Saio de um nome execrável do texto anterior (vejo AQUI) para um nome admirável do presente texto. Ciro Ferreira Gomes. Militante político da Democracia, do Estado de Direito, das liberdades públicas e fundamentais.
Bom governador do Ceará e excelente prefeito de Fortaleza. E nenhuma dessas atribuições é de fácil consecução. Ministro de Estado de vários governos, exercendo com dignidade e competência todas essas funções.
Ciro Gomes governou o estado do Ceará em sua trajetória administrativa e política (Foto: João Godinho/Estadão)
Mas não é sobre isso que vou tratar. É sobre o papel de Ciro Gomes neste momento davida nacional. Ele começa a ocupar o vácuo que a estreiteza divisionista e idólatra da oposição vinha cultivando. E isso é muito útil nesse momento de incertezaseconômicas, caos sanitário e estupidez política.
Até agora, o único opositor do desgoverno federal é o próprio “chefe” do Executivo. Bolsonaro reside moral e politicamente numa espécie de estábulo do fuxico. E todo dia arma um esperneio. Ouve-se o som do relincho. Ou, no popular, do rincho mesmo.
Nesse ambiente, onde trabalham os palafreneiros, Bolsonaro não é sequer o palafrém. Não. Esse era um cavalo nobre, elegante. O nosso presidente está mais para o pangaré. Não fala, rincha. Não age, escoiceia.
É aí, nesse vácuo, que Ciro Gomes começa a espantar o marasmo. Respondendo com conhecimento sobre as aberrações de um governo que faz de tudo, inclusive nada. E não governa. Ameaça.
Sobre ameaças, valho-me de uma regra do manual militar. “Não tema do inimigo oque ele quer contra você. Tema o que ele pode”. E esse poder caricato pode e consegue sujar a dignidade da Presidência da República, por um tempo, mas não pode matar aDemocracia.
Na polêmica provocada dentro do PDT com Ciro Gomes, por ter votado a favor da reforma da Previdência, a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) ganhou o apoio público do Secretário Nacional de Previdência, Rogério Marinho (PSDB).
Além de apoiar a deputada, Marinho não poupou críticas à Ciro.
“Impressiona a forma desrespeitosa e autoritária que Ciro trata a deputada Tabata. Defender excluídos é votar para mudar sistema que é injusto e insustentável fiscalmente”, arguiu.
“A deputada Tabata Amaral merece respeito por ter coragem de se posicionar além da disputa política rasteira”, afirmou o ex-deputado tucano.
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Candidato ao Governo do Estado pela Coligação 100% RN, Carlos Eduardo Alves (PDT) anuncia apoio a Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República.
Em vídeo já espalhado em redes sociais, em 59 segundos, ele justifica que preferia Ciro Gomes (PDT) no segundo turno, mas em face da ausência do candidato do seu partido nessa fase eleitoral, opta pelo nome do PSL.
Pondera que Bolsonaro é o contraponto ao PT que legou ao país uma série de mazelas, como milhões de desempregados, corrupção endêmica e violência.
“Não podemos errar de novo”, assinala. “Bolsonaro presidente”, proclama.
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Pesquisas divulgadas pelos institutos Datafolha e Ibope neste sábado (6), véspera do primeiro turno eleitoral, indicam que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e o petista Fernando Haddad vão disputar o segundo turno. Para que o novo presidente seja declarado eleito amanhã é necessário que um dos presidenciáveis alcance metade mais um dos votos válidos (quando são excluídos os nulos e brancos).
O Ibope aponta crescimento de quatro pontos percentuais de Bolsonaro em relação ao levantamento publicado pelo instituto no dia 3. Haddad oscilou um ponto para baixo e aparece com 22%. Considerados apenas os votos válidos, o deputado soma 41% e o ex-prefeito paulistano, 25%.
Na pesquisa Datafolha, Bolsonaro variou um ponto para cima e chegou a 35% dos votos totais e Haddad se manteve com 22%, na comparação com o levantamento do dia 4. Excluídos os votos em branco e nulos e os indecisos, o candidato do PSL vai a 40% e o do PT, a 25%. Ciro vem em terceiro lugar, com 15% das intenções de votos.
Veja detalhes dos números do Datafolha AQUI e do Ibope AQUI.
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A candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), Manuela d’Ávila (PCdoB), participou de programação da senadora e candidata ao Governo do RN, Fátima Bezerra (PT), no sábado (22).
Carreata e plenária marcaram presença de Manuela pelo Rio Grande do Norte (Foto: cedida)
Carreata e plenária marcaram sua presença em solo potiguar entre Parnamirim e Natal.
Ciro e Carlos Eduardo Alves
Já o candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), participou de comício do candidato ao governo Carlos Eduardo Alves (PDT), também no sábado (22), em João Câmara.
Carlos Eduardo e Ciro, de mãos dadas, fizeram movimentação em João Câmara (Foto: cedida)
Bolsonaro
No domingo (23), uma carreata de grandes proporções marcou campanha do candidato presidencial Jair Bolsonaro (PSL) no estado. Ocorreu em Natal, numa mobilização organizada por simpatizantes de sua candidatura.
Robinson Faria
O candidato à reeleição ao Governo do RN, Robinson Faria (PSD) priorizou programação em diversos municípios do interior e da Grande Natal no final de semana.
Tião, Fábio Faria, prefeita Jeane Ferreira (Alexandria) e Robinson Faria em comício (Foto: cedida)
Comícios e carreatas foram prioridades em sua movimentação, ao lado do vice Tião Couto (PR).
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Será nesse domingo (23), a partir das 16 horas, no Memorial da Resistência n o Centro de Mossoró, o I Encontro Encontro dos Eleitores de Ciro Gomes (PDT) na cidade.
A mobilização começou através de aplicativos de bate-papo nas redes sociais, convergindo para essa ideia.
Não existe um comando partidário ou qualquer organização de liderança política para esse movimento.
O seu forte é a espontaneidade.
Em Mossoró, o partido de Ciro Gomes está até seu comando, pois todos os membros da Comissão Provisória pediram afastamento dos respectivos cargos há poucas semanas, insatisfeitos com o comando estadual pedetista.
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O Datafolha divulgou nesta quinta-feira (20) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 8.601 eleitores na terça-feira (18) e na quarta-feira (19).
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.
Na primeira eleição presidencial pós-regime militar de 1964, ocorrida em 1989, a disputa do segundo turno confrontou Luiz Inácio Lula da Silva do PT e o ex-governador alagoano Collor de Melo (PRN).
Nome forte àquela disputa, tido como herdeiro político do ex-presidente João Goulart e do trabalhismo de Getúlio Vargas, Leonel Brizola (PDT) acabou sobrando. Nem por isso deixou de participar do segundo turno, quando apoiou o “sapo barbudo”, alcunha que aplicou em Lula.
Brizola e Lula em 1989, união tática em torno do "sapo barbudo" (Foto: RAR/CV)
Mestre dos apelidos, Brizola justificou que assim o definia, porque a política seria “a arte de engolir sapos” e queria ver a elite brasileira engolir “o Lula”, o sapo barbudo.
Na sucessão presidencial 2018, 29 anos depois, Jair Bolsonaro (PSL) parece encarnar esse papel de sapo. Em verdade, o capitão não é barbudo e já não precisa mais ser empurrado goela abaixo de boa parte da aristocracia, plutocracia e burguesia nacionais, que o vê como palatável.
É príncipe e batráquio ao mesmo tempo.
Provoca um turbilhão de sentimentos ambivalentes, muito parecidos com o que Lula instigava àquele tempo e instiga até hoje: admiração e antipatia, paixão e ódio, esperança e temor.
Guardadas as características ideológicas de cada um e tantas outras diferenças, além de conjunturas distintas e contexto, estamos diante de um personagem também controvertido. Surge num momento de desalento e muitos medos.
O que veremos adiante é uma incógnita, em caso de vitória de Bolsonaro. Sobram suposições, como assim acontecia em relação a Lula àquela época. As urnas vão dizer que direção tomaremos, com ou sem o capitão.
PRIMEIRA PÁGINA
Reta final pode reservar surpresas numa campanha – Na reta final da campanha presidencial de 2014, a então presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a somar 36% de intenções de voto e tinha Marina Silva com 33% em sua cola. Havia empate técnico. Mas aí surgiu Aécio Neves (PSDB) lá de trás, atropelando Marina e encostando em Dilma. Tivemos o segundo turno, com vitória de Dilma. Vale lembrar que Marina emplacou impulso em determinada fase da contenda, ao substituir Eduardo Campos (PSB), falecido em acidente aéreo.
Capitão Styvenson é o segundo fenômeno político na Net no RN – Depois do deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade), certamente o Capitão Styvenson Valentim (REDE), candidato ao Senado da República este ano, é o segundo grande fenômeno político no estado que é fermentado na Internet, pelas redes sociais. É algo que boa parte da classe política ainda não conseguiu aproveitar melhor, repetindo fórmulas surradas de campanha de rua e estratégias que já não alcançam e mexem com o eleitor. Styvenson tende a ser um nome de projeção nacional numa eventual vitória, algo muito difícil de acontecer noutro cenário, num mundo que antes era analógico.
Ciro sendo Ciro coloca em risco de novo seu projeto presidencial – Mais uma vez candidato à Presidência da república, o candidato Ciro Gomes (PDT) coloca em risco a viabilidade de seu nome. De novo, é protagonista de destempero público. Mas um caso para seu vasto acervo de episódios grosseiros. Dessa feita, com dedo em riste (sempre), esculachou e mandou “prender” um jornalista em Roraima. Outro viés analítico chega a atenuar o incidente, dando-lhe conotação de estratégia de marketing eleitoral, para demonstrar que o candidato não aceita provocações e ser emparedado etc. Francamente!
Boa prosa sobre política com Eduardo Mendes – Conheci nesse último fim de semana o Eduardo Mendes, “Dudu”, vereador mirim em Mossoró. Conversa para lá de boa. Inteligente, sóbrio, articulado e com uma bagagem de conhecimento de fazer inveja a muita gente madura, Dudu deixou-me ótima impressão. Abração, meu caro.
Alckmin tem presença protocolar no RN – O candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, teve passagem rápida pelo estado e sem maior desdobramento. Desembarcou na Sexta-feira (14) e teve a companhia de apoios representativos da política no RN, como senador e candidato à Câmara Federal José Agripino (DEM), ex-senador e candidato ao Senado Geraldo Melo (PSDB) e o presidente do PSDB no estado e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.
Nova rodada de pesquisa do Ibope sairá na próxima sexta-feira – O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) está com trabalho de campo em andamento. Na próxima sexta-feira (21) deverá apresentar os números da disputa estadual dentro da programação da InterTV Cabugi, empresa contratante do serviço. Veja AQUI os últimos números do Ibope ao Governo do RN, divulgados dia 17 de agosto. Veja AQUI os números ao Senado e AQUI a avaliação do Governo Robinson Faria (PSD).
Dama de Espadas esconde buraco ainda maior na Assembleia Legislativa – A delação da ex-procuradora da Assembleia Legislativa Rita das Mercês Reinaldo ao Ministério Público Federal (MPF), que causou redemoinho na vida pública do estado, poderia ter sido ainda maior se ela tivesse falado tudo que sabe. Foi seletiva e agradou aos procuradores do MPF. Imagine você, se “Ritinha” abre a caixa preta de empréstimos consignados e outras pérolas. Mas tem tempo ainda. É fichinha o rombo de pouco mais de R$ 9,5 milhões que se levantou como desvios através de folha de fantasmas, diante do que foi omitido capciosamente para salvar a boiada restante.
Memória artificial está matando um adágio da política – “O povo tem memória curta.” Esse adágio que se inseriu na cultura política brasileira está seriamente ameaçado de morte. A memória cognitivo/biológica está sendo reavivada pela “memória artificial” do mundo cibernético. As ferramentas de busca como Google trazem à tona declarações, fotos, vídeos e outras manifestações que muitos políticos gostariam de esquecer e torcem para ninguém lembrar. É, os tempos são outros…
“Canteiro da Rosa” virou terra de ninguém – A região dos bairros Santo Antônio, Barrocas e adjacências em Mossoró virou terra de ninguém na atual campanha eleitoral. Já foi o “Canteiro da Rosa”, tratado como possessão do rosalbismo para qualquer conquista eleitoral. Guarda maior contingente de eleitores do município e faz parte de um cinturão de pobreza e precariedade de serviços públicos, que até hoje não foi atenuado a contento. A própria Rosalba Ciarlini (PP) está com dificuldade em pontificar na área. Em recente carreata, a Rosa teve que conviver com a indiferença de muitos e até gestos grosseiros de alguns populares à porta de casa e calçadas. É, os tempos são outros…
Cálculos para estadual e federal estão sendo refeitos – Muitos estudiosos da política do Rio Grande do Norte começam a fazer e refazer contas sobre quociente eleitoral para deputado estadual e deputado federal. O cotidiano da campanha tem demonstrado que o alheamento e a repulsa do eleitor são bem maiores do que esperado. Por isso, muitos candidatos e assessorias admitem contingente superlativo de votos em branco, nulo e abstenções. Em 2014, o quociente para estadual ficou em 69.097. Para federal foi de 197.608. Empurrem esses números realmente para baixo, bem para baixo.
EM PAUTA
TV WR – O empresário mossoroense Wilson Fernandes, que teve nome cotado para ser vice ao Governo do RN, na chapa da senadora Fátima Bezerra (PT), trabalha na montagem documental e estrutural da TV WR. A emissora deverá ficar entre a Rua Rui Barbosa e Avenida Felipe Camarão, centro da cidade de Mossoró. Fernandes fazia parte do projeto da TV Metropolitano na cidade, mas saiu de sua composição societária.
Advogado – O ex-vereador Joel Canela, de Felipe Guerra, está a pleno vapor em suas atividades como operador do direito. Ocupa elenco de advogados do escritório de Getúlio Andrade em Mossoró e endereço próprio em sua cidade. Atua no Direito Previdenciário, além de áreas Cível, Penal e Eleitoral. Sucesso, meu caro.
Elba e Geraldo – A área de evento do Partage Shopping, de Mossoró, vai receber à noite do dia 3 de outubro (um feriado estadual) a dupla Elba Ramalho-Geraldo Azevedo. A promoção é da Gondim & Garcia. Atrações supimpas, que se diga.
SESAP – A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), com sede à Avenida Deodoro em Natal, vai mudar provisoriamente de endereço para que o imóvel possa passar por séria reforma. A maior parte de sua estrutura ficará à Rua Floriano Peixoto, onde funcionava o Ministério Público. Outra parte continuará no prédio a ser restaurado.
Fenômeno – O alagoano Carlinhos Maia, que tem mais de 9 milhões de seguidores no Instagram, bateu recorde em Mossoró no final de semana. Realizou três apresentações consecutivas à noite de sábado (15) no Teatro Dix-huit Rosado, com casa lotada. Além disso, conquistou ainda mais seus fãs no próprio teatro, hotel e aeroporto, recebendo dezenas deles, incansavelmente. Aplausos, xará. Você merece demais.
Combustíveis – Em Natal, os preços de combustíveis subiram às alturas, em valores muito próximos posto a posto. Odor de cartelização.
SÓ PRA CONTRARIAR
Não conheço um único político que diz duvidar de pesquisa, que não trabalhe com pesquisa.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Gente, de quem foi a ideia de edificar um terminal de passageiros de ônibus no adro da Igreja de Nossa Senhora de Fátima no abolição II, em Mossoró? Será que não sobrou um pinguinho de bom senso na municipalidade? Caramba! Francamente!
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Alvany Barros (Mossoró), Aldo Medeiros Filho (Natal) e Regina Alves (Apodi).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (10/09) clicando AQUI.
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Porque é cristalina a opção. Esse maniqueísmo infantil, de adolescência política, entre petismo e anti-petismo já esgarçou por demais a estopa da nossa realidade político-administrativa. Chega.
O petismo teve sua chance, seu tempo, sua superação. O anti-petismo não é a negação do petismo. É a tentativa de ressuscitar, em nome desse antagonismo, uma excrescência histórica que produziu a Ditadura mais cruel da nossa História, fazendo do Estado Novo um arremedo pífio da violência e da barbárie.
O PT adotou, no exercício do poder, o pragmatismo mais escrachado aliando-se com o que havia de pior na vida empresarial do Brasil. Não se pode brigar com os fatos.
Esmola para os pobres e dinheiro franco para os corruptos. Banqueiros e “empresários” bem sucedidos à custa do dinheiro público.
O outro lado, da pilantragem de direita, usa essa realidade para prometer “coisa melhor”. Cretinice de semelhantes da corrupção e piores de caráter político.
Bolsonaro é apenas um instrumento dessa corriola de fascistas que se esconde sem mostrar a cara ensebada, por covardia e falso pudor, para retomar o projeto de atraso político, preconceito de costumes e repressão da liberdade.
O candidato do PT nem sabe onde fica o Raso da Catarina, no sertão da Bahia. Um neófito de Brasil. Um rapaz ilustrado de informações inúteis.
Há um candidato ideal? Não.
Há um candidato viável, para o possível papel de transição. Esse candidato é Ciro Gomes.
Não se filia ao pragmatismo arrependido do PT, que agora promete voltar ao estuário do projeto original abandonado, nem se alia à escrotice da direita escorraçada nas urnas e ávida para transformar em pior o que já está ruim.
Fizeram isso com Temer, aqui.
Com Macri, na Argentina.
Com Trump, nos Estados Unidos.
Não existe direita ou esquerda. Existe dignidade ou indignidade humana.
E Ciro Gomes é, ao meu ver, a dignidade possível contra a indignidade que tenta se estabelecer.
Votar em quem corre o risco perder para a indignidade, mesmo sendo digno, é votar contra a Democracia.
O Ibope divulgou nesta terça-feira (11) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre sábado (8) e segunda-feira (10).
A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. A coleta de dados foi feita entre os dias 8 e 10 de setembro (ontem, segunda-feira). Jair Bolsonaro (PSL) teve crescimento acima da margem de erro, saindo de 22 para 26 pontos percentuais, mantendo folga em primeiro lugar, em relação ao segundo colocado Ciro Gomes (PDT), que oscilou numericamente de 12% na pesquisa passada, para 11% agora.
Os resultados foram os seguintes:
Jair Bolsonaro (PSL): 26%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Marina Silva (Rede): 9%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Fernando Haddad (PT): 8%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 3%
Vera (PSTU): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 19%
Não sabe/não respondeu: 7%.
Rejeição
O Ibope também mediu a taxa de rejeição (candidatos nos quais o eleitor diz que não votará de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome. Bolsonaro é o campeão de rejeição, mas num comparativo com pesquisa anterior – realizada entre 1ºe 3 de setembro -, caiu de 44% para 41%, além da margem de erro.
Veja os índices:
Bolsonaro: 41%
Marina: 24%
Haddad: 23%
Alckmin: 19%
Ciro: 17%
Meirelles: 11’%
Cabo Daciolo: 11%
Eymael: 11%
Boulos: 11%
Vera: 11%
Amoêdo: 10%
Alvaro Dias: 9%
João Goulart Filho: 8%
Poderia votar em todos: 2%
Não sabe/não respondeu: 11%.
Segundo turno
Em termos de simulação para segundo turno, Jair Bolsonaro perde para Ciro Gomes (40% x 37%), para Geraldo Alckmin (37% x 36%), empata com Marina Silva (38% x 38%) e ganha de Fernando Haddad (40% x 36%).
Em decorrência do atentado de hoje em Juiz de Fora (MG) contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PDT a Presidente da República, Ciro Gomes, decidiu cancelar em comum acordo com o candidato a governador Carlos Eduardo (PDT), a reunião marcada para esta noite no América – em Natal.
Chegou a desembarcar em Natal.
“O presidenciável Ciro Gomes deixa Natal para acompanhar a crise causada pelo episódio após condenar o lamentável ato contra Jair Bolsonaro”, assinalou nota oficial do PDT do Rio Grande do Norte.
Não ficou definido se, em outro momento da atual campanha, o candidato a presidente pelo PDT terá campanha no RN.
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Jair Bolsonaro segue em primeiro lugar, mas simulações apontam sua queda em segundo turno (Foto: Web)
O Ibope divulgou nesta quarta-feira (5) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Pela primeira vez faz apresentação de números sem o ex-presidente Lula da Silva (PT), que teve registro de candidatura barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) semana passada (veja AQUI), reiterado em decisão monocrática pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dia passado (veja AQUI).
Vamos aos números:
Primeiro Turno
Jair Bolsonaro (PSL): 22%
Marina Silva (Rede): 12%
Ciro Gomes (PDT): 12%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Fernando Haddad (PT): 6%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera (PSTU): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 21%
Não sabe/não respondeu: 7%
Os números do Ibope, levantados entre os dias 1º e 3 de setembro, dá dianteira de Jair Bolsonaro (PSL) sobre todos os adversários, mas com inclinação a ser derrotado no segundo turno para pelo menos três nomes: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE) e Geraldo Alckmin (PSDB). Só ganha numericamente de Fernando Haddad (PT), posto entre os principais concorrentes.
Ciro 44% x 33% Bolsonaro (branco/nulo: 19%; não sabe/não respondeu: 4%)
Alckmin 41% x 32% Bolsonaro (branco/nulo: 23%; não sabe/não respondeu: 4%)
Bolsonaro 33% x 43% Marina (branco/nulo: 20%; não sabe/não respondeu: 3%)
Haddad 36% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 22%; não sabe/não respondeu: 5%).
Nota do Blog – Há tempos que Bolsonaro tem demonstrado certa fadiga. Talvez tenha atingido seu limite, o teto. A própria rejeição campeã com 44% sinaliza maus presságios. Os principais adversários estão bem abaixo, como Ciro (20%), Alckmin (22%), Haddad (23%) e Marina (26%).
Boa parte do seu fôlego até aqui tem sido mantido por uma polarização que o PT alimenta feroz e burramente em todos os quadrantes e ambientes. Corre o perigo de descer às profundezas com ele, agarrados, juntinhos.
A entrada em cena dos programas do horário eleitoral em rádio e TV, com conteúdo potencializado em redes sociais, pode asfixiar de vez o capitão reformado do Exército.
Caminha para uma vitória no primeiro turno, mas é pouco provável que prospere num segundo. Contenda há tempos que é “todos contra Bolsonaro”.
Quanto ao candidato do PT, pelo visto a vaidade de Lula em insistir com o próprio nome, passou a produzir efeito contrário à estratégia que vinha dando certo. A teimosia e mantê-lo em evidência em vez de fermentar o nome de Fernando Haddad, pode deixar o partido fora do segundo turno e ainda mais distante do Planalto.
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Agroquímicos. A palavra surgiu pela primeira vez em um artigo de 1977. Seu criador refletiu sobre o que existia e não encontrou nada que tivesse etimologia precisa, com sentido científico e que alertasse as pessoas sobre o perigo. “Pensei: É um tóxico”, contou Adilson Dias Paschoal, PhD em ecologia e recursos naturais, a Nelson Niero Neto e Vinícius Galera, jornalistas da revista “Globo Rural” que o entrevistaram em Piracicaba. Ele é o agrônomo que há 40 anos juntou “agros” (campo, em grego), com “tokicon” (veneno), e cunhou o termo “agrotóxico”. A denominação está no epicentro da polêmica ambiental destes dias no Brasil e congrega visões que vão bem além do debate semântico.
Pesticida e praguicida não serviam, segundo ele. Não matam a peste em si mas seus agentes causadores, no primeiro caso, e liquidam muito além da praga, no segundo. Biocida seria “mais realista” mas também um pleonasmo – “Mata o que é vivo ou seria possível matar o que é morto?” questiona. Defensivo agrícola, por seu turno, era intolerável: “É o termo mais incorreto, ambíguo, utópico, vago e tendencioso de todos”. Qualquer técnica usada na defesa da agricultura pode ser considerada um defensivo agrícola. Isso incluiria um sistema mecânico de controle da erosão sem nada de químico. Foi assim que surgiu “agrotóxico”.
O termo, de tão claro, pegou. Entrou no capítulo V da Constituição, o que trata da regulação de propaganda de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias. Mais que tudo, entrou no vocabulário popular. Ninguém busca alface orgânica no mercado dizendo que não quer a outra porque está cheia de “defensivos agrícolas” e, sim, porque “está cheia de agrotóxicos”.
Agroquímicos 2
A Bancada Ruralista tem se comportado como defensora da lei 6.299, de 2002, que tramita no Congresso para agilizar o registro de agrotóxicos no Brasil. O projeto é um dos mais controversos a aterrissar no plenário da Câmara depois de ter sido aprovado, em junho, em comissão especial.
Um dos pontos espinhosos, contudo, é o que na interpretação dos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tira dos dois órgãos o poder de veto e decisão sobre o registro e dá a palavra final ao Ministério da Agricultura. O deputado federal ruralista Valdir Colatto (MDB-SC) rebateu a colocação, garantiu que “ninguém tira prerrogativa dos órgãos”. Mas repetiu que o processo é moroso demais.
Mossoró longe de uma PPP
Inexistentes há seis anos, as parcerias público privadas (PPPs) de iluminação pública já são o destaque dos acordos entre prefeituras e setor privado. Entre 2013 e 2017, por exemplo, os Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs) do segmento saltaram de 2 para 52.
No PMI, o governo abre uma licitação e convoca empresas interessadas a fazerem seus próprios estudos, de maneira a moldar o edital. Ainda que em muitos desses casos a PPP acabe não se concretizando, a simples expansão dos PMIs de iluminação pública mostra o quanto o interesse pelo segmento cresceu, mas na Terra de Santa Luzia, nem se fala em PMI.
De 2013 para cá, por exemplo, foram lançados 186 projetos de iluminação. Entre 22 segmentos listados, o número é menor apenas do que os 188 projetos de saneamento básico. Nos últimos dois anos esse crescimento ficou ainda mais evidente. Em 2016 e 2017, a iluminação liderou o lançamento de projetos: 104, ou mais de 25% do total. O saneamento básico vem em um distante segundo lugar, com 62 projetos.
Alguns gargalos impedem um crescimento ainda maior das PPPs de iluminação. Entre eles estão, por exemplo, a má qualidade de diversos projetos apresentados por meio de PMIs e a incapacidade que muitos dos municípios têm de estruturar ou avaliar esses estudos. A nossa querida Mossoró enquadra-se nos dois gargalos.
Terrenos invadidos
O município de Mossoró contribui para as estatísticas de terrenos públicos invadidos pela população. Um em cada dez municípios brasileiros tem terrenos ou prédios ocupados por movimentos sociais, segundo dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) de 2017, divulgada durante a semana pelo IBGE.
Com todos os problemas habitacionais, a maioria dos municípios continua sem um Plano Municipal de Habitação, como é o caso de Mossoró. De acordo com o IBGE, apenas 39,7% das cidades têm esse planejamento, um documento que faz o diagnóstico habitacional e estabelece objetivos para a área, como a necessidade de expansão de moradias populares.
A vitrine do Ceará
Vitrine do pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), o quadro fiscal do Ceará, apontado em dois rankings como o melhor do Brasil, tem raízes no choque de gestão implementado nos anos 80 pelo então governador Tasso Jereissati (PSDB). Economistas da oposição reconhecem o mérito dos irmãos Ferreira Gomes – e do ex-secretário Mauro Benevides Filho, formulador do programa econômico de Ciro – em não desmanchar o que foi feito. No entanto, questionam a sustentabilidade de um modelo que levou o Ceará a liderar os investimentos dos Estados às custas do crescimento da dívida.
Cartão de crédito
Desde 1º de junho, com as novas alterações na regra do cartão de crédito, o valor para o pagamento mínimo da fatura continua, mas passa a ser determinado por cada instituição financeira, de acordo com sua política de crédito e perfil do cliente. Até então, o mínimo era fixado em 15% do valor total da fatura.
Outra mudança é que os bancos poderão cobrar apenas uma taxa de juros, tanto para o cliente que pagou o mínimo da fatura, quanto para quem pagou menos ou não pagou nada. Antes, os primeiros entravam no chamado rotativo regular, e os segundos, no não regular, com juros mais altos. Para os inadimplentes, haverá aplicação de juros de mora e multa.
Vale lembrar que, desde abril de 2017, é permitido usar o rotativo do cartão apenas por um mês. Após 30 dias, a pessoa precisa pagar o saldo total da fatura. Caso não consiga, a instituição pode oferecer o parcelamento do débito, obrigatoriamente, com juros mais baixos, evitando assim o famoso efeito “bola de neve”, em que a dívida se multiplica numa velocidade alta e se torna praticamente impagável. Para novas compras, entretanto, o crédito rotativo poderá ser utilizado até o vencimento da próxima fatura, e assim sucessivamente.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal do Semiárido (UFERSA)
Em conversa com o portal “Poder360”, sediado fisicamente em Brasília, o presidente do PDT, Carlos Lupi, deu uma ideia de como estão as negociações para o apoio do PSB à candidatura presidencial do pedetista Ciro Gomes.
Carlos pode ampliar palanque para ele e Ciro (Foto: arquivo)
Lupi respondeu: “A aliança vai acontecer”.
Até agora, o presidente do PDT dizia apenas ter esperanças. Hoje, afirma (PDT) que as negociações entre seu partido e o PSB avançaram e que, neste momento, dependem apenas de “ajustes nos Estados”.
PSB fragilizado no RN
Os reflexos dessa iminente composição devem chegar ao Rio Grande do Norte, favorecendo a pré-candidatura ao governo do ex-prefeito do Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).
No RN, o PSB sustenta a pré-candidatura do vice-governador dissidente Fábio Dantas, que desde sua apresentação não revela qualquer fôlego para seguir em frente. E precisa viabilizar reeleição dos deputados Rafael Motta (federal) e Ricardo Motta (estadual).
Em recente pesquisa eleitoral, divulgada no domingo (1º), apareceu com a esquelética pontuação de 1,71%. Já Carlos Eduardo empalmou 16,06%
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Deputado federal que marcha para tentar o quarto mandato consecutivo, Fábio Faria (PSD) não confirma nem descarta a candidatura do governador Robinson Faria (PSD), seu pai, à reeleição. Em entrevista ao Blog Carlos Santos, garante que “o governo tem o que mostrar”, diz acreditar numa aliança forte à campanha que se avizinha, prega uma “pactuação geral” entre poderes para gestão da coisa pública, além de se pronunciar quanto à disputa presidencial e outros temas.
“Hoje não existe definição de candidatura à reeleição. Ele (Robinson Faria) está trabalhando, fazendo política 24 horas por dia, o que é de sua natureza, mas trabalhando principalmente”, disse o parlamentar ao ser ouvido por nossa página no final de semana.
Fábio Faria afirma que o PSDB é um "grande parceiro" e afinação é maior no RN (Foto: Arquivo)
Segundo Fábio Faria, “o governo tem o que mostrar”, apesar de administrar situações alheias ao seu comando e vontade, como sequência de sete anos de seca, a maior recessão da história recente do país, bem como inesperado fenômeno de aposentadoria em massa e dificuldades de fluxo de caixa do estado.
O deputado federal aponta como “marco zero” e a virada de comportamento do governo, o início deste ano. “O governo não divulgava praticamente nada do que estava fazendo, de suas realizações, estava nas cordas com uma série de problemas, como a crise na segurança. Foi um erro ficar praticamente dois anos sem informar suas realizações”, comentou.
Gestão
O futuro do RN, da gestão estadual, na ótica de Fábio Faria passa por uma “pactuação geral” entre os poderes e a própria sociedade. “Todos precisam fazer uma reavaliação. Entendo que cada um quer salvar o seu, mas chegamos a um momento delicado das contas públicas, da administração, com exiguidade de recursos”, ponderou.
Ele argumenta que as sobras dos poderes devem passar por essas discussões. Mas “quero deixar claro que os poderes têm sido parceiros do governo, colaborado”. E acrescentou: “Não vou apontar o dedo, acusando ninguém”, disse. “O governo está enxuto, tem o menor número de cargos comissionados do país, por exemplo”, acrescentou.
Sucessão estadual
Quanto à sucessão estadual, Fábio Faria não é afirmativo quanto a uma hipotética candidatura à reeleição do governador. Mas dá pista de que ele vai mesmo enfrentar o desafio, não obstante o grande desgaste popular.
Até “linka” os entendimentos no plano nacional entre o PSDB e PSD, para apostar na reprodução dela no plano estadual. “Está praticamente fechada esse aliança e há uma sinergia maior entre os dois partidos, até mais do que nacionalmente”, apontou.
– O PSDB do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, é um grande parceiro nosso, do governo – emendou.
Ele não vê as potenciais chapas ao governo encabeçadas por Carlos Eduardo Alves (PDT) e Fátima Bezerra (PT) como capazes de acomodar o PSDB, partido-chave na sucessão estadual. O primeiro, por ter chapas majoritárias praticamente fechadas e o segundo por conflito ideológico.
Sucessão nacional
Sobre a disputa presidencial, Fábio Faria vê uma barafunda de difícil previsão no momento. Mas arriscou alguns palpites.
– Vejo a direita limitada, com teto pequeno para almejar uma vitória. O centro está dividido, com pulverização de pré-candidatos. A esquerda não terá Lula como candidato e ele está muito acima do PT, que dificilmente cederá cabeça de chapa para aliança com outro partido e candidato – analisou.
O parlamentar enxerga que uma chapa com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) e Marina Silva (REDE) pode surpreender. “Porém é também complicada, pois o PSB em São Paulo e Pernambuco resistem ao próprio nome de Barbosa”, antecipou.
“Ciro Gomes (PDT) corre por fora e é um candidato competitivo, mas a gente espera uma união dos candidatos mais ao centro. Se isso acontecer, ficará forte uma candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB). Ele é conciliador, moderado. Não é popular, mas pode crescer”, estimou.
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A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) começou a divulgar à manhã de hoje (domingo, 6) em seu Twitter, pesquisa que encomendou ao Instituto Certus, sobre cenário político e administrativo do RN, neste ano eleitoral. Desde às 12 horas colocou na íntegra a planilha da sondagem em seu portal na Internet.
A pesquisa foi levantada no período de 27 a 30 de abril, com 1410 entrevistados, em 7 regiões, 40 municípios e com margem de erro de 3% para mais ou para menos. E está registrada na justiça eleitoral sob os números RN-01096/2018 e BR-08786/2018.
Veja abaixo alguns resultados para Governo do Estado, Senado da República e Presidência da República:
Discursando hoje (terça-feira, 30) durante encontro promovido pela Executiva Estadual do PDT, em Natal, o prefeito natalense Carlos Eduardo Alves fez mistério. Continuou, que se diga.
Ele não afirmou que “sim” nem que “não” seria candidato a governador este ano.
Asseverou que tem sido “convocado, estimulado e, às vezes, desafiado” para ser candidato à sucessão de Robinson Faria (PSD).
Dirigente pedetista no RN e no terceiro mandato como prefeito da capital, ele segue sem afirmar textualmente se será ou não candidato.
Ciro e Luppi
Adiantou que viajará a Brasília nos próximos dias, para aprofundar conversa com a Executiva Nacional, em particular com o presidenciável Ciro Gomes (PDT) e Carlos Luppi (presidente nacional do PDT).
Mas depois do carnaval, estimou, haverá uma definição sobre esse e outros pontos do projeto político do partido para o RN.
Participaram do encontro desta segunda-feira, no Hotel Holiday Inn, representantes do partido de todas as regiões do estado. Vereadores (18), ex-vereadores, vice-prefeitos, lideranças municipais, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (FECOMÈRCIO/RN) Marcelo Queiroz, bem como os vereadores da capital Júlia Arruda, Kléber Fernandes e Ary Gomes.
Outro participante foi o prefeito de José da Penha (região Oeste), Raimundo Nonato Fernandes, o “Doutor Raimundinho”.
A campanha eleitoral de 2018 exigirá dos candidatos a um mandato popular, em quaisquer das esferas da República e em todas as unidades da Federação, doses cavalares de zen-budismo. Quem já tiver bons níveis de autocontrole será instado, a todo momento, a respirar fundo e contar de 1 a 10 para evitar ceder à tentação de explodir e conceder aos rivais segundos de descontrole e conflito. Será a eleição de sua excelência, o smartphone.
Os episódios de escracho, categoria de ativismo político criada a partir do advento dos telefones celulares dotados de boas câmeras de áudio e vídeo capazes de capturar a ação (isolada ou não) de alguém contra um político flagrado em qualquer lugar público, serão a sensação da temporada eleitoral.
Postados na internet e submetidos ao tribunal informal das redes sociais, os escrachos promoverão verdadeiras gangorras emocionais e de votos. Serão capazes de enterrar algumas candidaturas e alavancar outras.
Não é previsão – é vaticínio. Dos pré-candidatos presidenciais, os mais vulneráveis a cair numa dessas esparrelas são Jair Bolsonaro e Ciro Gomes.
Dono de uma alma tosca (se é que tem alguma), o capitão reformado do Exército protagonizará episódios memoráveis. Só nos resta esperar. Inteligente, mas rude, o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento pontuou a carreira política por tropeços antológicos na língua frouxa.
Experientes e elegantes no trato com os cidadãos, cada um à sua maneira, Lula e Alckmin estarão mais protegidos da infelicidade de tais imprevistos. Mas precisarão domar o ímpeto de assessores e correligionários. O ambiente de uma equipe de campanha política é sempre eletrizante e fios desencapados estão sempre disponíveis para curtos-circuitos.
Se a disputa presidencial concederá visibilidade a um escracho bem-sucedido e promovido no seu âmbito, o clima nos Estados será pródigo na promoção de campeões de audiência nas redes. Parlamentares que em Brasília se dedicam à defesa de teses impopulares e integram a base de sustentação de um governo rejeitado por quase 80% da população estão condenados a se expor em seus Estados, em suas cidades. A temporada de caça aos 15 segundos de gravação que concederão “15 mil likes de execração” está aberta. E anuncia-se pródiga. Será a campanha marcada por “1 celular na mão, várias ideias na cabeça, muito rancor no coração e 1 internet inteira à disposição”.
O que é recomendável aos candidatos:
Sangue frio. Sorrir e balançar a cabeça afirmativamente, mesmo que no recesso da alma renegue tudo o que está sendo dito pelo “Gláuber Rocha” do momento.
Falar pausadamente e pedir que repita a pergunta que porventura esteja sendo feita.
Ante a escalada dos insultos, porque ela virá, respirar fundo e olhar para o lado: estando certo da finalidade daquela captura de imagens.
Agradecer sempre – um básico “obrigado pela oportunidade de debater suas ideias comigo”.
Jamais olhar ao redor de si em busca de aliados capazes de afastar o antagonista. Jamais. Porque sempre surgirá um áulico disposto a encerrar o escracho tomando o celular o esmurrando o cineasta folgazão.
Quando o vídeo for exposto, responder elegantemente às imprecações.
No curso da campanha, já iniciada em sua fase informal, assistiremos ainda aos rankings impagáveis dos maiores escrachos. É só esperar: eles virão.
Luis Costa Pinto é jornalista e sócio da consultoria Idéias, Fatos e Texto.
* Texto originalmente publicado no portal Poder 360