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TRE/RN passa a ter dois novos procuradores regionais eleitorais

Victor Mariz e Fernando Rocha são os dois novos nomes (Fotomontagem do BSV)
Victor Mariz e Fernando Rocha são os dois novos nomes (Fotomontagem do BSV)

Os procuradores da República Fernando Rocha e Victor Mariz são os novos procuradores regionais eleitorais no Rio Grande do Norte, titular e substituto, respectivamente. Os dois foram designados pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, na última semana e cumprirão um mandato de dois anos, iniciado em 1º de novembro.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) atua junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e aos promotores eleitorais espalhados por todo o Rio Grande do Norte. Os dois procuradores designados irão exercer o cargo, inclusive, durante as eleições de 2026, atuando na fiscalização de todas as etapas do pleito, desde o registro de candidaturas até a diplomação dos eleitos.

Os membros do Ministério Público Eleitoral podem iniciar ações judiciais para investigar e punir irregularidades, pedir a cassação de registros ou diplomas de candidatos, além de atuar em casos de inelegibilidade. Extrajudicialmente, podem expedir recomendações, fomentar acordos, divulgar orientações, entre outras iniciativas que independam da Justiça Eleitoral.

Nas zonas eleitorais, essas funções são exercidas pelos promotores de Justiça – vinculados ao Ministério Público do Estado (MPRN) -, que atuam na primeira instância. Já em nível nacional é o PGR que exerce a função de procurador-geral eleitoral (PGE) e, em parceria com o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, atua perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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MPF quer seguir o dinheiro das ‘emendas PIX’ em prefeituras

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa do portal TS

Ministério Público Federal (MPF) iniciou o envio, aos prefeitos do Rio Grande do Norte, de uma recomendação para que providenciem, até o fim deste ano, a prestação de contas de todos os recursos utilizados em 2024 por meio da plataforma Transferegov.br. O objetivo principal é garantir a transparência e a eficácia na aplicação das verbas das chamadas ‘emendas PIX’.

O documento requer, ainda, o fornecimento imediato dos dados das contas bancárias específicas abertas para a movimentação dos recursos dessas emendas, bem como as informações detalhadas sobre o valor total recebido e a destinação prevista.

As recomendações são expedidas por diversos procuradores da República e a iniciativa, no estado, é orientada pelo coordenador do Núcleo de Combate à Corrupção (NCC) do MPF no Rio Grande do Norte, Fernando Rocha. Alguns municípios já receberam o documento e outros devem receber nos próximos dias. Medidas semelhantes estão sendo adotadas por todo o Brasil.

Após receberem os pedidos, os prefeitos terão dez dias para informar se acatam ou recusam as solicitações do MPF. Em caso de descumprimento, os procuradores poderão adotar medidas extrajudiciais ou mesmo ingressar com ações judiciais contra os gestores.

Polêmica – A Emenda Constitucional nº 105/2019 instituiu as ‘emendas PIX’, permitindo a transferência direta de recursos federais a estados e municípios, sem a exigência de convênios formais. Para o MPF, isso reforça a necessidade de mecanismos de controle do uso dessas verbas.

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Ação tenta anular nomeação de Ludimilla de Oliveira

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública (ACP) para anular a nomeação da atual reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira. Ela foi nomeada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, mesmo ficando em terceiro lugar na eleição. A prática de não seguir a escolha da comunidade acadêmica – com critérios políticos de natureza privada – já se repetiu em outras nove universidades federais brasileiras.

Em rápida estada em Mossoró, 21 de agosto, Bolsonaro avisou à Ludimilla sobre nomeação àquele dia (Foto: Blog do Barreto)

O MPF pede, também, a nomeação do professor Rodrigo Codes, vencedor do pleito.

Os procuradores da República Camões Boaventura, Emanuel Ferreira e Fernando Rocha, autores da ação, destacam que o presidente Jair Bolsonaro estabeleceu como condição para nomeação a não filiação partidária a partido político alvo da operação Lava Jato. Para eles, esse critério é “exclusivamente ideológico e não atende ao interesse público, pois pautado em aspecto meramente pessoal. Além disso, tal condição demonstra um falso motivo, pois o primeiro colocado na consulta, Rodrigo Codes, não apresenta qualquer filiação partidária”.

Dessa forma, o presidente da República agiu com desvio de finalidade e violou os princípios da moralidade e impessoalidade.

Inconstitucional

Para os representantes do MPF, a nomeação de candidato que não venceu a eleição é também inconstitucional. Apesar de a Lei 9.192/1995 afirmar que o presidente da República pode nomear para reitor e vice-reitor de universidade federal os professores entre os três mais votados, a legislação deve ser interpretada de acordo com a Constituição Federal (CF/88), que confere “autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial” às universidades (art. 207).

O MPF considera “a indicação de qualquer nome da lista que não seja a do primeiro colocado tem por finalidade fragilizar a autonomia universitária ou o regime democrático, sendo uma indicação inconstitucional”. A nomeação ofende também o artigo 206 da CF/88, que prega a liberdade e gestão democrática do ensino público.

A ACP tramitará na Justiça Federal no RN sob o n° 0801245-53.4.05.8401.

Denunciação caluniosa

O MPF/RN arquivou representação da reitora Ludimilla de Oliveira, sobre aluna que se manifestou contra sua nomeação. Ludimilla foi nomeada pelo presidente da República mesmo tendo ficado em terceiro lugar na eleição interna.

A reitora, agora, irá responder a uma ação penal por denunciação caluniosa contra a estudante Ana Flávia Lira (veja AQUI).

Conheça AQUI o perfil de Ludimilla.

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MPF e MPRN cobram regulação de leitos em Natal

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) expediram nova recomendação, nesta sexta-feira (26), para que a Prefeitura de Natal cumpra o sistema regulatório de leitos estabelecido no estado, por meio da plataforma Regula-RN. A não atualização do sistema pela capital potiguar dificulta o fluxo de admissão de pacientes para tratamento da covid-19.

Álvaro antecipou o que faria (Foto: G1RN)

De acordo com a recomendação, a prefeitura, Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e diretorias das unidades de saúde de Natal devem atualizar, na plataforma RegulaRN, as informações sobre número de leitos disponíveis para covid-19 e os bloqueados, classificando-os em UTI, Semi-intensivo e Enfermaria/retaguarda, assim como a quantidade de respiradores em funcionamento, quebrados e em manutenção.

O sistema regulatório foi adotado com sucesso pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP) e demais municípios, a partir de recomendação encaminhada a todos em 22 de abril.

Violações

“Se não fosse esse sistema de regulação, que foi implementado no RN de forma célere e inédita, a situação da pandemia no estado estaria muito mais grave”, defendeu o procurador da República Fernando Rocha.

O Ministério Público destaca que, ao burlar a regulação, os gestores municipais incorrem em ato de improbidade administrativa, por ofensa aos princípios da isonomia e impessoalidade (art. 11 da Lei 8.429/92). A conduta também gera violações eleitorais, como a vedação ao favorecimento particular em ano eleitoral (art. 73 da Lei 9.504/97) e abuso do poder político (Lei Complementar 64/90).

Nota do Blog – O prefeito Álvaro Dias (PSDB) já deu entrevista dizendo, claramente, que a estrutura de saúde pública do Natal estava solapada por atender pacientes oriundos de outros municípios. Deixou claro que iria trabalhar numa faixa própria de atendimento, dissociada dos próprios princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS): Universalidade, Integralidade, Participação Popular, Controle Social, Equidade. A recomendação é clara.

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Fiscaliza-RN tenta evitar desvio de recursos da Covid-19

O Ministério Público Federal (MPF) e o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) reforçam que os municípios do Rio Grande do Norte devem indicar um ou mais representantes para a capacitação de uso da plataforma Fiscaliza-RN. Essa capacitação começou nessa segunda-feira (8). Dúvidas podem ser esclarecidas com a assessoria de comunicação do LAIS, pelo WhatsApp (84) 9 9984-8190.

A ferramenta possibilita o acompanhamento da execução dos recursos empregados no combate à covid-19 por inteligência artificial e conta com espaço para denúncia de eventuais irregularidades.

O objetivo é evitar possíveis desvios, superfaturamentos ou destinação irregular dos recursos. De acordo com a recomendação do MPF, além da obrigação de prestações de contas já existente, os gestores estaduais e municipais devem apresentar as contas de recursos, insumos e equipamentos originários do Fundo Nacional de Saúde e Casa Civil na Fiscaliza-RN, assim que sejam empregados no combate à pandemia.

Bilhões

A plataforma começará a ser utilizada justamente em um momento de crise e que o Governo Federal, por meio do Fundo de Nacional de Saúde, deverá liberar para estados e municípios do país mais de R$ 7 bilhões para o enfrentamento da covid-19. Desde montante, mais de R$ 2 bilhões serão destinados à região Nordeste, sendo que cerca de R$ 130 milhões para o estado do Rio Grande do Norte e seus municípios.

O procurador da República Fernando Rocha destaca que a Fiscaliza-RN “atende às especificações legais e de eficiência do controle dos gastos públicos com o enfrentamento da covid-19, e é fundamental para que esse órgão ministerial e a sociedade possam acompanhar a destinação desses recursos, insumos e equipamentos.”

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‘Live’ tratará de combate à Covid-19 e a legislação eleitoral

A Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seccional do RN, e o Instituto Potiguar de Direito Eleitoral (IPDE) realizam nesta quinta-feira (30/04/2020), às 19h, live com transmissão pelo instagram @cristianobarrosadv, onde será debatido o tema “Os limites do agente público nas ações de combate ao coronavírus e suas consequências sociais sob a ótica da Legislação Eleitoral”.

O debate será mediado pelo advogado potiguar Cristiano Barros, – Presidente do IPDE e Membro da Comissão Especial de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB.

Terá como debatedores Carlos Eduardo Frazão – sócio fundador da Carlos Eduardo Frazão Advocacia, diretor jurídico da Presidência do Senado e consultor legislativo da Câmara dos Deputados e Fernando Rocha de Andrade – procurador da República, coordenador do Núcleo de Combate à Corrupção e especialista em ciências criminais pela Universidade de Anhanguera.

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MPE recorre para punir deputados e ex-deputados estaduais

Rocha: punição (Foto: TN)

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou com recursos especiais, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas representações contra 19 deputados e ex-deputados estaduais do Rio Grande do Norte por prática de conduta vedada. Eles são acusados de fazer uso eleitoral, indevidamente, da doação de 50 viaturas policiais compradas com dinheiro da Assembleia Legislativa, em 2018.

Os recursos especiais, de autoria do procurador Eleitoral auxiliar Fernando Rocha, reforçam que os representados devem ser condenados à cassação de seus mandatos e pagamento de multa pela prática prevista no artigo 73, inciso IV, da Lei n.º 9.504/1997 (a Lei das Eleições): “fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público.”

Deputados e ex-deputados

A lista de representados inclui os deputados estaduais Ezequiel Ferreira de Souza (presidente da Assembleia), Albert Dickson, Cristiane Dantas, Galeno Torquato, George Soares, Getúlio Rêgo, Gustavo Carvalho, Hermano Morais, José Dias, Nelter Queiroz, Souza Neto, Tomba Farias e Vivaldo Costa, além dos agora ex-deputados Carlos Augusto, Dison Lisboa, Gustavo Fernandes, Jacó Jácome, Larissa Rosado e Márcia Maia.

No último dia 9 de julho, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou representações contra os parlamentares e ex-parlamentares. Considerou que não houve ilicitude alguma: TRE acha legal doação de viaturas com sobra orçamentária.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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MPF recomenda que militares não façam manifestação política

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou aos comandos da Base Aérea de Natal, 3º Distrito Naval, 16º Batalhão de Infantaria Motorizada e 7º Batalhão de Engenharia de Combate – todos situados no Rio Grande do Norte – que se abstenham de promover ou tomar parte de qualquer manifestação pública, em ambiente militar ou fardado, em comemoração ou homenagem ao período de exceção instalado a partir do golpe militar de 31 de março de 1964.

A iniciativa integra uma ação coordenada, que reúne Procuradorias da República em pelo menos 19 estados, o Ministério Público Federal também solicita às unidades militares a adoção de providências para que seus subordinados sigam essa orientação, e que sejam adotadas medidas para identificação de eventuais atos e de seus participantes – com fins de aplicação de punições disciplinares, bem como, comunicação ao MPF para a adoção das providências cabíveis.

Recomendação – subscrita no Rio Grande do Norte pelos procuradores da República Caroline Maciel, Victor Mariz, Fernando Rocha e Renan Felix – e aciona comandos militares de todas as regiões do país e estabelece prazo de 48 horas para que sejam informadas ao Ministério Público Federal as medidas adotadas para o cumprimento das orientações ou as razões para o seu não acatamento.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – A que ponto chegamos. Precisar o MPF emitir recomendação sobre uma data que representa a ruptura do estado democrático de direito. Francamente! Pare o mundo que eu quero descer.

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“Unidos Contra a Corrupção” será lançado segunda-feira

Na próxima segunda-feira (24), às 8h30, no auditório do Centro Universitário do RN (UNI-RN) em Natal, a Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (AMARN), o Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO/RN), a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e o Ministério Público Federal (MPF/RN) lançam a campanha “Unidos Contra a Corrupção” em parceria com a ONG Transparência Internacional Brasil.

O lançamento ocorrerá em uma mesa redonda, que contará com a presença de Ana Luiza Aranha, consultora do Centro de Conhecimento Anticorrupção da Transparência Internacional Brasil e representantes das instituições parceiras: o juiz Herval Sampaio, presidente da Amarn e representante do MCCE no RN; os coordenadores do Marcco/RN Antônio Ed Santana e Carlos José Cavalcanti Lima; o procurador de Justiça e presidente da Ampern, Fernando Vasconcelos, e os procuradores da República Fernando Rocha e Cibele Benevides.

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PF e MPF cumprem busca e apreensão sobre corrupção na 101

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) amanheceram bem ativos no Rio Grande do Norte e mais sete estados. Desencadeia o que denominam de “Operação Via Trajana”.

BR-101 teria gerado corrupção (Foto: arquivo)

Cumprem 27 mandados de busca e apreensão.

A Operação Via Trajana é desdobramento da “Operação Via Ápia” que eclodiu dia 5 de novembro de 2010 (veja AQUI).

Pelo menos dez pessoas foram inicialmente denunciadas pelo MPF em 2012 (veja AQUI), acusadas dos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraudes em processos licitatórios em obras relacionadas ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).

O superintendente e o diretor regional do Dnit-RN, respectivamente Fernando Rocha e Gledson Maia, são alguns dos denunciados que chegaram a ser presos.

No final da manhã em sua sede, a PF dará maiores informações sobre a Operação Via Trajana.

Leia também: Polícia Federal apura esquema de corrupção na BR-101.

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Líder do governo é destaque por uso de tornozeleira eletrônica

O deputado e líder do Governo Robinson Faria (PSD), Dison Lisboa (PSD), foi destaque em reportagem especial do programa “Profissão: Repórter”, da Rede Globo de Televisão, à madrugada de hoje (quinta-feira, 21).

Dison: situação incomum (Foto: AL)

A matéria foi sobre o uso de tornozeleira eletrônica no sistema prisional brasileiro.

A reportagem narrou o périplo da reportagem para acompanhar a rotina de Dison Lisboa com uso da tornozeleira, em face de condenação que ele cumpre, ainda da época em que era prefeito de Goianinha-RN, município da Grande Natal.

Colegas de parlamento, como Kelps Lima (SDD) e Fernando Mineiro (PT), admitiram a situação constrangedora para o parlamentar.

O procurador federal Fernando Rocha também falou sobre o caso ao repórter Estevan Muniz, do programa.

O próprio Dison também deu explicações sobre essa situação incomum, considerando que o constrange. Mas atestou ser inocente.

Apesar da insistência para que mostrasse a tornozeleira, esquivou-se e não o fez.

Veja íntegra da reportagem clicando AQUI.

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MPF denuncia comissionados que recebiam Bolsa Família

Rocha: ação (Foto: arquivo)

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) apresentou denúncia à Justiça Federal contra 20 pessoas que, apesar de ocuparem cargo público em comissão na Assembleia Legislativa do Estado do RN, recebiam indevidamente, direta ou indiretamente, o benefício do Programa Bolsa Família. Em todos os casos a renda dos denunciados era superior à estipulada pela União para participar de programas sociais, o que caracteriza o crime de estelionato (artigo 171 do Código Penal).

Dentre os denunciados, nove recebiam o benefício diretamente. Nos outros 11 casos recebiam a esposa ou outro membro da família. Atualmente os benefícios decorrentes do programa são regulados pelo Decreto n.º 8.794/2016. Só podem ser beneficiárias as famílias que possuam renda mensal até R$170 por pessoa.

Para o procurador da República Fernando Rocha, que assina as ações, admitir o recebimento desses valores sem tomar como referência a situação do núcleo familiar é permitir que um dos integrantes da família receba benefício com escopo de complementação de renda. “É incorrer no ilícito de fraude à lei, isto é, mascarar uma ilicitude, dando-lhe forma aparentemente permitida pelo ordenamento, consentindo assim que a finalidade da norma seja violada”, argumenta.

A pena pela crime de estelionato (art. 171) é de um a cinco anos de reclusão e pode ser aumentada em 1/3 em razão do estelionato ter sido cometido contra assistência social ou beneficência, como é o caso do programa Bolsa Família.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Com informações do MPF/RN.

Nota do Blog – O MPF/RN não divulgou em seu comunicado oficial a lista dos denunciados, conforme mostra o link acima.

Parlamentares do RN se esquivam de medidas contra corrupção

Rocha: decepção (Foto: Marcos Garcia)

“Os oito deputados federais e os três senadores do Rio Grande do Norte nunca sequer disseram se são contra ou favorável às 10 Medidas Contra a Corrupção. Simplesmente desprezam.” O desabafo é feito pelo procurador da República no estado, Fernando Rocha.

Usando endereço pessoal em redes sociais, o procurador lamenta o distanciamento da elite política potiguar, de um tema tão importante e delicado, que em sua ótica pode ser determinante para a melhoria da atividade pública.

– Na qualidade de coordenador no RN da campanha das #10medidas de combate à corrupção, informo que nenhum parlamentar daqui se posicionou – reiterou ele.

– Mantém-se silente diante de mais de 2 milhões de assinaturas de cidadãos que buscam a aprovação das #10medidas – afirmou.

Seu desabafo está mais claro numa mensagem fixa, diária, em seu Twitter:

– Os homens mais perigosos de nossa República, de quem mais devemos deter temor, são aqueles a quem costumamos dar nossos votos.

Mais claro, impossível!

Conheça AQUI as 10 Medidas.

Veja também: “Sob pressão, Onix ‘enxuga’ relatório anticorrupção” (AQUI).

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Justiça decide contra José Agripino em caso de remuneração

Atendendo à ação do Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN), a Justiça Federal determinou que a União observe o teto constitucional quando do pagamento dos subsídios de senador da República a José Agripino Maia (DEM), considerando também para o cômputo da limitação o valor da pensão eletiva de ex-Governador.

Os R$ 30.471,11 recebidos mensalmente pelo senador, a título de “pensão especial de ex-governador”, não eram contabilizadas na base de cálculo de seu teto salarial. O político já recebe R$ 33.763 de subsídio pelo cargo no Senado. As duas fontes totalizam R$ 64.234,11, valor 90,2% acima do limite constitucional, que atualmente é de R$ 33.763.

Senador José Agripino tem benefício concedido desde 1986 (Foto: O Globo)

Com a decisão, o senador poderá escolher sobre qual das fontes de renda será descontado o valor irregularmente recebido. Caso ele não faça a opção, o Senado deverá descontar do subsídio o valor que ultrapassa o teto e repassar apenas a diferença que resta para o alcance do limite constitucional – R$ 3.291,89 –, enquanto a “pensão especial” continuar sendo paga a José Agripino. Isso sem considerar os demais descontos legais. O senador ainda poderá recorrer da decisão.

Desde 1986

O teto salarial está previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal e foi regulamentado em 4 de junho de 1998 pelo Congresso Nacional, por meio da Emenda Constitucional nº 19. A partir daquela data, as remunerações dos servidores públicos, inclusive quando provenientes de mais de uma fonte, não poderiam ultrapassar o subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que hoje é de R$ 33.763, o mesmo valor do atual subsídio dos senadores.

Desde então, os vencimentos de José Agripino, somando o subsídio e a “pensão especial”, ultrapassam o teto e desrespeitam a Constituição. O senador recebe a “pensão especial” vitalícia de ex-governador desde 1986 quando deixou o governo, após seu primeiro mandato.

Os vencimentos equivalem aos dos chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário estadual da ativa e o pagamento só foi interrompido entre março de 1991 e março de 1994, quando ele voltou a ocupar o cargo de governador do Rio Grande do Norte. O pedido de devolução dos recursos recebidos irregularmente nos últimos cinco anos não foi deferido pela Justiça Federal.

Pensão

Para o procurador da República Kleber Martins – autor da ação juntamente com os procuradores Rodrigo Telles, Victor Mariz, Fernando Rocha e Cibele Benevides -, “mais do que exótica, a mencionada pensão (de ex-governador) desmoraliza a própria noção de republicanismo, porque condenou o pobre povo potiguar a conceder a José Agripino Maia, por todo o resto de sua vida, um valor mensal equivalente às mais altas remunerações dos servidores públicos estaduais”.

No entender do representante do MPF, ainda mais grave é o fato de a pensão ser paga sem ter havido qualquer contrapartida, seja “a prestação de um serviço ao Estado – já que, pelo exercício do mandato de governador, aquele já havia recebido os salários respectivos no período – e nem mesmo o aporte de contribuições previdenciárias”.

O Ministério Público Estadual já constatou, inclusive, que o pagamento do benefício teve início sem sequer ter sido instaurado um processo administrativo. O MP/RN vem contestando a pensão na Justiça Estadual, através da Ação Civil Pública n° 0802742-42.2014.8.20.00001, que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal.

Já a ação do MPF tramita na Justiça Federal sob o número 0804429-59.2016.4.05.8400.

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MPF cobra de Agripino a devolução de mais de R$ 1 milhão

Do Folha de São Paulo com Agorarn.com

Presidente do DEM, o senador José Agripino Maia (RN), recebe por mês R$ 64.234,11 dos cofres públicos. O valor é 90,2% acima do teto do funcionalismo, que atualmente é de R$ 33.763, e representa a soma do salário que ele recebe como congressista com a pensão especial vitalícia de ex-governador (R$ 30,4 mil).

Senador José Agripino: mais de R$ 90 mil/mês (Foto: O Globo)

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPRN) entrou com uma ação na Justiça pedindo que a União inclua a pensão no chamado abate-teto (desconto do valor que ultrapassa o limite) e que o senador devolva cerca de R$ 1 milhão pelos recursos recebidos irregularmente nos últimos anos.

O senador recebe a “pensão especial” vitalícia de ex-governador do Rio Grande do Norte desde 1986, quando deixou o governo, após seu primeiro mandato –o pagamento só foi interrompido entre março de 1991 e março de 1994, quando ele voltou a ocupar o cargo de chefe do governo estadual.

A Procuradoria afirma que o pagamento do benefício teve início sem nem sequer ter sido instaurado um processo administrativo.

Para o procurador da República Kleber Martins, “mais do que exótica, a mencionada pensão (de ex-governador) desmoraliza a própria noção de republicanismo, porque condenou o pobre povo potiguar a conceder a José Agripino Maia, por todo o resto de sua vida, um valor mensal equivalente às mais altas remunerações dos servidores públicos estaduais”.

OAS

Segundo Martins, é mais grave é o fato de a pensão ser paga sem ter havido qualquer contrapartida, seja “a prestação de um serviço ao Estado –já que, pelo exercício do mandato de governador, aquele já havia recebido os salários respectivos no período– e nem mesmo o aporte de contribuições previdenciárias”.

Além de Martins, assinam a ação os procuradores Rodrigo Telles, Victor Mariz, Fernando Rocha e Cibele Benevides.

No STF (Supremo Tribunal Federal), Agripino é alvo de um inquérito que apura se o parlamentar negociou o pagamento de propina da empreiteira OAS durante a construção da Arena das Dunas, estádio em Natal usado na Copa do Mundo de 2014.

O STF autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador. Agripino nega envolvimento com irregularidades.

Em nota, Agripino afirmou que “o assunto sobre o teto constitucional de vencimentos para os agentes públicos, objeto da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, não pode ser confundido com pagamentos ilícitos e inconstitucionais”.

O senador argumenta que o teto remuneratório do funcionalismo público não é considerado como autoaplicável e que há um projeto em tramitação no Congresso Nacional para disciplinar os descontos do teto.

“O projeto de lei está na Câmara dos Deputados e não foi à votação em razão de controvérsias não superadas. Portanto, não há sustentação minimamente objetiva a tese de que o teto remuneratório goza, em nosso ordenamento jurídico, de incontroversa aplicabilidade. Aprovada a lei com a definição dos tetos, serei o primeiro a cumpri-la”, diz o senador.

Wilma, filha e ex-genro são denunciados pelo MPF

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) denunciou a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), sua filha Ana Cristina de Faria Maia e Carlos Roberto do Monte Sena, então esposo de Ana Cristina, pelo crime de lavagem de dinheiro. Os três estariam envolvidos no recebimento de R$ 200 mil para a campanha de reeleição, em 2006.

O valor, doado pela empresária Jane Alves e seu marido Anderson Miguel, teve origem no esquema de corrupção desmascarado na chamada Operação Hígia.

Wilma: mais problemas (Foto: divulgação)

A denúncia do MPF, de autoria do procurador da República Fernando Rocha, aponta que o dinheiro foi repassado a Roberto Monte na agência do Banco do Brasil localizada no Centro Administrativo do Estado.

Reeleição

O repasse, confirmado em depoimento pelo ex-gerente da agência, tinha como objetivo, segundo o Ministério Público Federal, ajudar na campanha de reeleição de Wilma de Faria e, assim, garantir a continuidade do esquema ilegal descoberto pela Operação Hígia.

A Hígia desarticulou uma quadrilha especializada em fraudar licitações, superfaturar contratos e promover corrupção junto a agentes públicos de diversos órgãos estaduais. Os desvios de verbas ocorreram durante a gestão de Wilma de Faria.

Em seu depoimento à Polícia Federal, Jane Alves apontou Ana Cristina como beneficiária indireta de propina, paga inclusive durante a campanha de 2006. O fato foi confirmado por Anderson Miguel e outros envolvidos no esquema.

Lauro Maia

Além de Jane Alves e seu marido, foi apontado como um dos líderes do esquema ilícito o próprio filho de Wilma de Faria, Lauro Maia, que chegava a realizar as reuniões da organização criminosa no escritório da residência oficial da governadora. Em dezembro de 2013, Jane foi condenada por formação de quadrilha e corrupção ativa; enquanto Lauro Maia foi sentenciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e tráfico de influência. Anderson Miguel, assassinado em 2011, não chegou a ser julgado.

A doação dos R$ 200 mil para a campanha de Wilma de Faria ocorreu no período em que já se investigava a participação da empresária Jane Alves no esquema fraudulento, através da então chamada Operação União, que fomentou posteriormente a realização da Operação Hígia. Anderson Miguel confirmou em depoimento o repasse do dinheiro a Ana Cristina para a campanha de reeleição, através de Roberto Sena.

O ex-gerente do Banco do Brasil, que acompanhou a transação, descreveu a transferência do valor, informando inclusive que foi necessário escrever a expressão “pague-se” no verso do cheque para que, então, outro funcionário da agência entregasse o dinheiro em espécie. A denúncia contra Wilma de Faria, Ana Cristina e Roberto Monte foi protocolada na Justiça Federal sob o número 0004293-32.2015.4.05.8400.

Com informações do MPRN.

MPF ajuíza ações contra grupo que desviou R$ 13,9 milhões

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) apresentou três ações de improbidade contra 25 pessoas e quatro empresas envolvidas no desvio de recursos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), descoberto pela operação Via Ápia, em novembro de 2010. As irregularidades envolveram a duplicação do Lote 2 da BR-101.

Dentre os réus estão o ex-superintendente do Dnit/RN, Fernando Rocha Silveira, e o ex-chefe de Engenharia, Gledson Maia (sobrinho do então deputado federal João Maia-PR), além de empresários e representantes do consórcio Constran–Galvão–Construcap.

As ações são assinadas pelo procurador da República Fernando Rocha de Andrade e os réus foram divididos em três grupos. Ao todo, o MPF aponta desvio de R$ 13.902.242,02. A Via Ápia revelou a existência de diversas irregularidades na execução dos 35,2km de obras do Lote 2, entre o município de Arês e a divisa com a Paraíba.

Réus e funções de cada à época dos atos de corrupção

Gledson Golbery de Araújo Maia – chefe de Engenharia do Dnit/RN

Fernando Rocha Silveira – superintendente regional do Dnit/RN

Luiz Henrique Maiolino de Mendonça – servidor do Dnit/RN e fiscal do contrato

Frederico Eigenheer Neto – gerente comercial do consórcio executor da obra

Gilberto Ruggiero – gerente-geral do consórcio executor da obra

Adrev Yuri Barbosa Fornazier – funcionário da ATP Engenharia

Marlos Wilson Andrade Lima de Góis – engenheiro civil da ATP Engenharia

Emir Napoleão Kabbach – diretor da Constran

José Luís Arantes Horto – sócio da Pedreira Potiguar Ltda. – ME

Mário Sérgio Campos Molinar – engenheiro civil da Constran

Dário de Queiroz Galvão Filho – representante da Galvão Engenharia

Eduardo de Queiroz Galvão – representante da Galvão Engenharia

Mário de Queiroz Galvão – responsável técnico da Galvão Engenharia

José Gilberto de Azevedo Branco Valentin – presidente da Galvão Engenharia

Ricardo Cordeiro de Toledo – diretor da Galvão Engenharia

Frank Adriano Balarotti de Araújo – diretor da Galvão Engenharia

Jorge Alberto Aun – responsável técnico da Constran

José Roberto Bertoli – representante legal da Constran

Luiz Sérgio Nogueira – representante legal da Constran

Roberto Ribeiro Capobianco – sócio, diretor vice-presidente e responsável técnico da Construcap

Eduardo Ribeiro Capobianco – sócio e diretor vice-presidente da Construcap

Celso Verri Villas Boas – procurador da Construcap

José Theodózio Netto – sócio-administrador da ATP Engenharia

Marco Aurélio Costa Guimarães – responsável técnico da Construcap e lobista do consórcio

Carlos Eduardo Albuquerque de Paiva – engenheiro supervisor da ATP Engenharia

Constran S/A – Construções e Comércio – empresa integrante do consórcio executor da obra

Galvão Engenharia S/A – empresa integrante do consórcio executor da obra

Construcap-Ccps Engenharia e Comércio S/A – empresa integrante do consórcio executor da obra

ATP Engenharia Ltda.. – empresa responsável pela supervisão da obra.

Veja matéria completa AQUI.

Procurador confirma que CGU faz “perícia” em obra suspeita

CGU apura o ‘infindável’ Complexo Viário da Abolição“. Esse o título de uma postagem deste Blog (veja AQUI), no dia 10 de fevereiro deste ano, às 23h12.

Rocha: vigilância do MPF (Foto: Jornal de Fato)

No enunciado, esta página dissertava sobre trabalho silencioso da Controladoria Geral da União (CGU) em relação à obra que está caminhando para seis anos e não tem previsão para ser concluída. “A obra delegada ao Estado, ao longo de 17 quilômetros e cinco viadutos, é um monumento ao desperdício do dinheiro público e retrato da incompetência”, citavamos.

Hoje, durante audiência pública promovida na Câmara Municipal de Mossoró (veja AQUI), para tratar do assunto, não compareceu qualquer representante do Ministério Público do RN (MPRN) e principalmente do Ministério Público Federal (MPF).

Mas através do vereador Tomaz Neto (PDT) – que participava do debate – e do Blog Carlos Santos, o procurador da República, Fernando Rocha, interveio. Suas palavras foram repassadas por Tomaz em plenário.

Rocha afirmou que “a CGU já está fazendo uma perícia na obra” (como o Blog antecipara em fevereiro).

Complementou afirmando, que o “MPF de Mossoró está vigilante”. Como a obra tem recursos federais, cabe a esses órgãos tratarem dessas questões cheias de interrogações.

Saiba mais informações em postagem adiante.

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MPF e MP acionam Rosalba por ignorar milhões da Segurança

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP/RN) ingressaram com uma ação de improbidade contra a ex-governadora Rosalba Ciarlini Rosado. Ela devolveu ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen) R$ 14,3 milhões em recursos federais, que deveriam ser utilizados na construção de novas unidades prisionais e em obras de reforma e ampliação, além de não ter executado outros dois projetos, de R$ 24,4 milhões.

Em campanha, Rosalba prometia fazer acontecer; slogan parece uma zombaria após seu governo; ninguém tem motivo para rir

A ação é assinada pelos procuradores da República Cibele Benevides, Kleber Martins, Clarisier Azevedo, Victor Mariz, Fernando Rocha e Ilia Freire, e também pelo promotor de Justiça Emanuel Dhayan Bezerra. Os representantes do MPF e MP/RN apontam que “havia a potencialidade de criação de 1.511 novas vagas para internos do sistema penitenciário estadual. No entanto, por absoluta inação, nenhuma delas foi criada, tendo havido a devolução de milhões de reais em verbas federais, além de ter sido frustrada a liberação de outros milhões”.

O MPF requer da Justiça a condenação da ex-governadora por improbidade, com aplicação de sanções como a perda da eventual função pública que exerça, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público; além do ressarcimento dos danos causados ao Estado e à União e o pagamento de indenização a título de dano moral coletivo.

Convênios

No início da gestão de Rosalba Ciarlini, em 2011, ela teve a oportunidade de executar quatro obras para a melhoria do sistema penitenciário estadual (construção da Cadeia Pública de Ceará-Mirim, construção da Cadeia Pública de Macau, construção de unidade prisional em Lajes e reforma e ampliação da Unidade Psiquiátrica de Custódia do Complexo Penal Dr. João Chaves, em Natal), todas frutos de convênios assinados em administrações anteriores.

“A demandada não executou nenhuma das avenças, tendo devolvido os recursos federais”, resume a ação civil pública. Os convênios previam para Lajes R$ 8.373.891,89, para a João Chaves R$ 945.302,58, para Ceará-Mirim R$ 2.500.000,00 e, para Macau, R$ 2.551.363,14. No caso de Lajes, sequer abriu-se o procedimento para licitação das obras.

Desleixo

Quanto à João Chaves o mesmo ocorreu, uma vez que o governo estadual não atendeu as solicitações apresentadas pela Caixa Econômica Federal quanto às especificações e pendências do projeto técnico de construção.

Além dos contratos firmados em gestões anteriores e não executados por Rosalba Ciarlini, a ex-governadora também é apontada como responsável pela não utilização de R$ 24.428.778,58, repassados no âmbito do Programa Nacional de Apoio Prisional, e que deveriam ser usados em obras de melhoria do sistema penitenciário estadual.

Recursos retornaram à União sem que ela movesse uma “palha” para utilizá-los às necessidades prementes do sistema prisional.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Reunião reforça decisão para desocupação do Santa Júlia

Reunião reforçou a lógica da desocupação

A Prefeitura de Mossoró recebeu, nesta terça-feira, 25, os ocupantes do conjunto habitacional Santa Júlia no Palácio da Resistência. A reunião contou com a presença do prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD), de Fernando Rocha, procurador da República; Olegário Gurgel, promotor de Justiça; Aldo Fernandes, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no município, vereadores e auxiliares da gestão municipal.

A Caixa Econômica Federal (CEF) não participou do encontro e enviou um ofício, reforçando a decisão legal para desocupação do residencial até o próximo dia 31. De acordo com o documento, o conjunto pertence ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), gerido pela CEF.

Os ocupantes reivindicam a permanência no local ou a saída para algum outro ambiente indicado pelo poder público, pois afirmam não ter recursos para aluguel de casas. Atualmente, 186 famílias ocupam o conjunto.

Proprietários

“Desde a primeira conversa com os ocupantes, informei que ordem judicial será cumprida e o conjunto será desocupado. A partir daí, a CEF terá alguns meses para finalizar a obra e entregá-la aos proprietários que já estavam na fila de espera e foram selecionados. Nossa sugestão é que algum prédio público possa acomodar temporariamente essas famílias desabrigadas”, disse o procurador da República.

A consultora do município, Fernanda Abreu, explicou que a Prefeitura Municipal não pode interferir na questão, pois o empreendimento pertence à Caixa Econômica. A gestão municipal cabe somente o encaminhamento do cadastro único de pessoas, que passam ainda por seleção específica da CEF.

“Não só o município, mas o Estado e a União devem partilhar as responsabilidades e buscar uma solução para o problema”, disse a consultora.

 

MPF recomenda que não sejam instalados semáforos

O Ministério Público Federal em Mossoró recomendou ao Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Infraestrutura, que se abstenha de instalar semáforos nas vias marginais que ladeiam os viadutos 1 e 2 do Complexo Viário da Abolição, em Mossoró.

A recomendação tem por base análise técnica feita pela Polícia Rodoviária Federal, que considerou que essa sinalização é desnecessária e representa o aumento das despesas em R$ 300 mil, além de gerar insegurança viária à localidade.

De acordo com a recomendação, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não deve autorizar ou efetuar qualquer pagamento ou transferência bancária à conta do Convênio Siafi nº 662414, que importe ou autorize a instalação dos referidos semáforos.

A recomendação alerta para a alteração do plano de trabalho estabelecido quando da assinatura do convênio firmado entre o Governo do Estado e o Dnit, fora das hipóteses legais, causando aumento de gastos.

“A atitude pode caracterizar ato de improbidade administrativa, prevista do art. 10, IX, da Lei 8.429/92, e por isso é necessária muita cautela”, alerta o procurador da República Fernando Rocha de Andrade.

Com informações do MPF.

Nota do Blog – Esta página está exultante com a interveniência do MPF no caso.

Iniciamos luta praticamente isolados em defesa do bom senso, contra lobby de empresários de combustíveis e articulação politiqueira, que bancam esse absurdo.

Mas teremos outras batalhas. Fiquemos atentos.

Veja AQUI matéria sobre essa questão, em que levantamos argumentos contra os semáforos.

Procuradoria cobra saída de invasores de conjunto

Através da solicitação do vereador Tomaz Neto (PDT), comissão de vereadores mossoroenses e representantes do Conjunto Santa Júlia participaram de audiência com o procurador da República, Fernando Rocha. A reunião foi nessa quarta-feira (26), na Procuradoria da República, em Mossoró.

Comissão mostra ao procurador (mão no rosto) algumas preocupações

O procurador deixou claro que não há como se tomar nenhuma providência para sanar os problemas do conjunto, com a ocupação indevida dos imóveis e até negociações de moradias entre invasores e pretensos interessados, sem qualquer formalização legal.

Fernando Rocha adiantou que estão sendo tomadas providências para que a desocupação seja obtida, pela via judicial. Se for o caso, com a intervenção de força policial.

O próprio procurador ponderou para que tudo possa ser resolvido de forma pacífica, para que não aconteça algum tipo de incidente no cumprimento da lei. Recomendou que vereadores solicitem a prefeitura o apoio logístico, transportante as pessoas e seus utensílios domésticos para outros locais.

Iluminação

Tomaz Neto pediu ao procurador que fiscalize de perto a questão da seleção para distribuição das casas. Solicitou ainda dos dos demais vereadores, uma articulação para que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) receba-os e à comissão de moradores (e ocupantes indevidos).

Tomaz também destacou que há necessidade de que iluminação pública seja religada, pois compromete até a segurança das pessoas que vivem e transitam no conjunto. Procurador prometeu ver a situação.

Os vereadores Genivan Vale (PROS), Nacízio Silva (PTN) e Soldado Jadson (Solidariedade) que também participaram da reunião, garantiram trabalho nesse sentido.

Representantes de ocupantes de casas alertaram o procurador, que obra está parada há mais de dois anos e as invasões passaram a ser naturais, tamanho o imobilismo do poder público, financeira e construtora, que vivem impasse.