de 13 km da embaixada dos Estados Unidos na capital federal, em uma distância que poderia ser percorrida em cerca de 15 minutos de carro.
Plano de fuga
“Rememoro que o réu, conforme apurado nestes autos, planejou, durante a investigação que posteriormente resultou na sua condenação, a fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país”.
“Não bastassem os gravíssimos indícios da eventual tentativa de fuga do réu Jair Messias Bolsonaro acima mencionados, é importante destacar que o corréu Alexandre Ramagem Rodrigues, a sua aliada política Carla Zambelli, ambos condenados por esta Suprema Corte; e o filho do réu, Eduardo Nantes Bolsonaro, denunciado pela Procuradoria-Geral da República no STF, também se valeram da estratégia de evasão do território nacional, com objetivo de se furtar à aplicação da lei penal”.
Eduardo está nos Estados Unidos; Zambelli teve parecer desfavorável na Europa e segue presa na Itália (Fotos: Pedro França da Agência Senado e Agência Câmara)
Abraão na posse do prefeito e da vice-prefeita Meyrelle Souza de Porto do Mangue (Foto: rede social do depoente)
Na oitiva de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nessa segunda-feira (03), em Brasília, ele cometeu deslizes que o levaram a ser preso (veja AQUI). Apesar de depor apenas como testemunha, mentiu perante os sabatinadores e pode também trazer problemas para alguns políticos do RN.
Pré-candidato a deputado federal, Abraão Lincoln percorreu o RN no ano passado com apoio a vários candidatos a prefeito e a vereador. Na CPMI, ele embaraçou-se e negou – por exemplo – que sequer tivesse andado em Porto do Mangue, na campanha do prefeito eleito Francisco Antônio Faustino (Republicanos), o “Dino.” Foi flagrado mentindo.
– Ele (Abraão) gastou uma fortuna na campanha municipal comprando apoio para a próxima eleição – apontou o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), no interrogatório dessa segunda-feira (veja Vídeo AQUI), na CPMI do INSS. Diante da pressão do deputado, o interrogado deu uma resposta que o condena: “Vou ficar em silêncio.”
Abraão Lincoln participou de eventos de campanha em Porto do Mangue e “chegou junto” em vários outros municípios potiguares, como esses: Mossoró, Montanhas, Macau, Ceará-mirim, Maxaranguape, Baia Formosa, Cruzeta, Tangará, Jucurutu, Nova Cruz, Tibau do Sul, Alexandria, João Dias, Guamaré, João Câmara, Assú, Pedro Velho, Arez, Caiçara do Norte, São Rafael, Canguaretama, Vila Flor, Ipanguaçu, Areia Branca, Martins, Paraú, Macaíba, Várzea, Bom Jesus, São Bento do Norte, Parnamirim, Ielmo Marinho e Parazinho. Não faltam registros nas redes sociais, que a partir de agora passam a ser deletados por quem não quer se ver enroscado com ele.
No dia 28 de agosto deste ano, o BCS antecipou que Abraão Lincoln causaria problemas a muitos políticos, quando houvesse aprofundamento de investigação (veja AQUI).
Na CPMI, ele aparece como um dos principais investigados. A confederação que preside recebeu R$ 221 milhões em descontos associativos, cerca de R$ 10 milhões mensais. A CBPA passou de 4 cadastros em maio de 2023 para 757 mil em 2025, além de tentativas de incluir 40 mil pessoas já falecidas como filiadas.
A CPMI identificou que 99,5% dos filiados não reconheceram os descontos.
Passado que condena
Em 17 de outubro de 2015, Abraão Lincoln foi preso no Rio Grande do Sul por envolvimento em outro escândalo (veja AQUI). Ganhou liberdade em janeiro de 2016. A Operação Enredados – tocada pela Polícia Federal – identificou esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial. Teria causado prejuízo de cerca de R$ 1,4 bilhão à União.
Ano passado, ele virou réu em primeiro grau, em ação penal eleitoral decorrente desse mesmo caso.
Votos
Na política, Abraão obteve 63.371 votos (4,01%) em 2014 na tentativa de ser deputado federal. Ficou na primeira suplência da Coligação União pela Mudança, inscrito no PRB. Em 2018, caiu para a quarta suplência da Coligação Superação e Trabalho, com 42.431 votos (2,64%), também pelo PRB.
Nota do BCS – Evitamos expor fotos ou vídeos desse ou daquele nome apoiado por Linlcoln, por razão bem clara: o fato de ter recebido apoio dele não significa que o candidato direta ou indiretamente soubesse de supostos desvios do INSS, ou mesmo houvesse ciência de que ele poderia estar participando desse esquema bilionário. A foto no alto da postagem deriva do fato jornalístico, com citação do prefeito Dino de Porto no Mangue na própria CPMI do INSS. Não significa, também, que tenha recebido qualquer benefício ilegal.
Abraão Lincoln é levado preso após depoimento (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Brasília, o epicentro do poder e o núcleo das diferenças que se transformaram em fosso (Foto: Reprodução do Canal Meio)
Há quem considere que chegamos a um nível de polarização intransponível. Há quem resista à noção de polarização por negar que os extremos sejam equivalentes. Há ainda quem responsabilize sempre o outro pela situação. Só não há quem ignore que o Brasil vive um momento de divisão acentuada — e que, ao interditar o diálogo, essa cisão corrói a qualidade da nossa democracia.
Compreender o que nos polariza politicamente é o único caminho para superar esse afastamento. Pensadores de diferentes formações vêm se dedicando à tarefa de investigar, por meio de pesquisas, a polarização no Brasil. O Meio ouviu os quatro maiores especialistas no tema para extrair lições que possam iluminar as portas de saída.
Pablo Ortellado é filósofo, professor de Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo e diretor-executivo da More in Common Brasil. Felipe Nunes é cientista político, CEO da Quaest e diretor do ConnectLab, novo laboratório de estudos da escola de economia da FGV-SP. Mauricio Moura é economista, fundador do Instituto Ideia e professor da Universidade George Washington. Renato Meirelles é comunicólogo, escritor e presidente do Instituto Locomotiva. Todos esquadrinham, indo a campo, o que nos divide. Aqui, eles apontam algumas de suas conclusões.
Ortellado e Nunes concentram seus achados na polarização afetiva, a divisão que supera aquela diferença de opiniões e de preferências partidárias, saudável num ambiente democrático. Ambos oferecem dados inéditos de suas pesquisas para explicar o movimento de calcificação de identidades que torna o outro, o diferente, tão ameaçador — e, portanto, um inimigo a ser eliminado.
Moura e Meirelles analisam os efeitos eleitorais dessa cisão. A maneira binária como o Brasil elege presidentes da República, em dois turnos, e a onipresença do PT e de Lula, direta ou indiretamente, desde 1989 consolidaram os polos entre petismo e antipetismo — mas há alguma porosidade a ser explorada entre as duas pontas. A seguir, alguns dos principais pontos das conversas com os quatro pesquisadores.
O outro como a negação de mim
Há sete anos, o Brasil fervia às vésperas do segundo turno que levaria Jair Bolsonaro à Presidência da República. No dia 21 de outubro de 2018 — exatamente uma semana antes do pleito —, o Hino Nacional ecoava na Praia de Copacabana. Um buzinaço atravessava todas as faixas que ligam o Museu da República ao Congresso Nacional em Brasília. E, em São Paulo, a Avenida Paulista se tingia de verde e amarelo.
Agitando o público paulistano, falando pelo telefone — ele estava em casa de casa se recuperando da facada —, Bolsonaro bradou: “Petralhada, vai tudo vocês (sic) pra ponta da praia. Vocês não terão mais vez em nossa pátria porque eu vou cortar todas as mordomias de vocês. Será uma limpeza nunca vista na história do Brasil”. Seu discurso foi entrecortado pelos gritos dos manifestantes: “Mito, mito, mito!”.
Aquele era, essencialmente, o mesmo público que se reunira um ano antes em apoio à Lava Jato. Mas algo havia mudado no âmago do movimento.
Em março de 2017, no ato liderado por Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre (MBL) e Revoltados Online, apenas 31% dos manifestantes se definiam como de direita. Outros 27% se colocavam no centro; 4% se diziam de esquerda, mas estavam ali. A maioria, 36%, não se encaixava em nenhum espectro. Nem mesmo os valores os uniam: 47% se consideravam muito conservadores, 34% pouco e 15% nada conservadores. O que realmente os conectava era o antipetismo: 85% se reconheciam nesse sentimento.
Em outubro de 2018, a autopercepção dos manifestantes da Paulista havia mudado. A direita dominava: 72% se declaravam assim. O centro minguara a 17%. A esquerda sumiu daquela cena. Apenas 9% continuavam sem se encaixar em nenhum lado. O antipetismo cresceu ainda mais: 91% eram muito antipetistas, 5% pouco e 3% nada. Nos costumes, 74% se diziam muito conservadores, 23% pouco e apenas 2% nada conservadores.
Com o passar do tempo, ser de direita, conservador e bolsonarista foi se consolidando em uma única identidade. Numa outra manifestação, em setembro de 2022, 82% dos entrevistados já se reconheciam no campo da direita (3% permaneciam no centro e outros 3% continuavam fora de qualquer etiqueta política); 80% muito conservadores, e 77% muito antipetistas.
Os dados colhidos pelo Monitor do Debate Político da USP revelam que, nesse intervalo, os manifestantes afinaram suas identidades políticas. O que antes se apresentava como um levante antipetista, mas diverso, passou a movimento alinhado: mais do que antipetistas, aquelas eram pessoas de direita e conservadoras. E essa, segundo Pablo Ortellado, é uma das chaves para entender a polarização.
Primeiramente, ele observa que há dois tipos de polarização que preocupam mais os cientistas sociais. A primeira é a polarização de opinião, que mede a migração gradual da opinião pública para os extremos. A segunda, e mais alarmante, é a polarização afetiva. “É a animosidade de quem adota uma identidade por quem adota a identidade adversária”, explica. “É a ojeriza e o desgosto de uma pessoa de esquerda por uma de direita — e vice-versa.” O problema, segundo ele, é que os estudos recentes indicam que a polarização afetiva tem avançado mais rápido do que a de opinião.
Na tentativa de compreender esse descompasso, Ortellado se apoia nos estudos da cientista política americana Lilliana Mason, da Universidade Johns Hopkins. Suas pesquisas se enraízam na Teoria da Identidade Social, desenvolvida a partir de um experimento clássico conduzido em 1971 pelo psicólogo britânico Henri Tajfel.
Tajfel provou, num experimento, o quanto o simples fato de pertencer a um grupo já bastava para que as pessoas favorecessem “os seus” e hostilizassem “os outros”, mesmo sem motivos concretos.
Mason transpôs essa lógica para o campo político. Até os anos 1990, media-se a polarização apenas pela radicalização das ideias. O afastamento das opiniões para os extremos parecia bastar para explicar o todo. Mas, em meados de 2010, ela notou que as peças não se encaixavam. Sim, as opiniões estavam mudando, se radicalizando. Só que este deslocamento aos extremos se dava lentamente, enquanto a hostilidade entre os grupos crescia rapidamente.
“Era muito comum a pessoa ser republicana e liberal, ou conservadora e democrata”, lembra Ortellado. Essas identidades cruzadas, as sobreposições, funcionavam como amortecedores. Impediam o choque direto entre mundos. Havia zonas de contato, frestas por onde o outro ainda parecia humano, familiar, possível.
Com o tempo, essas frestas se estreitaram. As identidades começaram a se cristalizar, a se empilhar umas sobre as outras até formarem blocos densos, compactos. A lealdade ao grupo cresceu — e, com ela, o reflexo automático da hostilidade. O outro deixa de ser apenas alguém que pensa diferente: virou a negação de tudo o que sustenta o meu mundo. E, por isso, passa a ser visto como uma ameaça à minha própria existência.
Ortellado vê o mesmo processo em curso no Brasil — e embasa essa percepção com dados inéditos, que compartilhou com o Meio. Alguém que antes se dizia apenas antipetista, ao se reconhecer também como de direita e conservador, passa a fazer parte de uma constelação inteira de identidades alinhadas. E, dentro desse alinhamento, o confronto ganha potência.
“A vida é um mosaico de identidades. Quando elas se equilibram, os efeitos são suavizados.” Mas, segundo o professor, atravessamos um momento em que o movimento é inverso: o mosaico está sendo fundido em um bloco único. As peças se colam, e seus efeitos não apenas se somam. Se amplificam.
Para testar a hipótese, a More in Common, em parceria com a Quaest, convidou participantes a se posicionarem em três eixos: esquerda ou direita, bolsonarista ou petista, progressista ou conservador. Depois, pediram que avaliassem o quanto gostam ou desgostam dos pares e dos opostos. O resultado demonstrou que, quanto mais coerentes e alinhadas as identidades, maior o ódio ao grupo adversário.
Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Mas que adversário? Outra pesquisa, feita em São Paulo, buscou desenhar o rosto desse ódio. Os entrevistados foram convidados a se definir ideologicamente e a definir os grupos no polo oposto. “Cada grupo projetou no adversário aquilo que nega em si mesmo”, explica Ortellado.
Na prática, as descrições ficaram assim: a direita, em sua maioria (36%), se vê como guardiã da família, da ordem e dos valores tradicionais. Mais 22% se enxergam como pessoas de bem, contra a corrupção e os bandidos. E como eles veem a esquerda? Para eles, 17% são contra a família, a ordem e os valores tradicionais; e 12% são corruptos, bandidos e a favor da corrupção.
Do outro lado, ficaram assim: 56% da esquerda se define como defensora dos trabalhadores e dos mais pobres. Mais 38% são a favor dos direitos humanos e do direito de mulheres, negros e população LGBT. E como eles veem a direita? Para eles, 22% são capitalistas, ricos ou egoístas e a favor das desigualdades sociais; e 16% são contra os direitos humanos ou contra o direito de mulheres, negros e população LGBT.
Ortellado traduz o que esses números expressam: “Quando você projeta no outro a negação de si mesmo, ele deixa de ser apenas alguém diferente. Vira uma ameaça existencial. Não enxergamos a diferença, mas a contradição. Ou melhor: nem enxergamos — imaginamos. E o outro se torna, na nossa cabeça, o oposto absoluto de quem somos”.
A ferocidade do outro
A reação a uma ameaça depende também da dimensão atribuída a ela. Quanto maior o medo, maior a energia empenhada na autoproteção e no contra-ataque. Um dos efeitos da polarização que o Brasil vive apareceu em uma parte ainda inédita da pesquisa Polarização Política no Brasil – 2025. O estudo foi coordenado pelos professores Felipe Nunes, Nara Pavão, Fred Batista e Natalia Bueno, todos pesquisadores do ConnectLab, da FGV.
“A polarização afetiva só existe porque eu tenho medo de que o outro seja uma ameaça a mim”, explica Nunes. Essa percepção de ameaça acaba sendo um terreno fértil para a desumanização do outro. Para se ter uma ideia do grau que isso atinge, os pesquisadores incluem entre as perguntas uma sobre em que grau de evolução estaria o grupo político oposto ao seu. Eles usam aquela foto que todos já vimos na escola, da evolução humana representada do macaco ao Homo sapiens. Lulistas colocam os bolsonaristas na escala macaco. Bolsonaristas fazem o mesmo com lulistas. Todos se veem como mais evoluídos, e isso mostra que o Brasil está num padrão parecido com o dos Estados Unidos de desumanização do outro.
Além disso, cada grupo numa das pontas percebe a si próprio maior do que realmente é. A pesquisa faz questão de segmentar os grupos de maneira a identificar e dimensionar os polos, separando-os dos campos maiores em que eles estão inseridos. Assim, nas proporções autodeclaradas, os lulistas são 20% dos entrevistados. Aqueles da esquerda não-lulista são 15%. Os bolsonaristas são 13%. A direita não-bolsonarista chega a 22%. E os que não se identificam com nenhuma ideologia, os independentes, são 29%. “Ou seja, o lulismo é maior do que a esquerda. A direita é maior do que o bolsonarismo. Isso diz muito sobre como o bolsonarismo consegue ser ruidoso dentro da direita, mesmo não sendo majoritário, e como a esquerda identitária consegue ser ruidosa, mesmo não sendo majoritária na esquerda.”
Mas Nunes e seus colegas queriam extrair mais dessas autopercepções e passaram a perguntar também o seguinte: Qual você acha que é o tamanho do bolsonarismo na sociedade brasileira? E o do lulismo?
A surpresa foi grande. Os lulistas acreditam ser 41% da sociedade, quando são 20%. Do outro lado, os bolsonaristas acham que são 46% do Brasil, quando são 13%. Ambos subestimam grandemente os independentes. As percepções de tamanho de cada segmento estão totalmente distorcidas.
E os pesquisadores foram além. Questionaram ainda sobre o que cada grupo acha que o outro lado quer fazer com o seu. Mais de 80% dos lulistas acreditam que bolsonaristas apoiam a violência contra o seu grupo. A estatística se repete na mão contrária. Na prática, estão todos achando que são muitos e que o lado de lá quer atacar. “A polarização existe na cabeça dos brasileiros. Há uma crença equivocada de que seu grupo é ‘fortão’. Mas por que a polarização persiste na cabeça das pessoas? Porque temos medo que o outro grupo possa nos atacar. Todo mundo, mesmo os independentes, tem medo de que o outro, qualquer outro, faça algo para lhe prejudicar”, acrescenta Nunes.
Seria possível imaginar, então, que conforme o líder de um dos polos se retire do cenário político-eleitoral, já que Jair Bolsonaro está inelegível e preso, essa polarização diminua?
Nunes não é otimista aqui. Isso porque, para ele, grande parte da polarização que o Brasil vive tem uma fonte institucional importante, que é o sistema eleitoral brasileiro de dois turnos. No livro Biografia do Abismo, que escreveu com Thomas Traumann, já havia começado a explorar a diferença de polarização em sistemas presidenciais de primeiro turno e de segundo turno. “ O segundo turno reforça a tese de que você, eleitor, tem de ter um lado e força esse eleitor a escolher o time logo no primeiro turno, abrindo mão do voto sincero e já adotando o estratégico.”
A decorrência é que há um padrão recorrente de votação nos municípios, nos estados, e que está tornando cada vez mais difícil mudar a opinião das pessoas, porque, quando vestem uma camisa, elas sentem a obrigação de defender aquele time mesmo depois que o jogo já acabou e se ele não for tão bem. “Essas camisas estão sendo vestidas cada vez com mais antecedência e mais constância”, diz Nunes. Prova disso é que o índice de correlação de uma eleição anterior para outra, na comparação de urnas, beira os 95%. Ou seja, se o PT teve 800 votos numa urna, numa eleição, ele tende a ter 800 nessa urna na eleição seguinte. “A identidade de time, de grupo, reforçada pela ameaça de que o outro grupo pode te aniquilar, é tão forte hoje na mentalidade brasileira que isso está calcificando preferências eleitorais. Mesmo sem Bolsonaro, mesmo sem Lula, a gente tende a ter uma certa organização da política em torno dos afetos a essas duas lideranças.”
O antipetismo como vetor
E se tem um afeto que polariza é o antipetismo. É em torno dele que o Brasil se divide, ao menos eleitoralmente, na visão de Mauricio Moura. Ao destrinchar o conceito de polarização, ele revisita a ameaça existencial citada por Ortellado, a desumanização por Nunes e reforça a camada da rejeição.
“Ao demonizar o opositor, o eleitor vai para a urna convicto de que qualquer coisa é melhor do que o adversário. É o que chamamos de batalha de rejeições. No Brasil, isso se potencializa pelo sistema binário de escolha. Não temos apenas dois partidos, mas temos um segundo turno que obriga o eleitor a transitar entre um polo e outro”, explica Moura. Ele argumenta que o parlamentarismo tende a frear isso. Na Alemanha, por exemplo, há uma extrema direita crescente, mas ela não governa o país justamente pelo sistema parlamentarista — assim como na Holanda.
O binarismo brasileiro se dá, para Moura, com o agravante de que Lula e o PT estão na urna, no segundo turno, de alguma maneira desde 1989. “Isso faz com que seja muito difícil encontrar alguém que não tenha uma opinião forte sobre Lula e PT, certo? Seja uma opinião anti-Lula ou anti-PT, seja uma opinião favorável.” E, embora a polarização nas eleições estaduais seja bem menos acentuada, com maior trânsito dos eleitores entre os grupos, como elas coincidem com as presidenciais acabam contaminadas.
Ficando estabelecido que em um polo está o PT ou o lulismo, no outro, sabemos que o bolsonarismo, em si, tem uma representatividade perto dos 13%. Mas ele conta, a cada nova eleição, com o que Moura chama de “antipetismo de chegada”. Já no primeiro turno, eleitores abriram mão, em 2018, de votar em Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e qualquer outro, apenas para votar em quem tinha mais condição de derrotar o PT. Em 2022, idem. E, assim, o polo bolsonarista parece se fortalecer, mas o que dita mesmo o polo oposto é o antipetismo.
Moura admite que Lula é maior que o antipetismo, tendo testemunhado aquele estranho fenômeno de pessoas que diziam, em 2018, que votariam em Bolsonaro só porque Lula não era o candidato. O que acontece, então, se Bolsonaro sai de cena? O grande desafio do lulismo, no ciclo de 2026, é mobilizar seu eleitorado a ir votar, diz Moura. Afinal, sempre que se trata de uma tentativa de reeleição, o presidente incumbente é o protagonista. A pergunta que polariza é se aquele presidente deve permanecer no cargo.
Ocorre que, tradicionalmente, incluídos no alto índice de abstenção, estão eleitores de baixa renda e baixa escolaridade, perfis que tendem a votar no PT. Não raro, as pesquisas indicam o candidato lulista na frente por mais de 10 pontos e, no dia da eleição, ele ganha por 3 ou 4. “E na segunda-feria todo mundo diz que as pesquisas erraram. Não se trata disso. Só que muitos daqueles que diziam que votariam no candidato do PT simplesmente não comparecem.”
Além disso, há uma pequena massa de insatisfeitos, ali na casa dos 3%, que não entram automaticamente na lógica da polarização, a serem conquistados. Sim, para Moura, ela é pequena assim. Do ponto de vista quantitativo, a prova disso é que, quando se pergunta ao eleitor de Bolsonaro no segundo turno qual a avaliação do governo Lula, a resposta é taxativa. “Não tem ninguém que votou no Bolsonaro que aprova esse governo. E isso independe de elas serem bolsonaristas convictas.” Hoje, embora em alta, a aprovação de Lula é menor do que a do primeiro trimestre do governo. O teto dele é baixo.
Arte ilustrativa
A porosidade eleitoral
Se à primeira vista a polarização parece um muro intransponível, Renato Meirelles insiste em procurar as brechas. À frente do Instituto Locomotiva, ele investiga onde ainda há espaço para diálogo. Um compilado de estudos revela que, por trás dos ruídos estridentes, persistem zonas de contato entre os brasileiros. São territórios em disputa – e excedem os 3%.
A partir do comportamento eleitoral e do autoposicionamento ideológico, o Locomotiva traçou um mapa do que nos divide. E descobriu que 7 em cada 10 brasileiros vivem nesse terreno movediço que separa um polo do outro. É gente que se inclina, hesita, muda de ideia. É o eleitorado da permeabilidade, que transita de um lado a outro, mas resiste a se fixar.
Entre os que pendem à esquerda, 27% votaram no PT em 2022 e não se arrependem, embora não necessariamente tenham feito o mesmo em 2018, ou sequer se reconheçam como parte da esquerda. Do outro lado, 18% tendem à direita. E há ainda um grupo expressivo que se descolou completamente de qualquer polo: 26% de desiludidos, desmotivados, abstenções, votos nulos, arrependimentos. Esses percentuais deixam de fora os extremos do espectro político e descrevem justamente o espaço intermediário, a área onde predominam as nuances e as mudanças de rota. É a fatia do meio.
Nesse cenário de instabilidade, Meirelles identifica os primeiros sinais de frestas para romper a polarização. Duas cenas ilustram a permeabilidade: dos inclinados à direita, 39% defendem que o Estado deve intervir na economia para garantir o crescimento do país. Entre os que se aproximam da esquerda, 36% acreditam que o aborto deveria continuar sendo considerado crime. “Isso é importante porque você começa a entender onde estão os pontos de porosidade dentro dessa suposta calcificação do eleitorado — e percebe também algumas incoerências.”
Longe de serem apenas paradoxos, essas contradições apontam caminhos possíveis. “Quando pensamos em superar a polarização, precisamos perder menos tempo com os convictos e caminhar em direção ao grupo mais intermediário”, defende. É um eleitorado que, muitas vezes, não se envolve o suficiente para sequer ir votar. Ou que decide o voto na ponta do laço.
A cada eleição, o Brasil repete um velho padrão: indecisão prolongada e alta abstenção. No último pleito presidencial, 1 em cada 5 eleitores não compareceu às urnas no segundo turno, e 14% escolheram o candidato apenas na véspera ou no próprio dia. Ao acompanhar o mesmo grupo de eleitores por quatro semanas, durante o segundo turno, o Locomotiva encontrou 30% de volatilidade — votos que mudavam de direção entre uma rodada e outra. A instabilidade se concentrava entre os mais pobres, os mais jovens e os menos escolarizados. Destes, 18% alteraram o voto efetivamente depositado nas urnas em relação à intenção declarada três dias antes do pleito.
E a oscilação passou longe de se encerrar no domingo da eleição. Atravessou o tempo, ressurgiu nas conversas, nas avaliações de governo, no vai e vem das opiniões. A volatilidade tornou-se quase um modo de estar na política. Mesmo com o governo avançando para o último ano, cerca de um terço dos eleitores ainda se declara disposto a mudar de opinião sobre Lula. Em números, isso significa que o presidente pode alcançar até 56% de aprovação, enquanto o teto do descontentamento se estabiliza em 43%. Esse movimento no centro reverbera nas bordas do espectro político.
Mesmo nas extremidades do debate, onde o ruído é mais intenso, Meirelles identifica pequenas rachaduras. São os territórios mais rígidos — 11% de petistas convictos e 18% de bolsonaristas fiéis —, mas nem eles escapam das contradições. Quando provocados em temas como tributação, porte de armas, aborto e drogas, até os mais convictos vacilam. Entre os petistas ferrenhos, 69% sustentam opiniões progressistas em três desses temas ou mais; entre os bolsonaristas, 63% mantêm posturas conservadoras.
Percepções que, aliás, também não estão tão distantes quanto parecem. O instituto presidido por Meirelles replicou no Brasil uma pesquisa da Pew Research, feita nos Estados Unidos, e perguntou a eleitores de Lula e Bolsonaro sobre temas de costumes e de Estado. Identidade de gênero, posse de armas, família, casamento, eficiência do governo, programas sociais e auxílios entraram no balaio. “Na dimensão dos costumes, há 19 pontos percentuais separando eleitores de Lula e Bolsonaro. Na visão de Estado, 16 pontos. Ou seja, em média, o que divide os brasileiros são 18 pontos percentuais — contra 50 nos Estados Unidos, entre eleitores de Donald Trump e Kamala Harris. Temos, portanto, uma polarização real, mas muito menos profunda que a norte-americana”, afirma.
O retrato pintado por Meirelles revela um país menos aprisionado em trincheiras e mais como um solo vivo, que se reorganiza a cada passo. A polarização, pondera, é real, mas jamais inquebrável. As fissuras no eleitorado abrem pequenas frestas de diálogo, passagens tênues por onde o sopro da conversa pública ainda circula. É por essas aberturas que surge a possibilidade de reconstruir pontes e dar novo fôlego à democracia.
Edilson Júnior recebeu premiação em Brasília (Foto: divulgação)
O secretário municipal da Fazenda de Mossoró, auditor fiscal Edilson Júnior, representou a municipalidade em evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na entrega do Prêmio Eficiência Tributária. Aconteceu à noite dessa terça-feira (16), em Brasília.
Na sua primeira edição, o prêmio reconheceu a inovação, a modernização e os resultados do “Projeto Sefaz Digital, colocando Mossoró em destaque nacional. A Secretaria da Fazenda conquistou o 3º lugar na categoria ‘Outras Instituições’, sendo a única do Brasil com o reconhecimento.
“Este é um marco histórico para a gestão do prefeito Allyson Bezerra (UB), que de forma visionária promoveu a transformação digital em toda a Prefeitura de Mossoró, fortalecendo a Administração Tributária e demonstrando que estamos no caminho certo: atuando com propósito, inovação e tecnologia, facilitando e simplificando a vida do contribuinte, contribuindo para a diminuição da litigiosidade tributária e entregando resultados concretos para a nossa cidade,” salienta o secretario.
Ele também assinala reconhecimento e agradecimento ”a todos os servidores da Sefaz Mossoró, que, com dedicação e compromisso, tornam o Projeto Sefaz Digital uma realidade no dia a dia.”
Senadora Zenaide recebeu o prefeito em Brasília (Foto: Reprodução)
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), terá a liberação de R$ 3 milhões para a saúde de Mossoró. Os recursos foram assegurados nesta terça-feira (19), em Brasília, em audiência com a senadora Zenaide Maia (PSD).
O montante será destinado à realização de cirurgias eletivas no município.
‘’São mais R$ 3 milhões chegando na Secretaria de Saúde para realização de cirurgias eletivas. Queremos velocidade. Agradeço a senadora Zenaide por todo o trabalho pelo povo de Mossoró’’, disse Allyson Bezerra em suas redes sociais.
Carla Dickson e Sargento Gonçalves participaram da obstrução dos trabalhos e ocupação de mesa da Câmara (Fotomontagem do BCS)
Mobilização de parlamentares oposicionistas ocupou nesta terça-feira (05) as mesas da Câmara dos Deputados e Senado, obstruindo os trabalhos legislativos.
Entre os manifestantes estavam congressistas potiguares como os deputados federais Carla Dickson (UB) e Sargento Gonçalves (PL), que usando esparadrapo sobre a boca reforçaram protesto.
O movimento tem pauta com três pontos principais: impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anistia ampla, geral e irrestrita ao ex-presidente Jair Bolsonaro e envolvidos em denúncia de tentativa de golpe de Estado, além da PEC do fim do foro privilegiado.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cancelaram as sessões marcadas em ambas as Casas para esta terça-feira.
Em nota, o presidente do Senado criticou a medida, que chamou de “exercício arbitrário das próprias razões” e pediu “serenidade” e “espírito de cooperação” para que “o bom senso prevaleça”. (g1)
Motta informou em suas redes sociais, que chamaria uma “reunião de líderes para tratar da pauta. Porém, salientou, que “tudo sempre será definido com base no diálogo e no respeito institucional.”
Nota do Blog – Já vi esse filme antes e tenho a mesma opinião: o parlamento não pode deixar de ser uma casa de discussão elevada para se transformar num ambiente de imposição. O debate deve prevalecer.
Bolsonaro chega à PF para receber tornozeleira (Foto: Brenno Carvalho-Agência O Globo)
Do G1, UOL, O Globo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a usar tornozeleira eletrônica nesta sexta-feira (18), por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida, classificada por ele como “suprema humilhação”, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que também impôs recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de redes sociais e de contato com investigados, diplomatas e embaixadores. Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República. A decisão foi motivada por uma série de fatores apontados pela PGR e por Moraes.
A defesa de Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (18) que recebeu com surpresa e indignação a decisão do STF que impôs medidas cautelares ao ex-presidente.
Veja os principais motivos apresentados pelas autoridades:
1. Risco de fuga
A PGR alertou o STF para o que classificou como uma “concreta possibilidade de fuga” de Bolsonaro. A avaliação levou em conta o avanço das investigações da tentativa de golpe de Estado e o risco de que o ex-presidente deixasse o país para escapar da Justiça.
Com base nisso, a procuradoria solicitou medidas cautelares urgentes, acatadas por Moraes, que impôs recolhimento domiciliar das 19h às 6h (inclusive fins de semana) e o uso de tornozeleira eletrônica.
2. Obstrução de Justiça com apoio ao filho
Outro argumento central da PGR foi a atuação coordenada entre Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para obstruir investigações em curso no STF.
Segundo a apuração, Bolsonaro enviou R$ 2 milhões via Pix para Eduardo no dia 13 de maio de 2025 — quando o filho já estava nos Estados Unidos. Para Moraes, o repasse é um “forte indício de alinhamento” entre pai e filho com o objetivo de atrapalhar a ação penal.
A PGR sustenta que ambos vêm “adotando medidas deliberadas” para interferir no andamento dos processos, o que representa risco real à aplicação da lei penal.
3. Confissão de tentativa de extorsão contra a Justiça
A decisão de Moraes também menciona declarações públicas de Bolsonaro que, segundo o ministro, configuram tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira.
Após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras, Bolsonaro relacionou a retirada das sanções à possibilidade de ser anistiado no Brasil.
“Vamos supor que Trump queira anistia. É muito?”, declarou em entrevista coletiva. Para Moraes, a fala representa uma “confissão consciente e voluntária” de coação no curso do processo, além de atentado à soberania nacional.
4. Material apreendido pela PF
Durante operação de busca na casa do ex-presidente, a Polícia Federal apreendeu:
Um pen drive escondido no banheiro;
Cerca de US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie;
Cópia da ação movida pela plataforma Rumble contra Moraes nos EUA.
O dispositivo e os documentos serão periciados. Bolsonaro alegou não saber da existência do pen drive e disse que perguntaria se ele pertencia à esposa, Michelle.
Sobre os dólares, afirmou que possui recibo do Banco do Brasil. Ter dinheiro em casa não é ilegal, mas valores acima de US$ 10 mil precisam ser declarados à Receita ao cruzar fronteiras.
5. Articulação internacional contra o STF
A cópia da ação da Rumble apreendida na residência de Bolsonaro reforçou, segundo Moraes, o envolvimento do ex-presidente em articulações internacionais para pressionar o STF.
A ação da Rumble — aberta em conjunto com a empresa de Trump — acusa Moraes de censura e tenta impedir que decisões do STF tenham efeito em território americano. Para a Corte brasileira, essa articulação fere a soberania nacional.
6. Medidas cautelares impostas a Bolsonaro
Veja as principais restrições impostas pelo STF:
▶️ Uso de tornozeleira eletrônica
▶️ Recolhimento domiciliar entre 19h e 6h e aos fins de semana
▶️ Proibição de uso de redes sociais
▶️ Proibição de se comunicar com diplomatas, embaixadores, réus e investigados, inclusive Eduardo Bolsonaro
▶️ Proibição de entrar ou se aproximar de embaixadas e consulados
7. O que diz Bolsonaro
Após a instalação da tornozeleira, Bolsonaro afirmou:
“Nunca pensei em sair do Brasil ou ir para embaixada.”
Ele negou ter cometido irregularidades e classificou a operação como política.
A defesa do ex-presidente declarou que recebeu as medidas com “surpresa e indignação”, e que Bolsonaro tem cumprido todas as determinações judiciais.
8. Crimes investigados
A decisão do STF aponta que Bolsonaro pode ter cometido:
Coação no curso do processo (pena de até 4 anos)
Obstrução de investigação contra organização criminosa (pena de até 8 anos)
Atentado à soberania nacional (pena de até 8 anos)
Se condenado pelas penas máximas dos crimes investigados, Bolsonaro pode pegar até 20 anos de prisão nesse caso.
Ex-presidente voltou a ter problemas de saúde no fim de semana (Foto: Sérgio Lima/Poder 360/Fevereiro de 2024)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está com um quadro de pneumonia viral, de acordo com médicos que o examinaram neste fim de semana.
Na sexta-feira (20), Bolsonaro passou mal em um evento em Goiás e seguiu para Brasília, onde foi avaliado pelos médicos que recentemente realizaram mais uma cirurgia abdominal no ex-presidente.
A conclusão dos médicos é que Bolsonaro se recupera bem da cirurgia, mas terá que seguir medicado para curar a pneumonia.
Lideranças nacionais e o ex-ministro Fábio Faria prestigiaram Robinson em Brasília (Foto: Divulgação)
O ex-governador e atual deputado federal Robinson Faria é agora filiado ao Partido Progressistas (PP). O ato de filiação ocorreu na nova sede da legenda em Brasília, nessa quarta-feira (11).
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira; o presidente estadual do partido no Rio Grande do Norte, deputado federal João Maia; e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira participaram do evento.
Quem também compareceu foi o ex-ministro das Comunicações e ex-deputado federal Fábio Faria, filho de Robinson Faria, também participou do ato.
Chegada de Faria ao PP é, paralelamente, a segunda baixa do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, entre os quatro eleitos no RN em 2022. Antes, João Maia já tinha migrado para o próprio PP. Ficam Sargento Gonçalves e General Girão.
João Maia fez postagem em suas redes sociais (Reprodução)
O deputado federal João Maia (PP) anuncia em suas redes sociais, com foto, a formação da Federação União Progressista (UP), resultado da junção de forças do União Brasil (UB) e o Partido Progressistas (PP). O evento de lançamento da aliança foi nesta terça-feira (29) no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.
À mesa, hoje em Brasília, ele apresenta-se com o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB), o ex-senador e presidente estadual do UB, José Agripino, além do deputado federal Benes Leocádio (UB).
A UP deve ser registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos próximos meses, com validade já a partir de 2026. Em seus primeiros meses, a presidência da federação será compartilhada entre Antonio de Rueda (União Brasil) e o senador Ciro Nogueira (PP) — sem hierarquia estabelecida.
Juntos, os dois partidos federados terão a maior bancada de deputados na Câmara, o maior número de prefeitos e receberão as maiores fatias de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais e pagamento de despesas partidárias.
Rio Grande do Norte
No RN, a Federação União Progressista terá um peso também expressivo.
São 48 prefeitos dos dois partidos – por enquanto. Na soma, 20 do Progressistas e 28 do UB, entre os quais os prefeitos Paulinho Freire (Natal) e Allyson Bezerra (Mossoró).
A federação contará com três deputados federais – Benes Leocádio (UB), Carla Dickson (UB) e João Maia (PP), além de três deputados estaduais: Taveira Júnior (UB), Ivanilson Oliveira (UB) e Neilton Diógene (PP).
União Progressista no país
109 deputados federais — maior bancada na Câmara dos Deputados
14 senadores — empatando com as maiores bancadas dentro do Senado (PL e PSD)
Quase 1,4 mil prefeitos em todo o país — maior número de prefeituras, superando o PSD (889)
Seis governadores — à frente de todos os outros partidos
R$ 953,8 milhões em Fundo Eleitoral (números de 2024) — maior fatia da distribuição e R$ 67 milhões a mais do que o segundo colocado, o PL
R$ 197,6 milhões em Fundo Partidário (números de 2024) — maior volume de recursos, superando o PL. (Fonte G1)
Equipe que fez cirurgia foi comandada pelo médico Cláudio Birolini (Foto: rede social)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por delicada cirurgia neste domingo (13), em Brasília. Os trabalhos duraram 12 horas, no Hospital DF Star, sendo concluídos agora há noite. Equipe foi comandada pelo médico Cláudio Birolini.
Segundo “Nota de Esclarecimento” do DF Star, a cirurgia aconteceu “sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue.”
Jair Bolsonaro “Encontra-se no momento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), estável clinicamente, sem dor, recebendo medidas de suporte clínico, nutricional e prevenção de infecções.”
A mesma nota resume, que a cirurgia lidou com uma obstrução intestinal “resultante de uma dobra do intestino delgado”, o que “dificultava o trânsito intestinal, o que foi desfeita durante o procedimento de liberação das aderências.”
Esse quadro delicado enfrentado por Jair Bolsonaro é derivado de facada que sofreu no abdômen em 2018, quando concorreu pela primeira vez à Presidência da República.
Problemas no RN
O ex-presidente sofreu mal-estar quando estava sexta-feira (11) pela manhã no RN, começando programação política denominada de “Rota 22 PL RN.”
Foi atendido emergencialmente em Santa Cruz, no Hospital Municipal Aluízio Bezerra, em Santa Cruz.
Por solicitação do senador Rogério Marinho (PL), o Governo do Estado disponibilizou helicóptero que o levou para Natal. Primeiramente, Bolsonaro foi recebido no no Hospital Walfredo Gurgel e, em seguida, internado Hospital Rio Grande em Natal.
Ontem (sábado, 12), no fim da tarde, ele foi transportado para Brasília.
Motta chegará sob pressão para tramitação de proposta (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Do Canal Meio e outras fontes
O bolsonarismo tem pressa. Seis dias depois de a Primeira Turma do STF transformar em réus o ex-presidente e outros sete acusados de golpe de Estado, o projeto que anistia os envolvidos no 8 de janeiro virou prioridade nas conversas entre os líderes dos partidos e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Deputados favoráveis à ideia aguardavam o retorno de Motta da viagem de uma semana ao Japão e ao Vietnã, acompanhando o presidente Lula, e devem se reunir com ele hoje para debater a tramitação da proposta (íntegra).
O PL, ao qual Bolsonaro é filiado, é o principal interessado em acelerar o processo, e seu líder na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirma que ao menos mais sete líderes (do União Brasil, Republicanos, PSD, PP, Podemos, Novo e PSDB) se comprometeram com a iniciativa. Cavalcante considera que já tem mais de 300 votos e por isso quer apresentar na quinta-feira um pedido para o texto ser votado em regime de urgência, diretamente no plenário, sem passar pelas comissões. (Poder360)
Para um projeto de lei ser votado, é preciso haver no mínimo 257 deputados na sessão. O texto é aprovado com votos de maioria simples, ou seja, metade dos presentes mais um. Segundo a última atualização do Estadão, que já ouviu 424 dos 513 parlamentares da Casa, há 192 votos a favor da anistia, faltando 65 votos para a maioria absoluta. (Estadão)
O PSD e o PP fazem parte da base do governo Lula e ocupam ministérios. Mas o descontentamento do PSD é grande porque a legenda acredita merecer mais espaço. Já o PP chegou a informar ao PL que mais de 90% de sua bancada endossa a anistia. O PT faz contas e avalia que, se for a plenário, o projeto terá votos para ser aprovado. O texto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, se nada mudar, terá de ser aprovado lá e em mais cinco comissões antes do plenário. (g1)
Reação
Em resposta à pressãoda oposição, a deputada Duda Salabert (PDT-MG) apresentou um PL para proibir a anistia para investigados ou condenados por crimes contra a democracia. A proposta protocolada sugere que o Código Penal vete a concessão de perdão para quem cometer crimes contra as instituições democráticas. Ela alega que a Constituição já tem essa proibição para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo. “Crimes contra o Estado democrático de direito, dada a gravidade, não devem ser passíveis de anistia.” (O Tempo)
A colunista Camila Bonfim comenta: “Motta sabe que a anistia ainda não vale o preço que custa: pouca adesão de políticos e muito desgaste com o Supremo. Até o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que chegou a pautar temas da ala mais radical, percebeu esse custo e devolveu a proposta à estaca zero. Manter o assunto vivo, ainda que criticando e convocando protestos, acaba ajudando a alimentar o ‘monstro’. Os atos organizados pela esquerda acabaram por reforçar a presença da pauta no debate – tudo que os bolsonaristas radicais mais querem”.
Ministro mostrou à governadora as próximas etapas do processo (Foto: Fábio Duarte)
A governadora Fátima Bezerra (PT) participou nesta quarta-feira (5), de uma audiência no Ministério dos Transportes, em Brasília, para discutir o andamento da duplicação da BR-304. Durante o encontro, o ministro Renan Filho confirmou o início das obras para o segundo semestre de 2025.
De acordo com o ministro, a licença ambiental do projeto deve ser obtida até março, enquanto os projetos técnicos serão aprovados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A expectativa é que o edital de licitação seja publicado até o final de abril.
“Estivemos no Rio Grande do Norte no ano passado, junto com o presidente Lula, e anunciamos que a obra seria licitada no primeiro semestre de 2025, para iniciar no segundo semestre. O cronograma está mantido”, declarou Renan Filho.
Lotes
A BR-304 é a principal rodovia de integração do Rio Grande do Norte, partindo de Natal até Mossoró e a divisa com o Ceará, passando por todas as mesorregiões do estado: Litoral, Agreste, Central e Oeste.
A obra de duplicação da BR-304 será dividida em quatro lotes, mas terá início com a execução de dois deles, totalizando aproximadamente 97 km. O primeiro lote abrangerá o trecho de Mossoró até Assu, com 57 km de extensão. O segundo lote partirá do entroncamento com a BR-226 (no final da reta Tabajara) e se estenderá até as proximidades do município de Riachuelo, compreendendo um percurso de 40 km.
A audiência no Ministério dos Transportes também contou com a participação do secretário estadual de Infraestrutura, Gustavo Coelho Rosado, e do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabrício Galvão.
Francisco Wanderley Luiz é o nome visto como envolvido diretamente no caso (Foto: Reprodução)
Duas explosões, em um intervalo de 20 segundos, ocorreram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, no começo da noite desta quarta-feira (13). A área foi isolada. Bombeiros e militares especializados em explosivos foram ao local (veja vídeo acima).
O que se sabe sobre o caso:
Um homem morreu após uma explosão na Praça dos Três Poderes, que fica entre o STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, edifício de trabalho da Presidência da República (veja a localização no infográfico abaixo).
Até a última atualização desta reportagem, o corpo não havia sido retirado do local.
Um carro explodiu no estacionamento que fica entre o STF e o Anexo IV da Câmara dos deputados. No porta-malas, havia fogos de artifício e tijolos.
O veículo tem placa de Rio do Sul (SC). O nome do dono é Francisco Wanderley Luiz (veja detalhes sobre ele mais abaixo).
Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o que provocou as explosões.
Testemunhas relataram que “o barulho foi muito alto” e que viram “o pessoal correndo”.
O esquadrão antibombas foi ao local para fazer uma varredura e verificar a existência de mais explosivos nos arredores, inclusive em veículos e no corpo do homem que morreu.
No momento do incidente, estavam ocorrendo sessões de plenário na Câmara (suspensa após a confirmação da morte) e no Senado (mantida até as 21h, pelo menos).
A sessão do STF já tinha terminado, e ministros e servidores foram retirados em segurança.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava mais no Planalto – e não houve ordem para evacuar o prédio.
Depois do episódio, ele se reuniu com os ministros do STF Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin no Palácio da Alvorada. O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, também foi à residência presidencial.
A PF abriu inquérito para apurar as explosões.
No momento do ocorrido, a funcionária do Tribunal de Contas da União (TCU) Layana Costa estava em um ponto de ônibus em frente ao STF. Segundo ela, um homem passou, segurando uma sacola, e acenou com “um joinha”.
A mulher afirma que, em seguida, ouviu a primeira explosão e, ao olhar para trás, viu que o homem jogou algo perto da estátua da Justiça e logo caiu.
Dono de um food truck que funciona no estacionamento do anexo IV da Câmara, Carlos Monteiro contou ter visto o carro pegando fogo.
“Me informaram que ele parou o carro, tirou as coisas de dentro do porta-mala e desceu com mochila nas costas. E, de repente, a gente escutou as explosões. Quando a gente foi olhar, [havia] um fumaceiro muito forte”, descreveu Monteiro.
Em nota, o STF informou que, após a sessão desta quarta, “dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança”. “Os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela.” A Corte afirmou ainda que a segurança do STF colabora com autoridades policiais do Distrito Federal.
O secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, disse que a Esplanada dos Ministérios foi fechada: “Neste momento, estamos tentando entender o que aconteceu e estamos enviando um efetivo muito grande do batalhão especial da PMDF para fechar parte da Esplanada”.
Nome de possível autor
O dono do carro modelo Kia Shuma que explodiu na Praça dos Três Poderes, na noite desta quarta-feira (13/11), é o chaveiro Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos. Ele deixou os filhos onde morava, em Rio do Sul (SC), após brigas familiares e seguiu para Brasília (DF), perdendo o contato com parentes.
Isso é o que conta o filho adotivo de Francisco, o também chaveiro Guilherme Antônio, que falou com o Metrópoles. Ele está sem contato com o pai há meses e procura por informações, após saber da explosão no veículo.
“Ele tinha uns problemas pessoais com a minha mãe e estava muito abalado com a situação, e ele viajou. Foi só isso que ele falou. Ele só queria viajar. A intenção dele era ir para o Chile”, conta Guilherme.
O filho diz não saber se o pai tinha um motivo especial para ir até a capital brasileira. “Ele foi para Itapema primeiro, depois ele foi para Minas Gerais, Brasília. Depois ele iria viajar para o Chile”, conta.
Nas redes sociais, Francisco escreve mensagens sugerindo um ataque com bombas contra alvos políticos que ele chama de “comunistas de merda”. Ele foi candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL) em 2020 em Rio do Sul (SC).
Uma pessoa morreu com a explosão e testemunhas relatam que viram uma pessoa arremessando um artefato contra o Supremo Tribunal Federal (STF). A identidade de quem morreu não foi divulgada ainda.
Sylvio recebeu o editor do BCS em Brasília para uma bate-papo sobre imprensa, política etc. (Foto: cedida)
Em Brasília, quinta-feira (07), ótimo reencontro.
Papo, abraços e pose com o jornalista Sylvio Costa.
Criador e diretor-geral do mais importante site do jornalismo político do país, o “Congresso em Foco”, Costa é amigo-anjo da guarda que faz morada em minha vida há vários anos. Mais uma de minhas boas referências, que se diga.
Mestre em Comunicações pela Universidade de Westminster, na Inglaterra, com passagens pela Folha, IstoÉ, Correio Braziliense, Zero Hora e Gazeta Mercantil, entre outros, ele é um dos mais influentes jornalistas políticos do país.