O partido Democratas formalizará uma representação junto à Procuradoria-Geral Eleitoral, para apurar possíveis irregularidades na formação do PSD. Toma como base ao procedimento, reportagem na imprensa.
Denúncia publicada na Folha de S. Paulo de hoje (4) indica a ocorrência de grave irregularidade na formação dos diretórios municipais do Partido Social Democrático (PSD) em pelo menos três estados da federação, em prática que, muito provavelmente, se repete em todo o país. O Rio Grande do Norte é um deles.
O fato de as atas das reuniões partidárias municipais do PSD apresentarem a mesma estrutura, a mesmíssima redação, contendo até mesmo as mesmas manifestações dos líderes municipais caracteriza, no mínimo, forte indício de que os documentos em questão não correspondem à verdade dos fatos.
A inserção de dados falsos em documentos encaminhados à Justiça Eleitoral caracteriza o crime de falsidade ideológica, previsto no art. 350 do Código Eleitoral: Art. 350. Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais.
Com informações do DEM Nacional
P.S – O município de Afonso Bezerra aparece com ata relativa à formação do PSD, com mesmo enunciado e até erros de português, que outro município em Goiás, numa espécie de clonagem.
Festa com duplo foco em Pau dos Ferros, definida para o próximo sábado (6).
Prefeito Leonardo Rego (DEM) aniversaria e o Partido Democratas realiza convenção municipal, no Éden Clube.
Tudo começará ao meio-dia.
A expectativa é de participação da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), senador José Agripino (DEM), deputados estaduais, prefeitos e vereadores da região.
O DEM do Rio Grande do Norte vive uma estranha performance no poder.
Apesar de estar no topo, com o Governo do Estado, praticamente não agregou adesões nesse espaço de tempo.
Enquanto isso, PMDB, meio oposição, meio governo, bem a seu estilo híbrido, serpenteia pelo interior. O vice-governador Robinson Faria (PMN), em vias de transferência para o PSD, é o mais dinâmico no reforço de capital político.
Na própria Assembleia Legislativa, a esperada dilatação de força do governo, com ampla maioria, não aconteceu. Tem muito deputado ressabiado no próprio governismo e outros que na oposição não viram motivos para giro de 180 graus.
O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) marcha para ser a grande aposta do governismo estadual na sucessão de Natal. Existem alguns motivos que fortalecem essa tendência.
Primeiramente, porque ele tem revelado fôlego para abrir caminho com os próprios esforços.
Em segundo plano, porque o DEM da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não vê consistência numa hipotética tentativa de reeleição da prefeita Micarla de Sousa (PV).
Anote-se ainda, que o próprio partido não tem um quadro forte para enfrentar nomes com maior robustez, como o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB).
Os líderes estaduais do DEM encomendaram e até hoje folheiam, perscrutam e esmiuçam, um volumoso documento de pesquisa realizada pelo Instituto Ipespe (de Pernambuco) sobre administração pública e sucessão em Mossoró.
Essa pesquisa tem sido manuseada por poucas pessoas e é, certamente, o mais detalhado trabalho científico no campo da sociologia política, que foi realizado nos últimos tempos, tendo Mossoró como área de sondagem.
A avaliação – datada de março último – indagou até sobre o comportamento do eleitor diante da opção sexual de supostos pré-candidatos.
Tem gente que não cresce, mesmo com “muito dinheiro”, estrutura pública e oferendas à Iemanjá.
Houve profundo mergulho na identificação de fatores de rejeição, predileção e capacidade de crescimento de cada nome.
Também mediu e diagnosticou pontos nevrálgicos da administração da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.
Essa pesquisa diz muito.
O DEM sabe que pode vencer as eleições outra vez em Mossoró. Tem à mão a chave, o caminho.
Resta saber se as divergências internas, vaidades e interesses escusos vão permitir seguir a “rota”.
P.S – O Blog obteve alguns dados muito interessantes, mas não tem autorização para revelá-los. Serve para nortearnos na própria compreensão do cenário.
A vice-prefeita mossoroense, Ruth Ciarlini (DEM), teve um estresse recente com o gerente de Comunicação da Prefeitura de Mossoró, contabilista Ivanaldo Fernandes.
O centro da questão é a sua tese de que a estaria isolada na administração, com o governo favorecendo à vereadora Cláudia Regina (DEM), pré-candidata à prefeitura.
Ruth sonha em ser candidata.
Para que isso ocorra, a prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, precisa renunciar ao cargo.
Eis a questão.
Nota do Blog – Du-vi-dê-ó-dó que o líder governista Gustavo Rosado (DEM), prefeito de fato, vá empurrar sua irmã Fafá para essa decisão.
“Com Leonardo eu ainda converso. Com Fafá não sai nada. Com Gustavo eu sei que ele quer o meu lugar.”
Comentário do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), em tom de reflexão, diante de uma privilegiada interlocutora, há poucos meses.
Referia-se ao deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM); a prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), além do chefe de Gabinete da Prefeitura de Mossoró, Gustavo Rosado (PV) – que teoricamente seriam seus liderados políticos.
O DEM ferve em Mossoró. Como prefixo, a sigla ganha a corruptela de “demo”, ou seja, “demônio”, gente de comportamento “turbulento”, segundo seus detratores proclamam.
Na política mossoroense é um caldeirão perto de transbordar. Caudaloso. A temperatura é vulcânica. O jogo de poder, vaidades, ressentimentos e “altos” interesses econômicos dão combustão maior às intrigas e cotoveladas nos seus bastidores.
O ambiente interno, no momento, parece de difícil coabitação. Mas todos procuram disfarçar bem as animosidades, porque há consenso quanto a um ponto, não obstante as divergências: dividido, o grupo governista pode ser presa fácil aos adversários.
O DEM está mesmo rachado. O que antes era uma peça monolítica e sólida, sob o comando onipotente do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), hoje é um corpo trincado. “Ravengar” (apelido que o ex-deputado adotou) não é mais unanimidade.
Carlos e sua mulher, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), querem que a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) seja a candidata à Prefeitura de Mossoró, à sucessão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”. Para isso, esboçam uma engenharia que além de esdrúxula, é depreciativa da própria política e suas instituições de Estado.
A aposta é que Fafá denuncie ao cargo, para habilitar legalmente Ruth, irmã de Rosalba, à disputa, sem problemas quanto à legislação que trata de casos de inelegibilidade. Para compensar o “sacrifício” da prima prefeita, Carlos a colocaria no Tribunal de Contas do Estado (TCE), na condição de conselheira. Cargo vitalício.
Um “plus” é garantir a reeleição do marido de Fafá para deputado estadual em 2014, médico Leonardo Nogueira (DEM) e “espaços” de sua facção no próprio governo municipal de Ruth.
Mas tem uma pedra no meio do caminho, há uma pedra – também Rosado – no meio do caminho dessa arrumação canhestra.
Gustavo aproveita instabilidade do Governo Rosalba e monta estratégia para ampliar seu poder
Prefeito de fato de Mossoró, o agitador cultural Gustavo Rosado, que sequer é do DEM, mas sim do PV, afasta peremptoriamente essa hipótese. E já tem debaixo do braço um “Plano B”. Seu nome à prefeitura, em substituição à irmã, de quem é chefe de Gabinete, é o da vereadora Cláudia Regina (DEM).
– Fafá fica na Prefeitura de Mossoró até o dia 31 de dezembro de 2012 – afirma ele para qualquer interlocutor próximo. Marca posição clara quanto ao pleno cumprimento do mandato de sua irmã.
A princípio, Gustavo investiu todas as fichas na postulação do professor Chico Carlos (PV), uma espécie de ideólogo do próprio governo, titular da pasta da Cidadania. Não vingou. Apesar de todos os aditivos de marketing político, ele não saiu do chão.
Cláudia não é digerida por Carlos e Rosalba. Mas é um nome menos ruim do que o de Chico, aos olhos do casal. Mesmo assim, recheado de restrições de passado e para o futuro, além de relativa autonomia que demonstra. E o fato de ser uma preferência de Gustavo, não aplaca esses senões. É agravante.
Voz ativa
Ela é historicamente ligada ao senador José Agripino (DEM). Fez parte de administração municipal de Rosalba, por indicação dele. Está no primeiro mandato eletivo, conquistado em faixa própria, como um nome de “José” e não de Carlos e Rosalba.
Com sacrifícios político-pessoais assumidos na Câmara de Vereadores, em que foi líder de bancada do governo, Cláudia credenciou-se à confiança de Gustavo e ao apoio de Fátima Rosado.
Cláudia: nome viável
Eleita prefeita, os seus compromissos basilares estarão, logicamente, atrelados ao próprio Gustavo e por extensão a José Agripino. Carlos e Rosalba sabem disso. Os dois tiveram participação distanciada nas gestões de Fafá e estão conscientes que não serão voz ativa num eventual governo de Cláudia.
A robustez de Gustavo, a ponto de partir à imposição de Cláudia, não é apenas pela sua natureza beligerante e o fato de comandar um orçamento que só este ano deve chegar a R$ 500 milhões. Há um aditivo à sua força.
É reflexo, principalmente, da fragilização do Governo Rosalba Ciarlini (DEM). Se Rosalba estivesse com aceitação nas alturas, o enredo seria outro.
Submerso em greves, sem nada para mostrar e acuado por diversos problemas administrativos, o governo estadual está politicamente descapitalizado para se impor. De forma inversamente proporcional, o governo municipal tem reduzido sobremodo seu desgaste e rejeição. Aí engrossa a voz.
Mesmo com esse cenário de instabilidade, o todo-poderoso Carlos Augusto Rosado ainda tem muita “bala”. O DEM, por exemplo, é amplamente comandado por ele. Sem a disposição de oferecer a legenda para Cláudia, ela não poderá ser candidata por outro partido, sob pena de ser punida por infidelidade partidária.
Até o final de setembro deste ano é imprescindível que Cláudia tenha a garantia de que será candidata. Se Carlos e Rosalba não abraçarem sua “causa”, não terá como concorrer por outro partido. A menos que se arrisque à migração partidária. O DEM, se isso ocorrer, pode pleitear sua cassação.
Ousadia
Sempre interessado em se impor como nova liderança dentro e fora da família, Gustavo investe em Cláudia por uma questão pragmática: ela é viável. Não é uma predileção. As pesquisas constantes que são feitas mostram que a vereadora é capaz de crescer e vencer sobretudo a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), concorrente visível.
Rosalba e Carlos: na pressão (Robson Pires)
A aposta é que Cláudia seja eleita, além de ter Chico Carlos desembarcando na Câmara Municipal para presidir essa Casa. Os dois poderes, indiretamente, sob seu bastão. Como já aconteceu num passado não muito remoto, com Carlos Augusto Rosado.
Como Carlos Augusto vai reagir a essa situação inusitada, no papel de líder político do seu grupo, é uma incógnita. Perturbadora, que se diga.
Existem algumas conjecturas a serem feitas. Contudo serão o centro de outras matérias analítico-informativo-opinativas deste Blog, mais adiante.
O diretório do Democratas em Natal realizará no próximo sábado (16) a convenção municipal para a escolha dos novos dirigentes do DEM na capital potiguar.
O evento ocorrerá na sede do partido (Av. Amintas Barros 4488, em Morro Branco) a partir das 10h e será uma convenção cartorial.
O presidente nacional da legenda, senador José Agripino, que também comanda o diretório estadual, confirmou presença no evento e afirmou que a grande festa do Democratas no Rio Grande do Norte acontecerá durante a convenção estadual (programada para o dia 20 de agosto).
O deputado Hermano Moraes (PMDB) ganha incentivo do deputado federal Henrique Alves (PMDB) para ser candidato a prefeito do Natal;
O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) tem o mesmo sonho e não para de percorrer ruas, avenidas, vielas, praias, favelas da cidade vendendo ideia de uma nova Natal;
Carlos Eduardo Alves (PDT), ex-vice-prefeito e ex-prefeito, é candidatíssimo e anda todo prosa como um “prefeito em férias”;
A ex-prefeita (três vezes) e ex-governadora (duas) Wilma de Faria (PSB) enxerga a volta à Prefeitura do Natal como um atalho para outros santos. Um bom recomeço;
Micarla de Sousa (PV), atual prefeita, ainda procura o “ponto G” de sua gestão. Anda em círculos e não sabe sequer se será ou não candidata à reeleição;
PT e DEM, antagônicos, precisam apresentar nomes viáveis. Quem?
Até 2012, essa caldeirada vai ganhando formas e sabores.
A vereadora Cláudia Regina (DEM), que aspira ser candidata à Prefeitura de Mossoró, deve definir se vai tentar a reeleição à Câmara Municipal ou concorrer à sucessão da prefeita Fátima Rosado (DEM).
Não se trata apenas de uma vontade pessoal. Seu rumo está interligado a vários fatores, enroscado com diversos ingredientes e imerso em muitas condicionantes.
Ela pode ser candidata ungida pelo grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Pode receber o apoio da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM).
Porém é provável que não ocorra nem uma coisa nem outra.
E aí? Qual sua posição a partir de um possível veto?
O tempo urge e ruge.
Se passar de setembro, só poderá ser candidata pelo DEM. O que é muito pouco provável.
Percebendo que será outra vez escanteada, terá que fazer outra opção partidária, sujeita as intempéries da mudança de rumo.
Terá coragem de sair à disputa em faixa própria?
Ousará, buscando o apoio de forças de oposição e setores que tradicionalmente estão alheios à disputa familiar entre Rosado e Rosado?
Ou ela recuará do intento de ser candiata a prefeito, mais uma vez, para se conformar na corrida por outra temporada na Câmara de Vereadores?
Em todas as pesquisas publicadas até o momento, Cláudia aparece com melhor média entre os pré-candidatos governistas.
Entretanto tem defeitos inaceitáveis às forças oligárquicas: pensa, tem autonomia pessoal e luz própria.