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Campanha de sazonalidade foca melão e melancia no verão

Melão é um produto de exportação que caracteriza região do semiárido (Foto ilustrativa)
Melão é um dos focos da campanha (Foto ilustrativa)

A International Fresh Produce Association (IFPA) no Brasil anuncia o encerramento de sua Campanha de Sazonalidade 2025, dedicando o foco às frutas melão e melancia. A iniciativa visa munir o varejo nacional com informações estratégicas e materiais de marketing para maximizar as vendas durante a alta demanda do verão.

A campanha é suportada por um conjunto de materiais digitais gratuitos, desenvolvidos para fortalecer a comunicação entre a IFPA, supermercadistas e o consumidor final, destacando a excelência da produção brasileira. 

O cenário da safra atual é altamente positivo, com expectativas de frutas de qualidade superior, conforme atesta Leonardo Herzog, diretor da Soet Melancia.

“A safra de melão apresenta uma qualidade muito boa, com as exportações em alta. No caso da melancia, a qualidade também está excelente. Estamos finalizando a safra de Goiás e iniciando a de São Paulo com a perspectiva de uma fruta de altíssimo nível. Em Teixeira de Freitas (BA), apesar de algumas chuvas que podem reduzir a durabilidade, a qualidade geral também é boa. A expectativa é que o verão traga uma safra de melão e melancia com qualidade muito elevada.” 

Demanda sólida 

A gestora da IFPA no Brasil, Valeska Ciré, destaca que a qualidade da safra se traduz em uma oportunidade de mercado robusta para o varejo.

“A perspectiva de mercado para o verão indica que a demanda interna permanecerá sólida. Isso, somado à alta qualidade da safra, reforça a importância de manter o foco na excelência como um diferencial competitivo crucial, tanto para compradores nacionais quanto internacionais. Os materiais da IFPA são ferramentas essenciais para os departamentos de marketing nas campanhas de promoção, e nossos workshops auxiliam no treinamento dos colaboradores do setor de FLV (Frutas, Legumes e Verduras) dos associados.”

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Secretário de Agricultura mostra importância de evento na China

Delegação mossoroense participa da feira internacional “Frutas do Brasil – Festival China 2025”, que acontece de 12 a 19 de maio deste ano, na cidade de Xangai, na China.

O secretário municipal da Agricultura, Faviano Moreira, mostra a importância da presença oficial do município, de produtores, técnicos e outras pessoas do setor, num evento de grande alcance.

O convite foi feito pelo presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX-RN), Fábio Queiroga, e também pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS).

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) também reforçam a comitiva.

Entre os participantes municipais estão Moreira e o prefeito Allyson Bezerra (UB).

“O melão de Mossoró e a uva de Petrolina/PE são as únicas frutas certificadas à comercialização na China. Isso mostra o potencial da nossa economia e capacidade dos nossos empresários’’, afirmou Allyson.

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Comércio exterior bate recorde com 42,6% de crescimento em 2024

Melão é produto que regularmente aparece em destaque (Foto: divulgação)
Melão é produto que regularmente aparece em destaque (Foto: divulgação)

As exportações do Rio Grande do Norte cresceram 42,6% em 2024 em relação ao ano anterior, chegando a US$ 1,1 bilhão. Com isso, ao longo de 2024, o comércio exterior do Estado alcançou um volume recorde de transações, atingindo US$ 1,7 bilhão — soma das exportações com as importações (US$ 595 milhões).

Esses números estão na mais recente edição do Boletim Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), com as informações da Balança Comercial do RN, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (07/01), por meio da plataforma “Comex Stat”.

Ao longo do ano, a pauta de exportação foi diversificada, com destaque para óleos combustíveis (US$ 558,7 milhões), melões frescos (US$ 120,1 milhões), óleo diesel (US$ 86,7 milhões) e melancias frescas (US$ 52,9 milhões).

Os principais produtos importados nos doze meses de 2024 foram células fotovoltaicas (US$ 129,1 milhões), “outras gasolinas” (US$ 92,2 milhões), grupos eletrogêneos de energia eólica (US$ 54,6 milhões), trigo e centeio (US$ 49,6 milhões) e óleo diesel (US$ 40,7 milhões).

Destinos

Os cinco principais destinos das exportações potiguares no período foram: Singapura (US$ 199,3 milhões), Países Baixos (US$ 189,2 milhões), Ilhas Virgens Americanas (US$ 187,8 milhões), Estados Unidos (US$ 66,1 milhões) e Reino Unido (US$ 52,2 milhões).

Nas importações, os principais parceiros foram: China (US$ 260,4 milhões), Estados Unidos (US$ 76,2 milhões), Suíça (US$ 44,1 milhões), Argentina (US$ 34,3 milhões) e Países Baixos (US$ 32,7 milhões).

Fátima vai à Espanha tratar do Porto-Indústria verde e fruticultura

Projeto do Porto-Indústria Verde é prioridade na Espanha (Reprodução de arte)
Projeto do Porto-Indústria Verde é prioridade na Espanha (Reprodução de arte)

A governadora Fátima Bezerra (PT) passa parte desta semana na Espanha, ao lado de auxiliares e representantes do empresariado. Desembarca nesta segunda-feira (02) para uma série de encontro com empresas interessadas em investir na produção de energias renováveis, infraestrutura portuária e agricultura no Rio Grande do Norte.

Na terça-feira (03), Fátima terá encontros com empresários e organizadores da Fruit Attract, feira internacional do setor hortifrutícola, uma importante ferramenta comercial de referência para a comercialização global de frutas e vegetais. No ano passado, as principais frutas exportadas pelo RN (entre elas mamões, melancias, mangas, bananas e abacaxis) somaram um total de US$ 160,2 milhões à nossa balança comercial e há espaço para crescimento.

Hidrogênio Verde

Na quarta-feira (04), a delegação do RN fará uma visita à sede da Iberdrola, onde haverá apresentação das usinas de produção de hidrogênio e amônia verde. A Iberdrola tem mais de 60 projetos de produção de hidrogênio verde em oito países, incluindo Brasil, Espanha e Estados Unidos. Ao contrário do carvão e do petróleo, o hidrogênio é uma fonte de energia limpa que só emite vapor de água e não deixa resíduos no ar.

No mesmo dia a governadora visita a fábrica de eletrolizadores da Nordex, na cidade de Puertollano, onde também está localizada a maior usina de hidrogênio verde para uso industrial da Europa, operada pela Iberdrola, e assina Memorando de Entendimento (MoU) para o desenvolvimento cadeia industrial de hidrogênio de baixo carbono no Rio Grande do Norte.

Na quinta-feira (05), a delegação potiguar terá encontro com empresários e investidores espanhóis quando será apresentado o potencial do RN no setor de geração de energias renováveis, que inclui o Porto-Indústria Verde e a produção de hidrogênio verde.

Nota do BCS – O Porto-Indústria Verde, pelo projeto já elaborado, enxerga Caiçará do Norte como local ideal à sua montagem, com investimento que deve ser feito em parceria com a iniciativa privada, na marcha para substituição da atual matriz energética baseada em combustíveis fósseis e poluentes, por energia limpa. Recursos bilionários estão em jogo para alavancar esse equipamento.

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Uso de agroquímicos em frutos e hortaliças deverá ter restrições

Por Josivan Barbosa

A Comissão Europeia (CE) apresentou durante a semana uma proposta para obrigar a reduzir em 50% até 2030 o uso de agroquímicos em frutos e hortaliças e demais produtos vegetais nos países que formam a União Europeia, o que se verificará de forma diferente em função da situação da Legislação de cada nação membro.Agrotóxico, agroquímicos, lavoura, plantação com pesticida - foto

Para compensar o impacto dessa medida sobre os produtores, que precisam fazer um esforço hercúleo para se ajustar à nova legislação, Bruxelas propôs que os produtores possam se beneficiar da ajuda da Política Agrícola Comum (PAC) durante cinco anos. Se a Comissão Europeia está exigindo isso para os seus produtores, não podemos esperar nada diferente para aqueles produtores que exportam os seus produtos para a Comunidade Europeia, como é o caso dos produtores e exportadores de frutos tropicais do Brasil que têm na Europa um grande parceiro comercial.

De acordo com a Comunidade Européia, cientistas e cidadãos estão a cada dia mais preocupados com agroquímicos e o acúmulo de seus resíduos e metabólitos no meio ambiente e que precisamente a Conferência sobre o Futuro da Europa, que tem a participação de todos os países, chegou à conclusão de abordar especificamente o uso e o risco dos agroquímicos.

Bruxelas considera que a normativa atual sobre agroquímicos tem demonstrado fragilidade e é aplicada de forma desigual. Assim, passa a trabalhar com objetivos legalmente vinculantes em nível nacional e da União Européia para reduzir em 50% o uso e o riscos de agroquímicos e o uso de agroquímicos considerados perigosos até 2030.

Além disso, a Comissão Européia implanta novas regras para o controle de pragas que garantiram que todos os agricultores e outros usuários profissionais pratiquem o manejo integrado dos agroquímicos.

As medidas tornam também obrigatório os registros para agricultores e outros usuários profissionais.

Além disso, os Estados membros deverão estabelecer normas específicas para os cultivos e identificar as alternativas ao uso de agroquímicos.

Outra novidade é a proibição total dos pesticidas em setores sensíveis, como as áreas verdes urbanas, incluindo parques e jardins públicos, zonas de esporte, escolas e centros desportivos, assim como as áreas protegidas da rede Natura 2000 e qualquer área ecologicamente sensível a ser preservada para manter os polinizadores.

A união por outra PAC, que engloba muitas organizações de agricultura ecológica, cultivo extensivo, ONGs e expertos em alimentação, celebrou a proposta da Comissão Europeia para reduzir em 50% o uso de praguicidas químicos em 2023.

Um exemplo para Mossoró

A Fyffes (a maior empresa de fruticultura do mundo) e sua subsidiária Grupo Sol em Honduras promovem a participação das comunidades locais em projetos de inversão comunitária relacionados com quatro importantes áreas que contribuem para o desenvolvimento sustentável: nutrição, mudanças climáticas, gênero e educação.

De acordo com os resultados da Avaliação das Necessidades da Comunidade realizado pela Fyffes em 2021, com a participação de 900 membros de 14 comunidades próximas da zona de Choluteca, foram propostos novos projetos locais de Responsabilidade Social Empresarial, entre eles:

  • Nutrição com Sabor de Melão: promove a doação de alimentos, assim como avaliação nutricional e segurança alimentar em duas escolas da zona;
  • Cultivo de Milho e Segurança Alimentar: promove a geração de recursos alternativos através da produção de milho;
  • Retorno Seguro à Sala de Aula: projeto de doação de equipamentos e capacitação para prevenir a COVID – 19 em 30 escolas que beneficia 6500 alunos
  • Brigadas Médicas Comunitárias: leva atenção médica às comunidades onde a Fyffes atua.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

A terra do caju no Rio Grande do Norte

Por Josivan Barbosa

No sábado (26) visitamos a microrregião produtora de caju polarizada pelo município de Severiano Melo, incluindo a parte de terrenos de tabuleiros dos municípios de Apodi, Itaú, Rodolfo Fernandes, Potiretama, Alto Santo e Tabuleiro do Norte. Nessa área temos as melhores práticas de cultivo do cajueiro do Semiárido.

Produção diferenciada no município (Foto ilustrativa)
Produção diferenciada no município (Foto ilustrativa)

Ali se produz com o uso de tecnologia avançada, indo desde a escolha do solo, passando pela seleção dos clones adaptados às condições locais até o uso de práticas culturais e identificação dos canais de comercialização. É nítido como os produtores locais conseguem bons rendimentos com a cultura do cajueiro para a produção de castanha e caju a ser vendido como fruto fresco (in natura).

Os cajucultores produzem as próprias mudas, mas há também disponível um viveiro de mudas conduzido em parceria com a EMBRAPA Agroindústria Tropical (antigo Centro Nacional de Pesquisa do Caju) e certificado pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Em geral, os produtores direcionam a produção do cajueiro para castanha ou pseudo- fruto (maçã). Dependendo do direcionamento, o produtor adota variedades (clones) com a devida aptidão, como forma de melhorar o rendimento da cultura.

Os principais canais de comercialização da castanha são as agroindústrias locais que aos poucos estão sentindo a necessidade de incrementar as parcerias com o produtor, pois nas duas últimas décadas várias dessas empresas fecharam as portas devido a falta do produto no mercado regional e às dificuldades de importar a castanha da Índia, o principal produtor mundial.

A produção do pseudo-fruto é comercializada junto às agroindústrias de polpa de fruto e de fabricação de suco. Neste caso, já há muita exigência em relação à qualidade do produto que a indústria quer receber do produtor. A coloração da polpa e a pureza do produto (isento de material estranho, por exemplo areia) são requisitos básicos. Isso faz com que o produtor passe a adotar novas tecnologias em relação a produção de polpa de qualidade para atender ao mercado mais exigente.

Há, também, os produtores que aos poucos estão produzindo para atingir o mercado de frutos frescos (consumo in natura). Ainda é um mercado muito limitado, mas o produto atinge um valor bem superior quando comparado com o preço do fruto que é destinado ao mercado de polpa e suco.

O produtor que trabalha direcionado para a venda de caju in natura precisa se conscientizar que o principal fator que interfere na aceitação do produto pelo consumidor é a sua qualidade quando chega nas prateleiras dos supermercados. O produto precisa ter coloração adequada e aparentar o frescor característico de fruto fresco, o que exige tecnologia de pré e pós-colheita adequadas.

Variedades (clones)

Depois de cerca de 40 anos de pesquisa envolvendo clones de cajueiro, a EMBRAPA tem excelentes materiais à disposição do produtor. Os principais clones plantados na região de Severiano Melo são: CCP 076 (caju de mesa), Embrapa 51 (castanha), Faga 11 (castanha) e BRS 226 (mesa e castanha).

Mão-de-obra

Diferentemente dos trabalhadores da cultura do melão que se deslocam até 200 km para as regiões produtoras, a mão-de-obra da cajucultura é local e melhor remunerada, pois trabalham por produtividade (kg de castanha colhido), chegando a faturar, em média, cerca de 1,5 salário-mínimo por mês. Outra especificidade é que o colhedor de castanha trabalha em horário diferenciado começando nas horas mais frias da manhã.

Nível tecnológico

O nível tecnológico da cajucultura na região polarizada por Severiano Melo está acima da média daquele que é praticado em outras regiões do Semiárido, como por exemplo a Serra do Mel.

A principal razão é que há empresários em Severiano Melo e região circunvizinha que chegam a ter áreas com mais de 1000 ha com nível tecnológico elevado, usando até adubação foliar de última geração. Outro aspecto importante é que praticamente não há mais o cultivo de cajueiro gigante (pouco produtivo), ao contrário da Serra do Mel onde ainda há muito cajueiro gigante.

Comercialização do fruto fresco

Em Severiano Melo visitamos o produtor Naelson Melo que possui uma área de mais de 500 ha, sendo o principal produtor de caju destinado ao consumo in natura (fruto fresco). Ele destina o produto para um nicho de mercado do interior da Paraíba, indo desde Cajazeiras até Campina Grande. Aos poucos o seu produto está conseguindo conquistar mais espaço como fruto fresco.

No ano passado o produtor chegou a vender o produto para o Estado de Goiás, sendo transportado em caminhão refrigerado.

O produtor trabalha com o projeto de instalar um packinghouse (casa de embalagem) moderno, com câmaras frigoríficas o que pode facilitar a colocação do produto no mercado do Sudeste.

Consultoria

A nossa visita foi viabilizada pelo consultor em Cajucultura e secretário de Agricultura do município de Severiano Melo, o engenheiro agrônomo Alfredo Melo. Ele conhece em detalhes toda a tecnologia usada na região para o cultivo de qualidade.

Novas tecnologias

A produção do caju de mesa exige cuidados especiais na identificação do estádio de maturação ideal para que o fruto tenha o flavor agradável e a textura que prolongue ao máximo a sua vida útil pós-colheita. Há, também, necessidade de se trabalhar com espaçamento diferenciado e com tratos culturais de poda específicos, pois o produto deve sempre está ao alcance do operário de campo na operação de colheita.

Outro aspecto importante é que já se encontra bem avançado um teste com uma máquina que efetua a coleta da castanha que cai debaixo das árvores o que representará uma verdadeira revolução no rendimento de colheita.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Feira internacional anima fruticultura brasileira à exportação

Revista Globo Rural e Canal BCS (Blog Carlos Santos)

Integrante da equipe de executivos da Agrícola Famosa (veja AQUI) e da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), o empresário Luiz Roberto Barcelos participa em Madrid (Espanha) da 13ª Fruit Attraction. É a primeira feira internacional do setor de frutas e hortaliças realizada em formato presencial desde o início da pandemia da Covid-19 e a segunda mais importante da União Europeia, depois da Fruit Logistica de Berlim. 

José Vieira, presidente da Federação da Agricultura do RN e Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura do RN, com Luiz Barcelos (Foto: redes sociais)
José Vieira, presidente da Federação da Agricultura do RN e Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura do RN, com Luiz Barcelos (Foto: redes sociais)

“Estou bastante surpreso pelo movimento do evento, tem bastante gente, inclusive muitos brasileiros. No estande do nosso país, também muito movimentado, estamos tendo boas conversas. O número de frutas embarcadas no 1º semestre de 2021 foi 40% superior ao volume do mesmo período de 2020, o que confirma a forte tendência de crescimento e profissionalização da fruticultura brasileira”, comenta Barcelos.

O Brasil, que exporta 70% de suas frutas para a Europa, é um dos quatro países com status de convidado especial do evento, ao lado da Ucrânia, Coréia do Sul e Bielorrúsia. O evento começou na terça-feira (5/10) e vai até a quinta (7/10) reunindo mais de 1.300 empresas expositoras de 44 países.

A 13ª Fruit Attraction é o primeiro evento presencial desde o início da pandemia Covid-19 (Foto: Web)
A 13ª Fruit Attraction é o primeiro evento presencial desde o início da pandemia Covid-19 (Foto: Web)

O estande brasileiro tem a coordenação da Abrafrutas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil).

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Expofruit está definida para acontecer entre 24 e 26 de novembro.

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A hora e a vez de se discutir a Saúde Pública

Por Josivan Barbosa

A pandemia da Covid – 19 traz para a discussão uma situação que já se arrasta no país, nos governos estaduais e nos municipais por muito tempo. De um lado os que defendem mais gastos da União com a saúde pública e do outro os que defendem o lado econômico, com a justificativa de que os recursos não são adequadamente aplicados.O que entendemos e defendemos é que saúde pública precisa de muito investimento. Os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) investem, em média, 6,6% do PIB em saúde pública e o Reino Unido, com sistema parecido com o nosso, investe quase 8% do PIB, mas, com uma população que representa apenas um terço da população brasileira.  O Brasil investe apenas 3,8% do PIB.

Diante desse quadro, o desafio que se apresenta é avançar na gestão dos recursos públicos. Parece que é inevitável que os governos, independente do nível, precisam se direcionar para melhorar a produtividade da gestão pública. Para isso, é fundamental trabalhar com inovação e de forma integra com o setor privado.

O SUS, apesar de ser referência no mundo, apresenta baixo grau de penetração de tecnologia, a ponto dos hospitais públicos e os universitários apresentarem pouca adoção de processos digitais quando comparados aos hospitais privados.

Fábio Faria

O novo ministro do Rio Grande do Norte responsável pela Pasta das Comunicações, Fábio Faria (PSD) estuda criar uma secretaria de comunicação internacional para melhorar a imagem do país no exterior. A proposta tem apoio de outros ministros como Paulo Guedes (Economia), Tereza Cristina (Agricultura) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

A nova secretaria teria a missão de uniformizar o discurso do Governo em questões como meio ambiente e comércio exterior.

Concursos públicos

O Ministério da Economia tem uma demanda reprimida de 24 mil cargos públicos para concurso no próximo ano.  Os dados foram atualizados até o mês de maio e o Governo terá até o mês de agosto para encaminhar a Proposta de Lei Orçamentária que nela deve conter a autorização para o concurso.

É uma boa oportunidade para que a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) se antecipe e apresente a sua demanda reprimida, a qual deve priorizar a contratação de servidores técnicos administrativos em educação para os câmpus, notadamente Angicos e Pau dos Ferros. Há, também, necessidade de ampliar a força de trabalho para o curso de Medicina em processo de instalação.

Casa dos ventos

A subsidiária brasileira da multinacional de mineração e metais a Anglo American firmou parceria com a Casa dos Ventos por 20 anos para fornecimento de energia eólica do nosso parque Rio dos Ventos.  No contrato a empresa adquiri 195 MW (megawatts). A mineradora necessita de um total de 340 MW para atender a sua demanda por energia no país.

O projeto Rio dos Ventos (Caiçara do Rio dos Ventos, Riachuelo, Rui Barbosa e Bento Fernandes) é formado por 08 parques eólicos, cuja potência total é de 504 MW. O vento dessa região é homogêneo com rendimento médio de 60%. A Casa dos Ventos vai investir R$ 2,4 bilhões no projeto como um todo.

Casos de Covid x agricultura irrigada

A agricultura irrigada, umas das principais atividades geradoras de emprego e renda do Rio Grande do Norte ainda não sabe como trabalhar o problema do aumento de casos de Covid-19 no estado. Nos meses de junho e julho o problema pode ser minimizado pois predomina atividades de preparo do solo e plantio, onde os trabalhadores de campo ficam, pela própria natureza da operação mais isolados. O problema maior e que exige mais cuidados é a partir do mês de agosto, quando se iniciam as operações de packinghouses (casas de embalagem) nas quais os trabalhadores ficam mais próximos e em ambiente fechado.

Outro problema que precisa ser administrado pelas empresas exportadoras de frutos tropicais da nossa região é como o importador vai se comportar diante da pandemia no tocante aos controles e exigências no tratamento pós-colheita dos frutos.

O fluxo de caminhoneiros que se intensifica a partir do mês de agosto também pode representar uma preocupação a mais para as empresas de agricultura irrigada.

Frutas para o Japão

O governo nipônico revisou a lista de países com permissão para exportar ao Japão frutas como melão, melancia, e outras espécies do gênero “Cucurbita e Cucumis”. Na comunicação do Governo japonês o Brasil foi retirado da lista de países com proibição de exportação desses produtos na sua forma in natura (frutos frescos).

Mosca: um problema (Foto: web)

Assim, foi retirada a proibição de exportação de melão do Brasil ao Japão, em virtude da ocorrência da mosca do mediterrâneo, uma vez comprovado que as frutas desses gêneros não seriam hospedeiras desses insetos. A despeito disso, o Brasil está sujeito a “necessidade de medidas fitossanitárias específicas” em razão da ocorrência da mosca-das-frutas (Anastrepha grandis – South American cucurbit fruit fly).

Frutas para o Japão II

As frutas submetidas a “medidas fitossanitárias específicas” devem apresentar: A) Resultados bem sucedidos de testagens específicas ou realização de tratamentos fitossanitários (termoprocessamento, por exemplo); e B) Anexação de Certificado Fitossanitário com a menção dos resultados bem sucedidos dos testes ou realização de tratamento mencionados no item anterior.

Além dessas medidas específicas, o produto estará sujeito às inspeções ordinárias de importação. Nesse contexto, foi requerido ao Brasil o encaminhamento de plano de trabalho para exportação e descrição das medidas de mitigação de pragas adotadas pelo País, sujeitos a aprovação das autoridades japonesas para posterior abertura do mercado local. As negociações relativas ao tema estão sendo conduzidas pela Adidância Agrícola da Embaixada do Brasil.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Empresários reapresentam projeto de Ferrovia Mossoró-Natal

A Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) apresentou pedido para que o Governo Fátima Bezerra (PT) exume o “Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica do Trecho Ferroviário Mossoró-Natal”.

Projeto primário foi apresentado em 2005 e prevê interligação entre maiores cidades do RN (Foto: ilustrativa)

Esse projeto não é novo, mas continua atual – à exceção da atualização de custo, tendo sido entregue pela entidade em 2005, no Governo Wilma de Faria (já falecida). Estimativa era de investimentos da ordem de R$ 800 milhões.

À época, o presidente da Acim era o empresário Vilmar Pereira. O titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado era o economista João Maia (PR), atual deputado federal.

O projeto foi encomendado à empresa brasiliense Petcon.

PPP e Porto Seco

No ato de criação da Câmara Setorial da Indústria em evento na sede da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC) em Natal,  no último dia 20 (veja AQUI), o presidente da Acim, José Carlos Matos, reiterou essa necessidade de discussão e avanço do projeto. Ele e o empresário Nilson Brasil, também dirigente dessa associação, já encaminharam cópias do projeto ao titular da Sedec, Jaime Calado.

A crença da Acim, é que investidores internacionais e Parceria Público-Privada (PPP) possam dar vida à ferrovia, ensejando integração de sistema multimodal de logística (terrestre, ferroviário, aéreo, navegação) para fluxo de produção da fruticultura, minérios e outras commodities.

Paralelamente, não se deve descartar a possibilidade paralela, também em diálogo com a iniciativa privada e governo, de fomento de um porto-seco na região de Mossoró, discussão que remonta ao início dos anos 90.

Veja AQUI o que uma commoditie;

Veja AQUI o que é um porto seco.

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O Rio Grande do Norte de Fátima

Por Gutemberg Dias

O Rio Grande do Norte vive um momento muito crítico do ponto de vista administrativo. Não resta dúvida que isso é resultado de um acúmulo de erros de várias gestões. A partir de primeiro de janeiro/2019 o Estado estará sobre nova administração e o que se espera é que ela consiga, pelo menos, tirar o elefante da UTI.

A futura governadora Fátima Bezerra tem um grande desafio, nos próximos meses: mostrar ao povo do RN que ela e sua equipe farão diferente. Sair da retórica do palanque para efetivamente executar o que prometeu.

Vários são os gargalos que ela terá que enfrentar. O primeiro e mais crítico é a questão da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. Os servidores convivem com atrasos há mais de dois anos. Uma parte recebeu o 13o salário de 2017 no último dia 28, ou seja, não será uma tarefa fácil dialogar com as categorias pedindo mais tempo e calma para a resolução do problema.Os policiais civis e o Itep se anteciparam e entraram em greve cobrando os salários atrasados e o 13o salário de 2017. Foram atendidos nesse último pleito. Mas, pelo andar da carruagem, devem iniciar o ano de braços parados, mesmo a justiça definindo que a greve dos policiais é ilegal. Se voltarem irão fazer a chamada operação padrão.

No campo da segurança pública, espaço onde a população deverá avaliar o próximo governo, será preciso um esforço muito grande e sistêmico para poder engendrar um projeto que possa dar cabo a uma redução, principalmente, dos homicídios, já que esses são para o senso comum o termômetro da insegurança.

Para mim, o caminho tem que passar pelo fortalecimento da Polícia Civil e o Itep. No Rio Grande do Norte, mais de 90% dos crimes não são elucidados por falta de estrutura investigativa. Claro que a Polícia Militar nas ruas terá um papel importante, mas apenas homens e armas nas ruas podem não ser a solução para o grosso do problema.

Um outro gargalo será a saúde. Será necessário que o próximo governo repense as estratégias de regionalização e, sobretudo, conclame os municípios para que juntos possam repactuar as ações em saúde.

Por fim, a grande esperança é a dinamização do setor econômico. O petróleo ainda continua sendo um grande impulsionador da economia do Rio Grande do Norte, bem como, o setor salineiro e a fruticultura, sem contar o setor mineral que pode ser alavancado para reposicionar o estado entre os maiores do Brasil.

A pujança econômica do Estado está na região de Mossoró, ou melhor dizendo, na região Oeste. Espero que o novo governo não seja como os outros e suas ações terminem na Reta Tabajara.

A locomotiva econômica deu um grande crédito a governadora Fátima Bezerra; agora ela precisa de lenha para crescer ainda mais.

No mais é esperar. Eu desejo o todo o sucesso a governadora e à nova equipe que irá gerir os destinos do Rio Grande do Norte. Que zelem pelo dinheiro público e construam caminhos para um Estado mais forte.

Gutemberg Dias é professor da Uern, empresário e Conselheiro da Fundação Nacional da Qualidade

Oito estados do Nordeste lideram “extrema pobreza” do país

Por Josivan Barbosa

A extrema pobreza cresceu em todo o país durante a crise, de 2014 a 2017, mas foi na região historicamente mais carente, o Nordeste, em que essa piora se deu de forma mais intensa. Estados como Bahia, Piauí e Sergipe viram dobrar ou quase dobrar o número de famílias vivendo na miséria.

Nove Estados atingiram um nível recorde no ano passado. Na média nacional, a pobreza extrema avançou de 3,2% em 2014 para 4,8% em 2017, maior patamar em pelo menos sete anos. Dos dez Estados com maior proporção de famílias vivendo em situação de miséria no país, oito ficam no Nordeste.

O Maranhão segue liderando o ranking de extrema pobreza do país. Mais abaixo aparecem Acre, Bahia, Piauí, Alagoas, Sergipe, Amazonas, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Na contramão, a Paraíba registra diminuição.

São consideradas em situação de extrema pobreza as famílias com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 85 no ano passado.

Inflação

O próximo governo terá que se posicionar acerca do que fazer com a continuidade do regime de inflação. Mantida a regra, ele terá que definir em 2019 a meta de 2022 e assim sucessivamente, até definir a meta de 2025 no seu último ano de gestão, em 2022.

Quando o atual regime de inflação se iniciou, o país tentou ter um sistema que convergisse para metas muito baixas, que esbarrou nas dificuldades vivenciadas pela economia brasileira a partir de 2001. Depois de alguns anos tumultuados, a partir de 2005 e por um período de 14 anos, vigorou uma meta de 4,5%.

Ano passado, o governo anunciou duas novidades. A primeira foi a redução da meta, pela primeira vez desde meados da década passada. E a segunda foi a mudança da periodicidade, uma vez que ao invés de em junho ser definida a meta dois anos à frente, estendeu-se o período de alcance da meta e ela foi fixada também para 2020, quando será de 4%, tendo sido a meta de 2019 definida em 4,25%. Em junho do corrente ano, o Governo apontou a meta de 2021, que, conservando a tendência, foi definida em 3,75%, com nova queda de 25 pontos.

Campos Maduros

A ANP publicou resolução que reduz em até 5% a cobrança de royalties sobre a produção incremental em campos maduros. Isso deve atrair interessados nesses campos, já que se disciplina sobre o que deve ser feito para obter tais incentivos para elevar a vida útil dos campos, mas por outro lado reduz a arrecadação de royalties para os governos municipal, estaduais e federal.

Os campos maduros são os que têm mais de 25 anos ou os que já atingiram 70% da estimativa de produção. Nessa concepção há 241 campos (53% do total do país), dos quais 54% estão concentrados na Bacia de Campos, cuja produção começou nos anos 70. A Bacia RN-CE tem também um número considerável de poços maduros e há uma expectativa de que a exploração pelo setor privado se converta em incremento de royalties.

Fruticultura

Os exportadores de frutas do Brasil veem boa chance de ganhos se houver uma negociação com os Estados Unidos sobre reciprocidade tarifária, como o presidente Donald Trump ameaça fazer com vários parceiros. De acordo com Luiz Roberto Barcelos (Sócio-proprietário do grupo Agrícola Famosa, presidente do COEX e presidente da Associação Brasileira de Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) será uma boa oportunidade porque há anos se tenta melhor acesso aos EUA, mas sem sucesso.

Trump tem feito ameaças persistentes de impor taxas de reciprocidade sobre vários parceiros com o objetivo de ter as mesmas tarifas de importação que esses parceiros aplicam contra os EUA, sem levar em conta que as alíquotas existentes são resultado de demoradas barganhas.

Exportação de frutas

O Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas, atrás de China e Índia. Mas só exporta 2,5% do que produz, e sua fatia nas vendas globais é de 3%. Para 2018, a expectativa é que as exportações brasileiras cresçam cerca de 12% e alcancem quase US$ 1 bilhão. Com a recessão no país até recentemente, a demanda interna caiu e a saída foi lutar mais no exterior.

Cimento

No início do ano, o setor cimenteiro projetou, conforme desempenho verificado a partir de dezembro de 2017, que as vendas de cimento poderiam crescer de 1% a 1,5% neste ano, comparado com o desempenho de 2017, que foi de 53,3 milhões de toneladas. Mas, o que se verá é um decréscimo da ordem de 2% ante o desempenho de 2017. E a capacidade ociosa do parque fabril cimenteiro deverá terminar o ano em 48% – o parque cimenteiro tem condições de fabricar 100 milhões de toneladas ao ano. Em quatro anos, a retração acumulada nas vendas das cimenteiras chega a 26%

Estimava-se vender 54 milhões de toneladas em 2018. Agora, nos cálculos do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), com números revisados, após os dados de setembro, estima-se vendas de 52,1 milhões de toneladas.

Anos dourados

Os anos dourados da indústria cimenteira – de 2005 a 2014 – ficaram apenas na lembrança das fabricantes locais. No período, o consumo no país mais que dobrou, para 72 milhões de toneladas. Hoje, de 100 fábricas instaladas, cerca de 20 estão com atividades paralisadas e das 80 que operam muitas estão com um ou até dois fornos desativados.

Os números compravam essa realidade. O SNIC divulgou que as vendas internas caíram 2,2% na soma de janeiro a setembro, na mesma base de comparação, para 39,52 milhões de toneladas. Em setembro, frente ao mesmo mês de 2017, o recuo foi de 5,6%, em 4,6 milhões de toneladas. Em 12 meses, de outubro do ano passado a setembro, as vendas caíram 2,9%, ficando em 52,4 milhões de toneladas.

O aumento do custo do frete é um item crucial no negócio do cimento e do coque. Gastos com transporte de cimento correspondiam a 28% da receita líquida das empresas. Com o reajuste de 114%, essa fatia elevou-se para cerca de 50%. É um grande baque na conta das empresas. O coque, que representa 35% do custo de fabricação do cimento e é trazido dos EUA, subiu quase 200% em dois anos e meio.

Biometria

A identificação biométrica não funcionou para 10% dos mais de 87 milhões de eleitores habilitados a usar tecnologia na eleição de domingo. O percentual, que é superior aos 8,5% do pleito de 2014 – quando 21,6 milhões de eleitores tinham digitais cadastradas – foi considerado aceitável pelo tribunal. O plano do TSE é ter um índice de reconhecimento superior a 90%.

Explicação

Três fatores podem ter feito o percentual ficar em 10% no primeiro turno do pleito deste ano. O primeiro está relacionado à coleta inicial das digitais. Se o processo não foi bem feito, a verificação na sessão de votação pode dar problemas. O segundo é o possível desgaste da digital entre a coleta e o dia da votação por conta de fatores como o tempo seco ou sujeira. A terceira hipótese é uma falha no acompanhamento por parte do mesário.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Agricultura irrigada na terra da Expofruit

Por Josivan Barbosa

A Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2018 é mais uma edição da nossa feira de frutas que iniciou-se em 1993 com o nome de Fenafruit, num projeto audacioso coordenado pelo professor Luiz Soares da Silva, que na ocasião exercia o cargo de presidente da Profrutas.

Nos tópicos abaixo contamos um pouco da história da agricultura irrigada na terra da Expofruit.

O plantio de melão na nossa região começou no final da década de 70 pelas mãos do engenheiro agrônomo Roberto Kikuti e do espanhol Manolo, contratados pela Mossoró Agroindustrial S/A (MAISA) para serem os responsáveis pela logística do caju in natura destinado ao mercado do Sudeste. O Espanhol Manolo plantou algumas sementes de melão trazidas de São Paulo no quintal da sua casa na Vila da Maisa (Agrovila Ângelo Calmon de Sá). O resultado foi um melão de excelente sabor.

Produto se tornou uma marca de exportação e negócio próspero, apesar de muitas dificuldades (Foto: Web)

Devido ao sucesso na qualidade do melão, os dois técnicos levaram uma proposta de plantar melão ao empresário Geraldo Rola, o qual aceitou de imediato. A região da Maisa concentra um grande número de pequenos, médios e grandes produtores de melão e melancia. Muitos dos produtores trabalharam como engenheiros agrônomos na antiga Maisa.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit II

A história da nossa agricultura irrigada passa, também, pelos municípios de Governador Dix-Sept Rosado e Caraúbas. Em meados da década de 90 alguns produtores da região experimentaram a cultura do melão em Governador Dix-Sept Rosado. O insucesso do melão em Governador Dix-Sept Rosado foi atribuído aos solos rasos e a alta salinidade da água no segundo semestre do ano.

Nesta mesma época a Fazenda São João experimentou plantar melão no município de Caraúbas. A água naquela microrregião era proveniente do arenito-açu, com poços a uma profundidade de cerca de 500 m. O insucesso da cultura do município de Caraúbas é atribuído a fatores externos à produção. Naquela época o município passava por uma onda de violência, oriunda de sucessivos crimes entre famílias tradicionais da região do Médio Oeste.

Nos últimos anos o melão retornou a ser plantado nesses municípios, agora sob a responsabilidade das empresas WG e Vita Mais.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit III

Alguns produtores de melão do Agropólo Mossoró-Açu (como era denominada região) e circunvizinhos tentaram produzir melão na microrregião de Upanema a partir do início dos anos 90. As agroindústrias mais tradicionais que plantaram melão no município de Upanema foram a Fruitland Ltda e a Ferrari Produção e Distribuição de Frutas ltda. O melão produzido em Upanema era de excelente qualidade. Plantava-se o melão tipo amarelo, Pele de Sapo, Orange Flesh e os tipos nobres (Cantaloupe e Gália).

A água daquela microrregião é de excelente qualidade e os poços são de baixa profundidade (80 a 150 m). A vazão dos poços é baixa e os solos são arenosos, com manchas pouco permeáveis, o que dificultava o cultivo em épocas de chuva. O principal problema da cultura do melão no município foi atribuído a insucessos administrativos das empresas ali instaladas. Durante o último período de seca na região (2011-2017) algumas empresas passaram a adquirir áreas em Upanema e a tendência é que o município volte a ser um importante produtor de melão.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit IV

A agricultura irrigada na região do Vale do Açu teve início nos primeiros anos da década de 80 quando o engenheiro Agrônomo Dr. Davi Americano implantou as primeiras áreas irrigadas com tomate, melão, manga, cebola e mamão. Dr. Davi implantou no Vale do Açu a agroindústria Agro Know que foi desativada no início da década de 90. Outra grande empresa que se instalou na região do Vale do Açu foi a agroindústria Frunorte Ltda, que passou de seis hectares de melão cultivados no ano de 1986 para 1200 hectares em 1992.

Graças ao sucesso do melão a Frunorte implantou outras culturas nos municípios de Assu e Carnaubais. Além da manga, que chegou a uma área implantada de 460 hectares, a empresa implantou ainda áreas com acerola, pupunha e melancia. Entre outros aspectos inerentes ao setor da agricultura irrigada, o insucesso da Agro Know é atribuído a empréstimos desordenados que o cultivo irrigado não pagava. O insucesso da Frunorte é atribuído a desvalorização cambial que chegou em 1994, quando com um real se comprava 0,88 dólar e a empréstimos desordenados.

A Frunorte era uma empresa inovadora e não media esforços na importação de técnicos e administradores. Possuía um grande escritório na cidade de Assu com 55 funcionários, cuja remuneração dos chefes e chefiados superava em muito a média da cidade. A empresa importava técnicos e tecnologia de Israel e apresentava alta rotatividade dos administradores (chefes de recursos humanos, diretor técnico, diretor administrativo, entre outros) e de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas. Durante o período da grande seca (2011-2017) algumas empresas produtoras de melão e melancia se instalaram no Vale do Açu e nas regiões circunvizinhas de Afonso Bezerra, Jandaíra e Pedro Avelino.

Área de produção da marca "Melão Mossoró" potencializa produto que tem história no semiárido

Agricultura irrigada na terra da Expofruit V

Atualmente a região da Grande Maisa possui a maior concentração de empresas da agricultura irrigada do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE. Tudo começou com o empresário Francisco Camargo que capitaneou a instalação nas microrregiões de Pau Branco e Mata Fresca de várias agroindústrias de melão nas décadas de 80 e 90, entre elas a Viva Agroindustrial, Transeuropa, Brasil Tropical e Alba Agrícola. Outros exemplos nessa microrregião são as agroindústrias Ariza (capitaneada pelo empresário Nóbrega) e Rafitex. A primeira atingiu o auge na produção de melão no ano de 1992 chegando a 300 hectares da cultura na safra.

O insucesso da Ariza é atribuído ao uso de água escassa oriunda de uma lagoa susceptível a concentração de sais no segundo semestre e a proximidade do litoral (ventos fortes com movimentos de areia prejudicavam a cultura). O insucesso da Rafitex, além dos problemas administrativos (não possuía quadro técnico capacitado e experiente) é atribuído a problemas na captação de água de um poço profundo ocasionado por defeitos numa bomba importada dos EUA. A empresa chegou até a contratar, sem sucesso, o serviço de um técnico americano para consertar a bomba.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit VI

Nos vizinhos municípios de Grossos e Areia Branca também já experimentou-se a cultura do melão. Em Areia Branca (Ponta do Mel) a empresária Mônica Rosemberg implantou, no início da década de 90, a agroindústria Duna, a qual teve vida útil muito curta, ficando no mercado por apenas três anos. No Município de Grossos, no início dos anos 2000, a agroindústria Fruitland testou, na época da chuvas, o plantio de melão na comunidade rural de Areias Alvas.

Zona azul

O município de Mossoró precisa resolver de uma vez por todas essa polêmica do projeto da Zona Azul. Uma forma simples, moderna e eficiente seria copiar o que está sendo feito em Fortaleza. O Sistema de Zona Azul digital de Fortaleza será mais cômodo aos condutores. A ideia é que faça uma carteira digital no celular.

A medida que o condutor parar na vaga, a obrigação é acionar o aplicativo. Se o usuário ativar o serviço de geolocalização, automaticamente ele nem se preocupa. Caso contrário, ele ativa o aplicativo e usa o crédito no tempo de interesse.

Se o condutor encontrar-se ocupado e o tempo estiver próximo de acabar, ele será notificado pelo sistema e poderá ativar mais tempo.

Quanto às pessoas que não usam celular, haverá pontos fixos de venda digital.

Ao digitar e não constar o pagamento do serviço, o veículo será multado por estacionamento indevido. Não se tem a obrigação de dizer a localização, mas sim de pagar aquele valor pela vaga. A Prefeitura realizou um estudo de tempo de uso de vaga em cada região da cidade. Haverá regiões onde o tempo será maior devido às atividades existentes, como em uma área de instituições de ensino e regiões de grande fluxo de comércio, como no Centro da Cidade.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

RN será ultrapassado nos investimentos em eólica

Por Josivan Barbosa

Com ventos estratégicos, infraestrutura logística e incentivos governamentais, a Bahia atraiu empresas produtoras de equipamentos para a geração eólica no Polo de Camaçari e avança rumo a se tornar o líder nacional na produção de energia dos ventos.

Atualmente o Estado conta com 2.701 megawatts (MW) de potência instalada em eólicas, e com a incorporação dos parques que estão em construção, alcançará 5.104,5 MW até 2023. Com isso, vai ultrapassar o Rio Grande do Norte, que hoje lidera a geração de eólica no país, que deverá chegar a 4.528 MW nos próximos anos.

Nos últimos três anos, foram construídos na Bahia 71 parques eólicos com uma capacidade instalada de 1.700 MW, um investimento de R$ 6,7 bilhões com geração de 26 mil empregos, segundo o governo do Estado.

Mossoró longe de BSB

A gestão municipal está afastada dos corredores dos ministérios em Brasília. O município não tem conseguido avançar na captação de recursos federais, mesmo com a sinergia do Governo Federal nesse sentido.

Contrariando uma tendência de queda acentuada nos últimos três anos, as transferências federais para custear investimentos dos municípios registraram crescimento nos quatro primeiros meses deste ano.

Entre janeiro e abril, o governo federal repassou o total de R$ 2,54 bilhões às prefeituras para investimento público, de acordo com dados compilados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O montante é 147% maior do que o valor desembolsado pela União no mesmo período do ano passado, mas quase 98% (R$ 2,46 bilhões) do total transferido dos recursos são destinados ao pagamento de obras contratadas pelas prefeituras em anos anteriores e que ainda não foram quitadas.

Fruticultura

Os produtores de frutas para exportação podem ser duramente afetados pela sinergia entre duas grandes redes de supermercados europeus, Tesco e Carrefour. Os grupos britânico e francês vão combinar suas fortes posições de mercado para adquirir em conjunto produtos de marca própria e outros bens, como parte de uma união de longo prazo que inicialmente terá duração de três anos.

Tesco e Carrefour disseram que a aliança levará a preços mais baixos e à melhoria da qualidade e das escolhas para os clientes, fortalecendo ao mesmo tempo suas relações com os fornecedores. Se já era difícil o nosso exportador de frutas atender às exigências de certificação de um grupo isolado, como por exemplo o Tesco, imaginemos a nova situação.

Haddad

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da educação, Fernando Haddad reforça dentro do partido a percepção de que ele deve ser o escolhido para representar o ex-presidente nas urnas, caso o registro eleitoral de Lula seja indeferido.

O ex-prefeito se encontrou com o ex-presidente na quinta-feira passada. Após a conversa, Lula orientou Haddad a informar o partido sobre a decisão de integrá-lo à sua equipe de defesa. A partir de agora, os dois poderão se encontrar com mais frequência e privacidade. A estratégia é uma forma de driblar a restrição de visitas políticas a uma hora por semana.

As pesquisas mais recentes do Datafolha e do Ibope dão fôlego ao ex-presidente e respaldam a estratégia de levar sua candidatura presidencial até o prazo limite para uma eventual substituição. As pesquisas indicam ainda que se Lula indicar alguém, esse substituto estaria com o passe garantido para o segundo turno.

Crédito habitacional

A queda da Selic, de 14,25% para 6,5% ao ano de outubro de 2016 para cá, até provocou algum recuo das taxas de financiamento imobiliário. Nesse intervalo, os juros cobrados para aquisição ou construção da casa própria cederam, em média, de quase 11% para 8% ao ano. Só que quando vai buscar recursos nos grandes bancos, o consumidor tem encontrado custos bem mais salgados. E quando coloca na conta os seguros obrigatórios de morte e invalidez permanente (MIP) e de danos físicos ao imóvel (DFI), incorporados nas prestações, o preço final pode ter grandes diferenças.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Fruticultura precisa de estrada para escoar produção

Por Josivan Barbosa

O prefeito de Apodi, Alan Silveira (MDB), prometeu apoio à chegada da Brazil Melon na região compreendida entre os municípios de Apodi e Severiano Melo. A empresa firmou uma parceria com a tradicional Fazenda Bela Fonte que está instalada em solos arenosos no entorno da Chapada do Apodi.

O município de Apodi precisa articular com o Governo do Estado a construção do trecho de estrada entre a comunidade de Soledade e a divisa com o CE. Essa via é conhecida como Estrada do Arenito.

Se o governo do RN fizer a sua parte, o Estado do Ceará, com certeza, fará o restante que compreende da divisa do RN até o Distrito de Olho D’água da Bica em Tabuleiro do Norte. A estrada contorna a Chapada do Apodi e passa pela região dos Campos (Campos Novos e Campos Velhos). A Estrada do Arenito beneficiará hoje cerca de 10 empresas de fruticultura que já estão instaladas na região e que precisam escoar a produção pela BR 116 via portos do Ceará (Pecém e Mucuripe).

Brazil Melon

A Empresa Brazil Melon nasceu no início da década passada após o fechamento da Maisa. O seu proprietário, engenheiro agrônomo Francisco Vieira, foi funcionário da MAISA e, a exemplo de outros profissionais do setor, instalou uma pequena empresa no Sítio Jardim (localizado na Estrada do Melão) e hoje a empresa expandiu-se para o Córrego Mossoró, Mata Fresca (Aracati), antigas áreas da Maisa e mais recentemente chegou à região de Apodi-Severiano Melo.

A Brazil Melon traça o mesmo caminho da Agrícola Famosa na busca por novas áreas com disponibilidade de água para a atividade de agricultura irrigada. A parceria com a Bela Fonte, tradicional fazenda da região com cerca de 800 hectares, representa uma boa perspectiva de ampliação da área irrigada. No entorno da Chapada do Apodi (localização da Bela Fonte) há água de boa qualidade do lençol freático Arenito-Açu à baixa profundidade, o que facilita muito a redução do custo da água. Naquela região do entorno da Chapada do Apodi, a água pode ser encontrada em vazão razoável, profundidade de até 300 m, muito diferente da região original da Brazil Melon que pode chegar a 900 m.

São Francisco

O Ministério da Integração Nacional estuda a possibilidade de instalar usinas de geração de energia solar para realizar o bombeio da água no projeto de transposição do rio São Francisco. A tecnologia permitirá a redução de gastos com energia, que respondem por cerca de 80% do custo operacional previsto da transposição, da ordem de R$ 40 milhões por mês.

O canal de integração do São Francisco tem disponível uma faixa de servidão de 200 metros ao longo dos 417 de extensão. A ideia é utilizar esse espaço para a implantação dos parques de energia solar.

Gastos públicos

Gastos públicos em educação, saúde, transporte, saneamento, segurança, etc. podem ser mais eficientes. Tomemos o caso da educação. Gastos mais eficientes em educação significam alunos egressos do sistema com mais conhecimentos e habilidades, a um custo por aluno mais baixo. Como chegar a este resultado?

Estudos de desempenho escolar, mostram ser o resultado de múltiplos fatores. Alguns estão sob o controle do sistema escolar: qualidade e motivação dos professores, qualidade do material didático, currículos, abordagens educacionais.

Mas outras são independentes do sistema escolar: atributos socioeconômicos dos alunos, nível de educação dos pais, renda das famílias, educação pré-escolar, saúde das crianças, interesse dos pais na educação dos filhos, qualidade da alimentação no lar, salubridade das moradias. É um sistema complexo cuja eficiência pode aumentar com medidas bem direcionadas, bem estruturadas (integrando ações de várias secretarias tanto dentro da escola como no meio social dos alunos) e o esforço é contínuo.

Planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu em 10% o limite máximo para os reajustes dos planos individuais e familiares para os próximos 12 meses. Há a possibilidade de que as operadoras apliquem os novos valores de forma retroativa, já que o reajuste autorizado do ano passado – de até 13,55% – era válido até maio deste ano.

Assim que for anunciado, o aumento poderá ser aplicado a todos os planos individuais e familiares contratados a partir de janeiro de 1999. Esses planos representam perto de 20% do mercado de saúde suplementar, algo em torno de 9 milhões de usuários.

Para os planos coletivos ou empresariais, a atualização dos preços é feita livremente, em negociação direta com as operadoras, sem intermediação da ANS.

Ciro

O candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) tenta acordo com o DEM para ampliar as suas alianças rumo ao segundo turno. As conversas com o PDT sobre um possível apoio à candidatura presidencial de Ciro Gomes são criticadas por líderes do DEM nos bastidores, dadas as diferenças ideológicas. Três dos principais candidatos da sigla, contudo, podem repetir essa coligação nos Estados, composições que seriam facilitadas por um acordo nacional. No Rio Grande do Norte, o governadorável Carlos Eduardo Alves (PDT), tende a receber apoio do DEM do senador José Agripino Maia.

Carlos Eduardo e Ciro podem ter apoio do DEM (Foto: arquivo)

Em Goiás, o senador Ronaldo Caiado (DEM), que lidera em todas as pesquisas, convidou a deputada Flávia Morais (PDT) para vice. A pedetista disse que o partido quer montar um palanque forte para Ciro no Estado e uma eventual composição nacional facilitaria a aliança local.

No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) mantem boa relação: deu ao PDT a vaga de vice do candidato à sua sucessão há dois anos e busca o partido para concorrer ao governo.

No Ceará, terra de Ciro, o prefeito de Fortaleza é do PDT e o vice, do DEM. Ambos negociam uma ampla aliança em torno do governador Camilo Santana (PT), aliado da família Gomes.

Tempo de TV

A relação entre as alianças prováveis e a soma do tempo de propaganda gratuita na TV de cada candidato mostra como estão longe da realidade concreta essas conversas exploratórias. Hoje as alianças são feitas buscando ampliar o tempo de tv no qual Geraldo Alckmin (PSDB) está em primeiro lugar, com 5min (aliado ao PSD, DEM, PTB, SD, PRB, PP, PSC).

Em segundo vem Fernando Haddad (PT), com 1min40s, em voo solo.

Em terceiro, Ciro Gomes (PDT), com 1min30s (aliado ao PSB e PCdoB).

Em quarto Jair Bolsonaro (PSL) com 9s em voo solo.

Em quinto Marina Silva (Rede), com 8s também em voo solo.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Dinheiro internacional à disposição do Rio Grande do Norte

Por Josivan Barbosa

O Rio Grande do Norte Sem Sorte não dá sinais de que deseja captar recursos do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o conhecido banco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China). Não se tem notícia de que alguma empresa do Estado procurou apoio governamental para captar empréstimo junto ao NBD.

O banco dos Brics começou a financiar diretamente empresas no Brasil sem garantia soberana. O montante total de crédito para o país poderá alcançar US$ 1 bilhão neste ano.

O Rio Grande do Norte Sem Sorte, a exemplo do Brasil, está atrasado no recebimento de financiamento do banco dos Brics.

Em quase três anos de funcionamento da instituição, foram aprovados quatro projetos para o país, num total de US$ 621 milhões: US$ 300 milhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); US$ 50 milhões para o Pará (desenvolvimento urbano); US$ 71 milhões para o Maranhão (logística e rodovia); e os US$ 200 milhões para a Petrobras.

Parques tecnológicos

Enquanto o Rio Grande do Norte mostra total ineficiência na captação de recursos junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação para instalar o seu primeiro parque tecnológico, no Rio Grande do Sul esses equipamentos têm sido vitais para incentivar os negócios conectados. No Estado há 21 parques tecnológicos e 30 incubadoras.

Os três parques ligados a universidades – Tecnopuc, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), Tecnosinos, da Unisinos, e Techpark, da Feevale – reúnem 250 empresas e nos últimos anos geraram 15 mil empregos. As instituições chegaram a disputar investimentos, mas há dois anos firmaram acordo de cooperação para intercâmbio de startups e atuação conjunta em missões internacionais, quando se apresentam como ambiente único de inovação.

O capital humano oferecido pelas universidades no entorno dos parques faz toda a diferença na atração de investidores.

No Rio Grande do Norte o primeiro parque tecnológico poderia ser instalado na área de energia renovável e seria fundamental um sinergismo entre as universidades públicas, IFRN e universidades privadas.

Costa Branca

As praias da Costa Branca estavam desertas no feriadão de Corpus Christi. Tibau é o exemplo mais emblemático. Depois de perder o turista regional nos feriados prolongados, Semana Santa e nas férias do meio do ano, a tendência é de um veraneio que se resuma aos quatros finais de semana de janeiro.

O principal atrativo da cidade-praia mais próxima de Mossoró, Vale do Jaguaribe e Paraíba sempre foi a praia das Emanuelas, entretanto, a sua orla continua com a infraestrutura dos anos 90.

Infelizmente o município não tem desenvolvido a competência para atrair o turista da vizinha Canoa Quebrada e nem o turista que se desloca de Natal para Fortaleza e vice-versa.

Frutas e frete

A transportadora marítima Maersk, líder no Brasil após comprar a concorrente Hamburg Süd e que detém hoje quase 35% dos tráfegos de longo curso que envolvem o país, aumentou em   US$ 90 dólares o custo do frete marítimo de longo curso do contêineres refrigerados de 20 pés (o chamado Teu). Este aumento tem impacto direto no lucro dos produtores de frutas.

A tendência é de redução das margens de lucro, já que a Europa não tem essa cultura de inflação e o consumidor não aceita que o aumento do custo do frete marítimo seja repassado para o produto. Assim, o produtor de fruta que sofreu seis anos com a seca, agora corre o risco de sofrer com o aumento do preço do petróleo no mercado internacional o que impacta no preço do frete.

O preço do barril do petróleo baliza o do combustível marítimo, o chamado “bunker”. Na Maersk, a cada US$ 100 a mais por tonelada do “bunker” há um custo adicional de US$ 400 milhões.

Kit gás natural

O serviço leva um dia e custa, em média, R$ 3.990. O preço é referente ao kit Geração 5, considerado o mais moderno. A economia com uso do GNV em comparação à gasolina varia entre 43% e 58% (de acordo com o preço na bomba) e de 44% a 66% em comparação ao etanol.

O custo médio do quilômetro rodado com GNV é de R$ 0,17, enquanto com gasolina pode chegar a R$ 0,36 e com etanol, R$ 0,39. Significa que, com R$ 30, o motorista roda 177 km com gás natural veicular, 84 km com gasolina e 77 km com etanol.

Ainda há perda de potência nos carros com o GNV, mas com os avanços tecnológicos do kit Geração 5, disponíveis desde 2010, a perda de potência foi reduzida em torno de 10% (considerando o equipamento anterior, Geração 3), ou seja, hoje a potência fica 3% menor.

Convulsão

A convulsão brasileira que ferveu em 2013 e prosseguiu como avalanche derrubou certezas, arrastou uma nuvem de fúria popular indignada com o sistema político, com a baixa qualidade dos serviços públicos, com a batalha diária para se locomover e viver nas grandes cidades, em especial com a corrupção escrachada da classe política brasileira.

O Brasil viveu, depois do que muitos chamaram de Jornadas de 2013, uma eleição presidencial repleta de ódio em 2014, o impeachment de uma presidente em 2016, a instalação do mais impopular governo desde a redemocratização e que está hoje no poder, a queda de políticos como peças de dominó a partir do surgimento da Lava-Jato em 2014 e, no calor do momento, uma crise de abastecimento com a greve dos caminhoneiros.

Caminhonaço

Nesse movimento dos caminhoneiros pode-se ver que na disseminação do espontaneísmo político no Brasil a política agoniza, sacrificada tanto pelos próprios políticos quanto pelo povo partidarizado e sectarizado, mas despolitizado.

Nas manifestações destes dias, o apelo explícito à intervenção militar no governo mostra que a militância tosca e ingênua concebe a política como instrumento do retrocesso ao passado, e não como progresso e superação de problemas e de atrasos.

O caminhonaço é o indício de que, na falta de governo, qualquer grupo pode se apossar do país, impor a todos as suas conveniências e impedir o livre e justo exercício dos direitos de cada qual. Nossa democracia unidimensional anseia por autoritarismo.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido

Estradas deficientes afetam a economia da Costa Branca

Por Josivan Barbosa

Na última sexta-feira precisamos nos deslocar de Tibau até o município de São Miguel do Gostoso. Inicialmente, pensamos em usar a BR 304 e antes de Riachuelo deixar a 304 e ir até João Câmara, Touros e São Miguel do Gostoso.  Mas, de última hora, resolvemos passar a balsa no Porto Franco (Grossos – Areia Branca) e se deslocar pela Costa Branca.

Areia Branca-Porto do Mangue é a RN-404, com problemas de dunas e buracos na pista (Foto: arquivo)

O primeiro desafio foi passar pela estrada relativamente nova que liga Ponta do Mel a Porto do Mangue. A estrada está completamente destruída.

Qualquer cidadão percebe, que mesmo sem ser usada por veículos pesados, a estrada foi construída sem o zelo adequado e sem os critérios técnicos necessários. É mais uma via da Costa Branca que precisa urgentemente ser recuperada.

Estrada Porto do Mangue – Carnaubais

O acesso para a famosa Estrada do Óleo poderia ter sido feito pela Estrada do Camarão, via o município de Pendências. Nem o lendário Jeep Discovery consegue passar por ela.

Assim, fomos obrigados a usar a Estrada da Petrobras que aumenta o percurso em mais de 60 km. Apenas estes três trechos, Tibau – Areia Branca, Areia Branca-Porto do Mangue e Porto do Mangue Estrada do Óleo consumiram mais de quatro horas.

Isto mostra a falta que faz as pontes Grossos – Areia Branca e Porto do Mangue – Macau. Sem estas ligações jamais poderemos dizer que temos uma Costa Branca.

Os trechos da Estrada do Óleo (rodovia estadual) e da BR 406 estão em ótimas condições de tráfego. Resolvemos deixar a BR 406 e deslocamos para São Miguel do Gostoso via Parazinho. O acesso (30 km) só pode ser feito por via carroçável que, pela importância turística de São Miguel do Gostoso já deveria ter sido pavimentado.

Os trechos discutidos aqui representam apenas uma pequena parcela dos desafios que o próximo governante tem com a logística turística se desejar aproveitar a integração do nosso “RN Sem Sorte” com o vizinho Ceará. Nem de longe dá para comparar a qualidade e a fluidez das rodovias do litoral norte do Ceará (Fortaleza – Jeri – Camucim) com a do nosso litoral norte (Natal – Macau – Areia Branca – Tibau).

CLC

Egídio Serpa (Colunista do Diário do Nordeste) enfatizou e elogiou a CLC, a construtora da vizinha Upanema que aos poucos está ganhando espaço de Minas Gerais ao Maranhão. “Foi a Construtora Luiz Costa (CLC), do Rio Grande do Norte, a ganhadora da licitação para a duplicação dos 7,5 km finais da CE-025, que leva ao Porto das Dunas. As obras começarão nos próximos dias. A empresa potiguar tem bom conceito.”

Oportunidade de novos empregos no RN e CE

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou que vai leiloar concessões para construção, operação e manutenção de 543 km de linhas de transmissão no Ceará e no Rio Grande do Norte que vão gerar 2726 empregos diretos nos dois Estados.

Os trechos de linha de transmissão que serão leiloados e que inclui o Rio Grande do Norte são: Jaguaruana – Açu (114 km), Jaguaruana – Mossoró (2 trechos de 54,5 km), Caraúbas – Açu (2 trechos de 65 km) e Caraúbas II (2 lotes de 100 MVA).

Fruticultura

Conversamos durante a semana com alguns produtores e exportadores de frutas do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE. Neste mês de maio estão concentrando os esforços para negociar contratos com os importadores, empresas de transporte marítimo e com as multinacionais fornecedoras de insumos (sementes, adubos, defensivos e similares).

A desvalorização do real e a intensidade de chuvas em torno da média são fatores que somam para um ano com boas perspectivas de negócio.

Sistema partidário brasileiro

O Brasil tem o sistema partidário mais fragmentado do mundo e, no entanto, não facilita a vida de candidatos outsiders, como um Joaquim Barbosa, um Luciano Huck ou um Bernardinho, três forasteiros que declinaram das pretensões eleitorais à Presidência da República ou ao governo do Rio. Mas o que pode parecer, novamente, um paradoxo é o ponto de equilíbrio de um modelo que sabe até onde é possível esticar a corda.

O sistema político brasileiro é permissivo e aberto a ponto de abrigar 35 legendas, mas impõe seus limites. Barbosa refugou da corrida presidencial por suas razões pessoais (seja ganhar mais dinheiro ou não ter a vida devassada e a reputação manchada numa campanha virulenta), pela evidente falta de socialização na política (indisposição a aprender e se subordinar aos protocolos e códigos do meio) e por fatores institucionais que desestimulam o novo.

Aqui, a classe política vive sob condições de grandes incertezas para manter o cargo sob um conjunto de regras e características que geram alta competitividade: o sistema eleitoral é proporcional – ou seja, favorece a pulverização de partidos -; a escolha dos candidatos é franqueada ao eleitor (a lista não é fechada); e o número de cadeiras legislativas em disputa em cada distrito (magnitude) é elevado. Além disso, o modelo federativo cria 27 subsistemas partidários estaduais e 5.570 municipais.

Vaquinha virtual

Os candidatos às eleições de 2018 já estão autorizados a arrecadar doações via internet, no sistema conhecido como “crowdfunding” ou “vaquinha virtual”. Os partidos, entretanto, consideram baixo o limite diário de R$ 1.064 por doador estipulado para as doações feitas via cartão de crédito, meio que, espera-se, será o mais utilizado tanto na pré-campanha, que vai até 15 de agosto, quanto na campanha.

Pela legislação atual, contribuições acima desse valor só podem ser feitas por meio de transferência bancária, desde que respeitado o limite de doações estipulado pela lei eleitoral – ou 10% dos rendimentos brutos auferidos por ele no ano anterior à eleição.

FIES

A bonança do Fies está chegando ao fim. Apesar de o programa de financiamento estudantil do governo ter encolhido drasticamente nos últimos quatro anos, os grupos de ensino superior privado ainda contavam com mensalidades de cerca de 1,3 milhão de alunos que contrataram o financiamento entre 2013 e 2014, ápice do programa. Este ano, no entanto, grande parte desse contingente vai se formar. Com isso, a receita proveniente do Fies para essas instituições, que já vinha caindo, vai ficar bem menor. No acumulado de 2011 a 2016, o governo federal desembolsou quase R$ 62 bilhões para arcar com os 2,4 milhões de financiamentos estudantis vigentes. Considerando um orçamento anual de R$ 200 milhões para uma universidade federal, os recursos destinados ao FIES daria para manter cerca de 50 IFES em funcionamento. Lembremos que não estamos ainda computando os recursos da desoneração fiscal do PROUNI.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

O começo mais difícil

Por Carlos Duarte

A ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) assume, hoje, a Prefeitura de Mossoró mergulhada numa crise administrativa-financeira sem precedentes na história recente do município. Terá à frente uma missão dificílima para equilibrar as contas públicas e devolver aos mossoroenses a esperança de dias melhores.

O começo mais difícil de sua vida pública.

O cenário conjuntural da crise nacional agrava a situação e suas ações de gestão e de políticas públicas terão que ser, imprescindivelmente, ágeis e eficazes.

Não há mais tempo a perder com lamentações e busca de culpados para o caos, a exemplo do que fez quando foi governadora do RN. O momento atual exige um outro olhar da gestora – que deve ser focado na solução de problemas com pragmatismos e inovações.

Espera-se que, desta vez, o governo Rosalba Ciarlini esteja com um Planejamento Estratégico bem elaborado e pronto para ser executado, juntamente com um competente Conselho Gestor de Crises.

Se insistir na prática da velha maneira de fazer política e na condução de gestão pública ultrapassada, certamente, sua administração será um fiasco e a população poderá até sentir saudades do ex-prefeito Silveira Junior (PSD) – o que será uma tragédia.

As evidências ainda não apontam para mudanças estruturantes, como a situação exige, mas ainda é muito cedo para conclusões precipitadas e há (pouco) tempo para correções de rumo.

O destino de Mossoró, agora, está entregue ao governo Rosalba Ciarlini e, independentemente, da cor partidária e de convicções políticas todos devemos torcer pelo sucesso da administração, pedindo a Deus que ilumine sua equipe nesse mandato. O mossoroense não merece mais tanto sofrimento.

Boa sorte, Mossoró!

SECOS E MOLHADOS

Câmara – Izabel Montenegro (PMDB) foi eleita e assumiu hoje a presidência da Câmara Municipal de Mossoró. A situação de sucessivos desgastes é sempre resultado de má gestão de presidentes despreparados ou de conchavos políticos, que tornam o poder legislativo de Mossoró uma sala contígua ao Palácio da Resistência. Isso também precisa mudar. É oportuno lembrar que o presidente da CMM é o terceiro na linha sucessória do município. A qualquer momento poderá vir a assumir a prefeitura, por isso, tem que ser uma pessoa preparada e experiente. Tivemos exemplo recente.

Robinson – O governo Robinson Faria vai se instalar em Mossoró, entre os dias 11 a 13 de janeiro. Está preparando uma agenda positiva, mas o verdadeiro objetivo é a formação de um grupo político próprio do governador em Mossoró. Fará uma parceria, apenas, administrativa com a prefeita Rosalba Ciarlini, mas quer remontar seu grupo, liderado diretamente por ele, em Mossoró e região. Está procurando um imóvel para montar um ‘escritório’ de governo.

Robinson: gabinete em Mossoró

Segurança – A segurança no RN, que está muito ruim, poderá piorar ainda mais, em 2017. O orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa para a Secretaria de Estado de Segurança Pública é de apenas 0,2%. Isso significa que, mesmo se o orçamento aprovado for totalmente repassado, o valor ainda não cobre a necessidade de custeio – que já é um caos. Além da falta de políticas públicas eficazes, a pasta da Segurança convive com índices baixíssimos de resolutividades de homicídios, recordes de crimes violentos (quase 2.000 assassinatos, em 2016), déficit de contingente de PMs (mais de 4 mil), diárias operacionais insuficientes, entre outras mazelas. Lembrando: A Segurança foi a principal bandeira de campanha do governador Robinson Faria.

Onda – Como uma onda…! No conjunto da obra, esse foi o efeito do governo Francisco José Júnior (PSD), em Mossoró. Chegou majestosa, com crista alta e imponente. Todos se encantaram com o surfista habilidoso que nela singrava. No refluxo, arrastou as esperanças e os sonhos de mudanças positivas. Lamentável. Mas, ele promete voltar na crista de outra onda. Aposta no tsunami que poderá ser o governo Rosalba Ciralini.

Emprego – A locomotiva da geração de emprego no RN, a construção civil, é agora o setor que mais demite. A fruticultura irrigada é o setor que mais contrata e ultrapassa a construção em números de vagas, apesar da sazonalidade, da estiagem, da crise econômica, da alta carga tributária e da falta de investimentos de infraestruturas do Estado.

Desemprego – Historicamente o final de ano é o período em que o desemprego dá uma trégua. Neste foi diferente: o mercado de trabalho mostrou sinais de deterioração e o País alcançou o recorde de 12,132 milhões de desempregados. Por outro lado, a renda média dos que permaneceram empregados mantiveram tendência de queda.

Energia – O consumo de energia elétrica no Brasil caiu 1,2%, em novembro. Isso é a consequência da crise econômica, sem sinais de recuperação da indústria. O “lado bom” é que a partir de janeiro a bandeira tarifária será verde. Isso não acontecia desde janeiro de 2015, quando o sistema de bandeiras tarifárias foi implementado.

* Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Governo agiliza meios para gerar mais de 2 mil empregos

O município de Apodi, na região Oeste, vai ganhar a implantação de 2 mil hectares para produção de frutas que vai gerar 2 mil novos empregos diretos. A iniciativa tem o apoio do Governo do Estado que está agilizando os trâmites legais exigidos, processos de autorização ambiental e melhorias nos acessos para transporte de pessoal, insumos e escoamento da produção.

Governador recebeu prefeito e representantes de empresa (Foto: Rayane Mainara)

O Governador Robinson Faria (PSD) explicou nesta sexta-feira (3), ao receber em audiência o presidente da Agrícola Famosa, Luiz Roberto Barcelos que a administração tem o firme propósito de apoiar os empreendimentos que geram empregos, produção e renda.

“O Governo trabalha para desenvolver a atividade econômica, estamos imprimindo uma nova dinâmica que destrava processos administrativos e burocráticos.

No Idema, por exemplo, apenas nestes primeiros meses de administração concedemos duas mil licenças ambientais para implantação e regularização de empreendimentos. Isto significa mais circulação de mercadorias e produtos, mais empregos, mais renda e mais impostos”, afirmou Robinson Faria.

A Agrícola Famosa já produz melão, melancia, manga, mamão e aspargos nos municípios de Baraúna, Tibau em Mossoró.

Exportação

Em Apodi, numa área de 3,5 mil hectares a empresa vai irrigar dois mil hectares para produzir melão e melancia para exportação. Inglaterra, Espanha e Holanda são os maiores clientes da produção de frutas da Famosa.

Com o início da produção em Apodi, serão criados dois mil novos empregos diretos, com salário médio de R$ 1 mil.

Presente à reunião do Governador com o presidente da Agrícola Famosa, o prefeito de Apodi, Flaviano Monteiro (PCdoB), destacou a importância da instalação da empresa no município vez que além de gerar empregos, vai movimentar toda a economia local.

Com informações do Governo do Estado.