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Lei de Diretrizes Orçamentárias é aprovada em segundo turno

Plenário ainda vai analisar emendas da LDO 2024 (Foto: Edilberto Barros)
Plenário ainda vai analisar emendas da LDO 2024 (Foto: Edilberto Barros)

Por 13 votos a favor e 6 abstenções, o plenário da Câmara Municipal de Mossoró aprovou hoje (11), em segundo turno, a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2024.

Prevista no Projeto de Lei Ordinária do Executivo nº 52/2023, a LDO embasa a Lei Orçamentária Anual (LOA) da Prefeitura para o próximo ano, a ser votada no Legislativo em dezembro.

Na segunda votação, a Câmara acrescentou uma emenda à LDO, fixando em no máximo de 25% o remanejamento, sem necessidade de autorização, do Orçamento. O texto original previa o mínimo de 25%.

As 6 abstenções foram de vereadores da oposição. Segundo o líder da bancada, vereador Tony Fernandes (Solidariedade), “há várias inconstitucionalidades no projeto da LDO, inclusive no rito da Comissão de Orçamento”.

Por outro lado, o líder da bancada da situação, vereador Genilson Alves (Pros), defendeu o trabalho da Comissão de Orçamento, ao sustentar que o parecer final do colegiado “seguiu questões técnicas e legais para a aprovação da LDO”.

Com a aprovação em segundo turno, a próxima e última etapa será a votação da redação final do projeto, nesta quarta-feira (12).

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Audiência pública vai debater a LOA 2023

Loa 2020, LOA 2020, Lei Orçamentária AnualA Câmara Municipal de Mossoró vai realizar uma audiência pública para debater a Lei Orçamentária Anual (LOA 2023), na quinta-feira, dia 06 de outubro, às 9h da manhã, no plenário da Câmara.

Existem três leis orçamentárias que são criadas pelo Poder Executivo para determinar os gastos do orçamento público, são elas: O Plano Plurianual (PPA), que faz um planejamento pelo período de quatro anos e define os objetivos do governo municipal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que orienta de onde sairão as receitas e para quais despesas serão destinadas, e a Lei Orçamentária Anual que define os investimentos para cada ano.

As três leis são criadas pelo Poder Executivo e enviadas ao Poder Legislativo para apreciação e votação pelos vereadores.  Depois de aprovado, o projeto é enviado novamente para a Prefeitura de Mossoró.

A audiência pública sobre a LOA é o momento que o Poder Executivo tem para explanar e debater junto aos vereadores os investimentos e prioridades para o ano de 2023. O debate é aberto ao público e contará com a presença de representantes de entidades da sociedade civil. A transmissão da audiência será realizada pela TV Câmara Mossoró, no canal 23.2 TCM e pelo site www.mossoro.rn.leg.br .

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Rogério diz que esquerda do RN produz fake news sobre duplicação

O ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL), candidato ao Senado, revelou o que considera uma fake news dos parlamentares de esquerda do RN. Nos últimos dias, conforme o ex-ministro, eles mentiram ao dizer que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) prejudicou o RN ao vetar a duplicação da BR-304 na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Segundo Marinho, a esquerda potiguar distorce os fatos, produzindo fake news (Foto: divulgação)
Segundo Marinho, existe desconhecimento ou má-fé no caso, produzindo fake news (Foto: divulgação)

Ocorre que projetos como o da duplicação da BR-304 têm recursos alocados no Orçamento Geral da União (OGU), que sequer foi discutido ainda. Esse é o ponto, assinala Marinho. Quem levantou a questão foi o senador Jean-Paul Prates (PT) – veja AQUI.

“Mais uma mentira, mais uma narrativa distorcida da esquerda. Esses parlamentares mostram desinformação, o que é grave porque mostra despreparo, desconhecimento, falta de maturidade como parlamentar, ou malícia, o que é pior, pelo uso da desinformação para querer confundir, enganar o povo do RN”, disse Rogério.

“Façam a sua parte”

Segundo o ex-ministro, “o recurso para ser executado no ano subsequente não está na LDO, fica e sempre ficou no OGU, que nem mesmo foi debatido no Congresso Nacional. Se esses parlamentares estão tão preocupados em defender o estado, façam a sua parte, para deixar no OGU os recursos necessários para que essa ação seja efetivada”.

Ainda de acordo com Rogério, “é lamentável esse tipo de comportamento, espero que campanha que se inicia não seja com factóides, mentiras, para que possamos fazer uma eleição construtiva, que é o que o RN merece”.

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Lei orçamentária começa a ser apreciada por legislativo

Lei de Diretrizez OrçamentáriasBase do orçamento anual da Prefeitura, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) já está em pauta na Câmara Municipal de Mossoró. Nessa quarta-feira (20), o Legislativo leu, em plenário, a proposta de LDO para 2023, contida no Projeto de Lei do Executivo nº 29/2022.

Trata-se da largada do projeto na Casa. O próximo passo será audiência pública sobre a LDO, próximo dia 28 (quinta-feira), às 9h. Na oportunidade, a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão apresentará síntese da matéria.

A discussão subsidiará, por exemplo, a produção de emendas, que serão apresentadas entre segunda-feira, 25, e o dia 6 de maio – dez dias úteis. Finalizadas as emendas, o plenário votará a LDO em 1º e 2º turnos dias 25 de maio e 7 de junho, respectivamente.

A votação conclusiva, da redação final, está prevista para 14 de junho, conforme calendário oficial, anunciado hoje. A LDO lastreia a Lei Orçamentária Anual (LOA), programada para aprovação em dezembro. A LOA estima receita e fixa despesas da Prefeitura.

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Câmara quer acelerar reanálise do Orçamento de Mossoró

Dezoito vereadores e assessores da CMM participaram de reunião hoje (Foto: Edilberto Barros)
Dezoito vereadores e assessores da CMM participaram de reunião hoje (Foto: Regy Carte)

A Câmara Municipal de Mossoró se prepara para reanalisar leis orçamentárias, após cumprir a decisão judicial de devolver à Prefeitura o projeto do Orçamento 2022. Em reunião na manhã de hoje (3), vereadores se dispuseram a acelerar o processo legislativo, no decorrer deste mês, para evitar prejuízos financeiro e administrativo ao Município.

Além da Lei Orçamentária Anual (LOA), precisarão ser ajustados a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Plano Plurianual (PPA), aprovados em junho e novembro de 2021, respectivamente. A adequação é para reservar 1,2% da receita corrente líquida às emendas impositivas dos vereadores e vereadoras, conforme liminar do Tribunal de Justiça (TJRN).

Não se observa, na Câmara, ambiente para continuar a judicialização do tema. O clima político é para resolução via processo legislativo. “Obtivemos o consenso entre as bancadas para as tramitações em curto prazo”, informa o vereador Genilson Alves (Pros), líder do Governo.

Apesar desse compromisso, o rito dos trabalhos dependerá do teor dos projetos a serem enviados pela Prefeitura, segundo o vereador Professor Francisco Carlos (PP) “Esperamos a colaboração do Executivo para sanar essa situação o mais rápido possível”, diz o líder da oposição.

Sessões mantidas

Segundo o presidente da Câmara, Lawrence Amorim (Solidariedade), a previsão é que o Executivo envie os ajustes à LDO e ao PPA ainda esta semana. Após adequações nessas leis, que poderão ser aprovadas na próxima semana, em urgência especial, a Câmara passaria à LOA – esta sim, com tramitação mais longa (audiência pública, prazo para emendas etc.).

“Enquanto isso, a Câmara segue com sessões ordinárias normais, a partir desta terça-feira (4), às 9h”, anuncia o presidente. Paralelamente, ele constrói com o Governo Municipal a aplicação pelo Legislativo e Executivo do “orçamento provisório”, correspondente a 1/12 avos do Orçamento, até aprovação da lei orçamentária definitiva para 2022.

Por fim, na reunião de hoje na Câmara, com a presença de 18 vereadores e técnicos do Legislativo, encaminhou-se a reserva para a Saúde de 50% dos mais de R$ 9 milhões previstos às emendas impositivas. Trata-se do mesmo percentual adotado pela União e Governo do Estado.

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Vereadores vão debater LOA na próxima segunda-feira

[FEED] Audiência Pública (1)A Câmara Municipal de Mossoró vai realizar uma audiência pública para debater a Lei Orçamentária Anual (LOA) na segunda-feira, 08 de novembro. A audiência terá início às 9h da manhã e será transmitida ao vivo pela TV Câmara Mossoró.

O secretário municipal de Planejamento, professor Frank Felisardo, vai debater com representantes da sociedade civil organizada essa importante lei, que faz parte, juntamente com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada em junho, e o Plano Plurianual (PPA), aprovado no dia 03 de novembro, do tripé orçamentário público.

Cronograma

Dia 1º de dezembro, está prevista a primeira votação da LOA e, dia 14 de dezembro, a segunda votação. O projeto tem que ser aprovado em dois turnos até o final do ano, como foram a LDO e o PPA.

“Há compromisso coletivo para cumprirmos mais esse prazo legal e a nossa função legislativa”, assegura o presidente da Câmara, Lawrence Amorim (Solidariedade).

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Jair Bolsonaro veta Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões

Do G1

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira (20) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022 – e vetou o trecho que poderia autorizar um valor de R$ 5,7 bilhões para o fundo eleitoral a ser usado pelos partidos no ano que vem.Fundo Eleitoral - charge

A sanção da LDO e o veto do fundo eleitoral foram confirmados em material divulgado pelo Palácio do Planalto – o prazo para a decisão terminava nesta sexta. Segundo o governo, a lei será publicada no “Diário Oficial da União” da próxima segunda (23).

De acordo com a redação aprovada pelo Congresso, o chamado Fundo Especial de Financiamento de Campanha seria composto no próximo ano por parte das emendas de bancadas estaduais e um montante adicional a ser definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nos cálculos de técnicos da Câmara e parlamentares, essa composição elevaria o fundo para R$ 5,7 bilhões – quase o triplo dos R$ 2 bilhões empregados nas eleições de 2018 e 2020.

Ressarcimento 

“Dentre os vetos, o presidente da República decidiu barrar o aumento do Fundo Eleitoral (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) e as despesas para o ressarcimento das emissoras de rádio e de televisão pela inserção de propaganda partidária”, diz o material divulgado pelo Planalto.

“Com isso, em relação ao Fundo Eleitoral, a Lei Orçamentária contará com o valor que será definido pelo Tribunal Superior Eleitoral para o ano de 2022, com base nos parâmetros previstos em lei, a ser divulgado com o envio do PLOA-2022”, prossegue o governo.

Além da cota definida pelo TSE, no entanto, o Congresso pode derrubar o veto presidencial ou aprovar, em acordo com o governo, um novo percentual de emendas parlamentares que se somará a esse valor.

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Audiência pública debaterá LDO do município para 2022

CMM com pauta definida para essa quinta-feira (Foto: Edilberto Barros)
CMM com pauta definida para essa quinta-feira (Foto: Edilberto Barros)

A Câmara Municipal de Mossoró vai realizar uma audiência pública para debater a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município, para o ano de 2022. A audiência será realizada de forma remota, na quinta-feira, 13 de maio, às 10h e contará com a participação do secretário municipal de planejamento Frank Felisardo.

A audiência será transmitida ao vivo pela TV Câmara Mossoró, pelo site da Câmara www.mossoro.rn.leg.br e pelo canal do Youtube da TV Câmara Mossoró.

A participação popular é importante neste processo. Para perguntas e sugestões, a população pode utilizar o chat do Youtube da TV Câmara Mossoró, durante a transmissão ao vivo.

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Vereadores evitam sessão com pauta contendo vetos

Do Blog Carol Ribeiro

Os vetos da Prefeitura de Mossoró a 16 emendas aditivas aprovadas pelos vereadores na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estavam na pauta da sessão de hoje (quarta-feira, 11), mas os vereadores não abriram a sessão ordinária desta quarta-feira.

Estavam em plenário no momento da contagem de quórum Flávio Tácito, Ozaniel Mesquita, Raério Araújo, Maria das Malhas, Emílio Ferreira e Genilson Alves. Regimentalmente, é necessário um terço de vereadores para abrir os trabalhos.

De acordo com mensagem de veto da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), enviada à Câmara Municipal de Mossoró (CMM), as emendas não estavam contempladas no Plano Plurianual (PPA), o que significaria violação à Constituição Federal.

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Aumento para Judiciário ainda causa polêmica

Por Josivan Barbosa

Não está assegurado o reajuste salarial de 16,38% para o Poder Judiciário. O Ministério do Planejamento vai ter que descascar esse abacaxi, sugerindo o veto ou a sanção presidencial ao projeto de lei que concedeu reajuste dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à toda magistratura.

Se a decisão de Michel Temer (MDB) for pela sanção, os subsídios mensais dos ministros do Supremo passam a ser de R$ 39.293,32. Este salário terá efeito cascata sobre os vencimentos do Judiciário nos Estados.

Reajuste do judiciário II

Duas questões legais preocupam o Ministério do Planejamento: se o projeto cumpriu os termos do artigo 169 da Constituição; e se atendeu ao artigo 21 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O artigo 169 determina que o aumento da remuneração do servidor, assim como a concessão de qualquer vantagem, só pode ser feito se houver a prévia dotação  orçamentária suficiente para atender as projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrente; e se houver autorização específica da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O fato é que há dúvidas sobre a interpretação da lei, e vários pareceres sustentam que o projeto de lei que reajusta os salários do Judiciário é inconstitucional. Alguns desses pareceres chegaram aos grupos da transição de governo. Mas a posição do presidente eleito é de que esse é um assunto de Michel Temer, embora a conta tenha de ser paga por Jair Bolsonaro (PSL).

Reajuste do judiciário III

Temer negociou com o presidente do Supremo, Dias Toffoli, e com o ministro Luiz Fux o reajuste salarial em troca do fim do auxílio-moradia. Houve um acordo entre a Presidência da República e o STF nesses termos. Quando cedeu ao reajuste de salários, os dois ministros se comprometeram a derrubar o auxílio-moradia, que é pago à toda a magistratura, embora o auxílio custe cerca de metade do que será gasto com o reajuste. O aumento dos vencimentos foi aprovado pelo Senado e nada mais se falou sobre o outro benefício.

Mais Médicos

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) calcula que 1.575 municípios atendidos pelo Mais Médicos (dos pouco mais de 4 mil do programa) tenham as vagas preenchidas somente por profissionais cubanos. Segundo a confederação, 80% dessas cidades têm menos de 20 mil habitantes (como no Norte do país e no semiárido nordestino), e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde estima que 90% dos atendimentos da população indígena são feitos por profissionais de Cuba.

A presença dos cubanos nas regiões mais distantes é explicada em parte pela distribuição dos médicos no país. Segundo o Conselho Federal de Medicina, havia no Brasil 2,18 médicos por mil habitantes em 2017, proporção não muito distante da dos EUA (2,57 em 2014). O problema é que em Estados do Norte, principalmente, e do Nordeste esta relação cai pela metade.

Mais Médicos II

Criado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), o Programa Mais Médicos conseguiu reduzir o número de internações hospitalares, uma melhoria que pode diminuir as despesas públicas de saúde. Também houve aumento no número de consultas, encaminhamentos, visitas domiciliares e na oferta de médicos nos municípios. Por outro lado, o programa não parece ter impacto sobre indicadores de mortalidade e de saúde infantil.

Saúde da Família

Desde que foi criado pelo governo federal em 1994, o Programa Saúde da Família (PSF), precisa de médicos dispostos a trabalhar em cidades menores ou em áreas pobres das capitais. Mas a realidade de muitas cidades ao longo dos anos tem sido a escassez de mão de obra.

Para atrair médicos, muitas prefeituras do interior chegaram a pagar R$ 13 mil, R$ 14 mil e aceitar que os médicos trabalhassem quatro ou apenas três dias por semana.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa)

Presidente explica a não apresentação de prestação de contas

Em relação à postagem sob o título “Câmara não faz prestação de contas como prometido” (veja AQUI), a presidente da Câmara Municipal de Mossoró reage dando sua versão.

A vereadora Izabel Montenegro (PMDB) inaugurou essa iniciativa desde o princípio de sua gestão, na atual legislatura, mas não repetiu a iniciativa no mês passado, como fizera até então.

Veja sua fala ao Blog:

A prestação de contas não foi feita na data prevista, por acordo entre os vereadores presentes, haja vista, no dia ter 9 vereadores ausentes, inclusive a líder da oposição.

Hoje (terça-feira, 2) nós apresentaremos. Acho que o Sr, sempre bem-informado, sabe que tivemos uma sessão prejudicada por falta de quorum e uma exclusiva para leitura da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Quando tiver qualquer dúvida pode se dirigir a mim por esse canal (WhatsApp).

O que mais me entristece é nunca terem cobrado das gestões anteriores.

Hoje já falei com a líder da oposição (Isolda Dantas-PT) e pediu para deixar a prestação de contas para quinta-feira (4).

Estamos com ela pronta desde o dia 18.

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A realidade distorcida nas leis orçamentárias e seus números

Por Gutemberg Dias

A prefeitura de Mossoró enviou para a Câmara Municipal a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias para que seja apreciada pelo legislativo e, se os vereadores assim quiserem, fazerem as propostas de alteração que acharem necessárias.

A LDO é parte de um processo maior para se organizar o orçamento municipal, vejamos o que diz o portal da Câmara dos Deputados: “compreende as metas e prioridades da administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento”.

Com base na definição podemos dizer, sem medo de errar, que a LDO vai estabelecer os objetivos e metas para gestão do ano de 2018 e, geralmente, segue as principais linhas estabelecidas no Plano Plurianual (PPA) e as propostas que fazem parte do plano de governo do gestor, claro que estabelecidas de forma técnica para não se ferir o ordenamento jurídico.

A outra parte do orçamento está assentada na LOA – Lei Orçamentária Anual que segundo Erick Resende é “o instrumento de planejamento utilizado pelos governantes para gerenciar as receitas e despesas públicas em cada exercício financeiro. Também conhecida como Lei de Meio, representa elemento fundamental na gestão dos recursos públicos, uma vez que sem ele o administrador não recebe autorização para executar o orçamento”.

Essas duas leis mais o Plano Plurianual Participativo (PPA) definem como os recursos do município podem ser aplicados. Agora será que essas peças jurídicas são bem elaboradas ou, mesmo, utilizadas de forma coerente na administração pública?

Primeiro, é bom lembrar que os orçamentos são de domínio público. Pergunto aos leitores, quanto de vocês tiveram acesso a essas peças? Quantas vezes a prefeitura de forma organizada e clara convidou a sociedade civil para ajudar na formulação dessa leis?

O orçamento participativo seria um caminho, mas não pode ser um arremedo como gestões passadas em Mossoró fizeram. Uma maquiagem para poder publicar nos jornais e blogs que ouviu a população e que a elaboração do orçamento teve a participação popular.

Digo sem pestanejar que as  peças orçamentárias são em sua maioria uma colcha de retalhos e, sobretudo, cópias dos anos anteriores. Pode pegar uma peça orçamentária de 10 anos e comparar com a atual, existem poucas mudanças.

Essa falta de cuidado com a peça orçamentária, em Mossoró, está embasada na falta de uma cultura de planejamento. Primeiro, para o fechamento da LOA as secretarias deveriam apresentar todo um planejamento dos investimentos. Sabe quantas enviam? Nenhuma. Geralmente a SEPLAN – Secretaria do Planejamento monta as planilhas com base no entendimento dela. Segundo, o fechamento deveria ser feito de forma integrada com as demais secretarias, já que os secretários titulares é que irão efetivamente desenvolver o orçamento.

Por essa falta de sinergia, quando o orçamento é aprovado e aberto no inicio do ano, podem observar que o Jornal Oficial do Município – JOM começa a ser carregado com uma enxurrada de remanejamentos. Isso é uma prova cabal que não houve planejamento orçamentário e, a partir desse momento, se inicia o chamado exercício acrobático para que o orçamento dê certo.

Outro ponto que gostaria de trazer nesse artigo é a falta de compreensão do gestor quanto à definição do valor final do orçamento. O que Mossoró vem fazendo ao longo dos anos é aplicando as correções inflacionárias e acrescentando, por vezes, a perspectiva de aumento de arrecadação.

Na realidade, isso está correto em parte. Veja que vendo a série histórica dos orçamentos municipais eles nunca foram menores que o ano anterior, mesmo nos momentos de crises econômicas, salvo o de 2017 que apresentou uma diferença para baixo de algo próximo a R$ 11 milhões.

Essa engenharia de não reduzir os orçamentos, repousa na perspectiva do gestor poder gastar (leia-se investir), ou seja, ele ou sua equipe sabe que não terá arrecadação suficiente no ano seguinte, mas resolve manter um orçamento alto, pois garante ao prefeito a manobra para contratar obras/serviços, mesmo não tendo dinheiro em caixa para os pagamentos. Isso é um dos problemas dos rombos que passam de gestão para gestão.

Vamos exemplificar isso com dados reais. No ano de 2016 o município de Mossoró arrecadou algo próximo a R$ 550 milhões de reais, o orçamento que estava aprovado pela CMM era de R$ 685 milhões, ou seja, houve um frustração na arrecadação de R$ 130 milhões, mas certamente o gestor utilizou todo o orçamento disponível, mesmo não tendo o dinheiro em caixa.

Já o orçamento de 2017 o valor aprovado foi de R$ 674 milhões. Pergunto: por que não houve uma redução, já que houve uma frustração da receita em 2016 e a projeção para 2017 não é muito diferente?

Quando das primeiras reuniões para definição do orçamento de 2016, participei na condição de Secretário de Planejamento. Minha recomendação foi analisar os últimos três períodos e fazer uma projeção para os dois períodos subsequentes, como diz a lei.

Acreditava que o orçamento não poderia ser muito superior a R$ 550 milhões. Não levaram em consideração e não fiquei no governo para lutar por essa certeza.  Esse ano teremos mais uma frustração orçamentária e, consequentemente, se a atual gestora não segurar o contingenciamento, já anunciado por ela, não será muito diferente do seu antecessor.

Infelizmente, nos moldes que o orçamento municipal em Mossoró é elaborado, posso afirmar que ele está mais para uma peça de ficção onde a realidade é distorcida pela vontade do gestor.

Uma coisa que contribui sobremaneira para que o orçamento não tenha a devida função é a falta de estrutura da Secretaria Municipal de Planejamento que, desde seu nascedouro, não tem um elenco de pessoal adequado para gestar um orçamento de qualidade e nem condições de coordenar, efetivamente, as gerências avançadas de planejamento e finanças nas demais secretarias. Destaco que  nenhum gestor que passou pelo Palácio da Resistência investiu nessa pasta, inclusive a atual gestora em seus últimos três mandatos e no início do atual.

Por isso, deixo o seguinte questionamento: como queremos ter uma cidade bem planejada se nossos gestores não investem maciçamente para estruturar a Secretaria Municipal de Planejamento?

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) terá três anos e nove meses pela frente. Acredito que nesse espaço de tempo, obviamente, se ela quiser, dará para fazer dessa secretaria seu braço direito. Esse é o caminho que apontei no período em que estive por poucos meses nessa pasta, mas infelizmente não tive acolhido o meu apelo.

Gutemberg Dias é formado em geografia, mestre em recursos naturais e ex-candidato a prefeito de Mossoró.

P.S. Informo ao webleitor que em breve vamos iniciar uma série de artigos discutindo um modelo de gestão pública que possa garantir um lastro para um crescimento ordenado e planejado de nossa querida Mossoró.

Vamos utilizar recursos multimídias para deixar a apresentação bem didática.

Câmara faz leitura de projeto e define calendário de LDO

Alterando a ordem do dia prevista para esta quarta-feira (4), a Câmara Municipal de Mossoró realizou a leitura do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para a elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual do Município de Mossoró. É referente ao exercício de 2015, constituinte da Lei do Executivo 1143/2014.

Posteriormente à leitura da LDO, foi definido seu calendário de votação com as seguintes datas:

05 a 16.06 – Prazo para entrega das Emendas à Constituição de Orçamento, Finanças e Contabilidade.

11.06 – Audiência Pública para debater o Projeto de Lei do Executivo n 1143/2014.

18.06 – Leitura das Emendas em Plenário.

24.06 – Prazo final para Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade proferir parecer do Projeto de Lei do Executivo n 1143/2014.

25.06 – Leitura da decisão acerca das Emendas e primeira votação do Projeto do Executivo n 1143/2014.

25.06 – Segunda votação do Projeto de Lei do Executivo n 1143/2014 (Sessão Extraordinária).

Com informações da Assessoria de Comunicação da CMM.