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Fátima divulga apoio à indústria, mas nega gás natural

A governadora Fátima Bezerra (PT) participou em São Paulo-SP nessa quinta-feira (10), da 20ª Edição da Expo Revestir, a maior feira de revestimentos e acabamentos da América Latina. Três empresas desse setor, instaladas no Rio Grande do Norte, participam do evento.

Fátima posa ao lado de dirigentes de uma empresa, informando o que não é verdade nessa estranha parceria (Foto: Governo do RN)
Fátima posa ao lado de dirigentes de uma empresa, informando o que não é verdade nessa estranha parceria (Foto: Governo do RN)

Em material oficial enviado à imprensa, Fátima fala em especial do apoio a elas através do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI), “enquanto propulsor dessa atividade no Estado”.

Destacou ainda “a retomada das atividades da Itagrês Revestimentos Cerâmicos (Porcellanati), em Mossoró, após oito anos de interrupção (…), com o diferencial que temos, que é a matéria-prima e o gás, o mais barato do Brasil”.

A realidade

Entretanto, há um fosso entre a informação oficial/declarações da governadora e a realidade. De saída, é preciso que se diga que a indústria está novamente sem produzir nada. A Itagrês – que passou a ter outro nome, chamando-se TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A – também não funciona com gás fornecido pela Potigás, sociedade de economista mista que o Estado participa.

Gás adquirido por empresa vem de outro estado, em caminhões Foto: cedida)
Gás adquirido por empresa vem de outro estado, em caminhões (Foto: cedida)

A TB Nordeste adquire o produto da Nacional Gás, empresa com representação em Fortaleza-CE. Recebe-o através de carretas especiais criogênicas. Mostramos essa realidade dia 14 do mês passado e não fomos contestados nem o seremos (veja AQUI).

Portanto, Fátima Bezerra distanciou-se da verdade ao exaltar que o produto é canalizado pela Potigás até essa indústria instalada em Mossoró. E por quê? Simples: o grupo catarinense que controla a TB Nordeste tem débito milionário com a Potigás há vários anos (veja AQUI). A fila de credores é enorme e multimilionária, como centenas de ex-empregados.

Paralisada

A propósito, desde o início da semana que a TB (ou Itagrês, como queira) está com atividades de produção completamente paralisadas. Justificativa seria de necessidade de manutenção de equipamento, mas a versão corrente da ‘rádio peão‘ é outra. Fato real é que falta matéria-prima, como a “albita” (mineral usado na composição de artefatos refratários) devido o não pagamento a fornecedores.

Ninguém vende nada a prazo à TB Nordeste, ex-Porcellanati, Itagrês, seja lá que nome use. A Potigás não fica fora dessa lista de desconfiados. Com razão. Seus ex-clientes são caloteiros contumazes. Estranho mesmo é o discurso da governadora, nessa parceria com empresários craques na enganação.

A própria reabertura da TB é sustentada por uma controvertida decisão judicial monocrática e, não necessariamente, por apoio do Proedi (veja AQUI). A Prefeitura Municipal de Mossoró decretou reversão do imóvel (veja AQUI) em que está assentada, justamente por não cumprir os propósitos da doação ocorrida em 2005.

Essa fábrica foi inaugurada em 2009, mas funcionou até 2014. Anunciou diversas vezes reabertura e após iniciado processo administrativo para retomada do patrimônio, pelo município, procurou ressuscitar produção ano passado, mas só agora em janeiro conseguiu o feito – precariamente.

Paralelamente, cerca de 250 ex-trabalhadores tentam pelo menos recebimento de seus direitos. A governadora, provavelmente não é informada também, que eles querem ser recebidos por ela, mas nunca obtiveram sequer uma chance de falar com secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves Júnior.

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Sem gás e sem energia, Porcellanati entra 2022 sem produzir nada

Energia elétrica até aqui é outra incógnita (Foto meramente ilustrativa)
Energia elétrica até aqui é outra incógnita (Foto meramente ilustrativa)

Além de não ter gás natural (veja AQUI o que publicamos recentemente) para acender um isqueiro, a Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (grupo Itagrês) também não conseguiu até o momento a garantia de energia elétrica para voltar a produzir. Segue sua rotina de faz de conta.

Essa fábrica que está parada desde 2014 (há quase oito anos), em Mossoró, vai entrar 2022 como começou 2021: sem produzir nada, absolutamente coisa alguma, sequer uma peça de azulejo para cobrir o balcão de algum açougue.

As atividades da Porcellanati começaram em dezembro de 2009 em Mossoró, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

Calotes

Em abril de 2014, quando alcançou a metade da produção estimada, ela teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento. De lá para cá, passou por processo de recuperação judicial e mesmo assim sequer pagou os ex-empregados.

O que sustenta as portas abertas dessa indústria que nada produz é uma discutível decisão monocrática liminar obtida no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), no último dia 23 de novembro (veja AQUI). A TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A, nova denominação da Porcellanati, derrubou decisão de primeiro grau que confirmava a reversão de terreno doado pela municipalidade ainda em 2005, à edificação da fábrica.

A Prefeitura de Mossoró publicou no dia 5 de novembro desse ano (veja AQUI e AQUI) o decreto “consumando, definitivamente, o retorno do bem doado ao patrimônio do Município de Mossoró”. O município tem plano de passar esse bem público à ocupação por indústrias sérias e com projetos consistentes, mas não consegue.

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Retomada de imóvel da Porcellanati está “consumada em definitivo”

O processo sob o número 2015/035 da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SEDEC) da Prefeitura de Mossoró, que trata da reversão de imóvel à TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A (outrora denominada de Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda.), está concluído. Decreto datado do último dia 5 e assinado pelo prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), dá como “consumando, definitivamente, o retorno do bem doado ao patrimônio do Município de Mossoró.”

Allyson Bezerra assinou decisão para Procuradoria-Geral encaminhar providências cartorárias (Foto: Célio Duarte/Arquivo)
Allyson Bezerra assinou decisão para Procuradoria-Geral encaminhar providências cartorárias (Foto: Célio Duarte/Arquivo)

Cabe agora à Procuradoria-Geral do Município que proceda com os trâmites cartorários competentes, oficializando a decisão, pelo não cumprimento por parte da empresa de exigências basilares contidas na doação ocorrida ainda em 2004.

Em sua tentativa de defesa administrativa para não perder o bem doado, a empresa de origem catarinense atesta que chegou a ter 23 empregados em atividade até o ano de 2015. Porém, suas atividades industriais foram paralisadas ainda em 2014, após iniciadas em 2009. Entretanto, veja abaixo o que explicitamente mostra o documento formal de doação em sua Cláusula Sétima – Da Reversão:

Os imóveis alienados ficam sujeito à reversão ao patrimônio do Município de Mossoró, a qualquer tempo, nos próximos 15 (quinze) anos, caso sejam modificadas as razões aqui configuradas, ou seja, a geração de, no mínimo 99 (noventa e nove) empregos diretos, ou seja, constatação de desvio de finalidade, sem o pedido de autorização da DONATÁRIA e o prévio consentimento, por escrito, do Município. Em caso de falência, configurada nos próximos 15 (quinze) anos, a reversão dar-se-á conjuntamente com as benfeitorias incorporadas ao imóvel.

Na decisão do prefeito, amparada em amplo trabalho do setor jurídico municipal, é descrito que os dirigentes da TB Nordeste/Porcellanati tentaram a todo custo, com manobras inclusive usando setores da imprensa, “atabalhoar a marcha processual, a fim criar factoides processuais que pudessem, de alguma forma, beneficiar-lhe durante a reversão, especialmente, visando conduzir o caso a uma eventual prescrição”.

Muitas dívidas

O grupo Itagrês, controlador dessa indústria, acumula dívidas multimilionários. Só com a municipalidade fica em torno de R$ 10 milhões em impostos. Os compromissos trabalhistas com mais de 250 empregados nunca foram honrados após encerramento da produção industrial em 2014, há mais de 7 anos. Hoje passariam de R$ 20 milhões.

No comércio local também é numerosa a lista de credores, além de setor financeiro.

Para se instalar em Mossoró, o grupo teria investido mais de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 milhões da Sudene e R$ 52 milhões de outras fontes, incluindo R$ 21 milhões do Banco do Nordeste.

Paralisada há tantos anos e sempre prometendo reabertura quando se sentia ameaçada de perder o patrimônio (veja AQUI um exemplo do ano eleitoral de 2018), a Porcellanati passou por Plano de Recuperação Judicial sob o número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC. Contudo, segue sem honrar qualquer débito local.

Má-fé de sempre

A versão espalhada por pura má-fé por representantes da TB Nordeste/Porcellanati, em contato com lideranças de ex-empregados, é que somente com a indústria voltando a funcionar em Mossoró será possível pagar as dívidas trabalhistas, por exemplo. A informação é puro sofisma. “A gente sabe que tudo isso é mentira, estão enganando de novo”, desabafa José Ronaldo da Silva, uma das vozes mais ativas contra o calote, líder dos trabalhadores.

Na verdade, uma monstruosidade a mais, pois o Plano de Recuperação Judicial concentra essas e outras obrigações em Tubarão-SC, sem qualquer relação com a unidade local. Inclusive, a própria estrutura fabril local está comprometida em cerca de 50%, pois uma de sua linhas produtivas foi ‘arrancada’ em abril desse ano, por ordem judicial, cumprida para atender credor que não recebeu pelo maquinário fornecido há muitos anos.

Parte do maquinário foi retirada em abril deste ano, para cobrir dívida com credor; indústria foi fechada em 2014 (Fotomontagem BCS)
Parte do maquinário foi retirada em abril, para cobrir dívida com credor; indústria foi fechada em 2014 (Fotomontagem BCS)

A tentativa de segurar a qualquer preço o patrimônio público, convertendo-o de vez num bem seu, é outro golpe infame contra o município, Mossoró e sua gente. Por trás, muitos outros interesses, inclusive de forças ocultas que adoram explorar Mossoró.

Leia também: Protesto ‘oficial’ da Porcellanati é outro tudo ou nada contra reversão;

Leia também: Veja  AQUI  mais de 50 matérias sobre o tema postadas nos últimos anos.

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Venham, trouxas!

Em 2018, ano eleitoral, milhares de pessoas apresentaram currículo para emprego na indústria Porcellanati (Foto: reprodução)
Em 2018, ano eleitoral, milhares de pessoas apresentaram currículo para emprego na indústria Porcellanati (Foto: reprodução)

Empresa fechada há mais de 7 anos, com dívidas enormes em bancos, comércio local e que nunca pagou ex-empregados, avisa (de novo, outra vez, novamente) que agora vai reabrir.

Recebe currículos, como em 2018, quando prometia cerca de 500 empregos e não gerou um.

Esse filme não é novo.

Mas, os trouxas são os de sempre: Mossoró e seu povo.

Leia também: Apesar de anunciar outra reabertura, Porcellanati vai perder imóvel.

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Indústria terá máquinas levadas, após promessa de 500 empregos

Algumas máquinas deverão ser levadas, o que causa preocupação a ex-trabalhadores (Fotomontagem BCS)
Algumas máquinas deverão ser levadas, o que causa preocupação a ex-trabalhadores (Fotomontagem BCS)

No dia 4 de julho de 2018 (veja AQUI), à porta da campanha estadual que teve seu filho Kadu Ciarlini (PP) como candidato a vice-governador (chapa de Carlos Eduardo Alves-PDT), a então prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) anunciou: a indústria Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês) seria reaberta em Mossoró.

Agora, quase três anos depois, integrantes da associação de ex-trabalhadores que tentam receber seus direitos trabalhistas há quase sete anos (veja AQUI detalhes), denunciam que algumas máquinas serão removidas.

Conforme decisão judicial, serão retirados alguns equipamentos da fábrica unidade do Nordeste para atender um credor não sujeito à RJ (Recuperação Judicial). A empresa estará acompanhando este processo para que nenhum dano seja causado à fábrica e ajustará suas estratégias para garantir a continuidade do seu Planejamento“, comunicou laconicamente o grupo controlador dessa indústria, em Tubarão (SC), quando provocada pelos ex-trabalhadores a dar informações.

José Ronaldo relata situação (Foto: arquivo)
José Ronaldo relata situação (Foto: arquivo)

Segundo José Ronaldo da Silva, um dos líderes dos ex-empregados, “nosso medo é que eles acabem levando outros equipamentos e deixando mesmo só o prédio. Cada dia fica mais difícil a gente receber o que tem direito e essa fábrica voltar a funcionar”.

Ano eleitoral e fila de iludidos

A promessa, em ano eleitoral (vale ser lembrado de novo), era de que após as eleições em dezembro de 2018, as máquinas retomariam atividades, com estimativa de proporcionar 500 empregos diretos e indiretos, uma deslavada mentira.

A prefeitura estimulou apresentação de currículos e filas com  cerca de 2,4 mil pessoas (veja AQUI). Nunca ninguém arranjou empregou sequer de ASG por lá, por essa suposta seleção.

Na verdade, de lá para cá, essa empresa que passou por processo de recuperação judicial e mudou denominação para “TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A”, nunca produziu uma telha que pudesse servir à cobertura da casinha de um cachorro da raça pinscher.

A Porcellanati começou a funcionar em dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. Paralisou atividades em abril de 2014 e chegou a prometer que reabriria produção em janeiro de 2018 (veja AQUI).

Estamos em março de 2021 e a Recuperação Judicial não tem desfecho favorável às vítimas, incluindo muitos credores (prestadores de serviços e fornecedores).

Nota do Blog – O enredo ainda deve ser esticado com muitas mentiras, milhões e uma fila de iludidos.

Propaganda enganosa foi muito útil, eleitoralmente em 2018 (Reprodução/arquivo)
Propaganda enganosa foi muito útil, eleitoralmente, em 2018 (Reprodução/arquivo)

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Ex-empregados da Porcellanati vão tentar judicialização

Assembleia geral dos ex-empregados da empresa Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês) à noite desta quinta-feira (10), em Mossoró, tomou posições claras em relação à devedora de seus direitos trabalhistas. Ocorreu num estacionamento no centro da cidade.

Ex-empregados têm créditos milionários (Foto: cedida)

Ficou aprovado com a participação de 52 pessoas, que os ex-funcionários vão aguardar pelo menos os créditos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) até o próximo dia 17.

Não havendo qualquer sinalização desse direito, o caminho será judicializar a questão, com pedido de falência do grupo.

O montante da dívida com ex-empregados em Mossoró chega a pouco menos de R$ 4 milhões. São 152 ex-empregados em ação coletiva e mais de 100 que buscaram direitos em processos individuais. Eles têm apoio do Sindicato dos Trabalhadores na indústria de cerâmica do RN, que foi representado na assembleia por seu presidente, Cícero Luiz Dantas Medeiros.

Câmara

Na terça-feira (15), no horário regimental das 9h na Câmara Municipal de Mossoró, um representante dos trabalhadores vai falar na Tribuna Popular desse poder. A presença na assembleia desta noite do vereador Raério Araújo (sem partido) reforçou apelo por esse espaço.

A Porcellanati, que passou a se denominar TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A há poucos meses, funcionou de 2009 a abril de 2014 em Mossoró. É originária de Tubarão-SC, onde tramita processo de recuperação judicial desde o início de 2017. Pelo acordo firmado na Justiça em SC, dia 17 é a data-limite para pagamento dos débitos com os trabalhadores demitidos.

O grupo tem um rastro de credores, o que não é restrito aos direitos trabalhistas.

Leia também: Porcellanati: Rosalba engana mais de 2,4 mil pessoas e vira piada na Net.

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Rosalba engana mais de 2,4 mil pessoas e vira piada na Net

Do Blog da Chris

A promessa da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) de que arranjaria 500 empregos na indústria Porcellanati, anunciada com uso de propaganda oficial da Prefeitura de Mossoró, está se voltando contra ela. A mentira tem mesmo pernas curtas.

Em julho de 2018, prefeitura espalhou propaganda para sacramentar grande golpe eleitoral (outro) em Mossoró (Reprodução)

Na campanha do ano passado, tendo o filho Kadu Ciarlini (PP) como vice de Carlos Eduardo Alves (PDT), Rosalba usou de todos os meios para alavancar a chapa, mas terminou perdendo as eleições nos dois turnos em Mossoró.

Mas não foi por falta de esforço e do uso até mesmo desse tipo de artifício. A promessa de 500 empregos levou mais de 2 mil e 400 pessoas inocentes à fila sob sol forte no centro da cidade, onde entregaram currículo à prefeitura com o sonho de seleção pela Porcellanati, que não produz sequer uma telha desde 2014 e não pagou seus ex-funcionários até hoje.

Nas redes sociais, o povão não esquece o estelionato eleitoral e faz adaptação à arte da prefeitura (Reprodução)

O nome disso é estelionato eleitoral, prefeita. Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?

Esse é o jeito de administrar de quem fez, faz e sabe fazer.

Depois não diga que não avisamos.

Nota do Blog Carlos Santos – À época desse estelionato eleitoral, julho do ano passado,  antecipamos e explicamos antecipadamente o porquê de tudo ser uma grande fraude, com segurança plena do que publicávamos. Confira: Rosalba promete o que não existe nem lhe cabe.

A gente não mentiu nem exagerou. Usamos alguns princípios da lógica e informações privilegiadas para tentarmos evitar que tanta gente fosse ludibriada, transformada em babaquaras. Nossa solidariedade a todos os humilhados e enganados.

Multidão entregou currículo à prefeitura, acreditando que participava de um processo seletivo sério (Foto: reprodução BCS)

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Ex-empregados da Porcellanati vão cobrar sua falência

Ex-empregados da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês) vão realizar assembleia geral na próxima quinta-feira (10), às 19h. Ele querem que Justiça decrete judicialmente a falência da empresa, para pagamento de seus compromissos trabalhistas com cerca de 151 trabalhadores.

Ex-empregados já fizeram vários protestos (Foto:arquivo/06/07/19)

A assembleia acontecerá num estacionamento de veículos ao lado da Capela de São Vicente, centro da cidade.

O grupo devedor, que passou a adotar as denominações de TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A e  TB Sul Indústria e Comércio de Revestimentos S/A, respectivamente em Mossoró e Santa Catarina, entrou com pedido de recuperação judicial em 2017.

O acordo apontava que o pagamento aos ex-empregados aconteceria em até 12 meses, período que se encerra no próximo dia 17.

Numa decretação da falência, a liquidação do patrimônio do devedor atende o crédito trabalhista como classificação prioritária.

Estelionato

Vale ser lembrado, que ano passado, em pleno período eleitoral, a Prefeitura Municipal de Mossoró “atravessou” esse enredo e produziu o cadastramento de mais de 2,4 mil pessoas à revelia da Porcellanati, assegurando que pelo menos 500 empregos diretos e indiretos seriam possíveis com reabertura da fábrica (veja AQUI). O estelionato político-eleitoral se consumou.

Paralelamente, o acordo firmado com a empresa e empregados em Tubarão e Mossoró ganha dimensão de calote. Mais um.  Em Mossoró, a Porcellanati deixou um rastro de credores ao encerrar atividades em abril de 2014, após reabertura em 2009.

Nota do Blog – Incrível! Quanto mais a gente desfia esse assunto, maior é o rastro de vigaristas.

Ano eleitoral se aproximando, preparem-se para outra fila de currículos.

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Ex-empregados da Porcellanati farão novo protesto

Cerca de 250 ex-trabalhadores da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês), sediada no Distrito Industrial de Mossoró, vão fazer protesto público em frente à indústria na BR-304 (saída para Fortaleza-CE), no próximo dia 6, a partir das 8h.

Trabalhadores já fizeram outros protestos (Foto: arquivo)

É mais um movimento de pressão para recebimento de seus direitos trabalhistas. A Porcellanati cumpre processo de recuperação judicial e pelo acordo firmado judicialmente, o débito seria pago “em até 12 meses”, com deságio de 20% do valor total e correção de 0,25% ao mês.

Ocorre que até o momento essa parcela de ex-operários não recebeu nada.

Promessas, mentiras e uso político-eleitoral

O acordo foi aprovado em assembleia geral no dia 11 de julho do ano passado, em Tubarão-SC, onde o processo de número 0300460-44.2017.8.24.0075 tramita na 1ª Vara da Justiça.

Havia promessa de reabertura da indústria para janeiro de 2018. Depois se falou quanto a dezembro do mesmo ano, com prioridade à contratação de ex-empregados. Nesse ínterim, a Prefeitura de Mossoró realizou um bizarro cadastramento para contratação de pessoal que fez fila com quase 1.800 pessoas enganadas.

Serviu como peça de propaganda eleitoral em 2018 (veja AQUI), nada mais, espalhando a inverdade de que surgiriam 500 empregos diretos e indiretos.

Propaganda oficial se apropriou de algo que não existe e acabou levando à enganação centenas de pessoas (Foto: reprodução)

No auge de sua produção em Mossoró, a Porcellanati chegou a empregar 415 pessoas em 2o13. Entretanto ao encerrar suas atividades em abril de 2014, só tinha 115 trabalhadores. Começou sua produção em dezembro de 2009.

Leia também: Promessas novas e oportunismo de sempre com a Porcellanati.

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Indústria cerâmica prioriza contratação de ex-empregados

Indústria começou produção em 2009 (Foto: arquivo)

A Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. recebe currículos de ex-empregados até o próximo dia 20, com expectativa de contratação gradual de 154 pessoas. Eles são prioritários em relação a cerca de 2.700 cadastrados listados pela prefeitura mossoroense há poucos meses.

O processo de Recuperação Judicial da empresa (de número 0300460-44.2017.8.24.0075) corre na 1ª Vara da Justiça de Tubarão (Santa Catarina) e teve sentença favorável no último dia 11, prolatada pelo juiz Edir Josias Silveira Beck.

Foi iniciada a partir do pedido formulado pelo grupo em Santa Catarina no dia 24 de janeiro de 2017, cabendo à Innovare Administradora em Recuperação e Falência (veja AQUI) conduzir trabalho para “ressuscitar” empresas, viabilizando retomada de produção.

Débitos trabalhistas

No caso da indústria em Mossoró, mais de 250 trabalhadores aguardam pagamento de débitos trabalhistas da empresas “em até 12 meses”, com deságio de 20% do valor total, porém com correção de 0,25% ao mês. O acordo foi aprovado em assembleia geral no dia 11 de julho deste ano, em Tubarão, incluindo outros credores e trabalhadores do grupo na fábrica localizada naquela cidade.

No auge de sua produção em Mossoró, a Porcellanati chegou a empregar 415 pessoas em 2o13. Entretanto ao encerrar suas atividades em abril de 2014, só tinha 115 trabalhadores. Começou sua produção em dezembro de 2009.

Leia também: Justiça vai decidir sobre reabertura de indústrias cerâmicas.

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MST diz que acampamento sofreu terceiro ataque seguido

O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) emite comunicado atestando que ocorreu “o terceiro atentado contra a Comuna Urbana”, acampamento com cerca de 220 famílias, instaladas às margens da BR-304, próximo à indústria (desativada) Porcellanati Revestimentos Cerâmicos, em Mossoró.

Comuna Urbana (Foto: Saiba Mais)

“O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) vem comunicar a toda a sociedade e, especialmente, às autoridades públicas, que, nesta madrugada do dia 03 de maio, foi praticado o terceiro atentado contra a Comuna Urbana organizada pelo movimento, situada na BR 304, em Mossoró-RN”, diz a nota em sua abertura.

“Os dois ataques anteriores aconteceram nos dias 25 de abril e 01 de maio, todos pela madrugada, com tiros que deixaram as famílias em pânico e feriram alguns ocupantes.  Desta vez, um grupo desconhecido novamente entrou na ocupação e destruiu barracas e pertences. Em razão do agravamento da insegurança nos últimos dias, as famílias tinham sido orientadas a dormirem fora da Comuna e, por essa razão, não houve feridos”, sequencia.

Cobra providências protetivas das autoridades públicas, ao mesmo tempo em que não revela interesse em manter a ocupação em terreno que é público (governo estadual).

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Recuperação Judicial não anima ex-trabalhadores de indústria

Trabalhadores já fizeram outros protestos (Foto: arquivo)

O Plano de Recuperação Judicial da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. não tem animado muito os ex-empregados da empresa em Mossoró.

Até o momento, segue sem fechamento os compromissos trabalhista dessa unidade industrial de origem catarinense.

Existe nova mobilização desses trabalhadores, para outro protesto público. Anteriormente, eles já fizeram movimento em frente à antiga fábrica na BR-304 e à porta da Justiça do Trabalho.

O Plano de Recuperação Judicial existe sob o processo de número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC).

Leia também: Porcelanatti, um grande negócio que segue fazendo estragos AQUI;

Leia também: Inspeção mostra condições para reativação da Porcelanatti AQUI.

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Médico capota carro e escapa da morte milagrosamente

Alexandre, médico do Itep (Foto: Redes sociais)

Do blog O Câmera e outras fontes

O médico do Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP) de Mossoró, Alexandre Avelino Moreira Maia, capotou seu carro na manhã desta segunda-feira, 29, na BR 304, nas proximidades da fábrica Porcellanati.

Alexandre Avelino ficou preso às ferragens após o capotamento. Populares usaram picaretas e alavancas para resgate da vítima.

O médico procedia de Fortaleza (CE) com destino a Mossoró.

O acidente aconteceu já em área de configuração urbana, trecho de denominado Distrito Industrial de Mossoró, com veículo tendo capotado várias vezes a ponto de ficar emborcado.

Ele perdeu o controle de sua picape Hilux de cor prata.

Alexandre foi socorrido por uma equipe do Samu para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) com suspeita de fratura em um dos braços.

O carro ficou praticamente destruído.

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Promessas novas e oportunismo de sempre com a Porcellanati

Por Carlos Duarte

Não dá para acreditar nas promessas feitas pelo Gerente de Reestruturação do grupo Itagrês (veja AQUI), a qual pertence a Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda.

Vários créditos de confiança já foram dados a esse grupo empresarial, que sempre teve o apoio de políticos e gestores públicos locais e do Estado. Contabilizam-se inúmeros incentivos fiscais concedidos e de dezenas de milhões de reais tomados em empréstimos, com carências e juros baixos, mas o grupo empresarial nunca conseguiu mostrar a real viabilidade de seu projeto.

A Porcellanati veio para Mossoró atraída, em 2002, pela então prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP). Seu governo tratava a chegada da unidade fabril como a panaceia do desenvolvimento econômico de Mossoró e, todos os esforços foram concentrados nesse sentido, expurgando-se qualquer outro projeto de empreendimento local, por mais bem concebido que pudesse parecer.

À época, a mídia oficial do governo “Adoro Mossoró” explorou bastante esse feito, enfatizando a promessa de geração de milhares de empregos, renda e arrecadação.

O tempo mostrou que tudo não passou de má-fé, incompetência e utopia.

A Porcellanati nunca produziu o que prometeu, não gerou os milhares de empregos projetados e jamais promoveu arrecadação ou teve qualquer impacto na renda e/ou na balança comercial do município. Ao contrário, aumentou sua dívida contraindo novos contratos de empréstimos, deu calote nos fornecedores e prestadores de serviços e não pagou os direitos trabalhistas de seus funcionários, deixando diversas famílias desamparadas e com sonhos frustrados.

Agora, o governo da prefeita Rosalba Ciarlini ocupa outra posição nessa história, mas vai na mesma direção utópica. Não tem qualquer participação na atual fase de entendimentos. Porém pega carona num movimento iniciado por grupo de ex-empregados da empresa, que tem pressionado a  Justiça do Trabalho para recebimento de direitos trabalhistas e suposta reabertura dela em Mossoró.

Se os trabalhadores receberem esses direitos e a empresa for reaberta, veremos nova onda de propaganda irreal, atribuindo ao governo municipal esses novos “feitos”. Se der tudo errado, a culpa é transferida. Mas temos aí as redes sociais vigilantes.

O Blog Carlos Santos é um dos raros órgãos de imprensa da cidade e do estado que tem coberto esse enredo, dando a sua real situação.

SECOS & MOLHADOS

Reforma – O parecer do relator da Reforma Trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB), altera, entre outros pontos, a concessão de férias dos trabalhadores – que poderão gozar férias em até três períodos diferentes; a contribuição sindical – que ficará restrita aos trabalhadores e empregadores sindicalizados; e a prestação de serviços – que poderá ser de forma descontinua, cabendo ao empregador o pagamento pelas horas efetivamente trabalhadas.

Boff – O teólogo Leonardo Boff, antes ferrenho defensor de Lula, abre os olhos dos míopes e dos que preferem distorcer a realidade dos fatos a qualquer custo, fugindo da realidade do lamaçal da corrupção brasileira. Veja o que ele escreve em sua página na Net:

“Formou-se entre nós, praticamente, uma sociedade de ladrões e de bandidos que assaltaram o país, deixando milhões de vítimas, gente humilde de povo, sem saúde, sem escola, sem casa, sem trabalho e sem espaços de encontro e lazer. E o pior, sem esperança de que esse rumo possa facilmente ser mudado. Mas tem que mudar e vai mudar. É crime demasiado. Nenhuma sociedade minimamente humana e honesta pode sobreviver com semelhante câncer que vai corroendo as forças vitais de uma nação”. Leia restante do texto e artigo que ele avaliza, da jornalista espanhola Carla Jiménez (El Pais), clicando AQUI.

Placar – De acordo com um levantamento do jornal “O Estado de São Paulo”, até a última sexta-feira (21/04), o número de parlamentares contrários à Reforma da Previdência subiu para 186, enquanto o número de parlamentares que se posicionaram a favor subiu para 70. Ainda 43 estão indecisos e 89 não quiseram responder. Os demais não foram encontrados.

Pesar – Mossoró perde uma das figuras humanas mais decentes que este articulador já conheceu. Perde um grande homem. Que Deus conforte toda a família do Dr. Milton Marques.

Ranking – Um levantamento atualizado do Instituto Igarapé, divulgado pela revista The Economist, aponta Mossoró como a 18º cidade mais violenta do mundo (veja AQUI). O que está ruim vai ficar ainda pior, se o governo da “segurança”, Robinson Faria, insistir nas práticas ineficazes e medidas paliativas de combate à violência pública. Já foram contabilizados 81 homicídios (até o último dia 22). Nesse ritmo, infelizmente, daqui a alguns meses, poderemos disputar a liderança do ranking da violência com a cidade de San Salvador – campeã de violência em todo o mundo.

Palocci – A disposição do ex-ministro Antônio Palocci em fazer um acordo de delação premiada com a Operação Lava-Jato aumenta o temor de muita gente envolvida no esquema. Palocci foi captador de recursos das campanhas dos ex-presidentes Lula e Dilma. Como titular das pastas da Fazenda e Casa Civil, ele editou várias medidas de governo que podem ter beneficiado empresas, em troca apoio partidário. Também foi consultor de bancos e empresas importantes do País. Se realmente abrir o bico, não deixará pedra sobre pedra.

Veja a coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Audiência discute situação de débitos da indústria Porcellanati

A Câmara Municipal de Mossoró realizou audiência pública para discutir a situação dos trabalhadores da empresa Porcellanati, na manhã desta quinta-feira (20/04). A audiência foi proposta pelo vereador Alex Moacir (PMDB) com o objetivo de encontrar soluções para o atraso no recebimento das rescisões trabalhistas e pagamento dos fornecedores da Porcellanati.

Audiência pública aconteceu hoje no plenário da Câmara Municipal de Mossoró (Foto: Edilberto Barros)

A proposição “surfa” em providências que estão bem adiantadas, graças à luta dos próprios ex-empregados da empresa que empreende movimento para recebimento de direitos trabalhista e reabertura da empresa.

O Blog Carlos Santos tem coberto essa verdadeira odisseia há vários meses.

O Gerente de Reestruturação do Grupo Itagrês, a qual pertence a Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda, Sidney Souza, participou da audiência e informou que a empresa tem até o próximo dia 08 de maio para apresentar um plano de pagamento dos seus credores, incluindo trabalhadores, dentro do processo de recuperação judicial aprovado em março passado.

Representantes de vários segmentos ligados à atividade produtiva e ao poder público também participaram da discussão.

Nota do Blog – Empresa afirmou em recente audiência na Justiça do Trabalho (veja AQUI), sua intenção de retomar atividades até início do próximo ano.

Passa por processo de recuperação judicial.

Particularmente, não acredito que isso aconteça num cenário de economia recessiva enfrentado pelo país. Mas não custa apostar e lutar.

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Inspeção mostra condições para reativação da Porcellanati

Comitiva composta por representantes da Justiça do Trabalho, sindicalista, ex-empregados e prepostos da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês) participaram de inspeção hoje à tarde à unidade industrial dessa empresa no Distrito Industrial de Mossoró. O procedimento foi decidido em audiência na 1ª Vara da Justiça do Trabalho, dia 10 deste mês (veja AQUI), presidida pelo juiz Higor Marcelino Sanches.

Porcellanati está sob Plano de Recuperação Judicial que pode permitir sua retomada industrial (Foto: arquivo)

O grupo controlador da Porcellanati teve acatado seu pedido de “Plano de Recuperação Judicial” (processo de número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC), envolvendo suas cinco fábricas, sendo uma delas em Mossoró, aspirando ganhar fôlego para retomar ritmo de funcionamento e sanar dívidas prioritariamente com trabalhadores.

Na inspeção, algumas conclusões foram assinaladas:

1. Equipamentos – Foram verificados que todos estão no seu devido lugar e em plena condição de uso, salvo alguns reparos e manutenção. Não foram constatadas retiradas de nenhuma máquina,  apenas deslocamento para um outro setor.

2 . Unidade Fabril – Foram feitos alguns reparos na estrutura do Galpão Industrial, objetivando evitar vazamentos que estavam afetando principalmente o forno da chamada “Linha Um”, que necessitara de cuidados especial.

3. Condições gerais da fábrica – A unidade está com ótimo aspecto estrutural em condições de ser reativada, obedecendo-se procedimentos técnicos necessários e com pessoal qualificado, que Mossoró possui plenamente, formado pela própria Porcellanati.

“A comissão ficou muito satisfeita com o cuidado que a empresa está tendo na conservação desses importantes equipamentos. Ficamos ainda mais confiante na brevidade dos pagamentos trabalhistas pendentes”, comenta José Ronaldo da Silva, integrante da equipe de representante dos ex-funcionários.

O Plano de Recuperação Judicial da Porcellanati é conduzido pela empresa Innovare Administradora em Recuperação e Falência, especializada como administradora judicial em processos de recuperação judicial e falência.

“Temos esperança que a empresa possa começar a pagar suas dívidas trabalhistas conosco em 60 dias e num futuro próximo ela seja capaz de retomar produção”, completou José Ronaldo.

Acompanhe clicando AQUI o processo relativo ao Plano de Recuperação Judicial da Porcellanati.

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Porcellanati admite que poderá reativar sua fábrica em Mossoró

Representantes do grupo controlador da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. anunciou que tem planos para reativar sua fábrica em Mossoró.  A intenção é que isso aconteça até Janeiro de 2018, assegurando a todos os ex funcionários a recontratação imediata.

Pelo menos isso foi manifestado em audiência de conciliação promovida pela 1ª Vara da Justiça do Trabalho, em Mossoró, nessa sexta-feira (10), que reuniu as partes litigantes, Ministério Público do Trabalho (MPT) e representantes sindicais.

Porcellanati foi um sonho industrial que aos poucos virou um tormento em Mossoró e região (Foto: Tribuna do Norte)

Foi presidida pelo juiz Higor Marcelino Sanches.

O grupo controlador da Porcellanati entrou com pedido de “Recuperação Judicial”, envolvendo as duas unidades que possui em Santa Catarina, na cidade de Tubarão. A conceituada empresa Innovare (administradora em recuperação e falência) é a responsável por essa gestão (conheça AQUI).

Visita agendada

Ficaram acertados alguns pontos ao final da audiência.

Haverá visita à fábrica em Mossoró, com o objetivo de levantar  todo o patrimônio instalado, como garantia de um futuro leilão para quitação dos débitos, caso a empresa não consiga sair da situação de dificuldades que revelar ter, com o processo de Recuperação Judicial.

Foi agendada para o dia 28 de março às 14h, e contará com os seguintes envolvidos: Comissão representando os empregados, representantes sindicais e representantes da empresa.

Paralelamente, os ex-funcionários que lutam na justiça à obtenção de seus direitos trabalhistas, articulam formalização de uma associação capaz de ampliar e organizar sua luta. Numa hipótese da Porcellanati realmente ser reativada, vão cobrar a retomada dos empregos.

Admite-se até mesmo intervenção judicial que viabilize reabertura da fábrica, oportunizando que a associação assuma a produção da Unidade de Mossoró.

História

A Porcellanati começou a funcionar, a partir de dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes.

A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

Em abril de 2014, quando produzia a metade da produção estimada, teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento dos serviços, quando empregava cerca de 400 funcionários.

Saiba mais sobre a Porcellanati em Mossoró clicando AQUI.

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Justiça do Trabalho tentará resolver impasse com Porcellanati

A Justiça do Trabalho vai realizar uma audiência de conciliação no dia 10 de março, com ex-empregados da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. e representantes da empresa.

Essa foi a posição adiantada por juízes do Trabalho da Comarca de Mossoró em reunião com grupo de ex-empregados que aguarda recebimento de seus direitos trabalhistas desde 2014.

A reunião aconteceu à tarde dessa quarta-feira (15).

Foi provocada por movimento de protesto (veja AQUI e AQUI) que quer agilidade da Justiça do Trabalho para desfazer esse impasse.

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Justiça do Trabalho resolve dialogar com manifestantes

Sobrinho: diálogo aberto (Foto: cedida)

Comissão de ex-empregados da ex-funcionários da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Mossoró) será recebida hoje às 14h30, no fórum trabalhista da cidade, pelos quatro juízes do Trabalho da comarca.

Esse foi o compromisso assumido pelo juiz da 4ª Vara do Trabalho, Hamilton Vieira Sobrinho, em conversa informal com ex-funcionários que faziam protesto em frente ao fórum, à manhã desta quarta-feira (15) – veja AQUI.

Em face desse acordo, os manifestantes que buscam recebimento de seus direitos trabalhistas, resolveram dispersar o movimento. Às 14h30 estarão de volta.

Nota do Blog – Atitude elevada e digna de aplausos. Que também possam ser agilizadas soluções para o impasse.

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Desempregados da Porcellanati protestam em frente à Justiça

Um grupo de ex-funcionários da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Mossoró) faz nova mobilização pública. Dessa feita, começaram agora pela manhã.

Protesto é o segundo promovido por trabalhadores que lutam por seus direitos (justos) que não foram pagos (Foto: cedida)

Realizam protesto em frente à Justiça do Trabalho, na Alameda das Carnaubeiras, 833 – bairro Costa e Silva.

É o segundo movimento (veja AQUI) que realizam, cobrando decisão judicial que atenda cerca de 200 ex-trabalhadores que estão sem receber direitos trabalhista dessa empresa catarinense que fechou sua fábrica em Mossoró em 2014.

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Ex-empregados da Porcellanati protestarão diante da Justiça

No próximo dia 15 (quarta-feira da próxima semana), um grupo de ex-funcionários da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Mossoró) fará nova mobilização pública. Dessa feita, logo a partir das 8 horas.

Pretendem realizar protesto em frente à Justiça do Trabalho, na Alameda das Carnaubeiras, 833 – bairro Costa e Silva.

Ex-empregados da Porcellanati fizeram protesto público interditando BR-304 no dia 28 (Foto: cedidas)

A movimentação é uma forma de sensibilizar a Justiça Trabalhista à necessidade de mais de 200 trabalhadores que perderam o emprego e não receberam ainda seus direitos.

No último dia 28 de janeiro, eles já tinham se reunido em frente à unidade fabril da empresa e bloquearam um trecho da BR 304 – Saída de Mossoró para Tibau-RN e Fortaleza-CE.

Investimento milionário

O objetivo era chamar a atenção das autoridades competentes, sobre a dilapidação do que restou do patrimônio da empresa, que ainda pode garantir os seus direitos trabalhistas.

A Porcellanati começou a funcionar, a partir de dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes.

A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

Em abril de 2014, quando produzia a metade da produção estimada, teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento dos serviços, quando empregava cerca de 400 funcionários.

Saiba mais sobre a Porcellanati em Mossoró clicando AQUI.

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Prefeitura trabalha na ‘surdina’ negociação sobre a Porcellanati

O fechamento da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. em Mossoró, com bens postos em leilão (veja AQUI) pela Justiça Federal, é acompanhado com vivo interesse pela Prefeitura de Mossoró.

Sem alardes, o Governo Francisco José Júnior (PSD) trabalha a reversão da doação feita pelo Município ao grupo controlador da Porcellanati, o catarinense Itagrês.

Unidade industrial da Porcellanati em Mossoró ocupa área privilegiada e de altíssimo valor (Foto: Itagrês)

O que isso significa de forma simplificada, sem rodeios do juridiquês? O bem cedido à Itagrês para fim específico, não atendendo mais à finalidade para qual foi cedido, deve retornar à Municipalidade para nova destinação. Aí começa outro enredo que merece muita atenção.

“Negociações”

Paralelamente, começaram “negociações” que não chegam ao conhecimento da sociedade. Nem dos organismos fiscalizadores da coisa pública.

Os números são de muitos e  muitos milhões.

Conglomerado empresarial que atua na área de energia, lançou olhar sobre o vastíssimo terreno, com apetite para fazer investimento de muitos milhões.

Houve até uma reunião para tratar do assunto, em hotel mossoroense, há poucos dias.

Parceria

Mas quase sem ser percebida, uma parceria de grandes empresários de Mossoró corre por fora, com sinalização do prefeito para que o negócio lhes favoreça.

O terreno em questão é de altíssimo valor financeiro. A Porcellanati ocupa uma área de 200.000m², dos quais 41.000m² são de área construída e o restante constituído de floresta nativa e áreas de reflorestamento.

Nasceu para ser a maior indústria de porcelanato da América Latina, com foto também na exportação.

Novo pregão relativo à Porcellanati deverá acontecer no dia 18, na sede da Justiça Federal. O que foi programado anteriormente com lance mínimo de R$ 15 milhões, não vingou.

Nesse ínterim, os bastidores continuarão fervendo, repletos de novidades.

* Depois traremos mais detalhes desses bastidores que tem de tudo, até mesmo o direito.

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