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“Operação Compensação” atinge senador e pode chegar ao RN

Ciro: investigação (Foto: Época)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (22) uma operação a partir de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo como principal investigado o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também é presidente da legenda (veja AQUI).

É a “Operação Compensação”.

Foi autorizada pela ministra Rosa Weber, do STF, para apurar supostos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro.

Fiquemos de olho no Rio Grande do Norte, principalmente em certos endereços da capital.

Há informações extraoficiais de que esse trabalho vai respingar por aqui, envolvendo “operadores” e beneficiados de esquemas nada republicanos.

Anote, por favor.

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STF arquiva investigação contra Robinson, Rosalba e Fábio

Do G1RN

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber mandou arquivar uma investigação envolvendo o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), seu pai, o ex-governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD-RN), e a atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP). A decisão é deste quinta-feira (14).

Robinson, Rosalba e Fábio (Foto: arquivo)

Em novembro de 2018, a ministra havia mandado arquivar outra apuração sobre o deputado, atual terceiro secretário da Câmara dos Deputados, por supostamente ter deixado de declarar valores recebidos da J&F na campanha eleitoral de 2014.

Na oportunidade, Rosa enviou as suspeitas sobre Robinson Faria, então governador do Rio Grande do Norte, para análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O inquérito arquivado por Rosa nesta quinta apurava suposto caixa 2 praticado pelos três investigados na campanha de 2010. O procedimento foi aberto com base em delações de executivos da Odebrecht.

Delatores

Segundo os delatores, a doação não oficial aos referidos políticos se daria em troca de apoio a projetos empresariais futuros da Odebrecht Ambiental nas áreas de saneamento básico e infraestrutura no Estado do Rio Grande do Norte, via parcerias público-privadas.

Ainda de acordo com os colaboradores, as doações teriam sido realizadas pelo setor responsável pelo pagamento de propina na empresa.

Na decisão em que determinou o arquivamento, a ministra atendeu a pedido da Procuradoria Geral da República. Conforme o órgão, embora haja “fortes indícios” da prática de caixa 2 nas eleições de 2010, “não há elementos suficientes para o oferecimento de denúncia, bem como mostra-se inviável a continuidade das investigações”.

“Nessa esteira, estando, na espécie, a Procuradora-Geral da República a sustentar a inexistência de elementos que permitam impulsionar as investigações, impõe-se o arquivamento requerido, inexistindo excepcionalidade que justifique sindicalizar a opinio delicti do titular da ação penal”, decidiu Rosa, relatora do inquérito.

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Vale

A Mineradora Vale não é um escândalo porque foi privatizada.

Fosse estatal, as tragédias de Mariana e Brumadinho teriam ocorrido também.

Agências reguladoras e órgãos fiscalizadores criam dificuldades para venderem facilidades.

Corrupção é uma sólida instituição brasileira.

Vale a pena.

Leia também: Já são 58 mortes confirmadas; 305 pessoas estão desaparecidas.

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Justiça determina bloqueio de bens de Rosalba Ciarlini

O juiz Eduardo Pinheiro, convocado pelo Tribunal de Justiça do RN (TJRN), deferiu pedido do Ministério Público Estadual (MPRN) e decretou a indisponibilidade dos bens, de forma solidária, da ex-governadora e atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP); do ex-secretário estadual de Saúde Pública, Domício Arruda; da Associação Marca e de outras 23 pessoas físicas ou jurídicas que são partes no processo.

Hospital da Mulher é um caso de corrupção que se arrasta há mais de sete anos (Foto: arquivo)

A indisponibilidade inclui bens imóveis, veículos automotores, aeronaves, embarcações aquáticas e ativos financeiros, até o montante de R$ 11.827.563,84, valor apontado pelo Corpo Técnico do TCE/RN, conforme Informação n.º 326/2013-DAD, da Diretoria de Controle Externo da Corte de Contas.

O MP Estadual moveu recurso de Agravo de Instrumento junto ao TJRN contra decisão da 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal que indeferiu pedido de indisponibilidade de bens dos demandados em Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa em tramitação naquela unidade.

Segundo o Ministério Público, os demandados são responsáveis por desvios de dinheiro público no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, mediante a realização de termo de parceria com a Associação Marca para administração do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Decisão

Para o MP, a indisponibilidade é necessária como garantia à perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio dos agravados e para assegurar o pagamento das multas eventualmente cominadas a título de sanção pela prática do ato ímprobo e o ressarcimento dos danos suportados pelo erário.

Rosalba: problema antigo (Foto: autor não identificado)

Por outro lado, o Juízo da 1ª Instância indeferiu o pedido de indisponibilidade, sob o entendimento da ausência de demonstração de atos de dilapidação ou na sua iminência, bem como na impossibilidade de identificar com clareza o valor a ser ressarcido, eventualmente, em caso de procedência do pedido.

Em sua decisão, o juiz convocado Eduardo Pinheiro considera que “a indisponibilidade, na verdade, representa a garantia de futura recomposição do patrimônio público, violado pela conduta do agente ímprobo. Sua concessão está condicionada à demonstração de indícios de responsabilidade da prática de ato de improbidade, visto que o perigo em esperar pelo julgamento final, em mencionados casos, é presumido”.

O magistrado faz referência à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para entender que a decretação da indisponibilidade não está condicionada à comprovação de dilapidação efetiva ou iminente de patrimônio, porquanto visa, justamente, a evitar dilapidação patrimonial.

Leia também: Rosalba e mais 16  pessoas têm bens bloqueados pela Justiça.

Eduardo Pinheiro destaca que a decisão de 1ª Grau reconheceu a presença de indícios da prática de atos de improbidade e que as condutas de cada agente que importaram, em tese, na prática de atos ímprobos, estão fortemente presentes na petição do Ministério Público.

“No caso em análise, presumido o dano ao erário e reconhecidos os indícios da prática de ato de improbidade desde a decisão proferida na primeira instância, a decretação da indisponibilidade de bens é medida que ultrapassa os limites da recomendação ou mera precaução, impõe-se, e assim deve permanecer até o fim da instrução do processo, de modo a assegurar o ressarcimento ao erário por qualquer um dos Agravados, limitando-se a medida constritiva ao valor inicialmente apontado nos autos”, decidiu o juiz convocado pelo TJRN.

Com informações do TJRN.

Nota do Blog – A hoje prefeita Rosalba Ciarlini pode dormir tranquila; nada lhe acontecerá de maior embaraço. Mas nem precisaríamos frisar isso. Ela sabe melhor do que nós que pode dormir tranquila. Esse lengalenga se arrasta há mais de sete anos. Começou tudo em 2011. Até um desfecho sem qualquer outro recurso, o sertão vai virar mar.

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Ministério Público ajuíza ação contra dois ex-prefeitos

O  Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizou ação de responsabilização contra dois ex-prefeitos de Baraúna, dois ex-servidores e duas empresas por atos de improbidade administrativa, na qual pede que a Justiça condene o grupo ao pagamento solidário de R$ 237.041,04 – montante referente à lesão causada ao Município.

O MPRN também está oferecendo denúncia contra seis pessoas à Justiça.

Foram denunciados os ex-prefeitos Isoares Martins de Oliveira e Antônia Luciana da Costa Oliveira; a ex-presidente de Comissão Permanente de Licitação do Município, Josete Araújo Fernandes de Queiroz; e as empresas Poly Construções e Empreendimentos Ltda (Edgard Cesar Burlamaqui) e a Produtor Agrícola e Locação de Máquinas Eireli Me-Prolocar (Yasmim Fernandes Barbosa e Francisco Marcelo Franco Barboza). Na ação de responsabilização, também foi incluído o ex-Secretário Municipal de Infraestrutura, Rosan Soares da Costa.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Estagiários seguram, por enquanto, emprego em prefeitura

Uma vitória temporária. É assim que pode ser definida a conquista dos estagiários de universidades instaladas em Mossoró, que trabalham com contratos temporários na Prefeitura Municipal de Mossoró. São cerca de 600 jovens que seriam demitidos neste fim de ano.

Reunião nessa sexta-feira sustou demissões, mas não resolveu o problema de estagiários nem da PMM (Foto: Web)

Após um protesto à manhã de sexta-feira (28) no centro da cidade, representantes desse contingente acabaram conseguindo abertura de diálogo com a municipalidade. No encontro com alguns secretários, houve garantia de que temporariamente as demissões estão suspensas.

Existe o compromisso de que pelo menos até o dia 1º de fevereiro ninguém sairá.

Na quarta-feira (2), a Procuradoria Geral do Município, Controladoria e setores técnicos da Prefeitura vão se reunir para definir como vai ficar a situação dos atuais estagiários. Alguns poderão permanecer no estágio sob novas regras, a partir de março, inclusive com redução no pro-labore.

Uma nova reunião entre o secretário de Administração e Recursos Humanos, Pedro Almeida, com comissão dos estagiários, ficou acertada para a quinta-feira (3).

Nota do Blog – A gestão Rosalba Ciarlini (PP) tenta fazer economia de “ponta de lenço”. Os estagiários recebem 80% do salário mínimo e podem passar a receber ainda menos.

A administração pública sabe, com números que a asfixiam mês a mês, que há necessidade de um ajuste fiscal rígido e ousado. O custeio da máquina pública precisa se adequar à receita. Sem atacar os principais problemas como contratos milionários, corrupção, desperdícios e privilégios, continuará mexendo no varejo, que dará resultado prático microscópico e incapaz de aliviar seu déficit mensal.

No caso há, ainda, facetas social e política que precisam ser avaliada. Se não, talvez só adiante, no ano eleitoral de 2020, sejam percebidas. Fica a ponderação desta página.

Veja no link abaixo por que é difícil entender a ‘economia’ que a gestão tenta fazer enxotando centenas de estagiários:

Leia também: Rosalba acerta mais alguns negócios em contratos suspeitos.

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A mão grande de Pezão

Sempre fui apaixonado por títulos/manchetes, herança de anos em trabalho diário no jornalismo impresso, paixão arrebatadora que me mantém vivo até esses dias, há mais de 33 anos no ofício.

Título e foto se juntam num acasalamento perfeito nessa capa do Extra do Rio de Janeiro (Foto: reprodução)

E, de lá, trago uma vivência diferenciada à produção no webjornalismo, onde estou cotidianamente há mais de 12 anos. Todos os dias utilizo elementos do impresso na confecção do material virtual no Blog e em nossas outras plataformas digitais.

Nesse caso, a simbiose de foto com manchete que focaliza prisão do governador carioca, Luiz Fernando Pezão (MDB) – veja AQUI, merece dez com louvor.

Capa do jornal Extra dessa sexta-feira (30).

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Quatro governadores e um destino

Com a prisão do governador Luiz Fernando Pezão (MDB) à manhã desta quinta-feira (29) – veja AQUI, o Rio de Janeiro atinge um “feito” que explica em boa parte sua crise: dos últimos cinco governantes, quatro já foram ou estão presos.

Bote aí na lista Sérgio Cabral Filho (MDB), Rosinha Matheus (PR) e Anthony Garotinho (PRP).

Sérgio segue preso e tem mais de 170 anos (por enquanto) de condenação a cumprir, por corrupção.

O casal Rosinha e Anthony está solto.

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Deputado estadual é condenado por improbidade administrativa

O Ministério Público Federal (MPF) informa que obteve decisão favorável no campo judicial, em desfavor do ex-prefeito de São Miguel (RN) e atual deputado estadual José Galeno Diógenes Torquato (PSD), “Galeno Torquato”. Ele foi reeleito nas eleições deste ano.

Além do político, cinco pessoas e três construtoras também foram condenadas por improbidade administrativa. Mas todos têm direito a recurso.

Galeno tem direito a recurso (Foto: AL)

Galeno, por exemplo, pela sentença em primeiro grau não poderá contratar com o Poder Público por cinco anos e teve os direitos políticos suspensos pelo mesmo período. Também está obrigado a ressarcir erário, em solidariedade, no valor de mais de R$ 24 mil.

Segundo os autos, Em 2010, Galeno e os demais envolvidos participaram de um esquema que desviou recursos públicos destinados à construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Aproximadamente R$ 34 mil (em valores atualizados até 2016) foram recebidos pelo Município de São Miguel, através de um convênio celebrado com o Ministério da Saúde, e deveriam ter sido usados para custear a construção de um posto de saúde.

Galeno Torquato não realizou a licitação pública exigida por lei e repassou parte da verba para uma empresa “escolhida a dedo”, denunciou o MPF do RN. A beneficiada foi a Construser Construção e Serviços de Terraplanagem Ltda, administrada por José Audísio de Morais.

As irregularidades foram descobertas através do trabalho da Corregedoria-Geral da União (CGU).

Condenações e condenados

Paulo Pessoa Freitas, Francisco Barbosa Lima e Alberico Medeiros Martins, sócio-administrador da empresa Constep Construção e Serviços de Terraplanagem, foram condenados a pagar multa civil no valor de R$ 10 mil, não poderão contratar com o Poder Público por cinco anos, e ainda tiveram os direitos políticos suspensos pelo mesmo período.

As construtoras Constep e Aurorense também foram sentenciadas a pagar multas no valor de R$ 10 mil cada, além de impedidas de negociar com o Poder Público por cinco anos. Tanto Antonio Lisboa Sobrinho quanto Galeno Torquato, José Audísio de Morais e a construtora Construser foram condenados a promover o ressarcimento ao erário, em solidariedade, de mais de R$ 24 mil.

Antonio Lisboa também deverá pagar multa civil no valor de R$ 5 mil, enquanto que José Audísio, o ex-prefeito e a Construser foram multados em R$ 20 mil. Os quatro não poderão contratar com o Poder Público por cinco anos e tiveram os direitos políticos suspensos pelo mesmo período.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Prefeito e vereador são soltos mas não reassumem cargos

Lobão e Batata: prisão em agosto (Foto: Web)

Do G1RN e Blog Carlos Santos

O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) concedeu, nesta quarta-feira (10), liberdade ao prefeito de Caicó Robson Araújo (PSDB), mais conhecido como Batata, e também ao vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o Lobão.

Segundo a assessoria de comunicação do TJ, as prisões preventivas dos dois foram substituídas por mediadas cautelares.

Entre as medidas, está a determinação de ambos permanecerem afastados de suas funções por 180 dias.

Ambos e o lobista Edvaldo Pessoa de Farias, o Bola, foram presos no dia 14 de agosto deste ano (veja AQUI), na Operação Tubérculo do Ministério Público do RN (MPRN). Bola cumpriu apenas prisão provisória (cinco dias).

Batata foi denunciado duas vezes pelos crimes de corrupção passiva, dispensa indevida de licitação, corrupção ativa (também duas vezes) e associação criminosa. O vereador responde por corrupção ativa (duas vezes).

Já o lobista, por corrupção passiva, tráfico de influência e associação criminosa. Todos alegam inocência.

Eles estariam envolvido com contratos viciados relacionados à iluminação pública.

Veja AQUI uma série de matérias sobre o assunto.

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Como é fácil desviar milhões na Assembleia Legislativa

A Operação Canastra Real deflagrada dia passado pelo Ministério Público do RN (MPRN) desvendou algo que parece interminável: a corrupção nas entranhas da Assembleia Legislativa do RN. Mais uma vez, uma pessoa de alto cargo de confiança está no centro da rapinagem. E, certamente, com boa retaguarda para delinquir sem medo.

Segundo esclarece o MPRN, a chefe de Gabinete do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Casa Legislativa, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, desviou mais de R$ 2,440 milhões em benefício próprio e provavelmente de terceiros ‘mais influentes’ e poderosos. O esquema estava em atividade desde 2015, início da atual legislatura.

A agência bancária em atividade na própria AL, que já fora envolvida na “Operação Dama de Espadas”, outra vez está em enredo criminoso. Dessa feita, mediante a quebra de sigilo bancário e outras providências, o MPRN o esquema operado mensalmente desde 2015, por Ana Augusta.

Investigados efetuavam saques em sequência, geralmente no mesmo atendimento, sendo que, ao final, o numerário dos vários saques era somado e retirado integralmente. Mesmo tendo aberto contas em uma modalidade que ensejaria uma série de benefícios aos correntistas, diferentemente do padrão, esses servidores optavam por não utilizar qualquer uma vantagem/privilégio.

Todos aderiram a um serviço de controle financeiro que era enviado para o endereço indicado por eles: a residência de Ana Augusta Simas e em um imóvel comercial do advogado Sérgio Augusto Teixeira de Carvalho, parente dela.

Muito dinheiro em espécie

Além disso, a investigação do MPRN aponta que os saques não teriam sido realizados pelos titulares das contas bancárias, mas por meio de uma única pessoa e com determinação uniforme. Ou seja, a quadrilha parecia afinado e segura na operação feita mês a mês, envolvendo altas somas em dinheiro.

O monte de cédulas percorria corredores, elevador, escadarias e salas da AL sem despertar questionamento. O controle interno da Casa, que se jacta de ser rigoroso no “enxugamento de despesas” com pessoal, parece cego a desvios de valores milionários.

Em depoimento ao MPRN, um bancário que trabalhou na agência existente na Assembleia Legislativa confirmou o esquema criminoso. Esse funcionário relatou que nos dias de pagamento da Assembleia, o banco provisionava mais de um R$ 1 milhão, diante da peculiaridade da agência pagar, por meio de saques, os salários em espécie.

Ana controlava tudo

A testemunha disse ao MPRN que Ana Augusta Simas exercia o “controle” sobre o grupo de pessoas investigadas. O somatório dos saques efetuados nas contas dos integrantes do grupo era acondicionado em um envelope e entregue a um deles, provavelmente àquele que era atendido por último e, por vezes, entregue à própria Ana Augusta, que permanecia na agência no momento do atendimento.

O MPRN também aponta, na investigação, a divergência entre as assinaturas de alguns titulares de contas bancárias. Váriasas rubricas têm consideráveis semelhanças com as de Ana Augusta Simas. Em depoimento ao MPRN, já após a deflagração da Operação, os próprios servidores reconheceram que algumas assinaturas não são deles.

Leia também: MP atesta que corrupção na Assembleia Legislativa não para;

Leia tambémMP descobre ‘fantasmas’ na antessala de Ezequiel Ferreira;

Leia tambémAssembleia Legislativa – Casa da rapinagem;

Leia tambémVeja quem são todos os denunciados no Dama de Espadas.

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Casa da Rapinagem

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deve esclarecimentos ao contribuinte.

Como explicar-justificar a toda hora um escândalo de milhões, envolvendo graduados funcionários?

Para que servem seus órgãos de controle interno?

Se o Ministério Público não der flagrante, rapinagem vai seguir até quando?

Francamente!

Leia também: MP descobre ‘fantasmas’ na antessala de Ezequiel Ferreira.

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Recessão democrática

Por Odemirton Filho

Desde o tempo de Atenas, na Grécia antiga, que se busca a democracia como uma forma de participação popular.

Apesar de sua seletividade, pois nem todos os habitantes eram considerados cidadãos, a democracia ateniense foi o início do regime de governo que hoje se adota em vários países.

A democracia é uma forma de participação de todos, sejam homens, mulheres, ricos ou pobres na construção de um Estado.

Há, basicamente, três espécies de democracia: a direta, a indireta e a semidireta.

A democracia direta é aquela na qual os cidadãos, sem intermédio de representantes, discutem e aprovam as leis e encaminham resoluções em favor de toda a coletividade.

Por outro lado, a democracia indireta é aquela que a sociedade delega aos seus representantes a aprovação de leis ou resolução de seus problemas.

Diz-se democracia semidireta aquela na qual os cidadãos têm seus representantes eleitos, mas em algumas questões relevantes decidem diretamente, como no caso de plebiscito, referendo e iniciativa popular.

O art. 1º, parágrafo único, da Constituição Federal brasileira adota a democracia semidireta:  “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Destaque-se que, atualmente, a democracia deliberativa tem sido abraçada por alguns doutrinadores, sendo que, nessa espécie, a sociedade participa de forma mais ativa na tomada de decisões, dentro de determinada esfera pública.

Para se chegar ao que conhecemos foi longo e doloroso o caminho de algumas sociedades hoje democráticas.

O poder, concentrado nas mãos de poucos, era um entrave à participação popular.

Sabe-se que é preciso um limite ao poder e a participação da coletividade é de vital importância para o amadurecimento das instituições e do próprio Estado.

No Brasil, como sabemos, a experiência ditatorial nos despiu de todo e qualquer direito fundamental. Os atos ditatoriais, plasmados em Atos Institucionais, foram amplamente utilizados em desfavor da sociedade.

Não somente no país, mas em boa parte do mundo e, sobretudo, na América Latina, o poder foi centralizado em um grupo que tolhia o livre viver das pessoas.

Após muita luta e sofrimento para restabelecer o direito de manifestação e, principalmente, o direito ao voto, foi conquistado o regime democrático, tendo como sustentáculo uma Constituição.

Agora, em uma guinada, esses valores estão sob ameaça.

Em razão disso, o termo recessão democrática, criado pelo cientista político Larry Diamond, é uma forma de alertar os cidadãos que suas democracias estão a fenecer.

Aquilo que parecia consolidado poderá começar a ruir se a sociedade não entender que a democracia tem que ser constantemente defendida contra qualquer ataque que venha a minar suas bases.

O poder talvez não seja mais assaltado por meio de um golpe de Estado. Há em andamento várias formas de se tomar o poder, usando a própria democracia para surrupiar os valores mais caros à sociedade.

Segundo analistas, o desmonte de direitos sociais, ideias retrógradas, ataques a grupos minoritários, intolerância, incitação à violência, enfraquecimento de sindicatos e de movimentos populares, entre outras atitudes, denotam que a sociedade precisa ficar alerta.

Não se nega que a democracia tem os seus defeitos.

A corrupção, apurada pela operação Lava – Jato, mostrou ao país uma cadeia de mal feitos que incomodam o cidadão de bem e o faz ficar descrente nas Instituições democraticamente constituídas.

Os serviços sociais básicos estão à deriva e o cidadão ver a montanha de impostos que paga ser desviada para fins obscuros.

A retomada do crescimento econômico, como fundamental para fazer a roda da economia girar, parece que ainda irá demanda um bom tempo, pois a expectativa do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está aquém do esperado.

Com isso, estamos com mais de treze milhões de pessoas sem emprego e outra parcela expressiva sobrevivendo de atividades informais.

Vivemos, é certo, uma recessão econômico-social. Não se vislumbra no horizonte mudanças significativas.

Todavia, a recessão democrática de direitos e valores que conquistamos ao longo do tempo parece evidente.

Nas palavras de Daniel Sarmento e Madeira Pontes: “a eleição de um presidente com ideias e projetos radicalmente contrários à democracia traduz perigo muito maior para a sobrevivência da empreitada democrática do que a mera aceitação da presença de um partido autoritário na cena política”.

Assim, não podemos coadunar com qualquer espécie de conduta que queira desestabilizar à democracia e suprimir direitos fundamentais.

É através dela, democracia, e de nossas Instituições, que devemos buscar a solução para o caos que estamos vivendo. Não podemos transigir os nossos direitos, eles são irrenunciáveis e inegociáveis.

Teremos, novamente, a singular oportunidade de escolher os nossos representantes para o Executivo e para o Legislativo. Vejamos os candidatos que defendam à democracia e que não tenham a mácula da corrupção.

É imprescindível que os candidatos abandonem a retórica e a demagogia de sempre e apresentem, de forma concreta, propostas para a educação, saúde e segurança, os principais problemas nacionais.

E que apontem, com clareza, de onde virão os recursos para se promover os investimentos que essas áreas exigem.

É certo que reformas precisam ser feitas, todavia é preciso saber equacionar o problema a fim de não penalizar, ainda mais, a sociedade brasileira e, principalmente, que se preserve o Estado Democrático de Direito.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

“Fantástico” denuncia esquema de fraudes com terceirizadas

Terceirizada relatou esquema (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)

Empresas terceirizadas são usadas como cabide de emprego. Pagando propina ou com licitações fraudadas, órgãos públicos contratam essas empresas para atuar em serviços em áreas como saúde, segurança ou limpeza.

Em vez de escolherem os funcionários levando em conta a sua qualificação, o que vale mesmo é o famoso QI: quem indica. Prefeitos, secretários e vereadores são os donos das vagas e indicam quem eles bem entendem: cabos eleitorais, parentes e amigos.

Quem paga a conta? Os cofres dos municípios. Um tipo de corrupção que se espalhou pelo Brasil.

Veja matéria completa veiculada no programa “Fantástico” da Rede Globo, veiculada nesse domingo (17), clicando AQUI.

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Filé de rato

Por François Silvestre

Somos todos honestos fugindo dos ladrões? Ou pode também ser o contrário? Onde reside o endereço da fuga? Em que lugar dessa terra dá pra se armar uma tenda sem endereço, fugindo de notificações, intimações, citações.

Na sombra dos holofotes?

Num sopé de gruta, com pedras listadas de cinza, restos de maravalha, galhos de trapiá, piado de morcegos, cheiro de saudade, afago da solidão, barulho suave do escorrer dos restos da última neblina, escavado nas folhas secas da jitirana de um calango assustado, passos de feirantes tristes, vindos de uma feira de misérias.

A cangalha abandonada num banco de perna quebrada, restos de arreios guardados numa brecha da soleira, o trinado do cancão avisando que vai furtar e esconder no ninho; o sol se pondo escondido no fim da tarde cansada.

Em vez do jumento ruço, uma motocicleta sem registro. Em vez do roçado de milho, uma carroça de vender água. O rádio de pilha encostado enfeita um baú de couro. A televisão recebida por pagamento de conta antiga, nos tempos de uma bodega, traz o mundo até olhos e ouvidos.

Na manhã do antigo cuscuz com queijo de coalho, agora pão francês dormido com Coca-cola. Já emprestou dinheiro a juros, nos tempos de agiotagem entre pequenos. Já comprou produtos de furtos e passou alguns dias na cadeia. Precisou mudar de morada, distante da antiga cidade.

Joga no bicho toda semana, na loto, mega-sena e no baú de Silvio Santos. Mudou de lugar, mas não de vontades. Ainda sonha em ser rico. Batizado Leôncio, apelidado Filé de Rato.

Deu um agrado ao soldado que pediu os documentos da moto. Foi-se a grana de uma quinzena. Na garupa, montou um pequeno engradado onde encaixa vários garrafões, desses de vinte litros, e sai pela madrugada a furtar água de caixas ou reservatórios próximos das estradas.

Leva uma mangueira grossa adaptada ao motor da motocicleta que serve de bomba de sucção. Enfia a mangueira na caixa e de lá traz a água para os garrafões. Se uma galinha ou guiné cochilar, vai junto.

Pela manhã, sai vendendo. “Olha a água mineral mais barata do lugar”.

Após a ceia, de arroz com galinha furtada, senta-se em frente à tevê e assiste aos jornais do dia. Sempre tem vizinhos, além dos dois filhos que lhe restam, pois os outros se mandaram, a terceira ou quarta mulher, todos de olhos fixos na tela.

Só ele fala, apontando para a televisão e repetindo: “Só tem ladrão nesse país. E tudo solto. Olha a ruma de dinheiro qui esse fi duma égua guardou em casa”.

Cada um que aparecia no noticiário merecia um monte de impropérios que Filé de Rato soltava, cobrando honestidade dos políticos. “Precisa acabar essa ladroagem”.

E pensando só com os botões, sussurra para si mesmo: “Bicho burro. Tão fácil de esconder. ah! Se fosse cumigo”! Té mais.

François Silvestre é escritor

Bastidores do Cidade Junina (MCJ) 2018 começam a feder

Bastidores da licitação do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2018 estão fervendo.

Pode tapar o nariz, mas muitos preferem mesmo é fazer vista grossa.

O Pregão nº 08/2018 (veja AQUI) suspenso na última sexta-feira (11) irá resultar na contratação de empresas que prestarão serviço na montagem, manutenção e desmontagem de estruturas, sonorização, iluminação e decoração do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2018.

Na própria ata do certame houve formulação de denúncias gravíssimas por parte de um dos concorrentes, ponto de partida para quem quiser apurar – por dever de ofício – os subterrâneos do caso.

Traremos mais detalhes amiúdes.

Aguarde, por favor.

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Após reassumir mandato, Raniere quer mudar de partido

Do Blog Heitor Gregório e Blog Carlos Santos

O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Raniere Barbosa, ingressou com o pedido de liberação junto ao PDT para deixar a legenda.

Presidido no Estado pelo prefeito de Natal, Carlos Eduardo, o partido deverá se posicionar em alguns dias.

Instabilidade política

Ele foi catapultado do mandato e da presidência com a “Operação Cidade Luz” (veja AQUI), mas com apoio da maioria dos seus pares retornou ao cargo (veja AQUI), em decisão assegurada adiante pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) – veja AQUI.

Antes do episódio, em que é acusado de corrupção na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal (SEMSUR), da Prefeitura do Natal, Barbosa desenvolvia acelerado projeto à disputa de vaga à Assembleia Legislativa.

A marcha foi retomada. No dia 23 de novembro, ele reassumiu o mandato e a presidência, que estava em mãos do vice Ney Júnior (PSD).

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O atualíssimo “Justo Veríssimo”

Nesses tempos de corrupção em escala industrial, não custa lembrar o personagem “Justo Veríssimo”, criação do genial humorista cearense Chico Anysio.

Apesar de falecido há alguns anos, seu personagem ainda vive e depois de tantos anos continua atualíssimo.

Ele faz uma paródia realista do temos hoje.

Infelizmente!

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Todos os poderes da Odebrecht

Por Carlos Duarte

As delações da Odebrecht expõem, ainda mais, sem qualquer pudor, o modus operandi da corrupção no submundo do crime organizado – que congrega uma elite de políticos, gestores públicos, partidos políticos e empresários. Por enquanto, os membros das quadrilhas, vinculados ao Poder Judiciário, estão sendo preservados, como estratégia para não enfraquecer as investigações ora em andamento.

“Há bandidos escondidos atrás da toga”…e, “muita coisa virá à tona”, é o que afirma a ex-ministra aposentada do STJ e ex-corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon.

Em entrevista à Folha de São Paulo, ela enfatiza que os políticos corruptos nunca temeram a Justiça e o Ministério Público. “O que eles temem é a opinião pública e a mídia”, completa.

Ou seja, o Poder Judiciário também é parceiro no esquema de corrupção que está sendo investigado pela Lava Jato. Por sua vez, o Congresso Nacional já toma providências no sentido de que não haja punição dos parlamentares e políticos ora envolvidos.

Vão encontrar uma solução política para aliviá-los do pior. É aí que irão inibir a parte sadia do Ministério Público e da Justiça, aprovando a lei do abuso de autoridades, entre outras. Resumo da ópera: grandes possibilidades de um “acordão”.

Enquanto isso, aqui no RN, “Bonitão” (governador Robinson Faria), “Bonitinho” (deputado Fábio Faria), “Lento” (senador Garibaldi Alves), “Pino” (senador Agripino Maia), e “Carrossel” (Rosalba Ciarlini), além de Henrique Alves (“Henriquinho”), Wilma de Faria (“Cobra”) e outros denunciados, buscam desculpas para justificarem os seus supostos envolvimentos no esquema de corrupção.

O governo de “Bonitão” não está nada bonito e o RN se aprofunda no caos, principalmente da segurança pública e da saúde.

Em Mossoró, o “Carrossel” gira e volta ao ponto inicial e inercial: nada o que mostrar, em mais de cem dias de governo. Apenas o engodo de sempre, que todos já tinham conhecimento e que a grande maioria dos eleitores pagou para vê-lo novamente.

SECOS & MOLHADOS

Violência – No Rio Grande do Norte, o número de homicídios para este mês de abril, até o momento, está 85% maior, em comparação com igual período de 2016. As estatísticas do Observatório da Violência Letal e Intencional do RN (Obvio) apontam que o número de homicídios no estado já atingiu a marca de 700 (na última quinta-feira, dia 13/04). No acumulado do ano, isso significa um aumento de 30,5%. Nesse ínterim, Mossoró já contabiliza 72 homicídios e responde por mais de 10% desse tipo de crime em todo o estado. Isso é assustador!

Projeto – O Sebrae do RN, em parceria com os principais grupos empresariais do setor de energia eólica, instalados no Rio Grande do Norte, vai investir cerca de R$ 8,5 milhões em ações de capacitações, acessos a mercados, assessoria técnica e empreendedorismo para pequenos produtores. A ideia do projeto é fomentar negócios economicamente rentáveis que busquem soluções para os problemas sociais e ambientais de comunidades produtoras.

Veículos – Enquanto o mercado de carros novos no RN aponta queda de 5,31%, em fevereiro, o mercado de carros usados aumenta 23,27% – em comparação com igual período de 2016. São os efeitos da crise. Com as garantias de fábricas estendidas, o mercado de seminovos não está mais segmentado por classes sociais.

Faturamento – A Odebrecht movimentou R$ 10,6 bilhões, de 2006 a 2014. Mas, esse valor representa, apenas, 0,5% a 2% do faturamento da empresa, no período. Por outra via, os valores ilegais estimados de superfaturamentos de licitações públicas chegam à casa dos 30%. O grupo chegou a faturar R$ 100 bilhões, por ano, em média. Sem dúvida, um grande “negócio”.

Cachaça – De acordo com ex-diretor executivo da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, os pagamentos de propinas só aconteciam de terças a quintas-feiras. O pagamento fora desse cronograma só era autorizado em caso de “emergência” (?). O motivo: “cachaça de final de semana”. Era mesmo uma grande farra. Inacreditável!

Loterias – O governo Michel Termer pretende reforçar o caixa do Tesouro Nacional com a privatização de jogos e loterias. Atualmente, o setor é um monopólio da Caixa Econômica Federal e arrecada cerca de R$ 6 bilhões em impostos. A projeção é dobrar para R$ 12 bilhões, com a iniciativa privada. Inicialmente, o governo federal pretende dividir o conjunto de loterias em duas empresas, que serão leiloadas: a Lotex (loterias instantâneas, como a raspadinha) e a “SportingBeting” (loteria de apostas no time que vai ganhar, placar do jogo – tudo feito pela internet).

Preocupação – O novo modelo de loterias, que o governo federal pretende implantar, permite que as apostas possam ser feitas por smartphones. Isso vem causando preocupação de perda de clientes do setor de lotéricos. A migração para a plataforma online põe em risco cerca de 13 mil pontos de casas lotéricas no País, que, juntas, empregam mais de 200 mil pessoas.

Proposta – O relatório da reforma trabalhista, que tramita no Congresso Nacional, prevê extinção de contrato de trabalho com pagamento da metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo FGTS, se houver consenso entre as partes. Também, prevê que o trabalhador poderá sacar até 80% do saldo de sua conta do FGTS. Nesse caso, perderá o direito ao seguro desemprego.

Veja a coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa.

João Maia vê fraqueza de delator que o acusa de corrupto

O ex-deputado federal João Maia (PR) resolveu se manifestar sobre reportagem que o aponta como suposto beneficiário de propinas, em delação premiada do seu sobrinho e ex-dirigente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Rio Grande do Norte, engenheiro Gledson Golbery de Araújo Maia.

Na postagem (veja AQUI), foi assinalado que ele não se pronunciaria. Mas ele retrocedeu em face da grande repercussão da matéria e emitiu nota sobre o assunto.

Leia abaixo:

A imprensa divulgou nesta terça-feira (04) notícia sobre delação premiada do Sr. Gledson Golbery de Araújo Maia, ex-chefe do serviço de engenharia do DNIT no Rio Grande do Norte, na qual eu sou acusado de ter sido favorecido por irregularidades cometidas naquele órgão.

O processo tramita em segredo de Justiça, e por isso ainda não tive acesso aos autos e ao conteúdo da delação, providência essa que os meus advogados já requereram e que aguarda deferimento para que eu, conhecendo de que sou acusado, possa me defender.

Confio plenamente no Poder Judiciário, e tenho a mais firme convicção de que as investigações irão distinguir a mentira da verdade, e ao final demonstrar que são acusações infundadas de quem busca culpados para as suas próprias fraquezas.

João da Silva Maia

Ex-deputado federal e Presidente Estadual do PR

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