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Eleitos pela oposição emitem sinais à mudança de lado

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Pelo menos três vereadores eleitos pela oposição em Mossoró, nas eleições deste ano, têm enviado constantes sinais ao governismo à espera de convocação à mudança de lado.

Mas, até o momento, sem eco.

Tem tempo, tem tempo.

Numericamente, o prefeito reeleito Allyson Bezerra (UB) não precisa de reforço à futura bancada para qualquer deliberação. Conseguiu a eleição de 15 dos 21 vereadores à próxima legislatura.

Porém, pode cooptar mais alguém, excluindo quem talvez apenas represente um fardo.

Contudo, qualquer decisão não será movida pela pressa.

Tem tempo, tem tempo.

PT deve ser descartado até mesmo como vice

descarte de lixo, desova, descartando[O PT deverá ficar fora da chapa a ser encabeçada pelo vereador-presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (PSDB), à Prefeitura de Mossoró.

A costura é para ter o vereador e líder da oposição no Legislativo, Tony Fernandes (Avante), como companheiro de chapa.

O desgaste corrosivo do governo Fátima Bezerra (PT) e de sua principal referência local, deputada estadual Isolda Dantas (PT), não o recomenda carregar a sigla nas costas.

Faz sentido.

Lawrence negocia desde o ano passado para ser o candidato do PT a prefeito, com aproximações e recuos nos bastidores. Agora é para valer. Porém, com o petismo sem qualquer perspectiva de vitória e temendo um vexame histórico, com disputante próprio, ele tem argumento para exclui-lo da indicação do vice. Por razões óbvias, claro.

É pegar ou largar.

Leia também: PT admite ‘terceirização’ de candidatura temendo vexame (07 de novembro de 2023)

‘Fator Souza’ mexe com oposição e governismo em Areia Branca

Souza: inelegibilidade foi decidida esta semana (Foto: AL/arquivo)
Souza: inelegibilidade foi decidida esta semana (Foto: AL/arquivo)

Do Blog Saulo Vale

Em Areia Branca, a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) de impor inelegibilidade por seis anos ao ex-prefeito e ex-deputado estadual Manoel Cunha Neto (UN), o “Souza”, não mexe apenas com a oposição.

Souza já confirmou que vai recorrer da decisão, inclusive pode ir à disputa municipal sub judice.

No governismo também se estuda estratégia com ou sem Souza adversário.

A sucessão da prefeita Iraneide Rebouças (PSDB) está longe de ter favorito, ou alguma clareza quanto às chapas que disputarão o pleito.

Areia Branca segue como sempre: acorda e dorme transpirando política.

Leia tambémFim da linha para o ex-deputado Souza; ele não pode ser candidato

Vereadora afirma que prefeito comete “ilicitudes” e “irregularidades”

Marleide Cunha afirma que Allyson Bezerra é autor de corrupção 03-05-2024A vereadora e pré-candidata à reeleição, Marleide Cunha (PT), em postagem nesta sexta-feira (3), afirma que o prefeito Allyson Bezerra (UB) cometeu “ilicitudes” e “irregularidades.”

Enigmática, avisa ainda que rol de denúncias “é só o começo.”

Sua manifestação foi em endereço próprio na rede social “X”, ex-Twitter.

Notícia para mexer com o campo da oposição

Política, xadrez, poderO campo da oposição política em Mossoró pode conviver com notícia impactante nos próximos dias.

Aí, de fato, a sucessão municipal poderá tracionar.

Simbora!

Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Apache, Comanche, Cherokee, Navajo ou Cheyenne.

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Oposição não tem sequer um nome pré-candidato a prefeito

Ilustração
Ilustração

O mês de janeiro de 2024, ano eleitoral, foi-se sem que um único nome no campo da oposição tenha se apresentado claramente como pré-candidato a prefeito de Mossoró.

Chegou fevereiro.

Ô de casa!

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Oposição reúne forças para marchar unida no próximo ano

Zé Bezerra, Sílvia Helena e Josenildo Morais garantem união (Foto: reprodução)
Zé Bezerra, Sílvia Helena e Josenildo Morais garantem união (Foto: reprodução)

Na manhã desse domingo (17), aconteceu a primeira reunião do grupo oposicionista em Janduís (região Oeste do RN), com vistas às eleições municipais de 2024.

Foi celebrada a união do grupo em torno de um projeto que evite fracionamento de forças, para que a oposição marche unida no próximo ano.

Os nomes do ex-prefeito Zé Bezerra, vereador Jozenildo Morais e ex-candidata a prefeito em 2020 Sílvia Helena foram colocados como opções à disputa. Um deles, a princípio, será o candidato à prefeitura pela oposição.

Quem for o escolhido em pesquisa de opinião pública terá o apoio dos demais. Assim ficou decidido.

O atual prefeito é o médico Salomão Gurgel (Psol).

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Oposição ainda busca meio de tornar Allyson “derrotável”

oposição, xadrez, disputa, confronto, políticaTentar, ela tem tentado, mesmo antes de começar o governo municipal no dia 1º de janeiro de 2021. Mas, até aqui, a oposição ao prefeito Allyson Bezerra (UB), de Mossoró, não encontrou a batida perfeita para torná-lo ‘derrotável.’

Que fique claro: não é o caso de defini-lo como “imbatível.” Mas, falta pelo menos que apareça um concorrente. Um que seja. Alguém capaz de catalisar as massas, unir forças antagônicas e começar a emparedá-lo como opositor e condutor de um outro modelo de política e administração.

A menos de 12 meses para as eleições, ninguém botou o focinho fora e bradou: “Eu serei candidato (a)!” Muito pelo contrário.

Allyson é muito forte porque a oposição é muito fraca ou a oposição é muito fraca porque ele é muito forte?

Esse dilema pode começar a ser respondido por um detalhe: não existe uma única liderança política em destaque do outro lado, em contraponto ao Palácio da Resistência, sede do Executivo. Ninguém tem conseguido ocupar o vácuo e liderar a oposição.

As forças políticas tradicionais também estão fora de cena ou como meros coadjuvantes: os Rosados.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

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Allyson entrega projeto que dá até 70% de reajuste para servidor

Alyson apresentou projeto ao lado de servidores, ao presidente Lawrence Amorim, na calçada da CMM (Foto: Edilberto Barros)
Alyson apresentou projeto ao lado de servidores, ao presidente Lawrence Amorim, na calçada da CMM (Foto: Edilberto Barros)

Na companhia de dezenas de servidores efetivos, o prefeito Allyson Bezerra (UB) foi até a sede da Câmara Municipal de Mossoró, a pé, nesta quarta-feira (27) – pela manhã – onde protocolou pessoalmente um projeto de lei dirigido ao funcionalismo. A matéria trata do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores gerais do Município. Cerca de 750 servidores são alcançados pela matéria.

Antes de irem à CMM, prefeito e servidores estiveram reunidos no auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania, de onde saíram para esse poder, sendo recebidos pelo presidente-vereador Lawrence Amorim (Solidariedade) e bancada governista.

Mas, toda a bancada de oposição se recusou à recepcioná-los.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), através da vereadora e dirigente sindical Marleide Cunha (PT), bradou que existem perdas e as negociações entre governismo e servidores excluíram a entidade. Reagiu com palavras ásperas e ataques pessoais ao prefeito (aguarde postagem).

“Os avanços anunciados aqui hoje só foram possíveis graças ao conjunto de reuniões que tivemos com dezenas de servidores gerais pessoalmente no Palácio da Resistência e nas secretarias, fortalecendo nosso diálogo”, afirmou o gestor. Entre os destaques do projeto de lei está a garantia de até 70% de reajuste para os servidores gerais – disse.

O projeto de lei apresentado pelo prefeito garante a revisão e o reajuste das carreiras com incremento no valor das remunerações, no salário base do servidor municipal.

O novo Plano de Cargos Carreira e Remuneração dos Servidores Gerais do município de Mossoró irá garantir mais segurança ao servidor quando for se aposentar, pois já foi pensado para facilitar a análise do pedido de aposentadoria pelo Previ-Mossoró e do ato aposentador pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) – assegura o prefeito.

“A reestruturação das carreiras e a renomeação dos cargos irão facilitar o reconhecimento e a valorização dos talentos e competências: ganha o servidor e, por consequência, o serviço público!”, disse ele. A implementação de gratificação de incentivo à qualificação para servidores de todos os níveis, do fundamental ao superior, também é uma conquista apresentada no projeto de lei.

Prefeito concluiu série de reuniões diretamente com servidores na Estação das Artes, hoje pela manhã (Foto: Célio Duarte)
Prefeito concluiu série de reuniões diretamente com servidores na Estação das Artes, hoje pela manhã (Foto: Célio Duarte)

“Teremos o reconhecimento e a valorização do título de doutorado de uma merendeira, por exemplo. Isso é incentivo à capacitação de todos os servidores”, conclui o chefe do executivo municipal.

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“Bloco Independente” pode alterar quadro de forças

confronto, polarização, política, confronto, cores,Um movimento na Assembleia Legislativa caminha para mexer com o quadro de forças governo x oposição nesse poder.  E, com tudo, para ser o fiel da balança em votações importantes.

Cerca de quatro deputados conversam, com possibilidade desse quantitativo aumentar, para que seja formado um “Bloco Independente.”

A relação entre governismo e oposicionismo pode passar a ter um relativo equilíbrio: a base da governadora Fátima Bezerra (PT) com 11 deputados, oposição com nove e o Bloco Independente com quatro.

Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Comanche, Apache, Cherokee, Navajo ou Cheyenne.

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Na luta para renovar mandato, vereador tem apoio de deputado estadual

Omar e Tony, do governismo à oposição (Foto: Arquivo/Edilberto Barros)
Omar e Tony, do Diálogo e Respeito, que virou bloco de oposição (Foto: Arquivo/Edilberto Barros)

O vereador Nogueira (Patriota), um dos braços políticos do deputado estadual Bernardo Amorim  (PSDB), em Mossoró, trabalha sua reeleição com importante apoio do parlamentar na área da saúde.

Nogueira teve apenas 964 (0,70%) no pleito de 2020, quando conquistou seu primeiro mandato. Sabe que para renová-lo terá que elevar muito esse patamar.

Ele tem sido um dos mais sistemáticos opositores do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) na Câmara Municipal.

Nesse poder, era da bancada governista. Porém, passou para bloco “Diálogo e Respeito” ao lado de mais cinco vereadores do governo, dia 8 de fevereiro do ano passado (veja AQUI), início do segundo ano de legislatura.

Os seis vereadores – liderados por Tony Fernandes (Solidariedade) – nasceram com o verniz e essência de um “Centrão” municipal: tendo os bônus do governismo, mas com discursos de oposição, sempre que convenientes.

Foram descartados paulatinamente pelo prefeito.

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Oposição mossoroense cedeu seu lugar de contestação

Por João Paulo Jales dos SantosCabo de guerra, oposição, disputa, força política, oposição

Allyson Bezerra (UB) mantém alta aprovação por seus méritos, contudo o entorpecimento que sucumbe a oposição é um combustível a mais na popularidade do prefeito. O oposicionismo, dividido em várias correntes, é composto por feudos que não conseguem convergir. O resultado é uma falta de perspicuidade política.

Se por meses a falta de entrosamento era a regra, em que cada porção trabalhava por seu próprio propósito, a oposição parece disposta a mudar esse caráter. Tentativas de encontros para afinar interesses vem se tornando mais frequente, deixando transparecer que o ajustamento da sincronia é um trabalho de exercício parcimonioso.

A oposição costuma dizer que as diversas pesquisas que dão supermaioria de aprovação a Allyson são embustes plantados pelo Palácio da Resistência. Os quadros dizem que ouvem muitas queixas da população. É desvario aos contrários à gestão municipal acharem que as queixas dos populares sejam dum volume incomensurável nas pesquisas.

Cabe aos próprios contendores do governismo o fundamento da validação das muitas queixas a que se referem. O quanto de aprovadores do governo apoiam a administração, mas num nível considerado baixo? É uma indagação, medida através de pesquisa, para a oposição começar até mesmo a nortear seu discurso.

Caso encontre algum fundamento para o que até aqui é apenas uma crença, a mansidão com que o oposicionismo sempre buscou tratar Allyson deve ser levantado como principal motivo para que possíveis desgostosos estejam na mesma fileira dos que abonam o alcaide.  Se não há contestação qualificada que dê de conta de fazer um embate com o governo, as queixas correm o risco de se dissipar.

O ensaio duma transição de um papel de camaradagem para uma predisposição ao combate, vem de dois exemplos, da bancada de oposição na Câmara Municipal e do petismo. Na Câmara, a bancada veio a se configurar como tal em meados do ano passado, em que três quartos de seus integrantes já pertenceram as hostes governista. No petismo, a grita mais feroz contra o prefeito, a postura mordaz começou a partir da eleição passada.

O que se tem é um oposicionismo que viu perder seu lugar de contestação, que não ficou no vácuo e foi ocupado pelo poder municipal. É uma oposição tão rarefeita que não consegue dar corpo a um problema e elevá-lo a uma agenda pública, tornando-o uma questão pautada, que possa causar, ao menos, uma situação embaraçosa no estafe do executivo.

Ao contar com uma oposição definhada, o poder municipal ocupou o espaço que seria de contestação a seu governo, transformando-o em mais uma arena de defesa do prefeito. Por mais perplexidade que isso possa causar, acaba comprovando o arsenal político do alcaide, que o faz ter sustentáculos em diversas esferas da sociedade.

Quando na eleição de 2022 Mossoró viu Pablo Aires (PSB), Tony Fernandes (SD), Isolda Dantas (PT), Isaac da Casca (MDB) e Marleide Cunha (PT) amealharem, no agregado, bons resultados nas urnas, e a banda governista com uma votação aquém das expectativas, chegou-se a cogitar que o antagonismo, enfim, daria corpo alvissareiro no enfrentamento ao burgomestre, o que até aqui não passa de uma ilusão de ótica.

No oposicionismo ninguém lidera ninguém e o panorama é a falta de debate público qualificado. A agenda de questões se baseia em temas de nicho, restritos a enclaves da classe média. O que é de interesse das massas de excluídos e assalariados, a miríade eleitoral que irá bater o martelo em 2024, passa longe das discussões. O que a oposição se preocupa não passa de perfumaria no debate político-eleitoral.

Os temas pautados ganham inteligibilidade quando se observa a corrida que a oposição está preocupada, a proporcional. Com o interesse residindo na montagem de nominata à vereança, a confluência é em micro focalizar a pauta temática. No entanto, um palanque majoritário enfraquecido pode causar transtornos aos planos na proporcional.

Caberá ao flanco contrário mostrar que a corrida à prefeitura não será uma mera formalidade de cumprimento de tabela a qual Allyson terá que se submeter. Se existe bússola política que possa indicar um pleito com os elementos mínimos de competividade, cabe a oposição, por si mesma, localizar a direção do eixo para disputar o Palácio da Resistência, sede da municipalidade.

João Paulo Jales dos Santos é cientista social e graduando em História pela Uern

Marleide Cunha tem missão especial para a sindicalista Eliete Vieira

Allyson recebeu Eliete , Marleide e outros diretores na sexta-feira, mais uma vez, no Palácio da Resistência (Foto: PMM)
Allyson é o atual prefeito e provável candidato à reeleição; Eliete é o nome de Marleide à vereança (Foto: arquivo)

Nos intramuros da Câmara Municipal de Mossoró nesta quarta-feira (20) de sessão tensa antes, durante e depois de realizada, foi possível ouvir eco de plano ousado para a campanha de 2024. A vereadora Marleide Cunha (PT) quer mesmo alçar voo maior. Se deixarem, vai.

A projeção que ganhou na oposição nas últimas semanas é para fazê-la pensar em concorrer mesmo à Prefeitura de Mossoró, confrontando-se com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) – veja AQUI.

E nada é por acaso. Tudo feito “com régua e compasso”, como costumava ilustrar o jornalista Canindé Queiroz (in memoriam) em seu jornal Gazeta do Oeste, coluna “Penso, logo…”

Apesar de ser diretora em suposto papel secundário no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), ela praticamente afastou a presidente de direito da entidade, Eliete Vieira, das discussões sobre o PL 17/2023, que botou oposição contra governo. Procurou evitar ciumeira de outros vereadores oposicionistas.

Por quê? Simples. Se abrir caminho no minado terreno de tendências que se entrechocam, no PT local, como candidata à municipalidade, Marleide quer Eliete em seu lugar. Eliete vereadora.

Já a presidente, a princípio, não se entusiasma. Faz confissões aqui e ali a outros interlocutores, apontando para um fim na luta sindical após término do atual mandato. Quer ensarilhar armas. Descansar.

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Foi dada a largada na sucessão mossoroense

Corrida Eleitoral, sucessão municipalFoi dada a largada na sucessão municipal mossoroense.

Depois de passar meses remoendo denúncias sobre mato em praça, buracos em vias públicas e greve esticada de professores, a oposição acredita que agora possa tracionar um nome à prefeitura. Paralelamente, precisa achatar a alta popularidade do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade).

A chave, deduz-se, é jogar o servidor municipal contra o Executivo.

Veremos.

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PCdoB junta ‘todos’ contra Allyson com presença de Rosalba

Na ponta da mesa, Rosalba foi principal estrela da noite do Partido Comunista (Foto: redes sociais)
Na ponta da mesa, Rosalba foi principal estrela da noite do Partido Comunista (Foto: redes sociais)

Apesar de minúsculo e pouca representatividade eleitoral em Mossoró, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) deu pontapé inicial na tentativa de unir a oposição local com vistas à campanha municipal 2024. Nessa quinta-feira (4) à noite, em evento comemorativo dos 101 da legenda no país, reuniu representantes desse campo político local.

O ato foi realizado no Hotel Vila Oeste, tendo como discussão uma “Frente Ampla para Governar Mossoró e o projeto para a cidade”.

O foco oposicionista é derrotar o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade). Todos contra Allyson.

Presença

O destaque do evento foi a ex-prefeita por quatro vezes Rosalba Ciarlini (PP). Ela fez parte da mesa dos trabalhos. Em 2020, na tentativa de se reeleger ao quinto mandato, foi derrotada por Allyson Bezerra. No momento, ela e seu grupo não possuem qualquer mandato eletivo.

Também prestigiaram a iniciativa do PCdoB, os vereadores Larissa Rosado (União Brasil) e Pablo Aires (PSB).

O ex-candidato a deputado estadual, ex-candidato a vice-prefeito de Rosalba em 2020 e presidente do Avante no RN, Jorge do Rosário, também compareceu.

Presidente do PT de Mossoró, a deputada estadual Isolda Dantas preferiu escalar sua assessora e pré-candidata preferencial à vereança, Plúvia Oliveira (PT), para representá-la.

Nas últimas eleições municipais, o PCdoB somou 797 a vereador, com seis candidatos.

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Sindicato e oposição pedem apoio à greve, mas evitam judicialização

Como parte das ações da greve que já chega aos 49 dias, sindicalistas e professores da rede municipal de ensino de Mossoró foram nesta terça-feira (11) à Câmara Municipal de Mossoró colher assinatura dos vereadores. Trata-se de um manifesto que cobra do Executivo mossoroense propostas para o fim da paralisação que tem 11 pontos, sendo o principal o pagamento do Piso Nacional do Magistério.

Protestos ocorreram nas galerias e no plenário, com vereadores da oposição (Foto: Sindiserpum)
Protestos ocorreram nas galerias e no plenário, com vereadores da oposição (Foto: Sindiserpum)

A vereadora e dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), Marleide Cunha (PT), além de outros oposicionistas como Tony Fernandes (Solidariedade) e Omar Nogueira (Patriota), cobraram o fim da greve, responsabilizando o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) pelo problema.

O governista Raério Araújo (PSD) sugeriu que o próprio Sindiserpum, tão seguro do seu pleito, buscasse judicializar o caso. Para ele, nada mais oportuno. Porém, Marleide desconsiderou a proposta. Em sua réplica, afirmou que essa seria uma forma de tirar responsabilidades do prefeito.

Nas galerias, com máscaras, cartazes e outros tipos de manifestações, a mobilização comandada pelo Sindiserpum ocorreu de forma pacífica, com apoio dos parlamentares da oposição, focando principalmente o executivo municipal.

A favor do manifesto:

Isaac da Casca

Francisco Carlos

Marleide Cunha

Pablo Aires

Larissa Rosado

Carmem Julia

Omar Nogueira

Tony Fernandes

Lawrence Amorim (presidente da CMM)

Não assinaram:

Edson Carlos

Wignis do Gás

Francisco Lourenço da Costa Neto, o “Costinha”

Raério Cabeção

Ricardo de Dodoca

Markrute da Maísa

Genilson Alves

Naldo Feitosa

Lamarque Oliveira

Didi de Arnor

Faltaram à sessão:

*Paulo Igor

Zé Peixeiro

Gideon Ismaias

Lucas das Malhas

*Apesar de ausente à sessão o vereador Paulo Igor já se comprometeu a assinar o documento.

Nota do Canal BCS – Uma greve que está em quase 50 dias já deu errado para os dois lados litigantes e mais ainda para crianças e adolescentes sem aula, sem merenda escolar, sem convívio social, imersos no obscurantismo. Se o Sindiserpum teme a judicialização, o prefeito que assuma essa posição.

Ou vamos perder todo um ano letivo? O mesmo acontece em relação a outros municípios e governo estadual. Judicializa e pronto.

Quanto a esse manifesto, o seu valor é zero à causa. Serve politicamente para ser usado contra os vereadores que não o avalizaram, na campanha eleitoral do próximo ano. Nada mais.

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Fabielle dá partida na sucessão municipal marchando em faixa própria

A entrevista da vice-prefeita assuense Fabielle Bezerra (PSDB) no sábado (11), ao programa Sala de Redação da Princesa FM, é um marco nas relações políticas entre ela e o núcleo do governismo local. Não era segredo há vários meses, sobre seu distanciamento do prefeito Gustavo Soares (sem partido), ou de um fosso entre ambos.

Fabielle é vice-prefeita dissidente, Ivan é ex-prefeito e 'principal' oposicionista e Lula tende a ser nome governista (Fotomontagem do Canal BCS)
Fabielle é vice-prefeita dissidente, Ivan é ex-prefeito e ‘principal’ oposicionista e Lula tende a ser nome governista (Fotomontagem do Canal BCS)

A entrevista de Fabielle ao âncora do programa, Jarbas Rocha, praticamente acionou o botão start (começar) da sucessão municipal.

Na entrevista, a vice-prefeita deixou claro que está caminhando em faixa própria, também equidistante do sistema político do ex-prefeito e candidato derrotado em 2020 à municipalidade, Ivan Júnior (União Brasil). Abre marcha como terceira via.

Fabielle não está mais no esquema dos Soares, nem parece interessada em ser força auxiliar de Ivan Júnior. Esse papel não lhe agrada repetir. Portanto, não é precipitado se preconizar que Fabielle e Ivan serão adversários do candidato governista no próximo ano.

“Lula”

E quem será o candidato governista à prefeitura? Transpira informação de que odontólogo Lula Eduardo Soares, o “Lula Soares”, primo do prefeito Gustavo e do deputado estadual George Soares (PV), filho do ex-prefeito Lourinaldo Soares, é ‘o cara.’

Ex-secretário de Saúde de Gustavo Soares, Lula provavelmente voltará ao secretariado nessa segunda gestão. E outras ações governistas estão ocorrendo, para não perder espaços nessa luta, inclusive na Câmara Municipal, Palácio Ulisses Olegário Lins Caldas.

Mergulharemos nos bastidores. Aguarde.

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Bancada muda para abril o ‘prazo de validade’ do líder Francisco Carlos

Do Blog Regy Carte

O vereador Professor Francisco Carlos (Avante) anunciou há pouco, via redes sociais, sua continuidade na liderança da oposição na Câmara Municipal de Mossoró. A definição ocorreu em reunião hoje (sexta-feira, 10), na sede da Câmara Municipal, com parlamentares oposicionistas e independentes.Francisco Carlos comunica que oposição decide que fica na liderança até abril de 2023 - 10-02-2023

“Convergimos para que eu continue na liderança da bancada de oposição até abril, quando Tony (vereador Tony Fernandes-Solidariedade) deverá assumir, numa natural alternância depois que eu e Larissa já termos exercido o nosso papel”, comunicou Francisco Carlos.

Ele também confirmou que continuará a presidir a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Cecel) da Câmara, no biênio 2023/2024.

A permanência de Francisco Carlos na liderança da oposição foi questionada, após declarações dele à imprensa, esta semana, sobre possível desembarque na bancada governista (veja AQUI e AQUI).

A respeito disso, também declarou o vereador, no mesmo comunicado: “Permanecerei na oposição. Contudo, a prática comum na política é: estar sempre disposto e a disposição para dialogar. Assim, me manterei aberto para conversar com todos, sobre como contribuir para o desenvolvimento de Mossoró.”

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Rogério Marinho será o líder da Oposição no Senado

Marinho poderá comandar bloco com 23 senadores (Foto: Geraldo Magela/Senado)
Marinho poderá comandar bloco com 23 senadores (Foto: Geraldo Magela/Senado)

O senador Rogério Marinho (PL) vai ser o líder da Oposição no Senado. Decisão tomada nessa segunda-feira (6).

Também houve a confirmação da nova liderança da Minoria na Casa, que passou a ser ocupada por Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do Governo Jair Bolsonaro (PL).

O termo “Minoria parlamentar” se refere ao maior bloco que se posiciona contrariamente à Maioria parlamentar….

Marinho chega a esse importante posto no Senado, logo em sua estreia nesse poder e após ser derrotado por 32 a 49 na luta à presidência da Casa, no início da legislatura (veja AQUI).

PL, Republicanos e Progressistas devem compor força oposicionista.

Juntos, eles formam bloco com 23 senadores.

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Todos contra Allyson

Prefeito Allyson alcançou aprovação tão expressiva que obriga oposição a antecipar cerco (Foto: Adriano Abreu/TN/Arquivo)
Prefeito Allyson alcançou aprovação tão expressiva que obriga oposição a antecipar cerco (Foto: Adriano Abreu/TN/Arquivo)

Coxa, a oposição ao prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) parte na frente na sucessão municipal 2024, mesmo que desengonçada. Quem será o candidato (a) a prefeito ou quais serão, não vem ao caso agora.

Os primeiros movimentos neste 2023 revelam indícios de orquestração em ataques, com fabricação de factoides e denuncismo em grosso e varejo.

São expedientes corriqueiros em toda e qualquer pré-campanha por essas bandas. Nada estranho, portanto. Allyson Bezerra que procure se esquivar. Defenda-se. Contra-ataque, se conveniente. Trégua não terá.

Todos estão contra ele. É o nome a ser batido, por estar no topo: no Palácio da Resistência.

A oposição tem motivos para partir na frente, pelo próprio esvaziamento do campo político tradicional, os Rosados, que reconhecem antecipadamente a falta de fôlego à disputa – veja AQUI e AQUI.

Serão peças acessórias, provavelmente. Hoje, assim já se portam.

As mais recentes pesquisas de avaliação de governo mostraram a administração Allyson Bezerra com 86 pontos percentuais de aprovação. Foram sondagens divulgadas pelo Grupo TCM e Blog do Barreto. Casaram os números.

Daí, a meta número um nessa fase é tentar demolir parte considerável dessa ‘torre’, para fragilizá-la ao máximo. E, sejamos claros: não é tarefa para poucos nem do dia para a noite.

Começou. Está claro.

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Rodovias fechadas podem ser sinalizador do bolsonarismo na oposição

Da Rádio Rural de Mossoró

O jornalista Carlos Santos, editor do Canal BCS (Blog Carlos Santos), comentou atos antidemocráticos de bloqueio de vias por manifestantes que não aceitam o resultado soberano das urnas.

Na ótica dele, “é um movimento nitidamente bolsonarista, de aliados do presidente”. E pode ser um sinal de como será a oposição ao governo do presidente eleito Lula (PT). “Os valores democráticos estão acima dos governos,” assinalou.

Ele foi o entrevistado desta terça-feira (01) do Jornal da Tarde.

O programa vai ao ar todos os dias, às 12h10, na Rádio Rural de Mossoró (AM 990).

É apresentado pelo jornalista Saulo Vale.

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